Arquivo da tag: MUNDO

Neymar é 16° atleta mais bem pago, segundo a revista Forbes

Estadão Conteúdo

Neymar é a grande aposta da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo

Ele é o brasileiro mais bem colocado na lista

A prestigiada revista norte-americana Forbes divulgou em seu site oficial a lista dos atletas mais bem pagos do mundo. Com faturamento de US$ 33,6 milhões nos últimos 12 meses, Neymar ficou em 16° lugar no ranking e é o brasileiro mais bem colocado. O pugilista dos Estados Unidos Floyd Mayweather ficou na primeira posição ao acumular um montante de US$ 105 milhões pelas lutas vencidas contra Marcos Maidana, em 3 de maio, e Saúl Álvarez, em 14 de setembro do ano passado.

O português Cristiano Ronaldo (US$ 80 milhões) e o norte-americano LeBron James (US$ 72,3 milhões) completam o pódio, enquanto o argentino Lionel Messi (US$ 64,7 milhões) aparece em quarto lugar.

Ao todo, 11 jogadores que vão disputar a Copa do Mundo aparecem entre os 100 atletas mais bem pagos. O inglês Wayne Rooney está em 43º lugar, o argentino Agüero em 44º o marfinense Yaya Touré em 59°, o espanhol Fernando Torres em 63°, o holandês Van Persie em 81°, o inglês Gerrard em 86°, o alemão Özil em 89° e o uruguaio Luis Suárez em 100° foram os outros listados.

A relação dos atletas mais bem pagos do mundo entre os jogadores da Copa poderia ser maior, mas o colombiano Falcão García (15º nesta lista) e Ribéry (92º) foram cortados de Colômbia e França, respectivamente, enquanto o galês Gareth Bale (14º) e o sueco Ibrahimovic (12º) não se classificaram para jogar o Mundial com seus países.

O cálculo da Forbes é baseado em rendimentos divulgados, somando salário a possíveis bônus e contratos de publicidade. O esporte que mais aparece com representantes nesta listagem de atletas mais bem remunerados é o beisebol, com 27 atletas, todos atuando na Major League Baseball (MLB), liga da modalidade nos Estados Unidos.

Níveis de riqueza batem recorde mas perdem longe para a miséria no mundo

Correio do Brasil

Os níveis médios de pobreza superam, em muito, os da riqueza

O número de milionários no mundo, hoje, é o maior do que em qualquer outro momento da história do Homem. Mas, enquanto o número total de domicílios milionários atinge os 16,3 milhões em 2013, de acordo com a consultoria de gestão Boston Consulting Group, a miséria assume sua face mais desesperadora na maior parte dos países de continentes como a África, a Ásia e a América Latina.

A riqueza privada do planeta – dinheiro administrado por instituições de gestão de fortunas e bancos voltados para alta renda – cresceu 14,6% de 2012 para 2013, passando de US$ 132,7 trilhões para US$ 152 trilhões. O total equivale a quase dez vezes o PIB dos EUA, a maior economia do planeta. Em contrapartida, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) mundial, da Organização das Nações Unidas (ONU), ainda estima que 1,57 bilhão de pessoas vivam em estado de “pobreza multidimensional”, o que representa cerca de 30% do universo da população avaliada.

Enquanto o vigor dos mercados de ações, a estabilidade das economias industrializadas (EUA e Europa) e as políticas monetárias favoráveis da parte dos bancos centrais elevam o número de bilionários, estes mesmos fatores, em decorrência do sistema capitalista, atira à miséria um número exponencialmente maior de pessoas.

A crise financeira mundial, iniciada em 2008, fez mal apenas aos mais pobres, porque neste período, até 2014, a riqueza privada do planeta cresceu 60%, ou US$ 60 trilhões, de uma base inicial de US$ 92,4 trilhões. O número de domicílios milionários no planeta subiu para 1,1% do total de domicílios, ante 0,7% em 2007.

Ricos em profusão

Os EUA têm o maior número de domicílios milionários (7,1 milhões), bem como o maior número de novos milionários (1,1 milhão). A maior concentração de domicílios milionários está no Qatar (17,5%), seguido pela Suíça (12,7%) e Cingapura (10%).

Os fortes mercados de ações favoreceram as economias industrializadas, que têm grandes bases de ativos, enquanto as emergentes dependem mais da criação de riqueza nova, estimulada pelo crescimento e pelo nível alto de poupança.

A riqueza privada cresceu em dois dígitos nos EUA e na Austrália, enquanto emergentes como o Brasil experimentaram crescimento muito mais fraco. A China reforçou sua posição como segunda nação mais rica do planeta, atrás dos EUA.

Embora a riqueza privada nos EUA tenha chegado a US$ 46 trilhões em 2013, valor duas vezes superior ao registrado na China (US$ 22 trilhões), as projeções para 2018 mostram que os chineses terão a maior expansão global.

A riqueza privada chinesa crescerá em 84%, para US$ 40 trilhões em 2018. O país, no entanto, continuará atrás dos Estados Unidos, onde a riqueza privada crescerá 17%, para US$ 54 trilhões em 2018, de acordo com as projeções.

O Japão ocupava o terceiro posto em 2013, com US$ 15 trilhões, seguido pelo Reino Unido e pela Alemanha.

O Brasil não estava entre os 15 primeiros em nenhum dos dois anos analisados.

Miséria aos montes

O Banco Mundial define a pobreza extrema como viver com menos de US$ 1 por dia (PPP) e pobreza moderada como viver com entre US$ 1 e US$ 2 por dia. Estima-se que 1,1 bilhão de pessoas no mundo tenham níveis de consumo inferiores a US$ 1 por dia e que US$ 2,7 bilhões tenham um nível inferior a US$ 2.

Segundo estudo da ONU, dos dez países mais pobres do mundo nove estão na África e um na América Central. No Continente Africano concentram-se São Tomé e Príncipe, com 170 mil habitantes; Serra Leoa, com 6 milhões de pessoas; Burundi, com 8,5 milhões de habitantes; Madagáscar, com 22 milhões de habitantes; Eritreia, com 5,4 milhões de habitantes e um PIB per capita de pouco mais de US$ 600; Suazilândia, com uma população de pouco mais de 1 milhão e a taxa de pobreza que atinge os 69.2%; o Congo, com 68 milhões com uma taxa de pobreza de 71.3%; o Zimbábue, com uma população de quase 13 milhões e a Guiné Equatorial, com 720 mil habitantes a taxa de pobreza é de 76.8%.

Na América Central fica o Haiti, o país mais pobre do mundo, onde quase 80% da população vivem com menos de US$ 2. A taxa de desemprego, estimada, ronda os 40%. O país está em reconstrução desde o sismo que abalou a ilha em 2010 que, segundo o governo matou 316.000 pessoas e provocou estragos no valor de 8 biliões de dólares, cerca de 120% do PIB. A taxa de pobreza atinge os 77% numa população com pouco mais de 10 milhões de habitantes. O PIB per capita é de perto de US$ 1 mil.

Protestos mudam de cara e são liderados por militância política

As ações que pararam a área central de Brasília na terça-feira mostraram que as mobilizações mudaram desde o ano passado. Segundo especialistas, as bandeiras agora começam a aparecer. Mas opiniões se dividem quanto aos confrontos

Correio Braziliense|Adriana Bernardes e Almiro Marcos

29/05/2014 

Coletiva com as lideranças dos movimentos que fizeram o ato na terça-feira: maior organização (Ed Alves/CB/D.A Press)  
Coletiva com as lideranças dos movimentos que fizeram o ato na terça-feira: maior organização

A proximidade com a Copa do Mundo e as eleições mudaram o tom dos protestos iniciados há um ano em diferentes cidades brasileiras. Se antes os movimentos se declaravam independentes, sem lideranças e surgido das massas de brasileiros insatisfeitos com as condições socioeconômicas do país, agora há uma organização clara. Os grupos já não recusam as bandeiras dos partidos políticos, antes repudiadas nos atos. Especialistas ouvidos pelo Correio afirmam que a mudança pode ser reflexo da disputa eleitoral em curso. A questão agora é saber como os políticos vão se posicionar. “É o carpe diem (do latim, aproveite o dia). Todos estão aproveitando o momento de exposição do país com o evento da Copa para colocar suas reivindicações”, afirma David Verge Fleischer, doutor em ciência política da Universidade de Brasília (UnB).

No protesto de terça-feira, o Comitê Popular da Copa se uniu ao Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e ao dos Atingidos por Barragens e a representantes indígenas que lutam pela demarcação de terras e por melhorias das condições de saúde dos povos nas aldeias Brasil afora. As faixas com as reivindicações se misturaram a bandeiras de partidos como o Psol e PSTU, rasgadas no ano passado por aqueles que tomaram as ruas. O protesto, mais uma vez, acabou em pancadaria.

A preocupação com as mobilizações chegou também ao campo acadêmico. O Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília (UnB) se articula para acompanhar de perto as manifestações populares. No ano passado, não houve como fazer um acompanhamento sistemático dos eventos, já que eles surgiram sem aviso. Este ano, a situação é considerada diferente por pesquisadores da academia. A ideia é colocar professores e alunos para participar. “Este é um momento raro e muito rico. Nosso pessoal precisa estar presente”, explica o sociólogo Sadi Dal Rosso, doutor em sociologia e professor titular da UnB.

NASA publica ‘selfie’ global do Dia da Terra

Diário de Notícias| Patrícia JesusHoje

 
NASA publica 'selfie' global do Dia da Terra

São mais de 36 mil autorretratos de internautas que no Dia da Terra responderam ao desafio da NASA e todos juntos constroem uma ‘selfie’ global. A agência norte-americana divulgou hoje esta nova imagem do planeta.

“Onde estás agora mesmo” foi a pergunta lançada pela NASA no último dia 22 de abril, para celebrar o Dia da Terra. As respostas apareceram, como tinha sido pedido, em milhares de fotografias partilhadas nas redes sociais. As imagens serviram para construiresta ‘selfie’ da terra.

Um mosaico com 36 422 ‘selfies’, de 113 países, da Antártida às Maldivas, passando por Portugal, reproduz as imagens da Terra captadas a 22 de abril por um satélite da NASA e da Agência Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOOA, na sigla em inglês).

Exploração do trabalho forçado gera lucro de US$ 150 bi por ano, diz OIT

AGÊNCIA BRASIL

A exploração do trabalho forçado no mundo gera lucro de US$ 150 bilhões por ano  – cerca de R$ 331,5 bilhões –, segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Estima-se que 21 milhões de homens, mulheres e crianças sejam vítimas de exploração por uma rede ilegal que movimenta diversos setores – prostituição, agricultura, construção civil, mineração e trabalho doméstico, por exemplo. A exploração sexual é a atividade que gera maiores lucros. Os exploradores chegam a ter ganhos de US$ 99 bilhões anuais, 66% de todo o lucro gerado no mundo com o trabalho forçado, de acordo com o relatório Estimativas Econômicas Globais do Trabalho Forçado da OIT, divulgado hoje (19).

Setores da economia, em geral, como construção, comércio, serviços, lucram US$ 34 bilhões com o uso do trabalho forçado; agricultura e pesca, US$ 9 bilhões; e trabalho doméstico, US$ 8 bilhões. Se o lucro de todas as pessoas que exploram mão de obra fosse reunido, seria possível formar a renda de um país que ocuparia o 58º lugar entre os 189 países avaliados pelo Banco Mundial.

Do total de 21 milhões de pessoas exploradas, 90% estão na economia privada. Regionalmente, 56%, 12 milhões, estão concentradas na Ásia e no Pacífico e geram um lucro regional de quase US$ 52 bilhões. Apesar da concentração de pessoas exploradas nessa região do mundo, a exploração nos países desenvolvidos é a que gera mais lucros por pessoa.

Foto:Reprodução

Foto:Reprodução

Cada trabalhador vítima de trabalho forçado nas economias desenvolvidas, as quais incluem Estados Unidos, União Europeia e Japão, por exemplo, gera um lucro de US$ 34,8 mil por ano. No Oriente Médio, onde há o segundo maior lucro, são US$ 15 mil.  Na América Latina, os ganhos são de US$ 12 bilhões por ano, com lucro de US$ 7,5 mil produzido por cada vítima, a cada ano. A África e a região da Ásia e do Pacífico são os lugares em que os lucros são os mais baixos por pessoa: US$ 3,9 mil e US$ 5 mil, respectivamente.

“Essa é a primeira vez em que uma agência analisa esses dados [sobre trabalho forçado] de uma perspectiva econômica e quais são os fatores sociais que colocam as pessoas em risco de exploração de mão de obra”, destacou a estatística da OIT responsável pelo estudo, Michaëlle de Cock. De acordo com ela, o estudo aponta a relação direta entre a falta de educação, o analfabetismo e a falta de capacitação profissional dos pais e a vulnerabilidade de crianças à exploração. Essa vulnerabilidade aumenta ainda mais quando as famílias são chefiadas por mulheres, que são particularmente afetadas pela exploração sexual forçada.

Apesar de a maioria das pessoas exploradas serem mulheres, sobretudo por causa  do peso da prostituição, os homens são mais propensos ao trabalho forçado. “As mulheres são menos enganadas, elas checam mais as informações, estão acompanhadas de pessoas em quem confiam ou que as protegem”, explicou Cock.

No estudo, a OIT constatou que a pobreza e os choques econômicos causados por fatores externos, políticos, econômicos, sociais ou ambientais evidenciam a carência de proteção social às populações, o acaba que colocando toda uma família em risco. Outro fator que contribui para a tendência ao uso de mão de obra forçada é a falta de políticas de migração. 44% das pessoas exploradas no mundo são migrantes, internos ou externos.

“Não sabemos bem quem se beneficia com essa exploração, quem são essas pessoas. Há grande necessidade por dados sólidos”, apontou a estatística da OIT, Michaële de Cock.

Para enfrentar esse problema, entre as recomendações feitas pela organização para o combate ao trabalho forçado, está o aumento da base de dados dos países. De acordo com o oficial sênior da OIT, Houtan Homayounpour, é necessário que sejam feitas pesquisas nos países para que uma maior quantidade de informações seja reunida, possibilitando a formação de uma série histórica e a comparação da eficácia dos programas de combate ao trabalho forçado.

Outras recomendações são a implementação de leis e políticas fortes o suficiente para punir os responsáveis pela exploração; o aumento do acesso à educação e à capacitação profissional; a inclusão social e o acesso ao mercado de trabalho formal, especialmente por parte das mulheres; a formação de uma governança de migração; e a cooperação entre autoridades, como governos, ministérios, agências das Nações Unidas (ONU), e organizações não governamentais (ONGs).

“US$ 150 bilhões é um negócio enorme. Esse lucro é gerado por atividades criminosas que não beneficiam os governo, porque não recebem impostos, nem as vítimas, por razões óbvias, nem as demais empresas que respeitam a lei, que são colocadas em desvantagem e não podem competir com isso. No fim das contas, não é bom para ninguém”, concluiu o oficial Homayounpour.

Ele também aponta a necessidade de revisão das penas para exploradores dessa mão de obra, pois em muitos países as penas são brandas, como o pagamento de multa. No Brasil, por exemplo, a pena atual para empregadores condenados por exploração de trabalho forçado é a reclusão de dois a oito anos, com pagamento de multa de R$ 380 por trabalhador em situação irregular.

O Código Penal brasileiro considera trabalho análogo ao escravo aquele que submete a pessoa a atividades forçadas ou jornada exaustiva, sujeitando-a a condições degradantes, com restrição de locomoção por razões físicas ou por dívida, mantendo vigilância ostensiva no local de trabalho ou tendo documentos ou objetos pessoais apropriados pelo empregador, com o objetivo de reter a pessoa em situação de exploração.

Tramitam, no Congresso Nacional, projetos para enfrentar a situação, como o projeto de lei que aumenta a pena e a multa ao empregador e a proposta de emenda à constituição (PEC) que prevê a expropriação da terra onde for constatado o uso de mão de obra escrava. As propostas, contudo, enfrentam resistências.

O relatório completo da OIT foi anunciado nesta segunda-feira em Genebra, na Suíça, e será divulgado amanhã (20) em Brasília. São esperados no lançamento dos dados, no Brasil, a diretora do escritório da OIT no país, Lais Abramo, o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Antônio José de Barros Levenhagen, a chefe do programa especial de Combate ao Trabalho Forçado da OIT, Beate Andress, a embaixadora dos Estados Unidos no Brasil, Liliana Ayalde, bem como representantes de entidades da sociedade civil que combatem o trabalho forçado.

A exploração do trabalho forçado no mundo gera lucro de US$ 150 bilhões por ano  – cerca de R$ 331,5 bilhões –, segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Estima-se que 21 milhões de homens, mulheres e crianças sejam vítimas de exploração por uma rede ilegal que movimenta diversos setores – prostituição, agricultura, construção civil, mineração e trabalho doméstico, por exemplo. A exploração sexual é a atividade que gera maiores lucros. Os exploradores chegam a ter ganhos de US$ 99 bilhões anuais, 66% de todo o lucro gerado no mundo com o trabalho forçado, de acordo com o relatório Estimativas Econômicas Globais do Trabalho Forçado da OIT, divulgado hoje (19).

Setores da economia, em geral, como construção, comércio, serviços, lucram US$ 34 bilhões com o uso do trabalho forçado; agricultura e pesca, US$ 9 bilhões; e trabalho doméstico, US$ 8 bilhões. Se o lucro de todas as pessoas que exploram mão de obra fosse reunido, seria possível formar a renda de um país que ocuparia o 58º lugar entre os 189 países avaliados pelo Banco Mundial.

Do total de 21 milhões de pessoas exploradas, 90% estão na economia privada. Regionalmente, 56%, 12 milhões, estão concentradas na Ásia e no Pacífico e geram um lucro regional de quase US$ 52 bilhões. Apesar da concentração de pessoas exploradas nessa região do mundo, a exploração nos países desenvolvidos é a que gera mais lucros por pessoa.

Cada trabalhador vítima de trabalho forçado nas economias desenvolvidas, as quais incluem Estados Unidos, União Europeia e Japão, por exemplo, gera um lucro de US$ 34,8 mil por ano. No Oriente Médio, onde há o segundo maior lucro, são US$ 15 mil.  Na América Latina, os ganhos são de US$ 12 bilhões por ano, com lucro de US$ 7,5 mil produzido por cada vítima, a cada ano. A África e a região da Ásia e do Pacífico são os lugares em que os lucros são os mais baixos por pessoa: US$ 3,9 mil e US$ 5 mil, respectivamente.

“Essa é a primeira vez em que uma agência analisa esses dados [sobre trabalho forçado] de uma perspectiva econômica e quais são os fatores sociais que colocam as pessoas em risco de exploração de mão de obra”, destacou a estatística da OIT responsável pelo estudo, Michaëlle de Cock. De acordo com ela, o estudo aponta a relação direta entre a falta de educação, o analfabetismo e a falta de capacitação profissional dos pais e a vulnerabilidade de crianças à exploração. Essa vulnerabilidade aumenta ainda mais quando as famílias são chefiadas por mulheres, que são particularmente afetadas pela exploração sexual forçada.

Apesar de a maioria das pessoas exploradas serem mulheres, sobretudo por causa  do peso da prostituição, os homens são mais propensos ao trabalho forçado. “As mulheres são menos enganadas, elas checam mais as informações, estão acompanhadas de pessoas em quem confiam ou que as protegem”, explicou Cock.

No estudo, a OIT constatou que a pobreza e os choques econômicos causados por fatores externos, políticos, econômicos, sociais ou ambientais evidenciam a carência de proteção social às populações, o acaba que colocando toda uma família em risco. Outro fator que contribui para a tendência ao uso de mão de obra forçada é a falta de políticas de migração. 44% das pessoas exploradas no mundo são migrantes, internos ou externos.

“Não sabemos bem quem se beneficia com essa exploração, quem são essas pessoas. Há grande necessidade por dados sólidos”, apontou a estatística da OIT, Michaële de Cock.

Para enfrentar esse problema, entre as recomendações feitas pela organização para o combate ao trabalho forçado, está o aumento da base de dados dos países. De acordo com o oficial sênior da OIT, Houtan Homayounpour, é necessário que sejam feitas pesquisas nos países para que uma maior quantidade de informações seja reunida, possibilitando a formação de uma série histórica e a comparação da eficácia dos programas de combate ao trabalho forçado.

Outras recomendações são a implementação de leis e políticas fortes o suficiente para punir os responsáveis pela exploração; o aumento do acesso à educação e à capacitação profissional; a inclusão social e o acesso ao mercado de trabalho formal, especialmente por parte das mulheres; a formação de uma governança de migração; e a cooperação entre autoridades, como governos, ministérios, agências das Nações Unidas (ONU), e organizações não governamentais (ONGs).

“US$ 150 bilhões é um negócio enorme. Esse lucro é gerado por atividades criminosas que não beneficiam os governo, porque não recebem impostos, nem as vítimas, por razões óbvias, nem as demais empresas que respeitam a lei, que são colocadas em desvantagem e não podem competir com isso. No fim das contas, não é bom para ninguém”, concluiu o oficial Homayounpour.

Ele também aponta a necessidade de revisão das penas para exploradores dessa mão de obra, pois em muitos países as penas são brandas, como o pagamento de multa. No Brasil, por exemplo, a pena atual para empregadores condenados por exploração de trabalho forçado é a reclusão de dois a oito anos, com pagamento de multa de R$ 380 por trabalhador em situação irregular.

O Código Penal brasileiro considera trabalho análogo ao escravo aquele que submete a pessoa a atividades forçadas ou jornada exaustiva, sujeitando-a a condições degradantes, com restrição de locomoção por razões físicas ou por dívida, mantendo vigilância ostensiva no local de trabalho ou tendo documentos ou objetos pessoais apropriados pelo empregador, com o objetivo de reter a pessoa em situação de exploração.

Tramitam, no Congresso Nacional, projetos para enfrentar a situação, como o projeto de lei que aumenta a pena e a multa ao empregador e a proposta de emenda à constituição (PEC) que prevê a expropriação da terra onde for constatado o uso de mão de obra escrava. As propostas, contudo, enfrentam resistências.

O relatório completo da OIT foi anunciado nesta segunda-feira em Genebra, na Suíça, e será divulgado amanhã (20) em Brasília. São esperados no lançamento dos dados, no Brasil, a diretora do escritório da OIT no país, Lais Abramo, o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Antônio José de Barros Levenhagen, a chefe do programa especial de Combate ao Trabalho Forçado da OIT, Beate Andress, a embaixadora dos Estados Unidos no Brasil, Liliana Ayalde, bem como representantes de entidades da sociedade civil que combatem o trabalho forçado.

10 maiores salários mínimos do mundo

iG São Paulo

Os suíços rejeitaram em referendo, ontem, domingo (18), uma proposta de estabelecer um salário mínimo de US$ 24,70 por hora – o que, pela carga horária do país, equivaleria a cerca de R$ 10 mil por mês.

Com a decisão, Luxemburgo continua  a encabeçar a lista de maiores salários mínimos do mundo, de acordo com levantamento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O ranking é elaborado com base no salário mínimo por hora, equalizado pelo poder de compra (PPP, na sigla em inglês), de cada país. O salário mínimo anual depende, dentre outros fatores, do número de horas trabalhadas e, por isso, um mesmo valor por hora pode resultar em valores mensais e anuais diferentes.

Maioes mínimos

Número de celulares será igual ao de habitantes na Terra até o final do ano

DIÁRIO DA MANHÃ|ANA CLÉIA DE SOUZA

Número de celulares devem chegar ao mesmo número de habitantes da Terra. Foto: Divulgação/Internet

Número de celulares devem chegar ao mesmo número de habitantes da Terra. Foto: Divulgação/Internet

Dados da União Internacional de Telecomunicações indicam que até o final deste ano o número de celulares no mundo vai chegar ao mesmo número de habitantes no planeta, ou seja, sete bilhões de aparelhos.

O uso da Internet nos celulares também registrou um forte aumento. Hoje, são 2,3 bilhões de usuários, 32% da população mundial. A taxa é duas vezes superior aos números de 2011. Uma vez mais, a disparidade entre pobres e ricos é grande. Nos emergentes, a taxa é apenas de 21%, contra mais de 84% nos países ricos.

Enquanto aumenta o número de usuários da telefonia móvel, telefones fixos sofreram quedas entre 2009 e 2013. Estima-se que foram perdidas cerca de 100 milhões de linhas.

Internet

O perfil da Internet em países emergentes mudou com o avanço tecnológico. Atualmente, dois de cada três internautas estão no mundo em desenvolvimento.

Ao final de 2014, estima-se que cerca de 3 bilhões de pessoas estarão conectadas à rede mundial de computadores. De acordo com a UIT, 40% do mundo estará na rede até o final do ano.

Comparado ao acesso em países ricos o Brasil está atrasado cerca de uma década. Os últimos dados do país divulgados pela UIT são do final de 2012 e demonstram que 49,8 % da população tinha acesso à Internet.

Saiba como surgiu o feriado do dia 1º de maio

ABr, Brasília

A data surgiu em 1886, quando trabalhadores norte-americanos fizeram uma paralisação no dia primeiro de maio para reivindicar melhores condições de trabalho

A data surgiu em 1886, quando trabalhadores norte-americanos fizeram uma paralisação no dia primeiro de maio para reivindicar melhores condições de trabalho

O primeiro dia do mês de maio é considerado feriado em alguns dos países do mundo. Além do Brasil, Portugal, Rússia, Espanha, França, Japão e cerca de oitenta países consideram o Dia Internacional do Trabalho um dia de folga.

A data surgiu em 1886, quando trabalhadores norte-americanos fizeram uma paralisação no dia primeiro de maio para reivindicar melhores condições de trabalho. O movimento se espalhou pelo mundo e, no ano seguinte, trabalhadores de países europeus também decidiram parar por protesto. Em 1889, operários que estavam reunidos em Paris (França) decidiram que a data se tornaria uma homenagem aos trabalhadores que haviam feito greve três anos antes.

Gradativamente, outros países foram aderindo ao feriado. No Brasil, o feriado começou por conta da influência de imigrantes europeus, que a partir de 1917 resolveram parar o trabalho para reivindicar direitos. Em 1924, o então presidente Artur Bernardes decretou feriado oficial.

Além de ser um dia de descanso, o 1º de maio é uma data com ações voltadas para os trabalhadores. Não por acaso, a Consolidação das Leis de Trabalho (CLT) no Brasil foi anunciada no dia 1º de maio de 1943. Por muito tempo, o reajuste anual do salário mínimo também acontecia no Dia do Trabalho.

Este ano, foram organizadas diversas manifestações e eventos culturais para o Dia do Trabalho no Brasil.

Os cinco trabalhos mais miseráveis do mundo

Cinco dos trabalhos mais miseráveis do planeta: Documentário mostra algumas das situações mais degradantes enfrentadas por seres humanos

“Uma das coisas mais tristes é que a única coisa que um homem pode fazer durante oito horas, dia após dia, é trabalhar. Não se pode comer durante oito horas, nem beber oito horas, nem fazer amor oito horas… A única coisa que se pode fazer durante oito horas é trabalhar. E esse é o motivo pelo qual o homem torna tão desgraçado e infeliz a si mesmo e os demais”, dizia o escritor norte-americano William Faulkner. É com essa reflexão que começa “Workingman’s Death” (A morte do operário), um opressivo documentário que percorre meio mundo para denunciar a existência de trabalhos miseráveis que, em sua face mais desumana, praticamente desapareceram da face dos países ricos.

O diretor do documentário, o austríaco Michael Glawogger, segue as “mulas humanas” do vulcão indonésio Kawah Ijen, os abatedores do mercado de carne de Port Harcourt (Nigéria), os desmontadores de petroleiros de Gaddani (Paquistão), os operários do metal chineses e mineiros clandestinos ucranianos para denunciar que os trabalhos mais miseráveis não desapareceram do planeta, apenas se tornaram invisíveis para os olhos dos cidadãos dos países industrializados.

“O trabalho pode ser muitas coisas. Com frequência mal é visível. Às vezes é difícil de explicar. E, em muitos casos, impossível de retratar. Mas o duro trabalho manual é visível, explicável e retratável. É por isso que com frequência penso que é o único trabalho real”, opina Glawogger, que ganhou o Prêmio Especial do Jurado no Festival de Cinema de Gijón (Espanha) por Workingman’s Death.

Conheça a seguir as atividades denunciadas no documentário. Longe de acabar, elas continuam a degradar a condição humana.

1. “Mula humana” no vulcão.

Todos os dias, por algumas miseráveis moedas, dezenas de homens sobem ao vulcão indonésio Kawah Ijen para, asfixiados por fumaças tóxicas, arrancar enormes blocos de enxofre das suas entranhas. Sobem ao vulcão entre cantos e tosses, mas descem carregados como mulas, com mais de 100 quilos de mineral deformando suas costas. Numa cena do filme “Workingman’s Death”, um mineiro, possivelmente blefando, conta a outro como beijou uma mulher francesa que tinha acabado de conhecer. “Eu estava com o nariz sujo por causa dos vapores do enxofre, mas ela me deixou beijá-la. Foi muito bom.” É cada vez maior o número de turistas que vêm ao vulcão para tirar fotos ao lado das “mulas humanas”.

2. Trabalhador de matadouro numa cidade petroleira.

O nigeriano Isaac Mohammed levanta-se todos os dias às cinco da manhã para ir ao matadouro da sua cidade degolar cabras e vacas. Ele trabalha no mercado de carne de Port Harcourt, uma cidade do delta do rio Níger na qual convivem a pobreza extrema com a ostentação das petroleiras ocidentais, como a Shell. Durante sua jornada, os abatedores arrastam pesadas cabeças de vaca pela lama para leva-las até a fogueira, onde serão cozinhadas para venda. E, no final do dia, se não levaram uma chifrada de um zebu, muitos completam seu miserável salário com outros trabalhos, como dirigir uma moto-táxi.

3. Desmontadores de petroleiros.

Muitos pastunes, principal grupo étnico dos talibãs, são pobres. Por isso acabam procurando ganhar a vida em lugares como Gaddani, um porto do Paquistão convertido em cemitério de barcos gigantescos. Em Gaddani, milhares de trabalhadores desmancham cargueiros e petroleiros para convertê-los em placas de aço. “Um passo em falso e é uma queda de 80 metros. Ou te cai um pedaço de aço na cabeça. Ou o óleo e os gases residuais te incendeiam. Temos a morte sempre presente”, explica um trabalhador em “Workingman’s Death”. Eles trabalham durante um ano e depois, com sorte, poderão voltar durante um mês para suas casas. “O pagamento nunca foi suficiente, nem antes nem agora”, lamenta um homem que trabalha no desmanche desde 1991. “Alá nos encomendou essa tarefa”, proclama outro.

4. Metalúrgico na China.

A província de Liaoning, no nordeste da China, acolhe alguns dos maiores altos fornos do país e do mundo. Enquanto a Alemanha converte algumas das suas antigas fundições em parques temáticos para crianças, como fez a cidade de Duisburgo com suas gigantescas siderúrgicas em 1985, a China faz o movimento contrário e expande seus altos fornos para fornecer ferro e aço ao mundo. Nas fundições, os operários chineses trabalham de sol a sol em condições penosas, como faziam os empregados de Duisburgo há mais de meio século.

5. Mineiro na ratoeira nevada.

“Temos medo sempre. Um desmoronamento de 10 centímetros e é o fim. Não há forma de nos tirar daqui”, confessa um mineiro ilegal ucraniano no filme de Michael Glawoggfer. Junto com outros companheiros da bacia do Donbás, ele procura carvão em filões que seus avós chamavam de “ratoeiras”. Fora da mina, as mulheres carregam o carvão em meio à neve, até duas toneladas por dia cada uma. Diante da câmera, os mineiros caçoam de Aleksei Stajanov, o famoso mineiro transformado em ídolo pela propaganda soviética em 1935, depois de extrair mais de cem toneladas de carvão em uma só jornada. “Nós não somos movidos pelo entusiasmo. Aquilo foi uma palhaçada.”

Fonte: Pragmatismo Político

‘Time’ divulga lista de mais influentes do mundo. Nenhum brasileiro está neste ano

Com cinco indicações somadas nas duas edições anteriores, país desta vez teve ano apagado em matéria de personalidades de nível internacional

Agência Estado

24/04/2014 

Lista anual da revista é considerada um dos maiores termômetros de sucesso individual (Reprodução/Time.com)  
Lista anual da revista é considerada um dos maiores termômetros de sucesso individual


A lista anual dos mais influentes da revista norte-americana “Time” de 2014, divulgada nesta quinta-feira, 24, traz quatro sul-americanos, mas nenhum brasileiro. A única participação do País é com o ex-jogador de futebol Pelé, que não aparece na lista, mas escreveu o perfil do português Cristiano Ronaldo, eleito um dos 100 mais influentes. No ano passado, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, e o chefe de cozinha Alex Atala estavam entre as personalidades mais importantes do mundo.

Entre os sul-americanos na lista deste ano estão os presidentes do Uruguai, José Mojica; da Venezuela, Nicolás Maduro; e do Chile, Michelle Bachelet. O grupo é completado pelo argentino Jorge Mario Bergolio, o papa Francisco, que teve seu perfil escrito pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

Em 2013, Barbosa teve seu perfil escrito por Sarah Cleveland, professora de direito internacional da Universidade de Columbia. Ela lembrava o julgamento do Mensalão e dizia que o jurista representava um Brasil comprometido com o multiculturalismo e a igualdade. “Barbosa não foge de uma controvérsia”, comentou a colega. Em 2012, três brasileiros figuravam na lista: Eike Batista, Maria das Graças Foster e Dilma Rousseff.

No perfil que escreveu este ano para o papa Francisco, Obama diz que o pontífice é um tipo raro de líder: daqueles que nos fazem querer ser uma pessoa melhor. “Sua Santidade nos comoveu com sua mensagem de inclusão, especialmente para os pobres, os marginalizados e os excluídos”, comentou o presidente norte-americano.

Já o perfil de Maduro, escrito pelo político indiano Nikhil Kumar, é menos elogioso. O autor lembra que, um ano após a morte de seu mentor, Hugo Chávez, o presidente venezuelano enfrenta diversos problemas, como a inflação elevada e escassez de alimentos, que alimentam o descontentamento popular. “Se o país vai entrar em colapso, agora depende de Maduro, assim como se ele conseguirá sair da sombra do seu predecessor briguento e chegar a um compromisso com seus oponentes”.

noticias gerais e, especificamente, do bairro do Brás, principalmente do comércio