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Conta da Polícia Federal no Twitter é hackeada

Agência Brasil

A Polícia Federal divulgou uma nota no início da tarde deste sábado confirmando que a informação de uma suspeita de bomba no Estádio Mineirão, durante o jogo entre Brasil e Chile, é falsa. No texto, a corporação reitera que a conta da PF no Twitter foi hackeada. O prefil já está funcionando normalmente.

“A PF já tomou as providências buscando restabelecer o funcionamento normal do canal de comunicação”, destaca no documento. Depois de desmentir a informação, a PF retirou a mensagem da rede social, mas não publicou explicações sobre o ocorrido. O boato já havia sido desmentido no perfil oficial da Presidência da República no Twitter.

Horas antes da partida entre as seleções brasileiras e chilena, o Twitter da polícia exibia a mensagem: “Foi confirmada ameaça de bomba no Mineirão. Evacuação não está descartada”. Pouco tempo depois, o perfil @imprensaPR (da Presidência da República) publicou: “#ATENÇÃO! A conta da Polícia Federal (@agenciapf) foi invadida. A informação sobre ameaça de bomba no Mineirão é FALSA!”.
 

Polícia Federal dá prazo para que invasores do Maracanã deixem o Brasil

Lancepress

 

N/A

 

A Polícia Federal vai dar prazo de 72 horas para que os 85 chilenos acusados de invadir o Maracanã esta tarde, pouco antes do início da partida entre Chile (2 a 0) e Espanha no Rio de Janeiro, deixem o Brasil. Caso os estrangeiros descumparam a notificação, podem ser deportados sumariamente. A medida é respaldada pelo Estatudo do Estrangeiro e visa sanar os problemas causados pelos visitantes.

A confusão começou por volta das 15 horas quando um grupo de aproximadamente 100 pessoas invadiu o estádio passando pelo centro de imprensa paa chegar ás arquibancadas e ao gramado. Seguranças particulares e policiais agiram para impedir o tumultuo. Representantes do Itamaraty e da diplomacia chilena estão envolvidos na resolução do problema.

A Fifa afirmou que ninguém conseguiu assistir ao jogo sem ingresso, mas, segundo os bombeiros, cinco pessoas ficaram feridas e foram atendidas no estádio.

Sem ingresso, torcedores entraram do jeito como quiseram

Sem ingresso, torcedores entraram do jeito como quiseram. Agora, vão sair pela porta dos fundos

 

PF faz maior apreensão de cocaína do ano no RS

Cerca de 140 quilos da droga foram apreendidos na BR 290, em Eldorado do Sul

Cinco fardos de cocaína foram encontrados em um Fiat Strada<br /><b>Crédito: </b> Polícia Federal / Divulgação / CP
Cinco fardos de cocaína foram encontrados em um Fiat Strada 
Crédito: Polícia Federal / Divulgação / CP

A Polícia Federal (PF) realizou na madrugada desta quarta-feira a maior apreensão de cocaína do ano no Rio Grande do Sul. Cerca de 140 quilos da droga foram encontrados em um Fiat Strada que trafegava pela BR 290 e seguia de Eldorado do Sul para Porto Alegre.  

Os policiais receberam a informação de que a carga de entorpecentes estava sendo transportada para a Capital e decidiram montar uma barreira em Eldorado do Sul. Com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o motorista foi preso em flagrante com cinco fardos de cocaína. 

Além da droga e da caminhonete, foram apreendidas duas cédulas de 100 reais falsas. O condutor do Fiat Strada foi encaminhado ao Presídio Central.

Fonte: Correio do Povo

 

Polícia Federal se prepara para ciberataques durante a Copa

A Polícia Federal identificou grupos na internet que pretendem realizar um grande número de invasões e promover congestionamentos em sistemas e sites ligados ao governo brasileiro no dia do jogo de abertura da Copa do Mundo, em 12 de junho. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, a PF identificou um aumento progressivo no número de ciberataques a sites oficiais – eles chegaram a quadriplicar. Na semana passada, a rede do Itamaraty foi alvo de um ciberataque.

Os ataques cibernéticos são considerados pelos responsáveis da área de segurança da Copa como a principal preocupação para o evento, segundo a Folha de S.Paulo. Todos os especialistas da PF e do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) informam que, apesar dos esforços do Exército, a rede no país ainda é suscetível a ataques. Estãop sendi criadas defesas para impedir que hackers acessem sistemas que interfiram na rotina das pessoas em dias de jogos, como sinais de trânsito e subestações de água e energia.

Fonte: Terra

Polícia Federal prende líderes de tráfico internacional

Organização criminosa planejava construir submarino e montar empresa aérea

DIÁRIO DA MANHÃ|DANIELLY SODRÉ

Duas pessoas já foram presas em Goiás na manhã de sexta-feira, 23, de um total de cinco que têm mandados de prisão preventiva, sendo outros cinco mandados em outros Estados, durante a Operação Águas Profundas, deflagrada pela Polícia Federal e pela Receita Federal em sete Estados do Brasil. A operação visa desarticular uma quadrilha especializada em tráfico internacional de drogas que fatura mais de R$ 5 milhões por semana com o tráfico e agia em mais de 30 países. 

A audácia dos traficantes é tanta, que para facilitar a movimentação de mercadorias, a organização criminosa pretendia construir um submarino e criar uma empresa aérea para voos internacionais, segundo informações do delegado Bruno Gama, responsável pela operação que desarticulou a quadrilha.

O delegado contou que o projeto do submarino já estava pronto. Conforme as investigações, a quadrilha fechou uma mineradora na África para realizar a construção da embarcação no local, que foi estudado por engenheiros colombianos. Com a embarcação, a droga sairia da Venezuela para o Suriname, onde seria acondicionada em pequenas embarcações. Em alto mar, a droga seria transferida para o submarino com destino ao continente africano, de onde seguiria em navios ou pequenas embarcações para a Europa.

A investigação apontou também que a quadrilha tinha intenção de comprar um avião comercial do modelo Boing 737, que tem capacidade para mais de 80 pessoas. Mas a ambição do grupo iam além, eles planejavam  criar uma empresa área para transportar a droga traficada pelo grupo no próprio avião comercial, e assim, não levantar suspeitas.

Projeto do submarino. Foto:Reprodução Polícia Federal

Projeto do submarino. Foto:Reprodução Polícia Federal

Mais prisões

Outra prisão já confirmada ocorreu em Santos, no litoral paulista. A PF informou que a operação teve como base Goiânia porque tudo indica que os líderes residam em Goiás. Os nomes não foram revelados. Na carceragem da PF na capital goiana, estão reservadas cinco celas para o cumprimento dos mandados no Estado. Ao todo, serão cumpridos 10 mandados de prisão. A PF continua com as buscas na tarde desta sexta-feira pelo chefe da  quadrilha.

Os agentes também cumprem 28 mandados de condução coercitiva e 47 mandados de busca e apreensão nas cidades de Aparecida de Goiânia, Goiatuba e Rio Verde, as três em Goiás; Guarujá, Ribeirão Preto, Bertioga, São Paulo, Campinas e Santos, em São Paulo; Belém e Icoaraci, no Pará; Londrina, no Paraná; Belo Horizonte, em Minas Gerais; São José do Xingu, no Mato Grosso; e Itajaí, em Santa Catarina. Participam da operação 250 policiais federais e 25 servidores da Receita Federal.

De acordo com  a PF, a organização criminosa teve 46 imóveis bloqueados, entre casas, fazendas, lotes e hotel, avaliados em mais de R$ 100 milhões, além de dezenas de veículos e contas bancárias. 

 

Empréstimo de R$ 4 mi deu início a esquema

Dívida de R$ 4 milhões foi contraída junto a Júnior Mendonça em 2008 e quitada com recursos oriundos de um precatório da extinta Sanemat

Diário de Cuiabá|Laura Nabuco

O empréstimo ilegal que deu início ao esquema de lavagem de dinheiro alvo da operação Ararath, deflagrada pela Polícia Federal, teve como beneficiário o governador Silval Barbosa (PMDB) e foi quitado com recursos públicos, oriundos de um precatório da extinta Companhia de Saneamento do Estado de Mato Grosso (Sanemat). 

É o que afirma a decisão do juiz federal Jeferson Schneider que autorizou mandados de busca e apreensão contra, pelo menos, 20 acusados de envolvimento no esquema. 

Conforme o despacho, o empréstimo, no valor de R$ 4 milhões, foi contraído por Silval em 2008 junto ao empresário Gércio Marcelino Mendonça Júnior, o Júnior Mendonça. À época, o governador ainda ocupava a cadeira de vice. 

A transação contou com a participação do então secretário de Estado de Fazenda Eder Moraes (PMDB), que assinou uma nota promissória no mesmo valor do empréstimo. No documento, constava como avalista, além de Eder, o próprio Silval. 

Ainda de acordo com a decisão, o débito não foi quitado na data prevista, tendo Júnior Mendonça, então, procurado Eder na sede da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) para cobrar a dívida. Na ocasião, o ex-secretário teria garantido o pagamento de R$ 4,750 milhões. 

Em depoimento à PF, Júnior Mendonça afirmou, segundo a decisão, que Eder Moraes ainda lhe confidenciou ter por receber à época cerca de R$ 9,5 milhões. 

O valor seria parte de um precatório de R$ 19 milhões devido à empresa Hidrapar Engenharia Civil Ltda. por conta de uma demanda contra a Sanemat. 

O escritório Tocantins de Advocacia seria o responsável por fazer o pagamento ao ex-secretário e, por isso, também a Júnior Mendonça. Para isso, seria aberta uma conta-corrente conjunta entre o escritório e a empresa Trimec Construções e Terraplanagem Ltda., cujo sócio proprietário é Wanderley Torres. 

A partir daí, conforme o juiz federal, foi que teve início “o que se denominou chamar de ‘conta-corrente’, por meio do qual Gércio Marcelino Mendonça Júnior, via suas empresas Global Fomento Ltda. e Comercial Amazônia Petróleo Ltda., operando conjuntamente com Eder de Moraes Dias instituição financeira clandestina, realizaram inúmeros outros empréstimos em favor do grupo político (Blairo Maggi e Silval Barbosa), assim como transferências bancárias para fins de ocultar a origem ilícita dos recursos”. 

CAMPANHA ELEITORAL – A decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), cita um segundo empréstimo, também no valor de R$ 4 milhões, feito por Júnior Mendonça ao governador Silval Barbosa. 

A transação teria sido realizada em 2010, quando o peemedebista concorreu ao cargo de chefe do Executivo. A campanha, aliás, teria sido a justificativa para o pedido. Silval, todavia, teria a intenção de receber pelo menos R$ 7 milhões, valor que não foi aceito pelo empresário. 

Governador de Mato Grosso é preso por porte ilegal de arma

Gazeta Digital|Izabel Barrizon e Gláucio Nogueira

Cuiabá – O Governador Silval Barbosa (PMDB) foi preso em flagrante por porte ilegal de arma. A Polícia Federal encontrou, durante as buscas em seu apartamento, uma pistola calibre 380, sem documentação. Por esta razão, Silval foi conduzido à sede da Superintendência da Polícia Federal. Governador deve ser liberado sob pagamento de fiança.

Silval chegou por volta das 11h25 na sede da Superintendência da Polícia Federal (PF), em Cuiabá. Durante a madrugada desta terça-feira (20), a PF cumpriu busca e apreensão na casa do político depois da determinação do ministro José Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), através da Operação Ararath, deflagrada em novembro passado e que investiga esquema de lavagem de dinheiro.

O governador teria ido até a sede da PF por livre e espontânea vontade para prestar esclarecimentos e colaborar com as investigações.

A Polícia Federal ainda realizou buscas na casa do deputado estadual José Riva (PSD), que foi detido, além de prender também o ex-secretário de Estado de Fazenda, Éder Moraes. Agentes cumpriram também busca e  apreensão no gabinete do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE/MT), Sérgio Ricardo e do conselheiro aposentado Alencar Soares, além da Prefeitura de Cuiabá, Ministério Público Estadual (MPE), casa de um pormotor de Justiça e Assembleia Legislativa.

Parte do inquérito que culminou na operação Ararath foi remetida em novembro ao Superior Tribunal Federal (STF). A medida buscou investigar o envolvimento de integrantes dos poderes Executivo e Legislativo, bem como do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que possuem foro privilegiado.

A operação – Com início em 12 de novembro de 2013, a operação descobriu um esquema de lavagem de R$ 500 milhões através de empresas de factoring e combustíveis comandadas pelo empresário “Júnior Mendonça”. A partir das investigações, a PF descobriu uma série de fatos que abalam as estruturas dos órgãos públicos de Mato Grosso.

O termo “Ararath” foi escolhido pelos agentes por ser o nome de um monte na Turquia onde, supostamente, foi encontrada a Arca de Noé. Isso porque o esquema investigado atualmente em muito se assemelha ao descoberto com a deflagração da operação Arca de Noé, em 2003, que desarticulou as ações de João Arcanjo Ribeiro, à época tido como o chefe do crime organizado no Estado.

O ex-bicheiro era responsável por comandar movimentações financeiras ilegais, por meio de factorings. O responsável por decretar a prisão de Arcanjo foi o próprio juiz federal Julier Sebastião da Silva. Segundo a Polícia Federal, os investigados pela operação Ararath devem ser indiciados e poderão responder pelos crimes contra o sistema financeiro nacional e de lavagem de dinheiro, bem como ocultação de bens, direitos e valores. As penas estão previstas no art. 16 da Lei nº 7.492/86, podendo chegar à reclusão de 1 a 4 anos e multa, e no art. 1º da lei 9.613/98, com reclusão de 3 a 10 anos e multa.

Veja o vídeo de busca e apreensão na casa de Silval

 

Registro de Julier é suspenso

Diário de Cuiabá

O pedido de inscrição junto à Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB/MT) feito pelo ex-juiz federal Julier Sebastião da Silva (PMDB) teve sua tramitação suspensa. O secretário-geral da entidade, Daniel Teixeira, contestou a concessão de aval para que o ex-magistrado volte a advogar devido ao envolvimento dele na operação Ararath, deflagrada pela Polícia Federal no final do ano passado. 

Julier já havia recebido parecer favorável ao seu retorno aos quadros da OAB nesta quarta-feira (14). Teixeira argumenta, no entanto, que a Câmara Julgadora da Ordem não se atentou ao fato de o peemedebista ter sido investigado pela Polícia Federal. 

Para o secretário-geral, o fato impede que o registro seja concedido a Julier neste momento. Ele defende que o ex-magistrado apresente defesa para que o caso seja apreciado pelo Conselho da OAB. 

A operação Ararath fez parte de um inquérito da Polícia Federal que apurava crimes contra a administração pública e lavagem de dinheiro em Cuiabá. Julier foi um dos investigados e chegou a ter documentos apreendidos em sua casa e gabinete. 

À época, as suspeitas eram de que o ex-magistrado poderia ter beneficiado a construtora Encomind em processos que tramitavam em sua vara. Os investigadores chegaram a Julier por meio de interceptações telefônicas. 

O ex-juiz garante, todavia, que seu suposto envolvimento nas irregularidades investigadas na operação já foi esclarecido. A Justiça deferiu, inclusive, seu pedido para reaver os bens que haviam sido levados de sua casa e gabinete. 

PRERROGATIVAS – Além de seu envolvimento na operação Ararath, no entanto, Julier é acusado de, quando magistrado, não ter respeitado as prerrogativas dos advogados. A queixa partiu do ex-secretário estadual de Administração Francisco Faiad (PDMB). 

Faiad, no entanto, teria uma rixa pessoal com Julier. Ele foi afastado do comando da OAB, em 2009, pelo então juiz federal. À época ele era acusado de tráfico de influência, concorrência desleal e supostos atos de improbidade administrativa. 

Daniel Teixeira, inclusive, foi secretário-executivo adjunto da OAB durante a gestão de Faiad. 

OUTRO LADO – Em nota encaminhada à reportagem do Diário, Julier afirmou ter recebido a notícia de suspensão de seu pedido de registro junto à OAB com estranheza, tendo em vista que a decisão proferida na quarta-feira foi colegiada enquanto a mais recente foi monocrática. 

O ex-juiz, que é pré-candidato ao governo do Estado, garante, entretanto, estar tranquilo e não acreditar que a medida tenha qualquer cunho político. 

Ele ressalta também ser de conhecimento público que a própria Justiça reconheceu que os pedidos de busca e apreensão contra ele foram fruto de exagero durante a operação Ararath, fato que foi externado quando da devolução de seus bens. (TA) 

Polícia Federal está proibida de fazer greve na Copa do Mundo

Decisão é do Superior Tribunal de Justiça. Ação da Advocacia-Geral da União destaca a necessidade de se manter a segurança pública durante o evento

O DIA

Brasília – Servidores da Polícia Federal estão proibidos de fazer greve em todo o país durante a Copa do Mundo. A liminar foi concedida pela ministra Assusete Magalhães, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que estipulou multa de R$ 200 mil por dia de descumprimento. A ação foi movida pela Advocacia-Geral da União. A Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) informou que o departamento jurídico da entidade vai analisar a decisão.

O texto prevê que além de greve, não será permitido fazer a “operação-padrão” ou outra forma organizada pela categoria, que poderia prejudicar a prestação dos serviços de segurança da população.

Policiais federais utilizam ‘elefante branco’ em uma manifestação no Rio de Janeiro

Foto:  Saulo Stefano / Agência O Dia

O alerta do governo se deu pela divulgação, por meio da imprensa e nos sites institucionais dos sindicatos, da possível paralisação durante o evento mundial. “Considerando a essencialidade dos serviços prestados pelos servidores do Departamento da Polícia Federal, a Advocacia-Geral atuou para evitar qualquer paralisação”, divulgou o órgão.

Segundo os advogados da AGU, a PF exerce funções essenciais ao Estado e à sociedade, afetando direta e indiretamente a Segurança, a Economia, a Saúde e o trânsito de bens e pessoas em portos, aeroportos e zonas de fronteiras do país.

A defesa da AGU informou que “a suspensão ou redução das atividades policiais em decorrência de movimento grevista ilegal, assim como medidas que interfiram na prestação de serviços e causem prejuízos à população, são abusivas e não podem ser toleradas pelo Poder Judiciário”.

Dentre as principais, destacam-se a emissão de passaportes, documentos a estrangeiros, autorização de porte de armas e ações de inteligência e vigilância de fronteiras.

 
 

Polícia Federal lidera ranking que tem a PM e a Justiça na lanterna

População também se revela insatisfeita com a Guarda Municipal e o Ministério Público

O DIA|FRANCISCO EDSON ALVES

Rio – A Polícia Federal (PF) é a instituição mais bem avaliada pela população do Estado do Rio. Pesquisa encomendada pelo DIA ao Instituto Gerp aponta que mais da metade dos fluminenses (55%) considera ótimo e bom o trabalho da PF. Numa escala de 1 (péssimo) a 5 (ótimo), as piores avaliações foram para a Polícia Militar e a Justiça, ambas com nota média de 2,48 pontos. 

A PF obteve 3,55 pontos. Em seguida veio a tropa de elite da PM, o Batalhão de Operações Especiais (Bope), que ganhou nota média de 3,51. Depois aparecem a Polícia Civil (3,06), o Batalhão de Choque da PM (3), o Ministério Público (2,73) e a Guarda Municipal (2,56). 

Para João Tancredo, advogado e presidente do Instituto de Defesa dos Direitos Humanos, especialista em segurança pública, a pesquisa reflete certo distanciamento do conhecimento do povo em relação à atuação das instituições. 

Foto:  Arte: O Dia

“A PF é mais fácil de se avaliar positivamente, pois suas atividades, de certa forma, estão mais longe dos aglomerados de cidadãos. Já a PM e a Justiça têm mais demandas no dia a dia, estão mais próximas da população e, claro, mais problemas. Por isso são mal avaliadas. A verdade é que tudo cai na conta dessas duas instituições”, opina Tancredo.

Investimentos 

Em nota, a Secretaria de Estado de Segurança informou que, desde 2007, vem fazendo investimentos na formação e treinamento de policiais civis e militares. Além disso, investe na construção de importantes e modernos equipamentos, como é o caso da Cidade da Polícia e do Centro Integrado de Comando e Controle. A nota também cita as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), que beneficiam mais de 1,5 milhão de pessoas.“Cabe ressaltar que o orçamento do Estado para a segurança saltou de R$ 2,3 bilhões em 2007 para R$ 9,1 bilhões em 2014”, diz a secretaria. 

O comandante da Guarda Municipal, inspetor Rodrigo Fernandes, ressaltou que a corporação “é uma instituição relativamente nova e vem investindo em cursos e treinamentos para qualificar seu efetivo”. “Dobramos o número de guardas na gestão atual, fazendo com que a corporação esteja mais presente no dia a dia da população, auxiliando o carioca em diversos momentos, do trânsito até o ordenamento nas praias”, afirma Fernandes. 

O Tribunal de Justiça do Rio e o Ministério Público do Estado (MPE-RJ) não se manifestaram sobre a pesquisa. Em sua página na internet, a PF do Rio ressalta que faz avaliação permanente dos serviços que presta.

Gilson de Souza: em quatro anos, apenas uma audiência judicial

Foto:  Divulgação

Demora no andamento de processos gera queixas 

A morosidade da Justiça é uma das possíveis causas da má avaliação da instituição. “A demora no andamento de processos traz revolta, desespero e indignação”, desabafa o sargento reformado da PM Gilson Nascimento de Souza, de 41 anos. Há quatro anos ele ainda espera pela fase pericial de seu processo contra a Ampla, iniciado na 1ª Vara Cível de Itaboraí, onde até hoje só houve uma audiência do caso. 

Em julho de 2009, Gilson sofreu uma descarga de 13,2 mil volts ao encostar num transformador instalado pela concessionária a menos de 50 cm do terraço de sua casa. 

“No acidente, ele perdeu os braços e teve séria lesão na perna esquerda. Isso acabou com sua carreira e o deixou totalmente incapaz e dependente da mulher e dos filhos. Infelizmente, nesse ritmo, prevejo mais uns seis ou sete anos para o fim do processo”, lamenta Elizabeth Antunes, advogada de Gilson, que pede quatro mil salários mínimos (R$ 2,8 milhões) de indenização por danos morais, materiais e estéticos, além de pensão vitalícia para os filhos dele. A Ampla recorre da acusação.

Ações de maior visibilidade 

Ações da Polícia Federal, quase sempre com cenas de cinema, chamam a atenção e ajudam a elevar a credibilidade da instituição. Uma das últimas prisões, por exemplo, rendeu elogios aos agentes da Delegacia da PF de Volta Redonda, no Sul Fluminense. 

Na terça-feira, o auditor fiscal da Receita Federal José Cassoni Rodrigues Gonçalves foi preso dentro da delegacia. Ele é acusado de formação de quadrilha, corrupção passiva, ocultação de ativos, evasão de divisas, enriquecimento ilícito e lavagem de dinheiro. As fraudes resultaram em um rombo de mais de R$ 2 bilhões aos cofres públicos. Cassoni foi desmascarado ao tentar tirar passaporte para fugir do país com documento falso.

Agentes da PF fizeram a segurança da Papa Francisco ano passado

Foto:  Divulgação

Os holofotes se voltaram para a Polícia Federal também durante a visita do Papa Francisco ao Brasil, durante a Jornada Mundial da Juventude, no ano passado. Setecentos policiais altamente treinados, inclusive em prevenção de ataques a bombas, tiveram a missão de proteger o Pontífice. Nem as ‘escapulidas’ de Francisco, que por várias vezes ficou perto dos fiéis, tiraram o brilho dos ‘anjos do Papa’.

 

 

 

 
 

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