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Procurador diz que ficha médica de Schumacher foi roubada na França

As informações sobre o estado de saúde de Michael Schumacher (foto) estão sendo vendidas por R$ 150 mil reais.

As informações sobre o estado de saúde de Michael Schumacher (foto) estão sendo vendidas por R$ 150 mil eais|REUTERS/Scott|Wensley/Files

Os registros médicos de Michael Schumacher foram provavelmente roubados em Grenoble, afirmou nesta terça-feira (24) o procurador encarregado da investigação, Jean-Yves Coquillat. Os documentos em questão são um relatório preparado pelo médico de Schumacher para os colegas suíços que assumiram o caso.

A polícia francesa ainda não pôde estabelecer formalmente essa hipótese, mas acredita que crime aconteceu na França e não durante a transferência do ex-piloto para a Suíça.

Na última quinta-feira, o hospital de Grenoble, onde Schumacher esteve internado durante quase seis meses, prestou queixa por roubo e violação de sigilo médico, depois de ser alertado pela família do alemão que documentos confidenciais sobre seu estado de saúde estavam sendo oferecidos a jornalistas. O hospital faz uma investigação interna para apurar se o sistema de informática do estabelecimento foi pirateado.

Por enquanto, nenhum veículo europeu publicou as informações médicas do campeão da Fórmula 1. Segundo o procurador de Grenoble, elas foram oferecidas a jornalistas alemães, franceses e suíços. O “vendedor” se comunica por email e cobra 50 mil euros, cerca de 150 mil reais, pela ficha médica de Schumacher.

Jean-Yves Coquillat afirma que, em seus contatos, o “vendedor” fornece detalhes do tratamento de Schumacher, para convencer seus interlocutores que dispõe do relatório completo, de 12 páginas.

A porta-voz do piloto, Sabine Kehm, adverte que a compra de informações médicas confidenciais é proibida por lei, e ameaça ir à justiça contra os veículos que ousarem desafiar a interdição.

PF prende advogada suspeita de estelionato contra médicos no Rio

Profissionais de saúde eram induzidos a acreditar que existiam investigações contra eles em diferentes órgãos

O DIA

Rio – A Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF), deflagraram, na manhã desta terça-feira, a Operação Moriarty, para desarticular grupo criminoso liderado por advogada e investigado pelos crimes de estelionato, falsificação de sinal público, tráfico de influência e formação de quadrilha. 

No inquérito conduzido pela PF, foi constatado que no mínimo dois médicos, clientes da advogada, foram induzidos a acreditar que existiam investigações contra eles em diferentes órgãos, como Ministério Público Federal, Polícia Federal e Polícia Civil, para que realizassem pagamentos a pretexto de influenciar decisões ou por serviços advocatícios que não existiriam. O atendimento das vítimas no escritório de advocacia era feito tanto pela advogada presa quanto pela funcionária do MPF, sua ex-sócia.

Como atualmente a ex-sócia da advogada presa ocupa cargo comissionado no Ministério Público Federal, o órgão procedeu a sua exoneração nesta terça-feira, 10/06, e determinou que fossem lacrados seus computadores funcionais, para perícia.

Além da prisão da advogada, que também é professora universitária, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nos endereços comerciais e residenciais da presa e no endereço residencial de uma funcionária comissionada do Ministério Público Federal. 

A prisão temporária da advogada e os mandados de busca e apreensão foram requeridos pelo MPF à Justiça Federal para viabilizar o aprofundamento das investigações e a identificação de outros integrantes do grupo, bem como de novas vítimas do esquema.

Vítimas da Medicina

DIÁRIO DA MANHÃ|APARECIDA ANDRADE

Falhas médicas acarretam transtornos à saúde dos pacientes, em muitos casos problemas permanentes e, em outros, situações levam à morte

O Código de Ética Médica (CEM) é claro e objetivo em seu Capítulo III em que trata da responsabilidade profissional, no artigo 1° quando proíbe ao médico “causar dano ao paciente, por ação ou omissão, caracterizável como imperícia, imprudência ou negligência”, mas o problema do erro médico é mais comum do que se pensa. É corriqueiro ver nos noticiários chamadas do tipo “médico é afastado por falha no diagnóstico”, “médico indicou ácido como colírio”, “bebê pode ter mão amputada por erro médico”, “enfermeira injetou comida na veia de paciente”, “isolante injetado na veia matou pacientes”, “advogada Ludmylla Franco morre após cirurgia plástica, em Goiânia”, revelam os noticiários.

Mesmo com todo um aparato tecnológico, é frequente ver casos de erros em procedimentos médicos, erros esses que podem resultar em tragédias, na maioria das vezes, ou prolongamento do tempo de internação e aumento dos custos hospitalares. Caso este da artista plástica Cristiane Rezende Santos, 45 anos, que ficou durante oito anos sem sentir cheiro de nada, após cirurgia plástica no nariz. “Depois da cirurgia, meu nariz colou todo por dentro e ficou cheio de fragmentos de ossos, por causa disso, fiquei sem sentir cheiros durante oito anos”, descreve.

Problemas

Para a artista plástica, após ter passado pelo procedimento cirúrgico, não sentir cheiros parecia ser normal. Mas conta que com o passar do tempo o quadro foi se agravando mais e ela resolveu procurar ajuda. “Resolvi procurar outro cirurgião plástico que disse que era preciso fazer uma reconstrução nasal e me encaminhou para um otorrino”, lembra. A situação em que se encontrava a artista, na época, era grave e lhe faltava recursos financeiros para bancar uma segunda cirurgia, agora de reconstrução nasal. “Tive que fazer um empréstimo para pagar”, conta.

Cristiane teve que passar por uma reconstrução nasal dos cornetos (tecidos esponjosos que se encontram dentro do nariz e tem como uma das suas funções controlar o fluxo de ar). “Tive que retirar os cornetos porque estavam cheios de fragmentos de ossos (os cornetos estavam inchados, hipertróficos e com isso impediam a passagem do ar). Foi uma cirurgia muito delicada”, reconhece.

Hoje a artista plástica voltou a sentir cheiros dos mais agradáveis aos ruins. Mas ruim mesmo foi à experiência de passar pelas mãos de um profissional não qualificado. Ela conta à reportagem do Diário da Manhã que se submeteu ao procedimento cirúrgico, na época, com o médico porque ele havia sido muito bem recomendado e por apresentar um preço acessível. 

No entanto, o que parecia agradável e cômodo para a artista transformou-se em um intenso pesadelo que deixou resquícios até os dias de hoje. “Hoje consigo sentir cheiros, mas quase sempre preciso em determinadas ocasiões levantar a ponta do meu nariz para respirar melhor”, lamenta.

Prejuízos permanentes

Cristiane Rezende não consegue respirar direito e adquiriu uma rinite alérgica, “em qualquer ambiente que tiver algum cheiro forte o meu nariz fecha; faz parte da minha profissão ir a eventos que tem coquetel, evito ir a esses lugares porque não consigo comer, respirar e conversar, para isso preciso ficar segurando o nariz, só vou quando é inevitável”, narra o drama e reconhece que a única coisa que ficou de bom foi a estética do nariz.

Erro médico

Cristiane, assim como muitos brasileiros, optou por fazer a cirurgia de correção do nariz porque o achava desproporcional para seu rosto, “achava meu perfil feio”, diz. Depois de quase tudo dar errado ela procurou o cirurgião responsável por sua cirurgia que se negou a atendê-la. “Ele desfigurou por completo meu nariz e quando o procurei ele não quis me receber”, afirma.

Recentemente a artista procurou um cirurgião plástico para fazer uma bioplastia no nariz (técnica médica de preenchimento) acabou por aplicar botox em busca de melhores condições para respirar. “Apliquei um pouco de botox no início do nariz, mas não resolveu muita coisa”, conclui.

Órgão fiscalizador

Entre 2008 e 2013, o Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) recebeu 2.779 denúncias contra médicos e instaurou 1.556 sindicâncias, que resultaram em 260 processos. De acordo com informações da assessoria de comunicação do órgão, ao todo foram 313 processos instaurados na gestão 2008/2013 e em gestões anteriores, 250 médicos foram absolvidos e 111 foram apenados, sendo que seis tiveram cassados os direitos de exercerem a medicina. Informaram ainda que, desde a fundação do Cremego, em 1957, até maio de 2014, 12 médicos inscritos no Conselho tiveram seus registros cassados. “Com a cassação, eles ficam impedidos de exercerem a medicina”, informa.

Em entrevista à reportagem do Diário da Manhã, o presidente do Cremego, Erso Guimarães ressalta, que toda a atuação do órgão é baseada no Código de Ética Médica (CEM) que garante ampla defesa, aos denunciantes e denunciados. “O Cremego investiu também, e continua investindo, na conciliação entre as partes, o que explica a diferença entre o número de sindicâncias instauradas e de processos abertos”, avalia.

Erso explica o quanto é rigoroso o processo de verificação de uma denúncia, que para isso o Cremego faz uma investigação, na qual, primeiramente solicita esclarecimentos,   , por escrito, do médico e depois são solicitados documentos para serem avaliados. “De acordo com a denúncia o Conselho analisará se existe indícios de danos”, que segundo ele são caracterizados em três etapas o “erro médico”, de fato “resultado indesejado” por parte do paciente e “acidente imprevisível”. Esse último, segundo ele, “independente da atuação do médico o paciente sofreria aquele dano”, o que não pode ser caracterizado por erro médico.

Para comprovação do erro médico é preciso, pontua ele, ser caracterizado dano ao paciente, mediante ação ou omissão, negligência, imprudência e imperícia, por parte do médico. “Quando falamos de negligência é quando o médico deixa de fazer o que precisa ser feito. Imprudência é não fazer o que deveria ser feito e a imperícia é quando ele faz mal o que deveria ser benfeito, para caracterizar um erro médico é preciso ter uma dessas características ou todas”, define Erso.

Mudanças possíveis para evitar erro médico

Para o presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego), Erso Guimarães, o melhor caminho para se evitar erros médicos é através da educação médica continuada, “tanto em relação à ética médica quanto à atualização científica permanente da área de atuação”. Pontua ainda a importância  da implantação das comissões de ética médica nas instituições hospitalares com mais de 15 médicos no corpo clínico.

Outra medida é a ouvidoria do Conselho que fica disponível, 24 horas, para orientar os médicos e a população sobre seus direitos e deveres. “Também é disponibilizado cursos de ética médica para médicos registrados no Conselho”, informa. Reafirma a importância do instrumento de conciliação entre os envolvidos. “Quando não há dano real pode haver uma conciliação entre as partes”, avalia.

Erso faz um alerta aos profissionais da medicina, “o médico precisa tomar bastante cuidado e ter critério nas elaborações de documentos médicos, prontuários e fichas clínicas que são os grandes instrumentos de defesa do médico”, destaca.

Apoio incondicional 

Contrário ao procedimento errôneo do médico que fez a cirurgia da artista plástica Cristiane Rezende, Erso adverte que em casos de erro médico ou resultados indesejados o médico não deve abandonar sob hipótese alguma o doente. “Ele tem que acompanhar esse paciente de perto, demonstrar interesse na melhora do mesmo. Não deve abandoná-lo. Agora o paciente tem o direito de escolher se quer ou não continuar com o mesmo médico”, defende.

O presidente acrescenta que as funções do Conselho são fiscalizar o exercício e a normatização da profissão e, ainda, julgar os casos das denúncias médicas. “A finalidade maior é defender o direito de todo brasileiro a ter uma assistência médica de qualidade, você defende a boa qualidade, você defende o profissional evitando que ocorram erros”, conclui.

Cristiane assegura que faria tudo de novo, mas se resguardaria com alguns cuidados importantes. “Pesquisaria primeiro e procuraria ver os resultados e não ir só por indicação. Esteticamente ficou bom, mas eu não consigo respirar direito, devemos procurar profissionais que realmente são qualificados”, aconselha.

O que diz a lei

Penalidades previstas na Lei 3.268/1957, que dispõe sobre os Conselhos de Medicina e dá outras providências. 

Artigo 22 – As penas disciplinares aplicáveis pelos Conselhos Regionais aos seus membros são as seguintes:

a) advertência confidencial em aviso reservado;

b) censura confidencial em aviso reservado;

c) censura pública em publicação oficial;

d) suspensão do exercício profissional até 30 (trinta) dias;

e) cassação do exercício profissional, ad referendum do Conselho Federal.

§ 1º Salvo os casos de gravidade manifesta que exijam aplicação imediata da penalidade mais grave a imposição das penas obedecerá à gradação deste artigo.

Médicos e enfermeiros da PM são treinados para a Copa

27/05/2014 

São Paulo, 27 – A Polícia Militar de São Paulo começa nesta terça-feira, 27, um curso especial para a Copa do Mundo. Vinte e três médicos e enfermeiros da corporação e equipes do Corpo de Bombeiros treinarão o atendimento conjunto de eventuais ocorrências com múltiplas vítimas, como desabamentos e explosões, informou a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo.

Ao longo de três dias, o curso de Medicina Tática vai simular ocorrências de salvamento veicular, aquático e em altura; busca e resgate em estruturas colapsadas (como desabamentos, por exemplo); incêndio; movimentação de acidentados; entre outros. As aulas serão aplicadas por 12 instrutores do Corpo de Bombeiros.

O treinamento acontecerá até quinta-feira, 29, na Escola Superior de Bombeiros (ESB), no km 46,5 da rodovia Luiz Salomão Chamas (antiga SP 23), município de Franco da Rocha, na Região Metropolitana de São Paulo.

“Faremos exercícios práticos para cada tipo de ocorrência. Antes da simulação, haverá uma apresentação teórica sobre o exercício. Este tipo de treinamento é importante porque os médicos ficam treinados e familiarizados com o nosso procedimento nesses casos”, explica o major Carlos Roberto Rodrigues, chefe da Divisão de Ensino da ESB.

Terceira etapa

Esta é a terceira etapa do curso. Durante os módulos anteriores, os médicos e enfermeiros receberam instruções sobre defesa química, biológica, radiológica e nuclear, além de terem sido treinados pelo o Grupamento de Radiopatrulha Aérea (GRPAe) da PM para o resgate aeromédico.

 

Médicos vão a júri popular pela morte de menino de 10 anos em Poços de Caldas

Estadão Conteúdo

Quatro médicos irão a júri popular pela morte do menino Paulo Veronesi Pavesi, de 10 anos, o “Paulinho”, ocorrida em 2000, em Poços de Caldas (MG). A data do julgamento foi definida pela Justiça e será no dia 31 de julho, a partir das 8h, no Fórum da cidade. Os quatro são acusados de usar uma central clandestina de transplantes para retirar órgãos do garoto enquanto ele ainda estava vivo, após sofrer um acidente em casa.

Eles respondem por homicídio qualificado contra Paulinho. O pai do garoto, Paulo Airton Pavesi, que vive asilado em Londres, prestou depoimento por carta precatória na semana passada. O caso se arrasta por 14 anos e, além desse processo, existem outros relacionados à chamada “Máfia dos Órgãos”, como ficou conhecido o esquema denunciado pelo Ministério Público que fazia a retirada ilegal de órgãos para transplantes.

Três médicos já foram condenados e outros ainda respondem na Justiça. Nesse júri popular estarão no banco dos réus o nefrologista Álvaro Ianhez, o anestesiologista Marco Alexandre Pacheco da Fonseca, o intensivista José Luiz Bonfitto e o neurocirurgião José Luiz Gomes da Silva. Na denúncia consta que eles teriam usado uma central de transplantes clandestina para retirar rins e córneas de Paulinho antes que tivesse ocorrido sua morte encefálica.

Ameaça

Os médicos negam as acusações, mas podem pegar até 30 anos se forem condenados. No depoimento que prestou na Inglaterra, o pai de Paulinho falou sobre as provas que juntou contra os envolvidos antes de ir embora para a Itália em 2008, quando conseguiu asilo naquele país após relatar ter recebido ameaças no Brasil. Este ano ele lançou um livro sobre o caso com o título “Tráfico de Órgãos no Brasil – O que a máfia não quer que você saiba”.
 

Mais Médicos atinge meta e leva 132 médicos para o estado do Tocantins; assistência chega a 455 mil pessoas

O GIRASSOL

Estado do Tocantins contará com mais oito profissionais a partir desta semana. Com isso, a iniciativa passa a beneficiar 455 mil tocantinenses. Mais de 3.500 médicos começam suas atividades no país

Mais Médicos atinge meta e leva 132 médicos para o estado do Tocantins; assistência chega a 455 mil pessoas

 


 

O Programa Mais Médicos leva mais oito profissionais para reforçar o atendimento em atenção básica no Tocantins. Com a chegada deste novo grupo, o estado passa a ter 100% da sua demanda atendida pela iniciativa do governo federal, o equivalente a 132 médicos. A atuação desses profissionais impacta na assistência de 455 mil pessoas.

Em todo o país, mais de 3.500 médicos começam suas atividades nos municípios a partir desta semana. Deste total, 238 estão alocados na região Norte. Eles foram aprovados no módulo de avaliação do programa, etapa obrigatória para que recebam o registro profissional provisório e iniciem o atendimento à população. O reforço desse grupo garante o cumprimento da meta estabelecida pelo governo federal de levar 13.235 médicos para a atenção básica, especialmente às regiões mais vulneráveis. Com isso, 100% das vagas apontadas pelos municípios que inicialmente aderiram ao Programa passam a ser atendidas.

“Com esse programa, estamos conseguindo prestar atendimento a uma quantidade muito maior de pessoas, com maior qualidade, tratar o povo com dignidade e com mais respeito. A grande maioria dos brasileiros que estamos atendendo nunca teve contato com uma equipe de saúde da família completa”, ressalta o ministro da Saúde Arthur Chioro.

Mais de 75% dos 13.235 médicos estão alocados em regiões como o semiárido nordestino, periferia de grandes centros, municípios com IDHM baixo ou muito baixo e regiões com população quilombola, entre outros critérios de vulnerabilidade. Em relação à distribuição por região, o Sudeste e o Nordeste concentram o maior número de profissionais, com 4.170 e 4.147 médicos respectivamente. O Sul conta com 2.261, seguido do Norte (1.764) e do Centro-Oeste (893). Outros 305 médicos estão atuando em distritos indígenas.

Desde o início do programa, a presença dos profissionais que estão em atuação em todo o país já traz resultados positivos na assistência à população. Um levantamento do Ministério da Saúde feito em municípios que receberam profissionais do Mais Médicos mostrou que, em novembro de 2013, houve um crescimento de 27,3% no atendimento a pessoas com hipertensão em comparação com o mês de junho do mesmo ano, antes da chegada dos profissionais.

Houve aumento ainda, neste mesmo período, de 14,4% na assistência a pessoas com diabetes, de 13,2% no número de pacientes em acompanhamento e de 10,3% no agendamento de consultas. Nas cidades que contavam com médicos do programa foram realizadas 2,28 milhões de consultas em novembro, 7% mais que o total registrado em junho. O levantamento foi feito em 688 municípios onde atuavam 1.592 médicos.

NOVA OPORTUNIDADE – Com o quinto ciclo, anunciado pelo Ministério da Saúde no dia 1º de abril, o Programa Mais Médicos deverá ultrapassar a marca de 14 mil médicos para a atenção básica de todo o país, superando a meta estabelecida pelo governo federal. Com a atuação desses profissionais, a iniciativa, que já impacta na assistência de 45,6 milhões de pessoas, passa a beneficiar 49 milhões de brasileiros.

A ampliação do número de médicos foi possível a partir da adesão nesta nova etapa, direcionada aos municípios mais vulneráveis do País e que ainda apresentavam equipes de saúde da família sem médicos. Com isso, mais vagas serão preenchidas com médicos do Programa, além dos mais de 13 mil profissionais que já estão participando.

“O governo federal está indo além: superamos 100% da meta com os mais de 13 mil médicos e compreendemos que alguns municípios, muitos deles em situação de vulnerabilidade, ainda poderiam receber médicos. Por isso, abrimos excepcionalmente o quinto e ultimo ciclo, o que possibilitou que mais municípios pudessem participar do programa e receber mais médicos”, destaca o ministro Chioro.

Ainda está em andamento a seleção de médicos para participação no quinto ciclo, mas a previsão é que em junho eles já estejam em atividade nos municípios. Como nas demais etapas do Programa, têm prioridade nas vagas os médicos formados no Brasil, seguidos dos brasileiros com diplomas do exterior e dos estrangeiros. As vagas ociosas serão completadas por médicos da cooperação com a Organização Pan-Americana de Saúde.

Entre os critérios de vulnerabilidade utilizados para pré-selecionar os municípios do quinto ciclo estão ter 20% ou mais da população em situação de extrema pobreza; ter IDHM baixo e muito baixo; com comunidades quilombolas ou assentamentos rurais; e as regiões dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Ribeira; do Semiárido; e as periferias de grandes cidades.

“Com esse reforço, concentrado naquelas cidades de IDH baixo ou muito baixo, vamos chegar a mais de 14 mil médicos. Mais do que profissionais, teremos 14 mil equipes de atenção básica completas, atendendo 49 milhões de brasileiros que não tinham acesso a esse atendimento tão fundamental”, explica o ministro.

O PROGRAMA – Lançado em julho de 2013 pela presidenta Dilma Rousseff, o Programa Mais Médicos faz parte de um amplo pacto de melhoria do atendimento aos usuários do SUS, com o objetivo de aperfeiçoar a formação de médicos na Atenção Básica, ampliar o número de médicos nas regiões carentes do país e acelerar os investimentos em infraestrutura nos hospitais e unidades de saúde.

Os profissionais do programa cursam especialização em atenção básica, com acompanhamento de tutores e supervisores. Para participar da iniciativa, eles recebem bolsa formação de R$ 10,4 mil por mês e ajuda de custo pagos pelo Ministério da Saúde. Em contrapartida, os municípios ficam responsáveis por garantir alimentação e moradia aos participantes.

Além da ampliação imediata da assistência em atenção básica, o Mais Médicos prevê ações estruturantes voltadas à expansão e descentralização da formação médica no Brasil. Até 2018, serão criadas 11,4 mil novas vagas de graduação em Medicina e mais de 12 mil novas vagas de residência médica.

 

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