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Imprensa europeia destaca oficialização da candidatura de Dilma à reeleição

A presidente Dilma Roussef e o ex-presidente Lula durante a Convenção do PT, em Brasília.

A presidente Dilma Roussef e o ex-presidente Lula durante a Convenção do PT, em Brasília|REUTERS/Joedson Alves|Adriana Moysés

Sites de notícias europeus dão destaque à Convenção do PT ocorrida neste sábado (21), em Brasília. No evento, 800 delegados do partido oficializaram a candidatura da presidente Dilma Rousseff à reeleição, no dia 5 de outubro. O diário espanhol El Pais afirma que Dilma quer dar “mais futuro” ao Brasil. O apoio incondicional do ex-presidente Lula a Dilma, durante a convenção, impressiona a revista francesa Le Point.

El Pais afirma que Dilma disputará um segundo mandato com a promessa de seguir transformando o Brasil e consciente que se encontra diante da reeleição “mais difícil de todas”, como ela mesmo disse. O jornal espanhol comenta que a presidente deixou a cordialidade de lado em seu discurso e logo atacou os críticos de seu governo, “chegando a afirmar que não foi eleita para vender o patrimônio público nem para mendigar dinheiro para o FMI”.

O jornal português O Público assinala que a presidente brasileira enfrenta há vários meses uma erosão progressiva da sua popularidade, mas mantém-se ainda como favorita nas pesquisas, com 39% das intenções de voto, segundo uma sondagem Ibope publicada na quinta-feira. “Os seus principais adversários serão o social-democrata Aécio Neves (PSDB), com 21% de intenções de voto, seguido do socialista Eduardo Campos (PSB), com 10% de intenções de voto”, acrescenta o diário português.

Má notícia

O Público destaca que a votação do PT aconteceu “depois dos delegados terem recebido, com surpresa, uma má notícia”. “O PTB (Partido Trabalhista Brasileiro), aliado do PT na primeira eleição de Dilma, decidiu não apoiar a sua reeleição”, relata o diário. Em nota, assinada pelo presidente nacional do PTB, Benito Gama, o partido anunciou que integrará a aliança de apoio a Aécio Neves.

O site da revista francesa Le Point escreve que “em plena Copa do Mundo, a oficialização da candidatura de Dilma à reeleição ganhou ares de revanche contra as manifestações anti-Copa”. A maneira como os participantes da convenção aclamaram Lula chamou a atenção da publicação.

Le Point publica o depoimento da militante petista Nadia Araujo, de 47 anos. “Muitos queriam ver Lula no lugar de Dilma na próxima eleição, mas cada coisa tem seu tempo”, afirma a militante. “Como o próprio Lula disse, o importante é reelegermos Dilma”, concluiu.

O jornal de esquerda Libération nota que o descontentamento dos eleitores com o governo e a classe política continua importante. “Mas os brasileiros estão atualmente envolvidos com a Copa do Mundo, que eles sonham conquistar pela sexta vez”, diz o texto. As reivindicações por melhorias sociais foram temporariamente adiadas. “Os protestos à margem da Copa reúnem um número pequeno de militantes de extrema-esquerda e anarquistas”, constata Libération.

‘Nunca fiz política com ódio’, diz Dilma em lançamento de candidatura

 

Na convenção nacional do PT, presidente candidata à reeleição afirma que ela e Lula herdaram um ‘legado perverso’

O DIA

Rio – Sem as tradicionais bandeiras vermelhas, substituídas por tecidos azuis com uma pequena estrela no centro, o PT oficializou neste sábado a candidatura à reeleição da presidenta Dilma Rousseff. Ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a presidenta prometeu promover um “novo ciclo de desenvolvimento” para “consolidar e aprofundar todas as conquistas” alcançadas nos governos petistas. 

Num discurso longo, que durou cerca de uma hora, a presidenta afirmou que ela e Lula herdaram “um legado perverso de décadas perdidas” e que “não vai abaixar a cabeça”. Dilma disse ainda ser contra o “pessimismo, a mediocridade e o baixo astral”. 

“Nunca fiz campanha com ódio, nem quando tentaram me destruir física e psicologicamente. Não insulto, mas não me dobro. Não me assusto, não agrido, mas também não fico de joelhos para ninguém”, disse. “Quero dizer que não tenho rancor de ninguém. Também não vou baixar a cabeça”, emendou. 

Em discurso, Lula diz que é possível criador e criatura viverem em harmonia, e Dilma terminar seu mandato sem que haja nenhum atrito entre os dois

Foto:  Agência Brasil

Sem citar nomes, a presidenta criticou seus adversários. “Se em 2002 a esperança venceu o medo, nesta a verdade deve vencer mentira e desinformação”, afirmou Dilma, durante a convenção nacional do PT que confirmou sua candidatura. “Nosso projeto de futuro deve vencer aqueles cuja proposta é retornar ao passado”, argumentou. 

Dilma aproveitou o discurso para citar os programas do PT, como o Brasil sem Miséria, o Minha Casa Minha Vida, o Ciência sem Fronteiras e o Mais Médicos. E defendeu a Copa do Mundo contra o que ela chamou de “mau agouro” dos “pessimistas”. 

Antes do discurso de Dilma, Lula enfatizou que a campanha eleitoral vai mostrar a afinidade entre os dois. ‘Vamos provar que é possível terminar mandato sem que haja atrito entre nós”, observou Lula. O ex-presidente tenta conter as especulações de divergências entre ele e a afilhada política. “É possível o criador e a criatura viverem em harmonia”, garantiu. “Quando tiver divergência, ela termina, porque Dilma sempre estará certa e eu errado.” 

Lula pediu aos militantes que se informem sobre as conquistas dos 12 anos do PT no governo e que disputem nas ruas os votos. Segundo ele, esta será uma eleição difícil e agressiva. “Nós, militantes do PT, precisamos saber que eleição se ganha primeiro com um bom programa e, segundo, mostrando o que a gente fez. Temos a obrigação de mostrar o que fizemos em 12 anos e eles em um século”, observou. 

A convenção do PT foi preparada pelo marqueteiro João Santana e as imagens do encontro serão usadas nos programas do horário eleitoral. Durante o discurso de Dilma, seis telas de LED reproduziam em tempo real as ideias chaves ditas pela presidenta sobre seu programa de governo.

Temer defende governo Dilma

Oficializado na chapa de Dilma Rousseff como candidato a vice-presidente, Michel Temer afirmou ontem em seu discurso que a presidenta não governa apenas para os pobres, mas também para as classes A e B. Ao afirmar que Dilma e Lula governaram para “todo o País”, Temer afirmou que é preciso acabar com a “besteira” de que a presidenta governa apenas para um setor da população. 

“Em todas as classes houve uma ascensão social. As classes A e B passaram de 7,6% para 12,5%. É um governo para todos os brasileiros. Vamos acabar com essa besteira de dizer que governo Lula e o governo Dilma trabalharam apenas para um setor. Vou ter a honra de ser reeleito com ela”, afirmou. Há 12 dias, o PMDB de Michel Temer aprovou a aliança com o PT para a reeleição de Dilma. 

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, também esteve presente à convenção, mas foi vaiado quando chamado ao palco. Além dele, dirigentes de outros seis partidos estiveram na convenção petist

PT oficializa Dilma como candidata à reeleição e defende reforma política

Paulo Victor Chagas – Repórter da Agência Brasil Edição: Juliana Andrade
A presidenta Dilma Rousseff participa da Convenção Nacional do PT no Centro de Eventos Brasil 21, em Brasília (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

A presidenta Dilma Rousseff participa da Convenção Nacional do PT no Centro de Eventos Brasil 21, em Brasília (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O PT oficializou hoje (21) a candidatura da presidenta Dilma Rousseff à reeleição e de Michel Temer para vice-presidente. Em convenção nacional em Brasília, com a presença de filiados ao partido e de aliados, delegados do PT levantaram os crachás em apoio à chapa, em defesa doslogan “Mais mudanças, mais futuro” e das principais reformas propostas no programa de governo.

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, levantou duas principais bandeiras para o partido que vão constar na campanha presidencial: a reforma política e a democratização da mídia. Para ele, o plebiscito é fundamental para que se concretize a proposta de reforma política, cujo princípio passa pelo fim do financiamento privado das campanhas. Segundo ele, o projeto prevê um plebiscito sobre o tema ainda neste ano, na Semana da Pátria, em setembro. Sobre os meios de comunicação, Rui Falcão destacou que o partido pretende cumprir o que estabelece a Constituição Federal, como a proibição do oligopólio da mídia e a exigência de produção regional independente.

Além do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de candidatos a governador pelo PT e de pelo menos nove ministros do atual governo, estiveram presentes na convenção representantes de partidos aliados que já referendaram ou ainda vão oficializar a aliança nacional, como PCdoB, PRB, PP, PSD, PMDB, PROS e PDT.

A presidenta Dilma Rousseff avaliou a reforma política como fundamental para melhorar a qualidade da política e da gestão pública. “A transformação social produzida pelos nossos governos criou as bases para a promoção de grande transformação democrática e política no Brasil. Não vejo nenhum caminho que viabilize a reforma política que não passe pela participação popular.”

Ao lembrar projetos criados pelo governo, a presidenta Dilma disse que o novo ciclo que pretende concretizar no país manterá dois pilares básicos de um “ciclo extraordinário” iniciado em 2003: solidez econômica e amplitude das políticas sociais. Segundo ela, o objetivo é ampliar os avanços, com a melhoria da infraestrutura, dos serviços públicos, do emprego, do desenvolvimento tecnológico e da produtividade.

“Esse novo ciclo fará o ingresso decisivo do Brasil na sociedade do conhecimento, cujo pilar básico é a transformação da qualidade da educação”, disse Dilma, reiterando que, para transformar a educação, é preciso valorizar o professor, projeto que será acelerado quando começarem a ingressar os recursos dos royalties do petróleo no setor. Outros pilares também foram citados por ela, como projetos de mobilidade urbana e transporte público, saneamento básico e moradia, classificados como “reforma urbana”.

Depois de os membros do partido reconhecerem, por votação simbólica, a chapa PT-PMDB, Dilma agradeceu a “prova de confiança” e disse querer transformar a gratidão e a alegria em compromisso e convocação para fazer mais mudanças, reforçando o slogan da campanha.

PP de Maluf quer indicar vice de Padilha

18/06/2014 

São Paulo, 18 – Depois de selar a aliança com Alexandre Padilha, do PT, na disputa pelo governo de São Paulo sem fazer exigências, o PP de Paulo Maluf agora entra na briga para indicar o vice na chapa. Encorajados pelo fracasso na negociação do PT com o usineiro Maurílio Biagi Filho, que se filiou ao PR, mas desistiu de ser o vice de Padilha, malufistas trabalham intensamente para ocupar o espaço.

O deputado federal Paulo Maluf, presidente estadual do PP, disse nesta quarta-feira que o partido tem bons nomes para o posto. “A indicação não fez parte da aliança, portanto ele (Padilha) está livre para a escolha, mas nós temos nomes da melhor qualidade.” Maluf não citou os pretendentes, mas disse que o partido tem filiados que preenchem os requisitos do vice idealizado pelo candidato petista, como o bom trânsito junto ao empresariado e ligações com o agronegócio. “Não impusemos essa condição, mas seria gratificante para o PP contribuir com o vice”, afirmou.

Sem confirmar ou negar o assédio malufista, o PT informou que seguem as negociações com o PR e com outros partidos. De acordo com a assessoria do presidente estadual, Emídio de Souza, dificilmente a escolha do vice de Padilha ocorrerá antes de ficar definido se o PT terá ou não o apoio do PR nas eleições majoritárias. Essa definição deve ocorrer apenas no dia 26. Caso prevaleça a aliança, outro nome citado no PR para vice é o do médico oftalmologista Cláudio Lottemberg.

Conforme a assessoria do PT, as conversas incluem o PSD de Gilberto Kassab. O ex-prefeito de São Paulo ainda não definiu se vai se candidatar ao governo estadual ou estará disponível para alianças. O vice de Geraldo Alckmin, do PSDB, candidato à reeleição, também não está definido. Outros partidos já completaram a chapa: Paulo Skaf, candidato a governador pelo PMDB, terá como vice o criminalista José Roberto Batocchio. Nesta quarta-feira, o PV fechou com a médica Maria Lúcia Aidar, vereadora de Itapetininga, como vice de Gilberto Natalini, candidato do partido ao governo.

Porto Alegre abandonou o sonho da democracia participativa, lamenta o Le Monde

Policiais do Rio Grande do Sul dispersam protesto contra a Copa do Mundo no dia de abertura do Mundial, em São Paulo.

Policiais do Rio Grande do Sul dispersam protesto contra a Copa do Mundo no dia de abertura do Mundial, em São Paulo|REUTERS/Marko Djurica|Adriana Moysés

Em uma série de reportagens sobre as transformações sociais e políticas recentes no Brasil, o Le Monde faz uma parada em Porto Alegre para entender por que a capital gaúcha abandonou a experiência do orçamento participativo, vitrine do PT no Estado, implantada na gestão municipal de Olívio Dutra, em 1989. O ex-governador do Rio Grande do Sul diz ao jornal que a burocracia e divisões no partido enfraqueceram a iniciativa”.

“Estranho panorama. A cidade que já foi símbolo da democracia participativa, hoje dá a impressão de ter se acomodado. É o microcosmo de um Brasil imutável”, afirma Le Monde.

Esse sistema de controle dos gastos públicos permitia à sociedade civil dar sua opinião sobre os investimentos da prefeitura, lembra o diário francês. A iniciativa gaúcha inspirou manifestantes antiglobalização que participaram do Fórum Social Mundial em 2001 e tornou-se símbolo da gestão local do PT. “Cerca de 53 mil famílias de bairros pobres obtêm a regularização de suas moradias, a população com acesso à rede de esgoto passa de 46% a 74% e a redistribuição do investimento público beneficia as periferias pobres”, destaca o Le Monde.

Burocratização

O jornal entrevista militantes do partido, defensores do projeto no passado e Olívio Dutra para entender as razões do enfraquecimento da experiência. “Houve divisões dentro do partido e uma burocratização do processo”, justifica o ex-governador.

Depois de dirigir Porto Alegre durante 16 anos, o PT perdeu as eleições para a prefeitura, em 2004, e naquela época já era visível uma insatisfação da classe média, comenta Le Monde. A coalizão encabeçada pelo PPS, que chegou ao poder, ainda manteve o orçamento participativo, mas o integrou a um processo de governança local favorável às empresas, e não mais à população carente.

Recentemente, com as obras de infraestrutura ligadas à Copa do Mundo e a remoção de 6 mil famílias de áreas desapropriadas, moradores de bairros pobres de Porto Alegre, como o líder comunitário José Araújo, afirmam ter “a impressão de que as coisas estão voltando para trás”.

PT precisa de vozes críticas, afirma Dutra

Olívio Dutra reconhece que não será fácil para o partido reconquistar a prefeitura da capital gaúcha. “O Brasil precisa de vozes críticas, e o PT deve ir mais longe porque as pessoas querem outras coisas além de estádios de futebol, querem muito mais do que as conquistas de Lula e Dilma”, afirma o ex-governador.

PT deve retaliar PSDB por vazamento sobre deputado e PCC

30/05/2014 

São Paulo, 30 – O PT pretende, na Assembleia Legislativa, retaliar o governo do Estado por vazar as informações sobre a reunião do deputado Luiz Moura (PT) com supostos integrantes do PCC. Há duas propostas em estudo pelos parlamentares petistas.

A primeira é convocar o secretário de Estado da Comunicação, Márcio Aith, para que ele se explique pelo vazamento das informações. Aith deu detalhes do caso, sem citar o nome de Moura, durante uma entrevista ao programa Brasil Urgente, da Band, na semana passada. O depoimento seria à Comissão de Ética da Assembleia.

A segunda ação é propor um requerimento à mesma comissão para investigar denúncia feita em dezembro contra os deputados Carlos Berreza Jr. e João Caramez, ambos do PSDB. O Ministério Público Estadual afirma que ambos recebiam mesada de um esquema que desviava recursos da Saúde em três Estados. Eles negam.

O líder do governo Geraldo Alckmin (PSDB) na Assembleia Legislativa, Barros Munhoz (PSDB), defendeu Moura anteontem no plenário. Disse que “não há nada que fira mais do que acusação injusta, e também não há nada que ocorra mais no Brasil de hoje”. O tucano já foi acusado de desviar R$ 3,5 milhões em uma licitação fraudulenta quando era prefeito de Itapira, no interior do Estado.

O presidente do Conselho de Ética, Hélio Nishimoto (PSDB), pretende ouvir Moura novamente. Quer ouvir também o delegado responsável pela ação policial que o envolveu na reunião com supostos integrantes do PCC, Fabio Baena Martim, do Departamento Estadual de Investigações Criminais.

PT pressiona Planalto por fim da Lei da Anistia

O PT pretende pressionar a presidente Dilma Rousseff a rever a Lei da Anistia em um eventual segundo mandato. O pedido de revisão da lei está no documento que apresentou as diretrizes do programa de governo aprovado pelo PT na segunda-feira. O partido também quer que o tema seja debatido na campanha, como uma forma da presidente se diferenciar dos adversários, Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), que se disseram contrários à revisão da lei. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O PT começou a defender a revisão da lei depois da instalação da Comissão Nacional da Verdade. O partido alega que a punição dos crimes cometidos durante a ditadura ajudaria a impedir a continuidade dessas práticas atualmente. A presidente, no entanto, sinalizou no início do ano não ser a favor da revisão.

Fonte: Terra

Maluf oficializa apoio do PP a Padilha nesta sexta

O PP fechou nesta terça-feira a aliança com o PT pela reeleição da presidente Dilma Rousseff. Agora, o deputado Paulo Maluf, presidente do PP de São Paulo, prepara para esta sexta-feira (30), às 10h, o anúncio do apoio do partido à candidatura de Alexandre Padilha (PT) ao governo do Estado. Para Padilha, trata-se da segundo aliança para sua candidatura, após fechar com o PC do B. Antes adversário do PT, Maluf passou para o radar petista na campanha a prefeito de Fernando Haddad, em 2012, com uma foto histórica apertando a mão do ex-presidente Lula. Agora, faz elogios entusiasmados a presidente Dilma. Após encontro do PP com Dilma, ele disse que presidente vai ganhar no primeiro turno e que seu discurso “foi sensacional, muito bem equilibrado, de gestora”.

Fonte: Brasil247

PT diz que Romário critica Copa mas vai lucrar com evento

O PT e o deputado federal Romário (PSB-RJ) discutiram nesta sexta-feira através do Facebook, depois que o partido acusou o parlamentar de, apesar de criticar a Copa do Mundo, lucrar com publicidade relacionada à competição.

Às 16h de sexta-feira, a página do PT no Facebook publicou uma imagem de Romário com a frase “aí peixe, não quero Copa, mas vou aproveitar para faturar” e um texto que afirma que o parlamentar “quem diria, criticou tanto a Copa Das Copas, mas vai ganhar muito dinheiro por participar de duas peças publicitárias relacionadas ao mundial”.

“Depois de tentar angariar a simpatia da população ao atacar a organização do campeonato e dizer que o Brasil não está preparado para receber o torneio, o baixinho resolveu aproveitar a situação para lucrar, também, financeiramente”, diz a publicação do partido no Facebook. “Ele ainda diz que seu discurso contra a Copa não é incoerente e que não muda o posicionamento em relação ao evento porque fez a propaganda. Como assim? Quer dizer que ele aceita fazer anúncio de algo que não acredita apenas por conta do lucro?”, questiona o texto.

Fonte: Terra

Pesquisa põe Dilma e Aécio no 2º turno

Na nova enquete ISTOÉ/Sensus, petista soma 35%, tucano tem 23,7% e Campos (PSB), 11%

O DIA

Brasília – Um dia após reunião da cúpula do PT confirmar a candidatura da presidenta Dilma Rousseff à reeleição, nova pesquisa de intenção de votos reafirma a tendência de a disputa ir para o segundo turno. No levantamento da Revista ISTOÉ/Sensus, divulgado ontem, Dilma aparece com 35% das intenções de voto, seguida pelo senador mineiro Aécio Neves (PSDB), com 23,7%, e pelo ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), com 11%. Juntos, Aécio e Campos têm 34,7% dos votos, praticamente a mesma intenção de Dilma. 

Dilmadiscursa ao lado de Graça Fortes e do ministro Edson Lobão, durante cerimônia de inauguração de unidade de fertilizantes em Uberaba

Foto:  Divulgação

Último levantamento feito pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), no final do mês passado, também deu segundo turno, com queda da petista e ascensão do tucano. A presidenta somava 37% da preferência do eleitorado, abaixo dos 43,7% obtidos em fevereiro, e Aécio tinha 21,6% das intenções de voto, frente a 17% no início deste ano. 

A pesquisa ISTOÉ/Sensus ouviu 2 mil eleitores em 136 cidades de 24 estados, entre os dias 22 e 25 de abril. O levantamento tem margem de erro de 2,2% para mais e para menos. 

Na sexta-feira, em reunião com os líderes do PT e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Paulo, a legenda confirmou que a prioridade será a reeleição de Dilma, afastando de vez os boatos de uma possível candidatura de Lula a presidente. 

Os dados da pesquisa Sensus saíram no mesmo dia em que novas denúncias sobre a Petrobras são reveladas. Segundo a Revista ‘Época’, a Polícia Federal e o Ministério Publico Federal investigam contrato entre a petroleira e a construtora Odebrecht. 

De acordo com as investigações, o contrato, firmado em outubro de 2010, teria sido aprovado após acerto de uma doação equivalente a US$ 8 milhões (R$ 17,7 milhões) para a campanha de Dilma. 

O acordo, no valor de US$ 826 milhões (R$ 1,8 bilhão), previa serviços de segurança, meio ambiente e saúde em unidades da Petrobras no Brasil e no exterior. A estatal está na iminência de uma CPI no Congresso para apurar compra superfaturada de refinaria nos Estados Unidos.

Presidenta contra-ataca tucanos

Mais cedo, sem saber das novas denúncias contra a estatal, durante a inauguração da fábrica de amônia da Petrobras em Uberaba, no Triângulo Mineiro, Dilma voltou a defender a petroleira. Ela mostrou que não se calará ante os ataques da oposição. A presidenta disse ser inadmissível privatizar a Petrobras, como já foi cogitado no governo do ex-presidente Fernando Henrique, (1994/2002) do PSDB. Ela discursou ao lado da presidenta da Petrobras, Graça Foster.

“Quando falo da imensa capacidade da Petrobras em investir, quero destacar que nos últimos anos, do governo do presidente Lula até o meu governo, o total que a Petrobras investiu foi sete vezes maior”, afirmou, sugerindo que a empresa petroleira foi esvaziada durante o governo do PSDB para ser vendida. Antes de sua fala, o presidente do Sindicato dos Petroleiros de Minas (Sindipetro), Leopoldino Martins, disse que a empresa foi “esquartejada” por FH.