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Câmara de SP cedeu senha de internet para sem-teto acampados

25/06/2014 18:43

Os sem-teto que acampam dentro e fora da Câmara Municipal de São Paulo tiveram acesso nesta terça-feira, 24, a duas senhas para uso de wi-fi – uma delas chegou a ser exposta no painel eletrônico do plenário após o término da sessão. Com o empréstimo, parte dos funcionários ficou sem poder utilizar o serviço, que foi restabelecido por volta das 15h.

Durante a noite, o uso da internet distraiu cerca de 50 manifestantes que dormiram nas galerias do plenário. Eles também receberam um lanche oferecido pelo vereador Calvo (PMDB). “Foi pão com queijo e mortadela”, disse Zelídio Barbosa, de 36 anos. Acompanhado da mulher, Karla Lima, de 28, ele dormiu no chão. “Vamos ficar hoje também e quanto tempo for necessário até que se vote o Plano Diretor”, disse Barbosa.

MTST se concentra na República antes de ato na Câmara

24/06/2014 

São Paulo, 24 – A coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) faz uma espécie de aquecimento na Praça da República na tarde desta terça-feira, dia 24, para depois seguir em marcha na direção da Câmara Municipal, no Viaduto Jacareí, região central. A entrada principal do prédio já está fechada e policiais militares da Tropa de Choque estão no local.

Ao protesto do MTST, devem se unir integrantes da Federação Pró Moradia do Brasil, que já estão em frente à Câmara. A reivindicação de ambos os grupos é a mesma: a aprovação do novo Plano Diretor de São Paulo. Com ele, parte das áreas hoje invadidas na cidade serão regularizadas.

Mais cedo, o prefeito Fernando Haddad (PT) afirmou que esteve reunido com parte dos vereadores para discutir a votação do Plano Diretor. “Acho que o projeto está maduro para a deliberação dos vereadores, talvez com um retoque ou outro. Temos um grau de amadurecimento importante. A hora agora é de tomar uma decisão para o futuro da cidade”, disse.

Sobre a pressão do MTST, e as ameaças de novas invasões e ocupações enquanto o texto não for aprovado, Haddad afirmou que respeita as “reivindicações” legítimas, mas que a Prefeitura sempre se colocou contra “qualquer tipo de violência e quebra de ordem”. Ainda de acordo com Haddad novas áreas ocupadas podem ser destinadas para habitação popular apenas por meio da Lei de Uso e Ocupação do Solo.

O Plano Diretor está na pauta da Câmara nesta terça, mas não há garantias de que o projeto será levado à votação em plenário. Além dele, o MTST ainda exige a aprovação de outro projeto que classifica o terreno onde foi organizada a Ocupação Copa do Povo, na zona leste da cidade, como uma área de interesse para construção de moradias populares.

MTST promete levar 10 mil à Câmara de SP nesta terça-feira

24/06/2014 

Após ocupar mais um terreno na capital e ameaçar invadir uma área nova por semana, o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) promete levar 10 mil pessoas nesta terça-feira à Câmara Municipal. Mais uma vez, o protesto tem por objetivo pressionar os vereadores a votar o novo Plano Diretor, que beneficia quatro ocupações do grupo. O impasse, porém, deve prosseguir. Nesta segunda-feira, 23, integrantes da oposição avisaram que não vão agir mediante chantagem.

“Não vamos legitimar o que é ilegítimo. Essa pressão toda mais atrapalha do que ajuda. É preciso que se compreenda que o Plano Diretor ainda não está pronto para ser votado. Muitos vereadores, até da base do prefeito Fernando Haddad, têm demandas, emendas que querem discutir”, disse Andrea Matarazzo (PSDB), presidente da Comissão de Política Urbana.

Segundo a coordenação do MTST, os parlamentares não cumpriram nenhuma das datas acertadas com o grupo para a aprovação do plano – o texto já entrou na pauta diversas vezes, mas não foi à votação. Alguns líderes partidários também haviam combinado com o movimento que classificariam o terreno da Ocupação Copa do Povo, na zona leste, como uma Zona de Interesse Social (Zeis). Mas a proposta, apresentada pelo vereador Alfredinho (PT), ainda não foi lida em plenário.

Pressão
De acordo com José Afonso, da Secretaria Nacional do MTST, cerca de 5 mil moradores de diferentes ocupações da capital estão dispostos a permanecer na frente da Câmara até que o projeto que reordena o crescimento da cidade nos próximos 16 anos seja votado. “É a forma que temos para chamar a atenção”, disse.

Nesta segunda, a construtora Even, dona do terreno invadido no sábado pelo MTST e nomeado de “Portal do Povo”, informou que já entrou com pedido de reintegração de posse.

Em 12h, MTST ergue 600 barracos no Morumbi

22/06/2014 

São Paulo, 22 – O Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) invadiu mais um terreno na zona sul da capital. Divididos em 14 ônibus, cerca de 800 integrantes ergueram as 200 primeiras barracas na madrugada de ontem em uma área do Portal do Morumbi. À tarde, a entidade já falava em 600 barracas e prometia mais invasões, caso a Câmara Municipal adie novamente a votação no novo Plano Diretor.

“Essa ocupação é um protesto contra a demora na aprovação do Plano Diretor. Quanto mais os vereadores demorarem a votar, mais vamos ocupar”, prometia Ana Paula Ribeiro, uma das coordenadoras nacionais do MTST.

Segundo ela, a aprovação do projeto que reordena o crescimento da cidade pelos próximos 16 anos não fará com que as famílias deixem o local. “Queremos que essa área seja considerada zona de interesse social, para a construção de moradias populares.” Apesar de não ter data definida, a votação pode ocorrer nesta semana.

O terreno invadido fica na Rua Doutor Luís Migliano, que liga as Avenidas Giovanni Gronchi e Francisco Morato e é rota para o Cemitério da Paz. No local, o valor médio do metro quadrado é de R$ 8 mil e os apartamentos mais luxuosos chegam a R$ 1,5 milhão. Ao lado da nova invasão, está em construção um condomínio residencial com unidades de até 243 m².

Na página oficial do MTST, a região é classificada como um local onde a “especulação imobiliária se alastra como epidemia, tendo efeitos perversos, como o aumento desenfreado e abusivo dos aluguéis, levando à expulsão de famílias para bairros com menos estrutura.”

No entorno do terreno, prédios comerciais e residenciais de classe média alta dividem espaço com barracos da Favela da Vila da Praia. Parte dos moradores da comunidade, segundo o movimento, participa da ocupação, assim como famílias das comunidade Olaria e Viela da Paz.