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Premiê confirma libertação de dois tunisianos reféns na Líbia

AFP – Agence France-Presse

29/06/2014

Um diplomata tunisiano e um outro funcionário da embaixada da Tunísia na Líbia, sequestrados há semanas em Trípoli, foram libertados neste domingo, anunciou o primeiro-ministro desse país, Mehdi Jomaa, agora à noite.

“Quero lhes informar que, há alguns minutos, o avião decolou de Trípoli com nossos ‘filhos’ que estavam presos”, declarou Jomaa, em uma entrevista coletiva no Ministério das Relações Exteriores.

O chanceler tunisiano, Mongi Hamdi, descartou que qualquer resgate tenha sido pago pelo governo.

“Nossos interlocutores eram as autoridades líbias. Não sabemos quem eram os sequestradore, nem queremos saber”, disse Hamdi.

O ministro confirmou que os sequestradores tinham motivações políticas e reivindicaram a libertação de líbios condenados em Túnis por terrorismo – “libertação que não aconteceu”, frisou o chanceler.

Em 21 de março, o funcionário da embaixada da Tunísia em Trípoli Mohamed ben Sheikh foi sequestrado na capital líbia. Em 17 de abril, o diplomata tunisiano Al-Arussi Kontassi foi feito refém na mesma cidade.

Em 23 de abril, um grupo “jihadista” desconhecido chamado “Chabab Al-Tawhid” divulgou um vídeo de Mohamed ben Sheikh, no qual o refém pedia ao presidente tunisiano que negociasse com os sequestradores.

A gravação não falava em Al-Arussi Kontassi, que teria sido levado, segundo Túnis, por esse mesmo grupo.

A fonte da embaixada consultada pela AFP relatou que a libertação de ambos aconteceu “graças às negociações” e garantiu que o governo “não cedeu” às demandas dos sequestradores.

Desde a queda do regime de Muammar Kadhafi em 2011, as representações diplomáticas na Líbia têm sido, com frequência, alvo de ataques e de sequestro por parte de milícias.

MPF nega que funcionários da Vale se tornaram reféns

15/06/2014 

Rio, 15 – O Ministério Público Federal negou que os funcionários da Vale tenham sido mantido reféns durante a manifestação de índios Xikrin, iniciada na quinta-feira e encerrada na noite deste sábado. Durante esse período, a portaria da unidade de extração de níquel da empresa em Ourilândia do Norte (PA) foi bloqueada por um grupo de indígenas.

O MPF informou que os índios das aldeias Djudjekô, Kateté e Oodjam permitiram a passagem de ônibus com trabalhadores que fazem a manutenção dos fornos e não impediram a saída de funcionários. Apenas a produção de níquel teria sido paralisada.

“O Projeto Onça Puma, de extração de níquel, afeta diretamente os Xikrin, mas até agora a Vale não iniciou nenhum programa de compensação de impactos, nem cumpriu nenhuma das condicionantes previstas no licenciamento do projeto. O MPF já acionou a Justiça Federal contra a Vale em defesa dos direitos dos Xikrin afetados pelo projeto Onça Puma”, informa a nota divulgada pelo MPF.

Neste sábado, a mineradora informou que 50 trabalhadores foram mantidos retidos na unidade desde quinta-feira e que os indígenas ameaçaram atear fogo a um dos fornos. Segundo a Vale, o protesto foi motivado por divergências a respeito do repasse de recursos para aldeias. A companhia informou que as três aldeias recebem R$ 9 milhões por ano.

Jihadistas fazem reféns em universidade do Iraque; forças de segurança lançam ataque

AFP INTERNACIONAL

07. Junho 2014

Jihadistas tomaram neste sábado como reféns estudantes e funcionários de uma universidade iraquiana localizada na cidade de Ramadi, o que provocou um ataque das forças de segurança do país, constatou um jornalista da AFP.

Combatentes do Estado Islâmico do Iraque e Levante (EIIL), um grupo jihadista extremista, se apoderaram pela manhã da universidade de Anbar, em Ramadi, localizada 100 km a oeste de Bagdá, depois de matar os guardas e destruir uma ponte que conduz ao estabelecimento, segundo a polícia.

Um jornalista da AFP afirmou que as forças de segurança lançaram um ataque para libertar o campus e disse ouvir um forte tiroteio no local.

Cerca de 1.000 estudantes conseguiram fugir mais cedo, enquanto outros escaparam durante a operação militar, que também incluiu soldados e policiais, disse o jornalista.

Não foi informado até o momento quantos estudantes estão matriculados na universidade ou quantos ainda estão em poder dos criminosos.

Uma estudante, que se encontra no interior do edifício, explicou mais cedo por telefone à AFP que os criminosos reuniram as mulheres e que o chefe dos insurgentes falou com elas. 

“Daremos uma lição que vocês nunca vão se esquecer”, afirmou o líder dos jihadistas, segundo a estudante.

Vários bairros de Ramadi estão desde janeiro sob controle dos insurgentes, entre os quais figuram membros do EIIL.

Esta demonstração de força dos jihadistas ocorre um dia depois de combates entre insurgentes e as forças de segurança na província de Nínive e dois dias após um ataque rebelde contra a cidade de Samara, onde conseguiram se apoderar momentaneamente de alguns bairros.

A violência na província de Al-Anbar começou no fim de dezembro, quando as forças de segurança desmantelaram um acampamento de protestos antigovernamentais perto de Ramadi.

Pouco depois, insurgentes e tribos hostis ao governo, dominado pelos xiitas, tomaram o controle de bairros de Ramadi e de toda Fallujah, situados respectivamente a 100 e 60 km de Bagdá, algo que não era visto desde os anos de insurreição que se seguiram à invasão americana de 2003.

Desde então, o exército recuperou a maior parte de Ramadi, mas o ataque à universidade demonstra a impotência das autoridades para tomar completamente o controle da cidade.

A insegurança é um dos principais problemas do Iraque, onde a violência mata todos os dias em média 25 pessoas.

No total, mais de 4.300 pessoas morreram em ataques desde o início do ano, das quais mais de 900 em maio.

As autoridades atribuem esta espiral de violência a fatores externos, principalmente à guerra na vizinha Síria. Mas diplomatas e especialistas afirmam que se deve principalmente ao descontentamento da minoria sunita, que se considera marginalizada.

SP: jovens mantêm 13 funcionários reféns na Fundação Casa

Jovens internados em uma unidade da Fundação Casa fizeram 13 funcionários reféns na manhã desta segunda-feira. Segundo a fundação, adolescentes do centro socioeducativo da Vila Conceição, localizado na capital paulista, mantiveram os funcionários reféns das 9h45, e a situação foi encerrada por volta das 12h10.

A superintendência de Segurança da Fundação Casa esteve no local para negociar o fim da confusão. De acordo com o órgão, o centro socioeducativo tem capacidade para 60 adolescentes e abriga atualmente 59 jovens. A corregedoria-geral da instituição já instaurou sindicância para apurar as causas do tumulto e todos os jovens envolvidos passarão por uma Comissão de Avaliação Disciplinar (CAD) para análise de sanções disciplinares a serem aplicadas.

Fonte: Terra