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São Paulo novamente decepciona e só empata no Morumbi

Estadão Conteúdo

Diante de mais de 46 mil pessoas, no melhor público pagante do Campeonato Brasileiro, o São Paulo voltou a decepcionar neste sábado, no Morumbi, ao ficar no empate em 1 a 1 com o Criciúma. Desfalcado de Kaká, Luis Fabiano, Antonio Carlos e Osvaldo, criou diversas chances de gol e só abriu o placar a 17 minutos do fim, com Alan Kardec. Só que, pouco depois, Rogério Ceni falhou e Rodrigo Souza empatou. Após o jogo, o torcedor, que pediu “raça” durante a partida, vaiou o time.

O empate é o terceiro tropeço seguido do São Paulo. Se a intenção de Muricy Ramalho era aproveitar a sequência contra os pequenos para somar nove pontos, na prática deu tudo errado. Diante do Chapecoense, Goiás e Criciúma, a equipe ganhou um único ponto. Com 20, é só o sétimo colocado.

Agora Muricy terá uma semana para tentar dar um padrão tático ao time, que mais uma vez se mostrou extremamente desorganizado. No domingo que vem, o adversário é o Vitória, mais uma vez no Morumbi. Já o Criciúma, que também não vence há três jogos no Brasileiro, tem 15 pontos, no meio da tabela. No sábado, recebe o líder Cruzeiro.

São Paulo

Desfalcado, São Paulo cricou muitas chances de gol e abriu o placar, mas Criciúma empatou no fim do jogo

O jogo

Pelo terceiro jogo seguido, Muricy Ramalho resolveu mexer no esquema tático do São Paulo. De surpresa, sacou Paulo Miranda, que jogaria na lateral direita, flutuando para a zaga e liberando Rodrigo Caio, e escalou Denilson. Assim, Douglas voltou para a lateral (jogaria no meio) e foi Souza quem ganhou liberdade para avançar.

Sem Antonio Carlos, machucado, seguia o problema da bola aérea defensiva. Tanto que, logo aos 4 minutos, por centímetros Silvinho, ex-jogador do clube, não alcançou a bola num peixinho na pequena área e abriu o placar.

À medida que os jogadores tricolores passaram a entender melhor o esquema tático, que não foi treinado durante a semana, o futebol do time evoluiu. Maicon aparecia bem com Douglas pela direita, enquanto Ganso buscava espaço pelo meio. As oportunidades foram surgindo, mas o São Paulo falhava nas finalizações.

Pato teve três grandes chances no primeiro tempo. Uma ele criou em jogada individual, mas parou em Luiz. Nas outras duas, recebeu cruzamentos e falhou na conclusão. Após o segundo erro, a torcida pediu Luis Fabiano, que está machucado. Souza também teve boa oportunidade, fintando o zagueiro com o corpo e chutando por cima do gol.

No segundo tempo, o ritmo seguiu o mesmo. Rogério Ceni, que fez uma grande defesa no primeiro tempo, só assistia à assistindo à partida. Na frente, muitos gols perdidos. Pato chegou muito perto de marcar, carregando a bola quase desde o meio-campo, mas chutou em cima de Luiz. Novamente ouviu provocações da torcida.

Luiz não chegou a fazer nenhuma grande defesa, mas precisou trabalhar bastante, pegando chutes de Ganso e Toloi. Enquanto isso, a torcida pedia “raça”, algo que visivelmente não estava faltando ao time. Para piorar, Rodrigo Caio sentiu lesão no joelho e caiu no chão já pedindo substituição.

Pouco depois, Alvaro Pereira bateu o rosto no gramado e aparentemente ficou desacordado. Mas aí o uruguaio mostrou que a torcida estava errada. Tal como na Copa do Mundo, rejeitou ser substituído enquanto a ambulância estava ao lado do campo esperando por ele. Em seguida, já estava de volta em campo.

E foi na raça uruguaia que começou o gol tricolor. Alvaro Pereira roubou a bola na defesa e começou o contra-ataque. Enquanto ele corria pela esquerda, Ganso deixou Alan Kardec na cara do gol para fazer 1 a 0.

Muricy Ramalho poderia ter aproveitado para Alexandre Pato tentar mostrar serviço sem tanto peso nas costas, mas tirou o atacante para colocar em campo Ademilson. Quem marcou, porém, foi o Criciúma. Após falta batida na área, Rogério Ceni falhou em não segurar a bola que foi nas suas mãos, a zaga vacilou no rebote e Rodrigo Souza empatou.

Com apenas mais uma substituição a fazer, Muricy trocou Denilson por Boschilia. Mas a desorganização ficou ainda mais evidente, com muitos erros de passes. Luiz só precisou trabalhar para fazer uma defesa fácil em cabeceio de Souza.

FICHA TÉCNICA:

São Paulo 1 x 1 Criciúma

São Paulo: Rogério Ceni; Douglas, Rafael Toloi, Rodrigo Caio (Paulo Miranda) e Alvaro Pereira; Souza, Denilson (Boschilia), Maicon e Paulo Henrique Ganso; Alexandre Pato (Ademilson) e Alan Kardec. Técnico – Muricy Ramalho.
Criciúma: Luiz; Eduardo, Ronaldo Alves (Gualberto), Fábio Ferreira e Giovanni; Rodrigo Souza, Martinez, Rafael Costa (Lucca) e Wellington Bruno (Higor); Silvinho e Bruno Lopes. Técnico – Wagner Lopes.
Gol: Alan Kardec, aos 28, e Rodrigo Souza, aos 34 minutos do segundo tempo.
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa/MG)
Cartão amarelo: Douglas (São Paulo)
Renda: R$ 1.243.465,00.
Público: 46.617 pessoas (total).
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo.

Em 12h, MTST ergue 600 barracos no Morumbi

22/06/2014 

São Paulo, 22 – O Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) invadiu mais um terreno na zona sul da capital. Divididos em 14 ônibus, cerca de 800 integrantes ergueram as 200 primeiras barracas na madrugada de ontem em uma área do Portal do Morumbi. À tarde, a entidade já falava em 600 barracas e prometia mais invasões, caso a Câmara Municipal adie novamente a votação no novo Plano Diretor.

“Essa ocupação é um protesto contra a demora na aprovação do Plano Diretor. Quanto mais os vereadores demorarem a votar, mais vamos ocupar”, prometia Ana Paula Ribeiro, uma das coordenadoras nacionais do MTST.

Segundo ela, a aprovação do projeto que reordena o crescimento da cidade pelos próximos 16 anos não fará com que as famílias deixem o local. “Queremos que essa área seja considerada zona de interesse social, para a construção de moradias populares.” Apesar de não ter data definida, a votação pode ocorrer nesta semana.

O terreno invadido fica na Rua Doutor Luís Migliano, que liga as Avenidas Giovanni Gronchi e Francisco Morato e é rota para o Cemitério da Paz. No local, o valor médio do metro quadrado é de R$ 8 mil e os apartamentos mais luxuosos chegam a R$ 1,5 milhão. Ao lado da nova invasão, está em construção um condomínio residencial com unidades de até 243 m².

Na página oficial do MTST, a região é classificada como um local onde a “especulação imobiliária se alastra como epidemia, tendo efeitos perversos, como o aumento desenfreado e abusivo dos aluguéis, levando à expulsão de famílias para bairros com menos estrutura.”

No entorno do terreno, prédios comerciais e residenciais de classe média alta dividem espaço com barracos da Favela da Vila da Praia. Parte dos moradores da comunidade, segundo o movimento, participa da ocupação, assim como famílias das comunidade Olaria e Viela da Paz. 

Assaltos crescem na região da USP, e crimes já ultrapassam metas em 64%

Um mês depois de ter seu carro roubado na porta de casa, no Jaguaré, zona oeste de São Paulo, o químico Carlos Alberto da Costa Maio, de 58 anos, voltou anteontem ao 93.º DP para dizer que não era preciso mais avisar se seu Chery Tigo fosse encontrado. “Já recebi o dinheiro do seguro. Não quero saber de mais nada”, diz ele, que, após ser assaltado, andou 1,5 quilômetro sem encontrar um policial. 
 
A delegacia, responsável pela área que inclui a Cidade Universitária e quatro grandes favelas, foi a que mais extrapolou a meta trimestral. Foram 365 casos só nos primeiros dois meses deste ano, ante 222 de janeiro a março do ano passado um aumento de 64%.
 
Pequenos roubos perto da Ponte do Jaguaré e da Avenida Corifeu de Azevedo Marques engrossam a alta. A explicação, segundo a polícia, é que, nesses pontos, jovens assaltantes conseguem escapar para as favelas. 
 
Na Universidade de São Paulo (USP) acontecem cerca de um terço das ocorrências registradas no DP. A Reitoria da USP confirma, em nota, que “na região do distrito do Butantã e entorno, o que inclui a Cidade Universitária, têm ocorrido diversos casos de roubo”. 
 
Morumbi

A 4 km do Jaguaré, no Morumbi, na zona sul, a criminalidade não perdoa nem os bairros ao redor da sede do governo do Estado. No 34.º DP (Vila Sônia), a assistente administrativa Luciana Borba, de 33 anos, registrou nesta semana o segundo assalto em seis meses. O mais recente, na terça-feira, acabou com a Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) e dois helicópteros, o Águia da PM e o de um canal de TV, no encalço dos bandidos. Ninguém foi encontrado. 

 
“Quando cheguei no meio da minha casa, vi o vulto e pensei: ‘vou levar um tiro na cara’, lembra Luciana. Segundo ela, um policial disse que “o roubo era pessoal”. “Ele me disse: ‘é com você’. Levaram as mesmas coisas. Esperaram eu comprar tudo de novo para roubar tudo de novo”, lamenta.

noticias gerais e, especificamente, do bairro do Brás, principalmente do comércio