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Ariano Suassuna morre aos 87 anos

Escritor paraibano, radicado em Pernambuco, não resistiu a complicações de um AVC hemorrágico

Publicação: 23/07/2014 17:46 Atualização: 23/07/2014 17:56

 (Crédito: Annaclarice Almeida/DP/D.A Press)  

O escritor Ariano Suassuna não resistiu a complicações de um AVC hemorrágico e faleceu nesta quarta-feira (23), aos 87 anos, no Recife. Paraibano, radicado em Pernambuco, o autor de O auto da Compadecida estava internado no Real Hospital Português, no bairro da Ilha do Leite, desde a segunda-feira (21). Ele sofreu uma parada cardíaca por volta das 17h40.

Saiba mais sobre a vida e a obra de Ariano Suassuna

O velório deve ser realizado no Palácio do Campo das Princesas. De lá, o corpo segue em cortejo em carro do Corpo de Bombeiros até o Cemitério Morada da Paz, onde será enterrado.

Ariano não morreu só. Porque, como disse o próprio autor em uma das inúmeras entrevistas que concedeu: “quem gosta de ler não morre só”. E ler era uma paixão de Ariano desde pequenino. Assim como escrever. Foram 15 livros de romance e poesia, além de 18 espetáculos de teatro.  

A última atividade pública do escritor foi na sexta-feira (18), quando concedeu uma aula-espetáculo no Festival de Inverno de Garanhuns (FIG), no Agreste. Na manhã do sábado (19), tirou fotos com fãs que participavam do evento.

“Não gosto da ideia de ter ‘medo de morrer’. Sou paraibano e não gosto de confessar que tenho medo (risos). Eu conheço a palavra ‘medo’, porque li no dicionário”, declarou Ariano em recente entrevista ao Correio Braziliense. Ariano deixa cinco filhos – Maria, Manoel, Isabel, Mariana e Ana – e a esposa, Zélia de Andrade Lima, com quem era casado desde 1957. O casal teve ainda outro filho, Joaquim, que cometeu suicídio em 2010.

VIDA

Ariano Vilar Suassuna nasceu em Nossa Senhora das Neves, hoje João Pessoa, na Paraíba, em 16 de junho de 1927, filho de Cássia Villar e João Suassuna. Após a Revolução de 1930, seu pai foi assassinado no Rio de Janeiro e a família mudou-se para Taperoá, no Sertão da Paraíba, onde morou até 1937. 

O escritor de Romance d’A pedra do reino só veio ao Recife em 1942, para dar continuidade aos estudos e, posteriormente, ingressar na Faculdade de Direito. Depois de exercer a profissão de advogado por alguns anos, abandonou o ofício para ensinar estética na Universidade Federal de Pernambuco.

 
Depois de 38 anos, Ariano se aposentou e se dedicou a ministrar aulas-espetáculo, formato em que ele aproveitava para contar histórias, defender a cultura popular, fazer críticas e elogios. Com as apresentações, percorreu teatros, escolas, congressos e centros culturais do país inteiro, às vezes acompanhado de uma trupe de músicos e dançarinos, outras vezes sozinho. 

Foi membro fundador do Conselho Federal de Cultura (1967); nomeado, pelo Reitor Murilo Guimarães, diretor do Departamento de Extensão Cultural da UFPE (1969). Ligado diretamente à cultura, iniciou em 1970 o “Movimento Armorial”, interessado no desenvolvimento e no conhecimento das formas de expressão populares tradicionais. 

Ariano foi secretário de Cultura do Estado de Pernambuco, no Governo Miguel Arraes (1994-1998), membro da Academia Paraibana de Letras (APL/PB), Academia Pernambucana de Letras (APL/PE) e da Academia Brasileira de Letras (ABL). Em 2004, com o apoio da ABL, a Trinca Filmes produziu o documentário O Sertão: Mundo de Ariano Suassuna, dirigido por Douglas Machado. Era torcedor fanático do Sport Clube do Recife.

Assista a trecho de aula-espetáculo ministrada por Ariano em dezembro, quatro meses depois de ser internado devido a infarto e derrame

 
 
Ariano em uma das mais muitas ocasiões em que foi acompanhado pela esposa Zélia. Foto: Nando Chiappetta/DP/D.A Press  
Ariano em uma das mais muitas ocasiões em que foi acompanhado pela esposa Zélia. Foto: Nando Chiappetta/DP/D.A Press

Parceria
Por muito tempo, Ariano teve um modo trágico de ver a vida, refletida nas suas primeiras obras. Depois que conheceu a companheira Zélia, em 1951, passou a ter uma visão menos dolorosa do mundo, o que abriu espaço para a veia cômica nos textos. Ariano conheceu Zélia quando tinha 17 anos, e ela 13, mas só viriam a namorar três anos depois. 

“Foi um encontro fundamental para mim. Até o ano de 1951 eu só escrevia tragédia. Eu nunca tinha procurado canalizar para o teatro uma veia cômica que as pessoas da minha família normalmente têm. Os Suassuna, de modo geral, são bons contadores de história. Depois de conhecer Zélia e entrar no Teatro do Estudante foi que comecei a usar esta veia cômica. Eu acredito que o teatro e a arte, de um modo geral, me ajudaram com relação a isto, mas também não posso esquecer a colaboração da minha mulher”, afirmava, em 2005.

Veja as principais obras do autor:

LINHA TEMPO

1927 – Nasce em 16 de junho, no Palácio da Redenção, sede do governo da Paraíba. Filho de João Urbano Pessoa de Vasconcelos Suassuna e Rita de Cássia Dantas Villar, era o oitavo filho de uma família que teria, ao todo, nove herdeiros. Naquela época, a capital paraibana, atual João Pessoa, chamava-se Nossa Senhora das Neves. Então presidente do estado (hoje um governador), João Suassuna pensou em dar à criança o nome de Pedro, mas resolveu homenagear um santo que vivera séculos antes no Egito.

1945 – Três anos depois de se mudar de vez para o Recife, deixando a Taperoá da infância, Ariano Suassuna publica o primeiro poema: Noturno. No colégio Oswaldo Cruz, para onde segue depois de estudar no Americano Batista e no Ginásio Pernambucano, fica amigo de Francisco Brennand. Todos os seus irmãos – Saulo, João, Lucas, Marcos, Germana, Beta, Selma e Magda – agora estão estabelecidos na cidade.

1947 – Ariano escreve sua primeira peça de teatro: Uma mulher vestida de sol. O texto conquista o prêmio Nicolau Carlos Magno, do Teatro do Estudante de Pernambuco (TEP), mas nunca estreia – só em 1994 seria adaptado para a TV. Concebe Cantam as harpas de Sião, que reescreveria uma década mais tarde, como O desertor de Princesa. Ainda em 1947, um ano depois de promover uma cantoria popular no Teatro de Santa Isabel, Ariano começa a namorar com Zélia de Andrade Lima, na festa de aniversário de uma amiga em comum.

1952 – Depois de duas temporadas em Taperoá, para onde fora com o intuito de se curar da tuberculose que contraíra no Recife, Ariano volta a Pernambuco e começa a trabalhar no escritório do jurista Murilo Guimarães. É um jovem advogado que ao lado de Gastão de Holanda, José Laurênio de Melo, Aloísio Magalhães, outros bacharéis em Direito, e a Orlando da Costa Ferreira, para montar, três anos depois, O Gráfico Amador, uma sociedade que imprimiria cerca de trinta livros em sete anos. O primeiro, a sair em 1955, é Ode, de Ariano Suassuna.

1955 – 
No ano anterior, Ariano desistira da carreira na advocacia, literalmente queimando seus livros de direito, e escrevera O rico avarento, baseado em uma peça de mamulengo. Mas é atendendo a uma encomenda do TEP que ele gradualmente se afasta da seara trágica para incorporar elementos mais cômicos a seu teatro. Surge o Auto da Compadecida, que estrearia em setembro do ano seguinte, para um Santa Isabel sem muito público.

1957 – Casa-se com Zélia em 19 de janeiro. Terão seis filhos: Joaquim, Maria, Manuel, Isabel, Mariana e Ana. Auto da Compadecida é encenado no I Festival de Amadores Nacionais, da Fundação Brasileira de Teatro, no Rio de Janeiro e ganha a medalha de ouro da Associação Brasileira de Críticos Teatrais. Ariano vence o prêmio Vânia Souto de Carvalho com O casamento suspeitoso, montada pela Companhia Sérgio Cardoso, com direção de Hermilo Borba Filho, em São Paulo; e a medalha de ouro da Associação Paulista de Críticos Teatrais por O santo e a porca.

O escritor e teatrólogo paraibano Ariano Suassuna com o neto João Urbano. Foto: Benedito Soares/DP/D.A Press  
O escritor e teatrólogo paraibano Ariano Suassuna com o neto João Urbano. Foto: Benedito Soares/DP/D.A Press

1967 – Completa uma década como professor na Universidade Federal de Pernambuco, onde lecionou Teoria do Teatro, Estética e Literatura Brasileira no Centro de Artes e Comunicação e História da Cultura Brasileira no mestrado em História da UFPE. É membro fundador do Conselho Federal de Cultura, do qual fará parte até 1973. No ano seguinte, funda também o Conselho Estadual de Cultura de Pernambuco, que integrará até 1972. E, em 1969, é nomeado diretor do Departamento de Extensão Cultural da UFPE pelo reitor Murilo Guimarães. Ficará no cargo até 1974.

1970 – 
Em 18 de outubro, o concerto Três séculos de música nordestina – do arroco ao Armorial e uma exposição de gravura, pintura e escultura lançam o Movimento Armorial. Desde 1969 Ariano se juntara a Capiba, Guerra Peixe, Jarbas Maciel e Clóvis Pereira em busca de uma música erudita nordestina que se amalgamasse a seu teatro; à poesia de Deborah Brennand, Janice Japiassu, Marcus Accioly e Ângelo Monteiro; à gravura de Gilvan Samico; e romance de Maximiniano Campos. Publica poesias inéditas no volume O pasto incendiado.

1971 – 
É publicado o Romance d’a pedra do reino e o príncipe do sangue do vai-e-volta pela editora carioca José Olympio; Ariano vinha se dedicando à obra desde 1958. A história narrada por Dom Pedro Dinis Quaderna se passa na Paraíba de 1930, e retoma fatos reais, como a tragédia da Serra do Catolé, onde fica a verdadeira Pedra do Reino. O livro tem 635 páginas e passaria mais de três décadas fora de catálogo, sendo reeditado somente em 2004, pela mesma editora. Ainda em 1971, A pena e a lei sai pela Livraria Agir.

1975 – O então prefeito do Recife Antônio Farias coloca Ariano como Secretário de Educação e Cultura, cargo que exercerá até 1978. Pela Editora Universitária, da UFPE, publica Iniciação à estética. No Diario de Pernambuco publica os folhetins de Ao sol da onça Caetana, primeiro livro de O rei degolado. A parceria com o Diario segue até 1977, com o fim d’As infância de Quaderna e o início de artigos dominicais (A confissão desesperada). Ainda no Diario, Ariano, em 1981, escreve uma carta “pedindo sossego”, intitulada Despedida.

1990 – 
Em 9 de agosto, Ariano é empossado como sexto ocupante da cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras, para a qual havia sido eleito um ano antes. Vai à posse com um fardão feito por Edite Minervina, costureira recifense, e com bordados criados por Cicy Ferreira, do Clube das Pás. No discurso, cita Os sertões e Euclides da Cunha. “Se queremos, mesmo, encontrar um caminho para nosso país, temos que segui-lo, levando adiante, na medida das forças de cada um, a chama iluminadora daquele que foi e continua a ser a obra fundamental para o entendimento do Brasil”.

1995 –
 No terceiro governo de Miguel Arraes, assume a Secretaria de Cultura do Estado, onde ficará até 1998. Dentro do programa de trabalho, cria o conceito de aula-espetáculo, que o levaria a percorrer teatros, escolas, congressos e centros culturais do país inteiro, às vezes acompanhado de uma trupe de músicos e dançarinos, outras vezes sozinho. Festeja cinco décadas de vida literária e, ao participar da III Cavalgada à Pedra do Reino, é coroado Cavaleiro da Pedra do Reino. Da UFPE, de onde se aposentara desde 1989, recebe o título de professor emérito.

2002 – A escola de samba carioca Império Serrano escolhe como tema de seu carnaval Aclamação e coroação do imperador da Pedra do Reino Ariano Suassuna. Ele desfila na Marquês de Sapucaí, ao lado de Zélia, da sambista Dona Ivone Lara e do vaqueiro Zeca Miron, de São José do Belmonte. Vem também dessa pequena cidade uma plateia de 150 pessoas, que viajou de ônibus para ver o escritor e participar do desfile. Recebe, ainda neste ano, o prêmio nacional Jorge Amado de Literatura e Arte, concedido pela Secretaria de Cultura e Turismo da Bahia.

2007 – Pela segunda vez, assume o cargo de Secretário de Cultura de Pernambuco, no governo de Eduardo Campos, neto de seu amigo Miguel Arraes (falecido em 2005). Isso ocorre nove anos depois de se despedir da vida pública e política, em carta publicada nos jornais, para se dedicar ao novo livro. Convoca artistas populares para assessorá-lo na secretaria. Comemora bodas de ouro com Zélia e acompanha as comemorações dos seus 80 anos, que incluem homenagens, novas publicações e a exibição da microssérie A pedra do reino, de Luiz Fernando Carvalho.

2011 – Torna-se secretário da Assessoria ao Governador.

2013 – Sofre infarto do miocárdio e posterior derrame e permanece internado por seis dias no Hospital Real Português. Em dezembro, volta a realizar aulas-espetáculo, após quatro meses de recuperação. 

2014 – Ariano foi o homenageado do Galo da Madrugada, no Carnaval do Recife. Em abril, também recebeu homenagem na 2ª Bienal do Livro de Brasília. A escola de samba Unidos de Padre Miguel informou que o escritor será tema do desfile de 2015, com o enredo O cavaleiro armorial mandacariza o Carnaval, escrito pelo carnavalesco Edson Pereira.

 

FIFA mantém EUA-Alemanha apesar da chuva torrencial

Diário de Notícias|Portugal|Octávio Lousada OliveiraHoje

 
FIFA mantém EUA-Alemanha apesar da chuva torrencial

Organismo que tutela o futebol mundial diz que a partida vai realizar-se na mesma, apesar de grande parte da cidade estar inundada.

Chegou a escrever-se que o EUA-Alemanha desta quinta-feira estaria em causa devido à chuva intensa que se tem feito sentir em Recife, mas a FIFA já garantiu que o encontro vai mesmo realizar-se, apesar de os acessos ao Arena de Pernambuco estarem, na sua maioria, inundados e de o relvado poder não estar nas melhores condições.

Segundo o organismo que tutela o futebol mundial, o adiamento do encontro entre norte-americanos e germânicos condicionaria também a realização do Portugal-Gana e levantaria diversos problemas “logísticos e administrativos”.

As duas partidas que decidem as equipas do grupo G que seguem para os oitavos de final estão marcadas para as 17.00 (hora de Lisboa).

Fifa serve comida estragada em jogo da Copa no Recife

Lancepress

A Apevisa (Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária) encontrou irregularidades na comida servida pela Fifa para os funcionários e voluntários da Arena Pernambuco durante a última sexta-feira, quando foi realizado o jogo Itália x Costa Rica. Feijão, farofa, salada e pudim estavam estragados. No total, 320 quilos de alimentos acabaram apreendidos e a entidade máxima do futebol mundial foi notificada pela agência.

Seis trabalhadores da Arena apresentaram casos de diarreia, sendo que 36 voluntários e quatro funcionários da Fifa precisaram de atendimento médico no próprio estádio. Todos os casos seguemv sendo estudados pela Secretária de Saúde de Pernambuco.

A comida distribuida na Arena Pernambuco é preparada por uma empresa terceirizada que fica em Campinas, São Paulo. A Apevisa também notificou o distribuidor e os alimentos estão sob análise.

Secretária de saúde de Pernambuco, Ivette Buril admitiu os problemas, mas afirmou que outras sedes viveram o mesmo cenário.

“Irregularidades foram encontradas na cozinha central da Arena. Porém, não foi só aqui. Curitiba, Fortaleza, Cuiabá e Belo Horizonte, que trabalham com o mesmo fornecedor, também tiveram os mesmos problemas. Essas análises são feitas rotineiramente, justamente para evitar grandes problemas. Tudo irá se normalizar no próximo jogo”, disse Ivette Buril.

Falta de energia paralisa linha do metrô em Recife

27/05/2014 

As pessoas ficaram presas dentro dos trens, queixando-se de calor e ameaçando quebrar as janelas (Rodrigo Santana/ Reprodução/ WhatsApp)  
As pessoas ficaram presas dentro dos trens, queixando-se de calor e ameaçando quebrar as janelas

Os usuários da linha sul do metrô de Recife foram obrigados a optar por outro meio de transporte, na manhã desta terça-feira. Por volta das 8h10, o fornecimento de energia foi interrompido na linha sul, afetando duas estações.

De acordo com a assessoria de comunicação da CBTU/Metrorec, o sistema paralisado deve voltar a operar assim que a energia for restabelecida.


Segundo um usuário, as pessoas ficaram presas dentro dos trens, queixando-se de calor e ameaçando quebrar as janelas. As portas foram abertas e os passageiros tiveram que andar pelos trilhos até as próximas estações.

FPF-PE proíbe organizadas do Corinthians em duelo com Sport

A Federação Pernambucana de Futebol proibiu a entrada de torcidas organizadas do Corinthians na partida diante do Sport, neste domingo, às 16h (de Brasília), na Ilha do Retiro. O confronto é válido pela 7ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Segundo comunicado divulgado no site oficial da entidade, “a medida preventiva tomada pela Federação Pernambucana de Futebol (FPF) foi solicitada pela Polícia Militar de Pernambuco e visa garantir a integridade dos torcedores e profissionais que forem ao estádio e da sociedade de uma forma geral”.

Com a norma, nenhum torcedor corintiano poderá adentrar ao estádio vestindo ou portanto objetos das torcidas organizadas ou que façam alusão a elas. No documento assinado pelo presidente Evandro Carvalho, a FPF relembra o caso do garoto Kelvin Espada, morto na Bolívia após um morteiro vindo da torcida corintiana atingir o torcedor.

Outro argumento apresentado no documento é a preocupação com confrontos entre torcidas: “Considerando os atos de violência no exterior/entorno dos estádios em decorrência da coligação e rivalidade com as torcidas organizadas de outros estados”.

Fonte: Gazeta Esportiva 

Com Campos em SP, Dilma lucra com caos no Recife

Dilma Rousseff

Correio do Brasil|Leandro Mazzini|Brasília

Subiu a cotação eleitoral da presidente Dilma Rousseff no Recife ontem, diante do caos instalado na região metropolitana e a greve da PM. O Planalto mandou para as ruas o Exército e a Força Nacional de Segurança, e reservadamente petistas como o senador Humberto Costa espalham que a presidente tem feito muito para garantir a segurança e monitorado em tempo real a questão. Eduardo Campos (PSB) deu um tiro no pé. Com saques ao comércio e sete mortes, ele juntou a família e voou de jatinho para São Paulo.

 

Com greve de policiais militares, Recife vive dia de pânico

Estadão Conteúdo

Lojas, supermercados, escritórios, órgãos públicos e faculdades suspenderam suas atividades e a movimentação que ainda se via até as 15 horas, no centro da capital, era somente de pessoas tentando pegar ônibus ou táxi para retornar para suas casas.

Na praça do Derby, área central da cidade, houve tiros para dissolver uma tentativa de assalto na praça do Derby. Grupos com facão e pedaços de pau fizeram arrastões na avenida Conselheiro Aguiar, no bairro do Pina, na zona sul. Pedestres também foram assaltados no bairro da Ilha do Leite e um carro foi incendiado em frente a uma churrascaria em Boa Viagem. Também houve arrastão em um hipermercado da zona norte da capital.

O clima de insegurança se disseminou a partir de saques ocorridos na noite de quarta no município de Abreu e Lima, onde lojas foram arrombadas e as pessoas carregavam geladeiras, fogões, televisores, computadores. Na manhã desta quinta-feira, mercados de bairros em Abreu e Lima também foram alvo de vândalos que levavam as mercadorias roubadas em carrinhos de mão.

Força Nacional. Homens da Força Nacional de Segurança chegaram nesta quinta-feira ao Recife para reforçar a segurança. O general do Exército, José Carlos de Nardi, ex-chefe do Estado Maior das Forças Armadas, foi anunciado para comandar a operação de segurança no Estado.

Nesta quinta, os grevistas realizaram uma passeata pelo centro de Recife. Em cima de um carro de som, acompanhados por cerca mil profissionais, segundo estimativa dos próprios trabalhadores, os manifestantes fizeram buzinaços e apitaços e se revezaram ao microfone, expondo a situação do policial militar e criticando a gestão do ex-governador Eduardo Campos (PSB). “Esta crise foi criada no governo Campos”, afirmou o líder do movimento, soldado Joel Maurino. “Com o programa Pacto pela Vida o governador ganhou prêmio internacional e vai se candidatar à presidência da República, mas o Pacto não é tudo o que ele diz”.

Atingido por vaso sanitário, torcedor morre no Recife

03/05/2014 

Uma morte acabou marcando a terceira rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Um torcedor morreu ao ser atingido por um vaso sanitário no Estádio do Arruda, no Recife, durante a partida entre Santa Cruz e Paraná, nesta sexta-feira à noite. Segundo a Polícia Militar, a vítima foi identificada como Paulo Ricardo Gomes da Silva. Ele vestia uma camiseta preta e seria torcedor do Sport, cuja torcida organizada é aliada da uniformizada do Paraná.

O objeto foi atirado da parte superior das arquibancadas e caiu perto dos portões 6 e 7, na Rua das Moças, um dos principais acessos ao local. Uma briga entre as torcidas, iniciada após o fim da partida, teria motivado o ocorrido. Até à 0h50 deste sábado o corpo do rapaz, envolvido por um lençol, permanecia no local enquanto o Instituto de Criminalística trabalhava na investigação.

A partida entre Santa Cruz e Paraná terminou empatada por 1 a 1. Luciano Sorriso abriu para o time da casa e Marcos Serrato colocou números finais da partida.

 

noticias gerais e, especificamente, do bairro do Brás, principalmente do comércio