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Novas sanções podem ter graves consequências para economia russa

O presidente Vladimir Putin se prepara para enfrentar as consequências que as sanções ocidentais podem ter para a economia russa.

O presidente Vladimir Putin se prepara para enfrentar as consequências que as sanções ocidentais podem ter para a economia russa|REUTERS/Alexei Druzhinin/RIA Novosti/Kremlin|RFI

Novas sanções ocidentais contra Moscou podem agravar o crescimento econômico da Rússia, disse neste sábado (28) o ministro russo da Economia, Alexei Ulyukayev. O país se prepara para enfrentar as conseqüências das medidas prometidas pelos Estados Unidos e União Europeia devido à continuação dos combates da rebelião separatista russa no leste da Ucrânia.

Ulyukayev anunciou que o país preparou três cenários, caso as sanções ocidentais contra Moscou endureçam. O mais otimista deles prevê o bloqueio das exportações de produtos de luxo, como caviar e peles, e o pior cenário englobaria o setor da metalurgia, petroleiro, e o gás, disse o ministro russo da Economia à televisão do país.

Se o quadro mais pessimista se confirmar, avaliou Ulyukayev, o crescimento econômico da Rússia seria gravemente afetado. “Os investimentos chegariam ao negativo, os juros baixariam, a inflação aumentaria e as reservas do Estado diminuiriam”, analisou. Para o ministro, no entanto, a economia russa tem capacidade de “suportar” essa perspectiva.

Cessar-fogo prolongado

Ontem (27), ao assinar um acordo histórico de associação com Kiev, os dirigentes da União Europeia estipularam que Moscou tem até segunda-feira (30) para tomar medidas contra a rebelião separatista russa no leste da Ucrânia. Esperando obter ações concretas por parte do vizinho, Kiev prolongou ontem o cessar-fogo com insurgentes durante mais 72 horas, na esperança da abertura de um diálogo de paz.

Tanto a União Europeia como os Estados Unidos aplicam uma série de sanções contra autoridades russas ou ucranianas pró-russas há quatro meses. O presidente Vladimir Putin, que no começo desdenhou as medidas, começa a ter os primeiros resultados concretos das mesmas. Na semana passada, o banco central russo admitiu que o crescimento da economia do país teria um recuo de 0,4% este ano.

Ontem a agência americana Moody’s rebaixou a avaliação de crédito da Rússia de “estável” para “negativa”, argumentando que a economia de Moscou está ameaçada pelo conflito na Ucrânia. A instituição também avaliou que a rebelião elevou o perigo de um “evento geopolítico arriscado” na Rússia.

Combates continuam

Apesar da extensão do cessar-fogo, os combates continuam no leste da Ucrânia. De acordo com o porta-voz das operações militares pró-russas na região industrial de Donbass, a madrugada foi “mais ou menos calma”. Ele anunciou a morte de três soldados ucranianos hoje nos arredores de Slaviansk, reduto dos insurgentes.

Guardas russos da fronteira com a Ucrânia afirmaram que a localidade de Rostov-na-Donu e outras cidades russas da região foram atingidas hoje por três mísseis do exército ucraniano. Ontem à noite, os rebeldes tomaram o controle de uma base do ministério do Interior na periferia de Donetsk.

Kerry apela a Moscou, Teerã e Hezbollah pelo fim da guerra na Síria

AFP – Agence France-Presse

04/06/2014 

O secretário de Estado americano, John Kerry, apelou nesta quarta-feira à Rússia, ao Irã e ao Hezbollah libanês, todos aliados do regime sírio de Bashar al-Assad, a trabalhar pelo fim da sangrenta guerra na Síria.

“Peço ao Irã, à Rússia, peço ao Hezbollah, com sede aqui no Líbano, para que se esforcem verdadeiramente pelo fim desta guerra”, declarou Kerry em visita a Beirute.

O secretário aproveitou a ocasião para comentar sobre a eleição presidencial na Síria, em que Assad sairá vencedor.

“Esta eleição é uma não eleição”, declarou Kerry, quando perguntado pelos jornalistas sobre a votação organizada na terça-feira pelo regime nas regiões sob seu controle.

Os arranha-céus de Moscou: explore a cidade de cima

Nikolai Gavrilov, especial para Gazeta Russa
Deles é possível desfrutar deslumbrantes panorâmicas e também comer bem, beber e dançar.

Quem quiser aproveitar as melhores vistas de Moscou terá de se deslocar obrigatoriamente a um destes lugares. A Gazeta Russa selecionou os sete pontos mais altos da capital.

1. Vorobiovi Gori e o Edifício Principal da Universidade Estatal de Moscou


Foto: Lori/Legion Media

Uma das vistas mais populares e, ao mesmo tempo, um cartão de visitas de Moscou é a do miradouro de Vorobiovi Gori (estações de metrô Vorobiovi Gori ou Universitet). A paisagem é particularmente bonita em dias de sol e à noite, quando surgem as luzes da cidade. É possível ver a capital como na palma da mão. É este o melhor ponto para observar as sete edificações altas dos tempos de Stálin, ou as “sete irmãs”, como também são conhecidas. Dos andares superiores da Universidade de Moscou, o Edifício Principal que é uma das “irmãs”, o quadro é ainda mais surpreendente.

A entrada para o terraço da Universidade precisa ser agendada.

Telefone: (495) 939 29 76

2. Time Out Bar


Foto: Press Photo

Há um bar de preços acessíveis (1.000 rublos/US$ 35 por pessoa, em média) com um terraço proporcionando vistas impressionantes para Moscou. O Time Out Bar fica no 12º e 13º andares do Hotel Pequim, no centro da capital (estação de metrô Maiakóvskaia, na praça Triunfálnaia). Seus barmans preferem que os clientes provem as bebidas preparadas com seu toque pessoal.

Foto: Press Photo

Rua Bolchaia Sadóvaia, 5, das 12h às 6h da manhã

3. Torres de Moskvá-City

As torres se chamam Império e Federação, fazendo parte do novo centro de negócios, muito próximo da parte histórica da cidade. São das construções mais altas da capital. Dos seus terraços se avista o rio Moskvá e o setor ocidental da metrópole.

Foto: Press Photo

Restaurante-bar Sixty (o nome foi inspirado pelo ambiente interior, à moda dos anos 60). Fica no 62º andar da torre Federação e é considerado um dos restaurantes mais elevados do continente europeu (4.000 rublos/US$ 140 por pessoa, em média).

Também é possível observar gratuitamente a cidade da altura do voo de um pássaro: é preciso subir de elevador rápido ao 58º piso da torre Império, cujo terraço se eleva a 238 metros do solo.

Marginal Préssnenskaia, 2

4. Bar panorâmico City Space


Foto: Press Photo

Entre os que proporcionam uma observação de 360º, este é o mais alto de todos. Se localiza no 34º andar do Swiss Hotel Krasnie Kholmi. O Bartender´s Guide 2008 o colocou entre os 10 melhores do mundo, e o Drink International 2011 entre os 50 melhores. Um cocktail custa, em média, 900 rublos/US$ 30. As visitas devem provar o lendário Moscow Spring Punch, com gengibre, framboesa e mel.

Foto: Press Photo

Marginal Kosmodamiánskaia, 52-6 (estação de metrô Pavelétskaia)

5. Torre de Televisão Ostánkino

A plataforma giratória da Torre Ostánkino está aberta aos visitantes há mais de 40 anos. Desde então, recebeu mais de 10 milhões de pessoas. Dos seus 340 metros, se pode admirar toda a beleza da capital russa e de seus subúrbios do lado norte. Só é possível visitar a torre com uma excursão, mesmo esta sujeita à marcação.

Foto: Lori/Legion Media

Duração da excursão: uma hora. Período das visitas: das 10h às 21h. Marcação por telefone: (495) 926 61 11, entrada: 980 rublos/US$ 35

Rua Académika Koroliova, 15-2, entrada 2 (estação de metrô Alekséevskaia)

6. Campanário Ivan, o Grande

Dele se avista a parte antiga de Moscou. Com seus 80 metros, é o primeiro “arranha-céus” da cidade, construído no século 16. Fica no coração da capital, na praça Sobórnaia, vizinha da Praça Vermelha. Além do museu, os visitantes podem se deliciar com o soberbo panorama da praça Sobórnaia do Kremlin e das ruas antiquíssimas de Zamoskvorétchie. A visita deste campanário exige um bilhete para os Museus do Kremlin.

Foto: Lori/Legion Media

Perto daqui, é possível aproveitar a mesma vista inesquecível saboreando um café sobre o telhado do Hotel Ritz Carlton, no bar acolhedor 02 Lounge (2.500 rublos/US$ 80 por pessoa, em média). Daqui se vêem os espaços interiores do Kremlin.

Rua Tverskaia, 3. Ritz Carlton, 11º piso

7. Kalina Bar

Fica no 21º piso do centro Lotte Plaza, na rua Novi Arbat. Daqui se avista o Moskvá City, o Hotel Ucraina, a rua Stari Arbat e o Templo do Cristo Redentor, bem como diversos monumentos do centro da cidade. Possui uma excelente cozinha europeia e asiática (2000 rublos/US$ 70 por pessoa, em média). 

Novinski Bulevar, 8. Lotte Plaza, 21.º piso

Enchentes desalojam populações da Sibéria

Cerca de quatro mil casas foram tomadas pelas águas na Khakassia e no Altai

31/05/2014

O Centro Regional Siberiano do Ministério para Situações de Emergência e Defesa Civil da Rússia informou neste sábado, 31, que quase quatro mil casas continuam inundadas na Khakassia, na República de Altai e no Território de Altai, devido às cheias dos rios locais.
Resgatistas trabalham na área inundada pelo rio Katun, na República de Altai

De acordo com os dados do Ministério, é o Território de Altai que sofre os maiores efeitos da inudação: lá foram alagadas mais de 2.300 residências. Na República de Altai estão parcialmente submersas mais de 1.400 casas; e na Khakassia, 171. O nível de águas não baixa, e os moradores das casas alagadas se hospedam com parentes e amigos e em abrigos provisórios. Há prejuízos também na República de Tuva, porém de menor monta.

O Ministro para Situações de Emergência, Vladimir Puchkov, informou que mais de dois mil socorristas trabalham na região, e que o contingente vai aumentar. Na operação de auxílio às vítimas das enchentes são utilizados aviões, barcos, lanchas a motor, maquinaria e equipamento especialmente destinados para o trabalho em áreas inundadas.

Novo presidente da Ucrânia promete acabar com “terror” no leste

Caminhão de forças rebeldes ucranianas é visto perto do aeroporto internacional de Donetsk, nesta terça-feira, 27 de maio de 2014.

Caminhão de forças rebeldes ucranianas é visto perto do aeroporto internacional de Donetsk, nesta terça-feira, 27 de maio de 2014|REUTERS/Yannis Behrakis

O presidente eleito da Ucrânia, Petro Porochenko prometeu por um fim ao “terror” e acabar com a guerra no leste da Ucrânia. Na principal cidade da região, Donetsk, onde o movimento separatista pró-russo continua muito ativo, foram registrados novos tiroteiros nesta quarta-feira (28).

Após 48 horas de intensos combates, as forças governamentais da Ucrânia retomaram nesta terça-feira o controle do aeroporto da região rebelde de Donetsk, onde vivem mais de 1 milhão de pessoas. O Exército ucraniano também destruiu um acampamento de treinamento dos separatistas pró-russos na vizinha Lugansk.

O prefeito de Donetsk disse que os enfrentamentos deixaram 40 mortos, entre separatistas e soldados ucranianos, além de dois civis. Ele pediu aos moradores da cidade para evitar saírem de suas casas e até mesmo nas sacadas dos apartamentos. Várias lojas foram fechadas e as vitrines cobertas por placas de madeira ou de metal para evitar pilhagem. Escritórios também permaneceram fechados por medidas de segurança.

A preocupação agora é com o destino de quatro membros da missão de observação da Organizaçao para a Segurança e a Cooperação na Europa, a OSCE, que teriam sido sequestrados pelos separatistas, assim como um padre polonês. Os observadores seriam de nacionalidade dinamarquesa, estoniana, suíça e turca.

Plano para evitar corte de gás

Kiev e Moscou vivem uma tensão devido a chamada “guerra do gás” que preocupa os europeus, muito dependentes do produto russo que para chegar à Europa passa pela Ucrânia. O Kremlin ameaça cortar o envio de gás à Ucrânia caso o governo do país não pague adiantado as notas do mês de junho equivalentes a US$ 1,66 bilhão. Arruinada financeiramente, Kiev já acumula dívidas de mais de US$ 3 bilhões com a gigante fornecedora de gás russo Gazprom.

De acordo com um plano definido pelos europeus, Kiev e Moscou têm até a noite desta quarta-feira para aceitar o compromisso que prevê, num primeiro momento, o pagamento pelo governo ucraniano de 2 bilhões de dólares à empresa Gazprom.

Na terça-feira, os ucranianos disseram que o plano proposto pelos europeus não convém ao país e antes de reembolsar a dívida, exige garantias de uma redução no preço do produto.

 
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Novo presidente da Ucrânia promete acabar com “terror” no leste

Caminhão de forças rebeldes ucranianas é visto perto do aeroporto internacional de Donetsk, nesta terça-feira, 27 de maio de 2014.

Caminhão de forças rebeldes ucranianas é visto perto do aeroporto internacional de Donetsk, nesta terça-feira, 27 de maio de 2014.

REUTERS/Yannis Behrakis

O presidente eleito da Ucrânia, Petro Porochenko prometeu por um fim ao “terror” e acabar com a guerra no leste da Ucrânia. Na principal cidade da região, Donetsk, onde o movimento separatista pró-russo continua muito ativo, foram registrados novos tiroteiros nesta quarta-feira (28).

 

Após 48 horas de intensos combates, as forças governamentais da Ucrânia retomaram nesta terça-feira o controle do aeroporto da região rebelde de Donetsk, onde vivem mais de 1 milhão de pessoas. O Exército ucraniano também destruiu um acampamento de treinamento dos separatistas pró-russos na vizinha Lugansk.

O prefeito de Donetsk disse que os enfrentamentos deixaram 40 mortos, entre separatistas e soldados ucranianos, além de dois civis. Ele pediu aos moradores da cidade para evitar saírem de suas casas e até mesmo nas sacadas dos apartamentos. Várias lojas foram fechadas e as vitrines cobertas por placas de madeira ou de metal para evitar pilhagem. Escritórios também permaneceram fechados por medidas de segurança.

A preocupação agora é com o destino de quatro membros da missão de observação da Organizaçao para a Segurança e a Cooperação na Europa, a OSCE, que teriam sido sequestrados pelos separatistas, assim como um padre polonês. Os observadores seriam de nacionalidade dinamarquesa, estoniana, suíça e turca.

Plano para evitar corte de gás

Kiev e Moscou vivem uma tensão devido a chamada “guerra do gás” que preocupa os europeus, muito dependentes do produto russo que para chegar à Europa passa pela Ucrânia. O Kremlin ameaça cortar o envio de gás à Ucrânia caso o governo do país não pague adiantado as notas do mês de junho equivalentes a US$ 1,66 bilhão. Arruinada financeiramente, Kiev já acumula dívidas de mais de US$ 3 bilhões com a gigante fornecedora de gás russo Gazprom.

De acordo com um plano definido pelos europeus, Kiev e Moscou têm até a noite desta quarta-feira para aceitar o compromisso que prevê, num primeiro momento, o pagamento pelo governo ucraniano de 2 bilhões de dólares à empresa Gazprom.

Na terça-feira, os ucranianos disseram que o plano proposto pelos europeus não convém ao país e antes de reembolsar a dívida, exige garantias de uma redução no preço do produto.

Eleitores começaram a votar pela independência de Donetsk e Lugansk

Eleitores votam em Mariopol, neste domingo 11 de maio de 2014.

Eleitores votam em Mariopol, neste domingo 11 de maio de 2014.

REUTERS|Marko Djurica|FOTO

Ignorando os apelos de Kiev e dos países ocidentais, os moradores do leste da Ucrânia começaram a votar neste domingo (11) para decidir o futuro de algumas regiões que mantiveram a organização de um referendo para definir sua independência. As urnas foram abertas às oito horas da manhã, pelo horário local, e a votação acontece sem violência. Os resultados dessa consulta popular podem representar uma secessão histórica do país.

 

Milhões de ucranianos do leste do país foram convocados às urnas e devem dizer se aceitam ou não a independência das repúblicas autoproclamadas de Donetsk e Lugansk, duas regiões que fazem fronteira com a Rússia e são controladas pelos separatistas pró-russos.

As autoridades de Kiev denunciam a legitimidade do referendo e qualificam os separatistas, apoiados por Moscou, de “terroristas”. Por outro lado, os rebeldes não reconhecem o poder central de Kiev, comandado provisoriamente pelo presidente interino Aleksandr Turshinov após a queda de Viktor Ianukovicht, em fevereiro.

Centenas de pessoas faziam filas desde o início da abertura das seções eleitorais na periferia de Mariopol, no sudeste do país, onde confrontos violentos entre forças ucranianas e rebeldes pró-russos na sexta-feira deixaram pelo menos 20 mortos.

O enviado especial da RFI, Daniel Vallot, constatou que no centro de Donetsk, mal foram abertas as urnas em uma das escolas da região central da cidade, uma longa fila havia se formado com eleitores bem dispostos a votar. Um deles declarou que para os habitantes de Donetsk, não havia outra solução senão “a separação da Ucrânia e do governo fascista” que se instalou em Kiev.

Segundo os organizadores do referendo, mais de 1.200 urnas foram instaladas em diferentes locais de votação para permitir que 7,5 milhões de eleitores depositassem seus votos. Os responsáveis pelo referendo comemoravam o fato de que “tudo estava ocorrendo como previsto”.

Risco de secessão histórica

O temor de Kiev e de vários países ocidentais é de que o referendo produza o mesmo efeito do realizado na Crimeia onde, em março, os eleitores votaram pela independência da região, que foi anexada posteriormente pela Rússia.

No sábado à noite, os Estados Unidos avisaram que não vão reconhecer os resultados dos referendos “ilegais diante da lei ucraniana e que são uma tentativa de provocar divisões e problemas”. Os Ocidentais já anunciaram uma série de sanções contra a Rússia, acusada de comandar o movimento separatista no leste da Ucrânia. Os líderes ameaçam impor novas sanções caso não sejam realizadas as eleições presidenciais ucranianas antecipadas para o dia 25 de maio.

“Um fracasso para a realização das eleições presidenciais, internacionalmente reconhecidas, desestablizaria ainda mais o país”, advertiu a chanceler alemã Angela Merkel que recebeu o presidente François Hollande em seu reduto eleitoral, à beira do Mar Báltico.

Pela primeira vez, desde o início da crise ucraniana, o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, que representa os 28 países do bloco, fará uma visita a Kiev nesta segunda-feira.

Críticas à União Europeia

O ex-chanceler alemão Gerhard Schröder estimou que a União Europeia é a principal responsável pela crise ucraniana por ter obrigado Kiev a escolher seu futuro entre a Rússia ou o bloco europeu. As declarações foram publicads pelo diário Welt am Sontag neste domingo. “O erro crucial vem da política da União Europeia a favor de um tratado de associação”, que Bruxelas queria firmar com a Ucrânia, declarou Schröder que é amigo de Putin há muitos anos.

“A União Europeia ignorou o fato de que a Ucrânia é um país profundamente dividido culturalmente. Historicamente, a população do sul e do leste está mais orientada para a Rússia, e a do oeste mais para o bloco europeu”, afirmou. No entanto, o ex-chanceler considera que “todas as partes cometeram erros” e condenou a anexação da Crimeia pela Rússia.

Tarefa principal do Regimento de Mísseis de Defesa Aeroespacial é a defesa do espaço aéreo de Moscou e do chamado Complexo Industrial Central do país.

Tarefa principal do Regimento de Mísseis de Defesa Aeroespacial é a defesa do espaço aéreo de Moscou e do chamado Complexo Industrial Central do país.

Novo sistema de mísseis antiaéreos já vigia os céus de Moscou
O tarefa principal do Regimento de Mísseis de Defesa Aeroespacial é a defesa do espaço aéreo de Mosco Foto: wikipedia.org

As tripulações de combate do Regimento de Mísseis de Defesa Aérea de Zvenigorod, armadas com os novos mísseis de defesa aérea S-400 “Triumph”, assumiram a tarefa de alerta e de defesa do espaço aéreo no nos arredores de Moscou após um período de treinamento em simuladores “Tembr-M”. O anúncio foi feito na segunda-feira à ITAR-TASS pelo porta-voz do Setor de Defesa Aeroespacial (ASD), coronel Aleksêi Zolotukhin.

Além disso, espera-se que o sistema “Triumph” participe com oito lançadores de mísseis S-400 do desfile na Praça Vermelha em homenagem ao 69º aniversário da vitória na Segunda Guerra Mundial, no dia 9 de maio.

“O Regimento de Mísseis de Defesa Aérea de Zvenigorod, que em março deste ano recebeu os novos mísseis S-400 ‘Triumph’, bem como o complexo de defesa aérea Pantsir S-1, realizou com sucesso os testes de operação e controle do sistema S-400 na base de Kapustin Iar e agora entrou em serviço operacional de defesa aérea das áreas de Moscou e do Complexo Central Industrial”, declarou Zolotukhin.

“No primeiro semestre de 2014, mais de 200 oficiais do regimento de Zvenigorod passaram por treinamento e testes de controle e operação dos sistemas S-300 Favorit e S-400 ‘Triumph’”, acrescentou o coronel.

Zolotukhin ainda informou que “as tripulações foram submetidas a um treinamento de combate com os sistemas S-300 e S-400 em um ambiente complexo de ameaças aéreas, onde foram utilizados simuladores Tembr-M e aeronaves reais”.

O simulador Tembr-M é capaz de simular todas as condições de combate em tempo real e em uma dimensão geográfica real. Mesmo estando na região de Moscou, por exemplo, as tripulações podem utilizar mapas digitais de outros lugares, o que as torna capazes de simular a operação dos sistemas S-300 e S-400 em qualquer região do mundo.

“No ano passado, foram realizados 30 sessões de treinamento em atividades táticas e de comando e controle. O regimento já treinou mais de 70 equipes de comando dos sistemas antiaéreos dos batalhões e mais de 1.000 militares que compõem as tripulações dos respectivos sistemas”, acrescentou o representante do Setor de Defesa Aeroespacial.

Caixa de texto

O tarefa principal do Regimento de Mísseis de Defesa Aeroespacial é a defesa do espaço aéreo de Moscou e do chamado Complexo Industrial Central do país, protegendo objetos de alto valor agregado, como os prédios do governo e da administração militar, da indústria e outros complexos de energia, comunicação e transporte de ataques aéreos inimigos.


Publicado originalmente pela agência ITAR-TASS 

Rússia celebra o Dia da Vitória

Triunfo soviético sobre o nazismo foi lembrado em todo o país

09/05/2014 

A Rússia está celebrando nesta sexta-feira, 9, os 69 anos do triunfo das tropas soviéticas sobre o nazismo, pondo fim à II Guerra Mundial. Em todo o país, há comemorações. A de maior destaque acontece na Praça Vermelha, em Moscou, no tradicional Desfile da Vitória, parada militar acompanhada por milhares de pessoas, incluindo as principais autoridades russas, e transmitida pela TV, com a presença de mais de 150 veículos militares e 69 aviões e helicópteros da Força Aérea.

O Presidente Russo, Vladimir Putin, em discurso durante o Desfile Militar, exaltou o orgulho da nação pela data e homenageou os heróis que combateram contra os nazistas. “O Dia da Vitória na II Guerra Mundial foi, é e será a nossa festa mais importante. É o dia do pesar e da memória eterna, quando se sente de uma forma especialmente aguda como é importante saber defender os interesses da pátria.”

O desfile militar em Moscou foi o ponto alto das comemorações do Dia da Vitória

Nas outras regiões da Rússia, também houve comemorações. A mais nova república da Federação Russa, a Crimeia, aproximadamente 300 mil pessoas celebraram nas ruas a vitória sobre o nazismo, segundo informou o Ministro da Informação e Comunicações local, Dmitri Polonsky. Ele afirmou que a festa deste ano foi a mais concorrida em 23 anos. Somente na parada militar realizada na capital, Sinferopol, o público estimado foi de 100 mil presentes.

Exército da Ucrânia lança nova ofensiva contra separatistas no leste do país

Soldados ucranianos em operação em  Slaviansk.

Soldados ucranianos em operação em Slaviansk.

REUTERS/Baz Ratner
RFI

O leste da Ucrânia volta a ser palco de combates entre o exército e grupos separatistas pró-russos neste sábado (3). Em uma coletiva de imprensa realizada na manhã de hoje, o chefe do centro antiterrorista do governo ucraniano, Vasil Kutov, afirmou que o leste do país vive uma verdadeira situação de “guerra”. Em Slaviansk, os observadores da OSCE, que eram reféns de separatistas há uma semana, foram libertados hoje.

 

No início da manhã deste sábado, o exército ucraniano lançou uma nova ofensiva contra os rebeldes separatistas de Slaviansk onde violentos confrontos foram registrados ontem. Segundo o ministro do Interior da Ucrânia, Arsen Avakov, as forças do governo conseguiram tomar o controle de uma torre de televisão na cidade de Kramatorsk, no leste do país”, escreveu Avakov na sua página do Facebook. Ele não informou, porém, se houve vítimas.

O chefe do centro antiterrorista do governo ucraniano, Vasil Kutov, também falou sobre os combates na cidade de Kramatorsk. “Houve tiros e confrontos [entre o governo e os rebeldes]. O que está acontecendo na região de Donetsk e em Kramatorsk não é uma insurreição passageira. É uma guerra”, reiterou. Segundo a imprensa russa, uma pessoa morreu e nove ficaram feridas em Kramatorsk.

Já em Slaviansk, o balanço da ofensiva do exército ontem é dois soldados mortos na queda de helicópteros atingidos pela artilharia dos separatistas em terra. Segundo os rebeldes, cinco pessoas também morreram ontem nos confrontos. Em Odessa, pelo menos 37 pessoas morreram ontem em um incêndio de um edifício que abrigava militantes pró-russos.

Libertação de observadores internacionais
Depois de passarem uma semana detidos por grupos separatistas russos, os observadores internacionais da OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação na Europa foram libertados neste sábado de manhã no leste da Ucrânia. Segundo os separatistas, não foi imposta nenhuma condição para a libertação dos observadores. “Todas as 12 pessoas que constavam da minha lista foram libertadas”, disse o enviado russo Vladimir Lukine.

Influência do Kremilin

Hoje o Kremilin acusou o governo ucraniano e seus aliados ocidentais pelas mortes em Odessa e pela escalada da violência no leste do país. Segundo o governo russo, Moscou “perdeu a sua influência” nas comunidades russófonas ucranianas. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, declarou hoje que a Rússia não conseguirá convencer os separatistas de se “desarmarem” diante da “ameaça direta que paira sobre as suas vidas”. No contexto atual de violência, a Rússia também considerou « absurda » a manutenção da eleição presidencial no próximo dia 25 de maio. 

EUA e União Europeia anunciam novas sanções contra Rússia

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou que as novas sanções contra a Rússia são devido aos "atos de provocação" na Ucrânia.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou que as novas sanções contra a Rússia são devido aos “atos de provocação” na Ucrânia.

REUTERS/Francis R Malasig/Pool
RFI

Os Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira (28) novas sanções contra sete autoridades russas, todas próximas ao presidente russo Vladimir Putin, e 17 empresas russas. As medidas foram criadas em represália ao que o presidente norte-americano Barack Obama classificou de “atos de provocação” na Ucrânia. A União Europeia declarou que vai adicionar 15 nomes à lista.

 

A decisão foi anunciada após a reunião entre representantes americanos e 28 embaixadores de países membros da UE em Bruxelas. A informação foi divulgada em um comunicado em Manila, nas Filipinas, onde Obama realiza uma visita de Estado.

“Os Estados Unidos decidiram por novas ações hoje em resposta à continuação da intervenção ilegal da Rússia na Ucrânia e a seus atos de provocação que prejudicam a democracia” no país e “ameaçam a paz, a segurança, a estabilidade, a soberania e a integridade nacional” da Ucrânia, diz o documento assinado pelo porta-voz da Casa Branca, Jay Carney. Washington também pretende revisar as condições de exportação à Rússia de alguns equipamentos de alta tecnologia que podem ter utilização militar.

No sábado (26), os Estados Unidos já haviam adiantado a imposição das medidas em razão, após a prisão de oito integrantes da Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) em Slaviansk, leste a Ucrânia. Apenas um observador, de nacionalidade sueca, foi libertado, na noite de segunda-feira, devido a seu estado de saúde frágil, já que ele é diabético.

Uma primeira série de sanções contra Moscou e integrantes do movimento separatista na Ucrânia já havia sido aplicada pelos Estados Unidos e a União Europeia em março, em resposta à anexação da Crimeia. A decisão, no entanto, não trouxe nenhum resultado concreto sobre a crise no leste europeu.

Repugnada

Moscou se disse “repugnada” com o anúncio das sanções contra próximos de Putin e empresas russas. “O comunicado da Casa Branca nos inspira asco”, declarou o ministro adjunto das Relações Exteriores, Serguei Riabkov. Para ele, a iniciativa americana demonstra “uma ausência total de compreensão de Washington sobre o que acontece na Ucrânia”.

Riabkov também declarou que a a Rússia pretende dar uma resposta aos Estados Unidos. “Temos certeza que esta resposta terá um efeito doloroso para Washington”, ameaçou dizendo que Moscou tem uma vasta gama de opções para retaliar.

Represálias econômicas

A UE deve pretende adicionar mais 15 nomes à lista anunciada pelos Estados Unidos. A porta-voz da Comissão Europeia, Pia Ahrendkilde Hansen, disse que as medidas são relativas a uma situação na qual não há “recuo” por parte do movimento separatista pró-russo no leste na Ucrânia, apoiado por Moscou. “Nós consideramos as sanções da ‘fase 2’ como o nível mais apropriado para este momento, e que podem evoluir para a fase 3”, declarou referindo-se a possíveis represálias de ordem econômica.

Muitos países europeus temem, no entanto, que a imposição de sanções de ordem econômica possam provocar medidas de retaliação por parte de Moscou, especialmente sobre a importação de gás russo, do qual muitos dependem.

O chefe da diplomacia de Luxemburgo, Jean Asselborn, fez um apelo para que Moscou tome alguma iniciativa prática para amenizar as tensões no leste ucraniano. “Entendo que os russos não controlam todos os agitadores na Ucrânia. Mas eles podem começar a mudar a situação se retirarem suas tropas nas regiões fronteiriças”, estimou.

Insurgentes tomam mais uma prefeitura

Na manhã desta segunda-feira, cerca de 20 insurgentes fortemente armados tomaram a prefeitura de Kostiantynivka, cidade de 80 mil habitantes no leste da Ucrânia, a 20 quilômetros de Donetsk, capital da região. No local, eles hastearam uma bandeira com a inscrição “República de Donetsk” e construíram barricadas.

noticias gerais e, especificamente, do bairro do Brás, principalmente do comércio