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Sementes nativas geram renda para moradores do rio Xingu

Coleta de sementes transformou agricultores familiares e indígenas em empreendedores da floresta

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Foto: ISA/Reprodução

MANAUS – ‘A união faz a força’. Você já deve ter ouvido muitas vezes este ditado popular. Mas também pode vê-lo na prática, como é o caso da iniciativa Rede de Sementes do Xingu. A ideia nasceu singela com o intuito de preservar áreas de florestas degradadas nas cabeceiras do Rio Xingu. A vida de 350 agricultores familiares e indígenas moradores da região mudou com o projeto.

“Com a Rede de Sementes do Xingu, vemos a valorização da floresta de uma maneira que antes não existia. E também, a complementação e geração de renda para as pessoas que participam da iniciativa”, diz um dos coordenadores da iniciativa, o engenheiro agrônomo Rodrigo Junqueira.

A Rede de Sementes nasceu em 2007, em parceria do Instituto Socioambiental (ISA), com o objetivo de restaurar áreas de florestas degradadas nas cabeceiras do Rio Xingu. A iniciativa se converteu numa rede de trocas e encomendas de sementes de 214 espécies de árvores e outras plantas nativas da região do Xingu, Araguaia e Teles Pires. Desde a sua criação, 119 toneladas de sementes foram comercializadas.

Guaraná do Amazonas abastece Mato Grosso há quatro décadas

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Há mais de 40 anos a família Thompson comercializa produtos à base do fruto. Foto: Reprodução/Guaraná Tibiriçá

Há mais de 40 anos a família Thompson comercializa produtos à base do fruto. Foto: Reprodução/Guaraná Tibiriçá

CUIABÁ – Há 43 anos não falta mais guaraná no Mato Grosso. Isto porque Jorge Thompson e uma estranha logística determinam o abastecimento do produto no Estado. Quando trocou Manaus por Cuiabá, aos 21 anos de idade, Thompson foi para consolidar um negócio de seu pai, Tibiriça Thompson, que há sete anos trazia regularmente toneladas de bastões de guaraná de Maués, do interior do Amazonas, para a capital mato-grossense. “Ele ia de avião de Manaus para São Paulo e de lá era enviado para Corumbá, de barco. Ali um comerciante, João Dolatoni, fazia a distribuição para todo o Mato Grosso, também pelos rios”, explicou Thompson.

A partir de uma pequena loja, exclusiva para a venda de guaraná em bastão na rua Thogo da Silva Pereira, em Cuiabá, nas proximidades do Hospital Geral, Jorge Thompson Paes Bernardes, em 1971, atendia no balcão a partir das seis horas da manhã o cidadão comum e personalidades. “Rubens de Mendonça (historiador), José Vilanova Torres (ex-prefeito), José Fragelli (ex-governador) formavam a clientela habitual. Quando apareciam por aqui artistas para shows e queriam conhecer melhor Cuiabá, eram levados para comprar guaraná”, relatou.

Ele se lembra de Rosa Maria Murtinho e Mauro Mendonça, Pepeu Gomes e Baby Consuelo, dentre outros, que consumiam o Guaraná Tibiriçá. “Mauro Mendonça depois que conheceu a loja tornou-se freguês assíduo. Pedia para mandar pelo correio para o Rio de Janeiro”, disse.

A lista de remessa do Guaraná Tibiriçá é enorme. Os produtos são enviados para consumidores de todo o país, principalmente para o interior de São Paulo. “Apesar das vendas no atacado serem feitas em todo o Brasil, têm compradores que preferem pagar as despesas de correio para comprar diretamente daqui”, explicou. 

Foto: Divulgação/Embrapa

O início

O guaraná, introduzido em Mato Grosso provavelmente por Marechal Rondon, há muito já havia se incorporado à identidade do cuiabano. Rondon, citado em uma reportagem por Aecim Tocantins, dizia que “o som de grosar [esfregar com a grosa, ferramenta para trabalho com madeiras] do guaraná era o amanhecer do cuiabano”. Este amanhecer ocorria em todo o Pantanal e em cidades tradicionais de Mato Grosso, como Acorizal, Rosário Oeste, Nobres e Jangada que ampliavam a geografia do fornecimento dos bastões.

O negócio de Tibiriça começou em 1964, por acaso, e firmou-se pelo hábito do cuiabano, que nem sempre tinha o guaraná à disposição. “Quando faltava, as pessoas pegavam o restinho do bastão com um alicate para passar na grosa”, lembrou Thompson.

Foi uma pane num DC-3 da empresa Cruzeiro do Sul que obrigou o voo de Manaus a São Paulo a fazer uma escala em Cuiabá. Tibiriça, ex-sócio de uma padaria, rumava para o sul do país em busca de novas oportunidades e num hotel da rua Galdino Pimentel encontrou Giovani, um italiano que ao saber de sua origem se apresentou como comerciante de guaraná e o convidou para assumir o negócio. Fez uma lista de clientes e entregou-lhe. Antes de partir o manauense sondou o negócio e dois meses depois chegou à cidade com 300 bastões de guaraná. A partir daí não parou mais com a venda.

Sucesso

Com o mercado promissor e garantido, já testado pelos últimos anos, Tibiriça resolveu abrir a loja e trouxe o filho. “Estava me preparando para estudar Direito e pensei que ia ficar por aqui [Cuiabá] uma ou duas semanas”, revelou. O jovem cresceu com o negócio do pai, ficou e ampliou a atuação.

Depois das seis horas percorria os bairros tradicionais de Cuiabá para fazer entrega das vendas que eram feitas durante o dia e aos sábados saía no início da tarde para os municípios vizinhos. Enquanto isso seu pai e o resto da família construíam a Tibiriçá, em Manaus. Desenvolveram toda a cadeia produtiva do guaraná, do plantio ao processamento da semente e fabricação dos bastões.

Atualmente, a Tibiriça já não planta o fruto e nem faz os bastões,  mas comercializa desde a semente até o suco (em forma de xarope), os bastões e o famoso guaraná em pó. “Eu comecei a produzir o guaraná em pó por sugestão do José Lotufo que tinha um moinho de fazer fubá e se ofereceu para moer para mim”, recordou. “Como a embalagem era difícil eu então acondicionava em vidros de maionese. Pintava as tampas de azul e tinha mais um produto para o mercado”, revelou Jorge Thompson. O crescimento da cidade levou a Casa do Guaraná para o Bairro do Porto onde está até hoje.

 

Secopa retoma obras de mobilidade

DIÁRIO DE CUIABÁ|JOANICE DE DEUS

Com o fim dos jogos da Copa do Mundo na Arena Pantanal, a Secretaria Extraordinária para a Copa (Secopa) retoma as obras que foram suspensas para garantir fluidez no trânsito e mobilidade aos turistas que visitaram Cuiabá e Várzea Grande durante o Mundial e que se encontram ao longo das denominadas rotas protocolares ou do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). 

Compõem essas rotas, as avenidas João Ponce de Arruda, da FEB, em Várzea grande, e Tenente Coronel Duarte (Prainha), 15 de Novembro e Historiador Rubens de Mendonça (CPA), na capital. “As obras do VLT não pararam. Suspendemos os trabalhos nas rotas protocolares por esse período, mas já estão sendo retomados”, garantiu o assessor de Mobilidade Urbana da Secopa, Josemar Araújo Sobrinho. 

Para hoje, segundo ele, estão previstas mudanças no trânsito no Viaduto da MT-040, obra de arte que compõe o pacote para implantação do VLT. O elevado está localizado no entroncamento da Avenida Fernando Corrêa com a Rodovia Palmiro Paes de Barros (MT-040). “Amanhã (hoje) será feito remanejamento do trânsito para que possamos avançar na obra da rotatória e nas marginais”, informou. 

Em fevereiro deste ano, os motoristas que trafegam pela região tiveram o trânsito liberado na parte superior do elevado de aproximadamente 445 metros de extensão. Com este nova frente de trabalho, a previsão é que a obra seja concluída até o fim deste mês. Porém, a Secopa ainda depende da desapropriação de parte de uma área pertencente a um estabelecimento comercial localizado nas imediações para a realização de serviços de drenagem no local. 

Nos próximos dias também estão previstas interdições nos dois sentidos da Avenida do CPA para o andamento da construção da trincheira Luiz Felipe. Para isso, conforme Sobrinho, é feito o recapeamento das ruas Luiz Felipe e Trigo de Loureiro para que possam suportar o fluxo intenso de veículos que passam diariamente pela região do CPA. 

Em breve, os motoristas que passam pela Rua Tancredo Neves, próximo ao viaduto da UFMT, também deverão redobrar a atenção. Parte da Tancredo Neves passará por estreitamento da pista para a construção da estação de tratamento de esgoto (ETE), que antes ficava atrás do Shopping Três Américas. 

Já ontem, a Secopa interditou a Avenida Archimedes Pereira Lima (Estrada do Moinho), nos dois sentidos, para a retomada das obras de duplicação e restauração da via. O bloqueio é necessário para o içamento das vigas pré-moldadas de concreto na ponte em construção sobre o Córrego do Moinho. 

Quadrilha assalta transportadora

Diário de Cuiabá

Uma quadrilha fortemente armada rendeu três funcionários de uma empresa de logística que transportavam dezenas de caixas de roupas e sapatos que haviam buscado numa transportadora no Distrito Industrial em Cuiabá. Assim que saíram foram rendidos por cinco homens que desceram armados de três veículos. O assalto ocorreu anteontem, por volta das 19 horas, assim que o furgão Volvo VM 260 passava pela Rua D. 

Os ladrões estariam em busca de uma carga de tablets e celulares, mas acabaram levando roupas e sapatos. A empresa não informou o valor da carga roubada. 

Conforme as vítimas, os bandidos os seguiam em três veículos. Em dado momento, o furgão foi fechado e os bandidos desceram do veículo. Em seguida, obrigaram as vítimas a transportar as caixas do furgão para um dos veículos dos bandidos. Os três funcionários que estavam no caminhão disseram não saber que tipo de veículo os bandidos estavam usando. 

“Andamos cerca de 50 metros depois de carregar o caminhão e fomos rendidos. Tivemos que carregar as caixas para os assaltantes”, relatou uma das vítimas. Os ladrões esvaziaram o furgão cujos produtos seriam entregues para empresas e lojas da Grande Cuiabá. A empresa não informou o valor do prejuízo. 

Policiais militares foram acionados e fizeram buscas nas proximidades, mas não conseguiram localizar os criminosos. Uma das suspeitas é que os bandidos já sabiam do sistema de funcionamento da transportadora principalmente o horário de entrega. 

Policiais da Delegacia de Roubos e Furtos da Capital que investigam o caso acreditam que os bandidos tenham errado a carga, uma vez que sapatos e roupas não seriam tão valiosos. “É possível que eles tenham se enganado, pois é possível que o alvo deles seriam produtos eletroeletrônicos”, observou um policial. 

O delegado Roberto Amorim, titular da Derf da Capital colocou uma equipe para investigar o assalto. Ele deverá ouvir os três funcionários já nos próximos dias. As vítimas deverão fazer o reconhecimento dos bandidos através de fotos existentes nas fichas criminais. (AR) 

Em plena Copa, foram 36 assassinatos

Nem mesmo o policiamento reforçado durante o período de jogos do Mundial na Grande Cuiabá foi suficiente para frear a criminalidade 

Diário de Cuiabá|Adilson Rosa

Nem mesmo a Copa do Mundo – que teve um policiamento recorde – foi suficiente para frear a matança na Grande Cuiabá. O mês de junho terminou com 36 assassinatos, sendo 19 em Várzea Grande e 17 na Capital, numa média superior a uma execução diária. Desse total, três são latrocínios (roubo seguido de morte), sendo dois em Várzea Grande e um em Cuiabá. Pelo décimo mês consecutivo, Várzea Grande tem mais assassinatos que a Capital, no computo geral como também proporcional. 

Mesmo assim, o número é levemente menor que o mês anterior – maio que terminou com 41 assassinatos na Grande Cuiabá – sendo 18 na Capital e 23 em Várzea Grande. Na lista estão incluídos três latrocínios (roubo seguido de morte). Apesar do alto número, houve uma queda em relação ao mês anterior, que fechou com 53 execuções. 

Embora nos últimos três meses, houve uma queda de um terço nos assassinatos, a matança na Grande Cuiabá continua em alta, pois já são mais de 200 assassinatos no semestre. O número é alto e preocupa as autoridades da área de Segurança Pública. 

O que chamou a atenção é que, ao contrário de outros meses, não teve duplo homicídio e tampouco chacina. “Foram homicídios simples o que aumenta o número de inquéritos”, observou um policial plantonista da DHPP. 

Na lista dos latrocínios está o pedreiro Isaías Manoel da Silva, de 45 anos, que morreu no Pronto-Socorro de Várzea Grande após ficar nove dias internado em estado grave. No dia 10, ele foi baleado durante uma tentativa de assalto no bairro Sol Nascente, próximo do Jardim Glória em Várzea Grande. 

Na ocasião, ele foi rendido por dois rapazes que chegaram numa motocicleta e exigiram que entregasse o capacete. Ele reagiu e tentou correr e foi baleado nas costas. 

Segundo policiais militares que atenderam a ocorrência, ele estava num ponto de ônibus aguardando a chegada do coletivo quando surgiram os assaltantes. Após o tiro, os ladrões fugiram em alta velocidade sem roubar o capacete. Baleado na coluna cervical, ele ficou internado em estado grave e ele corria o risco de ficar tetraplégico. (AR) 

Mato Grosso determina período de proibição para queimada

De 15 de julho a 15 de setembro está proibido a utilização do fogo para limpeza ou manejo de pastagens

Portal Amazônia

CUIABÁ – O período proibitivo para queimadas em Mato Grosso começa no dia 15 de julho e termina no dia 15 de setembro. Durante este período, em função das condições climáticas (tempo seco, calor, ventos, entre outros), está proibido a utilização do fogo para limpeza ou manejo de pastagens.

O secretário de Estado do Meio Ambiente, José Lacerda, destacou como prioritária nas ações de combate as queimadas ilegais, a participação da população, das prefeituras e das Câmaras Municipais.  “Precisamos diminuir os números relacionados às queimadas, desmatamentos e pesca ilegais, bem como outros crimes ambientais”, destacou José Lacerda lembrando que a responsabilidade em relação ao Meio Ambiente é de todos.

Sociedade também pode evitar queimadas ao evitar de queimar o lixo no quintal. Foto: Renato Araújo/Agência Brasil

Em relação às queimadas e incêndios florestais, o secretário lembrou que, se cada uma das 141 prefeituras mato-grossenses programar suas brigadas, treinadas pela Defesa Civil e Corpo de Bombeiros, Mato Grosso terá resultados bastante positivos. “Estaremos garantindo um meio ambiente equilibrado, de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida”, salientou.

Para o secretário a sociedade precisa evitar de queimar o lixo no seu quintal. “Não queremos focar na criminalização e sim na educação ambiental”, reforçou José Lacerda. Outra medida adotada este ano será a intensificação do trabalho da fiscalização. “Ao detectarmos um foco de calor a fiscalização fará a identificação dos locais de queimadas com os devidos procedimentos administrativos o e sanções penais”.

Um Centro Integrado Multiagências de Coordenação Operacional (Ciman/2014), reunindo os órgãos de prevenção, monitoramento e combate as queimadas e incêndios florestais, coordenará as ações entre as várias agencias. Todas as ações integradas estão reunidas no Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas, instituído em 2013 pelo Decreto Estadual nº 2.055, integrado a política nacional.

Esta foi a primeira reunião ordinária do Comitê Estadual de Gestão do Fogo, coordenado pela Sema e composto por órgãos públicos das esferas federal, estadual e municipal e sociedade organizada. Desde janeiro o Comitê de Gestão do Fogo vem realizando reuniões extraordinárias.

 

MT tem menor penetração do Centro-Oeste

De janeiro de 2013 a maio deste ano, conforme dados da Anatel, Estado soma 276.148 acessos fixos o que representa densidade de 26,62%

DIÁRIO DE CUIABÁ|ECONOMIA|MARIANNA PERES

O serviço de banda larga fixa, ou Serviço de Comunicação Multimídia (SCM), está presente em 26,62% dos domicílios mato-grossenses, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O volume dos serviços atingiu em maio deste ano 276.148 conexões. Quando considerada a proporção para cada 100 residências, Mato Grosso exibe a menor densidade do serviço da região Centro-Oeste. 

Conforme a Agência, a região Centro-Oeste contabilizou até o mês passado mais de 1,79 milhão de conexões, o que gera uma densidade/penetração de 35,42% da população regional. Em Mato Grosso do Sul são 278.038 acessos, cobertura de 30,84%. Em Goiás são 669.219 e densidade 30,85% e o Distrito Federal 568.436, ou cobertura de 64,10%. 

Conforme a séria histórica da Anatel, de janeiro de 2013 a maio deste ano o número de conexões fixas passou de 239.187 para atuais 276.148, incremento de 15,45% no período. Já na avaliação mensal, a expansão foi de 0,77%, já que em abril as conexões somaram 274.022. 

Na capital, Cuiabá, são mais de 109 mil assinantes de banda larga fixa, enquanto em Várzea Grande são 28,7 mil. Em Rondonópolis o serviço é acessado por mais de 18,6 mil conexões, em Sorriso 5,7 mil, Sinop 9,9 mil e Cáceres 5,3 mil assinaturas. 

BRASIL – O serviço de banda larga fixa está presente em 35,3% domicílios do país, segundo a Anatel. De abril a maio, foram acrescentadas 182,7 mil conexões, e o serviço passou a ser utilizado por 23,1 milhões de assinantes em todo o Brasil. 

A maior penetração do serviço está no Distrito Federal, com 64,1% dos domicílios que contam com a banda larga fixa. O estado em que o serviço chega a menos pessoas é o Maranhão, com 8,5% de presença nos domicílios.

O grupo Telmex (Claro, Embratel e Net) lidera o mercado com 6,9 milhões de assinantes. Em seguida, aparecem a Oi, com 6,5 milhões, a Telefônica/Vivo, com 4,3 milhões e a GVT, com 2,7 milhões de usuários. 

TV POR ASSINATURA – Se em SCM Mato Grosso é ‘lanterninha’, quando se fala em programação da TV fechada, o Estado surge como o segundo da região com maior acesso aos serviços pagos, bem como, o que obteve a maior expansão dos últimos 11 meses. 

Ainda conforme dados divulgados ontem pela Anatel, o Estado encerrou maio com 231.502 pontos de acessos, o que gera uma penetração de 22,31% dos lares mato-grossenses. A região Centro-Oeste soma mais de 1,33 milhão de assinantes e 26,36% de cobertura dos domicílios. A maior penetração está no Distrito Federal, 486.127 assinantes e 54,82%, seguido de Mato Grosso (22,31%), Mato Grosso do Sul, 198.661 acessos e 22,04% e Goiás com 417.165 acessos e 19,23% de densidade. 

Conforme dados da Agência, em julho de 2013, Mato Grosso somou 196.253 assinantes e em maio atingiu 231.502, crescimento de 18%. A segunda maior evolução vem de Goiás, 12,40%, já que o volume passou de 371.114 para 417.165. O Distrito Federal apresenta incremento de 12,27% nos últimos 11 meses, com o número de assinantes passando de 432.992 para 486.127. Por fim, está o Mato Grosso do Sul com alta de 8,59%, de 182.937 para 198.661 assinantes. 

O Brasil fechou maio com 18,7 milhões de assinantes de TV paga, chegando a 28,7% dos domicílios do Brasil. 

Caseiro dá tiro e atinge menino

DIÁRIO DE CUIABÁ|YURI RAMIRES
Um acampamento entre amigos no último final de semana terminou com a morte de um garoto de 13 anos, após ser atingido por um tiro na cabeça. A tragédia aconteceu na zona rural do município de Paranatinga (411 km de Cuiabá) e uma semana após o crime, o caseiro da fazenda, principal suspeito, informou por meio de um advogado que irá se apresentar em breve na Polícia Civil. 

Em depoimento à polícia, familiares do jovem R.A., 13 anos, contaram que ele e mais cinco amigos, entre 13 e 15 anos, resolveram ir acampar na fazenda do avô de um dos jovens no último sábado (21), na estrada da Bica D´água. O dono do local teria pedido para o caseiro tomar conta dos jovens durante o final de semana. 

A diversão terminou na madrugada de domingo, quando R.A. foi atingido por um disparo na cabeça. A polícia acredita que o tiro tenha sido acidental. O delegado Wilson Júnior, que investiga o caso, afirmou ontem que um advogado apareceu na delegacia afirmando que o caseiro irá se apresentar a qualquer momento. 

Em depoimento, outros funcionários da fazenda contaram que ouviram o som dos disparos e em seguida os gritos do suspeito. “O caseiro gritava que tinha acontecido uma tragédia, que tinha matado o menino e em seguida desapareceu”, disse. 

APURAÇÕES 

Conforme as apurações da reportagem com alguns moradores da cidade, a noite dos jovens estaria sendo regada a drogas e bebidas. A informação foi negada pelo delegado, que de acordo com as investigações da polícia, apenas o caseiro teria ingerido álcool naquela noite. 

Assim que comparecer a delegacia, o homem será atuado e deverá responder pelo crime de homicídio culposo, quando não há intenção de matar. 

‘Nunca administrei, mas nunca roubei’

Diário de Cuiabá|THIAGO ANDRADE

Apesar de afirmar querer um discurso propositivo durante a campanha, Pedro Taques demonstrou outro tom em seu discurso na convenção do PDT

Embora sustente que pautará sua campanha em debates propositivos, o senador Pedro Taques (PDT) deu uma demonstração durante a convenção do PDT nesta sexta-feira (27) que seus discursos serão focados nas denúncias de corrupção que envolvem alguns de seus adversário. 

“Eu nunca administrei, mas também nunca roubei nada”, disparou o pedetista ao ser questionado sobre as críticas de líderes governistas de que ele não teria perfil para chefiar o Executivo. 

Entre os pontos abordados pelo senador esteve a operação Ararath, deflagrada pela Polícia Federal no fim do mês passado. Apesar de não ser citado em um dos inquéritos que teve o sigilo quebrado pela Justiça, Taques figurou entre as notícias sobre as investigações por ter recebido, durante a campanha de 2010, doações do empresário Fernando Mendonça, que é citado. 

O pedetista, no entanto, garante que a doação foi legal. “Minhas contas foram aprovadas. Agora, veja as de outros [candidatos] se foram. Não foram. Tem conta da campanha de 2012 que não foi aprovada”, disse em uma referência velada ao balancete do candidato pelo grupo governista, o ex-vereador Lúdio Cabral (PT), quanto este disputou o comando da Prefeitura de Cuiabá. 

Taques ainda rebateu declarações de seus possíveis adversários o no pleito, Lúdio e o deputado estadual José Riva (PSD), afirmando que eles terão que se explicar devido às promessas de campanha do governador Silval Barbosa (PMDB) que não teriam sido cumpridas durante o mandato. 

Conforme o pedetista, Silval prometeu mais de 120 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) para o Estado, bem como a entrega de mais de dois mil quilômetros de asfalto por meio do programa MT Integrado, mas várias destas obras ainda não saíram do papel. “Não podemos jogar a sujeira para de baixo do tapete”. 

Em seu discurso, o senador condenou ainda o modelo de administração da saúde pública do Estado. Para ele, já ficou provado que a gestão de hospitais por Organizações Sociais de Saúde (OSSs) não é eficiente e precisa ser revista. 

Durante a convenção, o senador também negou ter feito acordos para de distribuição de cargos em eventual um futuro governo com a intenção de atrair aliados. Segundo ele, os 13 partidos que fazem parte do bloco de oposição não tiveram nenhuma garantia de espaço na possível administração dele. 

APOIO A DILMA – Taques também se esquivou de afirmar que fará campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT). No entanto, destacou não haver vetos ao nome da petista em seu palanque. 

Além de boa parte do PDT apoiar o governo da petista, o PP, legenda de seu candidato a vice, Carlos Fávaro, já deixou claro que pedirá votos à presidente. 

Deputado preso pela PF cogita candidatura ao governo de MT

O deputado estadual José Geraldo Riva (PSD), de Mato Grosso, preso no dia 20 de maio durante a quinta etapa da operação Ararath, desencadeada pela Polícia Federal, contra crimes financeiros e lavagem de dinheiro, cogita lançar-se ao governo de Mato Grosso. Segundo ele, se sair candidato, estará atendendo a um pedido dos prefeitos do partido, que são maioria no Estado.

“Todos sabem da minha pretensão em não ser candidato, mas na verdade esse é um pedido dos prefeitos, não só do meu partido, mas basicamente do meu partido, que pleitearam a possibilidade de eu colocar meu nome”, disse Riva, em uma reunião nesta quinta-feira com prefeitos, sobre a regulamentação do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab). “Conversei muito ontem com o vice-governador Chico Dalto (também do PSD), que sempre colocou que a qualquer momento, se houvesse a possibilidade da minha candidatura, ele estaria junto, me apoiaria.”

Daltro é o nome imediato do PSD para disputar a majoritária, mas entre ontem e hoje o deputado já falou com a imprensa mais de uma vez sobre sua disposição em disputar, caso seja de interesse do partido.

Riva se reúne ainda hoje para uma conversa interna no partido. “Se acharmos que tem viabilidade política, jurídica, vou sair candidato.”

O deputado, que tem foro privilegiado, ficou preso três dias, na Penitenciária Central da Papuda, em Brasília. Ele responde o processo em liberdade. Conforme investigações da Polícia Federal, José Riva pegou empréstimo ilegal de R$ 3 milhões com o BicBanco, sem o aval do Banco Central.

Fonte: Terra