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Produção do pré-sal atinge recorde de 520 mil barris por dia, afirma Petrobrás

O ESTADO DE SÃO PAULO|ANTONIO PITA – AGÊNCIA ESTADO

01 Julho 2014

Marca foi alcançada com a perfuração em 25 poços nas bacias de Campos e Santos

A Petrobrás anunciou nesta terça-feira, 1º de julho, o recorde na produção de petróleo em áreas do pré-sal, que atingiu 520 mil barris diários no último dia 24 de junho.

A marca foi alcançada com a perfuração em 25 poços nas bacias de Campos e Santos. Cerca de 406 mil barris representam produção própria da Petrobrás, ou 78% do volume produzido naquele dia. O restante foi obtido por outras empresas que operam nas áreas do pré-sal.

Com o resultado, o volume do pré-sal passa a representar 22% do total produzido pela Petrobrás. A meta da empresa é passar a 52% em 2018, com o volume de 3,2 milhões de barris por dia. Segundo a empresa, o resultado será possível com a entrada em operação de 19 unidades de produção, sendo duas plataformas ainda este ano. Atualmente, são nove plataformas produzindo no pré-sal.

O pré-sal foi descoberto em 2006. No período, a Petrobrás contabiliza uma produção acumulada de 360 milhões de barris de óleo equivalente produzidos em áreas do pré-sal.

2020. A presidente da Petrobrás, Graça Foster, afirmou que a meta de produção da empresa para 2020, de 4,2 milhões de barris por dia, “já é uma realidade contratada”. Além disso, Graça reafirmou que não está prevista nova emissão de ações da Petrobrás até 2030.

Campo de Iara. O diretor de Exploração e Produção da Petrobrás, José Formigli, destacou os “excelentes resultados” dos primeiros testes de longa duração na área de Iara, na Bacia de Santos. De acordo com o diretor, no último dia 21 os testes foram iniciados com resultado de 29 mil barris produzidos.

“É mais uma área com bastante potencial que se junta às outras acumulações do pré-sal”, afirmou Formigli durante seu discurso na solenidade de comemoração dos resultados do pré-sal. “Ter conseguido marca tão expressiva em um intervalo de tempo curto é algo para comemorar”, afirmou.

Participaram da solenidade de comemoração dos 500 mil barris do pré-sal, além da presidente Dilma Rousseff, a presidente da Petrobrás, Graça Foster, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.

Manifestação gay bate recorde em meio a protestos religiosos em Cingapura

CINGAPURA (Reuters) – Um dos maiores públicos já registrados em Cingapura em uma reunião da sociedade civil compareceu a uma manifestação por direitos dos homossexuais neste sábado, em meio a uma oposição barulhenta de grupos religiosos nos dias que antecederam o evento. 

Estima-se que 26 mil pessoas foram ao Hong Lim Park para o “Ponto Rosa” (Pink Dot), um evento anual que acontece desde 2009 e tem como objetivo combater a discriminação contra casais do mesmo sexo. 

Sexo entre dois homens é ilegal em Cingapura e pode ser punido com até dois anos de prisão, embora o crime seja raramente levado às autoridades. A lei, baseada em textos ingleses do período colonial da ilha, não faz menção ao sexo entre mulheres.

A manifestação, que reuniu pessoas vestidas de rosa em um círculo para formar um ponto rosa no parque, já aconteceu anteriormente sem oposição visível. 

Neste ano, no entanto, alguns grupos islâmicos e cristãos se juntaram para convocar seus seguidores a vestirem branco para mostrar a oposição ao evento e aos que enxergam como uma aceitação crescente da homossexualidade em Cingapura. 

“Neste ano a quantidade de negativismo nos entristeceu bastante” disse Paerin Choa, um dos organizadores da Pink Dot. 

“O que aconteceu nas últimas semanas mostra que a discriminação está bem viva em Cingapura”. 

A manifestação acontece em meio ao descontentamento crescente dos cidadãos de Cingapura em relação a questões como imigração, aumento do custo de vida, e direitos dos homossexuais – tudo isso em um país onde a desobediência não é incentivada e reuniões políticas carecem de uma permissão oficial para acontecer, não importando o número de pessoas envolvidas. 

Alguns muçulmanos ficaram particularmente irritados com o evento acontecendo às vésperas do Ramadan, e muitos postaram fotos vestindo branco nas preces noturnas na página do Facebook chamada de “vista branco”. 

Alguns grupos cristãos pediram que o governo tomasse uma postura em relação à questão, para reforçar a posição legal de que o sexo entre dois homens é proibido. 

(Por Rachel Armstrong)

Projeção é a maior do ano

Mapa ampliou as estimativas da renda agropecuária para MT. Considerando apenas o segmento agrícola, soberania do Estado aumenta

Diário de Cuiabá|Economia|Marianna Peres

A produção agropecuária de Mato Grosso recebeu em junho a maior projeção de renda para a produção de 2014. Conforme a Assessoria de Gestão Estratégica, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (AGE/Mapa), a receita do segmento, também chamada de Valor Bruto da Produção (VBP), deve somar R$ 57,10 bilhões, cifras que se confirmadas nos próximos meses, serão 5,33% superiores aos R$ 54,21 bilhões consolidados no ano passado. O VBP pode chegar, no país, a R$ 448,9 bilhões em 2014, representando um aumento de 2,5% se comparado ao do ano passado. Em maio, a projeção para o VBP estadual era de R$ 56,28 bilhões. A agricultura é a responsável pela revisão altista da estimativa. 

O VBP é calculado a partir dos dados da safra do ano e dos preços recebidos pelos produtores. Resulta do volume produzido multiplicado pelo valor médio do mercado no período em que a análise é feita. Os dados referentes a junho foram divulgados ontem. 

No campo, Mato Grosso segue como o maior produtor de grãos e fibras do país há três anos consecutivos e pela segunda vez vai assegurando também o maior VBP do país, ao superar o estado de São Paulo. Conforme esse novo levantamento do Mapa, considerando apenas a agricultura e os cinco cultivos mais importantes em Mato Grosso, o VBP deve somar em 2014, R$ 45,71 bilhões ante R$ 42,10 bilhões do ano passado, o que deve gerar uma expansão de 8,57%. No mês passado, a projeção para a receita agrícola estadual foi de R$ 44,82 bilhões. Em São Paulo, por exemplo, a receita deve ficar em R$ 44,26 bilhões, queda de 2,10% ante o consolidado de 2013, R$ 45,21 bilhões. 

O incremento da renda agrícola mato-grossense reflete o mercado, com o ganho de preços das principais commodities, bem como o avanço da oferta na safra atual, especialmente pelo crescimento da produção de soja e algodão. As duas culturas juntas somam renda de R$ 34,89 bilhões e representam 76,32% do VBP da agricultura local (R$ 45,71 bilhões). 

A maior variação positiva vem do algodão. Depois de perder o segundo lugar do ranking dos maiores VBPs do Estado, no ano passado, para o milho, a fibra exibe projeção de expansão de 33,50% na comparação entre a estimativa de renda desta safra, R$ 10,48 bilhões, ante o realizado em 2013, R$ 7,85 bilhões. A soja deve gerar R$ 24,41 bilhões nesse ano, avanço de 9,90% sobre o realizado em 2013, R$ 22,21 bilhões. A soja, mesmo com projeção maior que o consolidado no ano passado, apresenta correção negativa sobre os VBPs mensais. Em maio a projeção do Mapa apontou para um faturamento de R$ 24,51 bilhões, variação que reflete os preços do mercado. 

Das cinco principais culturas de Mato Grosso – soja, algodão, milho, arroz e cana-de-açúcar – apenas duas seguem com projeção de renda abaixo do realizado no ano passado: milho e a cana, com recuos de 9% e 9,92%, respectivamente. Ao contrário da cana, o milho teve correções pontuais de preços e produção entre maio e junho e isso aliviou a perda de receita mensal, no mês passado a queda anual do faturamento chegou a 13%. Conforme o Mapa, o milho que somou receita recorde de R$ 9,34 bilhões no ano passado, deve somar R$ 8,50 bilhões em 2014. Em maio a projeção apontava para um VBP de R$ 8,17 bilhões. Como a colheita do cereal está no início ainda é provável que o peso da maior oferta, bem como o desenvolvimento da safra norte-americana (que é a maior do mundo) e a reação dos preços, poderão alterar as estimavas ao milho. 

A cana deve somar R$ 1,18 bilhão, ante R$ 1,31 bilhão no ano passado e o arroz, cuja alta projetada é de 7,98%, deve atingir R$ 369,65 milhões de receita ante R$ 342,32 milhões do ano passado. 

VBP DA PECUÁRIA – Das quatro atividades do segmento – bovinocultura de corte e de leite, avicultura e suinocultura, apenas a receita advinda da produção de leite tem perspectiva de crescimento neste ano, em Mato Grosso. Conforme o Mapa, a receita deve aumentar 4,64% em relação ao ano passado, já que a projeção aponta para faturamento de R$ 631,51 milhões, ante o realizado em 2013 que foi de R$ 603,45 milhões. Até o momento, o ganho de preço pelo produtor é que tem sustentado a projeção. Conforme acompanhamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), entre outubro e abril dos anos 12/13 e 13/14, o preço médio do leite pago ao produtor aumentou 23,72%, passando de R$ 0,647/litro para R$ 0,800/l. 

Já na bovinocultura de corte, até como efeito dos recentes embargos à carne produzida em Mato Grosso – impacto de um caso atípico do ‘Mal da Vaca Louca’ em março – deve somar receita de R$ 8,51 bilhões, 3,62% menor que o faturado no ano passado, R$ 8,83 bilhões. 

As aves apresentam projeção negativa de 15,78% em relação ao ano passado, devem somar R$ 1,76 bilhão ante R$ 2,09 bilhões. Os suínos têm a maior estimativa de queda: 16,18%, de R$ 568,85 milhões para R$ 467,77 milhões. 

O VBP da pecuária deve somar, em Mato Grosso, R$ 11,38 bilhões, ante R$ 12,10 bilhões do ano passado. 

São Paulo registra trânsito recorde pela manhã

06/06/2014 

São Paulo, 06 – A manhã desta sexta-feira, 06, segundo dia da greve de metroviários, foi a mais lenta da história de São Paulo, com 251 quilômetros de congestionamento nas vias monitoradas pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) às 10h30. A média para o horário varia entre 70 e 104 quilômetros. Os recordes anteriores ocorreram em 2012: 249 quilômetros às 10h do dia 23 de maio; e 245 quilômetros às 10h de 12 de novembro.

Segundo a CET, todos os procedimentos de contenção do trânsito estão sendo adotados, mas a situação é crítica. Segundo a companhia, os principais causadores da lentidão foram a greve dos metroviários, que paralisaram parcialmente as estações do Metrô pelo segundo dia, a chuva e o rodízio suspenso, que provoca injeção de mais carros nas ruas.

A Marginal do Pinheiros, a mais congestionada por volta das 10h, registrou mais de dez quilômetros de lentidão na pista expressa, da Ponte Interlagos até a Rua Quintana, sentido Rodovia Castelo Branco. Já a pista local registrou 6,3 quilômetros de retenção, também até a Rua Quintana.

Segundo maior ponto de congestionamento na manhã, a Marginal do Tietê registrou 8,3 quilômetros de lentidão na pista local e outros sete na pista expressa, ambos no sentido Rodovia Castelo Branco.

Também registraram lentidão as Avenidas do Estado (5,2 quilômetros) Aricanduva (5,1 km), Professor Abraão de Morais (5,1 km) e Radial Leste (4,6 km). A cidade ainda esteve com 35 semáforos apagados ou em amarelo intermitente no horário.

Rodovias

O motorista enfrentou 16 quilômetros parados na Rodovia Ayrton Senna, do quilômetro 27 ao 11, por causa do excesso de veículos. A Presidente Dutra registrou lentidões pontuais, entre os quilômetros 211 e 210, em Guarulhos, e entre os quilômetros 227 e 229, em São Paulo. Já a Rodovia Anhanguera, sentido capital, marcou tráfego intenso entre os quilômetros 14 e 11. Por sua vez, na Bandeirantes, o motorista pisou no freio dos quilômetros 16 ao 13 da pista expressa, em São Paulo, por reflexo do congestionamento nas Marginais do Tietê e do Pinheiros.

Chuvas

De acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), as chuvas começaram a perder força poucos minutos antes das 10h. A aproximação de uma frente fria e a propagação de áreas de instabilidade mudaram o tempo na capital na sexta-feira, por isso o dia começou com nuvens carregadas, mas as precipitações perderam a força, informou a CGE. /Colaborou Felipe Resk

 

Investimentos estrangeiros diretos na América Latina batem novo recorde em 2013

AFP – Agence France-Presse

29/05/2014 

A América Latina e o Caribe receberam em 2013 184,92 bilhões de dólares em investimentos estrangeiros diretos (IED), em um novo recorde que significa 5% a mais do que no ano anterior, de acordo com a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).

O crescimento dos investimentos foi sustentado pelo aumento da demanda interna e pelos altos preços dos produtos primários exportados pela região, de acordo com o relatório apresentado nesta quinta-feira na sede da Cepal, em Santiago, no Chile.

Nos últimos dois anos, contudo, o preço dos metais registrou queda, e a expansão econômica desacelerou. Por isso, a Cepal “prevê que em 2014 as entradas de IED terão leve queda”.

No ano que vem “podemos ter um crescimento (do IED) muito fraco, de 1% ou uma queda de 9%”, disse Alicia Bárcena, secretária-executiva da Cepal, em sua apresentação do estudo.

Quase US$ 2 bi em abril

Mesmo atingindo receita histórica para o período, cifras não foram suficientes para reverter saldo

Diário de Cuiabá|Economia|Marianna Peres

As exportações mato-grossenses contabilizaram em abril o maior volume de negócios do ano, como também receita recorde para o mês dentro da série histórica do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) ao somar negócios de US$ 1,95 bilhão, quase US$ 2 bilhões em vendas em um único mês. O recorde foi, mais uma vez, atingido graças aos embarques de soja no mês passado. 

Conforme os dados liberados ontem pelo Mdic, a comercialização efetivada em abril deste ano foi sensivelmente maior que a registrada em igual mês do ano passado, que até então seguia como recorde da série, US$ 1,91 bilhão. 

Apesar de uma receita anual maior na comparação mensal, Mato Grosso segue com saldo negativo em relação ao primeiro quadrimestre do ano passado. De janeiro a abril deste ano as exportações geraram faturamento de US$ 5,32 bilhões, enquanto que em igual acumulado de 2013 os embarques somaram receita de US$ 5,38 bilhões. A diferença entre os períodos se justifica na perda do apetite internacional pelo milho, que foi o diferencial das exportações nos primeiros meses de 2013, e que acabou proporcionando receita histórica ao Estado. Nesse ano, o bom desempenho de março e abril – meses que até agora são os únicos que superaram o realizado dos meses pares do ano passado – se deve à soja, cultura que se mantém carro-chefe das exportações e que representam nesse quadrimestre 60,18% da receita global mato-grossense (US$ 5,32 bilhões). 

Até o primeiro trimestre de 2013, por exemplo, o milho era – de maneira inédita – a commodity mais valorizada e com maior volume físico embarcado. Já em 2014, a soja volta ao posto principal. Enquanto o milho era responsável por 23% do total da receita, a soja apresentava um dos mais baixos índices de participação na série, 44,76%. 

Com a soja no foco, a receita gerada pela oleaginosa somou US$ 3,20 bilhões até abril deste ano, ou, 33,10% mais que o consolidado em 2013, US$ 2,40 bilhões. O volume físico passou de 6,37 milhões de toneladas ante 4,49 milhões de toneladas até abril de 2013. 

Já o milho que volta a ser o segundo produto mais importante da pauta mato-grossense apresenta trajetória contrária à ascensão da soja. Nesses primeiros quatro meses de 2014, o cereal somou US$ 559,33 milhões ante US$ 1,24 bilhão no ano passado, queda anual de 54,10%. No período o volume físico passou de 4,42 milhões de toneladas para atuais 2,88 milhões. Em participação, a contribuição do milho passou de 23,04% para 10,58%. 

DESTINOS – A China segue como principal endereço da soja mato-grossense. Neste quadrimestre o país incrementou em 25,20% a participação na pauta, que passou de 35,05% para 44,33%. Ou seja, dos US$ 5,32 bilhões faturados pelo Estado no período, US$ 2,36 bilhões vieram de negócios realizados com os chineses. No ano passado eles haviam gerado US$ 1,88 bilhão em divisas. 

Além da China, o ranking dos cinco principais países importadores da pauta local é formado pelos Países Baixos (US$ 504,64 milhões), Indonésia (US$ 196,46 milhões), Espanha (US$ 164,72 milhões) e a Venezuela (US$ 151,22 milhões). 

BALANÇA COMERCIAL – o saldo comercial do quadrimestre, que representa todas as exportações menos a importações do período, é 21% menor que o registrado em igual acumulado de 2013. Conforme as estatísticas do Mdic, o saldo em 2013 era de US$ 677 milhões, fruto de uma receita de US$ 5,38 bilhões em exportações ante US$ 4,70 bilhões em importações. Nesse ano, o saldo, mesmo seguindo positivo – onde as vendas superaram as compras – fecha em US$ 532 milhões, resultado das vendas em US$ 5,32 bilhões e dos desembolsos com as compras em US$ 4,79 bilhões. Na comparação anual, em 2013 se exportou mais e nesse ano se importou mais. 

Filme francês que debocha de clichês racistas bate recorde de bilheteria

Cartaz do filme: Qu'est-ce qu'on a fait au Bon Dieu ?

Cartaz do filme: Qu’est-ce qu’on a fait au Bon Dieu ?

divulgação
Cíntia Cardoso

O roteiro é simples. Um casal francês conservador e algo preconceituoso tem quatro filhas. E, na hora do casamento, todas se casam com homens de origem estrangeira. O filme, que poderia ser apenas mais uma comédia engraçadinha, porém, seduziu o público francês e bate recordes de bilheteria no país.  

Após três semanas em cartaz, a comédia « Qu’est-ce qu’on a fait au Bon Dieu? » (que mal fizemos a Deus, em uma tradução livre) já levou quase 5 milhões de pessoas aos cinemas na França. No final de semana passado, o filme ficou em 8° lugar na lista do Rentrak, um ranking mundial que classifica as maiores receitas de vendas de ingresso. No total, as bilheterias francesas no último sábado e domingo arrecadaram US$ 11 milhões, o que coloca a comédia do diretor Philippe de Chauveron atrás apenas das grandes produções de Hollywood como “Divergent”.

Com o número cada vez maior de espectadores, o filme já é comparável ao “Fabuloso Destino de Amélie Poulain” e “Intocáveis” que também ganharam destaque no exterior.

Críticas

Para os críticos de cinema, o sucesso dessa comédia se deve, principalmente, pela propaganda ‘boca a boca’ e pelo lançamento oportuno que coincidiu com as férias de Páscoa do calendário francês.

Mas, se o público se mostra entusiasmado com a história da família Verneuil e suas quatro filhas que escolheram um judeu, um árabe, um africano e um chinês para se casarem, a crítica se mostra menos receptiva.

Para o jornal Le Monde, « Por trás da mensagem de tolerância que o filme pretende passar (…), existe alguma coisa mais ambígua, algo que é engraçado, mas que, de alguma maneira, banaliza talvez não o racismo, mas as piadas de cunho racista”, escreve Franck Nouchi. Para a revista Télérama, que é especializada em cinema e televisão, o filme “explora os clichês que queria denunciar”.

Retorno de Christian Clavier

Já a seção de cinema da revista Nouvel Observateur elogia a produção. A publicação diz que o roteiro é “bem amarrado” e com uma “grande riqueza de personagens” e de “variações rítmicas”. A atuação do ator Christian Clavier é considerada “impagável” na representação da “velha França mesquinha e amarga”.

A comédia marca, aliás, um retorno triunfal de Clavier, 62. Extremamente popular na França, o ator amargou uma série de fracassos nas telas nos últimos anos. Muitos atribuem essa má fase do ator à sua amizade com o ex-presidente Nicolas Sarkozy.

Críticas à parte, o sucesso também pode refletir um fenômeno de certa identificação do público francês com as peripécias familiares encenadas na comédia. No país, segundo estatísticas oficiais, cerca de 11% dos casamentos têm um dos cônjuges de origem estrangeira. 
 

Produção diária no pré-sal bate recorde com 428 mil barris em duas bacias

Segundo a estatal, o número foi alcançado devido ao aumento da produção da plataforma P-58

Agência Brasil

A produção de petróleo na Província Pré-Sal, nas Bacias de Santos e Campos, chegou a 428 mil barris por dia (bpd). A marca foi atingida nessa terça-feira (15/4) e configura um novo recorde de produção diária. A informação foi divulgada na quinta-feira (17/4) pela Petrobras.

Segundo a estatal, o número foi alcançado devido ao aumento da produção da plataforma P-58, que entrou em operação no 17 de março no Parque das Baleias, na Bacia de Campos. A produção da P-58 está em cerca de 50 mil bpd em três poços. A Petrobras detém 100% dos direitos na área.

A produção no pré-sal inclui 24 poços, sendo 15 na Bacia de Campos e nove na Bacia de Santos. Até o fim do ano, mais 15 poços entrarão em operação no pré-sal, 11 na Bacia de Santos e quatro na Bacia de Campos.