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ONG publica nomes de crianças assassinadas em Gaza

A ofensiva israelense já deixou pelo menos 1,8 mil mortos, incluindo 430 crianças

As crianças são uma das principais vítimas do conflito em Gaza / Mahmud Hams/AFPAs crianças são uma das principais vítimas do conflito em GazaMahmud Hams/AFP

Os principais jornais britânicos publicaram, nesta quarta-feira, os nomes e as idades de 373 crianças que morreram na intervenção israelense em Gaza, em uma página inteira de publicidade comprada pela ONG Save The Children.

Com o título “Em memória das 373 crianças mortas em Gaza”, em referência ao número divulgado pela ONU de crianças mortas entre 8 de julho e 3 de agosto, a página de publicidade paga pela ONG foi publicada nos jornais Guardian, Times, Daily Telegraph e Independent.

“Ver o número de crianças, algumas delas com apenas alguns meses, escrito em branco sobre um fundo preto, nos aproxima da tragédia que abalou as crianças de Gaza”, afirmou Justin Forsyth, presidente da Save The Children. “A morte de uma criança já é muito, a de 373 é uma atrocidade que mancha a consciência do mundo”, completou.

“Ajude-nos a garantir que sejam as últimas”, escreve a ONG embaixo da lista dos nomes.

O anúncio também pede um “cessar-fogo permanente”.

De acordo com o balanço mais recente do ministério palestino da Saúde, a ofensiva israelense deixou 1.875 mortos, incluindo 430 crianças e adolescentes e 243 mulheres. No lado israelense morreram 64 soldados e três civis.

Veja fotos do drama infantil na Faixa de Gaza

 

 
 
 
 
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Milhares de famílias palestinas foram obrigadas a se refugiar em pátios de escolas

ONG dá “cartões vermelhos” para a Fifa e cobra mais ações sociais

Vinícius Lisboa – Repórter da Agência Brasil Edição: Andréa Quintiere

A organização não governamental (ONG) Rio de Paz fez hoje (21) um protesto na Praia de Copacabana em que deu “cartões vermelhos” para a Fifa, cobrando maior contrapartida social na Copa do Mundo. A ONG critica isenções de impostos dadas à entidade que representa o futebol internacional e afirma que o valor desses impostos não pagos chega a R$ 1 bilhão.

ONG Rio de Paz faz ato na Praia de Copacabana para cobrar da Fifa a intensificação de ações sociais (Tomaz Silva/Agência Brasil)

ONG Rio de Paz faz ato na Praia de Copacabana e cobra da Fifa mais ações sociaisTomaz Silva/Agência Brasil

“Queremos que ela pegue o dinheiro que pagaria de impostos e invista em quadras esportivas em escolas públicas, por exemplo, ou nas favelas brasileiras. Seria uma forma de dar um retorno ‘padrão Fifa’. A Fifa está manchando sua imagem perante o mundo inteiro”, disse o fundador da ONG, Antônio Carlos Costa.

ONG Rio de Paz faz ato na Praia de Copacabana. Segurando cartões vermelhos, os ativistas cobram da Fifa a intensificação de ações sociais (Tomaz Silva/Agência Brasil)

ONG Rio de Paz dá “cartão vermelho” para a Fifa e critica gastos públicos Tomaz Silva/Agência Brasil

Doze cartões vermelhos com 2 metros de altura foram posicionados na areia da praia, em frente ao Hotel Copacabana Palace, e cerca de 30 pessoas mostravam cartões menores no ato, que, segundo Costa, não é contra a Copa, mas contra o modo como ela foi realizada, com muitos gastos públicos. No protesto, cartazes comparavam os custos dos estádios e das estruturas com hospitais, escolas e o combate à miséria.

“Quem não está lucrando é a democracia brasileira. Na cabeça de milhões de pessoas, a democracia não está mais associada à justiça social e à distribuição de renda, mas associada à proteção dos poderosos. Quando o pobre olha isso, ele diz: ‘a democracia não serve mais para nós’. Isso é péssimo porque ela deveria ser um valor inegociável em toda a sociedade”, criticou.

O Departamento de Imprensa da Fifa respondeu que a entidade depende da renda de uma Copa do Mundo para manter seus projetos de desenvolvimento do futebol ao longo dos quatro anos entre uma Copa e outra e que muitas federações nacionais não conseguiriam se manter sem ajuda financeira. A Fifa também afirma que criou um fundo para o desenvolvimento do futebol no Brasil que terá o valor divulgado depois da Copa do Mundo, mas que, inicialmente, tem a aprovação de 20 milhões de dólares. Entre os 108 programas de desenvolvimento do futebol que apoia em todo o mundo, a Fifa informa que há 26 entidades brasileiras.

Sobre a isenção de impostos, a federação informa que “diz respeito primordialmente à importação de bens (isto é, uniformes para voluntários, frotas de automóveis e ônibus)” e afirma que paga impostos sobre a venda de ingressos e que tem suas subsidiárias tributadas. A federação também paga impostos à Suíça, onde fica sua sede.

Após denúncias de que havia mentido, ativista reconhecida mundialmente deixa fundação

DIÁRIO DA MANHÃ|ANDRÉIA PEREIRA

A ativista Somaly Mam, reconhecida em todo o mundo por sua luta contra a exploração sexual, renunciou ao cargo na própria fundação. O fato aconteceu após divulgações de documentos que indicam que a ativista teria mentido sobre o seu passado.

Uma investigação privada apontada que Somaly e mais outra ativista, Long Pross, teriam mentido sobre as suas histórias como forma de promover o próprio trabalho e arrecadar fundos. As informações são do jornal El País.

De acordo com informações do jornal, a ativista cambojana foi premiada, no ano de 1998, com o prêmio Príncipe de Astúrias de Cooperação Internacional. Além do prêmio, Somaly Mam foi eleita, em 2009, entre as cem pessoas mais influentes do mundo.

Em outras circunstâncias, a ativista já havia confirmado que mentia ou praticava sensacionalismo em alguns casos. O motivo, apontado por ela, seria conseguir arrecadações para a fundação. Somaly afirmou ter mentido até mesmo em um discurso que ela fez na ONU.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Entre as mentiras, que a ativista teria contado, está a de que a própria filha foi estuprada como forma de vingança pelo trabalho que a mãe desenvolvia, mas o ex-marido da ativista e pai da garota negou as informações. Segundo o homem, a garota teria fugido com o namorado.

Somaly também havia mentido sobre um suposto ataque do exército cambojano à sua fundação. No ataque, os soldados teriam matado oito mulheres.

De acordo com a publicação do El País, Somaly Mam conta, em sua autobiografia, que foi vítima de um homem desde sua infância. Ela teria sido criada junto com ele, mas, posteriormente, ainda garota, teria sido vendida para um homem que cometia abusos sexuais contra ela. 

A ativista ainda teria sido obrigada a se casar com um soldado. Ela começou a se prostituir e só conseguiu sair da prostituição após conhecer um francês, que acabou se casando com ela.

Com informações do jornal El País