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PT pressiona Planalto por fim da Lei da Anistia

O PT pretende pressionar a presidente Dilma Rousseff a rever a Lei da Anistia em um eventual segundo mandato. O pedido de revisão da lei está no documento que apresentou as diretrizes do programa de governo aprovado pelo PT na segunda-feira. O partido também quer que o tema seja debatido na campanha, como uma forma da presidente se diferenciar dos adversários, Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), que se disseram contrários à revisão da lei. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O PT começou a defender a revisão da lei depois da instalação da Comissão Nacional da Verdade. O partido alega que a punição dos crimes cometidos durante a ditadura ajudaria a impedir a continuidade dessas práticas atualmente. A presidente, no entanto, sinalizou no início do ano não ser a favor da revisão.

Fonte: Terra

Fifa deve rever financiamento de estruturas temporárias na próxima Copa do Mundo

Jerome Valcke visitou as obras do estádio da Amazônia neste domingo 16 de fevereiro.

Jerome Valcke visitou as obras do estádio da Amazônia neste domingo 16 de fevereiro. REUTERS/Bruno Kelly|RFI

Há pouco mais de um mês antes do início do Mundial, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, voltou a criticar a organização do Brasil durante uma entrevista coletiva à imprensa nesta sexta-feira (9) em Zurique. Ele também disse que a Federação deverá rever o financiamento de estruturas temporárias bancadas com dinheiro público, um dos motivos dos protestos que se espalharam pelo país.

 

O secretário da Fifa não escondeu sua preocupação em relação ao atraso nas obras, principalmente da Arena do Corinthians, estádio conhecido como Itaquerão, onde acontecerá o jogo de abertura entre o Brasil e a Croácia, no dia 12 de junho. “Minha principal preocupação é conseguir terminar as instalações temporárias. Esta será nossa tarefa mais importante nos próximos dias”, disse Valcke.

O executivo da Fifa também falou sobre os movimentos sociais que tomaram conta do país e as críticas envolvendo a preparação do mundial, incluindo as acusações de corrupção nas licitações. E disse que o financiamento das estruturas poderá ser revisto no futuro.

“A Copa do Mundo não é um meio de resolver ou criar problemas, mas um meio para o governo aumentar o número de investimentos em um período mais curto. Não há um só país no mundo que não utilizaria a Copa do Mundo como plataforma para protestos, mas não me sinto culpado pela utilização do dinheiro que poderia ter sido investido em educação ou outra coisa”, disse Valcke.

“Há uma grande parte do dinheiro que foi investida em infraestrutura que será usufruída pelos brasileiros. O que podemos questionar é porque eles têm que pagar por essas infraestruturas temporárias, utilizadas somente para a Copa. Mas isso faz parte da candidatura para sediar o evento, o que poderemos rever no futuro”, completou.

“Preparação deve ser perfeita”

Segundo ele, a preparação deve ser perfeita, reconhecendo que nem tudo está pronto. “Vamos receber os estádios no próximo dia 21 de maio, entraremos no que chamamos de fase de utilização exclusiva. Tudo estará sob responsabilidade de nossas equipes, e se eu tiver que gritar com alguém, pelo menos vou ter esse direito!”, declarou.

Valcke também salientou que a Fifa “não será responsável se houver atrasos nos voos ou se em Cuiabá tem obras atrasadas, por exemplo.” Segundo ele, “a Copa é uma grande festa que temos que poder aproveitar. Se você passa cinco horas na frente de uma boate e não consegue entrar, você perdeu sua noite. Isso não pode acontecer”, acrescentou.

O secretário-geral da Fifa lembrou que o Mundial já é um sucesso de bilheteria, e o Brasil já tem o maior número de ingressos vendidos na história da Copa. O secretário-geral da Fifa disse esperar que as pessoas reconheçam que a Federação não é “culpada por tudo” e que as pessoas compreendam que a Fifa “fez o que pôde.” “Não fizemos a Copa contra o Brasil, mas com o Brasil. Fizemos o possível para ter certeza que essa Copa será extraordinária”, afirmou.

EUA vão rever políticas de execução de prisioneiros

03/05/2014 

Washington, 03, 03 – O Departamento de Justiça dos Estados Unidos lançou uma revisão das políticas de execução de prisioneiros condenados à morte, após o presidente Barack Obama expressar receios com um caso ocorrido esta semana em Oklahoma. Penas de morte proferidas pela Justiça federal norte-americana são raras e existe uma moratória em vigor desde 2011, apesar de em alguns Estados do país a condenação ser bem mais comum.

“O Departamento de Justiça está atualmente realizando uma revisão do protocolo federal usado pelo Escritório de Prisões e tem uma moratória em vigor sobre as execuções federais enquanto isso”, disse o porta-voz Brian Fallon. “Sob ordem do presidente, o Departamento vai expandir essa revisão para incluir uma pesquisa sobre os protocolos estaduais e políticas relacionadas”, acrescentou.

Durante uma coletiva de imprensa nesta sexta-feira, Obama disse que os problemas na execução de um prisioneiro em Oklahoma esta semana são “profundamente perturbadores” e que vai discutir com o advogado-geral Eric Holder sobre o caso, além de promover uma análise mais ampla em relação às práticas de pena de morte no país.

Obama defende a pensa de morte e lembrou o crime “hediondo” cometido pelo prisioneiro executado em Oklahoma, mas tem levantado algumas questões sobre o tema, incluindo o viés racial no sistema judiciário, já que muitos condenados são negros.

As autoridades de Oklahoma interromperam o que seria uma dupla execução na última terça-feira, após problemas com o coquetel de remédios injetado em um dos condenados. Segundo o governo estadual, hoje um “problema venoso” e o prisioneiro agonizou por quase 40 minutos até morrer de ataque cardíaco. Normalmente, as execuções com injeção letal são muito mais rápidas e o condenado perde a consciência assim que as drogas são injetadas.
 
Fonte: Dow Jones Newswires.