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Linha 3 do metrô começa a sair do papel

Desapropriações iniciam em São Gonçalo e governo coloca edital em consulta pública dia 30

PAULO CAPPELLI

Rio – São Gonçalo e Niterói começam a se preparar para um dos principais projetos de mobilidade urbana da Região Metropolitana: a Linha 3 do metrô, que ligará as duas cidades e beneficiará 1,5 milhão de pessoas. O investimento é de R$ 3 bilhões e envolve recursos dos governos estadual (51%) e federal (49%). A concorrência será aberta 15 de agosto, e o consórcio vencedor, anunciado um mês depois. Mas no próximo dia 30 o edital de licitação já estará disponível para consulta pública.

Em São Gonçalo, 300 casas foram desapropriadas nos últimos dois meses, no bairro Jardim Catarina, para preparar o terreno para as obras. As famílias foram realocadas em residências do programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal.

No bairro de Jardim Catarina, prefeitura já desapropriou 300 casas para dar lugar às obras do metrô

Foto:  Divulgação

O projeto da Linha 3 prevê que a maior parte do trajeto seja monotrilho em elevação e, o restante, metrô de superfície. O início da operação só deve ocorrer em 2018, com todas as 14 estações funcionando dois anos depois.

A nova linha terá 22 quilômetros de extensão e é considerada a válvula de escape para atenuar os atuais engarrafamentos que afligem moradores de Niterói e São Gonçalo. As cidades não contam com transporte de massa desde que o trem da região deixou de operar, na década de 1980.

“Você chega a perder duas horas num trecho curto, entre São Gonçalo e Niterói, em ônibus ou vans. O metrô resolve 50% dos nossos problemas de locomoção. Vale a pena lembrar que São Gonçalo tem 1 milhão e 200 mil habitantes, sendo a segunda cidade mais populosa do Estado do Rio, atrás apenas da capital”, disse o prefeito de São Gonçalo, Neílton Mulim.

“O projeto começa a tomar corpo num momento importante, porque o Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro) vem alterando a dinâmica do fluxo de passageiros. Se o padrão antes era muita gente saindo de São Gonçalo e Itaboraí para trabalhar no Rio, hoje tem muito carioca que vem para os lados de cá. São pessoas interessadas em trabalhar no empreendimento da Petrobras”, disse o secretário de Transportes de São Gonçalo, Daelson Viana.

Há estudos para estender a Linha 3 até o município de Itaboraí, onde fica o Comperj, mas não há data estabelecida para abertura da licitação ou previsão para o início das obras.

Teto de estação do metrô cede e deixa três feridos no Largo do Machado

Acidente ocorreu por volta das 8h desta quinta-feira

O DIA|FRANCISCO EDSON ALVES E PAULO CAPPELLI

Rio – Pelo menos três pessoas ficaram feridas na manhã desta quinta-feira, depois que parte da telha da estação de metrô do Largo do Machado cedeu. De acordo com os passageiros, dois homens estavam fazendo manutenção no telhado, quando a estrutura caiu.

Teto do metrô da estação Largo do Machado desabou e deixou feridos

Foto:  Foto de leitor

Uma das três pessoas feridas, Sandra Bezera, de 44 anos, sofreu pequenas lesões, mas já passa bem. “Foi um grande susto. A telha caiu de repente, mas ainda bem que não teve nada mais grave. Nem precisamos ir ao hospital”, contou o marido da vítima, o autônomo Luiz Moraes, 40.

O cobrador de ônibus Reginaldo Martins da Silva, 36, esteve na estação horas depois do acidente. Segundo ele, passageiros e funcionários da concessionária estavam fotografando o local.

“Não vi o que aconteceu. Mas quem estava ali na hora que a telha caiu disse que uma pessoa chegou a ficar muito ferida”, contou Reginaldo. 

Procurada, a concessionárioa Metrô Rio ainda não enviou resposta sobre o ocorrido. A assessoria dos bombeiros também não confirmou se houve atendimento na estação. 

Muros do metrô viram palco de disputa entre partidos que discutem a falta de novas linhas

Cartazes apócrifos espalhados por BH cobram do governador a ampliação do transporte e outros respondem que a responsabilidade é de Dilma

Estado de Minas|Alessandra Mello

19/06/2014 

Cartazes cobrem muros do Bairro Floresta. Primeiro foram colados os que questionam o governador, depois os que atribuem a Dilma o atraso nas obras
 (Beto Novaes/EM/D.A PRESS)  
Cartazes cobrem muros do Bairro Floresta. Primeiro foram colados os que questionam o governador, depois os que atribuem a Dilma o atraso nas obras

O metrô de Belo Horizonte virou alvo de uma guerra apócrifa que toma conta dos muros de Belo Horizonte. “Cadê o metrô?” é o mote de cartazes espalhados pelas principais vias da capital. Nenhum deles é assinado. Todos cobram as obras do metrô e jogam a culpa pela sua não realização no governo federal e no estado. Nenhum dos partidos que polarizam as eleições pelo governo do estado e também pela Presidência da República – PT e PSDB – assume a autoria das peças. Mas a motivação dessa queda de braço em torno de uma das obras de mobilidade mais esperadas pelos belo-horizontinos sem dúvida é eleitoral. 

Os primeiros questionamentos começaram a aparecer no início do ano passado e cobravam da presidente Dilma Rousseff as obras da tão sonhada ampliação do metrô da capital. “Dilma, cadê o metrô?”, diziam os impressos, todos em preto e branco, colados em todas as regiões da cidade e até hoje vistos em vários muros. No início deste mês, novos cartazes envolvendo o assunto inundaram a cidade, desta vez com réplicas aos questionamentos dirigidos a Dilma. As cobranças sobre a responsabilidade da obra foram dirigidas ao governador recém-empossado, Alberto Pinto Coelho (PP), que sucedeu em abril ao tucano Antonio Anastasia no comando do estado. “Governador, cadê o metrô”, dizem os cartazes vermelho e branco, também vistos em muitos pontos da capital, principalmente nos grandes corredores de trânsito. Na madrugada de ontem, uma tréplica à paternidade da não realização da obra inundou a cidade. Sobre os cartazes perguntando ao governador pelo metrôforam colocados outros, menores mas com fundo preto e letras garrafais brancas, mandando que a pergunta fosse feita a Dilma. “Pergunta para a Dilma. O metrô é federal.” Os três cartazes podem ser vistos e estão espalhados em viadutos, tapumes de obras e prédios abandonados. 

Projeto A briga pela responsabilidade pela não ampliação do metrô é antiga, mas se acirrou depois que a presidente esteve em maio em Belo Horizonte e cobrou do governo do estado o projeto de ampliação do meio de transporte. Na mesma semana o governo anunciou o envio do projeto, que vai criar a linha 3, ligando a região da Savassi, na Zona Sul, à Estação Lagoinha. E anunciou que a entrega estava dentro do prazo previsto. No entanto, na semana seguinte o projeto foi devolvido pelo Ministério das Cidades sob alegação de que continha pendências, como falta de orçamento e cronograma da obra, que impediam a análise da obra pela Caixa Econômica Federal (CEF). 

O secretário de Estado de Transportes e Obras Públicas, Fabrício Torres Sampaio, criticou a devolução do projeto e disse que ele está completo e que o governo federal pediu mais detalhes sobre os custos porque não tem forma de avaliar o material recebido, porque a CEF nunca mexeu com o metrô. No entanto, se comprometeu a detalhar o projeto e entregá-lo em 20 dias, prazo já vencido. 

No dia 8 deste mês, a presidente esteve na capital para visitar as obras de mobilidade para a Copa e cobrou do governo uma “conclusão rápida” do projeto para as obras de expansão do metrô. O governo do estado rebateu a presidente e, em nota, acusou o governo federal de ter “exclusiva responsabilidade” pela obra que ainda não foi executada, “apesar de estar prometida há 12 anos.” E alegou que, como a União “não havia realizado sequer os projetos necessários para a execução das obras, o governo estadual se ofereceu para realizá-los.” 

O PSDB mineiro também entrou no assunto e afirmou, por meio de um comunicado à imprensa, que a presidente tenta “fazer os mineiros de bobos” porque assume projetos de mobilidade que são executados com financiamentos que “deverão ser quitados com juros”. No dia seguinte foi a vez de o PT responder. O partido acusou o Executivo estadual de “enganar a população” e de prestar “desserviço” à população por causa de “falsidades”. Acusou ainda o governo de ter entregue um projeto com falhas graves e disse que o dinheiro para as obras do metrô está disponível desde 2011.

 

Metrô recebe multa de R$ 8 mil por demissões

 O ESTADO DE S. PAULO|ADRIANA FERRAZ 

As 42 demissões por justa causa promovidas pelo Metrô para pôr fim à paralisação dos metroviários foram consideradas abusivas pela Superintendência Regional do Trabalho em São Paulo. Para o órgão, a companhia agiu de forma antissindical e, por isso, foi notificada a pagar cerca de R$ 8 mil ao Ministério Público do Trabalho (TRT), de acordo com informações da TV Globo. A empresa afirmou no sábado, 14, que vai recorrer.

Iniciada em 5 de junho, a greve teve duração de cinco dias e afetou até 3,9 milhões de pessoas. O sindicato que representa a categoria exigia reajuste de 12,8%. Mas acabou aceitando o índice de 8,7% oferecido pelo Metrô e confirmado pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que considerou a paralisação ilegal.

 

A decisão da Justiça deu respaldo às demissões, segundo o governador Geraldo Alckmin (PSDB), que também cita atos de vandalismo e depredação de estações como justificativa para as dispensas. Desde segunda-feira passada, quando o governo anunciou as demissões, metroviários tentam convencer o Metrô a recuar. Mas oficialmente isso não ocorreu.

Outra multa. O sindicato dos metroviários também foi multado por promover a greve. Inicialmente, o valor diário foi fixado em R$ 100 mil, mas depois passou para R$ 500 mil. A Justiça ainda bloqueou bens da entidade, o que deu início à uma campanha interna para arrecadar a soma cobrada pelo TRT.

Apesar de afirmar que vai recorrer, o Metrô não informou o valor exato da autuação nem comentou a decisão.

 

Metroviários de São Paulo ameaçam fazer a “maior greve” da história na abertura da Copa

Passageiro em estação de metrô em São Paulo.

Passageiro em estação de metrô em São Paulo|REUTERS/Murad Sezer
Cíntia Cardoso

Depois de decidirem suspender a paralisação por 48 horas nesta segunda-feira (9), os metroviários voltam a fazer ameaças. Em entrevista à RFI, o secretário-geral do sindicato dos metroviários de São Paulo, Alex Fernandes, disse que a categoria exige a readmissão dos grevistas demitidos.

Se as negociações entre os sindicalistas e o governo de São Paulo não avançarem, a capital paulista pode ficar sem metrô na abertura da Copa do Mundo nesta quinta-feira (12). O sindicato, porém, ainda acredita em uma negociação. “Estamos tentando a todo custo uma negociação com o governo. Para além das demissões, queremos garantias do acordo salarial. A linha do sindicato é que se até o dia 11 às 18h (em São Paulo) não houver uma negociação que reintegre os demitidos não haverá metrô dia 12. Faremos uma greve no dia da inauguração da Copa”, declarou Alex Fernandes.

Para o sindicalista, o Geraldo Alckmin (PSDB), é “intransigente” e “não está nem aí para população de São Paulo. Prova disso é que propusemos fazer uma greve com catracas livres e ele rejeitou”, argumentou. Desde segunda-feira, o sindicalista afirma que os contatos com os governos -estadual e federal- foram infrutíferos. Os sindicalistas aceitaram o reajuste salarial de 8,7%, mas eles podem retomar a greve caso não consigam negociar também o cancelamento das demissões.

Diante do impasse, os metroviários de São Paulo ameaçam fazer “a maior greve da história de São Paulo” nesta quinta-feira se as reivindicações não forem atendidas.

Posição oficial

O governador Alckmin prometeu que o metrô irá funcionar na próxima quinta-feira (12). Segundo Alckmin, uma nova manifestação seria “oportunismo” dos metroviários. “Nós teremos, tanto o Metrô, quanto a CPTM”, disse o governador.

Alex Fernandes rejeita as acusações de Alckmin e insiste que as reivindicações salariais sempre acontecem em maio, mês de negociação dos dissídios.

Metroviários ameaçam entrar em greve no Rio a partir desta terça-feira

Categoria pede reajuste de 15% e faz assembleia na segunda-feira para deliberar sobre o movimento. Metrô Rio ainda não apresentou proposta de aumento

O DIA|HELIO ALMEIDA

Rio – Os metroviários do Rio podem entrar em greve a partir de amanhã, terça-feira. Sem chegar a um acordo durante reunião feita com representantes da concessionária Metrô Rio, o Sindicato dos Metroviários do Rio (Simerj) informou que a categoria irá parar caso a empresa não negocie. Com a incerteza, cariocas temem ficar a pé e já pensam em como se locomover pela cidade. 

Metrô do Rio transporta em média 800 mil passageiros por dia em duas linhas que cortam a cidade

Foto:  ABr

A assistente social Mônica Luz, 51 anos, usa o metrô para ir do Centro até a Estação Colégio. Com o indicativo de greve, a rotina irá mudar. “Se tiver greve eu vou ter que ir de ônibus”, disse.

A estudante Angélica Alves, 27, acredita que os próximos dias não serão fáceis, mas afirma que são necessários para que haja mudança. “O transporte público que temos já não consegue atender com dignidade a quem dele precisa, apesar das tarifas absurdas praticadas”. 

Os metroviários reivindicam 15% de correção salarial, referentes às perdas ocorridas com a inflação no período de 1º de maio de 2013 a 30 de abril de 2014. O mesmo percentual vale para a cesta básica e o tíquete-alimentação. As reivindicações fazem parte da tentativa de acordo coletivo até 2016. 

“Apresentamos nossa proposta. A empresa disse que não poderia atender às reivindicações, mas também não apresentou nada. Queremos que a empresa negocie, o que não está acontecendo”, disse o presidente do sindicato, Heber Fernandes da Silva. A Metrô Rio informou apenas que as negociações com a categoria estão em andamento. 

De acordo com o Simerj, a concessionária alegou que não reajustou o preço das passagens no ano passado e por isso não poderia conceder o reajuste pedido.

“O Metrô Rio bate recorde diário de passageiros. A média era de 650 mil por dia, está aumentando para 850 mil usuários por dia. A receita deles só aumenta. Além disso, eles recebem subsídio do governo do estado”, disse o sidncialista Antônio Luis. 

O sindicato não fez estimativa da adesão de funcionários, mas disse que os empregados da área de operações (bilhetagem, manutenção, segurança e condução) apoiam a greve. 

Segundo o diretor Antônio Luis, os metroviários de São Paulo, que já estão em greve, manifestaram apoio ao sindicato do Rio e ofereceram ajuda para a mobilização em outros estados.

Manutenção da greve dos metroviários mergulha São Paulo no caos, diz imprensa francesa

Manifestantes e policiais se enfrentam em mais um dia de greve dos metroviários em São Paulo.

Manifestantes e policiais se enfrentam em mais um dia de greve dos metroviários em São Paulo|REUTERS/Damir Sagolj
RFI

A imprensa francesa mostra preocupação com a queda-de-braço entre a Justiça, o governo e os sindicalistas que tem, como consequência, mais um dia de greve do metrô de São Paulo. A três dias do início do Mundial, a paralisação dos metroviários deve mergulhar a cidade em mais um dia de caos.

Apesar de considerada “ilegal” pela Justiça e “abusiva” pelo governador Geraldo Alckmin, a greve dos metroviários de São Paulo foi mantida. A notícia do novo dia de paralisação e os seus desdobramentos são destaque da mídia francesa desta segunda-feira (9).

O jornal Libération chegou a colocar o assunto na manchete da sua versão eletrônica nesta manhã. A reportagem traz o depoimento de um dos grevistas, um jovem de 28 anos formado em Ciências Sociais. Felipe Guarnieri declara ao jornal que escolheu trabalhar no metrô por acreditar na mobilização política dos trabalhadores da empresa. Atualmente representante sindical da estação Santa Cruz, Felipe Guarnieri afirma que o trabalho dos metroviários é duro e argumenta que a categoria também quer um tratamento “padrão Fifa”.

“Queremos ao menos 10% de aumento que, para nós, é um patamar simbólico”, disse ao jornal o sindicalista. Mas, na sua avaliação, “o salário não é tudo”. Os metroviários também querem um plano de carreira e estão determinados a lutar por suas reivindicações. “O mundo inteiro está nos observando. Se não encontrarmos uma solução, estamos dispostos a continuar. Mesmo durante os dias de jogo”, diz o sindicalista.

São Paulo mergulha no caos

Nos outros jornais, as reportagens destacam o caos que a paralisação provoca no cotidiano dos paulistanos. O site do jornal Le Monde, por exemplo, descreve São Paulo como uma cidade onde, diariamente, os habitantes têm que lidar com um trânsito caótico.

A mídia também se questiona sobre o impacto da greve para os milhares de turistas que já estão na cidade ou que vão chegar nos próximos dias. O movimento dos metroviários “ameaça de perturbar seriamente o acesso à Arena Corinthians onde será disputado o jogo de abertura entre o Brasil e a Croácia diante de 60 mil torcedores, da presidente Dilma Rousseff e de 11 chefes de Estado”, diz a versão eletrônica do Le Monde.

As imagens da população chegando em estações fechadas e a ação da polícia contra os manifestantes também são destaques nas redes de televisão que lembram que o metrô é o meio de transporte “mais prático para chegar à Arena Corinthians, palco da estreia da seleção brasileira no Mundial.

O aspecto político da greve não é esquecido. No final de semana, a imprensa já havia noticiado que, em um ano eleitoral, a chegada do Mundial é um momento propício para pressionar as autoridades. As declarações de Dilma Rousseff também foram citadas. Para a presidente, a greve é “uma campanha sistemática para denegrir o governo e a Copa do Mundo” e esse movimento tem apenas uma finalidade “eleitoreira”.

Carro invade estação de metrô na Avenida Paulista

O ESTADO DE S.PAULO

07 Junho 2014 

Segundo a Polícia Militar, ninguém ficou ferido; O acidente aconteceu por volta das 6h40

 SÃO PAULO – Um motorista perdeu o controle do carro e bateu na entrada da estação de metrô Brigadeiro Luís Antônio, na Avenida Paulista, região central de São Paulo, na manhã deste sábado, 7. Segundo a Polícia Militar, o acidente aconteceu por volta das 6h40 e ninguém ficou ferido. O caso foi registrado no 78°DP (Jardins).

 

Carro invade estação de metrô na Avenida Paulista
CARRO INVADE ESTAÇÃO DE METRÔ NA AVENIDA PAULISTA
EVELSON DE FREITAS/ESTADÃO

 

 

Greve no Metro de São Paulo continua

por Sofia Fonseca/AFPHoje

 
Greve no Metro de São Paulo continua
Fotografia © REUTERS/Nacho Doce

Os funcionários do metro de São Paulo, Brasil, decidiram, na sexta-feira à noite, manter a greve, recusando a proposta de aumento do governo.

Numa nova ronda de negociações, o governo chegou a propor um aumento de 8,8% nos salários, tendo depois reduzido a oferta para 8,7%. Os funcionários do Metro recusaram a proposta e continuam a exigir um aumento de 12,2%.

Assim, a cinco dias do arranque do Mundial de Futebol, mantém-se o impasse e desconhece-se se esta greve, anunciada como “ilimitada”, irá afetar os milhares de adeptos, além dos 4,5 milhões de utentes da cidade.

Cidade já caótica ao nível do trânsito, São Paulo tem vivido nos últimos dias um verdadeiro caos, agravado pela chuva torrencial

Este já será o terceiro dia de greve.

Imprensa francesa destaca confronto entre polícia e grevistas em SP

Policiais retiram grevistas dos trilhos do metrô nesta sexta-feira, 6 de junho de 2014.

Policiais retiram grevistas dos trilhos do metrô nesta sexta-feira, 6 de junho de 2014|Reuters/Chico Ferreira

Sites da imprensa francesa destacam os confrontos ocorridos no segundo dia da greve de funcionários do metrô de São Paulo. Na manhã desta sexta-feira (6), policiais lançaram bombas de gás lacrimogêneo e cassetetes para dispersar grevistas.

Neste segundo dia de greve dos funcionários do metrô de São Paulo, os policiais atacaram grevistas, para impedir confrontos com os usuários do metrô. O choque ocorreu na Estação Ana Rosa, nesta sexta-feira (6).

Os sites dos jornais Le FígaroLl’Express, e Le Parisien, se concentraram na greve da capital econômica do país, onde acontecerá o jogo de abertura do Mundial dentro de seis dias.

A revista L’Express indica a existência de “filas intermináveis, fora da estação de metrô, para pegar um ônibus”, destacando também o congestionamento recorde provocado pela greve: “226 quilômetros, superior ao congestionamento da véspera (209 km), um dos maiores da história da cidade”.

O jornal Le Parisien, cita o porta-voz da Polícia Militar paulista, indicando que a estação Ana Rosa “estava fechada e muitos usuários tentaram entrar. Houve conflitos entre os grevistas e os usuários e a polícia teve de intervir.”

Em greve desde quinta-feira (5), os funcionários do metrô de São Paulo pedem ao menos 12,2% de aumento do salário. A direção propôs um aumento de 8,7%, sendo que os funcionários já haviam pedido 16,5% anteriormente.

O metrô é o principal transporte usado para o estádio Arena Corinthians (Itaquerão) onde ocorrerá o jogo de abertura da Copa do Mundo no dia 12 de junho. A linha transporta 4,5 milhões de usuários diariamente.
 

 
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Policiais retiram grevistas dos trilhos do metrô nesta sexta-feira, 6 de junho de 2014.

Policiais retiram grevistas dos trilhos do metrô nesta sexta-feira, 6 de junho de 2014.

Reuters/Chico Ferreira

Sites da imprensa francesa destacam os confrontos ocorridos no segundo dia da greve de funcionários do metrô de São Paulo. Na manhã desta sexta-feira (6), policiais lançaram bombas de gás lacrimogêneo e cassetetes para dispersar grevistas.

 

Neste segundo dia de greve dos funcionários do metrô de São Paulo, os policiais atacaram grevistas, para impedir confrontos com os usuários do metrô. O choque ocorreu na Estação Ana Rosa, nesta sexta-feira (6).

Os sites dos jornais Le FígaroLl’Express, e Le Parisien, se concentraram na greve da capital econômica do país, onde acontecerá o jogo de abertura do Mundial dentro de seis dias.

A revista L’Express indica a existência de “filas intermináveis, fora da estação de metrô, para pegar um ônibus”, destacando também o congestionamento recorde provocado pela greve: “226 quilômetros, superior ao congestionamento da véspera (209 km), um dos maiores da história da cidade”.

O jornal Le Parisien, cita o porta-voz da Polícia Militar paulista, indicando que a estação Ana Rosa “estava fechada e muitos usuários tentaram entrar. Houve conflitos entre os grevistas e os usuários e a polícia teve de intervir.”

Em greve desde quinta-feira (5), os funcionários do metrô de São Paulo pedem ao menos 12,2% de aumento do salário. A direção propôs um aumento de 8,7%, sendo que os funcionários já haviam pedido 16,5% anteriormente.

O metrô é o principal transporte usado para o estádio Arena Corinthians (Itaquerão) onde ocorrerá o jogo de abertura da Copa do Mundo no dia 12 de junho. A linha transporta 4,5 milhões de usuários diariamente.