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Atirador pediu autorização para realizar disparo durante abertura da Copa

 Lancepress

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Durante o segundo tempo da partida entre Brasil e Croácia, no dia 12 de junho, uma falha de segurança quase levou um atirador de elite a disparar contra um suspeito na Arena Corinthians, em Itaquera, São Paulo.

O atirador em questão teria avistado um homem armado próximo à tribuna onde estavam além dos chefes de Estado e as autoridades da Fifa, a presidenta Dilma Rousseff. O suspeito vestia o uniforme do Gate (Grupo de Ações Táticas) da Polícia Militar. o receio era de que se tratasse de alguém disfarçado, já que ao avisar os superiores, ouviu como resposta que não havia PM do grupo especial na área restrita.

Foi nesse momento em que o atirador pediu autorização para realizar o disparo. O comando, entretanto, pediu para que ele esperasse. Após análise, o suspeito foi reconhecido como policial. As informações são do jornal “Folha de S. Paulo”.

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Enquanto Neymar sofria com a marcação croata, atirador enxergou possível ameaça a autoridades

A Secretaria de Segurança Pública, entretanto, trata o assunto como falha de comunicação. “Houve um erro de comunicação que foi rapidamente sanado, sem maiores consequências”, diz o comunidado da entidade.

Em coletiva de imprensa na manhã desta sexta-feira, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, comentou o acontecido.

“Esse tipo de episódio não é de dar opinião. A segurança esclareceu que um atirador de elite flagrou, em área proibida, a presença de alguém portando arma e um colete de grupo de elite da polícia militar”, afirmou o ministro.

Além de calçadas impróprias e com barreiras arquitetônicas, a maioria dos semáforos para pessoas não funciona na cidade 

Diário de Cuiabá|Gustavo Nascimento

Cuiabá não foi feita para pedestres. Além dos já conhecidos problemas com as calçadas quebradas e irregulares e falta de acessibilidade, a maioria dos semáforos para os pedestres não funciona. Já as faixas de travessia estão apagadas e mal sinalizadas. 

No entroncamento das avenidas Mato Grosso, Historiador Rubens de Mendonça (CPA) e da Tenente Coronel Duarte (Prainha) existem seis semáforos para pedestres inutilizados. Os aparelhos se encontram com as lâmpadas queimadas e a estrutura depredada. 

Já no cruzamento da Prainha com a Coronel Escolástico, nenhum dos quatro sinaleiros para os pedestres está funcionando. 

Conforme o estudante Eduardo Guimarães, de 25 anos, atravessar no local é um desafio. “Todo dia é a mesma coisa. Temos que tomar todo cuidado e tentar adivinhar quando o motorista vai deixar a gente passar.” 

Já no encontro da Prainha com a Maria Taquara e Generoso Ponce, quatro aparelhos estão danificados. No local, se concentram diversas centrais de pontos de ônibus e por isso a região é uma das que mais recebe fluxo de pedestres. 

Na avenida do CPA, o problema se repete. A região carece de travessias, e nos poucos pontos destinados, não há sinalização adequada. No trecho em que a avenida recebe o fluxo da rua Conselheiro Dr. Enio Vieira não tem faixas e sinaleiros adequados, as pessoas atravessam em meio aos carros em movimento. 

A avenida Fernando Correa da Costa também não foge á regra. Em frente ao viaduto Jornalista Clóvis Roberto (UFMT), próximo ao shopping Três Américas, existia um semáforo e uma faixa para pedestres, porém eles foram desativados e transferidos para a parte inferior do viaduto sem que a faixa anterior fosse completamente apagada. Com isso, diversas pessoas insistem em tentar atravessar no local, mesmo correndo risco de atropelamento. 

Já a nova travessia não conta nem com sinalização ou acessibilidade adequada. O local também costuma alagar nos dias de chuva. 

Nos dias de chuva, a Capital sofre com outro problema. Os sinaleiros constantemente apagam ou ficam intermitentes. A situação muitas vezes demora até 24 horas para ser resolvida. 

De acordo o engenheiro de transporte e professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Eudemir Pereira, o pedestre de Cuiabá vive uma roleta russa, já que aposta a própria vida nas ruas. “O pedestre deveria ser a prioridade, já que ele tem o maior risco, porém não é isso o que vemos”. 

Segundo ele, o Código de Trânsito estabelece que a sinalizações da via estejam sempre visíveis e que os gestores realizem a manutenção constantemente. “Se o motorista não conseguir ver que ali tem uma faixa, como ele vai parar? As travessias precisam ser reavivadas sempre para minimizar os riscos. E a chuva também não pode servir de desculpas para que os semáforos fiquem inativos”. 

Médicos estrangeiros na Arábia Saudita podem levar MERS para o mundo

18. Maio 2014 – 14:27

NOVA YORK (Reuters) – O maior risco para que a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS) se torne uma epidemia global, ironicamente, pode estar entre médicos e enfermeiros que viajam o mundo.

De Houston a Manila, médicos e enfermeiros são recrutados para posições lucrativas na Arábia Saudita, onde a MERS foi identificada pela primeira vez em 2012. Uma vez que o reino tem acelerado a contratação de profissionais estrangeiros de saúde nos últimos anos, especialistas em doenças afirmam que há boas chances de que o vírus pegue uma carona para fora da Arábia Saudita.

“Isso é como a MERS pode se espalhar pelo mundo”, disse o especialista em doenças infecciosas Amesh Adalja, do Centro Médico da Universidade de Pittsburgh.

Pessoas infectadas pela MERS demoram entre cinco e 14 dias para mostrarem os sintomas, mais do que o suficiente para que uma pessoa com o vírus viaje para o outro lado do mundo sem que a doença seja detectada.

Trabalhadores do setor de saúde “estão em risco extremamente alto de contraírem MERS em relação ao público em geral”, afirmou Adalja.

A ameaça começou a chamar atenção com a confirmação dos dois primeiros casos de MERS nos Estados Unidos. Ambos ocorreram em trabalhadores do setor de saúde que ficaram doentes depois de deixarem seus empregos em hospitais sauditas para viajar ao Ocidente.

Caminhoneiros ficam até quatro dias sem dormir

Além de drogas, motoristas também podem “comprar sexo” nos pontos de parada

Histórias de verdadeiras loucuras feitas por caminhoneiros usando rebite ao volante são abundantes. É o caso de um desses profissionais que, em 24 de abril, estava em um posto de combustível, em Carazinho. Ele deu uma parada, segundo disse, para “descansar” e partiria no dia seguinte para São Paulo, com uma carga de hortifrutigranjeiros. 

Com 1,80 m de altura, comunicativo, Antônio (o nome é fictício), 20 anos, após estacionar no meio de outros “brutos” – apelido dos caminhões -, desceu da cabine e foi conversando com quem estava por perto. Oriundo de uma cidade próxima de Três Passos, com sotaque típico dos descendentes de italianos, quando soube que dois dos presentes eram repórteres do Correio do Povo e da TV Record RS, comentou sobre o caso Bernardo, perguntando se havia novidade.

Durante a conversa, não se negou a falar sobre o uso do rebite. Disse que usou a anfetamina por algum tempo e garante ter parado com a droga, apesar de ainda manter uma cartela, ainda com três comprimidos, na boleia do seu caminhão. “Muitos usam drogas devido à necessidade de cumprir o horário das entregas”, justifica. Solteiro e morando com os pais, no ano passado ele começou a atuar no transporte interestadual. Em uma das viagens, teve contato com o rebite.

Estava cansado, mas precisava chegar no horário a São Paulo. Um colega lhe ofereceu um comprimido. “Se nos atrasamos, muitas vezes perdemos a vez de descarregar”, conta Antônio. “Temos que ir para o fim da fila e perdemos a carga, que é perecível, e dinheiro”, justifica. Em junho de 2012, em uma viagem para Pernambuco, saindo de Porto Alegre, não teve dúvidas: usou a anfetamina para “render mais”. Diluiu quatro comprimidos em uma garrafa de água mineral, sem gás. Resultado: ficou 96 horas com os olhos abertos, sem saber ao certo se estava dormindo ou acordado.

Por sorte não se envolveu em nenhum acidente. Quando chegou ao destino, estava confuso em relação ao horário. “Olhava no relógio e ele marcava 11h”, lembra. “Pensava que ainda era noite. Achava que era impossível ser aquele horário e ter sol”, relata. A sensação causada, de acordo com ele, é de confiança, dando a impressão de que o sono não chega. Em certos momentos, mesmo estando com os olhos abertos, admite que não tinha noção do que ocorria na rodovia. O corpo fervia e o coração batia descompassado. “Você não pensa em nada quando toma o rebite”, afirma. “Fiquei com os olhos abertos, agarrado na direção, cerrando os dentes. Me transformei num zumbi”.

Drogas e sexo presentes nos pontos de parada

Não são apenas drogas que os caminhoneiros podem comprar nos postos de combustível, quando param. O sexo também é oferecido. Em Carazinho, em um posto de combustível da entrada da cidade, garotas, em uma versão gaúcha de call girl, oferecem o “serviço” aos motoristas por R$ 50. Uma delas, Jeniffer, disse ter 18 anos, apesar de aparentar bem menos. Ela e uma amiga visitam o local todas as noites, como ocorreu na noite de 24 de abril. Normalmente quando chegam já agendaram algum programa. Em outras ocasiões, recebem uma oferta.

Jeniffer não larga o telefone celular, pois é através do aparelho que os caminhoneiros solicitam o serviço. “Como repetem muito a mesma rota, já me conhecem”, diz. “Eles têm o meu número e quando estão chegando na cidade, me ligam”, completa. Elas normalmente permanecem por 2 horas (das 20h às 22h) fazendo trottoir por entre os caminhões e as carretas.

Ela afirma que não há saídas para motéis. O programa é feito na boleia do caminhão. Algumas vezes, salienta ela, o caminhoneiro não procura exatamente sexo. Quer desabafar, falar da vida e da família. “Eles falam das dificuldades com a família deles e nós das nossas”, revela. “Somos quase como psicólogas”, compara a garota, cujos pais sequer imaginam onde ela “trabalha”. O dinheiro compensa. Por semana, fatura quase R$ 1 mil. Bem mais, de acordo com ela, do que é pago nas empresas da cidade. “O problema é meus pais não saberem de nada. Digo que vou na casa de uma amiga para conversar”, revela.

Fonte: Correio do Povo/Paulo Roberto Tavares  

Copa amplia risco de vírus raro no País se espalhar; entenda

Um vírus considerado “primo distante da dengue” pode desembarcar no Brasil junto aos milhares de turistas que virão ao País acompanhar a Copa do Mundo de 2014. O alerta, feito em estudo do Journal of Virology e replicado em diversos órgãos da imprensa internacional de forma até exagerada com previsões de “epidemia catastrófica” – como o jornal canadense Global News e o britânico International Business Times -, é real: o vírus chikungunya, que só tem três casos documentados em território nacional, pode finalmente se alocar no Brasil graças ao Mundial.

Divulgado na prestigiosa publicação especializada em virologia, o estudo que apontou a possibilidade de o vírus, que apresenta sintomas parecidos com a dengue, se espalhar com a Copa do Mundo foi conduzido por um brasileiro. O Dr. Ricardo Lourenço, infectologista do Instituto Oswaldo Cruz, estudou a relação de espécies de mosquitos de toda a América com o vírus para chegar à conclusão de que a possibilidade da doença estabelecer-se no continente é plausível.

“Estudamos três tipos do vírus chikungunya e fomos testar na população da América da família Aedes, da América do Norte ao Sul. O que nós observamos é que os mosquitos daqui são bastante eficientes na transmissão do chikungunya”, explicou ao Terra o Dr. Ricardo Lourenço.

Assim como a dengue, o vírus chikungunya tem como um dos vetores o mosquito Aedes aegypti, encontrado em larga quantidade no Brasil e responsável pelos surtos de dengues no território nacional. A conclusão do estudo de Lourenço causa temor: os mosquitos nacionais são capazes de carregar o vírus chikungunya e de transmitir a doença até cinco vezes mais rapidamente do que a dengue. A Copa, no caso, aumenta a vulnerabilidade do país à doença com a chegada dos turistas internacionais.

França chegou a sofrer com o vírus chikungunya e teve que exterminar mosquitos Foto: AFP

“A Copa do Mundo aumenta nossa vulnerabilidade porque você já tem o espaço com o vetor competente, e aí muita gente vem de lugares com transmissão do chikungunya. Então junta tudo isso, você tem primeiramente um país com o mosquito transmissor e em segundo lugar você tem pessoas vindo para a Copa do Mundo neste momento. Aumenta muito a vulnerabilidade e as chances de transmissão”, contou Lourenço.

Especialista minimiza aumento de risco do vírus na Copa do Mundo

Apesar da manifestação expressa em estudo do Dr. Ricardo Lourenço, outros infectologistas não seguem a teoria de que a Copa do Mundo pode ser a responsável direta pela disseminação do chikungunya no Brasil. Para o médico infectologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Dr. Stefan Cunha, autor dos livros Pandemias: a Humanidade em Risco e A História do Século XX Pelas Descobertas da Medicina, o risco da doença se alastrar pelo País já é iminente, com ou sem Mundial.

“A tendência é ele se espalhar mesmo e eventualmente chegar ao Brasil. A gente vai ter uma quantidade grande de turistas aqui e essa quantidade pode estar em uma região antes que tem o chikungunya. Mas a quantidade de turistas que a gente tem entre o Caribe e o Brasil já basta para colocar o País em risco. Não precisa da Copa. acho que isso já é o suficiente. Por isso que eu não sei se a Copa pode aumentar tanto essa ameaça do vírus”, opinou ao Terra o Dr. Stefan Cunha.

Chikungunya, dengue “mais fraca”, nasceu na África, passou por Ásia, Europa e está no Caribe

A história do vírus chikungunya começou no interior da África, em 2004. Muitos infectologistas acreditam que ele foi levado ao litoral do Quênia motivado por uma migração populacional causada pelo fenômeno climático El Niño entre 2002 e 2003. Graças ao Aedes aegypti, a doença se espalhou pela região e rapidamente ganhou força por todo o litoral africano. O vírus foi levado para a Ásia, onde também teve alta incidência na região sudeste do continente (Indonésia e Índia, principalmente).

Da Ásia, turistas europeus que estiveram de passagem pela região levaram o vírus para o Velho Continente. Contudo, como não havia mosquitos Aedes aegypti na região temperada, não houve epidemia na Europa inicialmente. No entanto, uma mutação genética no vírus fez ele se adaptar ao Aedes albopictus, presente na Europa. Uma epidemia do chikungunya chegou a ser documentada na Itália, mas foi controlada pelas autoridades – de acordo com o Lourenço, há ainda epidemias sazonais do vírus na Europa e, com o verão nortista paralelo à Copa do Mundo, aumenta o risco da epidemia vir ao Brasil.

Sri Lanka foi um dos países em que chikungunya se tornou epidêmico – na foto, criança com febre sofre com a doença em 2006 Foto: Getty Images

A proximidade do vírus para o Brasil cresceu no fim de 2013. Uma epidemia do chikungunya se alastrou pelas ilhas do Caribe, no que foi registrado como os primeiros casos transmitidos dentro do continente americano. Antes, o Brasil tinha registrado três casos de pessoas que contraíram fora do País, assim como os Estados Unidos documentaram 100, mas em nenhum dos casos aconteceram transferências internas.

As semelhanças do vírus natural da África com a dengue são várias. Além do vetor compartilhado, os sintomas das duas doenças são semelhantes. O chikungunya causa menos mortalidade que seu “primo distante”, mas apresenta uma peculiaridade: dores intensas nas juntas, que incapacitam a pessoa – seu nome, inclusive, é originário do dialeto africano e significa “corpo curvado”.

“O chikungunya causa um quadro de febre parecido com a dengue. Tem febre, mal estar, indisposição, náusea, dor pelo corpo. O que diferencia dele é o comprometimento das articulações. Ele inflama muito, as dores nas juntas são muito importantes. A dor é tão forte que faz andar curvado. O chikungunya não mata tanto como a dengue, mas é incapacitante. A pessoa fica de duas a três semanas em média com dores nas juntas. Causa tanta dor que a pessoa não pode nem trabalhar”, contou o Dr. Stefan Cunha.

Ministério e Anvisa se dizem preparados para riscos; surto de dengue não preocupa

Em contato com o Terra, tanto o Ministério da Saúde quanto a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mostraram confiança na preparação nacional para evitar uma epidemia do chikungunya. Por meio de nota enviada à reportagem, a Anvisa, que acompanhará os desembarques internacionais, salientou que estará “atenta e capacitada” para qualquer demanda do Ministério e que há “planos de contingência prontos para serem acionados para qualquer evento de saúde pública”. No caso do chikungunya, o plano provavelmente seria o bloqueio do vírus, como explica o Dr. Ricardo Lourenço.

“O Ministério da Saúde está preparado para fazer bloqueios, procurar o caso suspeito e bloquear a transmissão. Desde 2009 o Ministério sabe que há epidemia pelo mundo e está se preparando. No Brasil, vários institutos estão preparados para fazer um bloqueio da transmissão, diminuindo drasticamente a possibilidade de epidemia”, explicou o infectologista.

O Ministério, por sua vez, salientou a opinião do médico e lembrou que os únicos três casos registrados no Brasil foram em 2010, todos de estrangeiros que contraíram a doença fora do País. A recente circulação do vírus no Caribe, contudo, criou um alerta maior interno: o Ministério diz ter adotado medidas para preparar o Brasil em caso de identificação do vírus no País – entre elas, “treinamento de médicos para atendimento de casos, preparação de laboratório de referência para realizar o diagnóstico e divulgação de medidas de vigilância para as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde”.

Outra preocupação interna para a Copa do Mundo é referente à dengue. Cidades do sudeste como Campinas, casa das seleções de Portugal e Nigéria, registram graves epidemias. A previsão do Ministério da Saúde é que com a chegada do inverno a incidência de dengue diminua, como ocorre normalmente – 74% a menos, segundo dados da entidade governamental, que diz ter alocado investimentos contra a doença para as cidades-sede. 

Fonte: Terra

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