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Dilma: a Copa está dando goleada nos pessimistas

A presidente Dilma Rousseff comemorou neste sábado o andamento da Copa do Mundo, organizada pelo Brasil neste ano. Em discurso durante convenção que a confirmou como candidata do PT à reeleição, a presidente adotou um tom assertivo aos defensores do movimento “Não vai ter Copa”.

“A Copa está dando uma goleada descomunal nos pessimistas. Naqueles que diziam que ela não ocorreria, naqueles que falaram que no Brasil, não teria Copa”, disse a presidente. “A nossa força está no fato de que sonhamos e queremos mais.”

A associação ao Mundial foi feita pelos oradores petistas presentes no evento. O presidente da legenda, Rui Falcão, foi mais específico no episódio no qual Dilma foi hostilizada pela torcida presente na Arena Corinthians durante a abertura da Copa.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a dizer que os xingamentos o motivaram a trabalhar mais pela reeleição de Dilma. “Vamos enfrentar nossos adversários”, prometeu. Sem mencionar “a elite”, Lula afirmou que as ofensas partiram de pessoas com educação formal. “Ali a impressão que agente tinha era de que todos tinham passado pela escola”, disse, acrescentando que “pobre sabe que quando a gente vem na casa da gente, a gente tem de tratar com respeito.”

Sobre os estádios, Lula brincou que a eliminação precoce da Inglaterra no mundial se deveu à qualidade das arenas. “A Inglaterra não estava acostumada a jogar em estádios tão bons”, disse à militância petista. 

Fonte: Terra

Manifestantes organizam protestos para abertura da Copa

DIÁRIO DA MANHÃ|TALLITA GUIMARÃES

Diversos protestos estão marcados para esta quinta-feira (12), na Arena Corinthians, durante a abertura da Copa do Mundo. Grupos como Contra Copa 2014, Território Livre, Não Vai ter Copa e Fórum Popular de Saúde comunicaram o ato no dia 12 de junho.

Um dos protestos está marcado próximo ao metrô Carrão, com destino ao Itaquerão. Oito mil pessoas confirmaram presença. O objetivo é tentar bloquear a Radial Leste, para atrapalhar o trânsito.

Pelo Facebook, manifestantes se mobilizam também no Rio de Janeiro, Salvador, Cuiabá e Brasília.

(Com informações MSN)

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

 

Ronaldo responde a manifestantes: minha vergonha é política

O ex-jogador Ronaldo respondeu as críticas que sofreu na tarde desta quinta-feira, em frente à sede da 9ine, agência que ele é dono, na zona Oeste de São Paulo. Cerca de 30 pessoas do movimento Juntos! manifestaram contra suas recentes declarações sobre hospitais e protestos durante a Copa do Mundo. Durante a ação, manifestantes gritavam: “ô Ronaldo, preste atenção, povo não quer estádio, quer saúde e educação”.

Através do Facebook, o ex-jogador respondeu na mesma moeda: “ôô galera, presta atenção! Eu pago meus impostos por saúde e educação! Ôô galera, se liga então! Não é na minha agência que rola corrupção!”.

Ronaldo disse que levou a situação na esportiva e tentou explicar o porque de ter falado para “baixar o cacete” durante os protestos. “Quando falei em ‘baixar o cacete’, deixei bem claro que me referia aos vândalos, que se aproveitam da boa intenção das manifestações pacíficas para saquear estabelecimentos e depredar patrimônio público”.

O ex-jogador também deixou clara sua insatisfação com a política do País. “A minha vergonha é política. Única e exclusivamente. Fora de campo, que fique claro, de uma vez por todas: os meus anseios, como brasileiro, são os mesmos de vocês. Pago altos impostos e pouco desfruto do que é público”, e ainda completou: “ô galera! Preste atenção! Na Copa eu torço, manifesto na eleição!”.

Confira na íntegra a resposta de Ronaldo:

Ôô galera, presta atenção! Eu pago meus impostos por saúde e educação! Ôô galera, se liga então! Não é na minha agência que rola corrupção! Ôo galera, qual a intenção? Ninguém aqui é contra a sua manifestação!

Levei na esportiva a baderna que alguns manifestantes do coletivo “Juntos!” fizeram hoje na porta da 9ine WPP. Porque não é possível que alguém esteja realmente levando isso a sério, é? Acho lamentável o tempo e a energia desperdiçados. Não é aqui, onde há vários funcionários trabalhando, nem de mim, que vocês devem cobrar nada. Eu não sou político, sou cidadão comum! Minha honestidade não é vulnerável, nem está à venda. E estou tão insatisfeito quanto vocês!

Quando falei em “baixar o cacete”, deixei bem claro que me referia aos VÂNDALOS, que se aproveitam da boa intenção das manifestações pacíficas para saquear estabelecimentos e depredar patrimônio público. Alguém em sã consciência apoia esse tipo de comportamento?

Estamos às vésperas de sediar o maior evento midiático do planeta, com 32 bilhões de espectadores em audiência acumulada no total de jogos. A Copa do Mundo, para mim e para tantos, sempre foi um sonho. Infelizmente, não pude desfrutar do prazer de jogá-la em casa, mas nunca imaginei que trabalhar voluntariamente para recebê-la aqui pudesse me render tantos desafetos.

1° – Ninguém merece ser insultado por qualquer opinião – seja ela boa ou ruim – a respeito da Copa. Visões distintas não justificam agressões. Quem quer curtir tem o direito de curtir sem culpa, sem pressão, sem imposição.

2° – “Não faz sentido achar que festa de aniversário é hora adequada para mamãe e papai discutirem a relação. Poderemos debater nossos problemas com a profundidade e a urgência que eles merecem quando as visitas forem embora. A Copa não é do governo, a Copa é nossa.” (Nizan Guanaes)

A minha vergonha é política. Única e exclusivamente. Mas o que entra em campo no dia 12 de junho é o nosso futebol. É o futebol do mundo. É a miscigenação. É a riqueza cultural. É o esporte pela paz, pela ciência, pela sustentabilidade e pelo respeito à diversidade étnica. É a nossa seleção – a mais vezes campeã – rumo ao Hexa!

Fora de campo, que fique claro, de uma vez por todas: os meus anseios, como brasileiro, são os mesmos de vocês. Toda a infra-estrutura de que o Brasil carece interfere diretamente na minha qualidade de vida. Não sou alheio ou indiferente aos nossos problemas sociais. Para pobres e ricos, a honestidade custa caro por aqui. Pago altos impostos e pouco desfruto do que é público. Sem saúde, educação, transporte e segurança de qualidade, sou obrigado a recorrer aos serviços particulares – ou seja, pago duas vezes. E nunca esqueci as minhas origens, sei também o que é ter o serviço público como única opção.

Mas represento o futebol, quero que a Copa seja linda e ponto final. Não há politicagem na minha posição. Tanto não há que deixo clara a minha desaprovação ao governo. Repudio a corrupção; sou prejudicado por tudo que prejudica cada brasileiro; e também desejo uma melhor e mais transparente gestão para o Brasil. Só não permito que a minha visão política me deixe cego para os inquestionáveis legados da maior competição internacional de esporte único sediada no nosso país.

A frustração com o governo deve se refletir nas urnas, e no engajamento político de cada cidadão para que as campanhas não se aproveitem tanto do analfabetismo funcional gerado pela cultura de massa. Mas as eleições são em outubro. A Copa do Mundo é agora!

Devemos permitir que a política do nosso país, que já nos priva de tantas coisas, também nos prive agora de viver essa alegria?

Ôô galera! Preste atenção! Na Copa eu torço, manifesto na eleição!

Fonte: Terra