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Dilma tem maior probabilidade de ser eleita, diz Delfim Netto

Estadão Conteúdo

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A reforma política é necessária, defende o economista

O ex-ministro da Fazenda Delfim Netto afirmou que a presidente Dilma Rousseff tem maior probabilidade de ser eleita em outubro, devido sobretudo ao que considera um reconhecimento por avanços de desenvolvimento nos últimos 11 anos.

“São 36 milhões de pessoas que saíram da miséria e 42 milhões que ingressaram na classe média. É um feito grande, pois foi puxado pelo crescimento com inclusão social, o que inclusive levou o Brasil à situação de pleno emprego.”

Para Delfim, o discurso da presidente na convenção nacional do PT, sábado, foi muito importante. “Foi um fato novo ela ter se referido ao fim do excesso da burocracia, que é um dos maiores fatores que limitam bem o crescimento do País”, disse. “E isso tem a ver com o inchaço da máquina administrativa. Ela deixou claro para o PT que corporativismo tem limites.”

Em sua avaliação, o “tricô” de ineficiências que envolvem o Estado também está relacionado à realidade da política partidária, que faz com que as relações entre o Poder Executivo e a base aliada tenham gerado 39 ministérios e secretarias.

“É claro que o número poderia ser bem menor que esse. O Ministério da Agricultura deveria estar concentrado em um só ministério forte e realizador, mas está dividido em quatro. Não faz sentido isso”, afirmou.

Segundo Delfim, a reforma política é necessária, mas pode ser mais simples do que se imagina. “Basta acabar com a reeleição e dar um mandato único de cinco ou seis anos para quem está no Executivo, do presidente ao prefeito”, disse.

“Isso eliminaria um monte de relações de apadrinhamento e troca de favores exageradas com possibilidade do segundo mandato”.

Ninguém tem lugar garantido no segundo turno, diz Aécio

Estadão Conteúdo

N/A

Aécio: ‘Eleição será decidida pela população’

O candidato à Presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves, disse nesta quarta-feira, em entrevista a Geraldo Freire, na rádio Jornal, no Recife, que “ninguém tem lugar garantido neste segundo turno”.

“A eleição será decidida pela população brasileira”, afirmou, ao se mostrar confiante quanto ao apoio do presidenciável do PSB, Eduardo Campos, na hipótese de vir a disputar o segundo turno com a presidente Dilma. “A partir do momento em que ele (Campos) vem para o campo oposicionista e passa a ter discurso de contestação ao que aí está, acredito que o eleitorado que votar nele é oposicionista, não é eleitor que vá votar no governo”. Sem querer criar atrito, destacou que o socialista terá “votação muito expressiva e é candidato forte para estar no segundo turno”. Neste caso, observou que também seria “natural” que o seu eleitorado optasse por Campos.

Dentro da sua estratégia de cativar o eleitorado nordestino – onde o PT é predominante -, Aécio reiterou que não somente vai manter, mas aperfeiçoar programas sociais como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida. Destacou que, como governador de Minas Gerais, gastou três vezes mais per capita no nordeste mineiro, região com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Estado. Entre suas propostas para o Nordeste brasileiro, disse que irá propor um projeto de irrigação para o semiárido. “O PT não fez um hectare novo de irrigação no semiárido”, criticou. “Hoje a expectativa de vida para quem vive no semiárido é de 58 anos; na área irrigada ultrapassa 70 anos”.

Em meio a ataques ao desempenho do PT no governo federal, o tucano também reafirmou seu plano de dar um choque de gestão na administração pública federal. “A corrupção, a ineficiência, a incapacidade de concluir obras vai acabar”. Aécio cumpre extensa agenda em Pernambuco, onde recebe título de cidadão recifense e participa de ato político do PSDB no município metropolitano de Jaboatão dos Guararapes, governado pelo tucano Elias Gomes.

“Maconha não é para todo mundo”, diz autor da proposta de regulação da droga

iG São Paulo

18/06/2014

Menos de duas semanas separaram o primeiro clique deapoio à proposta de regulação da maconha no Brasil do discurso do senador Cristóvam Buarque (PDT-DF), em plenária, sobre o desafio que lhe fora então delegado: o de ser relator de um dos mais polêmicos e controversos temas colocados em pauta por iniciativa popular. Levado ao Legislativo após ter reunido, em quatro dias, 20 mil assinaturas no portal e-Cidadania, o pleito que abarca uso recreativo e medicinal da erva tem como autor um nome desconhecido – mas que promete fazer história, já que consultores do Senado apontam para um futuro em que a erva será legalizada, mas sua produção, comércio, posse e consumo estariam sob controle e fiscalização do Estado.

“Maconha não é para todo mundo, e um dos maiores obstáculos para o uso medicinal é a resistência aos efeitos psicoativos dessa droga”, explica André Kiepper, o responsável pela evolução do debate. “Quero que a ciência evolua para que, quando eu precisar usar maconha por motivos de saúde, não precise viver os efeitos psicoativos que eu curtia aos 20 anos.”

Usuário recreativo na época em que ainda cursava publicidade na Universidade Federal do Espírito Santo, Kiepper é um capixaba de 33 anos com fala articulada e voz grave que passam a seu interlocutor a impressão de estar lidando com um homem de perfil puramente técnico, sem muito espaço para espontaneidades. A impressão, no entanto, é desfeita logo no primeiro contato pessoal. André traz no rosto uma barba algo esparsa, óculos com aros superiores metálicos e roupas casuais: trata-se de um jovem adulto como muitos outros do Leblon, onde divide um simpático, mas sintético, apartamento com o irmão mais velho.

Kiepper conta que passou a se dedicar com afinco às linhas legais que encerram a maconha a partir de uma prosaica experiência. Radicado no Rio há dez anos, chegou na cidademunido apenas do diploma e da vontade de crescer como profissional no que julgava ser o balneário das possibilidades. Diante da realidade árida do mercado, decidiu estudar para concurso público. Foram pelo menos vinte processos seletivos até ser chamado para o primeiro deles, no Detran-RJ. Kiepper ocupava, em 2009, um cargo administrativo que não preenchia suas expectativas financeiras e viu em bicos internos da Operação Lei Seca, recém-implementada, uma forma de engordar o holerite. “Eram R$ 100 por noite na rua”, lembra Kiepper. “Mas além do dinheiro, a Lei Seca me deu a possibilidade de ver como as pessoas respondiam a uma política de governo que controlava o uso de uma droga, sem proibí-la. Tratava-se de uma política de redução de danos nos moldes da dispensada à maconha em alguns países em que você não pode dirigir sob efeitos psicoativos”, explica.

O vocabulário específico e o conhecimento aprofundado foram lapidados aos poucos, graças ao binômio curiosidade e oportunidade. Em meados de 2012, Kiepper foi convocado para uma vaga para a qual havia aplicado anos antes, na Fundação Oswaldo Cruz. Ali, em uma das mais renomadas instituições de pesquisa em saúde pública do país, pôde estudar mais de perto as experiências bem-sucedidas de regulação da maconha e de outras drogas — o marco regulatório dos estados americanos para o uso medicinal da maconha é seu tema de mestrado na Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), da mesma Fiocruz. Kiepper enxerga no proibicionismo falta de informação, acredita que os usuários têm de ser ouvidos para uma política eficiente e defende, como muitos companheiros de ideologia, que trata-se de um assunto de saúde pública. “Isso muda completamente o paradigma da discussão”, avalia.

Sua colaboração para a entrada do Brasil na rota histórica de legalização da maconha vem de antes da noite em que digitou a proposta no portal do governo. Como estudioso, traduziu o projeto de lei do Uruguai, a lei do Colorado para uso recreativo e a de Nova York para uso medicinal — suas versões foram tanto distribuídas entre sites de cultura canábica, como Hempadão e SmokeBuddies, como protocoladas junto à Anvisa para que servissem de base para eventuais portarias ou decretos sobre o uso medicinal, já previsto desde 2006, mesmo ano em que o portador foi despenalizado no Brasil. “É ingenuidade crer que o modelo de regulação dos Estados Unidos ou da Europa vá funcionar no Brasil sem nenhuma adaptação. Mas isso não pode ser desculpa para não testarmos saídas. É visível que a política em vigor não está funcionando.”

Menos de seis meses depois de ter o nome divulgado e associado à proposta, Kiepper já é tratado como autoridade no que se refere à regulação da maconha: foi consultado por Jean Wyllys (PSOL-RJ) quando o deputado carioca elaborou projeto de lei pela produção e venda de maconha no país e palestrou há duas semanas na mostra A História da Cannabis: uma planta proibida, no Matilha Cultural, em São Paulo, em cartaz até 4 de julho. O novo tratamento, com todo o prestígio que o status de especialista encerra, não deixou de ser motivo de estranhamento na casa de seus pais, em Vitória. Médico e dentista aposentados, eles se surpreenderam ao ver o nome do filho associado à Cannabis nos jornais. “Meu pai me ligou e perguntou o que era esse negócio de maconha. Mas, após a repercussão da importância no tratamento em crianças com epilepsia, me ligou de novo e disse: ‘eu sabia que era remédio, pode continuar'”, diverte-se Kiepper.

Os 20 dias que separaram o primeiro clique de apoio à proposta e o discurso do relator Cristovam Buarque surpreenderam, mas não há celeridade que resista à burocracia de Brasília. Enquanto as melhores expectativas dão conta de que um parecer final seja emitido pelo Senado em apenas quatro anos, Kiepper parte para pesquisas de campo: o analista de gestão em saúde da Fiocruz foi aprovado em seleção para treinamento na Harm Reduction Coalition, em Nova York, onde passará duas semanas em julho. E, para a volta, promete mais traduções de propostas e projetos bem-sucedidos de regulação da maconha mundo afora.

 

POLÍTICA: BARBOSA CLASSIFICA COMO “BAIXARIA” INSULTOS CONTRA DILMA

Band News

Segunda-feira, 16 de junho de 2014 

O ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), comentou nesta segunda-feira, (16), os xingamentos contra a presidente Dilma Rousseff, no primeiro jogo da Seleção na Copa do Mundo, em São Paulo, na última quinta-feira, (12). 

Ao chegar para sua última sessão no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), já que vai se aposentar este mês, ele disse que os xingamentos foram “uma baixaria, um horror”. A própria presidente Dilma já comentou sobre o episódio e afirmou que não se deixaria abater.

A Copa é boa para o Brasil

Correio do Brasil|Direto da Redação|José Inácio Werneck

Winston Churchill dizia que a democracia é a pior forma de governo, com exceção de todas as outras. É exatamente o que se passa no Brasil.

Há a Copa do Mundo e há uma imensidão de protestos. Alguns legítimos, como os pedidos de mais verbas para educação e para saúde, outros claramente oportunistas, em que algumas categorias profissionais tentam tomar a população e serviços públicos essenciais como refêns, se não forem atendidas em suas reivindicações.

Mas tudo é bem melhor do que voltarmos aos tempos da ditadura militar.

Há aliás um erro na expressão ditadura militar. Não era só militar.

Aqueles eram tempos excludentes, em que os militares e uma boa parcela de civis que com eles concordavam vendiam a mentira de que era preciso fazer o bolo (isto é, a riqueza) crescer, antes de dividi-lo.

Tal exclusão levou apenas a uma desigualdade econômica e social cada vez maior (além de ótimas sinecuras para os militares), até que um dia não foi mais possível continuar a governar apenas em benefício da parcela mais abonada da população – e a democracia foi restaurada.

Democraca que, como dizia Winston Churchill, etc. etc…..

A verdade é que a riqueza nacional só cresce quando toda a população é incluída, porque aí toda a população tem interesse em levar o processo adiante.

Ela tem “skin in the game”, aforisma criado pelo super capitalista Warren Buffett para dizer que uma pessoa (ou uma classe) também está investida no processo.

É aí que é necessário separar os protestos autênticos – isto é, de categorias com pedidos legítimos de melhoria de condições de trabalho ou de remuneração – das meras explorações para fins políticos.

Entre as últimas, cito uma que recebi há pouco na Internet, em que um cidadão, vestido com uma camiseta em termos vulgares, expressa-se em termos mais vulgares ainda para pedir ao povo que compareça aos estádios, vire-se de costas na hora da execução do Hino Nacional e exiba então outra camiseta os dizeres “Fora Dilma”.

Uma besteira, porque quem está protestando contra o custo da Copa não vai comprar ingresso só para participar de um ato de evidente finalidade eleitoral.

Será possível dizer que interesses econômicos sempre investiriam dinheiro em contratar gente para esta finalidade.

É sua forma de ter “skin in the game”.

Por isto é importante continuar com a democracia, para que a inclusão econômica e social prossiga no Brasil.

Para tanto, ao fim e ao cabo, pela razão mesma de que o Brasil vive uma democracia, é que a Copa – sejamos ou não campeões – é boa para o Brasil.

José Inácio Werneck, jornalista e escritor, trabalhou no Jornal do Brasil e na BBC, em Londres. Colaborou com jornais brasileiros e estrangeiros. Cobriu Jogos Olímpicos e Copas do Mundo no exterior. Foi locutor, comentarista, colunista e supervisor da ESPN Internacional e ESPN do Brasil. Colabora com a Gazeta Esportiva. Escreveu “Com Esperança no Coração” sobre emigrantes brasileiros nos EUA e “Sabor de Mar”. É intérprete judicial no Connecticut, EUA, onde vive.

Área de Direitos Humanos vê manifestações ‘aquém das expectativas’

A ministra comentou a manifestação em São Paulo: "Um grupo pequeno de manifestantes quis impedir a principal via de acesso à Arena Corinthians

A ministra comentou a manifestação em São Paulo: “Um grupo pequeno de manifestantes quis impedir a principal via de acesso à Arena Corinthians

A ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Ideli Salvatti, avaliou nesta sexta-feira, que as manifestações na abertura da Copa do Mundo “ficaram muito aquém de qualquer expectativa”. A ministra também afirmou que a secretaria vai acompanhar excessos das forças de segurança e de manifestantes na Copa do Mundo. “Posso estar muito equivocada, mas o número de manifestantes, somando todas as cidades-sede, não ultrapassou a cifra de 4 mil pessoas. Acho até que 4 mil é mais do que realmente aconteceu, em face dos milhões de brasileiros e de turistas que estavam comemorando e participando desse evento”, comparou Ideli.

A ministra comentou a manifestação em São Paulo: “Um grupo pequeno de manifestantes quis impedir a principal via de acesso à Arena Corinthians. O direito de se manifestar não pode se contrapor ao direito das pessoas irem ao evento”.

A ministra afirmou também que a orientação das forças de segurança é lidar com as manifestaçõesdentro da legalidade e mencionou um episódio flagrado pela imprensa em que um manifestante, depois de imobilizado, foi atingido com spray de pimenta no rosto. “Nossa ouvidoria já tomou providências para aquele caso. Vamos tomar as providências que estão ao alcance do governo federal para que [o episódio] não se reproduza”.

Ideli considerou a Copa do Mundo “um treino” para deixar um legado de melhor atuação de forças de segurança em momentos de conflitos de direitos: “Esse é para nós um treino, uma oportunidade para que a Copa possa fazer com que as forças policiais atuem dentro da legalidade, dentro do que o país estabelece como direito de todos nós”.

Sobre as denúncias de que estaria ocorrendo uma retirada compulsória da população de rua de áreas turísticas do Rio de Janeiro e de outras cidades-sede, como uma tentativa de higienização, Ideli comentou: “Eu não posso dizer que isso não esteja acontecendo, mas estamos mobilizados para impedir que aconteça”.

Ao lado de Gary Stahl, representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Ideli destacou medidas do governo federal para combater a exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil, como classificar o crime como hediondo, impedir a entrada de pessoas envolvidas em crimes sexuais no país e aumentar em 30% o número de atendentes do Disque 100, que recebe denúncias a violações dos direitos humanos. Gary destacou também que é preciso desnaturalizar o trabalho infantil na cultura brasileira.

– O que precisa é uma mudança cultural. Não pode ser que as pessoas vejam as crianças trabalhando nas ruas, no horário da aula, e não façam nada. Isso ainda é muito enraizado  disse Gary, que informou que o trabalho infantil foi a violação mais constatada contra crianças e adolescentes na Copa das Confederações e no carnaval deste ano.

10 mentiras sobre o SUS que não tiveram coragem ou isenção de interesses para contar pra você

DIÁRIO DA MANHÃ|MARELO CAIXETA

1) Não falta dinheiro no SUS. Dou um exemplo simples : trabalho em um hospital filantrópico onde há 4 médicos que ganham uma média de 1.500 reais por mês. No SUS poderiam ganhar até 7 mil reais, mas não trocam um pelo outro. No SUS não são respeitados enquanto profissionais, no SUS não têm meios de fazerem uma medicina limpa e de qualidade. 

2) Eles não vão para o SUS porque neste há uma filosofia básica : o médico não pode “dominar”. O “socialismo” (“todos iguais”) impede que um “seja mais que o outro”. O “socialismo” (“ninguém pode ser mais que o outro”) tem interesse em destruir todo tipo de iniciativa individual, todo tipo de “iniciativa privada”. 

3) O SUS tem interesse em destruir o médico, entre outras coisas porque é dos poucos profissionais que têm oportunidades fora do governo. Para o governo é muito importante que toda a classe média se transforme em funcionários públicos, pois é assim que ela “compra a classe média” e a transforma em curral-eleitoral. 

4) Por causa do ítem 3, há mais um motivo para destruir a Medicina fora do governo: fazer com que o médico não tenha outra saída a não ser ir trabalhar para o governo. Ultimamente, por exemplo, criou leis que obrigam os estudantes de Medicina e médicos recém-formados a trabalharem para o governo. 

5) Medicina é uma atividade humana científica muito complexa. É impossível fazê-la sem um médico. Por causa do que já foi exposto acima, é isto que o SUS tenta fazer. Por exemplo, contrata profissionais de saúde não médicos para fazer o serviço do médico, sejam brasileiros, sejam cubanos (formados em cursos técnicos de Medicina). Para isso utiliza-se inclusive de trabalho semiescravo, profissionais de saúde cubanos cujo salário de 9 mil fica com Cuba e só 1 mil com eles. Um dos efeitos colaterais do comunismo são os baixos salários: com a abolição da iniciativa privada não há interesse em melhorar a produtividade. Há estagnação. Para resolver a estagnação, uma das soluções é a escravidão (quando Stálin, por exemplo, destruiu o sistema agrícola da URSS, teve de escravizar a população e obrigá-la a trabalhar nos campos sob a mira dos fuzis). 

6) O SUS não é um sistema de saúde, é um sistema político. Seu objetivo não é o atendimento médico das pessoas, é o assistencialismo que visa o “domínio socialista” (estatizante) sobre uma população e a destruição da iniciativa privada (“capitalismo”) no âmbito médico-hospitalar.

7) Dizendo-se “socialista”, diz que sua estratégia de base é a “Medicina simples”, “Medicina de família”, “Medicina de bairros”, etc. Mas esta estratégia é completamente ineficiente, não há hospitais, laboratórios, médicos especialistas. A medicina é uma atividade muito complexa do ponto de vista científico, e não dá para fazê-la de pés descalços. De um lado, o governo federal tenta acabar com os hospitais , ou precarizá-los (vide ótima reportagem emhttp://g1.globo.com/fantastico/noticia/2014/05/fantastico-percorre-hospitais-do-brasil-e-encontra-uti-sem-medicos.html). Com esta política atual perde-se uma média de 15 leitos do SUS por dia. No entanto, por outro lado, governos estaduais e municipais cada vez tem a noção mais clara de que precisam investir em Medicina hospitalar. Nenhum governo coloca isto às claras, pois isto seria dar o braço à torcer para o “capitalismo”, para a “iniciativa privada”, pois só estes dão conta da complexidade hospitalar da Medicina. Governos estaduais e municipais, no Brasil todo, estão “complementando” as tabelas hospitalares do SUS, mas nenhum político, nenhum governo, tem a coragem de dizer que “o paradigma de médicos pés descalços” não deu certo como estratégia de saúde pública, e que agora estão investindo mesmo é em medicina hospitalar , especializada, tecnológica. 

8 ) O SUS mal acostuma a população a achar que o atendimento médico-hospitalar é algo que tem de ser gratuito. Isto tem o efeito de abaixar preços de consultas e de hospitalizações, tornando cada vez mais raro o médico que atende bem no consultório e na enfermaria. Todos os médicos estão fugindo do trabalho clínico, ora querem virar funcionário público, ora querem fazer exames, cirurgias, procedimentos, ou, os que sobram para a “boa medicina clínica” (ambulatorial ou hospitalar) tendem a arrancar o couro dos pacientes (cobram alto por um trabalho de qualidade, que não existe em outro lugar, seja no governo seja nos convênios). 

9 ) O SUS gratuito “contamina” também a iniciativa privada, abaixando preços de consultas e diárias nos planos de saúde. No âmbito dos planos de saúde os médicos trabalham mal, geralmente só ficam neles os médicos de má qualidade. Esta má qualidade faz com que serviços de consultórios “não prestem”, serviços hospitalares em enfermariaapartamentos não prestem, aí recorre-se cada vez mais às UTIs, que viraram a “tentativa de panaceia universal”. Mas tal precarização já atinge também as UTIs, há unidades destas que funcionam até sem médicos (vide reportagem acima). Então, para “resolver o problema da saúde”, criarão a Super-UTI, ou então (vide reportagem da última revista Época), as famílias terão de vender tudo para pagar atendimentos de qualidade, mas caríssimos (inflação do mercado por causa de sua destruição, causada pelo governo). 

10 ) A deterioração que o governo SUS promovem na Medicina é tanta que o Brasil é o único país no mundo onde a Medicina de Urgência e UTI é feita pelos profissionais mais inadequados (nos países desenvolvidos, são os mais capacitados), ou seja, os que ganham pior, os recém-formados, os já velhos, cansados, desatualizados, cubanos, doentes, sem-formação, sem especialização. Isto faz com que a qualidade de atendimento médico de urgência e UTIs sejam ainda piores do que a média da Medicina geral, redundando em numerosas mortes. 

As mazelas do SUS, em suma, nada mais refletem do que a excessiva ingerência governamental em uma área da sociedade civil; como em todas as áreas, Economia inclusive, o resultado é este aí: falência e caos. 

(Marcelo Caixeta, médico)

Nota: O Blog Interativo não concorda, necessariamente, com estas opiniões, e com outras esposadas e assinadas por seus autores, e publicadas em vários órgão de imprensa

Papa fala em “tragédia incomensurável” do Holocausto

Em Israel, Francisco visitou memorial dedicado às vítimas do nazismo

Em Israel, Francisco visitou memorial dedicado às vítimas do nazismo 
Crédito: Menahem Kahana / AFP / CP

O Papa Francisco denunciou nesta segunda-feira a “tragédia incomensurável” do Holocausto durante uma visita ao Memorial Yad Vashem, dedicado às vítimas do extermínio de seis milhões de judeus cometido pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.

Como em uma oração, cercado pelas enormes pedras do imponente monumento, o pontífice pediu com um tom emocionado: “Senhor, nosso Deus, salve-nos desta monstruosidade”. “Recorde-se de nós em tua misericórdia. Damos graça por nos envergonhamos do que, como homens, fomos capazes de fazer, por noFs envergonhamos desta máxima idolatria, de termos desprezado e destruído nossa carne, esta carne que tu modelaste do barro, que tu vivificaste com teu sopro de vida”, clamou.

O Papa acendeu a chama do monumento e saudou alguns sobreviventes. Nesse domingo, o Papa fez um apelo contra qualquer tipo de discriminação. “Que não exista espaço para antissemitismo, em qualquer de suas formas, nem para manifestações de hostilidade, discriminação ou intolerância com pessoas ou povos”, disse o líder da Igreja Católica em seu primeiro discurso para as autoridades de Israel. A declaração foi bem recebida em Israel, segundo a imprensa local.

Fonte: AFP

 

‘Meirelles-Aécio seria devastador para Dilma’

Para a colunista Eliane Cantanhêde, Henrique Meirelles seria um vice fantástico para o presidenciável tucano, Aécio Neves, porque atinge o coração da campanha petista. “Maestro da política econômica na época da euforia com Lula, ele é um contraponto desconfortável para a era Dilma, que se debate com crescimento baixo, inflação alta, dúvidas e mau humor”, diz. Segundo ela, Meirelles seria um troféu da dissidência que já ronda a candidatura petista e poderia puxar a fila de outros partidos. “Por isso, Lulinha ex-paz e amor vai com tudo para segurar Meirelles e também Kassab”.

Fonte: Brasil247

“Adriano precisa de ajuda para que ainda tenha algum tempo de futebol”, diz Tite

DIÁRIO DA MANHÃ|DANIELLY SODRÉ

Tite, o ex-técnico do Corinthians disse em entrevista ao Programa “Bola da Vez” que tentou de tudo para recuperar o jogador Adriano antes de sua saída do clube, em 2012. “Enquanto ele não se ajudar e se conscientizar, vai acontecer o que aconteceu no Atlético Paranaense. Tomara que ele me ouça e saiba que quero o bem dele. Eu queria de alguma forma tê-lo conscientizado, mas algumas coisas fogem da minha área. Ele precisa de ajuda para que ainda tenha algum tempo de futebol”.

O Imperador fez quatro partidas pelo Corinthians entre 2011 e 2012, quando foi dispensado por se mostrar desinteressado com a própria carreira. Se lesionou durante o primeiro ano e só retornou no fim do Brasileirão, quando apareceu para ser decisivo na conquista para o Timão. 

Foto:Divulgação

Foto:Divulgação

 

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