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Maluf oficializa apoio do PP a Padilha nesta sexta

O PP fechou nesta terça-feira a aliança com o PT pela reeleição da presidente Dilma Rousseff. Agora, o deputado Paulo Maluf, presidente do PP de São Paulo, prepara para esta sexta-feira (30), às 10h, o anúncio do apoio do partido à candidatura de Alexandre Padilha (PT) ao governo do Estado. Para Padilha, trata-se da segundo aliança para sua candidatura, após fechar com o PC do B. Antes adversário do PT, Maluf passou para o radar petista na campanha a prefeito de Fernando Haddad, em 2012, com uma foto histórica apertando a mão do ex-presidente Lula. Agora, faz elogios entusiasmados a presidente Dilma. Após encontro do PP com Dilma, ele disse que presidente vai ganhar no primeiro turno e que seu discurso “foi sensacional, muito bem equilibrado, de gestora”.

Fonte: Brasil247

SP: Padilha é 1º pré-candidato a desfilar na 18ª Parada LGBT

ImagemO ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, foi o primeiro pré-candidato das eleições de outubro a desfilar na 18ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo. O pré-candidato do PT ao governo paulista desfilou no trio elétrico da Central Única dos Trabalhadores (CUT) ao som de “Show das Poderosas”, da funkeira carioca Anitta. Um fotógrafo da campanha de Padilha informou ao Terra que ele desfilou em mais dois trios, além do da abertura. Geraldo Alckmin (PSDB), governador de São Paulo, também esteve na região da avenida Paulista, mas foi embora antes de os trios começarem a desfilar. A 18ª edição da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo foi aberta oficialmente neste domingo com uma entrevista coletiva na qual ativistas cobraram autoridades para que a homofobia seja criminalizada. O desfile dos trios começou por volta das 13h30.

Fonte: Terra 

Padilha participou como testemunha em acordo do Labogen

O ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha atuou como testemunha em um termo de compromisso da Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) de citrato de sildenafila com o Labogen — empresa usada pelo doleiro Alberto Youssef para remessas ilegais de dinheiro para o exterior. Segundo o jornal O Globo, o acordo foi assinado no dia 11 de dezembro pelo secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do ministério, Carlos Gadelha, e pelo capitão Almir Diniz de Paula, do LFM

Ainda estava presente na assinatura Leonardo Meirelles, apontado como testa de ferro de Youssef e sócio da Labogen. Meirelles chegou a ser preso na Operação Lava-Jato e é um dos réus no processo, acusado de crime financeiro e lavagem de dinheiro. Ainda segundo o jornal, documentos do projeto de PDP, desfeito após a Operação Lava-Jato, da Polícia Federal, revelam que o Labogen era uma empresa de fachada. O projeto era por cinco anos, com valor de R$ 134,4 milhões.

Na análise, que incluiu um “de acordo” de Gadelha, os técnicos afirmam que o Labogen não possuía os documentos necessários, como o Certificado de Boas Práticas de Fabricação, embora fosse o responsável pelo desenvolvimento e fabricação do insumo. O ex-frentista Esdra Ferreira, alçado a sócio do laboratório por Youssef, disse em depoimento à Polícia Federal que sua atividade era cuidar das licenças e levá-las a órgãos públicos. Ele informou que a fábrica do Labogen não tinha alvará da prefeitura de Indaiatuba, alvará dos bombeiros ou licença da Anvisa, mas que havia um “ok” do órgão em relação à planta e ao maquinário.

Contou que ele mesmo comprou pela internet, em cemitérios de equipamentos usados, 60 a 80 máquinas, que foram revestidas de chapas de alumínio para ficarem com cara de novas e que estariam prontas para serem usadas.

Escutas da PF mostram que, no mesmo dia da visita, houve uma conversa entre Youssef e o deputado André Vargas (PT-PR). Pouco depois das 8h, Youssef mandou SMS a Vargas dizendo: “Hoje vou na indústria visita dos técnicos”. Por volta de 17h, mandou outra mensagem: “Terminou a visita fomos bem temos que aguardar relatório”. Vargas responde: “Vamos cobrar. Preciso do retorno sobre a estruturação”.

Ainda segundo O Globo, em troca de mensagens interceptadas pela PF, o grupo do doleiro comemorou a assinatura do acordo: “Tava todo mundo lá, tava o ministro, o tal de Jorge, Gadelha, cumprimentamos todo mundo”. Procurado pelo jornal, Padilha afirmou em nota que não comentaria aspectos técnicos e que desde o início da apuração do caso se declarou a favor da suspensão da parceria, até o fim da investigação. Disse ainda que o termo de compromisso era apenas um início de processo e que haveria outros filtros até a assinatura do contrato definitivo, onde o preço poderia ser reavaliado com base nos preços praticados pelo SUS.

O Ministério da Saúde informou que o termo foi suspenso e que não fez pagamentos.

O jornal O Estado de São Paulo publicou, também nesta sexta, que um mês antes do estouro da Operação Lava Jato, o laboratório Labogen divulgou anúncio em jornais da região de Indaiatuba, informando o sumiço de dez livros contábeis da empresa.

A nota endereçada “ao mercado em geral, para os devidos fins” foi publicada no dia 18 de fevereiro. Sob o título “Comunicado de extravio de livros”, o laboratório destaca que naquela data foi constatado o extravio dos livros da companhia.

Segundo o jornal, os investigadores estranham o desaparecimento da papelada, que coincidiu com o avanço da operação. A suspeita é de que a ocorrência possa ter sido forjada para tentar despistar que o verdadeiro controlador do laboratório é o doleiro Alberto Youssef.

Fonte: Terra

Padilha repete: “vou interpelar quem usou meu nome em vão””

ImagemO pré-candidato ao governo do Estado de São Paulo pelo PT, Alexandre Padilha, voltou a afirmar, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, na noite desta segunda-feira, sobre o uso de seu nome pelo deputado federal André Vargas (PT) em escutas telefônicas interceptadas pela Polícia Federal (PF) na Operação Lava Jato: “vou interpelar quem usou meu nome em vão”. O ex-ministro da Saúde disse ainda que acionou judicialmente a PF para ter acesso ao relatório completo da Operação.

Padilha disse que o laboratório Labogen, do doleiro Alberto Youssef, se associou ao Laboratório Farmaceutico da Marinha para tentar obter contrato de fornecimento de medicamentos ao Ministério. A parceria era uma exigência do programa do Ministério. O processo para firmar o contrato foi encerrado após a PF desencadear a Lava Jato. Perguntado se o contrato seria assinado caso a denuncia não viesse a público, ele afirmou que os mecanismos de controle do Ministério iriam detectar que o Labogen não tinha condições de honrrar os compromissos.

Questionado se nunca tinha desconfiado que André Vargas fazia lobby para o laboratório – ele confirmou que recebeu o deputado no papel de ministro e que o assunto foi o Labogen – ele falou “nem eu nem os deputados, inclusive os da oposição, que votaram nele como vice-presidente da Câmara”.

Padilha usou ainda a participação no programa para criticar o governo do Estado de São Paulo, comandado por seu futuro adversário de campanha, Geraldo Alckmin (PSDB), principalmente na área de segurança pública.

Fonte: Terra

Alexandre Padilha, ex-ministro da Saúde, vira alvo do PSDB e do DEM

Citado pela PF nas investigações sobre a teia do doleiro preso, o pré-candidato ao governo de São Paulo agora é alvo da artilharia tucana

Correio Braziliense|João Valadares

26/04/2014

Padilha cancelou a agenda de pré-campanha para se explicar à imprensa ( Breno Fortes/CB/D.A Press)  
Padilha cancelou a agenda de pré-campanha para se explicar à imprensa

Pré-candidato ao governo de São Paulo, o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha (PT), que deixou o comando da pasta há três meses para iniciar a articulação da campanha eleitoral na tentativa de derrotar o governador Geraldo Alckmin (PSDB), virou alvo da artilharia tucana após suspeita de ligação com o doleiro Alberto Youssef. Relatório da Polícia Federal sugere que o petista teria indicado um ex-assessor para trabalhar no laboratório de fachada de Youssef, líder de um esquema que movimentou R$ 10 bilhões. Ontem, o PSDB anunciou que acionará o Ministério Público Federal no Distrito Federal para apurar os fatos e também protocolar requerimento, em parceria com o DEM, para que Padilha preste esclarecimentos na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara.

Na outra ponta, os aliados de Alckmin já se debruçam sobre todo o histórico de Marcus Cezar Ferreira de Moura, que, após deixar o Ministério da Saúde, virou o principal executivo da Labogen, utilizada pelo doleiro para fazer remessas ilegais de dólares ao exterior. Após Moura ter ido trabalhar no laboratório, a empresa de fachada chegou a firmar parceria de R$ 31 milhões com o Ministério da Saúde para produzir medicamentos por cinco anos. O convênio foi cancelado depois de denúncias da imprensa de que o doleiro comandava o laboratório suspeito.


O nome de Padilha surgiu em 28 de novembro de 2013. Naquele dia, a Polícia Federal interceptou troca de mensagens entre Youssef e o deputado federal André Vargas, que ontem se desfiliou do PT (leia mais na página 3). Os dois comentam sobre a indicação de Moura para a Labogen. O deputado paranaense, que renunciou ao cargo de vice-presidente da Câmara após a descoberta do envolvimento dele com Youssef, teria passado ao doleiro o contato do executivo e avisado que foi Padilha quem o indicou.

Marcus Cezar Ferreira de Moura trabalhava na coordenação de eventos do Ministério da Saúde. Filiado ao PT paulista entre 1994 e 2008, o ex-assessor chegou a trabalhar, em 2010, na campanha da presidente Dilma Roussef. Logo que deixou o Ministério da Saúde, em agosto de 2011, Moura foi para a Geap, entidade privada que, à época, administrava planos de saúde e de previdência. Dois ex-dirigentes da Geap, ouvidos pelo Correio em reserva, atestaram que Marcus dizia a todos ser amigo próximo do ex-ministro da Saúde e que estava no cargo por indicação dele. Lá, Moura foi assessor executivo parlamentar e de desenvolvimento de produtos e clientes.

PF entregou Padilha de bandeja a seus algozes

ImagemPor essa, nem Geraldo Alckmin, nem Paulo Skaf, nem Gilberto Kassab poderiam esperar. Muito menos os principais veículos da mídia familiar no Brasil, que têm feito oposição sistemática e militante ao Partido dos Trabalhadores. Ganharam um presente, diretamente de Brasília.

Da Polícia Federal, subordinada ao ministro José Eduardo Cardozo, partiu um vazamento seletivo sobre a Operação Lava-Jato que atingiu em cheio a campanha do ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha – nome no qual o ex-presidente Lula e o PT depositam a maior esperança para conquistar o governo de São Paulo, dando fim a um ciclo de 20 anos do PSDB no poder.

Ao vazar o trecho de um relatório que aponta que Padilha indicou o executivo Marcus Cezar de Moura para o laboratório Labogen, ligado ao doleiro Alberto Yousseff, preso na operação, a Polícia Federal entregou, de bandeja, a cabeça de Padilha a seus inimigos.

Os resultados foram os esperados. Três manchetes, que poderão ser amplamente exploradas na campanha eleitoral deste ano.

Da Folha, a mensagem direta: “PF liga ex-ministro Padilha a empresa de doleiro preso”.

Do Globo, outro petardo: “Padilha indicou executivo para doleiro, apura PF”. No Estado de S. Paulo, quase o mesmo: “Padilha indicou executivo para doleiro, aponta PF”.

Padilha, naturalmente, negou qualquer associação com o doleiro Alberto Youssef. “Repudio envolvimento do meu nome e esclareço que não indiquei nenhuma pessoa para Labogen. Se como diz a PF, envolvidos se preocupavam com autoridades fiscalizadoras, só poderiam se referir aos mecanismos de controle criados por mim no Ministério da Saúde. A prova maior disso é que nunca existiu contrato com a Labogen e nunca houve desembolso por parte do Ministério da Saúde”, disse ele, em postagem nas redes sociais.

No entanto, é óbvio que a candidatura Padilha sofreu um duro revés, antes mesmo de atingir velocidade de cruzeiro. A primeira questão é: ele sobreviverá à adversidade? A segunda é mais intrigante: terá sido fogo amigo?

Fonte: Brasil247