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Premiê do Iraque diz esperar acordo sobre novo governo na semana que vem

BAGDÁ (Reuters) – O primeiro-ministro do Iraque, Nuri al-Maliki, disse nesta quarta-feira que espera superar os desafios que impedem a formação de um novo governo, um dia após a primeira sessão do novo Parlamento ter terminado sem um acordo sobre os principais cargos a serem ocupados.

“Ocorreu um estado de fraqueza, mas se Deus quiser na próxima sessão (planejada para terça-feira) nós vamos superar isso com cooperação e concordância e abertura… na escolha dos indivíduos e mecanismos que resultarão no processo político baseado em… mecanismos democráticos”, disse Maliki em seu discurso semanal televisionado.

Sunitas e curdos abandonaram a primeira reunião do novo Parlamento após os xiitas não terem conseguido nomear um candidato para primeiro-ministro. Os partidos xiitas estão em um impasse sobre quem substituiria Maliki, já que ele tem a ambição de ser escolhido para um terceiro mandato.

O Parlamento suspendeu a sessão na terça-feira, com planos de se reunir novamente uma semana depois.

Maliki também ofereceu uma anistia a líderes tribais que lutaram contra o governo, mas excluiu aqueles que “mataram e derramaram sangue”.

(Por Ahmed Rasheed e Alexander Dziadosz)

Premiê confirma libertação de dois tunisianos reféns na Líbia

AFP – Agence France-Presse

29/06/2014

Um diplomata tunisiano e um outro funcionário da embaixada da Tunísia na Líbia, sequestrados há semanas em Trípoli, foram libertados neste domingo, anunciou o primeiro-ministro desse país, Mehdi Jomaa, agora à noite.

“Quero lhes informar que, há alguns minutos, o avião decolou de Trípoli com nossos ‘filhos’ que estavam presos”, declarou Jomaa, em uma entrevista coletiva no Ministério das Relações Exteriores.

O chanceler tunisiano, Mongi Hamdi, descartou que qualquer resgate tenha sido pago pelo governo.

“Nossos interlocutores eram as autoridades líbias. Não sabemos quem eram os sequestradore, nem queremos saber”, disse Hamdi.

O ministro confirmou que os sequestradores tinham motivações políticas e reivindicaram a libertação de líbios condenados em Túnis por terrorismo – “libertação que não aconteceu”, frisou o chanceler.

Em 21 de março, o funcionário da embaixada da Tunísia em Trípoli Mohamed ben Sheikh foi sequestrado na capital líbia. Em 17 de abril, o diplomata tunisiano Al-Arussi Kontassi foi feito refém na mesma cidade.

Em 23 de abril, um grupo “jihadista” desconhecido chamado “Chabab Al-Tawhid” divulgou um vídeo de Mohamed ben Sheikh, no qual o refém pedia ao presidente tunisiano que negociasse com os sequestradores.

A gravação não falava em Al-Arussi Kontassi, que teria sido levado, segundo Túnis, por esse mesmo grupo.

A fonte da embaixada consultada pela AFP relatou que a libertação de ambos aconteceu “graças às negociações” e garantiu que o governo “não cedeu” às demandas dos sequestradores.

Desde a queda do regime de Muammar Kadhafi em 2011, as representações diplomáticas na Líbia têm sido, com frequência, alvo de ataques e de sequestro por parte de milícias.

Premier belga apresenta renúncia

26. Maio 2014|  AFP internacional

O primeiro-ministro belga, Elio Di Rupo, apresentou nesta segunda-feira ao rei Philippe, como estava previsto, a renúncia de seu governo, um dia depois das eleições legislativas na Bélgica, nas quais os nacionalistas flamengos venceram na região de Flandres.

“O rei aceitou a renúncia e solicitou que se ocupe dos assuntos correntes até a formação de um novo governo”, afirma um comunicado do Palácio Real.

Como estipula o costume político no país, o rei realizará “consultas” com os líderes dos principais partidos políticos para buscar uma maioria capaz de governar o país.

Após as legislativas de 2010 foram necessários 541 dias para formar um governo, um recorde na história do país.

Em dezembro de 2011 o socialista Di Rupo conseguiu formar um governo com uma grande coalizão de seis partidos (três flamengos e três francófonos) de direita, esquerda e de centro.

Segundo analistas, após as consultas o rei Philippe deve pedir a Bart De Wever, presidente da Nova Aliança Flamenga (N-VA), o partido nacionalista flamengo, a buscar aliados, inclusive da região francófona do sul do país, para forma um governo federal.

A N-VA venceu na região de Flandres com 32% dos votos. A região tem peso demográfico de 60%.

A Bélgica, pequeno país do oeste da Europa e membro fundador da União Europeia (UE), está composta por três comunidades: flamengo, de língua neerlandesa, a valão (francesa) e a comunidade de língua alemã do leste do país.

Além do Estado federal, a monarquia constitucional tem três regiões com os próprios governos e parlamentos. Os temas de interesse nacional cabem ao governo federal, enquanto as regiões são competentes nas áreas de economia, transportes ou meio ambiente.

Premiê da Índia renuncia após uma década no poder

AFP – Agence France-Presse

17/05/2014 o:

O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, defendeu seu recorde de 10 anos no poder ao renunciar ao cargo, um dia após o nacionalista hindu Narendra Modi ter garantido uma vitória histórica ao partido Bharatiya Janata Party (BJP).

Os últimos anos do premiê de 81 anos no poder fora marcados pela desaceleração da economia e por constantes escândalos de corrupção.

Após fazer um discurso veiculado na televisão, o terceiro mais longevo primeiro-ministro da Índia foi levado até o palácio presidencial, no centro de Nova Délhi, onde entregou sua carta de renúncia ao presidente Pranab Mukherjee.

“Hoje a Índia é muito mais forte do que há dez anos atrás”, disse em curto discurso, usando seu habitual turbante azul. “Eu atribuo isso a vocês. Nós ainda precisamos trabalhar muito para levar este país ainda mais adiante”.

O economista também desejou sucesso ao sucessor Modi, um hindu nacionalista cuja eleição foi classificada por Singh, em janeiro, de “desastre” para o país.

“Estou confiante que a Índia vai aparecer como uma economia forte no mundo, misturando tradição com modernidade, e unidade com diversidade”, afirmou Singh.

Ex-ministro das Finanças, celebrado por implantar mudanças pró-mercado nos anos 1990, Singh vai continuar como primeiro-ministro até que Modi tome posse do cargo na próxima semana.