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Abbas: reeleição de Assad termina com crise síria

Presidente palestino acredita que eleição preservará a unidade e a soberania da Síria

Abbas enviou mensagem de felicitações a colega / Dmitry Astakhov/Ria-Novosti/AFPAbbas enviou mensagem de felicitações a colegaDmitry Astakhov/Ria-Novosti/AFP

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, considerou que a reeleição de seu colega sírio, Bashar al-Assad, ajudará a acabar com a crise na Síria, em uma mensagem de felicitações.

“Acreditamos que a sua eleição para a presidência preservará a unidade e a soberania da Síria. [Contribuirá] a uma solução para a crise, ao diálogo político entre todas as categorias do povo sírio e permitirá o regresso deste país a seu [papel] nacional privilegiado”, afirma a mensagem, postada na página do Facebook do presidente sírio.

Abbas desejou ainda “progresso e estabilidade para a Síria” e “sucesso” ao presidente Assad.

No início de junho, Assad venceu as eleições presidenciais organizadas apenas nas regiões controladas pelo regime, em um país devastado por três anos de guerra.

Dilma tem maior probabilidade de ser eleita, diz Delfim Netto

Estadão Conteúdo

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A reforma política é necessária, defende o economista

O ex-ministro da Fazenda Delfim Netto afirmou que a presidente Dilma Rousseff tem maior probabilidade de ser eleita em outubro, devido sobretudo ao que considera um reconhecimento por avanços de desenvolvimento nos últimos 11 anos.

“São 36 milhões de pessoas que saíram da miséria e 42 milhões que ingressaram na classe média. É um feito grande, pois foi puxado pelo crescimento com inclusão social, o que inclusive levou o Brasil à situação de pleno emprego.”

Para Delfim, o discurso da presidente na convenção nacional do PT, sábado, foi muito importante. “Foi um fato novo ela ter se referido ao fim do excesso da burocracia, que é um dos maiores fatores que limitam bem o crescimento do País”, disse. “E isso tem a ver com o inchaço da máquina administrativa. Ela deixou claro para o PT que corporativismo tem limites.”

Em sua avaliação, o “tricô” de ineficiências que envolvem o Estado também está relacionado à realidade da política partidária, que faz com que as relações entre o Poder Executivo e a base aliada tenham gerado 39 ministérios e secretarias.

“É claro que o número poderia ser bem menor que esse. O Ministério da Agricultura deveria estar concentrado em um só ministério forte e realizador, mas está dividido em quatro. Não faz sentido isso”, afirmou.

Segundo Delfim, a reforma política é necessária, mas pode ser mais simples do que se imagina. “Basta acabar com a reeleição e dar um mandato único de cinco ou seis anos para quem está no Executivo, do presidente ao prefeito”, disse.

“Isso eliminaria um monte de relações de apadrinhamento e troca de favores exageradas com possibilidade do segundo mandato”.

‘Nunca fiz política com ódio’, diz Dilma em lançamento de candidatura

 

Na convenção nacional do PT, presidente candidata à reeleição afirma que ela e Lula herdaram um ‘legado perverso’

O DIA

Rio – Sem as tradicionais bandeiras vermelhas, substituídas por tecidos azuis com uma pequena estrela no centro, o PT oficializou neste sábado a candidatura à reeleição da presidenta Dilma Rousseff. Ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a presidenta prometeu promover um “novo ciclo de desenvolvimento” para “consolidar e aprofundar todas as conquistas” alcançadas nos governos petistas. 

Num discurso longo, que durou cerca de uma hora, a presidenta afirmou que ela e Lula herdaram “um legado perverso de décadas perdidas” e que “não vai abaixar a cabeça”. Dilma disse ainda ser contra o “pessimismo, a mediocridade e o baixo astral”. 

“Nunca fiz campanha com ódio, nem quando tentaram me destruir física e psicologicamente. Não insulto, mas não me dobro. Não me assusto, não agrido, mas também não fico de joelhos para ninguém”, disse. “Quero dizer que não tenho rancor de ninguém. Também não vou baixar a cabeça”, emendou. 

Em discurso, Lula diz que é possível criador e criatura viverem em harmonia, e Dilma terminar seu mandato sem que haja nenhum atrito entre os dois

Foto:  Agência Brasil

Sem citar nomes, a presidenta criticou seus adversários. “Se em 2002 a esperança venceu o medo, nesta a verdade deve vencer mentira e desinformação”, afirmou Dilma, durante a convenção nacional do PT que confirmou sua candidatura. “Nosso projeto de futuro deve vencer aqueles cuja proposta é retornar ao passado”, argumentou. 

Dilma aproveitou o discurso para citar os programas do PT, como o Brasil sem Miséria, o Minha Casa Minha Vida, o Ciência sem Fronteiras e o Mais Médicos. E defendeu a Copa do Mundo contra o que ela chamou de “mau agouro” dos “pessimistas”. 

Antes do discurso de Dilma, Lula enfatizou que a campanha eleitoral vai mostrar a afinidade entre os dois. ‘Vamos provar que é possível terminar mandato sem que haja atrito entre nós”, observou Lula. O ex-presidente tenta conter as especulações de divergências entre ele e a afilhada política. “É possível o criador e a criatura viverem em harmonia”, garantiu. “Quando tiver divergência, ela termina, porque Dilma sempre estará certa e eu errado.” 

Lula pediu aos militantes que se informem sobre as conquistas dos 12 anos do PT no governo e que disputem nas ruas os votos. Segundo ele, esta será uma eleição difícil e agressiva. “Nós, militantes do PT, precisamos saber que eleição se ganha primeiro com um bom programa e, segundo, mostrando o que a gente fez. Temos a obrigação de mostrar o que fizemos em 12 anos e eles em um século”, observou. 

A convenção do PT foi preparada pelo marqueteiro João Santana e as imagens do encontro serão usadas nos programas do horário eleitoral. Durante o discurso de Dilma, seis telas de LED reproduziam em tempo real as ideias chaves ditas pela presidenta sobre seu programa de governo.

Temer defende governo Dilma

Oficializado na chapa de Dilma Rousseff como candidato a vice-presidente, Michel Temer afirmou ontem em seu discurso que a presidenta não governa apenas para os pobres, mas também para as classes A e B. Ao afirmar que Dilma e Lula governaram para “todo o País”, Temer afirmou que é preciso acabar com a “besteira” de que a presidenta governa apenas para um setor da população. 

“Em todas as classes houve uma ascensão social. As classes A e B passaram de 7,6% para 12,5%. É um governo para todos os brasileiros. Vamos acabar com essa besteira de dizer que governo Lula e o governo Dilma trabalharam apenas para um setor. Vou ter a honra de ser reeleito com ela”, afirmou. Há 12 dias, o PMDB de Michel Temer aprovou a aliança com o PT para a reeleição de Dilma. 

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, também esteve presente à convenção, mas foi vaiado quando chamado ao palco. Além dele, dirigentes de outros seis partidos estiveram na convenção petist

PT oficializa Dilma como candidata à reeleição e defende reforma política

Paulo Victor Chagas – Repórter da Agência Brasil Edição: Juliana Andrade
A presidenta Dilma Rousseff participa da Convenção Nacional do PT no Centro de Eventos Brasil 21, em Brasília (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

A presidenta Dilma Rousseff participa da Convenção Nacional do PT no Centro de Eventos Brasil 21, em Brasília (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O PT oficializou hoje (21) a candidatura da presidenta Dilma Rousseff à reeleição e de Michel Temer para vice-presidente. Em convenção nacional em Brasília, com a presença de filiados ao partido e de aliados, delegados do PT levantaram os crachás em apoio à chapa, em defesa doslogan “Mais mudanças, mais futuro” e das principais reformas propostas no programa de governo.

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, levantou duas principais bandeiras para o partido que vão constar na campanha presidencial: a reforma política e a democratização da mídia. Para ele, o plebiscito é fundamental para que se concretize a proposta de reforma política, cujo princípio passa pelo fim do financiamento privado das campanhas. Segundo ele, o projeto prevê um plebiscito sobre o tema ainda neste ano, na Semana da Pátria, em setembro. Sobre os meios de comunicação, Rui Falcão destacou que o partido pretende cumprir o que estabelece a Constituição Federal, como a proibição do oligopólio da mídia e a exigência de produção regional independente.

Além do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de candidatos a governador pelo PT e de pelo menos nove ministros do atual governo, estiveram presentes na convenção representantes de partidos aliados que já referendaram ou ainda vão oficializar a aliança nacional, como PCdoB, PRB, PP, PSD, PMDB, PROS e PDT.

A presidenta Dilma Rousseff avaliou a reforma política como fundamental para melhorar a qualidade da política e da gestão pública. “A transformação social produzida pelos nossos governos criou as bases para a promoção de grande transformação democrática e política no Brasil. Não vejo nenhum caminho que viabilize a reforma política que não passe pela participação popular.”

Ao lembrar projetos criados pelo governo, a presidenta Dilma disse que o novo ciclo que pretende concretizar no país manterá dois pilares básicos de um “ciclo extraordinário” iniciado em 2003: solidez econômica e amplitude das políticas sociais. Segundo ela, o objetivo é ampliar os avanços, com a melhoria da infraestrutura, dos serviços públicos, do emprego, do desenvolvimento tecnológico e da produtividade.

“Esse novo ciclo fará o ingresso decisivo do Brasil na sociedade do conhecimento, cujo pilar básico é a transformação da qualidade da educação”, disse Dilma, reiterando que, para transformar a educação, é preciso valorizar o professor, projeto que será acelerado quando começarem a ingressar os recursos dos royalties do petróleo no setor. Outros pilares também foram citados por ela, como projetos de mobilidade urbana e transporte público, saneamento básico e moradia, classificados como “reforma urbana”.

Depois de os membros do partido reconhecerem, por votação simbólica, a chapa PT-PMDB, Dilma agradeceu a “prova de confiança” e disse querer transformar a gratidão e a alegria em compromisso e convocação para fazer mais mudanças, reforçando o slogan da campanha.

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