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Técnico do Uruguai renuncia a cargo na Fifa e diz que Suárez ‘não está sozinho’

Oscar Tabárez não respondeu a nenhuma pergunta na coletiva pré-jogo desta sexta-feira e usou o tempo apenas para fazer uma declaração em defesa do atacante expulso da Copa

IG

Rio – Na véspera do confronto com a Colômbia pelas oitavas de final da Copa do Mundo, o técnico Óscar Tabárez deixou o jogo de lado em sua entrevista coletiva na noite desta sexta-feira, no estádio do Maracanã. O comandante do Uruguai não respondeu nenhum pergunta da imprensa internacional e fez apenas uma declaração em defesa de Luis Suárez.

Óscar Tabárez mostra solidariedade a Suárez ao renunciar a cargo na Fifa

Foto:  Efe

Conhecido como “maestro” no meio do futebol, Tabárez reconheceu o erro de seu comandado, mas afirmou ter ficado surpreso com a punição excessivamente rigorosa de 9 jogos mais 4 meses de suspensão. Ele disse considerar a decisão uma estratégia da Fifa para usar Suárez como bode expiatório e, por isso, renunciou a seu cargo em um grupo de estudos técnicos da entidade.

“Sinto agora que devo abandonar esse cargo. Não é inteligente nem sequer prudente estar em uma organização em que as pessoas, pressionadas pela opinião midiática, tomam uma decisão com valores tão diferentes dos meus. Nos próximos dias apresentarei minha renúncia a esse cargo de acordo com os procedimentos formais”, afirmou.

No final de seu discurso, Tabárez mandou um recado a Suárez, dizendo que o atacante terá um difícil recomeço, “mas saiba que nunca estará sozinho”. Aos torcedores uruguaios, o treinador reconheceu que seu time está comovido com o castigo aplicado a seu maior astro e saberá usar isso a seu favor.

“Estamos feridos, mas com uma força incrível e uma grande rebeldia. No jogo de amanhã, mais que nunca, faremos o melhor que pudermos”, finalizou.

Mensalão: Barbosa renuncia a relatoria da ação

Presidente do STF diz que essa é atitude juridicamente mais adequada; ministro pediu antecipação da aposentadoria

Barbosa quer se afastar de questões ligadas ao mensalão / Valter Campanato/ABr/ArquivoBarbosa quer se afastar de questões ligadas ao mensalãoValter Campanato/ABr/Arquivo

Da Agência Brasil noticias@band.com.br

O ministro Joaquim Barbosa não irá mais participar das relatorias sobre mensalão nem dos demais processos ligados à Ação Penal 470. Com a decisão, Barbosa não levará ao plenário da Corte os recursos dos condenados que recorreram contra a decisão dele que cassou os benefícios de trabalho externo. A partir de agora, todas as questões relacionadas à execução das penas serão encaminhadas ao vice-presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski, que determinará a redistriuição do processo. No final de maio, Barbosa anunciou a decisão de antecipar sua aposentadoria do STF (Supremo Tribunal Federal), instituição do qual é presidente. Ele deve deixar a Corte em duas semanas.

Na decisão, Barbosa afirmou que os advogados dos condenados passaram a atuar politicamente no processo, por meio de manifestos e insultos pessoais. O presidente citou o fato envolvendo Luiz Fernando Pacheco, advogado do ex-deputado José Genoino. Na semana passada, Barbosa determinou que seguranças do STF retirassem o profissional do plenário.

“Esse modo de agir culminou, na última sessão plenária do STF, em ameaças contra minha pessoa dirgidas pelo advogado do condenado José Genoino Neto que, para tanto, fez uso indevido da tribuna, conforme se verifica nos registros de áudio e vídeo da sessão do dia 11 de junho”, disse Barbosa.

Ontem, o presidente do Supremo pediu à Procuradoria da República no Distrito Federal a abertura de uma ação penal contra advogado de Genoino. Barbosa pede que Pacheco seja investigado pelos crimes de desacato, calúnia, difamação e injúria.

Pacheco disse que vai se pronunciar sobre a ação somente após conhecer os detalhes do pedido.  “Falo somente após conhecer formalmente a acusação. Por enquanto, fico apenas com a tranquilidade dos profissionais que cumprem com seu dever”, disse.

Na semana passada, Barbosa mandou  seguranças da Corte retirarem Pacheco do plenário. Barbosa deu a ordem após Pacheco subir à tribuna para pedir que o presidente libere para julgamento o recurso no qual Genoino diz que tem complicações de saúde e precisa voltar a cumprir prisão domiciliar. Na ocasião, os ministros do STF estavam julgando um processo sobre a mudança no tamanho das bancadas na Câmara dos Deputados.

Papa Francisco não descarta pedir demissão do cargo, como Bento 16

Papa também assumiu a escolha de renunciar ao papamóvel, apesar dos riscos.

Papa também assumiu a escolha de renunciar ao papamóvel, apesar dos riscos|REUTERS/Giampiero Sposito|RFI

O papa Francisco afirmou nesta sexta-feira (13) não descartar pedir demissão do cargo um dia, como o predecessor Bento 16. Em uma entrevista publicada na imprensa espanhola, o pontífice disse que “pediria ao Senhor para iluminá-lo sobre o momento” de se retirar. Ele ainda demonstrou preocupação com os movimentos separatistas na Europa, em particular na Escócia (Reino Unido) e Catalunha (Espanha), que vão realizar referendos sobre o assunto nos próximos meses.

Segundo o papa explicou ao jornal La Vanguardia e à emissora de TV Quatro, Bento 16 “não distorceu as tradições” ao renunciar ao cargo, em 11 de fevereiro de 2013. “O papa Bento fez um grande gesto, ele abriu uma porta. Bento não distorceu as tradições”, declarou. “Na realidade, ele criou uma instituição, a dos eventuais papas eméritos. (…) Eu faria a mesma coisa que ele. Pediria ao Senhor para me iluminar quando chegasse o momento e me dissesse o que fazer. Eu tenho certeza de que ele me diria”, argumentou.

Francisco preferiu não dizer qual seria a sua decisão, em razão de problemas de saúde ou de diminuição das faculdades mentais. Mas deixou claro que não descartaria a hipótese de demissão.

Preocupação com separatistas

Na mesma entrevista, o pontífice demonstrou preocupação com os movimentos separatistas na Europa, em particular na Escócia (Reino Unido) e Catalunha (Espanha). “Toda divisão me preocupa”, afirmou o papa.

Francisco diferenciou as independências por emancipação das ex-colônias dos impérios europeus, como aconteceu nos países americanos, e as independências por secessão, como no caso da ex-Iugoslávia. “Obviamente há povos com culturas tão diversas que nem com cola poderiam ser unidos. O caso iugoslavo é muito claro, mas eu me pergunto se é tão claro em outros casos, em outros povos que até agora estiveram juntos”, observou Francisco.

“Temos que estudar caso por caso. Escócia, Padania, Catalunha. Teremos casos que serão justos e casos que não serão justos, mas a secessão de uma nação sem um antecedente de unidade forçada deve ser considerada com muito cuidado”, opinou.

No dia 18 de setembro, os escoceses votarão em um referendo para decidir sobre a independência da região do Reino Unido. Na Catalunha, o governo nacionalista da região pretende fazer o mesmo em 9 de novembro, mas não recebeu a aprovação do Executivo central, que não aceita qualquer tipo de consulta.

Riscos sem o papamóvel

O papa admitiu ainda estar consciente do risco que sofre ao renunciar ao papamóvel blindado, que chama de “lata de sardinhas”. O pontífice argentino recordou que em julho de 2013, as autoridades do Brasil prepararam um papamóvel com vidro blindado para sua proteção durante a Jornada Mundial da Juventude.

“Mas eu não posso saudar um povo e dizer que o amo dentro de uma lata de sardinhas, mesmo que seja de vidro”, destacou. “Para mim isto é um muro. É verdade que algo pode acontecer comigo, mas sejamos realistas, na minha idade [77 anos] não tenho muito a perder”, completou.

Premier belga apresenta renúncia

26. Maio 2014|  AFP internacional

O primeiro-ministro belga, Elio Di Rupo, apresentou nesta segunda-feira ao rei Philippe, como estava previsto, a renúncia de seu governo, um dia depois das eleições legislativas na Bélgica, nas quais os nacionalistas flamengos venceram na região de Flandres.

“O rei aceitou a renúncia e solicitou que se ocupe dos assuntos correntes até a formação de um novo governo”, afirma um comunicado do Palácio Real.

Como estipula o costume político no país, o rei realizará “consultas” com os líderes dos principais partidos políticos para buscar uma maioria capaz de governar o país.

Após as legislativas de 2010 foram necessários 541 dias para formar um governo, um recorde na história do país.

Em dezembro de 2011 o socialista Di Rupo conseguiu formar um governo com uma grande coalizão de seis partidos (três flamengos e três francófonos) de direita, esquerda e de centro.

Segundo analistas, após as consultas o rei Philippe deve pedir a Bart De Wever, presidente da Nova Aliança Flamenga (N-VA), o partido nacionalista flamengo, a buscar aliados, inclusive da região francófona do sul do país, para forma um governo federal.

A N-VA venceu na região de Flandres com 32% dos votos. A região tem peso demográfico de 60%.

A Bélgica, pequeno país do oeste da Europa e membro fundador da União Europeia (UE), está composta por três comunidades: flamengo, de língua neerlandesa, a valão (francesa) e a comunidade de língua alemã do leste do país.

Além do Estado federal, a monarquia constitucional tem três regiões com os próprios governos e parlamentos. Os temas de interesse nacional cabem ao governo federal, enquanto as regiões são competentes nas áreas de economia, transportes ou meio ambiente.

Premiê da Índia renuncia após uma década no poder

AFP – Agence France-Presse

17/05/2014 o:

O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, defendeu seu recorde de 10 anos no poder ao renunciar ao cargo, um dia após o nacionalista hindu Narendra Modi ter garantido uma vitória histórica ao partido Bharatiya Janata Party (BJP).

Os últimos anos do premiê de 81 anos no poder fora marcados pela desaceleração da economia e por constantes escândalos de corrupção.

Após fazer um discurso veiculado na televisão, o terceiro mais longevo primeiro-ministro da Índia foi levado até o palácio presidencial, no centro de Nova Délhi, onde entregou sua carta de renúncia ao presidente Pranab Mukherjee.

“Hoje a Índia é muito mais forte do que há dez anos atrás”, disse em curto discurso, usando seu habitual turbante azul. “Eu atribuo isso a vocês. Nós ainda precisamos trabalhar muito para levar este país ainda mais adiante”.

O economista também desejou sucesso ao sucessor Modi, um hindu nacionalista cuja eleição foi classificada por Singh, em janeiro, de “desastre” para o país.

“Estou confiante que a Índia vai aparecer como uma economia forte no mundo, misturando tradição com modernidade, e unidade com diversidade”, afirmou Singh.

Ex-ministro das Finanças, celebrado por implantar mudanças pró-mercado nos anos 1990, Singh vai continuar como primeiro-ministro até que Modi tome posse do cargo na próxima semana.