Arquivo da tag: OPOSIÇÃO

Irã: aiatolá se opõe a intervenção dos EUA no Iraque

22/06/2014 

Teerã, 22 – O líder máximo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, disse neste domingo ser contra uma intervenção dos Estados Unidos no vizinho Iraque, onde extremistas islâmicos e militantes sunitas que se opõem ao governo em Teerã tomaram o controle de uma série de vilarejos e cidades, informou a agência de notícias oficial iraniana Irna.

“Nós nos opomos fortemente à intervenção dos EUA e de outros nos assuntos internos do Iraque”, disse Khamenei, na primeira reação à crise no país vizinho, de acordo com a agência. “A principal disputa no Iraque é entre aqueles que querem que o Iraque se junte ao lado dos EUA e aqueles que buscam um Iraque independente”, afirmou Khamenei, que tem a palavra final sobre as políticas do governo. “Os EUA têm como objetivo levar os seus próprios seguidores cegos ao poder, já que não estão felizes com o atual governo do Iraque.”

Khamenei disse que o governo do Iraque e seu povo, com a ajuda dos principais clérigos, seria capaz de acabar com a “sedição” lá mesmo, argumentando que os extremistas são hostis tanto aos xiitas como aos sunitas.

Mais cedo, o presidente do Irã, Hassan Rouhani, disse que alguns países “alimentam terroristas com seus petrodólares”, em uma referência velada aos Estados Árabes do Golfo, e advertiu que esse apoio irá voltar para assombrá-los. “Tenha certeza, amanhã será a sua vez. Os terroristas bárbaros irão atrás dos apoiadores do terrorismo no futuro”, afirmou Rouhani.

O Irã xiita apoia o governo liderado por xiitas em Bagdá e disse que irá avaliar qualquer pedido de ajuda militar.

 
Fonte: Associated Press.

Renamo anuncia Afonso Dhlakama como candidato

ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS EM MOÇAMBIQUE

por Lusa, texto publicado por Paula MouratoHoje

Fotografia © Natacha Cardoso
Afonso Dhlakama

O secretário-geral da Renamo, principal partido da oposição em Moçambique, Manuel Bissopo, anunciou hoje que o líder do movimento, Afonso Dhlakama, será o candidato presidencial da organização às eleições gerais de 15 de outubro próximo.

Afonso Dhlakama reapareceu em público há cerca de duas semanas, na Serra da Gorongosa, centro do país, para se recensear com vista às eleições gerais (presidenciais, legislativas e assembleias), alguns meses após ter-se refugiado em local incerto, na sequência do ataque do exército, em outubro do ano passado, ao acampamento em que vivia em Sadjunjira, também no centro do país.

“Mesmo que o presidente Dhlakama não consiga sair para circulação, de forma a exercer a atividade política por motivos de segurança, vai candidatar-se”, afirmou hoje o secretário-geral da Renamo (Resistência Nacional Moçambique) durante uma reunião de quadros do partido na cidade de Quelimane, capital da província da Zambézia, centro do país.

Na entrevista que concedeu aos jornalistas em Gorongosa, após recensear-se, Afonso Dhlakama afirmou que a decisão de se candidatar às eleições gerais de 15 de outubro está dependente da decisão do partido.

A Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder, elegeu Filipe Nyusi, como seu candidato presidencial, e o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), a terceira maior força política no país, escolheu Daviz Simango, presidente do partido, para a corrida à Ponta Vermelha, a residência oficial do chefe de Estado moçambicano.

Após se recensear, cercado por membros da sua segurança, Afonso Dhlakama voltou para o local onde está refugiado, caminhando pela mata cerrada da Serra da Gorongosa.

O assalto do exército ao acampamento em que vivia Afonso Dhlakama aconteceu no contexto dos confrontos com os homens armados da Renamo, na sequência da crise política e militar em Moçambique, a pior desde a assinatura do Acordo Geral de Paz.

Colômbia: vídeo comprometedor sobre candidato opositor surge no final da campanha

AFP – Agence France-Presse

18/05/2014 

O encerramento da campanha presidencial na Colômbia foi marcado neste domingo pela divulgação de um vídeo comprometedor com o candidato opositor Óscar Iván Zuluaga, que teria recebido informação confidencial de um ‘hacker’ identificado como Andrés Sepúlveda, recentemente detido por interceptar comunicações das negociações de paz em Cuba.

Divulgado pela revista Semana no momento em que os candidatos encerram sua campanha para as eleições de 25 de maio, o vídeo mostra Zuluaga – afilhado político do ex-presidente Álvaro Uribe – sentado ao lado de um homem que aparece de costas, identificado como Sepúlveda, que lhe fala sobre informação de inteligência militar e “monitoramento de comunicações”.

“O que estamos mostrando? Informação de inteligência (…) Isto é só um exemplo: é a ficha da vida de quem está negociando em Havana”, diz o ‘hacker’ a Zuluaga.

“Todos os prontuários?” – pergunta Zuluaga, que recebe a resposta afirmativa de Sepúlveda, que depois explica ao candidato que obteve a informação de fontes como o “Comando Sul” americano e do “monitoramento de comunicações” das Farc.

Na conversa gravada por uma câmera oculta, Zuluaga pergunta a Sepúlveda: “Andrés, que golpe nos vão dar (o presidente e candidato à reeleição Juan Manuel) Santos como sua tábua de salvação até 25” de maio?

Sepúlveda está detido desde o dia 6 de maio sob a acusação de ter interceptado e-mails de Santos e dos negociadores em Havana para conturbar o processo de paz que se desenvolve na capital cubana desde novembro de 2012 entre o governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.

Após a prisão de Sepúlveda, Zuluaga – candidato do partido Centro Democrático- admitiu que o detido prestava serviços de informática para sua campanha, mas negou o conhecimento de “qualquer atividade ilegal”.

Uribe afirmou neste domingo que o vídeo é uma “montagem” realizada por gente ligada a Santos.

No sábado, Zuluaga criticou o acordo sobre o tema das drogas obtido um dia antes entre o Executivo e a guerrilha das Farc em Havana.

“Não estou de acordo com a discussão de nossa política antidrogas com o principal cartel de drogas do mundo (Farc). Um Estado legítimo e democrático não discute sua política de combate às drogas”.

Uma pesquisa divulgada na quinta-feira passada sobre as eleições de 25 de maio revela uma estreita vantagem de Santos sobre Zuluaga, que subiu 16 pontos desde janeiro.

Santos mantém 27,7% da preferência do eleitorado, enquanto Zuluaga chegou a 23,9%, segundo o instituto Cifras y Conceptos.

Governo são-tomense acusa ADI de apelo à violência

Manuel Pinto da Costa, Presidente da República Democrática de São Tomé e Príncipe

Manuel Pinto da Costa, Presidente da República Democrática de São Tomé e Príncipe
RFI

As eleições autárquicas, regionais e legislativas terão lugar entre 22 de Setembro e 14 de outubro como previsto pela Constitução, anunciou hoje (6/05) o presidente da Assembleia Nacional, Alcino Pinto, no mesmo dia em que o Presidente Manuel Pinto da Costa iniciou um ciclo de consultas no intuito de encontrar uma data consensual.

O governo são-tomense acusou de irresponsabilidade Levy Nazaré, secretário geral do partido Aliança Democrática Independente – ADI – na oposição, que na última sessão parlamentar instou o governo a realizar eleições este ano, um compromisso assumido com o povo, que deve ser assumido “nem que para isso venha a custar a vida a alguns“, declarações que segundo o governo pressupoem ameaças veladas quando o país caminha para eleições.

Com efeito, depois de ontem (5/05) o presidente da Comissão Eleitoral Nacional, Victor Manuel Correia, garantiu que estão criadas as condições para a realização do escrutínio, tendo remetido ao governo um orçamento de cerca de um milhão de euros para tal, já esta terça-feira (6/05) o presidente do parlamento Alcino Pinto avançou o período entre 22 de Setembro e 14 de Outubro para a sua realização, em conformidade com a Lei Eleitoral, no mesmo dia em que se avistou com o Presidente Manuel Pinto da Costa, que se encontrou igualmente com o Primeiro Ministro Gabriel Costa, no inicio de uma série de consultas, no intuito de conseguir consensos, para a marcação da data exacta das eleições legislativas, regionais e autárquicas.

No final da audiência o Primeiro Ministro pediu ajuda à comunidade internacional, alegando que o país não tem capacidade para financiar todo o processo eleitoral, e condenou as declarações “irresponsáveis do secretário-geral da ADI, que quer lançar o país a ferro e fogo, só porque está ávido do poder“.

Por sua vez Levy Nazaré considera que houve uma má interpretação dos seus propósitos, mas reitera que o que quis dizer foi “não vamos deisitir de defender o povo de São Tomé e Príncipe, de defender o nosso país, nem que para isso custe a nossa própria vida“. 

Hélia Fernandes, correspondente em São Tomé e Príncipe 
More
 06/05/2014

Ainda com as eleições em pano de fundo, Jorge Amado, presidente do MLSTP/PSD, o principal partido da coligação que sustenta o governo, anunciou que por proposta sua, apoiada pelas instâncias superiores do partido, o seu vice-presidente Osvaldo Vaz, será candidato a Primeiro Ministro.

O economista Osvaldo Vaz, representa na capital são-tomense a petrolífera estatal angolana Sonangol, e a sua candidatura deverá agora ser formalmente ratificada na próxima reunbião do Conselho Nacional do MLSTP/PSD.

Oposição portuguesa confronta Governo com novas perdas de rendimento

por Lusa, texto publicado por Paula MouratoHoje

 
Oposição confronta Governo com novas perdas de rendimento
Fotografia © Vítor Rios/Globalimages

A oposição acusou hoje o Governo de “devolver com uma mão e retirar com as duas” defendendo que na prática não vai ocorrer qualquer reposição de rendimentos com as medidas previstas no Documento de Estratégia Orçamental.

Considerando que o documento apresentado pelo Governo “confirma o embuste da saída da `troika”” e consiste “numa declaração de guerra aos portugueses”, o deputado do PCP Paulo Sá defendeu que “não há qualquer reposição gradual de rendimentos” e que o Governo “fala em devolver com uma mão mas na verdade retira com as duas”.

“O que há é novos cortes nos salários que deviam agora ser devolvidos. E a esses cortes há outras medidas de perda de rendimento, aumento das contribuições para a previdência social, aumento da contribuição para a ADSE, redução ou mesmo eliminação dos suplementos remuneratórios e alterações à tabela remuneratória única”, disse o deputado, na abertura de um debate de atualidade, no Parlamento.

Pelo Governo, a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque afirmou que os níveis remuneratórios “serão gradualmente repostos de forma compatível com a manutenção dos objetivos orçamentais”.

“A existência de contas sustentadas impõe que a reposição seja sustentada. Não há novos cortes sobre salários e pensões”, defendeu Maria Luís Albuquerque.

Para o deputado do PS João Galamba, o Governo demonstrou, com o DEO e com “sucessivas declarações” um “espetáculo degradante, de falta de credibilidade, engano e desorientação”.

“Não diga que vai devolver porque há um enorme buraco negro que se chama tabela remuneratória única”, afirmou.

Pelo BE, o deputado Pedro Filipe Soares acusou o Governo de “mentir ao país”, defendendo que “as medidas de facto incidem sobre salários, pensões e mais impostos”.

“Se se taxasse a mentira do Governo nem precisava de aumentar o IVA”, ironizou.