Arquivo da tag: NIGÉRIA

Herói de torneio africano, Mba fica fora da seleção da Nigéria no Mundial

03. Junho 2014 

(Reuters) – A Nigéria cortou o herói da Copa Africana das Nações Sunday Mba da seleção que vai representar o país na Copa do Mundo, cuja lista final de 23 homens foi divulgada após expirar o prazo de entrega à meia-noite de segunda-feira. 

Mba marcou o gol da vitória quando a Nigéria derrotou Burkina Fasso por 1 x 0 e conquistou o título da Copa das Nações na África do Sul no ano passado, e estava na lista preliminar divulgada pelo técnico Stephen Keshi. 

Também foram cortados o meia Nnamdi Oduamandi, que teve boa atuação na Copa das Confederações no Brasil no ano passado, e Victor Obinna, autor de um gol decisivo para a Nigéria na repescagem das eliminatórias para o Mundial disputada em novembro contra a Etiópia. 

Keshi disse ter tido dificuldades para definir a seleção final, mas iria manter os jogadores cortados em um amistoso preparatório contra a Grécia em Filadélfia, no Estados Unidos, na terça, e numa segunda partida preparatória, contra os EUA em Jacksonville, no domingo. 

Sorteada para o Grupo F, a Nigéria estreia no Mundial contra o Irã em Curitiba, no dia 16 de junho, e também vai enfrentar a Bósnia e a Argentina. 

Confira a convocação completa da Nigéria:

Goleiros: Chigozie Agbim (Gombe United), Austin Ejide (Hapoel Beer Sheva), Vincent Enyeama (Lille)

Defensores: Efe Ambrose (Celtic), Elderson Echiejile (Monaco), Azubuike Egwuekwe (Warri Wolves), Kunle Odunlami (Sunshine Stars), Godfrey Oboabona (Caykur Rizespor), Kenneth Omeruo (Middlesbrough), Juwon Oshaniwa (Ashdod), Joseph Yobo (Norwich City)

Meias: Ramon Azeez (Almeira), Reuben Gabriel (Waasland-Beveren), John Mikel Obi (Chelsea), Victor Moses (Chelsea), Ogenyi Onazi (Lazio), Michael Uchebo (Cercle Brugge)

Atacantes: Shola Ameobi (Newcastle United), Michael Babatunde (Volyn Lutsk), Emmanuel Emenike (Fenerbahce), Ahmed Musa (CSKA Moscow), Uche Nwofor (Heerenveen), Peter Odemwingie (Stoke City).

(Reportagem de Mark Gleeson, na Cidade do Cabo)

Reuters

Explosão mata 40 pessoas em estádio de futebol na Nigéria

AFP INTERNACIONAL

01. Junho 2014 

Quarenta pessoas morreram neste domingo na explosão de uma bomba em um estádio de futebol no nordeste da Nigéria, declarou a polícia.

“Explodiu uma bomba em um campo de futebol e até agora morreram ao menos 40 pessoas”, afirmou a fonte. O atentado acontece na cidade de Mubi, que já foi alvo de ataques por parte do grupo islamita Boko Haram.

Segundo a polícia, a explosão ocorreu às 14h30 de Brasília, quando os espectadores saíam do estádio.

Não se soube se há jogadores entre as vítimas, mas a maioria dos afetados aparentemente eram espectadores, acrescentou a fonte.

Mubi fica no estado de Adamawa, um dos três do nordeste da Nigéria, em estado de sítio há um ano.

Presidente da Nigéria promete “guerra total” contra Boko Haram

O presidente nigeriano, Goodluck Jonathan, durante coletiva sobre o sequestro de estudantes pelo grupo terrorista Boko Haram, em foto de 9 de maio de 2014.

O presidente nigeriano, Goodluck Jonathan, durante coletiva sobre o sequestro de estudantes pelo grupo terrorista Boko Haram, em foto de 9 de maio de 2014|REUTERS|Afolabi Sotunde|Files|RFI

O presidente nigeriano Goodluck Jonathan prometeu nesta quinta-feira (29) uma “guerra total” contra o grupo islâmico Boko Haram. O exército intensificou sua ofensiva no norte do país para libertar mais de 200 jovens estudantes sequestradas pelo grupo há mais de um mês.

A promessa do presidente Goodluck Jonathan é feita no dia em que um novo ataque  deixou mais 35 mortos na fronteira com Camarões. Encapuzados, membros do grupo islâmico radical metralharam moradores das aldeias de Gumushi, Amuda e Arbokko e incendiaram suas casas.

“Estou determinado a proteger nossa democracia, nossa unidade nacional e nossa estabilidade política promovendo uma guerra total contra o terrorismo”, declarou o presidente nigeriano durante discurso para comemorar o fim de 15 anos de ditadura militar no país mais populoso e com a economia mais dinâmica da África. “A unidade e a estabilidade de nosso país e a proteção das vidas e dos bens não são negociáveis”, afirmou.

As eleições do dia 29 de maio de 1999 marcaram o fim de 16 anos de ditadura militar no país. Mas, a partir de 2009, à medida que a insurreição islâmica crescia no norte da Nigéria , provocando a morte de pelo menos duas mil pessoas, houve um recuo dos direitos humanos devido à repressão das forças de segurança.

Sequestro das jovens se tornou um escândalo mundial

O rapto de mais de 200 estudantes no dia 14 de abril em Chibok, no estado de Morno, provocou um escândalo mundial e projetou o movimento islâmico radical. O sequestro das jovens levou vários países, entre eles Grã-Bretanha, França, Estados Unidos, China e Israel, a fornecer ajuda militar à Nigéria.

“Eu dei ordens para as nossas forças de segurança lançarem uma vasta operação para por fim à impunidade dos terroristas em nosso território”, afirmou o presidente Jonathan. “Eu também autorizei as forças de segurança a utilizar todos os meios legais necessários para garantir que esse objetivo seja atingido. Eu prometo a vocês que a Nigéria se tornará um país seguro e que os bandidos serão punidos”, afirmou.

O presidente nigeriano confirmou que o grupo islâmico Boko Haram é vinculado a organizações terroristas estrangeiras como a Al-Qaeda. Analistas estimam, no entanto, que a Nigéria não vai conseguir eliminar o extremismo islâmico no norte do país enquanto prevalecer o analfabetismo, a miséria e a corrupção que alimentam o movimento radical.

 
TAGS: 

Presidente da Nigéria promete “guerra total” contra Boko Haram

O presidente nigeriano, Goodluck Jonathan, durante coletiva sobre o sequestro de estudantes pelo grupo terrorista Boko Haram, em foto de 9 de maio de 2014.

O presidente nigeriano, Goodluck Jonathan, durante coletiva sobre o sequestro de estudantes pelo grupo terrorista Boko Haram, em foto de 9 de maio de 2014.

REUTERS/Afolabi Sotunde/Files
RFI

O presidente nigeriano Goodluck Jonathan prometeu nesta quinta-feira (29) uma “guerra total” contra o grupo islâmico Boko Haram. O exército intensificou sua ofensiva no norte do país para libertar mais de 200 jovens estudantes sequestradas pelo grupo há mais de um mês.

 

A promessa do presidente Goodluck Jonathan é feita no dia em que um novo ataque  deixou mais 35 mortos na fronteira com Camarões. Encapuzados, membros do grupo islâmico radical metralharam moradores das aldeias de Gumushi, Amuda e Arbokko e incendiaram suas casas.

“Estou determinado a proteger nossa democracia, nossa unidade nacional e nossa estabilidade política promovendo uma guerra total contra o terrorismo”, declarou o presidente nigeriano durante discurso para comemorar o fim de 15 anos de ditadura militar no país mais populoso e com a economia mais dinâmica da África. “A unidade e a estabilidade de nosso país e a proteção das vidas e dos bens não são negociáveis”, afirmou.

As eleições do dia 29 de maio de 1999 marcaram o fim de 16 anos de ditadura militar no país. Mas, a partir de 2009, à medida que a insurreição islâmica crescia no norte da Nigéria , provocando a morte de pelo menos duas mil pessoas, houve um recuo dos direitos humanos devido à repressão das forças de segurança.

Sequestro das jovens se tornou um escândalo mundial

O rapto de mais de 200 estudantes no dia 14 de abril em Chibok, no estado de Morno, provocou um escândalo mundial e projetou o movimento islâmico radical. O sequestro das jovens levou vários países, entre eles Grã-Bretanha, França, Estados Unidos, China e Israel, a fornecer ajuda militar à Nigéria.

“Eu dei ordens para as nossas forças de segurança lançarem uma vasta operação para por fim à impunidade dos terroristas em nosso território”, afirmou o presidente Jonathan. “Eu também autorizei as forças de segurança a utilizar todos os meios legais necessários para garantir que esse objetivo seja atingido. Eu prometo a vocês que a Nigéria se tornará um país seguro e que os bandidos serão punidos”, afirmou.

O presidente nigeriano confirmou que o grupo islâmico Boko Haram é vinculado a organizações terroristas estrangeiras como a Al-Qaeda. Analistas estimam, no entanto, que a Nigéria não vai conseguir eliminar o extremismo islâmico no norte do país enquanto prevalecer o analfabetismo, a miséria e a corrupção que alimentam o movimento radical.

EUA enviam militares ao Chade para encontrar estudantes nigerianas

Deborah Peters, uma das meninas que escapou do sequestro coletivo na Nigéria faz campanha pela libertação de suas colegas.

Deborah Peters, uma das meninas que escapou do sequestro coletivo na Nigéria faz campanha pela libertação de suas colegas|REUTERS/Kevin Lamarque
RFI

Os Estados Unidos anunciaram na noite de quarta-feira (21) que enviaram 80 militares para o Chade a fim de tentar localizar as mais de 200 estudantes nigerianas sequestradas pela seita islâmica radical Boko Haram há três semanas. A equipe norte-americana fará voos de reconhecimento e operações de inteligência no país vizinho à Nigéria.

 A operação dá continuidade ao trabalho iniciado na semana passada na Nigéria, com o apoio de drones, aviões de espionagem, além de investigações realizadas por especialistas e conselheiros norte-americanos. Eles trabalham junto às forças de segurança nigerianas na busca pelas mais de 200 meninas seqüestradas no dia 14 de abril pelo grupo Boko Haram.

Washington vem realizando voos nas áreas para onde as estudantes poderiam ter sido levadas nos últimos dias. Os Estados Unidos consideram que as inspeções das regiões de fronteira com o Chade podem ser fundamentais nos trabalhos de busca.

O Reino Unido, a França e Israel enviaram especialistas à Nigéria para ajudar nas investigações. A China, que também teve cidadãos sequestrados pela seita islâmica na fronteira com Camarões, também ofereceu ajuda para as operações de busca das estudantes.

Bring Back Our Girls

O movimento Bring Back Our Girls (Traga de Volta as Nossas Meninas, em português) organiza uma marcha nesta tarde na capital Abujan, cidade do presidente nigeriano Goodluck Jonathan. O sindicato nacional dos professores também realiza uma paralisação hoje nas escolas de todo o país.

De acordo com os coordenadores da marcha, o objetivo é continuar pressionando o chefe de Estado para que ele implemente ações em favor do resgate das estudantes. Até o momento, as famílias das jovens continuam sem qualquer informação sobre o paradeiro e o estado das garotas.

Jonathan vem sendo duramente criticado nas últimas semanas pela falta de reatividade em relação ao caso. “Desejamos que esta manifestação resulte em uma ação ágil de socorro às meninas sequestradas”, diz uma das organizadoras da marcha, Hadiza Bala Usman.

Onda de violência

A Nigéria continua a ser atingida por uma onda de violência terrorista promovida pelos radicais do Boko Haram. Mais de 150 pessoas morreram em dois dias em ataques no nordeste e no centro do país.

Na terça-feira, o Parlamento nigeriano prolongou por mais seis meses o estado de urgência em três Estados: Borno, Adamawa e Yobe. Ontem, o Exército do país anunciou o lançamento de uma campanha para recrutar voluntários para combater as ações dos extremistas islâmicos.

Nigéria descarta libertar presos islamitas em troca de adolescentes sequestradas

AFP – Agence France-Presse

12/05/2014 

O governo nigeriano descartou nesta segunda-feira liberar presos islamitas em troca da libertação das mais de 200 jovens sequestradas pelo Boko Haram, como exige o grupo islamita.

Ao ser questionado se o governo recusaria a proposta feita pelo líder do Boko Haram em um vídeo, o ministro do Interior, Abba Moro, respondeu à AFP: “Com certeza”.

Grupo extremista quer libertação de presos em troca de nigerianas

Em vídeo, líder do Boko Haram revelou que adolescentes foram convertidas ao islã

Grupo extremista quer libertação de presos em troca das jovens<br /><b>Crédito: </b> Boko Haram / AFP / CP
Grupo extremista quer libertação de presos em troca das jovens 
Crédito: Boko Haram / AFP / CP

grupo extremista Boko Haram divulgou nesta segunda-feira um novo vídeo em que alega que as adolescentes nigerianas sequestradas em abril foram convertidas ao islã e anuncia que as jovens serão libertadas com a troca de islamitas presos.

O líder do Boko Haram, Abubakar Shekau, fala durante 17 minutos no vídeo e mostra quase 130 adolescentes vestindo hijabs que cobrem todo o corpo, rezando ao ar livre em um local não identificado.  No total, 267 adolescentes foram sequestradas em 14 de abril em Chibok, no estado de Borno (nordeste da Nigéria), que tem uma importante comunidade cristã. De acordo com as autoridades, 223 jovens continuam desaparecidas.

Início da violência extremada

Em 2009, eclodiram confrontos entre a polícia e o Boko Haram em Maiduguri. Em uma grande operação, o Exército matou 700 pessoas e capturou Mohamed Yusuf, que depois foi executado. O movimento passou a agir na ilegalidade. Alguns de seus integrantes fugiram para o exterior. “É neste momento que eles são influenciados por um movimento jihadista internacional que os convence da inutilidade do protesto pacífico”, indica o pesquisador francês Marc-Antoine Pérouse de Montclos.

Os líderes do grupo, então, passaram a um nível superior. Não trata-se apenas de impor a lei islâmica na Nigéria, mas desestabilizar o Estado com uma estratégia terrorista de medo e pânico. Abubakar Shekau, que era o braço direito do líder executado, assumiu o comando. O que se seguiu foi uma escalada da violência contra escolas, igrejas, mesquitas e símbolos do Estado, deixando milhares de mortos. Entre os atos terroristas, está o ataque à sede da ONU que matou 23 pessoas na capital, Abuja, em agosto de 2011. Recentemente, dois ataques atingiram a cidade em menos de três semanas, causando 90 mortes.

Laços no exterior

De acordo com diplomatas, membros do Boko Haram foram treinados pela Al-Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI) no Norte do Mali entre 2012 e 2013. Washington também acredita que existam ligações entre as duas organizações. Além disso, a presença do Boko Haram em Níger, Chade e Camarões não é uma novidade. Mas as ações do Boko Haram, que nunca reivindicou sequestros de estrangeiros, permanecem bastante focadas na Nigéria. A única exceção foi o sequestro da família francesa Moulin-Fournier, em fevereiro de 2013. As vítimas foram libertadas dois meses depois. Em termos de financiamento, o Boko Haram recebe o apoio de fiéis nas mesquitas e organiza assaltos a bancos. Não há evidência de movimentações de recursos do exterior. 

Fonte: AFP

França envia especialistas à Nigéria para ajudar em caso de estudantes raptadas

Manifestação em Londres (9/5/14)  pede libertação de estudantes nigerianas.

Manifestação em Londres (9/5/14) pede libertação de estudantes nigerianas.REUTERS|Olivia Harris|FOTO

Uma missão de franceses especialistas em informações “humanas e técnicas” chegou neste sábado (10) à Nigéria, para participar das buscas de mais de 200 estudantes sequestradas pelos extremistas muçulmanos do grupo Boko Haram. A informação foi divulgada pelo Palácio do Eliseu, sede da presidência francesa.

Técnicos em observação e análise de imagens também fazem parte da missão, que poderá ser ampliada em caso de necessidade, informou a equipe do presidente François Hollande. “O envio de especialistas franceses nessas áreas responde ao apelo feito pelo presidente nigeriano, Goodluck Jonathan, em uma conversa telefônica, com o presidente da República, no último dia 7”, segundo o Eliseu.

O Boko Haram atacou uma escola de Chibok, no nordeste da Nigéria, no dia 14 de abril, e raptou 276 adolescentes, das quais 223 ainda continuam nas mãos dos extremistas, segundo a polícia nigeriana.

Mobilização

Após uma relativa indiferença inicial das autoridades e da comunidade internacional, a mobilização das famílias das meninas e a reivindicação na segunda-feira do chefe do Boko Haram, Abubakar Shekau, de que iria “vender” e “escravizar” as estudantes, conseguiram finalmente comover o mundo e suscitar a solidariedade internacional.

Especialistas americanos e britânicos já estão na Nigéria para ajudar nas buscas. A China ofereceu compartilhar informações de seus serviços secretos e satélites.

Diante das críticas de que a resposta do governo tem sido lenta, o exército nigeriano informou que duas divisões foram convocadas para o caso. Os soldados estão na região de fronteira perto de Chade, Camarões e Níger, para trabalhar com outras agências de segurança, disse o general Chris Olukolade, porta-voz da sede da Defesa.

A primeira-dama americana, Michelle Obama, é uma das principais personalidades envolvidas na campanha internacional que pede a volta das estudantes. Substituindo o presidente Barack Obama no pronunciamento semanal de rádio , Michelle declarou que está “indignada” com os sequestros.

Graça Machel, viúva de Nelson Mandela, também fez um apelo por um maior empenho do governo nigeriano e da comunidade internacional para libertar as jovens.

Malala diz que jovens raptadas são suas “irmãs”

NIGÉRIA

por AFP, traduzido por Susana SalvadorHoje

 
Malala publicou na conta do Twitter da sua organização o apelo "tragam as nossas meninas de volta"
Malala publicou na conta do Twitter da sua organização o apelo “tragam as nossas meninas de volta”

A jovem militante paquistanesa Malala Yousafzai, que sobreviveu a um ataque talibã, disse que as mais de 200 jovens raptadas de uma escola na Nigéria são como suas “irmãs”.

Em declarações à CNN, Malala disse que o grupo islamita Boko Haram, que raptou as jovens, não compreende o Islão e não estudou o Alcorão.

“Estão a fazer uma má utilização da palavra Islão, porque esqueceram que a palavra Islão significa paz”, afirmou a jovem paquistanesa.

“Quando soube que as raparigas tinham sido raptadas na Nigéria, fiquei triste e pensei que as minhas irmãs estão presas e que precisam que eu fale por elas”, acrescentou.

Hoje com 16 anos, Malala tornou-se numa celebridade mundial depois de ter sobrevivido a uma tentativa de assassinato em outubro de 2012.

Vencedora do prémio Sakharov para os direitos humanos, Malala disse que os atos do grupo Boko Haram são “aflitivos”.

“Como é que podem prender as suas próprias irmãs e tratá-las de uma maneira tão horrível”, afirmou, numa alusão às ameaças do grupo de tratar as jovens como escravas.

ONU instou o mundo para resposta “urgente”

por LusaHoje

 
População da aldeia de Chibok pediu a libertação das meninas
População da aldeia de Chibok pediu a libertação das meninasFotografia © REUTERS/Akintunde Akinleye

A ONU instou hoje a comunidade internacional para que dê uma resposta “urgente” ao sequestro de mais de 200 raparigas na Nigéria, perpetrado pela milícia Boko Haram a 14 de abril numa escola nigeriana do nordeste.

A Organização das Nações Unidas (ONU) sublinhou que o mundo tem “a responsabilidade de apoiar os pais, o povo e o Governo da Nigéria”, para que se possa “devolver com segurança as raparigas às suas casas”.

Numa mensagem conjunta da diretora executivo da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Hgcuka, e do responsável do Fundo para a População das Nações Unidas, Babatunde Osotimehin, a ONU acentuou que uma violação dos direitos dos menores nesta escala requer que “todo o mundo se insurja e se tomem medidas”.

“Estamos numa corrida contra o relógio e cada momento conta. Necessitamos que o Governo da Nigéria atue rápido e necessitamos do apoio do mundo”, refere-se no comunicado conjunto.

Duzentas e setenta e seis raparigas adolescentes foram raptadas a 14 de abril da escola que frequentavam em Chibok (nordeste), no estado de Borno. Segundo a polícia, 53 raparigas conseguiram fugir, mas 223 continuam sequestradas.

O sequestro foi reivindicado pela milícia radical islâmica Boko Haram.

As autoridades da Nigéria desconhecem o paradeiro das menores, numa altura em que surgem rumores sobre abusos por parte dos sequestradores.

Uma das meninas raptadas que logrou escapar aos sequestradores, que disse ter sido dada em casamento a um dos líderes da seita, relatou que as meninas mais jovens foram vítimas até 15 violações por dia.

“O mundo deve unir-se e fazer todos os esforços para libertar essas meninas e trazer os sequestradores à Justiça e, mais importante, fazer de tudo para impedir que isso aconteça novamente”, referiu a ONU.

Aqueles responsáveis da ONU lembraram que as crianças foram sequestradas no exercício do seu direito à educação. “As escolas são, e devem ser, lugares seguros, onde as crianças podem aprender e crescer em paz”, refere-se na mensagem, observando-se que tais ataques “não podem ser justificados por qualquer circunstância” e que não se pode “permitir que extremistas pisem esses direitos”.

Boko Haram, que significa “a educação não islâmica é um pecado”, luta para impor “Sharia” ou a lei islâmica na Nigéria, um país de maioria muçulmana no norte e no sul predominantemente cristão.

O líder do grupo extremista islâmico Boko Haram reivindicou hoje o sequestro de mais de 200 raparigas em abril no nordeste da Nigéria e disse que elas vão ser tratadas como “escravas”, “vendidas” e “casadas” à força. “Raptei as vossas raparigas. Vou vendê-las no mercado, por Alá”, afirmou Abubakar Shekau, num vídeo de 57 minutos obtido pela agência France Presse.

No dia do sequestro na escola, a milícia realizou um atentado em Abuja, onde 75 pessoas morreram e 216 ficaram feridas numa estação de autocarros. Na quinta-feira da semana passada, outra explosão provocou 19 mortos e 60 feridos.

Meninas raptadas serão “vendidas e casadas à força”

por LusaHoje

 
Meninas raptadas serão "vendidas e casadas à força"
Fotografia © Reuters

O líder do grupo extremista islâmico Boko Haram reivindicou hoje o sequestro de mais de 200 raparigas em abril, no nordeste da Nigéria, e disse que elas vão ser tratadas como “escravas”, “vendidas” e “casadas” à força.

“Raptei as vossas raparigas”, afirmou Abubakar Shekau, num vídeo de 57 minutos obtido pela agência France Presse.

Duzentas e setenta e seis raparigas adolescentes foram raptadas a 14 de abril da escola que frequentavam em Chibok (nordeste), no estado de Borno. Segundo a polícia, 53 raparigas conseguiram fugir, mas 223 continuam sequestradas.