Arquivo da tag: quinta-feira

Rodada desta quinta-feira define vagas restantes para as oitavas

Já se programou para assistir aos jogos pela Copa do Mundo?  Confira a agenda do dia e acompanhe o placar de A Tribuna On-line.

A rodadas desta quinta-feira dos grupo G e H prometem muita emoção. Nas duas chaves, sete seleções têm chances de avançar para a próxima fase. A Bélgica já garantiu a sua. São as últimas quatro para completar as oitavas de final.

N/A

No Grupo G, às 13 horas, entram em campo EUA x Alemanha. Com quatro pontos cada, um empate classifica os dois times. No mesmo horário, Portugal e Gana se enfrentam e torcem por um tropeço de alemães ou norte-americanos, de preferência por goleada. As equipes têm um ponto cada. Além disso, os portugueses terão que tirar um saldo de quatro gols negativos e os ganenses, de um. 

No Grupo H, a Béigica cumpre tabela contra a Coreia do Sul, às 17 horas. Os coreanos (um ponto) precisam vencer, por exemplo, por 4 a 0, e torcer por um empate ou derrota por 1 a 0 da Argélia (três). Uma tarefa nada simples. Rússia (um ponto) e Argélia se pegam no mesmo horário. Um empate garante os argelinos, contanto que a Bélgica não seja goleada pelos coreanos. Os russos precisam ganhar e torcer pelos belgas ou um empate         

Rodízio será prolongado na quinta por causa de jogo em Itaquera

Estadão Conteúdo

N/A

Por causa de jogo, rodízio será expandido

A Prefeitura decidiu ampliar o rodízio de veículos na quinta-feira  por causa do jogo Coreia do Sul e Bélgica, na Arena Corinthians, na Zona Leste de São Paulo. Carros com placas de finais 7 e 8 ficam proibidos de circular no centro expandido, das 7h às 20h. O decreto do prefeito Fernando Haddad foi publicado nesta quarta-feira  no Diário Oficial do município.

 Na segunda-feira, quando a Holanda enfrentou o Chile no estádio em Itaquera, a Prefeitura tomou a mesma medida para favorecer o fluxo de veículos. No mesmo dia, o Brasil enfrentou Camarões, no Mané Garrincha (DF). Nessa segunda, as faixas de ônibus também tiveram seu funcionamento ampliado.

Haddad chegou a propor a decretação de um feriado no dia da partida Brasil e Camarões- medida que não foi aprovada pelos vereadores. A administração municipal temia que um caos no trânsito como aconteceu antes da partida do Brasil contra a México, na terça-feira, quando a capital paulista registrou 302 km às 15h.

Medidas funcionaram

Após demorar quase duas horas e meia no trânsito para chegar em casa na terça-feira, o analista de RH, Alexandre Gonçalves da Silva, optou por utilizar o metrô dessa vez. Ele trabalha na região da Avenida Paulista, mas mora no bairro do Cangaíba, na Zona Leste.

“Apesar do transporte público estar lotado, é mais previsível do que ter vindo de carro. Vou chegar em casa mais cedo hoje do que no último jogo”, contou o analista. Alexandre foi liberado às 13h10 do serviço, e afirmou que a flexibilidade do horário contribuiu na volta para casa.

Alexandre precisou fazer duas baldeações e pegar um ônibus no Terminal Penha, onde o tempo de espera foi maior. Após duas horas de trajeto, o analista chegou à sua residência. “O que demorou foi a lotação para chegar. Agora, o tempo total do trajeto foi dentro da normalidade”, afirmou. Ele chegou a tempo de ver o jogo da seleção ao lado da mãe, a aposentada Helena Rodrigues da Silva, de 66 anos.

Emenda do Trabalho Escravo será promulgada nesta quinta

Será promulgada nesta quinta-feira a Emenda Constitucional 81/2014, que prevê a expropriação de imóveis onde seja identificada a exploração de trabalho escravo. Um grupo de artistas tem presença confirmada na cerimônia, entre eles Margareth Menezes, Alcione, Camila Pitanga e Letícia Sabatella. O objetivo é comemorar a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 57A/1999, que teve a unanimidade dos senadores na semana passada, após tramitar durante 15 anos no Congresso Nacional.

O judiciário também deve comparecer ao evento, marcado para as 12h, como representantes do Tribunal Superior do Trabalho, da Associação dos Magistrados Brasileiros e do Ministério Público do Trabalho. Foram convidados também movimentos sociais que participaram da criação da emenda, entre eles a Comissão Pastoral da Terra e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra.

A emenda constitucional já está sendo comemorada por outros países na 103ª Conferência Internacional do Trabalho, que ocorre até a próxima semana em Genebra. “É algo avançado em termos de legislação, que nos coloca na conferência em uma situação bastante diferenciada em termos mundiais. O Brasil é um dos primeiros países a ter na Constituição a questão da expropriação da propriedade, do bem, quando caracterizado e comprovado o trabalho escravo”, diz a ministra Ideli Salvatti, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

Ela considera a proximidade da conferência uma das principais motivações para a aprovação do texto. A demora na tramitação da PEC fez com que a Fundação Walk Free recomendasse ao Brasil a aprovação da proposta, sugerindo medidas preventivas e de proteção acerca da exploração de mão de obra. Com a emenda, as terras urbanas e rurais em que sejam verificadas condições de trabalho escravo serão expropriadas e destinadas à reforma agrária e a programas de habitação popular, sem que o proprietário tenha direito a indenização.

A mudança, no entanto, não terá resultados práticos antes de ser regulamentada, processo que deve causar disputa quanto ao conceito de trabalho escravo, aos critérios para a expropriação e aos recursos legais. Em entrevista à Agência Brasil, Ideli Salvatti considerou que o que já está previsto na legislação brasileira deve servir de base para a regulamentação. Refere-se, dessa forma, ao Artigo 149 do Código Penal, que prevê pena de dois a oito anos de prisão a quem reduzir qualquer pessoa à condição análoga à de escravo ou sujeitá-la a condições degradantes de trabalho e a jornada exaustiva. Segundo ela, o “lógico” é que, ao aprovar a regulamentação, não haja retrocessos.

É em cima dessa legislação, entre várias outras propostas, que representantes de 185 países-membros da Organização Internacional do Trabalho (OIT) trabalham, no âmbito da conferência em Genebra, para aprovar um protocolo complementar à Convenção 29 da OIT, que trata do trabalho forçado. Ideli Salvatti deve representar o Brasil na votação final do texto, no próximo dia 11.

De acordo com os dados da OIT, há em todo o mundo cerca de 20 milhões de pessoas vivendo em condições análogas à escravidão, movimentando anualmente US$ 150 bilhões. Esse dado, segundo a ministra, é o ponto chave a ser combatido com a nova emenda, já que ao expropriar as terras, o proprietário terá impactos econômicos, o que contribui para a eficiência da política.

No Brasil, 46.478 trabalhadores foram resgatados de condições de trabalho escravo desde 1995, por meio de equipes móveis que levam auditores do trabalho, agentes da Polícia Federal e procuradores do Ministério Público do Trabalho para fiscalizar e flagrar esse tipo de situação. Nos últimos cinco anos, cerca de 2.700 trabalhadores foram resgatados após a inspeção anual de mais de 310 estabelecimentos, em média.

Ideli Salvatti também cita outra política que vem sendo desenvolvida de modo eficiente no combate à prática: a “lista suja”, que detalha as empresas que comprovadamente utilizam trabalho escravo, e as proíbe de receber financiamento público. A relação é atualizada duas vezes ao ano e atualmente tem 568 empregadores. 

Fonte: Agência Brasil

noticias gerais e, especificamente, do bairro do Brás, principalmente do comércio