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Professores do Estado e do município decidem pelo fim da greve

Após 47 dias de paralisação profissionais do estado têm proposta de 9% e do município aguardam posição de Paes

O DIA|ALESSANDRA HORTO

Rio – Os profissionais de Educação das redes estadual e municipal de ensino do Rio decidiram terminar a greve unificada iniciada em 12 de maio. A definição foi acirrada. Foram 601 votos pela suspensão, 560 pela continuidade e 25 abstenções.

Segundo a Secretaria Municipal de Educação (SME), as aulas recomeçam na próxima segunda-feira, como já estava previsto no calendário escolar e dentro dos próximos dias será definida a reposição dos dias perdidos.

Profissionais da Educação em protesto no Centro do Rio

Alerj aprovou reajuste de 9% para professores do Estado

Foto:  Divulgação

Já a Educação estadual informou que as aulas serão retomadas em 14 de julho. Cada unidade afetada com a greve será responsável pela reposição das aulas. 

A maioria dos participantes da assembleia promovida pelo Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) entendeu que houve avanços nas negociações com os governos. Mesmo o reajuste de 9% concedido pelo estado tendo ficado abaixo dos 20% reivindicados pela classe. Na rede municipal não há previsão de aumento.

Integrante da coordenação do Sepe, Marta Moraes explicou que nova assembleia está marcada para 7 de julho. Mas não há risco de nova greve. A reunião vai acontecer para apresentados os resultados das audiências com o governor Luiz Fernando Pezão, prevista para o próximo dia 2 segundo o sindicato, e com integrantes da Educação municipal dia 7. Marta afirmou que será exigido que nenhum profissional em greve seja demitido ou responda à inquérito administrativo.

Líder do governo na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), deputado André Corrêa (PSD) declarou que o governo só não negocia o fim do sistema de meritocracia e a eleição para diretor.

Chile: professores protestam para ter voz na reforma educacional de Bachelet

Propostas feitas pela presidente foram recusadas e profissionais da educação vão às ruas para pedir mais

AFP – Agence France-Presse

25/06/2014 

Professores tomam as ruas de Santiago em protesto (AFP PHOTO/Claudio Reyes)  
Professores tomam as ruas de Santiago em protesto

Os professores chilenos saíram às ruas nesta quarta-feira para pedir a melhora da educação pública e uma participação mais ativa na reforma educacional projetada pelo governo de Michelle Bachelet.

Em paralelo, foi convocada para esta quarta-feira uma paralisação nacional nas escolas públicas. Algumas delas – seis na capital, Santiago – estão tomadas por alunos em protesto pela má qualidade da infraestrutura e contra as propostas educacionais do governo.

Convocada pelo sindicato da categoria, o Colégio de Professores, e contando com o apoio do movimento estudantil, a marcha reuniu milhares de pessoas, em sua maioria docentes, que partiram dos arredores da Praça Itália e caminharam pela principal avenida do centro de Santiago.

Os organizadores do protesto calculam que cerca de 50 mil pessoas participaram do ato e que houve uma adesão de 80% à paralisação em todo o país. Já a polícia chilena fala em nove mil participantes.

“Sem professores não há reforma. Pela recuperação da educação pública e pela dignidade docente” diziam os cartazes carregados pelo sindicato, que também quer a melhora dos salários, mais tempo para preparar as aulas e menos alunos por turma.

“Na minha opinião (a reforma educacional do governo), é insuficiente até agora. Precisa ser uma reforma muito mais profunda e imediata”, disse à AFP a professora Ana Cristina, que trabalha na rede pública.

Os professores marcharam em meio a cantos como “Ministro, ministro, lhe peço que viva um mês com o meu salário, e eu com o seu”.

Também participaram da manifestação representantes de organizações estudantis, como a Coordenação Nacional de Estudantes Secundaristas do Chile (Cones) e a Confederação de Estudantes do Chile (Confech), além de deputados emblemáticos do Partido Comunista, como a ex-líder estudantil Camila Vallejo.

“Compartilho a demanda dos professores, que querem estar envolvidos em uma reforma, da qual foram deixados de lado”, disse à AFP Martín, de 22 anos, estudante de uma universidade privada.

Bachelet aprovou um primeiro pacote de leis para acabar com o co-pagamento das famílias, com o lucro das escolas subsidiadas pelo governo e com a seleção que segrega os alunos por origem socioeconômica.

Tanto professores como estudantes rejeitaram esses primeiros projetos, por considerá-los insuficientes, e exigem uma maior participação no projeto da reforma, que não se baseie apenas no diálogo, mas que também suas propostas nos projetos de lei.

O ministro chileno da Educação, Nicolás Eyzaguirre, vem pedindo aos profissionais do ensino e aos estudantes “paciência” e “confiança” em suas reformas.

Desde 2011, os estudantes exigem, por meio de grandes manifestações, um ensino público de qualidade no país. O Chile tem um dos sistemas educacionais mais segregados do mundo, herdado da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).

 

Professor brasileiro gasta 20% do tempo de aula com indisciplina

De A Tribuna On-line

 Os professores brasileiros gastam, em média, 20% do tempo de aula mantendo a disciplina na classe, segundo levantamento internacional. Ou seja, o docente gasta um em cada cinco minutos pedindo silêncio ou chamando a atenção por bagunça.

O desempenho brasileiro é o pior entre os 32 países que responderam à essa parte da pesquisa. A média entre os países é de 13%. Na Finlândia, país tido como exemplar no quesito educação, o percentual de tempo dedicado a essa atividade chega a 13%.

As informações são da edição 2013 da Talis, Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem coordenada mundialmente pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico). O levantamento foi divulgado na manhã desta quarta (25).

De aula mesmo, ensinando os alunos, o percentual de tempo gasto em sala no Brasil é 67% enquanto a média internacional é de 79% e a da Finlândia é 81%.

Em 12% do período de cada aula, o professor lida com questões administrativas, como o controle de presença (chamada) — contra a média de 8% dos países que participaram da pesquisa e 6% da Finlândia.

Rio gasta R$ 67 milhões em estruturas temporárias para a Copa

Agência Brasil

As estruturas temporárias para a Copa do Mundo 2014 custaram ao governo do estado do Rio de Janeiro R$ 67 milhões. Segundo a Subsecretaria de Governo de Gerenciamento de Projetos, os acordos firmados com a Federação Internacional de Futebol (Fifa) determinam que é responsabilidade do governo estadual montar as estruturas complementares para realização do torneio. O estádio do Maracanã será palco de sete jogos, incluindo a final. A previsão é que o Rio receba o maior número de jornalistas, turistas e autoridades entre as cidades-sede do Mundial.
 
Os investimentos abarcam desde instalação de geradores, quadros de energia e raio X para malas e bagagens, scanners portáteis e magnetrômetros a mobiliário, prestação de serviço de exaustão e ventilação para cozinhas, banheiros químicos, equipamentos e cabos para pontos de telecomunicação e tecnologia da informação, unidades de pontos de TV e distribuição de pontos de antena etc.
 
Do lado de fora do Maracanã, já é possível ver tendas com detector de metais e equipamentos para credenciamento na entrada. O Diário Oficial do Estado Rio de Janeiro do dia 18 de março informou orçamento de R$ 33,7 milhões para as estruturas temporárias do estádio.
 
Várias áreas internas do Maracanã serão adaptadas e transformadas, como o estacionamento coberto do pavimento térreo, que, na parte sul, será o centro de mídia, com mobiliário e infraestrutura elétrica e de transmissão de dados exclusiva e temporária.
 
Na parte leste, ficará a área de apoio à cerimônia de encerramento, com camarins para o elenco, salas para costureiras, maquiagem e depósitos. Há outras áreas, como as do centro de voluntários, da tribuna de imprensa e dos centros de Ingressos e de credenciamento.
 
A Subsecretaria de Gerenciamento de Projetos informou que todas as demais instalações esportivas do complexo do Maracanã – Maracanãzinho, Parque Aquático Julio Delamare e Estádio de Atletismo Célio de Barros – serão ocupadas para o evento, além da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e da Quinta da Boa Vista, que serão usadas como áreas de estacionamento de público e o antigo terreno do Exército, onde funcionarão as Vilas de Hospitalidade. Nessas áreas, também estão sendo montadas estruturas complementares, sob a responsabilidade do governo estadual.

Manifestação de professores interdita vias do Centro

Estação do Metrô da Cidade Nova chegou a ser fechada em razão do protesto. Av. Presidente Vargas já foi liberada

O DIA

Rio – Após a Justiça considerar ilegal a greve da categoria, professores das redes estadual e municipal realizam nova manifestação na tarde desta quarta-feira. Após interditarem os dois sentidos da Avenida Presidente Vargas e fecharem o Túnel João Ricardo, sob o Morro da Providência, na Rua Bento Ribeiro, eles agora estão na Praça Santo Cristo. Pelo menos mil manifestantes estão no local. CET-Rio, Guarda Municipal e Polícia Militar atuam na região. Os professores seguem em passeata até a sede da Secretaria Estadual de Educação (SEEDUC), no Santo Cristo, Região Portuária do Rio.

De acordo com o Centro de Operações da Prefeitura, devido à interdição da Praça Santo Cristo, está interditado o Viaduto 31 de Março, no sentido Santo Cristo, na altura do acesso para a Avenida Presidente Vargas, por onde é feito o desvio. Também está fechado o acesso da Rua Rivadávia Corrêa para a Rua da Gamboa. O desvio é feito para a Via Binário. O trânsito é lento na região.

Ainda segundo o Centro de Operações, o trânsito na Avenida Presidente Vargas e no Túnel João Ribeiro é o normal para o horário. 

 

Protesto de professores interdita a Avenida Presidente Vargas nesta quarta-feira

Foto:  Twitter @MagaliHF

A manifestação chegou a interditar os dois sentidos da Avenida Presidente Vargas: as pistas lateral e central no sentido Candelária e a pista central no sentido Praça da Bandeira. A estação de metrô da Cidade Nova chegou a ser fechada em razão do protesto. Segundo a concessionária, o funcionamento está normalizado.

Os docentes se concentraram pela manhã em frente à sede da Prefeitura do Rio, na Cidade Nova. Eles, que estão em greve desde o último dia 12, pedem pelo reajuste salarial de 20% e melhores condições de trabalho. 

Ponto cortado a partir desta quarta

A partir desta quarta-feira, os professores estaduais que faltarem ao trabalho terão o ponto cortado. A desembargadora Leila Mariano, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, considerou ilegal a greve dos profissionais da rede estadual. Na decisão, publicada nesta terça-feira, a magistrada determina ainda que o sindicato da categoria, o Sepe, suspenda a paralisação, sob pena de multa diária de R$ 300 mil.

De acordo com a desembargadora, o sindicato demonstrou desinteresse nas negociações com o governo. Leila Mariano lembrou que, segundo o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), o sindicato não apresentou intenção em resolver os pactos firmados anteriormente. E que, “ficou comprovado que o Estado cumpriu com os itens acertados”.

“Iimportante registrar que, na referida audiência (no STF, dia 13/05), o Estado do Rio de Janeiro, em respeito aos professores e aos alunos da rede pública estadual, concordou com a manutenção dos grupos de trabalho e fóruns de debate para o aprimoramento dos temas previstos no acordo”, afirmou Leila Mariano, em um trecho de sua decisão.

A magistrada determinou a volta imediata ao trabalho e facultou ao Estado a decisão de cortar o ponto e descontar o salário dos grevistas. Leila Mariano remeteu seu despacho também ao relato, junto ao STF, de que “o Sepe incentivou a categoria dos professores a não trabalharem no mês de janeiro de 2014, o que inviabilizaria a reposição das aulas na forma acordada, fato este corroborado pelo Ministério Público oficiante no âmbito do Estado. Todavia, mesmo diante da ausência de inúmeros professores, o estado adotou todas as medidas visando à reposição das aulas, a fim de assegurar o cumprimento do calendário das aulas e os direitos dos alunos.”

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