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Corpo de Gabriel García Márquez é cremado no México

AGÊNCIA BRASIL

O corpo do escritor colombiano Gabriel García Márquez foi cremado neste sábado (19), segundo informou o Conselho Nacional para a Cultura e as Artes (Conaculta) do México. De acordo com o comunicado do conselho, a vontade da família de cremá-lo foi cumprida e os restos mortais do autor foram incinerados em uma cerimônia privada. As cinzas do escritor deverão ser jogadas no México, onde morava, e na Colômbia, seu país natal. 

García Márquez, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 1982, autor de obras como Cem Anos de Solidão e O Amor nos Tempos do Cólera, morreu na última quinta-feira (17), na Cidade do México, onde morava desde a década de 1960. Na última segunda-feira (14), a mulher e os filhos do escritor haviam informado que seu estado se saúde era “muito frágil”, havendo “risco de complicações”. Após ser hospitalizado por uma semana devido a uma infecção pulmonar, o autor havia retornado para casa no início do mês.   

Está prevista para esta segunda-feira (21) uma cerimônia na Cidade do México em homenagem a García Márquez. Os presidentes do México, Enrique Peña Nieto, e da Colômbia, Juan Manuel Santos, deverão comparecer.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

 

Cinzas de Gabo divididas entre Colômbia e México

por LusaHoje

 
Gabo em 1987 nas celebrações dos 20 anos de Cem Anos de Solidão
Gabo em 1987 nas celebrações dos 20 anos de Cem Anos de SolidãoFotografia © REUTERS/Stringer/Files

As cinzas do prémio Nobel Gabriel García Márquez serão divididas entre o México e a Colômbia, afirmou sexta-feira o embaixador colombiano na capital mexicana, José Gabriel Ortiz.

O diplomata falava à porta da casa de Gabriel García Márquez, na Cidade do México, onde o escritor faleceu quinta-feira aos 87 anos.

“No México ficará uma parte e penso que podem levar outra parte para a Colômbia, onde ficarão em repouso parte das cinzas”, disse o embaixador.

O escritor colombiano e Nobel da Literatura García Marquez morreu na quinta-feira na Cidade do México, aos 87 anos.

“As suas obras e o seu contributo para a Cultura e para a Sociedade permanecerão na memória de todos, destacando-se a dos milhões de leitores que ao longo de décadas acompanharam a sua carreira”, sublinhou o governante.

A García Marquez, “grande impulsionador” da literatura latino-americana, “devemos-lhe a inscrição de um universo narrativo e de um estilo novos no imaginário coletivo”, assim como “o alargamento da perceção das sociedades da América do Sul no contexto global”, destacou ainda o secretário de Estado.

“Ao povo da Colômbia e à família enlutada apresentamos as nossas condolências, associando-nos ao sentimento de pesar que hoje une todas as Nações”, concluiu a nota de pesar.

O autor de “Cem anos de solidão” foi distinguido com o Nobel da Literatura, em 1982, e não publicava desde 2010, quando foi dado à estampa “Yo no vengo a decir un discurso” (“Eu não venho dizer um discurso”).

“Memória das minhas putas tristes”, editado em 2004, foi assim o último livro de ficção de um autor de causas, que nunca escondeu simpatias políticas, nomeadamente pelo regime cubano de Fidel Castro.

No México corpo de García Márquez será cremado em cerimónia privada

por LusaHoje
 
García Márquez será cremado em cerimónia privada

O corpo do escritor Gabriel García Márquez, que morreu quinta-feira no México, será cremado “em privado” e na tarde de segunda-feira terá lugar uma homenagem no palácio das Belas Artes da capital mexicana.

María Cristina García Cepeda, diretora do Instituto Nacional de Belas Artes revelou a informação ao ler um comunicado em nome da família do escritor colombiano em frente da sua casa no México.

Entretanto, a irmã mais nova de García Márquez, Aída García Márquez, manifestou esperança de que o corpo de “Gabo” seja sepultado na Colômbia, na sua terra natal, local de inspiração para as suas obras, disse.

O escritor colombiano e Nobel da Literatura Gabriel García Marquez morreu na quinta-feira na Cidade do México, aos 87 anos.

O autor de “Cem anos de solidão” foi distinguido com o Nobel da Literatura, em 1982, e não publicava desde 2010, quando foi dado à estampa “Yo no vengo a decir un discurso” (“Eu não venho dizer um discurso”).

“Memória das minhas putas tristes”, editado em 2004, é assim o último livro de ficção de um autor de causas, que nunca escondeu simpatias políticas, nomeadamente pelo regime cubano de Fidel Castro.

O romance sucedeu a “Do Amor e outros demónios”, publicado dez anos antes. “Amor nos tempos do cólera”, “Crónica de uma morte anunciada”, “O general no seu labirinto” e “Ninguém escreve ao coronel” são outros títulos emblemáticos do escritor.

Na passada segunda-feira, a mulher e os filhos do escritor colombiano emitiram um comunicado, no qual afirmavam que o estado de saúde do escritor era “muito frágil”, havendo “risco de complicações”.

Gabriel Garcia Márquez regressara a casa no início do mês, depois de uma hospitalização que durou uma semana, por uma infeção pulmonar.