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Defesa Civil instalará toldos no abrigo único , em Porto Velho

Medida é em reposta a reclamação dos desabrigados da enchente quanto ao calor nas barracas

PORTO VELHO – O uso de toldos foi a solução encontrada pela Defesa Civil de Rondônia para amenizar o calor nas barracas onde estão abrigadas as famílias atingidas pela cheia histórica do rio Madeira. A falta de climatização no abrigo único de Porto Velho é alvo de críticas desde o início da transferências dos desabrigados para o local.

Defesa Civil instalará toldos no abrigo único , em Porto Velho

O problema gerou uma ação civil pública com pedido de liminar proposta pela Defensoria Pública de Rondônia. Na semana passada, a juíza Inês Moreira da Costa, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Porto Velho, realizou uma audiência de reconciliação. A Defensoria destacou durante a reunião que já existe desde abril uma decisão favorável à climatização dos abrigos provisórios.

Em resposta as reclamações, a Defesa Civil de Rondônia providencia desde sábado (10) a instalação de toldos. ”Fizemos uma primeira verificação com um ‘sombrete’, uma tela para ver se funcionava e detectamos que não era o mais ideal. Então, está sendo operacionalizado pela Defesa Civil a instalação de toldos em cima das barracas para amenizar bastante o calor”, garante o oficial de comunicação da Defesa Civil de Rondônia coronel Demargli Farias.

Cada toldo deve cobrir quatro barracas. No local há 200 barracas e cerca de 120 famílias. Técnicos trabalham no local para garantir a segurança das instalações. O coronel disse ao Portal Amazônia que foram providenciados ventiladores para as famílias do abrigo único.”Então nós acreditamos que Defesa Civil está dando reposta neste momento, que eu friso é um momento temporário, as famílias serão levadas para novas moradia. Aquelas que estavam em área de risco não retornarão para lá”, conta.

 

Agricultura de Porto Velho beneficia instituições sociais

Programa de Aquisição de Alimentos leva a produção do campo para a mesa de instituições que realizam trabalhos sociais

PORTO VELHO – A capital de Rondônia recebeu a primeira feira do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) de 2014, nesta sexta-feira (9). A iniciativa, que já existe desde 2011, no município beneficia os produtores rurais que tem a compra da produção garantida e instituições sociais que recebem a doação. O programa é do Governo Federal coordenado a nível nacional pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).

Agricultura de Porto Velho beneficia instituições sociais

Em Rondônia, o PAA é coordenado pela Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Regularização Fundiária (Seagri) e executado pela Associação de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater). ”A Emater faz o trabalho de execução que é receber essa produção dos agricultores e destinar para as instituições, disse a extensionista da Emater Virgínia Avelar.

A extensionista explica a proposta do programa para a agricultura local. ”O programa fecha um ciclo, pois é feito um trabalho desde a assistência técnica, de orientação no campo até o processo de comercialização. Esse programa é feito para dois públicos. Para o agricultor que diversifica a produção, gera segurança alimentar no campo e beneficia também as instituições”, informa.

Para colocar o programa em prática é necessário algumas medidas. Um trabalho sincronizado das instituições envolvidas.” O programa como é um recurso público, precisa primeiro da liberação do recurso pelo MDS, uma trabalho árduo que a Seagri faz e depois é efetuada as compras deste produto anualmente”, explica. O Governo pode comprar até o limite de R$ 5,5 mil de cada produtor, por ano.

O programa tem tido resultados positivos em Porto Velho. ” Tem sido um sucesso. Cada ano nós temos conseguido aumentar o número de agricultores. Nós tínhamos cerca de 20 agricultores no começo e hoje são 150. É uma aceitação muito grande”, avalia.

Agricultura de Porto Velho beneficia instituições sociais

Aceitação como a do agricultor e piscicultor Cosme Dourado que trabalha há mais de 20 anos com a produção agrícola. ” Além de peixe, eu tenho banana, macaxeira, limão”, disse. Ele conta que participar do programa tem sido muito importante, pois agora tem um comprador garantido. ”Antes eu tinha dificuldade de encontrar comprador”, conta.

O produtor rural Lucas Gomes, 62 anos, foi um dos primeiros a chegar e expor os produtos na feira. Na propriedade, localizada km 28 da BR 364, Lucas realiza um plantio diversificado. ”Primeiro nos temos o leite, depois tem a lavoura, banana, mamão, macaxeira, mandioca, cana, limão, laranja, mexerica e a manga ”. conta.

Agricultura de Porto Velho beneficia instituições sociais

Lucas fala da importância do apoio dado pela PAA. ”É bom ter o Governo como comprador porque você sabe que é tudo certo”. A produção agrícola local comprada de produtores como Lucas vai parar na mesa de instituições que colaboram com causas sociais. A exemplo da Casa de Apoio ao Câncer que está entre as 52 instituições beneficiadas, em Porto Velho.

A presidente da associação Nazaré Farias disse que a aquisição ajuda a suprir a necessidade dos acolhidos pela instituição criada em 1998. Atualmente, a casa está com cerca de 40 pessoas. ” Aqui é a moradia deles. Eles chegam, tem uma cama, tem alimentação, tem remédio. Temos aqui pessoas que vieram do interior, de outro Estado e até da Bolívia”, afirma.

As aves, bananas, mandioca, peixes e melancias adquiridas nesta primeira etapa do PAA, em 2014, devem durar cerca de uma semana. Uma ajuda necessária para uma instituição que é mantida por doações.

Agricultura de Porto Velho beneficia instituições sociais

O produtor rural Lucas visitou a Casa de Apoio e disse estar orgulhoso em participar desta iniciativa. ” Ajudar é a melhor coisa que a gente faz”. Lucas sabe muito bem o que enfrentam os beneficiados pelo programa na Casa de Apoio ao Câncer. Ele teve a doença e está curado há um ano. ” Ficou feliz em saber o destino final dos meus produtos”, afirma.

Agricultura de Porto Velho beneficia instituições sociais

Feiras

A gerente da Emater, em Porto Velho, Silvana Castro explica como funciona o Programa até chegar às feiras. ” Assim que é liberado o recurso, a Seagri nos informa e a gente reúne com os agricultores já para esquematizar todo o processo. Este ano entendeu-se que era mais viável trabalhar com a compra duas vezes na semana. Nós vamos fazer as terças e quintas-feiras até meados de junho. Nós temos produtores da grande Porto Velho e até de Joana d’Arc, há quase 100km”,afirma.

As feiras realizadas através do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) são a oportunidade em que produtores e instituições sociais se encontram para uma causa nobre. Os produtores chegam cedo e começam a descarregar os produtos. Logo em seguida, chegam os representantes das instituições que sobre o monitoramento da extensionista da Emater recebem as doações.

A gerente da Emater, em Porto Velho, explica como funciona as feiras.”Nós temos uma produção bem diversificada de acordo com a sazonalidade. A gente consegue atender bem as instituições. É muito gratificante este programa”, conta. As distribuições da produção durante a feira é feita com uma divisão igualitária entre aS instituições, conforme o número de beneficiários.

 

Preço do tomate cai e custo da cesta básica reduz 2,9% em Porto Velho

Tomate, açúcar e arroz ficaram até 20% mais baratos em abril, aponta pesquisa da Universidade de Rondônia

PORTO VELHO – O preço da cesta básica em Porto Velho caiu de R$ 274,23 para R$ 266,18, de março para abril. A redução representa queda de 2,9% no preço dos 12 itens essenciais. De acordo com a pesquisa realizada pelo Programa de Educação Tutorial (PET) do Curso de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Rondônia (Unir), sete ficaram mais baratos e impulsionaram a diminuição do valor.

Preço do tomate cai e preço da cesta básica reduz 2,9% em Porto Velho

O tomate (-20,3%) foi o produto que mais teve queda no valor. Seguido da farinha (-7,6%), açúcar (-5,3%), arroz (- 5%), manteiga (-3,7%), leite (-3,3%), banana (-0,8%). Os itens que tiveram acréscimo de preço foram café (10,3%), pão (5,6%), carne (4,7%), feijão (2,9%) e óleo ( 1%).

Em comparação com abril de 2013, o preço atual da cesta básica teve redução menor, de 2%. Apenas cinco itens apresentaram declínio nos valores cobrados. São eles: Feijão (-43,4%), arroz (-3,1%), tomate (-7,2%), banana ( -2,1%) e café (-0,03%). Enquanto que tomate ( -20,3%),farinha (-7,6%), açúcar ( -5,3%), arroz ( – 5%),manteiga (-3,7%),leite (-3,3%) e banana (-0,8%).

O Programa de Educação Tutorial (PET) do Curso de Ciências Econômicas da Unir usa as mesmas metodologias utilizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que realiza a pesquisa o preço das cestas básicas em 18 capitais do Brasil.

Em abril, a pesquisa do Dieese apontou que das 18, 16 capitais elevaram o preço da cesta básica. Reajuste maior sofreu a cidade de Campo Grande (12,85%), seguida de Goiânia (12,61%), Porto Alegre (12,52%) e Curitiba (12,29%). Enquanto que Manaus (-1,25%) e Belo Horizonte (0,41%,) foram as capitais onde os produtos básicos de alimentação tiveram maior redução nos preços.

Mesmo assim as cidades onde o valor da cesta básica são menores são Aracaju (R$ 225,82), João Pessoa (R$ 263,17) e Natal (R$ 271,31). As cestas mais caras são encontradas em Porto Alegre (R$ 356,17), São Paulo (R$ 351,46), Florianópolis (R$ 345,63) e Rio de Janeiro (R$ 345,11).

Ranking do preço das cestas básicas

Porto Alegre – R$ 356,17

São Paulo- R$ 351,46

Florianópolis -R$ 345,63

Rio de Janeiro-R$ 345,11

Vitória -R$ 343,7

Campo Grande -R$ 329,61

Curitiba- R$ 329,55

Brasília -R$ 323,02

Goiânia- R$ 310,04

Belém – R$ 308,45

Manaus -R$ 308,19

Belo Horizonte- R$ 296,83

Fortaleza- R$ 286,41

Recife- R$ 280,06

Salvador – R$ 272,56

Natal -R$ 271,31

João Pessoa – R$ 263,17

Aracaju -R$ 225,82

Governo federal reconhece calamidade pública em Rondônia

Porto Velho, Nova Mamoré e Guajará-Mirim foram as regiões mais prejudicadas; nível do rio nesta quarta é de 17,57 metros

 

Enchente do rio Madeira afetou cidades de Rondônia. Foto: Daiane Mendonça/Decom-RO

PORTO VELHO – O governo federal reconheceu estado de calamidade pública em Rondônia, que sofre há mais de dois meses com a enchente do rio Madeira. O reconhecimento permite mais agilidade nas ações de socorro e na liberação de verbas após o aval do ministério. Os recursos são destinados por meio do Cartão de Pagamento de Defesa Civil. A ferramenta é utilizada pelo governo federal para dar mais rapidez às ações de resposta.

O governo federal já realizou  cinco repasses de recursos para o estado. O primeiro, no valor de R$ 564,8 mil, foi publicado no Diário Oficial da União do dia 25 de fevereiro. A segunda ajuda financeira foi R$ 5.266.446,75, divulgada no dia 6 de março. Em 26 de março, houve a liberação de R$ 884 mil. No dia 2 de abril, o governo federal autorizou o repasse de mais R$ 827.258 para ações de defesa civil em Rondônia. A última liberação de verbas ocorreu no dia 9 de abril, no valor de R$ 587.189.

Segundo a última aferição realizada nesta quarta-feira pela Agência Nacional de Águas, o Rio Madeira está com 17,57 metros acima do nível normal. O pico ocorreu no dia 30 de março quando alcançou 19,7 metros. O recorde anterior havia sido registrado em 1997, quando ficou 17,52 metros acima do nível. Porto Velho e seus distritos, Nova Mamoré e Guajará-Mirim foram as regiões mais prejudicadas.

Usina hidrelétrica Santo Antônio volta a ligar turbinas no rio Madeira, em Rondônia

Local estava sem gerar energia desde fevereiro para evitar problemas na usina Jirau

BRASÍLIA – Depois de mais de dois meses com as turbinas paradas por causa da enchente histórica do rio Madeira, em Rondônia, a usina hidrelétrica Santo Antônio retomou a geração de energia na última sexta-feira (25). Nove turbinas voltaram a operar e representam potência de aproximadamente 640 megawatts (MW).

A hidrelétrica estava sem gerar energia desde 17 de fevereiro, quando o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) determinou o rebaixamento do nível do reservatório da usina para evitar que as estruturas provisórias da outra usina do rio, a Jirau, fossem afetadas. Segundo a empresa Santo Antônio Energia, a retomada da geração de energia somente foi possível com o restabelecimento da queda líquida mínima na barragem.

As demais 17 turbinas da usina hidrelétrica Santo Antônio, que já têm autorização para operar comercialmente, entrarão em funcionamento no decorrer de maio, em conformidade com a programação estabelecida em conjunto com o ONS, segundo a empresa.

Usina estava desligada desde 17 de fevereiro. Foto: Reprodução/Santo Antônio Energia

 
 

Aulas em Porto Velho retornam parcialmente após enchente

Durante a enchente, 17 escolas serviram de abrigos.Destas, somente sete retornaram às atividades letivas

Retorno as aulas acontece de forma gradativa no Pós-Cheia em Porto Velho

PORTO VELHO – Durante a enchente histórica do rio Madeira, que atingiu maior nível no fim de março e ultrapassou os 19,70 metros, um total 17 escolas estaduais e municipais da zonas urbanas de Porto Velho serviram de abrigo para cerca de 300 famílias. Destas, somente sete retornaram às atividades letivas. Somadas as escolas da zona rural, cerca de 7 mil alunos tiveram o Ano Letivo comprometido. Em toda a cidade, o número de desabrigados é superior a 1,6 mil famílias.

Resistência

O trabalho de transferência das famílias abrigadas em escolas acontece desde o início de abril. Mas, segundo o coordenador das ações da Defesa Civil de Rondônia nos abrigos coronel Gilvander Gregório, devido à resistência dos moradores em irem para o abrigo único, o trabalho que era para ser concluído em 15 dias, acontece de forma lenta. ” A transferência está sendo bem devagar, a meta era fazer em 15 dias, mas o prazo já extrapolou. Famílias resistem em sair, mesmo com o trabalho de conscientização realizado pelos assistentes sociais”, afirma.

O abrigo-único está localizado no Parque dos Tanques, no bairro Nacional, onde funcionava a Exposição Agropecuária de Porto Velho(Expovel). No espaço, há barracas com capacidade inicial para 200 famílias, área para atividades recreativas, banheiros, refeitório e lavanderia. Mesmo assim, os desabrigados reclamam que essa “não é a condição que querem viver e criticam principalmente o calor que faz nas barracas durante o dia”. Problemas que já resultaram emmanifestação.

Retorno as aulas acontece de forma gradativa no Pós-Cheia em Porto Velho

Ensino

Com a vazante do rio, que registrou a marca de 17,96 metros na manhã de quarta-feira (23), a Semed tenta amenizar o impacto na educação. ”Conseguimos colocar cerca de 90 alunos que estão em abrigos para estudar nas escolas urbanas de Porto Velho onde havia vagas. Tem ônibus nos períodos da manhã e tarde que levam eles para as escolas”, afirma.

Com o impasse, das 12 escolas estaduais que serviam de abrigo na área urbana de Porto Velho, apenas metade estão desocupadas: Castelo Branco, Getúlio Vargas, Samaritana, Duque de Caxias, Estudo e Trabalho e São Sebastião. Nessas escolas, as aulas foram retomadas há cerca de uma semana, de acordo com coordenadora estadual da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) Irani Oliveira.

Irani explica como o Ano Letivo será reorganizado no Estado. ”Cada escola tem autonomia para reunir seu conselho escolas, pais, alunos, professores para definir a reorganização do Ano Letivo. A Seduc também divulgará um documento orientador, mas as escolas já trabalham com a reposição de aulas”, conta.

Na rede municipal de ensino, apenas uma das cinco escolas que serviram de abrigo foi desocupada. ”Apenas a Darci Ribeiros”, conta a titular da Secretaria Municipal da Educação (Semed) Francisca Chagas.  A secretária disse que alguns pais não permitiram que os alunos retomassem as aulas por uma questão social. “Eles pesam que com os filhos nas escolas, o Poder Público não vai mais preocupar com em resolver a questão deles”, afirma.

Zona rural

Na área rural, seis escolas municipais servem de abrigo, segundo informações da Operação Enchente coordenada pela Defesa Civil de Rondônia. Para o setor, o retorno é mais complicado, pois escolas do baixo e médio Madeira foram inundadas e além disso os alunos das localidades estão espalhados em abrigos na zona urbana da cidade e casa de parentes.