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Porto Velho ainda está em reconstrução depois da enchente histórica do rio Madeira

Acre, Rondônia e Amazonas sofreram com subida do nível do rio, que atingiu quase 20 metros

Portal Amazônia

PORTO VELHO – O nível da água do rio Madeira atingiu cota máxima de 19,74 metros (pico em 30 de março) neste ano e deixou um rastro de prejuízo no Acre, Rondônia e Amazonas. Em Porto Velho, as ruas antes ocupadas pelos veículos foram tomadas por embarcações, que se tornaram os veículos de transporte dos habitantes. Passados quatro meses do clímax da enchente, a cidade ainda luta para reconstruir-se.

Porto Velho luta pela reconstrução após grande cheia do rio Madeira

Confira o relato da repórter do Portal Amazônia, Vanessa Moura, sobre a enchente, os estragos e a luta de um Estado para reconstruir-se.

Porto Velho luta pela reconstrução após grande cheia do rio Madeira

Para eu que acompanhei e noticiei a grande cheia do rio Madeira, pelo Portal Amazônia, foi impactante ver com o baixar das águas os estragos deixados por onde elas chegaram. Os prejuízos foram contabilizados em mais de R$ 4 bilhões, mas nas entrevistas que fiz com as pessoas atingidos pela enchente ficou claro que os danos iriam além do que pode ser calculado.

Porto Velho luta pela reconstrução após grande cheia do rio Madeira

Foto: Vanessa Moura/Portal Amazônia

Foram esforços de uma vida inteira cobertos por água e lama. As vozes embargadas e os rostos sofridos fizeram com que eu entendesse melhor a proporção dos estragos da grande cheia. No discurso dos desabrigados, uma unanimidade persistiu, o relato de que perderam praticamente tudo porque não acreditavam que as águas alcançariam a dimensão que tiveram na cidade.

Porto Velho luta pela reconstrução após grande cheia do rio Madeira

  Confira como está o local atualmente:

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Na última grande enchente registrada no rio Madeira, a de 1997, o nível do rio chegou 17,52 metros, dois metros a menos que neste ano de 2014. A enchente não poupou nem um dos mais relevantes patrimônios históricos da cidade, a Estrada de Ferro Madeira Mamoré, que marca o início da cidade que em 2014 completa 100 anos de criação.

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Reconstrução

Já se passaram quatro meses desde que as águas começaram a recuar e ainda há muito trabalho a ser feito. Durante todo o período que as águas avançavam sobre a cidade, a Defesa Civil de Rondônia e também a de Porto Velho já alertavam que ainda viria à fase ainda mais trabalhosa – a da reconstrução.

Porto Velho luta pela reconstrução após grande cheia do rio Madeira

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Porto Velho luta pela reconstrução após grande cheia do rio Madeira

A cheia histórica atingiu prédios públicos como o da Delegacia da Receita Federal, o Tribunal Regional Eleitoral, o Shopping Popular e o Mercado do Peixe, construções de décadas. Também prejudicou os trabalhos nos portos e arrasou a agricultura no alto, médio e baixo rio Madeira.

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Porto Velho luta pela reconstrução após grande cheia do rio Madeira

No complexo ferroviário também afetado, os esforços são para deixar tudo pronto para que o cenário seja palco das comemorações do centenário da cidade, em outubro. As águas invadiram os galpões, obrigaram a transferência das peças dos museus, nem todas puderam ser salvas e sofreram todos os danos da atuação da água sobre elas durante meses. 

Porto Velho luta pela reconstrução após grande cheia do rio Madeira

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Nós últimos meses, mutirões são realizados para dar celeridade ao trabalho de limpeza no complexo ferroviário que chegou a acumular mais de dois metros de lama. O trabalho no local é realizado pela Secretaria Municipal de Serviços Básicos com apoio do Exército.

Porto Velho luta pela reconstrução após grande cheia do rio Madeira

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A enchente também afetou os mais antigos bairros da cidade. Os que nasceram a partir da construção da Estrada de Ferro. Mas não foi só a parte urbana que sofreu com cheia, a população dos distritos na margem esquerda do rio Madeira também foram afetados. Em algumas localidades as águas encobriram toda a comunidade. No auge da cheia, mais de 1,6 mil famílias ficaram desabrigadas e 5,1 mil propriedades rurais foram inundadas.

Porto Velho luta pela reconstrução após grande cheia do rio Madeira

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Parte dos moradores, com um mês, após as águas começaram a recuar, não esperaram a intervenção do Poder Público e por conta própria fizeram limpeza e reforma das residências para voltar às propriedades. Outros ainda aguardam em um abrigo único montado pela Defesa Civil de Rondônia no Parque dos Tanques, localizado no bairro Nacional, a definição de seus destinos.

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Cerca de 90 famílias ainda vivem no local, outros já deixaram o local e sobrevivem de auxílio-aluguel. Um levantamento sobre as moradias que estão aptas para serem reocupadas após a enchente é feito pela Defesa Civil de Porto Velho e está previsto para ficar pronto no próximo dia 15.

Porto Velho luta pela reconstrução após grande cheia do rio Madeira

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A Prefeitura busca resolver o problema da falta de moradias através de programas de habitações populares. A medida faz parte do Plano Integrado de Recuperação e Prevenção de Desastres no Pós-Enchente, coordenado pela Secretaria de Estado de Assuntos Estratégicos.

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Depois disso tudo o que fica para uma pessoa como eu, que nasci e fui criada nesta cidade, é a expectativa de que os estragos e lições deixados pela grande cheia se reflitam na construção de uma cidade mais sustentável e com estrutura. Pelo menos é isso o que prevê o plano pós-enchente. São mais de 50 projetos divididos nos eixos de infraestrutura, saúde, inclusão social e meio ambiente.

Porto Velho luta pela reconstrução após grande cheia do rio Madeira

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Entre as ações prioritárias estão a elaboração do modelo digital de terreno em todas as áreas dos municípios afetados e requalificação de Áreas de Preservação Permanente  urbanas, remodelação de áreas portuárias, drenagem urbana e desocupação da área pública, inclusive de prédios público de áreas afetadas pela enchente. É a chance de remodelar Porto Velho.

Usinas hidrelétricas do Madeira contestam dívida em Rondônia

Hidrelétricas Jirau e Santo Antônio sobrevivem de liminares diante de débito milionário na Justiça

Portal Amazônia

PORTO VELHO – Com o atraso no cronograma de obras e o preço da energia nas alturas, ashidrelétricas Jirau e Santo Antônio, no rio Madeira, estão sobrevivendo de liminares. Sem o respaldo judicial, as duas usinas estariam devendo, até maio, mais de R$ 1,1 bilhão no mercado por descumprir os contratos fechados com clientes para fornecimento de energia. Hoje quem está arcando com o prejuízo são as distribuidoras de energia, que têm sido financiadas pelo Tesouro e pelo sistema bancário. A partir de 2015, quem pagará a conta será o consumidor.

Nos dois casos, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) analisa pedido para eximir as empresas de responsabilidade nos atrasos e isentá-las dos custos financeiros, além da revisão do cronograma. Como o órgão regulador tem demorado para dar uma resposta e a fatura dos contratos não cumpridos começou a chegar, as empresas foram à Justiça. Com as liminares, ficaram livres de punições, encargos e de recompor lastro -ou seja, comprar energia no mercado de curto prazo para cumprir os contratos.

Procurada, a Aneel disse que só se pronunciará quando o processo for deliberado pela diretoria, mas não informou quando o assunto entrará em pauta. Enquanto isso, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), que faz o acerto de contas das negociações feitas no setor elétrico, tem sido obrigada a desconsiderar os valores devidos pelas usinas.

Embora as duas hidrelétricas estejam em situação semelhante, boa parte do atraso nas obras tem origem diferente. Em Jirau, o principal argumento, corroborado por especialistas e executivos do setor, está na série de conflitos no canteiro de obras, ocorridos em 2011 e 2012. No primeiro deles, quando havia aproximadamente 18 mil trabalhadores, 70% do alojamento foi queimado, disse Victor Paranhos, diretor-presidente da Energia Sustentável do Brasil (ESBR), responsável pelo empreendimento.

Segundo ele, o incêndio deixou as obras ‘semiparadas’ durante sete meses. Em 2012, um novo quebra-quebra resultou em 60% do alojamento queimado e em mais transtornos. Nas obras civis, diz Paranhos, a empresa conseguiu recuperar parte do atraso com mais turnos de trabalho. A montagem das turbinas, no entanto, continua com defasagem. Além do descompasso entre obra civil e montagem eletromecânica, fontes afirmam que a ESBR também teve problemas com despacho aduaneiro de alguns equipamentos.

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Usina hidrelétrica Santo Antônio volta a ligar turbinas no rio Madeira, em Rondônia

Produção

A Hidrelétrica Santo Antônio também sentiu os reflexos de confusões provocadas por trabalhadores, mas numa intensidade menor. Um executivo, em Brasília, que teve acesso ao processo da empresa, conta que dois problemas têm atormentado a vida dos sócios da Santo Antônio Energia (Odebrecht, Andrade Gutierrez, Cemig, Caixa Fip Amazônia Energia e Furnas). Uma delas é que as turbinas têm produzido menos do que deveriam.

Pelo contrato, a usina deveria produzir 99,5% da garantia física (limite de energia que pode ser vendida em contrato), mas só tem conseguido 81%. Foto: Divulgação/PAC

Segundo a fonte, pelo contrato, a usina deveria produzir 99,5% da garantia física (limite de energia que pode ser vendida em contrato), mas só tem conseguido 81%. Como vendeu 91% da garantia física em contrato, ela tem de recomprar a diferença no mercado de curto prazo, cujo preço hoje está em R$ 581 o MWh -mas passou boa parte do primeiro semestre em R$ 822 o MWh, por causa do baixo nível dos reservatórios.

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Além disso, durante as obras, a empresa pediu para a Aneel a antecipação da entrada em operação de algumas unidades geradoras, vendeu a energia no mercado livre e não conseguiu cumprir todos contratos. Só em abril, a conta quase beirou os R$ 500 milhões. Em maio, outros cerca de R$ 270 milhões estavam em aberto. Em ambos os casos, a empresa está amparada por decisão judicial, segundo comunicados da CCEE na época da liquidação financeira.

Nos processos na Justiça e na Aneel, a Santo Antônio Energia pede para postergar a entrega de energia no mercado cativo (leia-se distribuidoras de energia elétrica, que atendem consumidores residenciais, comerciais, rurais, etc). Assim, ela conseguiria cumprir os contratos no mercado livre. Por outro lado, aumenta a exposição das distribuidoras que estão sem contrato para cumprir 100% da demanda de seus consumidores.

Procurada, a Santo Antônio Energia disse que não poderia comentar o assunto porque está em período de silêncio. Mas de acordo com os autos de um processo julgado no Tribunal Regional Federal, entre dezembro de 2011 e dezembro de 2013, a empresa afirma que teve um prejuízo de R$ 228 milhões. Em outra ação, ela pede a devolução de R$ 410 milhões, que seria o valor pago entre 2012 e este ano. No caso de Jirau, a liminar conseguida no fim do ano passado apontava para um valor extra de R$ 400 milhões que a empresa teria de desembolsar.

 

Casas atingidas pela cheia do rio Madeira receberão laudos técnicos em Porto Velho

Os laudos ajudarão a Prefeitura a organizar a lista de candidatos a receber unidades habitacionais

Portal Amazônia

os laudos circunstanciados serão expedidos para as residências atingidas na zona urbana, nos distritos e demais comunidades ribeirinhas. Foto: Frank Néry/Prefeitura de Porto Velho

PORTO VELHO – As casas atingidas pela cheia história do rio Madeira receberão laudos técnicos da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec) sobre as atuais condições. A (Comdec) realizou uma reunião com engenheiros e arquitetos das secretarias municipais de Obras (Semob), de Obras e Projetos Especiais (Sempre) e de Planejamento (Sempla), a fim de se formar equipes que atuarão na força tarefa dos laudos.

O coordenador em exercício da Comdec, Francisco A. Lima, informou que os laudos circunstanciados serão expedidos para as residências atingidas na zona urbana, nos distritos e demais comunidades ribeirinhas. “Trata-se de um laudo pericial para sabermos quais residências têm condições de habitabilidade e quais não têm. Vamos observar os casos em que o retorno dos moradores esteja ocorrendo com riscos e as casas devam ser definitivamente interditadas pela defesa civil”, explicou Lima. 

Os laudos vão ajudar a conhecer a situação real das residências para acomodar os que foram conduzidos a abrigo público ou casa de familiares. Além de ajudar a Prefeitura na organização de uma lista de candidatos a receber unidades habitacionais no condomínio Orgulho do Madeira sem a necessidade de aderirem ao sistema de financiamento da Caixa Econômica Federal.

Em parceria com o Governo Federal e o Governo do Estado, o Município destinará unidades habitacionais sem nenhum ônus a famílias que perderam casas e estão adequadas às condições financeiras determinadas pela legislação. Os desabrigados que possuírem rendimento superior ao estabelecido pela legislação também poderão ser inclusos entre os primeiros contemplados com imóveis nesse condomínio, mas terão de aderirem ao sistema de financiamento. 

O coordenador da Comdec destacou ainda a importância de que o trabalho da equipe técnica seja divulgado para que as pessoas as recebam. “Os que não estão habitando essas casas, e também aqueles que a elas já retornaram, devem abrir as portas para que os técnicos realizem a perícia. Isso é importante para os trabalhos do município, mas antes de tudo é de interesse dos principais prejudicados com a enchente do rio Madeira”, observou.

 

Rondônia define medidas para vítimas da cheia

Famílias receberão aluguel de R$ 500, pelo período de seis meses. Plano Emergencial Pós-Enchente foi definido pelo Governo

PORTO VELHO – Rondônia enfrentou a pior enchente histórica do rio Madeira. Para prestar assistência aos atingidos foi elencado, nesta quinta-feira (29), pelo governador Confúcio Moura, o Plano Emergencial Pós-Enchente (Pro-Rondônia). As medidas que serão implementadas tem recursos na ordem de R$ 25 milhões do Estado e, inicialmente, mais R$ 7 milhões do governo federal. A apresentação oficial do Plano de Reconstrução será realizada somente no dia 9 de julho.

O governador explicou que as medidas foram adotadas após visitar alguns distritos da Capital, os municípios de Nova Mamoré e Guajará-Mirim; e outros Estados que enfrentaram desastres naturais. “Percebemos que demanda tempo, estimado em cinco anos, o processo de reconstrução. Então, o que se fazer enquanto se trabalha a solução, considerando que famílias perderam suas casas e bens, inclusive plantações para suas sobrevivências?”, ponderou.

Enchente do rio Madeira afetou cidades de Rondônia. Foto: Daiane Mendonça/Decom-RO

Auxílio aluguel

A partir da próxima segunda-feira (2) um grupo de trabalho atenderá às famílias cadastradas durante a enchente para o pagamento do auxílio aluguel no valor de R$ 500, pelo período de seis meses. Serão pelo menos 4.397 mil famílias beneficiadas com os recursos disponibilizados pelos governos estadual e Federal. O contato para informações será o (69) 3216 5107, até a implantação do 0800 para ligações gratuitas.

Além do auxílio, que deveria ser por 60 dias, pelas regras do Ministério da Integração, mas foi ampliado por mais quatro meses pelo governo do Estado, fazem parte do Pró-Rondônia, a entrega de duas mil casas do Condomínio Orgulho do Madeira, das quais mil serão entregues em julho e o restante em agosto.

O Auxílio Vida Nova no valor de R$ 1 mil será destinado para cada família realizar serviços emergenciais em seus imóveis; antecipação do benefício do INSS para todos os aposentados e pensionistas do Estado, a partir desta sexta-feira (30) até julho, sem juros e carência de três meses, ou seja, serão mais R$ 140 milhões girando na economia local neste período; e linhas de crédito para os atingidos pela cheia e servidores públicos, via Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco da Amazônia, com taxas especiais.

Os servidores ainda terão direito, junto à CEF, de renovar por quatro meses o pagamento de parcelas de empréstimos consignados ou de financiamento de veículos ou imóveis; e terão o prazo de pagamento ampliado de 60 para 96 meses. Pessoas jurídicas também têm direito a financiamento de até R$ 500 mil para aquisição de máquinas e equipamentos, com taxas especiais e carência de três meses. “Vale lembrar que esses benefícios só serão concedidos durante o período de estado de calamidade, que é de 60 dias”, alertou Confúcio Moura.

Neste período, pessoas físicas que têm empréstimos junto à Caixa também terão 60 dias de pausa para o pagamento, enquanto para as jurídicas o prazo é de 90 dias; e também estão suspensas as licitações e vendas em leilão de joias penhoradas.

Produtores rurais atendidos

Outras medidas, que foram aprovadas pelo Conselho de Desenvolvimento do Estado de Rondônia (Conder), permitem às pessoas físicas e jurídicas (especialmente os produtores rurais que perderam suas lavouras e criação) adquirir, junto ao Banco do Povo, até R$ 60 mil, com carência de 12 meses e 36 meses para pagamento. Para o comércio varejista de Guajará-Mirim, uma lei aprovada na Assembleia Legislativa, por iniciativa do Executivo estadual, possibilita a isenção de 80% do ICMS e de 100% no caso de impostos federais.

De acordo com o secretário estadual de Ação Social (Seas), Márcio Félix, o auxílio aluguel já foi pago a 157 famílias, que estavam abrigadas em escolas da Capital. Nos demais municípios, Santa Luzia, Guajará-Mirim, Rolim de Moura e Nova Mamoré, o valor será repassado pela Coordenadoria de Defesa Civil do Estado às famílias cadastradas pela Seas e as secretarias municipais.

Com relação aos imóveis do Orgulho do Madeira, ele disse que já foram cadastradas as famílias que estavam em abrigos, e que serão distribuídos com base nos critérios do Programa Minha Casa, Minha Vida. Márcio Félix aproveitou para informar que o sorteio de 3% dos imóveis destinados a idosos e pessoas com deficiência, inscritas no ano passado, será realizado no próximo dia 14. Para as demais pessoas, inscritas também em 2013, o sorteio será no dia 28.

 

Excesso de burocracia é problema para hidrovias na Amazônia, diz Fetramaz

Uma das soluções seria a criação de um órgão responsável pela documentação e gerenciamento

MANAUS – Os problemas das hidrovias na Amazônia foram debatidos em um painel realizado na 2ª TranspoaAmazônia (Feira e Congresso Internacional de Transporte e Logística da Amazônia). Além da falta de estrutura, a falta de uma centralização das medidas e decisões a serem tomadas por um só órgão – o que resulta em excesso de burocracia – foi criticada pela Federação das Empresas de Logística, Transporte e Agenciamento de Cargas da Amazônia (Fetramaz).

O vice-presidente da Fetramaz, Antônio Rodrigues Júnior, conta que 90% de tudo que a área industrial de Manaus produz é escoado via marítima, através de navios; e por balsas, no caso das empresas de transporte nas carretas. Rodrigues também disse que, hoje, para começar a funcionar com um porto, as empresas levam até dois anos para solucionar as dificuldades e a burocracia existentes. “É hoje o pior entrave, até mais que a infraestrutura. A iniciativa privada tenta consertar e não consegue por causa da burocracia; e o governo, que tem que fazer, não faz”, reclama.

Hidrovia no rio Madeira. Foto: Edson Leite/Ministério dos Transportes

Segundo o professor doutor da Universidade Federal do Pará (UFPA), Hito Braga Moraes, uma das soluções seria a criação de um órgão responsável pela documentação e gerenciamento das águas no País. “ANA, Antaq, Marinha, Polícia Federal, Dnit. Hoje não sabemos quem é o responsável pelo quê. Quem tem a autoridade máxima nas hidrovias? Isso é uma situação que poderia diminuir muito os entraves burocráticos e até agilizar projetos e a melhoria da infraestrutura”, comenta.

Rodrigues comenta que está sendo produzida uma “Carta de Manaus”, colocando todas essas dificuldades que existem no transporte no Amazonas, e que será encaminhada às autoridades. “Estamos refazendo esse procedimento para cobrar. Costuramos nossa parte, falta recebermos a colaboração que a gente tanto espera do governo. Fizemos na feira passada e estamos fazendo de novo”, conta.

Investimento

O coordenador de Planejamento do Ministério dos Transportes, Luís Carlos Ribeiro, conta que o governo federal criou um Plano Nacional dos Portos e que terminou de ser produzido no final de 2013, e deve começar a ser operacionalizado ainda esse ano.

Segundo Ribeiro, os investimentos serão de R$ 17 bilhões até 2031, sendo R$ 2 bilhões para o rio Madeira; R$ 3,7 bilhões para o rio Tocantins e R$ 3,4 bilhões para o rio Tapajós. Além disso, são esperados mais R$ 9 bilhões de investimentos da iniciativa privada, que deve ficar responsável pelas construções de terminais e embarcações. Também serão criados grupos regionais no Amazonas, gerenciados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit).

O projeto é financiado pelo banco Mundial e a licitação foi vencida por um consórcio holandês. “O objetivo é definir quais as medidas são necessárias para ampliar a participação do modal na matriz de transporte do Brasil. Ampliar essa participação por que é um modal eficiente, mais barato e é um modal que é amigável com o meio ambiente, favorece a proteção ambiental. Dragagem, derrocamento, reclusa, construção de terminais e várias outras medidas serão tomadas”. No entanto, não houve maiores detalhes sobre o planejamento de execução do plano.

 

Defesa Civil instalará toldos no abrigo único , em Porto Velho

Medida é em reposta a reclamação dos desabrigados da enchente quanto ao calor nas barracas

PORTO VELHO – O uso de toldos foi a solução encontrada pela Defesa Civil de Rondônia para amenizar o calor nas barracas onde estão abrigadas as famílias atingidas pela cheia histórica do rio Madeira. A falta de climatização no abrigo único de Porto Velho é alvo de críticas desde o início da transferências dos desabrigados para o local.

Defesa Civil instalará toldos no abrigo único , em Porto Velho

O problema gerou uma ação civil pública com pedido de liminar proposta pela Defensoria Pública de Rondônia. Na semana passada, a juíza Inês Moreira da Costa, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Porto Velho, realizou uma audiência de reconciliação. A Defensoria destacou durante a reunião que já existe desde abril uma decisão favorável à climatização dos abrigos provisórios.

Em resposta as reclamações, a Defesa Civil de Rondônia providencia desde sábado (10) a instalação de toldos. ”Fizemos uma primeira verificação com um ‘sombrete’, uma tela para ver se funcionava e detectamos que não era o mais ideal. Então, está sendo operacionalizado pela Defesa Civil a instalação de toldos em cima das barracas para amenizar bastante o calor”, garante o oficial de comunicação da Defesa Civil de Rondônia coronel Demargli Farias.

Cada toldo deve cobrir quatro barracas. No local há 200 barracas e cerca de 120 famílias. Técnicos trabalham no local para garantir a segurança das instalações. O coronel disse ao Portal Amazônia que foram providenciados ventiladores para as famílias do abrigo único.”Então nós acreditamos que Defesa Civil está dando reposta neste momento, que eu friso é um momento temporário, as famílias serão levadas para novas moradia. Aquelas que estavam em área de risco não retornarão para lá”, conta.

 

Amazonas e Região Metropolitana de Manaus vão ganhar Plano de Resíduos Sólidos

Objetivo é a implantação de aterros sanitários em substituição aos lixões no interior do Amazonas

Ponte sobre o rio Negro. Foto: Chico Batata

MANAUS –  A gestão de resíduos sólidos nos municípios do interior do Amazonas será realizada por calhas de rios. A medida vai nortear o processo de elaboração do Plano de Gestão e Gerenciamento de Resíduos Sólidos do Estado e da Região Metropolitana de Manaus.

Segundo a secretária estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Kamila Amaral, a gestão por calha de rios é o caminho mais adequado para promover avanços nos sistemas decoleta e despejo adequado de lixo no interior, onde distâncias geográficas são um entrave. O sistema de zoneamento de resíduos é inspirado nos modelos de zoneamentos ecológicos e econômicos, que viabilizam o desenvolvimento sustentável por microrregiões.

Kamila explica que o plano estadual visa enxergar essas realidades e trazer ações que atendam cada microrregião, fazendo um verdadeiro zoneamento de resíduos sólidos. “Pela imensidão geográfica, a opção mais inteligente e estratégica é trabalhar com as calhas de rios. Já temos zoneamentos ecológicos e econômicos trabalhados na calha do Purus, Madeira e, na política de resíduos sólidos, a estratégia será a mesma”, frisou a secretária.

Aterros sanitários

O grande desafio dos planos de gestão é promover avanços na implantação de aterros sanitários em substituição aos lixões. Segundo o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), nenhum município do interior tem aterro sanitário. Em Manaus, o aterro encontra-se em processo de análise documental para a concessão de licenciamento. “Implantar os aterros sanitários é o desafio do momento e que a gente tem de encaminhar. As responsabilidades estão no âmbito municipal, mas deverão estar em um programa em sintonia com o Governo do Estado”, frisou o presidente do órgão, Antônio Stroski.

O investimento na elaboração dos planos é de R$ 4 milhões, em parceria com o Governo Federal. A previsão de entrega da nova política é de um ano. Nesse período, além do levantamento de informações, audiências e consultas públicas ocorrerão nos municípios para identificar problemas crônicos e buscar as alternativas.

Para a coleta de lixo nos municípios, o Governo do Estado avança em melhorias. Oito municípios foram beneficiados, este ano, com caminhões para recolhimento de lixo. Em junho, outros 30 vão receber novos veículos, como parte da programação do Dia Mundial de Meio Ambiente.

Usina hidrelétrica Santo Antônio volta a ligar turbinas no rio Madeira, em Rondônia

Local estava sem gerar energia desde fevereiro para evitar problemas na usina Jirau

BRASÍLIA – Depois de mais de dois meses com as turbinas paradas por causa da enchente histórica do rio Madeira, em Rondônia, a usina hidrelétrica Santo Antônio retomou a geração de energia na última sexta-feira (25). Nove turbinas voltaram a operar e representam potência de aproximadamente 640 megawatts (MW).

A hidrelétrica estava sem gerar energia desde 17 de fevereiro, quando o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) determinou o rebaixamento do nível do reservatório da usina para evitar que as estruturas provisórias da outra usina do rio, a Jirau, fossem afetadas. Segundo a empresa Santo Antônio Energia, a retomada da geração de energia somente foi possível com o restabelecimento da queda líquida mínima na barragem.

As demais 17 turbinas da usina hidrelétrica Santo Antônio, que já têm autorização para operar comercialmente, entrarão em funcionamento no decorrer de maio, em conformidade com a programação estabelecida em conjunto com o ONS, segundo a empresa.

Usina estava desligada desde 17 de fevereiro. Foto: Reprodução/Santo Antônio Energia