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Presidente da CPTM diz que reformas no metrô devem acabar em 2016

Iniciadas em 2012, as reformas das seis linhas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) para diminuir panes elétricas e mecânicas só devem terminar em março de 2016. A informação é do presidente da empresa, Mário Manuel Seabra Rodrigues Bandeira, que atribuiu a demora ao tempo escasso que a empresa tem para realizar as melhorias. Essas intervenções comumente levam à interrupção do serviço em determinados trechos aos finais de semana.

“Temos pouco tempo para trabalhar. Como estamos fazendo toda a intervenção com a linha em operação, nós precisamos de tempo, e só temos duas horas e meia noturnas e agora estamos fazendo o Paese (sistema de transporte por ônibus em casos excepcionais) há questão de um ano e meio, interrompendo a linha aos domingos” disse Bandeira na terça-feira, 17.

Ainda de acordo com ele, certos trechos já foram concluídos, como a Linha 9-Esmeralda. “Alguns trechos concluiremos neste ano outros trechos no ano que vem. A ideia é concluir tudo até o final do ano que vem, março de 2016.”

As reformas incluem a instalação de novos sistemas elétricos e de comunicação para os trens.

Expansão

Bandeira também falou dos andamentos de algumas obras de expansão da CPTM, caso do prolongamento da Linha 9 até Varginha, na zona sul. “Eu diria que de um mês para cá a obra realmente entrou em um ritmo muito bom, ou seja, toda a parte de terraplenagem já está sendo concluída.” A conclusão, segundo ele é para o segundo semestre do ano que vem.

Sobre a Linha 13-Jade, que conectará o Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, à zona leste paulistana, Bandeira mencionou um contratempo. “Temos ainda alguns probleminhas, não vou dizer que é problema, mas a execução da obra no trecho de USP Leste, como é um trecho que tem uma contaminação muito séria a execução não é tão rápida. Porque, por determinação do Ministério Público e da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), a cada estaqueamento que fazemos, temos que coletar a água e a terra, encaminhar para exame e mandar para o Ministério Público e para a Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental). Isso já está entrando em ritmo de produção.”

Apesar disso, a usina de concreto para a obra está começando a ser instalada e as fôrmas dos pilares e vigas já estão começando a chegar à região. Iniciada com atraso em relação ao cronograma original, essa linha também tem previsão de término no segundo semestre de 2015.

“Esquema político” liberou licitação do Metrô no Tribunal de Contas do Estado

CORREIO DO BRASIL

O Metrô paulista pressionou o TCE de São Paulo para que liberasse uma licitação de interesse da Alstom, aponta e-mail encontrado na multinacional por autoridades federais

Segundo a reportagem, o tribunal paulista resolveu o caso todo em 15 dias, com rapidez incomum. Em geral, processos como esse demoram de 30 a 60 dias. Posteriormente, a Alstom venceu a licitação com uma proposta acima do valor do orçamento elaborado pelo Metrô, o que não é usual em concorrências com livre disputa entre empresas.

O e-mail trata da licitação de 2005 da linha 2-verde do Metrô para implantação dos sistemas de trens do trecho entre as estações Ana Rosa e Alto do Ipiranga. A Alusa, concorrente da Alstom, pediu ao TCE para barrar a concorrência no dia 16 de fevereiro de 2005. Segundo a empresa, o Metrô colocou em um só pacote da licitação quatro sistemas de equipamentos que podiam ser vendidos separadamente. Esse tipo de concentração, de acordo com a Alusa, violava a Lei de Licitações.

Em 19 de fevereiro de 2005, o então conselheiro do TCE Eduardo Bittencourt acolheu o argumento e suspendeu provisoriamente a licitação. Bittencourt chegou a ser afastado do TCE pela Justiça, sob suspeita de enriquecimento ilícito, em ação judicial sem ligação com o Metrô, mas depois reassumiu o cargo.

Três dias depois, o diretor da Alstom Wagner Ribeiro enviou e-mail à colega Stephanie Brun para informar sobre a situação da concorrência. Disse que a apresentação das propostas da licitação estava bloqueada no TCE em razão da impugnação da Alusa, e que o “cliente” (o Metrô) havia colocado em ação um “esquema político” para liberar a entrega das ofertas.

No dia seguinte, o plenário do TCE confirmou decisão favorável à Alusa. Porém, em 2 de março o plenário cassou a liminar concedida por ele mesmo e liberou a licitação, como queria a Alstom. O TCE aceitou o argumento técnico do Metrô de que a divisão no fornecimento dos equipamentos poderia comprometer a segurança e a confiabilidade dos sistemas.

A decisão foi unânime. Um dos votos foi o de Robson Marinho, investigado sob suspeita de beneficiar a Alstom em contrato de 1998. Dois meses depois do julgamento, a empresa francesa venceu a licitação em consórcio com a alemã Siemens. O Metrô e o TCE-SP negam que tenha havido pressão de natureza política no julgamento. A Alstom afirma que “não concluiu a avaliação do processo” e não se manifestou.

Governistas devem pedir CPI para investigar Metrô de SP

O pedido de investigação deveria ser protocolado apenas na próxima semana

Agência Estado

07/05/2014 

Os governistas devem protocolar até o fim da tarde desta quarta-feira um pedido de criação de uma CPI mista para investigar o Metrô de São Paulo. O requerimento recebeu o apoio de 32 senadores e de mais de 171 deputados – a secretaria geral da Câmara ainda está conferindo as assinaturas.
 
A CPMI do metrô vem em resposta à CPI da Petrobras, num objetivo de atingir o PSDB. O pedido de investigação deveria ser protocolado apenas na próxima semana. No entanto, com a convocação da sessão do Congresso para hoje, o PT correu com a coleta de assinaturas. A expectativa é que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), leia o requerimento de criação da CPI na noite de hoje.