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Médico cubano é indiciado em Goiás

26/06/2014

Brasília, 26 – A matéria enviada anteriormente continha uma incorreção no título. Segue a versão corrigida.

O médico cubano suspeito de abusar sexualmente de quatro pacientes grávidas foi indiciado pela polícia de Luziânia, cidade goiana do entorno do Distrito Federal. A delegada que acompanha o caso, Dilamar de Castro, avalia que o profissional, integrante do Programa Mais Médicos, abusou da confiança das pacientes para praticar os crimes.

O Ministério da Saúde afirmou, em nota, que está acompanhando o caso, que afastou o profissional das atividades e que está colaborando com as investigações da polícia. Assim que as denúncias vieram à tona, um processo administrativo também foi aberto. O pagamento da bolsa do profissional está suspenso, de acordo com o Ministério da Saúde, desde maio, quando as gestantes procuraram a Polícia Civil para denunciar o cubano. Além do médico acusado, outros 17 profissionais recrutados no Mais Médicos trabalham na cidade.

 

Médico acusado de abusar de grávidas deve prestar depoimento hoje

AGÊNCIA BRASIL

O médico cubano acusado de abusar sexualmente de três pacientes grávidas em Luziânia (GO) foi intimado hoje a prestar depoimento hoje (21). Duas vítimas têm 19 anos e a terceira, 20 anos. Elas estão grávidas de três, cinco e sete meses. O suspeito, cujo nome não foi revelado, é contratado do Programa Mais Médicos.

Segundo a delegada da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher de Luziânia, Dilamar de Castro, as mulheres foram fazer consulta de pré-natal na manhã do dia 13, quando perceberam que o procedimento do médico era “estranho”.

De acordo com a delegada, quando elas questionaram a conduta dele, o suspeito pediu que ficassem tranquilas e se imaginassem em uma praia. Segundo as vítimas, ele acariciou a região íntima das três, por cerca de dez minutos. No mesmo dia, elas fizeram a denúncia.

A delegada ouviu as três vítimas e a enfermeira que atende no posto de saúde onde ocorreram as consultas. Segundo Dalimar, foi a enfermeira quem orientou as vítimas a denunciarem o caso.

As mulheres foram examinadas no Instituto Médico-Legal (IML), mas não foram encontradas evidências físicas da violência, porém, através do depoimento das três, os médicos do IML constataram que a conduta foi inadequada.

O cubano é considerado suspeito de violação sexual mediante fraude, crime que pode levar à prisão por até seis anos. No dia seguinte ao das denúncias, ele não voltou ao trabalho e foi afastado até o fim das investigações.

O Ministério da Saúde, responsável pela contratação do  médico, instaurou processo disciplinar para apuração da conduta dele. Em nota, o ministério informou também que apoiará a Polícia Civil de Goiás e acompanhará a investigação criminal.