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Comemorações no Templo Dourado acabam em confronto

Diário de Notícias|Helena Moreira, editada por Helena TecedeiroHoje

 
Comemorações no Templo Dourado acabam em confronto
Fotografia © Reuters

Durante as comemorações dos 30 anos da Operação Estrela Azul no Templo Dourado, na cidade indiana de Amritsar, o local mais sagrado para os sikhs, pelo menos 12 pessoas ficaram feridas em confrontos entre dois grupos rivais do sikhismo.

As fações entraram em conflito devido a um desentendimento sobre quem deveria falar primeiro no evento comemorativo para marcar o 30.º aniversário da operação que expulsou Jarnail Singh Bhindranwale e os seus seguidores armados do Harmandir Sahib (Templo Dourado), onde estavam refugiados para fugir à polícia.

Vários canais de televisão indianos mostraram dezenas de sikhs, pertencentes aos dois grupos rivais, agitando e apontando espadas uns contra os outros.

Segundo fontes do The Independent, pelo menos 12 pessoas ficaram feridas durante o conflito, que durou quase meia hora. A polícia foi chamada ao templo, o local mais sagrado da religião Sikh, mas não foi autorizada a entrar dentro do templo.

Na operação ordenada pela primeira-ministra Indiana Indira Gandhi, decorrida entre 3 e 6 de junho de 1984, mais de cinco mil pessoas perderam a vida, 80 dos quais soldados. Desde então, os conflitos com sikhs acontecem com alguma frequência. Quatro meses após o sucedido, Indira foi assassinada por dois dos seus seguranças, sikhs.

Pressão internacional evita execução de sudanesa por ser católica

Meriam Yahia Ibrahim Ishag com o filho no colo, antes de ser presa por ter optado pela religião católica.

Meriam Yahia Ibrahim Ishag com o filho no colo, antes de ser presa por ter optado pela religião católica.

O caso da sudanesa de 27 anos, acusada de ter se convertido do islamismo à religião católica, provocou forte indignação internacional. A atrocidade tornou-se um dos assuntos mais comentados nas redes sociais. Ela deveria ser enforcada depois de levar 100 chicotadas, mas o governo do Sudão cedeu à pressão e anunciou neste sábado (31) a sua libertação nos próximos dias.

A interpretação sudanesa da Charia (ou lei islâmica), introduzida no país em 1983, estabelece que qualquer pessoa que nascer no Sudão é muçulmana e que uma muçulmana não pode se casar com um não-muçulmano; uma união do gênero é considerada um “adultério”. Este é o caso de Meriam Yahia Ibrahim Ishag, uma médica de 27 anos que se casou com um católico do Sudão do Sul e teve dois filhos: um menino de 20 meses e uma menina de quatro dias, que pariu na prisão.

A ONG Anistia Internacional esclareceu que Meriam foi criada pela mãe como cristã ortodoxa pois seu pai esteve ausente durante toda a sua infância. Uma explicação que não convenceu o Tribunal de Cartum, que condenou a mulher por violar a lei islâmica em vigor, que proíbe as conversões.

A acusada teve três dias para abdicar de sua religião, mas se recusou, preferindo a morte. Denunciada por um membro de sua própria família, ela foi presa em 7 de fevereiro passado com o filho, sem nenhum julgamento. A justiça estava aguardando que ela tivesse o segundo filho para executá-la.

Pressão internacional

O primeiro-ministro David Cameron foi um dos políticos ocidentais que mais fez pressão sobre o Sudão. Neste sábado (31), ele voltou a pedir clemência para a jovem, falando em “uma pena bárbara”. No dia 19 de maio passado, o governo britânico já havia convocado o encarregado de Relações Exteriores do Sudão em Londres para abordar a questão. Deu certo.

“A mulher será libertada nos próximos dias segundo os procedimentos legais decididos pelo poder judiciário e pelo ministério da Justiça”, declarou Abdallah Al-Azraq, membro do ministério sudanês. Ele não deu maiores explicações nem esclareceu se as acusações contra Meriam serão retiradas.

Decisão da Justiça sobre cultos afro-brasileiros surpreende até frei e pastor

Decisão da Justiça sobre cultos afro-brasileiros surpreende até frei e pastor

Comissão de Combate à Intolerância Religiosa planeja protesto contra posicionamento de juiz

O DIA|JULIANA DAL PIVA

Rio – A indignação de religiosos de diferentes cultos contra a decisão do juiz federal Eugênio Rosa de Araújo vai engrossar o protesto planejado pela Comissão de Combate à Intolerância Religiosa. Representantes católicos já estão garantidos.

O frei franciscano David Raimundo dos Santos diz que o magistrado demonstrou desconhecer as religiões afro-brasileiras. “A definição de religião que o juiz tem na cabeça revela total desconhecimento das teses teológicas”. Ele avalia que o texto justifica a mobilização dos adeptos do candomblé e umbanda. “Caso os membros das religiões afro façam protestos, terão o apoio de nós, católicos”, afirmou o frei. 

Juiz federal alegou que religiões afro não têm hierarquia, não seguem um texto-base como a Bíblia e o Corão e não idolatram um Deus

Foto:  Oswaldo Prado/ Agência O Dia

O pastor batista Henrique Vieira também pretende apoiar possíveis manifestações contrárias à decisão. “Essa decisão desrespeita a identidade cultural e religosa que é legítima. É uma violência que se dá no âmbito do discurso”, observou. 

O babalorixá Marcio Jagun, autor da denúncia à procuradoria, considerou que o juiz reforçou o preconceito contra as religiões. “O magistrado acabou fundamentando as agressões. Se ele, enquanto autoridade, desconsidera como manifestação legítima, acaba referendando as agressões”,desabafou.

Juiz disse que cultos afro-brasileiros não são religião

Os adeptos das religiões afro-brasileiras, que lutam há tempos para garantir respeito à sua fé, sofreram duro golpe na Justiça. Uma decisão do juiz Eugênio Rosa de Araújo, da 17ª Vara Federal do Rio, considerou que a umbanda e o candomblé não são manifestações religiosas. O posicionamento gerou revolta e um protesto está sendo programado.

O texto polêmico é do dia 28 de abril, quando o juiz negou liminar de uma ação proposta pelo Ministério Público Federal que pedia a retirada da internet de 15 vídeos tidos como ofensivos às crenças de matriz africana. “As manifestações religiosas afro-brasileiras não se constituem em religiões”, escreveu. O magistrado considerou que os vídeos apenas manifestavam a livre expressão de opinião. O MPF recorreu contra a decisão. 

Em outro trecho, opinou que cultos afro “não contêm os traços necessários de uma religião, a saber, um texto-base (Corão, Bíblia etc) ausência de estrutura hierárquica e de um Deus a ser venerado”. Isso revoltou os seguidores dessas crenças. 

“Ele ofende a lei quando decide com uma opinião preconceituosa”, questionou o babalaô Ivanir dos Santos, representante da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa. “O Papa Francisco me recebeu como líder religioso e o juiz não me reconhece como tal?”. Membros da Igreja concordam com Ivanir. “A tradição africana é oral, o que não impede que o candomblé tenha uma teologia sistematizada”, explica o frei franciscano David Raimundo dos Santos. 

Babalaô Ivanir dos Santos foi recebido pelo Papa Francisco, na visita ao Brasil, como líder religioso

Foto:  Divulgação

Ivanir pretende representar contra o magistrado no Conselho Nacional de Justiça, além de chamar uma manifestação que terá também representantes católicos , evangélicos e integrantes de outras religiões. 

A decisão do juiz surpreendeu o procurador Jaime Mitropoulo, responsável pela ação, que até esperava alguma resistência, mas nada parecido. “Nos causou ainda mais espanto que na decisão ele se sentiu no direito de dizer o que é ou não religião”, afirmou Mitropoulo. 

De acordo com o MPF, a decisão fere a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Constituição Federal e o Estatuto de Igualdade Racial. Mitropoulo critica também a manutenção dos vídeos considerados ofensivos e preconceituosos: “O poder público é obrigado a coibir o uso abusivo dos meios de comunicação social a fim de evitar que sejam propagadas mensagens com conteúdos que caracterizem discriminação de cunho religioso”.

Procurado, o juiz federal informou, por meio da assessoria, que não faria comentários sobre o caso.

A maioria dos vídeos expõe cultos com práticas de exorcismo. Em um deles, um homem supostamente possuído por uma entidade diz que é homossexual e que está com o vírus HIV. “Você está vendo que ele está falando em linguagem, em dialeto de Candomblé”, diz o pastor que conduz a conversa com o homem. 

Em outro vídeo, um pastor afirma que não existe como alguém ser de bruxaria e de magia negra, ou ter sido, e não falar em dialeto africano. Para a procuradoria, há nos vídeos intenção de estabelecer uma associação ao ‘mal’ e do ‘demônio’ com as manifestações religiosas de matriz africana.

AM: caminhão de som sem freio mata 3 fiéis em procissão

ImagemTrês mulheres morreram e outras quatro pessoas ficaram gravemente feridas na tarde deste sábado, na zona centro-oeste de Manaus, quando um caminhão de som que acompanhava uma procissão da Via Sacra ficou sem freio e atropelou os fiéis.

O acidente aconteceu por volta das 17h no momento em que os fiéis desciam uma ladeira em frente a Fundação Centro Estadual de Controle de Oncologia (FCecon), na Avenida Francisco Orelana, no conjunto Dom Pedro. Segundo informações da Polícia Militar, o caminhão de som que acompanhava a procissão perdeu o freio e saiu atropelando as pessoas.

O motorista do caminhão, Orelino Siqueira, 49 anos, foi detido pela polícia logo após o acidente. Esse era o segundo ano dele como motorista contratado pela paróquia para acompanhar a procissão.

Mais de cem pessoas acompanhavam a Via Sacra no momento do acidente. Os primeiros socorros foram dados por funcionários da FCecon, que atenderam as vítimas no chão do estacionamento da unidade de saúde.

Duas mulheres, identificadas como Tânia Magalhães Gomes e Cleide Bastos Antela, segundo o Instituto Médico Legal (IML), morreram no local. A terceira vítima morreu no Serviço de Pronto Atendimento (SPA) do bairro da Alvorada, na zona centro-oeste de Manaus. O nome dela ainda não foi informado pelo IML.

Os sobreviventes foram socorridos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levadas para o Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto. A procissão iria terminar na igreja Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos, que fica no conjunto onde o acidente ocorreu.

Carro invade igreja

No final da noite de ontem, uma caminhonete desgovernada invadiu uma capela no bairro Cidade Nova, na zona norte de Manaus. Segundo a PM, o motorista estaria embriagado.

Caminhonete desgovernada invadiu uma capela no bairro Cidade Nova, na zona norte de Manaus Foto: Márcio Azevedo/Terra

Minutos antes, um grupo ensaiava a paixão de cristo na capela Nossa Senhora Rosa Mística, mas ninguém se feriu.

Fonte: Terra 

Na Baixada Santista, espetáculos relembram as últimas horas de Jesus Cristo

De A Tribuna On-line

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Espetáculo tem exibição gratuita nas cidades da região

A encenação Paixão de Cristo será exibida nesta sexta-feira em cinco cidades da Baixada Santista. Em Cubatão, a edição deste ano apresentará os últimos instantes da vida de Jesus Cristo sob óticas do evangelho do apóstolo João.

A apresentação será às 20 horas, no Parque do Trabalhador de Cubatão (Rua Salgado Filho, 249). Entre as estrelas convidadas, João Vitti (rede Record), que interpretará Pôncio Pilatos, e a cantora gospel Carolina Dantas.

Em Mongaguá, a tradicional encenação acontece às 15 horas, no espaço ao lado da Igreja Matriz Nossa Senhora Aparecida, em frente à Avenida Dudu Samba (Centro). Em Peruíbe, o ato começa às 17 horas, na Paróquia São João Batista (à Praça Monsenhor Lino dos Passos, Centro).

Já em São Vicente, os espetáculos serão realizados hoje e domingo, a partir das 19 horas, ao lado da Paróquia Beato José de Anchieta, no Humaitá. Este ano, foi instituído um ingresso simbólico, que deve ser trocado por um quilo de alimento não perecível. Arquibancadas montadas pela Prefeitura vão garantir a acomodação para duas mil pessoas por noite.

A maior encenação a céu aberto de Praia Grande será hoje e amanhã, a partir das 21 horas, na Praça Ceferino Gonzalez Vegas, no Guilhermina. O evento é gratuito e são esperadas cerca de 7 mil pessoas.  

noticias gerais e, especificamente, do bairro do Brás, principalmente do comércio