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Ativista do Femen destrói estátua de Putin em museu de Paris

Uma integrante francesa do movimento Femen arrancou em protesto a cabeça da réplica de cera de Vladimir Putin, no Museu Grévin, em Paris, nesta quinta-feira, 5 de junho de 2014.

Uma integrante francesa do movimento Femen arrancou em protesto a cabeça da réplica de cera de Vladimir Putin, no Museu Grévin, em Paris, nesta quinta-feira, 5 de junho de 2014|© ERIC FEFERBERG|AFP|RFI

Uma ativista do movimento feminista Femen destruiu nesta quinta-feira (5) uma estátua de cera do presidente russo, Vladimir Putin, exposta no museu Grévin, em Paris. A militante estragou a estátua com golpes de bastão, enquanto gritava “Putin ditador”, poucas horas antes de o líder desembarcar na capital francesa.

A figura do presidente russo estava na ala de líderes mundiais do museu de cera, ao lado do americano Barack Obama, o francês François Hollande, a alemã Angela Merkel e o rei espanhol Juan Carlos. A maioria dos golpes foi dada na cabeça da estátua. Depois de destruir a obra, a jovem – que estava parcialmente despida – foi levada pela polícia.

A direção do museu lamentou o incidente e anunciou que vai prestar queixa contra a militante. De acordo com o museu, essa foi a primeira vez que uma estátua foi danificada, embora outros precedentes “políticos” tenham antecedido o ataque a “Putin”.

Em 1979, a estátua de cera do dirigente comunista francês Georges Marchais foi roubada do museu por militantes da extrema-direita. A obra foi encontrada pichada em um jardim e com uma corda no pescoço.

Putin é aguardado para jantar com Hollande nesta quinta. Amanhã, os dois e vários outros chefes de Estado e de governo participam das comemorações dos 70 anos do desembarque das tropas aliadas na Normandia, durante a Segunda Guerra Mundial. 

Museu australiano devolverá quadro vendido durante o regime nazista

31/05/2014 

Sydney – Um museu australiano devolverá um retrato, cuja autoria é atribuída a Vincent Van Gogh, aos seus legítimos proprietários, no que é considerada a primeira restituição pelo país de uma obra de arte perdida sob o regime nazista.

A National Gallery of Victoria (GNV) informou que acredita que a obra “Cabeça de homem” fez parte de uma venda forçada do judeu alemão Richard Semmel em 1933 e que, por isso, deveria ser devolvida aos seus herdeiros.

“Entendemos que este é o primeiro caso do tipo na Austrália”, disse o museu em um comunicado publicado na internet esta semana.

De acordo com o Comitê de Restituição Holandês, que analisa os pedidos de restituição, Richard Semmel precisou vender sua coleção para escapar da perseguição nazista aos judeus.

Quando o Museu de Melbourne comprou a pintura em 1940 esta já havia mudado de mãos várias vezes.

Após as dúvidas suscitadas entre os especialistas, em 2006 o Van Gogh Museum de Amsterdã concluiu que o trabalho não era do famoso artista, mas que poderia pertencer a alguém que trabalhou na mesma época em que Van Gogh.

“A atribuição da obra não influenciou a decisão da NGV de devolvê-la”, disse o museu, que a considerada uma questão “moral” .

A galeria aguarda a resposta dos herdeiros de Semmel, que estariam vivendo na África do Sul.

Justiça belga pede ajuda da população para encontrar autor do ataque a museu judaico

Homenagem às vítimas do ataque ao Museu Judaico de Bruxelas

Homenagem às vítimas do ataque ao Museu Judaico de Bruxelas

REUTERS|RFI|Eric Vidal

A Justiça belga fez um apelo neste domingo (25) para que testemunhas ajudem a encontrar o autor do ataque contra o Museu Judaico de Bruxelas, ocorrido ontem, que deixou três mortos. O presidente francês François Hollande prometeu que fará tudo para lutar contra “o antissemitismo e o racismo.”

O ataque acontece dois anos depois do atentado perpretado pelo militante extremista Mohamed Merah em um escola judaica em Toulouse, lembrou o Congresso Judaico Europeu. De acordo com a Promotoria belga, a ação foi premeditada em detalhes, provavelmente por um homem sozinho. A Justiça pediu a ajuda da população para encontrar o autor do crime.

Os habitantes da capital belga depositaram flores e velas hoje, em frente ao museu, em homenagem às vítimas. As autoridades belgas decidiram elevar o nível do alerta de segurança na cidade e reforçar o controle em locais frequentados pela comunidade judaica.

Nesta tarde, a polícia deverá divulgar as imagens captadas pelas câmeras de segurança do museu. O ataque por enquanto não foi reivindicado. O suspeito que havia sido preso neste sábado, no final do dia, foi libertado. A porta-voz da Promotoria belga indicou que entre os mortos estão dois israelenses e uma francesa, que trabalhava como voluntária no museu. A quarta vítima, internada em estado grave, trabalhava na recepção do estabelecimento.

Os dois israelenses mortos eram um casal de turistas de Tel Aviv, segundo o governo do país. Ontem, o premiê israelense Benjamin Netanyahu afirmou que o ataque é resultado da ‘incitação ao ódio’ permanente contra os judeus e Israel. Para o presidente François Hollande, “não há dúvidas” sobre o caráter antissemita da ação.

O chefe de estado francês se declarou solidário ao premiê belga Elio di Rupo e fez um apelo para que “tudo seja feito” para lutar contra o antissemitismo e o racismo. “É uma causa da França e de toda a Europa”, declarou em Tulle, cidade onde esteve hoje para votar nas eleições europeias.

O Conselho Representativo das Instituições Judaicas na França (Crif) convocou uma manifestação no fim do dia em frente à embaixada da Bélgica em Paris para condenar o ataquee pedir “uma resposta europeia ao terrorismo antissemita.”

Na França, dois homens são agredidos na saída de uma sinagoga

Em Créteil, na região parisiense, dois homens foram atacados na saída de uma sinagoga neste sábado. O ataque aconteceu por volta das 23h. Dois irmãos em trajes tradicionais foram agredidos por dois homens e levados ao hospital, mas não correm risco de vida. Ainda não há evidências sobre uma possível conexão com o ataque ocorrido em Bruxelas.

Em um comunicado, o ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve, também pediu que a segurança nos locais de culto fosse reforçada.