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Mais de 50 mortos em ataques islamitas no nordeste da Nigéria

Pelo menos 54 pessoas morreram em ataques contra várias igrejas do nordeste da Nigéria cometidos no domingo pelo grupo islamita Boko Haram, declarou nesta segunda-feira uma autoridade local à AFP.

“Até o momento há 54 mortos”, declarou um funcionário do governo do estado de Borno, que pediu o anonimato.

Os ataques ocorreram em quatro aldeias ao redor de Chibok, a cidade onde mais de 200 meninas foram sequestradas no abril.

Os criminosos, que circulavam de moto, lançaram bombas nas igrejas de Kwada, Ngurojina, Karagau e Kautikari durante a missa de domingo, segundo testemunhas.

Segundo um líder local de Chibok, os moradores encontraram dezenas de corpos, mas a busca prossegue e o balanço pode ser muito mais grave.

Mike Omeri, porta-voz do governo federal, declarou à AFP que não recebeu um balanço oficial das autoridades locais.

Nigéria: pop star oferece virgindade por soltura de raptadas

Uma cantora pop nigeriana ofereceu sua virgindade ao grupo islamita Boko Haram em troca da libertação das cerca de 276 estudantes sequestradas em abril deste ano, segundo o Daily Mail.

“É tão injusto. Elas são tão novas. Eu gostaria de poder me oferecer em troca”, disse Adokiye, de 23 anos.

A jovem, que também é embaixadora da paz na ONU, acrescentou: “Eu sou mais velha e tenho mais experiência. Mesmo que tivesse de dormir com 12 homens todas as noites, eu não me importaria. Apenas libertem as meninas”.

A campanha virtual #BringBackOurGirls ficou famosa em todo o mundo e conseguiu apoio de celebridades e líderes mundiais como o primeiro-ministro britânico, David Cameron, e a primeira dama americana, Michelle Obama.

Fonte: Terra 

Em busca de premiação da federação, Nigéria cancela treino

Lancepress

N/A

 

O clima em Campinas está pesado. Mesmo classificados para as oitavas de finais da Copa do Mundo do Brasil, os jogadores da seleção nigeriana cancelaram o treino da quinta-feira. A reivindicação seria pela premiação por ter avançado de fase.

De acordo com Collin Udoh, jornalista nigeriano da Suppersports TV, os jogadores já teriam que receber uma premiação apenas por participar da competição e um bônus extra ao classificar para as oitavas de finais.

Os valores não foram revelados. Mas, ainda segundo Collin, a questão não é a quantia mas a data em que o prêmio será pago.

“Eu estava em Porto Alegre para o jogo contra a Argentina e vi que um secretário da federação foi para a Nigéria. Eu só não sei quando ele volta. O problema para os jogadores não é o valor, mas sim quando eles vão receber esse pagamento, já que em caso de eliminação para a França eles vão cada um para um lado e podem não receber o dinheiro nunca mais”, disse Udoh, em entrevista ao site globoesporte.com

A Nigéria não foi a única seleção a ter problemas desse tipo. Camarões e Gana também demonstraram resistência por questões financeiras. O avião dos camaroneses atrasou por que os jogadores se recusaram a viajar enquanto não chegassem a um acordo.

Já a seleção de Gana se recusou a treinar e ameaçou não entrar em campo diante de Portugal, em partida válida pela última rodada da fase de grupos. O jogo só aconteceu por que o país enviou cerca de US$100 mil (aproximadamente R$220 mil) por atleta.

Teoricamente, a Nigéria volta a campo na segunda-feira, às 13h para enfrentar a França, no estádio Mané Garrincha, em Brasília.

Explosão em centro comercial deixa 21 mortos na Nigéria

AFP – Agence France-Presse

25/06/2014 

Uma explosão atingiu nesta quarta-feira um centro comercial muito frequentado de Abuja, capital da Nigéria, deixando 21 mortos e 17 feridos, de acordo com a polícia.

O atentado aconteceu no centro comercial Emab Plaza, localizado perto da sede do governo, declarou à AFP Manzo Ezekiel, porta-voz da Agência Nacional de Gestão de Situações de Emergência (NEMA). No momento da explosão, centenas de pessoas faziam compras, antes da partida da seleção nigeriana contra a Argentina, pela Copa do Mundo.

“O registro é de 21 mortos e 17 feridos”, declarou Frank Mba, porta-voz da polícia, acrescentado que uma pessoa foi detida.

Mike Omeri, porta-voz do governo, confirmou o atentado a bomba.

A bomba foi detonada na entrada do shopping, e teve um impacto tão grande que quebrou as janelas de prédios vizinhos e destruiu cerca de 40 veículos. A área foi isolada pela polícia, enquanto equipes de emergência resgatavam os sobreviventes e recolhiam os corpos.

O Centro Nacional de Informação confirmou, em um comunicado, a detenção de um primeiro suspeito e a execução de outro por soldados, enquanto ele tentava fugir de moto.

O ataque ainda não foi reivindicado, mas o grupo extremista Boko Haram já atacou a capital da Nigéria duas vezes nas últimas dez semanas.

Um carro-bomba matou 75 pessoas em um terminal de ônibus de Nyanya, nos arredores da capital, em 14 de abril, enquanto outro atentado parecido no mesmo local deixou 19 mortos em 1º de maio.

O ato de mais repercussão do Boko Haram – grupo responsável pela morte de milhares de pessoas desde 2009 – foi o sequestro de mais de 200 estudantes da cidade de Chibok, no estado de Borno, em abril. Apesar da mobilização mundial, as jovens ainda não foram resgatadas.

Messi faz dois, Argentina vence a Nigéria e garante liderança do Grupo F

Camisa 10 foi fundamental na vitória por 3 a 2 dos hermanos; Nigéria também se classificou para as oitavas de final da Copa do Mundo ao ficar na segunda colocação

O DIA

Rio Grande do Sul – Dois gols em menos de cinco minutos no começo de cada tempo do jogo. Argentina e Nigéria protagonizaram um belo espetáculo, presenteando os torcedores que foram ao Beira-Rio assistir à partida nesta quarta-feira. No fim, melhor para os hermanos, que com o talento de Messi venceram o duelo por 3 a 2 e garantiram a liderança do Grupo F da Copa do Mundo.

GALERIA: As imagens da vitória da Argentina sobre a Nigéria

O camisa 10 mostrou que é peça-chave na equipe. Todos os gols da Argentina na competição passaram pelo pés do jogador. Contra os africanos, o craque balançou as redes duas vezes e bateu o escanteio que terminou no gol de Rojo. Ao todo, Messi tem quatro tentos e divide a artilharia do torneio ao lado de Neymar.

Os africanos, apesar da derrota, saíram felizes, já que também conseguiram a vaga às oitavas de final ao ficarem na segunda colocação. As duas equipes aguardam a definição do Grupo E para conhecer seus próximos adversários.

Messi bateu falta magistralmente e fez belo gol

Foto:  Reuters

O JOGO

O duelo começou de forma espetacular. A Argentina abriu o placar logo aos 2 minutos. Di María foi lançado, ficou sozinho na cara do goleiro, mas chutou na trave. No rebote, a bola sobrou limpa para Messi soltar a bomba: 1 a 0. No recomeço do duelo, a Nigéria empatou. Musa recebeu na esquerda, cortou para o meio e bateu colocado para deixar tudo igual: 1 a 1.

O ritmo era intenso. Os hermanos buscavam o ataque a todo custo e quase ficaram à frente no marcador novamente. Higuaín recebeu belo passe, driblou o goleiro, ficou sem ângulo e acabou chutando para fora.

Depois do início avassalador, as duas equipes diminuíram o ímpeto ofensivo. Sem conseguir penetrar na área adversária, os arremates de longa distância passaram a ser mais frequentes. O de Di María levou mais perigo. Enyeama caiu bem no canto para mandar para escanteio. Os hermanos até buscavam mais o ataque. No entanto, pecavam nas finalizações.

As melhores chances saíam dos pés de Messi. Em cobrança de falta, o camisa 10 obrigou o goleiro nigeriano a fazer bela defesa. Na segunda que ele teve para bater, não desperdiçou. Cobrou com precisão e colocou a Argentina de novo na frente no fim do primeiro tempo: 2 a 1.

Messi comanda a Argentina em campo: ele já tem quatro gols na Copa do Mundo

Foto:  Reuters

A segunda etapa começou como a primeira: dois gols em menos de cinco minutos. Primeiro, a Nigéria empatou. Musa balançou a rede mais uma vez: 2 a 2. No entanto, a festa do africanos durou pouco. No lance seguinte, Rojo subiu mais que todo mundo no escanteio e voltou a deixar os argentinos na frente: 3 a 2. O gol animou o time. A pressão para aumentar o placar era grande. Messi quase fez o terceiro dele, mas chegou desequilibrado na hora de bater na bola.

Cauteloso, o técnico Alejandro Sabella substituiu o camisa 10 do time aos 18 minutos. Rick Alvárez entrou no seu lugar. A partida continuava intensa e a Argentina era mais perigosa quando ia ao ataque. Enyeama foi fundamental ao fazer bela defesa em chute de Lavezzi. Garay também levou perigo em cabeçada. A Nigéria também conseguia assustar. Principalmente quando a bola chegava aos pés de Musa. O atacante era o jogador mais perigoso e quase marcou o gol de empate, não fosse pelo corte de Zabaleta.

No fim, a Argentina conseguiu controlar a posse de bola, garantiu a vitória e liderança do grupo. 

ARGENTINA 3 X 2 NIGÉRIA

Árbitro: Nicola Rizzoli (Itália)

Gols: Messi (2’1ºT, 46’1ºT) Musa (3’1ºT, 2’2ºT), Rojo (3’2ºT)

Público: 43.285 presentes

Cartões Amarelos: Omeruo (Nigéria) Oshaniwa (Nigéria)

Cartões Vermelhos:

Argentina: Romero, Zabaleta, Garay, Fernández, Rojo; Mascherano, Gabo, Di María; Agüero (Lavezzi), Messi (Ricky Álvarez) e Higuaín

Nigéria: Eneyeama, Ambrose, Oshaniwa, Yobo; Omeruo, Onazi, Mikel, Babatunde (Uchebo), Odemwingie (Uche Nwofor), Musa; Emenike.

Argentina e Nigéria lutam pela primeira colocação no Grupo F

A Tribuna on-line

Já se programou para assistir aos jogos pela Copa do Mundo?  Confira a agenda do dia e acompanhe o placar de A Tribuna On-line.
No Grupo F, a Argentina, já classificada, com seis pontos, define quem será o primeiro ou segundo da chave. Ela enfrenta a Nigéria (quatro pontos), às 13 horas, no Beira-Rio. Um empate serve para as duas seleções. No mesmo horário, o Irã (um ponto) encara a eliminada Bósnia e reza por um tropeço dos nigerianos, de preferência goleada, e precisam também tirar o saldo de um gol negativo para avançar.
No Grupo E, a França (seis) tem o Equador (três) pela frente, às 17 horas. Os equatorianos precisam da vitória ou mesmo de um empate caso a Suíça naõ vença Honduras (desclassificada) para ficar com a segunda colocação. A Suíça precisa golear os hondurenhos e secar o Equador, só assim segue na competição.

Boko Haram sequestra mais 60 mulheres no nordeste da Nigéria

Ataques do Boko Haram na Nigéria deixaram 30 mortos, na semana passada, no estado de Borno.

Ataques do Boko Haram na Nigéria deixaram 30 mortos, na semana passada, no estado de Borno|REUTERS|Stringer

O grupo terrorista islâmico Boko Haram é suspeito de ter sequestrado mais 60 mulheres no nordeste da Nigéria e ter matado pelo menos 30 pessoas em vilarejos da região. A informação foi confirmada nesta terça-feira (24) pelas autoridades nigerianas. A imprensa local evoca o rapto de 30 meninos, além das mulheres.

As mortes e raptos aconteceram na semana passada, em diversos ataques do grupo radical islâmico a localidades do estado de Borno. O chefe do vilarejo de Kummabza declarou que entre as mulheres sequestradas havia crianças com idades de 3 a 12 anos. O chefe de uma milícia local, Aji Khalil, confirmou o rapto das 60 mulheres “pelos terroristas do Boko Haram”. Mas o senador de Borno Ali Nduma disse não ter informações precisas sobre o número de vítimas.

Um outro habitante que conseguiu se refugiar em Maiduguri, a capital estadual, relatou que os ataques do Boko Haram se estenderam por quatro dias. Durante as ações, os rebeldes islâmicos mataram pelo menos 30 homens e ainda mantiveram os moradores do vilarejo como reféns durante três dias.

Uma autoridade de Damboa revelou que os rebeldes destruíram o vilarejo. “Alguns sobreviventes com dificuldades de locomoção, na maioria mulheres e idosos, caminharam até 25 quilômetro para fugir da fúria dos extremistas islâmicos, enquanto outros conseguiram se refugiar no estado vizinho de Adamawa”, explicou o nigeriano.

Segundo o senador Ndume, o vilarejo de Kummabza fica pouco povoado durante a estação das chuvas. A população jovem costuma deixar o local para áreas com menor risco de inundações. Nesse período do ano, o Exército não protege a região.

Chamar a atenção

Há vários anos, o grupo Boko Haram promove atentados em vilarejos do norte da Nigéria e sequestra mulheres. Em abril, o grupo chocou o mundo ao raptar de uma única vez cerca de 280 estudantes de um internato católico da localidade de Chibok. Pelas contas da polícia, 219 jovens permanecem no cativeiro.

Segundo o especialista sul-africano em segurança Ryan Cummings, o rapto de mais 60 mulheres pode ser uma estratégia do Boko Haram para chamar a atenção da comunidade internacional sobre as estudantes de Chibok e retomar as negociações com o governo nigeriano. No final de maio, as autoridades recusaram uma proposta de troca das estudantes por prisioneiros do grupo.

Boko Haram exige 800 vacas para libertar 20 mulheres sequestradas

Gado é o principal meio de sobrevivência de tribos da região e exigência é considerada ‘insustentável’

EFE

Nigéria – A milícia radical islâmica Boko Haram exigiu 800 vacas para libertar as 20 mulheres sequestradas há uma semana em um assentamento nômade da etnia fulani, no norte da Nigéria, informou nesta quinta-feira a imprensa local. Os pais e maridos das mulheres raptadas consideraram o pedido “insustentável”, pois o gado é o principal meio de sobrevivência da tribo, afirmaram fontes da polícia ao jornal ‘Leadership’.

O sequestro das vinte mulheres aconteceu na quinta-feira passada em um assentamento do estado de Borno -reduto político e operacional do Boko Haram-, e muito próximo a Chibok, onde em 14 de abril foram sequestradas mais de 200 meninas, que ainda são mantidas como reféns, pelo grupo terrorista.

Os sequestradores exigiram 40 vacas por cada mulher, informou a polícia. “O gado é o bem mais prezado pelos fulani, pois sem eles não teriam meios de subsistência”, explicou um policial ao jornal.

Terrorismo da milícia radical islâmica Boko Haram tem sido manchete em jornais de todo o mundo

Foto:  Reuters

Outra das preocupações dos familiares é que os sequestradores não libertem as mulheres após entregar o gado. “Rezaremos para que nossas esposas retornem sãs e salvas para casa”, disse um homem da tribo.

Após atacar o assentamento nômade, o grupo de homens armados obrigou as mulheres as entrarem em várias caminhonetes. Segundo informaram à Agência Efe fontes do governo do Estado de Borno, elas “foram levadas pela mesma rota pela qual foram levadas as meninas sequestradas”.

O Boko Haram, que significa em língua local “a educação não islâmica é pecado”, luta para impor um Estado islâmico na Nigéria, país de maioria muçulmana no norte e predominantemente cristã no sul.

Embora Borno seja um dos três estados nos quais o governo decretou situação de emergência, a medida não conseguiu frear os ataques da milícia radical.

Desde que a polícia matou em 2009 o então líder do Boko Haram, Mohammed Yousef, o grupo terrorista assassinou 12 mil pessoas e deixou oito feridos, segundo o presidente nigeriano.

Com 170 milhões de moradores integrados em mais de 200 grupos tribais, a Nigéria, o país mais povoado da África, sofre com múltiplas tensões por suas profundas diferenças políticas, religiosas e territoriais.

Boko Haram rapta mais 20 mulheres na Nigéria, segundo testemunhas

Correio do Brasil

Boko Haram é o mesmo grupo que sequestrou 200 estudantes em abril

Segundo relato de testemunhas, o grupo extremista islâmico da Nigéria Boko Haram é suspeito de ter sequestrado mais 20 mulheres, o mesmo que chocou o mundo ao raptar 200 estudantes em abril. As mulheres foram carregadas em vans sob a mira de armas e levadas para um local desconhecido no Estado de Borno, acrescentaram as testemunhas.

O Exército não se pronunciou sobre o incidente, que ocorreu em um acampamento nômade da etnia fulani na quinta-feira.

Os militares têm enfrentado críticas crescentes por não conseguir impedir os ataques de militantes no nordeste da Nigéria.

Apesar de vigorar um estado de emergência na região, os moradores dizem que o Exército é omisso, permitindo que os militantes do Boko Haram continuem seus ataques.

O grupo tem agido de forma cada vez mais sangrenta desde 2009, na tentativa de criar um estado islâmico na Nigéria. Milhares de pessoas morreram nesses ataques e nas reações de segurança subsequentes.

‘Tarde demais’

O último incidente, envolvendo as 20 mulheres, ocorreu perto de onde mais de 200 estudantes foram capturadas em 14 de abril – a remota aldeia de Chibok, perto da fronteira com Camarões.

Um membro de um grupo de vigilantes local, criado para resistir a tais ataques, disse que os militantes também levaram três homens que tentaram impedir o rapto.

– Tentamos ir atrás deles quando a notícia chegou até nós cerca de três horas depois, mas os veículos que temos não conseguiriam ir muito longe, e o relato chegou a nós um pouco tarde – disse Alhaji Tar.

Parte das 200 sequestradas aparece em vídeo divulgado pelo Boko Haram

Desde o sequestro das estudantes, o governo vem enfrentando crescente pressão, tanto internamente quanto no exterior, para agir mais no combate ao Boko Haram.

Na segunda-feira, os militares anunciaram que haviam matado 50 insurgentes em operações antiterrorismo nos últimos dias e impedido novas invasões islâmicas em aldeias em Borno e no Estado vizinho de Adamawa.

O anúncio foi feito após uma onda recente de ataques de rebeldes a aldeias – apenas um deles teria matado 200 pessoas na região de Gwoza, em Borno.

Apenas neste ano, 3,3 mil pessoas já teriam sido mortas pelo Boko Haram, segundo um novo relatório do Centro de Monitoramento de Deslocados Internos e do Conselho Norueguês de Refugiados.

O governo do Reino Unido vai sediar uma reunião sobre a segurança no norte da Nigéria em Londres em 12 de junho, na sequência da reunião realizada no mês passado em Paris, sobre a luta contra Boko Haram.

Recomeço de vida na Nigéria sob impulso da Suíça

RETORNO DE REQUERENTES DE ASILO

Violência, instabilidade e preços elevados fazem da Nigéria um lugar difícil para fazer negócios, mas programas de retorno voluntário ajudam o solicitante de asilo ter uma base para realizar seus projetos. Violência, instabilidade e preços elevados fazem da Nigéria um lugar difícil para fazer negócios, mas programas de retorno voluntário ajudam o solicitante de asilo ter uma base para realizar seus projetos. Violência, instabilidade e preços elevados fazem da Nigéria um lugar difícil para fazer negócios, mas programas de retorno voluntário ajudam o solicitante de asilo ter uma base para realizar seus projetos. (Reuters)

Por Veronica DeVore, swissinfo.ch|06. Junho 2014 

Nas últimas décadas, afluíram à Suíça milhares de requerentes de asilo procedentes da Nigéria, trazendo nas costas grandes expectativas da família. Quando chegam, recebem oferta de 7.000 dólares para darem meia-volta, regressando à casa para abrirem uma pequena empresa.
Muitos, quando voltam, acham terem fracassado, porque não se transformaram num grande executivo bem-sucedido, que regressa com considerável soma de dinheiro, afirma Katharina Schnöring, da Organização Internacional para Migração. Essa entidade trabalha com a Suíça na aplicação dos programas de retorno de requerentes de asilo – conhecido como “retorno voluntário assistido e reintegração” – RVAR

A opção de regresso voluntário à Nigéria proporciona a quem a escolhe o pagamento de, no máximo, $1.000 à vista ao deixar a Suíça e mais $6.000 em mercadorias e serviços para começar um negócio ou melhorar a própria situação. O objetivo do programa é dar aos nigerianos que voltam ao país uma opção que não seja um retorno forçado, num voo sob custódia da polícia ou seja, uma “repatriação forçada.”

“O objetivo é proporcionar um retorno com dignidade, de modo que se regresse com alguma coisa e se tenha a possibilidade de construir uma vida melhor,” afirma Katharina Schnöring. Segundo a Secretaria Federal para Migração, 90% dos cidadãos nigerianos que voltaram às suas casas em 2012 fizeram-no de maneira independente. E em 2013, chega a 544 o número de requerentes de asilo nigerianos que optaram pelo caminho de volta, no quadro do programa voluntário de retorno.

Tanto Katharina Schnöring quanto Karl Lorenz – um dos chefes da Secretaria de Migração, afirmam que na verdade o RVAR tem pouco a ver com dinheiro – os países da União Europeia e a Noruega aplicam programas de retorno voluntário para requerentes de asilo, oferecendo montantes variáveis de dinheiro, e a Suíça mantém programas similares com outras nações como o Iraque e o Kosovo, oferecendo também somas de diferentes volumes.

Em relação à Nigéria, a Suíça procura ao mesmo tempo uma ampla parceria com Lagos para lidar com problemas de migração, e o programa de retorno representa somente uma parcela do trabalho. Essa parceria reúne representantes de ambos os governos que se encontram regularmente para abordar medidas bilaterais importantes.

“Acho excepcional o enfoque holístico governamental apresentado pela Suíça (com a Nigéria): há encontros, há discussões e o programa (RVAR) está todo inserido no quadro geral da parceria suíça de migração, e não se trata de uma postura solitária,” diz Schnöring.

“Essa atitude é algo a que nos referimos como a melhor prática quando dialogamos com outros países europeus.”

A necessidade de uma atitude de colaboração surgiu quando as relações entre a Suíça e a Nigéria ficaram abaladas com a morte de um requerente de asilo nigeriano no aeroporto de Zurique, pouco antes de um voo de repatriação forçada, em 2010. Um passo importante no sentido de restabelecer as relações foi conseguir que a Nigéria aceitasse a repatriação de requerentes de asilo de seu país.

“A aceitação pelo governo nigeriano de nossa política de retorno melhorou,” disse Lorenz à swissinfo.ch. “Eles entendem que promovemos com coerência o regresso voluntário, o que facilita uma melhor aceitação de retornos forçados, porque percebem haver uma opção séria e credível. Há uma escolha e as pessoas podem fazer essa escolha.”
LEGISLAÇÃO
Nigeriano gay se complica diante da política de asilo suíça

Manifestantes em Berna protestam pela liberdade do nigeriano. O.
O. está na prisão há várias semanas e em pouco tempo envelheceu muito, na opinião de que o visita regularmente. Ele solicitou refúgio na Suíça porque, diz, queriam matá-lo no seu vilarejo. Por ser gay, mesmo seu pai seria favorável a essa medida radical. […]
Sociedade
Sugerindo escolhas

Essa opção é apresentada aos requerentes de asilo pouco depois que eles entram nos centros de acolhida, em uma sessão de terapia bem distinta dos trâmites relacionados com pedido de asilo. Mas raramente é a proposta que desejam ouvir.

Segundo O.**, requerente de asilo gay, que fugiu da Nigéria para escapar de perseguição, ele e outros, que com ele vieram, foram informados de que a chance de conseguir refúgio era “pouca ou mínima” e que a Suíça dispunha de um programa de assistência de que poderiam aproveitar. Mas ele não achou graça nenhuma nesse programa.

“Eles reprovam a gente já antes de uma entrevista,”disse O. à swissinfo.ch. Ele recusou o programa porque, afirma, “Tenho dinheiro, não vim à Suíça por dinheiro. Posso manter-me na vida.”

O. fugiu depois de descobrir que lhe fora negado asilo, receando novas perseguições na Nigéria. Atualmente ele está preso, esperando ser deportado (veja artigo, à direita, para saber mais sobre seu caso).

Apoio no terreno

De fato, diz Katharina Schnöring, o programa RVAR parece raramente atrativo aos requerentes de asilo que tudo fizeram para chegar à Europa.
“Mesmo se $7.000 possam parecer muito, eles investem bem mais (na viagem), e boa parte deles arriscam a vida,” lembra, acrescentando que também se sentem responsabilidade diante de suas famílias. Mais que em outros países, elas esperam que sejam pagas as dívidas contraídas para a viagem à Europa.

Embora sabendo da dificuldade enfrentada pelos requerentes de asilo em esquecer o sonho de viver na Suíça e encarar a realidade de voltar para casa, Karl Lorenz diz que o apoio adequado no terreno é a chave do sucesso do programa. E observa que tentativas similares de retorno na região do Chifre da África, através de ofertas de somas quase três vezes superiores, fracassaram porque não havia possibilidade de repatriação forçada ou apoio dos governos africanos, fazendo que a permanência na Suíça fosse a escolha óbvia.

“Entre seis pessoas, apenas três aproveitaram-se do programa,” diz Lorenz. “Vê-se, então, que o dinheiro em si não é o mais importante. Em circunstâncias em que o retorno forçado é impossível, onde inexistem apoio no terreno e contatos com governo, não há como aplicar a medida. É preciso dispor de outras condições para que se realizem os retornos forçados.

Todas essas condições resultaram das parcerias sobre migração, o que Christopher Middleton – colega de Lorenz – considera “extraordinário”, tendo em conta que vigoram apenas desde 2011. Logo que o governo nigeriano entendeu e aceitou a posição suíça sobre regresso voluntário e reintegração, tornou-se mais fácil buscar soluções para outros aspectos das relações entre os dois países, como problema de tráfico de drogas, no qual um grupo de policiais nigerianos trabalha na Suíça, no âmbito de um intercâmbio.

“Acho que outros países estão extremamente interessados em observar o que a Suíça tem feito com a Nigéria no tocante à identificação de instrumentos de cooperação e de discussões francas,” diz Middleton. A realização de discussões de nível superior possibilita os que tomam decisão efetuarem as mudanças necessárias.”

E Lorenz estima haver uma crescente tomada de consciência pela comunidade internacional de que a parceria da Suíça com os chamados “países de origem” de requerentes de asilo – como a Nigéria – é realmente operante.

“Os países de origem têm interesse e encontram-se por vezes em sérias dificuldades quando se toca na questão da migração, seja através de conflitos regionais ou de desenvolvimento demográfico. Não é portanto um problema unilateral. É possível enfrentá-lo unicamente mediante confiança e cooperação.”
Adaptação: J.Gabriel Barbosa

noticias gerais e, especificamente, do bairro do Brás, principalmente do comércio