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Papa denuncia “novas formas de escravidão”

Francisco afirmou que ciganos são vítimas e exigiu políticas de instituições civis e religiosas

Papa denuncia novas formas de escravidão<br /><b>Crédito: </b> Filippo Monteforte / AFP / CP
Papa denuncia novas formas de escravidão 
Crédito: Filippo Monteforte / AFP / CP

O Papa Francisco denunciou nesta quinta-feira as novas formas de escravidão da qual os ciganos são vítimas e exigiu a elaboração de novas políticas comuns das instituições civis e religiosas ao redor do mundo.

O santo padre fez estas declarações durante a abertura de um encontro no Vaticano sobre a “igreja e os ciganos”, intitulado “Anunciar o Evangelho nas periferias”. “As pessoas menos protegidas são as que caem na armadilha da exploração, da mendicância forçada e de várias formas de abuso. Os ciganos são, entre elas, os mais vulneráveis”, reiterou o papa argentino, que denuncia constantemente a exploração e o tráfico de seres humanos. “É necessário, agora mais do que nunca, a elaboração de novas políticas no âmbito civil, social e cultural, assim como na estratégia pastoral da igreja para enfrentar os desafios provenientes das novas formas de perseguição, opressão e inclusive de escravidão” em relação aos ciganos ao redor do mundo, disse.

Os ciganos, em grande parte cristãos, são alvo de uma atenção especial das instituições católicas, que contam com um conselho pontifício sobre “a pastoral dos emigrantes e itinerantes”.

Fonte: AFP

 

Papa fala em “tragédia incomensurável” do Holocausto

Em Israel, Francisco visitou memorial dedicado às vítimas do nazismo

Em Israel, Francisco visitou memorial dedicado às vítimas do nazismo 
Crédito: Menahem Kahana / AFP / CP

O Papa Francisco denunciou nesta segunda-feira a “tragédia incomensurável” do Holocausto durante uma visita ao Memorial Yad Vashem, dedicado às vítimas do extermínio de seis milhões de judeus cometido pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.

Como em uma oração, cercado pelas enormes pedras do imponente monumento, o pontífice pediu com um tom emocionado: “Senhor, nosso Deus, salve-nos desta monstruosidade”. “Recorde-se de nós em tua misericórdia. Damos graça por nos envergonhamos do que, como homens, fomos capazes de fazer, por noFs envergonhamos desta máxima idolatria, de termos desprezado e destruído nossa carne, esta carne que tu modelaste do barro, que tu vivificaste com teu sopro de vida”, clamou.

O Papa acendeu a chama do monumento e saudou alguns sobreviventes. Nesse domingo, o Papa fez um apelo contra qualquer tipo de discriminação. “Que não exista espaço para antissemitismo, em qualquer de suas formas, nem para manifestações de hostilidade, discriminação ou intolerância com pessoas ou povos”, disse o líder da Igreja Católica em seu primeiro discurso para as autoridades de Israel. A declaração foi bem recebida em Israel, segundo a imprensa local.

Fonte: AFP

 

Papa quebra protocolo e ora diante de polêmico muro em Belém

Conhecido pela quebra de protocolos, o papa Francisco surpreendeu sua comitiva e o pessoal responsável pela sua segurança na Cisjordânia ao descer do papamóvel e orar próximo a um muro de segurança israelense em Belém.

O Pontífice chamou o impasse envolvendo Israel e Palestina de “inaceitável” e encorajou os povos a “empreender este feliz êxodo rumo à paz com a coragem e a firmeza necessária para todo êxodo”.

Cercado por muitos fiéis, o Papa fez ordenou uma parada inesperada, desceu do veículo e tocou o polêmico muro, que Israel diz ser necessário para garantir sua segurança – os palestinos afirmam que a edificação atrapalha o deslocamento pela região. Com o muro, Israel controla todas as entradas e saídas da cidade.

Por um breve momento, Francisco abaixou a cabeça e fez uma oração no local, antes de seguir com o roteiro oficial da viagem. Ao lado de Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina, o Papa afirmou que chegou a hora de “colocar um fim a essa situação, que se tornou inaceitável”. Segundo o Pontífice, os dois lados precisam fazer sacrifícios para a criação de dois Estados, com fronteiras internacionalmente reconhecidas, baseadas nos direitos e segurança mútuos.

Fonte: Terra 

Papa ordena padres brasileiro e outros 12 diáconos

Cerimônia aconteceu neste domingo; Francisco pediu para que grupo seja misericordioso com fiéis

Francisco abençoou novos sacerdotes / Andreas Solaro/AFPFrancisco abençoou novos sacerdotesAndreas Solaro/AFP

Um brasileiro e outros 12 diáconos foram ordenados padres pelo papa Francisco neste domingo em celebração na Basílica de São Pedro, no Vaticano.

Aos novos padres, Francisco pediu para que eles sejam sempre misericordiosos com seus fiéis. “Realmente me dói quando me encontro com pessoas que já não se confessam porque são maltratadas ou repreendidas”, declarou o papa argentino durante a missa de ordenação. 

“Não fechem nunca as portas da Igreja na cara das pessoas. Por favor, não façam isso. Tenham misericórdia”, declarou Francisco. “Não são vocês os donos da doutrina. A doutrina é do Senhor”, acrescentou o Sumo Pontífice.

Seis dos 13 sacerdotes, que colocaram o rosto na terra como parte do ritual de ordenação, procedem da Itália, e os demais vêm de Brasil, Chile, Equador, Paquistão, Coreia do Sul, Venezuela e Vietnã.

Enfoque

O papa Francisco propõe um enfoque mais tolerante e pastoral que seus antecessores, afirmando, por exemplo, que os sacerdotes devem batizar os filhos de casais católicos não casados e de mães solteiras.

O pontífice também declarou que a Igreja católica não deve ficar obcecada com temas como o aborto, a anticoncepção e o casamento homossexual, embora não tenha pedido mudanças na doutrina católica sobre estes temas.

Rabino e professor muçulmano com o papa na Terra Santa

Texto da Lusa, publicado por Lina SantosHoje

 
Rabino e professor muçulmano com o papa na Terra Santa
Fotografia © Reuters

Um rabino e um professor muçulmano, os dois da Argentina, vão acompanhar o papa Francisco na sua viagem a Amã, Belém e Jerusalém, de 24 a 26 de maio, anunciou hoje o Vaticano.

O rabino de Buenos Aires, Abraham Skorka, velho amigo de Jorge Mário Bergoglio, e Omar Abbud, presidente do Instituto para o diálogo interreligioso na capital argentina, acompanharão o líder da Igreja Católica na sua primeira viagem à Terra Santa.

A presença de dignitários de outras religiões na delegação do papa é inédita na história das viagens dos pontífices.

A viagem será marcada pela questão da aproximação entre as igrejas cristãs instaladas na Terra Santa, mas o diálogo inter-religioso constituirá igualmente um dos grandes temas, numa região onde os cristãos se tornaram numa pequena minoria.