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Clube Militar anuncia apoio à candidatura de Marina Silva

O Clube Militar, com sede no Rio de Janeiro, divulgou um comunicado, chamado “Um fio de esperança”, em apoio à candidatura de Marina Silva para presidente.

Segundo o Clube Militar, a ex-ministra do Meio Ambiente “incorporou o desejo vago de mudanças que levou o povo às ruas em junho do ano passado”.

“Que tipo de mudança, isso já é outro problema”, afirmou o comunicado do Clube Militar, formado por oficiais aposentados que defende o golpe de 1964.

Apesar de qualificar Marina como uma “figura messiânica” que caminha para uma “nova política misteriosa”, os militares reformados acreditam que ela é capaz de derrotar o que chamaram de “lulopetismo”, referência aos governos do Partido dos Trabalhadores.

“As mudanças podem ser para melhor ou para pior, desde que interrompam a malfadada corruptocracia instalada no poder pelo lulopetismo”, afirmou texto.

“Como está não pode continuar. Há expectativa de que novos rumos e novos governantes tragam melhores dias e maior esperança para os eleitores desiludidos”, disse o comunicado, assinado pelo general Clovis Purper Bandeira.

Fonte: Terra

Banqueiro taxa governo Dilma de ‘medíocre’ e torce por Marina

CORREIO DO BRASIL | 05/09/204

Raposa da agiotagem quer tomar conta do galinheiro

O banqueiro Roberto Setúbal torce, abertamente, pela vitória de Marina Silva

Repercutiu nesta quarta-feira, no mercado financeiro e nos meios políticos do país, o discurso do presidente do banco Itaú, Roberto Setubal, na cerimônia de comemoração dos 90 anos da instituição, noite passada. O banqueiro escancarou sua torcida pela vitória da candidata do PSB/Rede Sustentabilidade à Presidência da República, Marina Silva e não poupou críticas, ainda que veladas, à presidenta e candidata petista, Dilma Rousseff. Para o banqueiro, o Brasil vive um momento histórico, diante de uma “eleição presidencial que mudará o rumo do país” e, em seguida, disse que está na torcida para que Marina Silva seja vitoriosa em outubro.

Setubal não citou nomes, mas afirmou que os dois ciclos anteriores – da estabilização econômica liderada por Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e de conquistas sociais liderado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – foram encerrados (no governo Dilma) e que “o país não quer mais gestões medíocres e populistas”. O irmão de Neca Setúbal, assessora e financiadora da campanha de Marina, também disse que os números da candidata de sua preferência, nas pesquisas eleitorais, manifestam o desejo de mudança, que deve se consolidar com a eleição da ex-senadora. Entre os convidados, logo após o encerramento da falação, notava-se o burburinho.

– Ele deu a vitória da Mariana como certa – disse um deles, que prefere não se identificar.

Roberto Setubal foi cumprimentado “pela coragem de seu discurso”, por outro magnata presente à festa.

Para a imprensa, no entanto, Setubal preferiu abaixar o tom. Tangenciou, dizendo que a população quer mudanças, como já ficara claro nas manifestações de junho de 2013, e que a vitória de Marina é indicada pelas pesquisas. O banqueiro também disse que sua irmã, Neca, “não tem nada a ver com o banco”.

A surpresa quanto ao discurso de Setubal, no entanto, foi apenas dos tucanos presentes ao evento. Esta não é a primeira vez que o banqueiro se manifesta, publicamente, em favor de um candidato à Presidência. Em 2002, com o dólar disparado diante do favoritismo de Lula, Setubal disse que o petista venceria e que isso não seria ruim como muitos esperavam. Desta vez, porém, a audiência esperava algumas palavras em favor do candidato do PSDB, Aécio Neves, que se isola agora no terceiro lugar, segundo as últimas pesquisas de intenção de voto, divulgadas nesta quarta-feira.

Se não bastasse a previsão do banqueiro, de vitória da candidata de sua irmã, o ambiente no PSDB se deteriora rapidamente. Neves, segundo a aferição da vontade do eleitor, está fora da disputa, que se polariza entre Dilma e Marina. No placar do Ibope, Dilma tem 37%, Marina 33% e Aécio 15%. Já na sondagem do Datafolha, a presidente subiu para 35%, enquanto a ex-senadora marcou os mesmos 34% da última vez e o tucano perdeu um ponto, descendo para 14%.

Diante da derrota, Aécio já admite o fracasso de sua campanha:

– Eu tenho que confiar. Mas não estou dizendo que vou ganhar todas as eleições. Eleições se perdem. Já perdi eleições, inclusive, e acho que se aprende muito com isso. Agora, que não se pode perder é a capacidade de defender aquilo em que se acredita – disse o candidato a jornalistas.

A presidenta Dilma, nas pesquisas, apresenta maior índice de eleitores convictos. Segundo o Datafolha, no caso de Dilma, três quartos (74%) de seus eleitores declararam estar totalmente decididos. Entre marineiros, 70% afirmam fidelidade pela candidata. O tucano é o que corre mais risco de perder eleitores – taxa de eleitores convictos cai para 66%.

Nas análises que se proliferam sobre os números dos institutos de pesquisa, os eleitores mais ricos e escolarizados já trocam Neves por Marina Silva. Entre os brasileiros com renda familiar acima de 10 salários mínimos, o tucano caiu 13 pontos em duas semanas, de 38% para 25%. A ex-senadora subiu 14 e avançou de 27% para 41%.

Na faixa com ensino superior, Aécio perdeu 12 pontos e foi de 31% a 19%. Marina ganhou 12 e saltou de 30% para 42%. O índice de Dilma Rousseff (PT) variou pouco nos dois grupos, segundo o Datafolha.

PARA REINALDO, MARINA CONSEGUE SER “PIOR QUE O PT”

França: Marina já tem prazo para deixar o PSB

O presidente do diretório paulista do PSB, deputado Márcio França, deixou clara a divisão da legenda e culpou a Rede da ex-senadora Marina Silva pela falta de acordo. Segundo ele, a sigla já tem prazo para sair: ‘Eles preferiram trabalhar como se fossem um outro partido. Assim que registrarem o partido deles, vão embora. E a gente vai continuar no PSB. Onde tiver intersecção, vamos juntos’, disse.

França foi o articulador da derrota aos marineiros no maior colégio eleitoral ao insistir em aliança do presidenciável Eduardo

Campos com o governador tucano Geraldo Alckmin. “A ingratidão (com Alckmin) é um ato forte e só teria condições de fazer um movimento contrário se tivesse grande oportunidade. Se Marina fosse candidata em São Paulo, estava resolvido. Fui prefeito de São Vicente e em 2010 declarei voto nela. Foi a cidade em que ela foi mais votada, entre as grandes, porque declarei meu voto. Tenho legitimidade para dizer que nem sempre ela está certa”, disse. 

Ele insiste na importância de atrelar a imagem de Campos a Alckmin no Estado: “Se Campos for para o segundo turno, quem faria o palanque dele no Estado sem essa aliança?”.

Fonte: Brasil247

Diante de Marina, Luiza sai em defesa de Dilma

ImagemA ex-senadora Marina Silva, recebida ao lado de Eduardo Campos como convidada de honra num jantar oferecido pelo empresário João Doria Jr., foi surpreendida pela defesa da presidente Dilma Rousseff pela empresária Luiza Trajano, que se sentou à sua mesa,

– Fala a verdade, a presidenta é muito honesta, muito séria, né?, questionou Luiza Trajano, dona do Magazine Luiza.

– É, respondeu Marina. E tem convicções fortes. No governo [de Lula, do qual as duas foram ministras], nós convergimos e divergimos, o que é natural.

Recentemente, Luiza Trajano também saiu em defesa do governo Dilma, ao polemizar com o jornalista Diogo Mainardi, que, com dados incorretos, apontou fragilidade do varejo brasileiro.

Fonte: Brasil247

Marina pede mobilização contra a corrupção

ImagemA ex-senadora Marina Silva, vice na chapa de Eduardo Campos (PSB) à Presidência, defendeu uma mobilização para acabar com a corrupção no Brasil. Segundo ela, o problema será erradicado quando não for considerada problema só do governo, mas um mal na vida de cada cidadão. “Foi assim com a escravidão, a ditadura, a inflação, a exclusão social, males históricos de que ainda não estamos totalmente livres, mas já passamos o pior momento”, diz.. Ela lembra que hoje temos a indignação do povo saindo às ruas e batendo à porta das instituições. “É um período propício para o Brasil escrever os capítulos finais dessa triste história” 

Fonte: Brasil247

A CRISE SACODE AS JÓIAS DA COROA

A CRISE ImagemAnunciada como pré-candidata a vice-presidente na chapa encabeçada por Eduardo Campos, a ex-senadora Marina Silva afirma em artigo publicado nesta sexta-feira (18), na Folha, que “a crise que sacode as joias da Coroa –Petrobras e Eletrobras– e, surpreendentemente, instala-se em núcleos de excelência como Ipea, IBGE e Embrapa, tem origem para além da política e revela o mal endêmico do patrimonialismo embutido no Estado brasileiro”.

“As coisas nossas estão se tornando “cosa nostra”. A apropriação privada do que é de todos tem, no âmbito do Estado, uma possibilidade de solução política. Podemos investigar, responsabilizar, separar o joio do trigo, sanear as organizações. Mas, e o imenso território da nacionalidade, expropriado do povo pela ganância de poucos, como recuperá-lo? É difícil dimensionar a tragédia”, afirma.

Abaixo o texto na íntegra:

Nosso, em português

“O petróleo é nosso” foi o lema de um grande consenso que embasou o controle estatal do território e dos recursos naturais no Brasil, bem como dos instrumentos de promoção do desenvolvimento econômico nos últimos 60 anos. Para o bem ou para o mal, na ditadura militar ou na democracia, o consenso nacionalista sobrevive ancorado em coisas que nós, brasileiros, identificamos como nossas.

A crise que sacode as joias da Coroa –Petrobras e Eletrobras– e, surpreendentemente, instala-se em núcleos de excelência como Ipea, IBGE e Embrapa, tem origem para além da política e revela o mal endêmico do patrimonialismo embutido no Estado brasileiro. As coisas nossas estão se tornando “cosa nostra”.

A apropriação privada do que é de todos tem, no âmbito do Estado, uma possibilidade de solução política. Podemos investigar, responsabilizar, separar o joio do trigo, sanear as organizações. Mas, e o imenso território da nacionalidade, expropriado do povo pela ganância de poucos, como recuperá-lo?

É difícil dimensionar a tragédia. A organização britânica Global Witness divulgou nesta semana uma lista de 908 ambientalistas assassinados nos últimos dez anos em 35 países. O Brasil é o campeão, com 448 mortes, quase a metade do total. Algumas foram amplamente noticiadas, como a da irmã Dorothy Stang, assassinada em 2005; outras, tratadas com indiferença. Em apenas 1% dos casos os culpados são condenados.

Amanhã é dia de outra tragédia: no 19 de abril, dedicado ao índio –que antes também era “nosso”–, só aqueles que se apropriam de seus territórios e riquezas têm motivos para comemorar. Prossegue, no Congresso Nacional, a tentativa de dificultar as demarcações e facilitar as invasões, com projetos de mudanças nas leis para tornar privado um direito que sempre foi público. Afinal, as terras indígenas pertencem à República, a todos nós, assim como os minérios no subsolo, as águas, as florestas e a biodiversidade.

Para que alguns se tornem “donos da pátria” é necessário tornar aceitável um nacionalismo excludente, etnocêntrico e assentado num sentimento de posse que anula a noção de pertencimento de índios, negros e pobres. O que é entendido como direito natural de uns, pode ser, no máximo, uma concessão que estes fazem aos outros. Esse é o nó central da nacionalidade.

A erradicação desse pernicioso sentimento de posse exigirá tempo e capacidade de autorreconhecimento das parcelas expropriadas da população. Exigirá também um maior senso de responsabilidade com o que é nosso. Felizmente, ainda existem índios, com quem podemos reaprender a ser brasileiros.
Fonte: Brasil247