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Justiça holandesa quer que Papai Noel deixe de ter ajudantes negros

AFP – Agence France-Presse

03/07/2014

A justiça holandesa determinou nesta quinta-feira que a figura do “Zwarte Piet” (Pedro, o Negro), um ajudante do Papai Noel, representa um “estereótipo negativo para as pessoas de pele negra”.

De acordo com uma tradição holandês, Santa Claus (o Papai Noel) chega no terceiro domingo de novembro a bordo de um trenó cheio de presentes e acompanhado de 40 ajudantes de pele negra e lábios vermelhos usando trajes medievais, os chamados “Zwarte Pieten”.

Os críticos dessa tradição consideram que a figura de “Pedro, o Negro” tem conotação racista.

Os juízes pediram ao prefeito de Amsterdã que busque uma solução que seja do interesse de todos e que não prejudique o desfile de Natal na capital holandesa.

O recorrente debate sobre o caráter supostamente racista da personagem ganhou intensidade no ano passado, depois do anúncio da abertura de uma investigação por parte do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos.

A própria população fez várias sugestões, como pintar o rosto dos “Zwarte Pieten” de verde. Mas muitos holandeses se opõem a qualquer mudança na tradição do país.

CLIPE “SUOR NÃO TEM COR” REÚNE O FUTEBOL E RAP CONTRA O RACISMO

O vídeo inspirou a criação do movimento #suornãotemcor, no qual artistas e atletas levantam a bandeira da luta contra o racismo presente no futebol, no meio artístico e na sociedade como um todo

 

O vídeo clipe foi gravado com a participação de rappers e atletas. As filmagens foram realizadas no tradicional estádio do Juventus, em São Paulo e no estádio do Grêmio em Osasco, reunindo artistas e crianças.  Entre os cantores estão: Edi Rock e Ice Blue, Dj. Cuca, Tulio Dek, DBS, Ndee Naldinho; Maurício DTS , Gregory, Crônica Mendes e Toddy, um dos maiores vídeo makers do Brasil.

Atletas internacionais e nacionais de destaque como o atacante da Seleção Italiana Mario Balotelli , Yaya Toure, volante da Costa do Marfim e Marta Vieira eleita a melhor jogadora de futebol do mundo, também deixaram sua mensagem de apoio no videoclipe da canção. Ambos já foram vítimas de ofensas racistas em partidas de futebol.

TV da Austrália é condenada por racismo contra tribo indígena da Amazônia

‘Bebês nascidos com defeitos congênitos devem morrer da maneira mais terrível possível’

Portal Amazônia

Reportagem de 14 minutos mostra tribo isolada na Amazônia. Foto: Reprodução/Vimeo

MANAUS – “Assassinos de crianças”, “relíquias da Idade da Pedra” e “os piores violadores dos direitos humanos do mundo”. Assim a TV australiana Channel 7 classificou a tribo indígena Suruwaha, localizada próximo ao rio Purus (no sul do Amazonas), durante uma reportagem veiculada em 2011. A emissora foi processada judicialmente sob acusação de racismo.

A matéria foi alvo de protestos da Survival International, entidade que defende os direitos de indígenas. Em 2012, a emissora de televisão foi condenada pela Autoridade de Comunicações e Mídia da Austrália (Acma) por provocar “uma intensa aversão e um grave desprezo contra uma pessoa ou grupo” e por transmitir material “inexato”.

O Channel 7 apresentou um recurso na Corte Federal da Austrália, que nesta quarta-feira (25) confirmou a decisão da Acma. A reportagem relata que a tribo Suruwaha “acredita que os bebês nascidos com defeitos congênitos ou de mãe solteira são espíritos malignos e devem ser mortos da maneira mais terrível possível”.

Confira a reportagem da TV Channel 7 sobre a tribo Suruwaha

Balotelli desabafa após críticas: ‘Não escolhi ser italiano’

Lancepress

O atacante Mario Balotelli usou suas redes sociais para desabafar sobre a eliminação precoce da Itália. Por meio de seu Instagram, ele postou um vídeo de um torcedor da Azzurra dizendo que ele não era italiano. Em um longo texto, ele lamentou a derrota de sua seleção, disse que não havia escolhido ser italiano e que as críticas vinham pelo fato de ele ser negro.

” Eu sou Mario Balotelli, tenho 23 anos e eu não escolhi ser italiano. Eu quis muito porque nasci e cresci na Itália. Eu quis muito dessa Copa do Mundo e estou triste, furioso e desapontado comigo mesmo. Sim, talvez poderia ter marcado contra a Costa Rica, mas e daí? Talvez era isso que vocês queriam. Não me culpem por tudo desta vez porque Mario Balotelli deu tudo por esta seleção e não fez nada de errado pessoalmente falando. Então vão buscar outras desculpas porque Mario Balotelli tem a consciência no lugar e está pronto para seguir em frente de cabeça erguida”, comentou Balotelli, que disse que as críticas tinham um cunho racial:

Mario Balotelli foi alvo de ataques racistas após a eliminação da Itália

Mario Balotelli foi alvo de ataques racistas após a eliminação da Itália, na Copa do Mundo

” Talvez, como vocês dizem, não sou italiano. Os africanos nunca colocariam todo esse peso em um de seus irmãos. Nunca. Neste sentido, nós, negros, estamos anos-luz à frente. Vergonha não é perder um gol ou correr menos ou mais. É tudo isso que vocês disseram”.

Marcelo sofre racismo após gol contra: “tinha que ser preto”

Apesar da vitória por 3 a 1, a estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2014 gerou uma repercussão negativa nas redes sociais. Na jogada que definiu o único gol da Croácia no duelo, a bola desviada pelo croata Jelavic tocou o pé do lateral Marcelo e foi direto para o fundo das redes do goleiro Júlio César. Após o lance, internautas usaram o Twitter para atacar o atleta com comentários racistas contendo o termo “tinha que ser preto”. 

“Tira esse Marcelo de campo. Depois vai dizer que sou racista, mas tinha que ser preto”, afirmou um usuário. “Tinha que ser preto para manchar o nome do Brasil”, reforçou outro. “Tinha que ser preto. Depois reclama de racismo, mas só faz merda”, disse um dos internautas. “Se fosse branco não faria uma merda dessas”, comentou outro.

Alguns dos tuiteiros reproduziram comentários feitos por familiares após o lance. “Foi ele que fez o gol contra? Tinha que ser preto! (gente, alguém segura a minha mãe?)”, publicou um deles. 

Apesar da maioria racista, houve usuários que citaram o termo para defender Marcelo e condenar o preconceito. “Então os torcedores falaram ‘tinha que ser preto’ no gol do Marcelo, mas não falaram ‘tinha que ser preto’ nos dois gols do Neymar?”, questionou uma internauta.

Fonte: Terra

Aluna negra é barrada na portaria da Faculdade de Medicina da USP

DIÁRIO DA MANHÃ|TALLITA GUIMARÃES

ImagemA Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo abriu sindicância para investigar o caso de uma aluna negra que foi barrada por seguranças na portaria da instituição, no mês passado. A aluna do curso de Saúde Pública, teve o acesso vetado por dois vigilantes, funcionários terceirizados da USP, que pediram para que ela apresentasse o crachá.

Mesmo após apresentar a identificação (como aluna), Mônica Gonçalves disse que a entrada não foi liberada. Segundo a estudante, ela falou aos vigilantes que encontraria amigos na sala do centro acadêmico de seu curso e, porém, segundo eles, outras pessoas circulavam normalmente no prédio. Mônica entrou na instituição escoltada por um dos vigilantes.

O episódio revoltou colegas, o que motivou uma nota crítica do centro acadêmico da Faculdade de Saúde Pública. A escola afirmou que repudia esse tipo de preconceito e vai apurar o caso.

Audiência em SP lembra a perseguição aos negros na Ditadura

Na noite de terça-feira aconteceu na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo uma audiência pública sobre a repressão aos negros durante a Ditadura Militar. No evento foi lembrada a violência que atingiu esta população e a desigualdade social. 

“Os negros foram alvo do sistema econômico imposto pelo regime golpista e racista. Pois, naquele momento se intensificou, com maior força, a exclusão da população negra – que se viu em palafitas, favelas e subúrbios dos grandes centros urbanos”, ressaltou o manifesto lido na abertura da audiência.

Segundo levantamento da Comissão Estadual da Verdade,Rubens Paiva, 42 dos 437 identificados como mortos e desaparecidos políticos, eram negros. Entre eles, os guerrilheiros Carlos Marighella e Helenira de Souza Nazareth, morta na Guerrilha do Araguaia. “[Houve ainda] aqueles que foram submetidos a execuções sumárias e a desaparecimentos forçados pelos esquadrões da morte [grupos de extermínio com participação de policiais]”, acrescentou o manifesto.

Para José Arcanjo de Araújo, que participou dos movimentos grevistas no ABC Paulista, as gerações mais novas precisam saber como foi o processo de conquista de direitos. “Se eu, hoje com 70 anos, não transmitir o que vivi, amanhã a turma vai pensar que todos os direitos vieram de graça. Mas nada foi doado, veio tudo com luta”, constatou.

Araújo recordou que, durante as greves, chegava muitas vezes em casa com marcas de pancadas da polícia. Para ele, a truculência policial, institucionalizada pelo regime, perdura até hoje com conotações racistas. “Dizem que a ditadura passou. Mas a tortura continua nos porões das delegacias, principalmente para os negros”, advertiu.

Na avaliação do ator Carlos Costa, a violência policial contra a população preta e parda ocorria antes mesmo de os militares tomarem o poder. “Essa perseguição aos negros é coisa feia. Pega esse negro e põe logo na cadeia”, ironizou Carlão sobre como as forças de segurança reprimiam o samba e o carnaval de rua. “Era assim com a Força Pública, que tinha antes da Polícia Militar. Uns caras de uma ignorância danada.”

Apesar da repressão, Carlão diz que os artistas e foliões resistiam. “A gente estava na Praça da Sé, sentavam o porrete na gente. A gente corria para a Praça do Patriarca. Assim ficava a noite toda, com eles perseguindo a gente”, contou o ator, que trabalhou por 22 anos com o dramaturgo Plínio Marcos na produção de espetáculos teatrais.

Fonte: Terra 

Filme francês que debocha de clichês racistas bate recorde de bilheteria

Cartaz do filme: Qu'est-ce qu'on a fait au Bon Dieu ?

Cartaz do filme: Qu’est-ce qu’on a fait au Bon Dieu ?

divulgação
Cíntia Cardoso

O roteiro é simples. Um casal francês conservador e algo preconceituoso tem quatro filhas. E, na hora do casamento, todas se casam com homens de origem estrangeira. O filme, que poderia ser apenas mais uma comédia engraçadinha, porém, seduziu o público francês e bate recordes de bilheteria no país.  

Após três semanas em cartaz, a comédia « Qu’est-ce qu’on a fait au Bon Dieu? » (que mal fizemos a Deus, em uma tradução livre) já levou quase 5 milhões de pessoas aos cinemas na França. No final de semana passado, o filme ficou em 8° lugar na lista do Rentrak, um ranking mundial que classifica as maiores receitas de vendas de ingresso. No total, as bilheterias francesas no último sábado e domingo arrecadaram US$ 11 milhões, o que coloca a comédia do diretor Philippe de Chauveron atrás apenas das grandes produções de Hollywood como “Divergent”.

Com o número cada vez maior de espectadores, o filme já é comparável ao “Fabuloso Destino de Amélie Poulain” e “Intocáveis” que também ganharam destaque no exterior.

Críticas

Para os críticos de cinema, o sucesso dessa comédia se deve, principalmente, pela propaganda ‘boca a boca’ e pelo lançamento oportuno que coincidiu com as férias de Páscoa do calendário francês.

Mas, se o público se mostra entusiasmado com a história da família Verneuil e suas quatro filhas que escolheram um judeu, um árabe, um africano e um chinês para se casarem, a crítica se mostra menos receptiva.

Para o jornal Le Monde, « Por trás da mensagem de tolerância que o filme pretende passar (…), existe alguma coisa mais ambígua, algo que é engraçado, mas que, de alguma maneira, banaliza talvez não o racismo, mas as piadas de cunho racista”, escreve Franck Nouchi. Para a revista Télérama, que é especializada em cinema e televisão, o filme “explora os clichês que queria denunciar”.

Retorno de Christian Clavier

Já a seção de cinema da revista Nouvel Observateur elogia a produção. A publicação diz que o roteiro é “bem amarrado” e com uma “grande riqueza de personagens” e de “variações rítmicas”. A atuação do ator Christian Clavier é considerada “impagável” na representação da “velha França mesquinha e amarga”.

A comédia marca, aliás, um retorno triunfal de Clavier, 62. Extremamente popular na França, o ator amargou uma série de fracassos nas telas nos últimos anos. Muitos atribuem essa má fase do ator à sua amizade com o ex-presidente Nicolas Sarkozy.

Críticas à parte, o sucesso também pode refletir um fenômeno de certa identificação do público francês com as peripécias familiares encenadas na comédia. No país, segundo estatísticas oficiais, cerca de 11% dos casamentos têm um dos cônjuges de origem estrangeira. 
 

Diop acusa torcida do Atlético de Madrid de racismo

Estadão Conteúdo

Mais um caso de racismo foi registrado no Campeonato Espanhol. Uma semana após a polêmica da banana que Daniel Alves comeu, o volante senegalês Papa Diop, do Levante, disse ter sido chamado de macaco por torcedores do Atlético de Madrid na vitória de sua equipe por 2 a 0 neste domingo. O atleta, assim como o brasileiro do Barcelona não se intimidou e dançou na frente da torcida.
 
Mais um caso de racismo no futebol espanhol: dessa vez, quem sofreu foi o volante Diop

Mais um caso de racismo no futebol espanhol: dessa vez, quem sofreu foi o volante Diop, da equipe do Levante
“Me chamaram de macaco e, por isso, imitei um macaco no fim do jogo”, disse Diop, que desabafou, dizendo que não aguenta mais casos como este. “Estou cansado do racismo no futebol, e há muito tempo. Ia bater um escanteio e parte da torcida do Atlético começou a fazer gritos de macaco. Para responder, comecei a dançar, mas não insultei ninguém. Dancei como macaco para que as pessoas vissem o que aconteceu”, completou, em entrevista ao jornal Marca.
 
O caso foi registrado já no final da partida entre Levante e Atlético de Madrid e, devido à confusão, que teve até mesmo uma pequena invasão de campo, o juiz decidiu encerrar a partida. Apesar disso, o senegalês disse que as manifestações da torcida foram frequentes desde o apito inicial. 
 
“Esses gritos de macaco têm que parar. Escutei a torcida do Atlético dizer isso durante todo o jogo. Não tenho nada contra a torcida do Atlético, porque só uma parte gritou. Mas é uma provocação e me parece uma falta de respeito”. 
 
E apesar das ofensas vindas das arquibancadas, Diop, além de dançar, conseguiu ajudar o seu time a vencer o rival, atual líder do Campeonato Espanhol com 88 pontos.

Pelé minimiza racismo contra lateral da Seleção Brasileira Daniel Alves: ‘Foi banal’

“Quantos eventos de futebol têm no mundo? Não é tanto assim”, disse Pelé

02/05/2014 

 Agência Estado

AFP PHOTO / FRANCK FIFE

Pelé minimizou nesta sexta-feira o ato de racismo cometido contra o lateral-direito da Seleção Brasileira e do Barcelona, Daniel Alves, no último domingo, durante jogo do Campeonato Espanhol. O ex-jogador considerou “banal” o fato de um torcedor do Villarreal jogar uma banana em direção ao atleta, que comeu a fruta, ato que trouxe repercussão mundial no combate ao racismo.

“Racismo não é no futebol, tem em todos os setores da sociedade há muito tempo. O que não podemos deixar uma coisa tão banal, de um carinha que jogou uma banana, e fazer do limão uma limonada”, disse Pelé, durante visita a Ribeirão Preto, no interior paulista, na tarde desta sexta-feira.

Pelé indagou aos jornalistas presentes quais outros casos semelhantes ao de Daniel Alves tinham ocorrido no futebol mundial e foi lembrado dos atos contra o ex-lateral-esquerdo da seleção Roberto Carlos e do atacante italiano Mario Balotelli.

“Quantos eventos de futebol têm no mundo? Não é tanto assim”, disse o Rei do Futebol. “No meu tempo jogavam jaca, manga”, completou o astro, dizendo não ter visto também a campanha contra o racismo promovida por Neymar após o fato ocorrido com Daniel Alves. O atacante do Barcelona postou uma foto em que aparece segurando uma banana, além de ter feito críticas e desabafado contra o racismo no futebol por meio de sua rede social.

noticias gerais e, especificamente, do bairro do Brás, principalmente do comércio