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Após queda de Portugal, Corinthians diz: “só há um Ronaldo”

A eliminação precoce de Portugal da Copa do Mundo não passou em branco pelo Corinthians. O clube do Parque São Jorge, que na última quarta-feira já havia provocado o Internacional, ironizou Cristiano Ronaldo, astro português eleito o atual melhor jogador do mundo pela Fifa.

Por meio de seu perfil no Twitter, o clube ironizou a frase “There is only one Ronaldo”, que, traduzida do inglês, significa “Há apenas um Ronaldo”. O comentário faz alusão ao ex-atacante Ronaldo, ídolo da torcida alvinegra graças à passagem pelo clube entre 2009 e 2011. Fãs do Manchester United e do Real Madrid já usaram essa frase para exaltar o português. 

Assim como grande parte da seleção portuguesa, Cristiano Ronaldo teve atuação abaixo da média na atual edição da Copa do Mundo. Com apenas um gol anotado em três partidas disputadas, o atacante não evitou a queda de sua equipe ainda na fase de grupos do Mundial.

Cristiano Ronaldo, assim como Ronaldo foi na última década, joga no Real Madrid. As camisetas merengues de ambos os atletas possuem a mesma escrita nas costas: Ronaldo. Por isso tal similaridade é alvo de brincadeiras entre fãs do futebol.

Fonte: Terra

Ronaldo responde a manifestantes: minha vergonha é política

O ex-jogador Ronaldo respondeu as críticas que sofreu na tarde desta quinta-feira, em frente à sede da 9ine, agência que ele é dono, na zona Oeste de São Paulo. Cerca de 30 pessoas do movimento Juntos! manifestaram contra suas recentes declarações sobre hospitais e protestos durante a Copa do Mundo. Durante a ação, manifestantes gritavam: “ô Ronaldo, preste atenção, povo não quer estádio, quer saúde e educação”.

Através do Facebook, o ex-jogador respondeu na mesma moeda: “ôô galera, presta atenção! Eu pago meus impostos por saúde e educação! Ôô galera, se liga então! Não é na minha agência que rola corrupção!”.

Ronaldo disse que levou a situação na esportiva e tentou explicar o porque de ter falado para “baixar o cacete” durante os protestos. “Quando falei em ‘baixar o cacete’, deixei bem claro que me referia aos vândalos, que se aproveitam da boa intenção das manifestações pacíficas para saquear estabelecimentos e depredar patrimônio público”.

O ex-jogador também deixou clara sua insatisfação com a política do País. “A minha vergonha é política. Única e exclusivamente. Fora de campo, que fique claro, de uma vez por todas: os meus anseios, como brasileiro, são os mesmos de vocês. Pago altos impostos e pouco desfruto do que é público”, e ainda completou: “ô galera! Preste atenção! Na Copa eu torço, manifesto na eleição!”.

Confira na íntegra a resposta de Ronaldo:

Ôô galera, presta atenção! Eu pago meus impostos por saúde e educação! Ôô galera, se liga então! Não é na minha agência que rola corrupção! Ôo galera, qual a intenção? Ninguém aqui é contra a sua manifestação!

Levei na esportiva a baderna que alguns manifestantes do coletivo “Juntos!” fizeram hoje na porta da 9ine WPP. Porque não é possível que alguém esteja realmente levando isso a sério, é? Acho lamentável o tempo e a energia desperdiçados. Não é aqui, onde há vários funcionários trabalhando, nem de mim, que vocês devem cobrar nada. Eu não sou político, sou cidadão comum! Minha honestidade não é vulnerável, nem está à venda. E estou tão insatisfeito quanto vocês!

Quando falei em “baixar o cacete”, deixei bem claro que me referia aos VÂNDALOS, que se aproveitam da boa intenção das manifestações pacíficas para saquear estabelecimentos e depredar patrimônio público. Alguém em sã consciência apoia esse tipo de comportamento?

Estamos às vésperas de sediar o maior evento midiático do planeta, com 32 bilhões de espectadores em audiência acumulada no total de jogos. A Copa do Mundo, para mim e para tantos, sempre foi um sonho. Infelizmente, não pude desfrutar do prazer de jogá-la em casa, mas nunca imaginei que trabalhar voluntariamente para recebê-la aqui pudesse me render tantos desafetos.

1° – Ninguém merece ser insultado por qualquer opinião – seja ela boa ou ruim – a respeito da Copa. Visões distintas não justificam agressões. Quem quer curtir tem o direito de curtir sem culpa, sem pressão, sem imposição.

2° – “Não faz sentido achar que festa de aniversário é hora adequada para mamãe e papai discutirem a relação. Poderemos debater nossos problemas com a profundidade e a urgência que eles merecem quando as visitas forem embora. A Copa não é do governo, a Copa é nossa.” (Nizan Guanaes)

A minha vergonha é política. Única e exclusivamente. Mas o que entra em campo no dia 12 de junho é o nosso futebol. É o futebol do mundo. É a miscigenação. É a riqueza cultural. É o esporte pela paz, pela ciência, pela sustentabilidade e pelo respeito à diversidade étnica. É a nossa seleção – a mais vezes campeã – rumo ao Hexa!

Fora de campo, que fique claro, de uma vez por todas: os meus anseios, como brasileiro, são os mesmos de vocês. Toda a infra-estrutura de que o Brasil carece interfere diretamente na minha qualidade de vida. Não sou alheio ou indiferente aos nossos problemas sociais. Para pobres e ricos, a honestidade custa caro por aqui. Pago altos impostos e pouco desfruto do que é público. Sem saúde, educação, transporte e segurança de qualidade, sou obrigado a recorrer aos serviços particulares – ou seja, pago duas vezes. E nunca esqueci as minhas origens, sei também o que é ter o serviço público como única opção.

Mas represento o futebol, quero que a Copa seja linda e ponto final. Não há politicagem na minha posição. Tanto não há que deixo clara a minha desaprovação ao governo. Repudio a corrupção; sou prejudicado por tudo que prejudica cada brasileiro; e também desejo uma melhor e mais transparente gestão para o Brasil. Só não permito que a minha visão política me deixe cego para os inquestionáveis legados da maior competição internacional de esporte único sediada no nosso país.

A frustração com o governo deve se refletir nas urnas, e no engajamento político de cada cidadão para que as campanhas não se aproveitem tanto do analfabetismo funcional gerado pela cultura de massa. Mas as eleições são em outubro. A Copa do Mundo é agora!

Devemos permitir que a política do nosso país, que já nos priva de tantas coisas, também nos prive agora de viver essa alegria?

Ôô galera! Preste atenção! Na Copa eu torço, manifesto na eleição!

Fonte: Terra

Responsável por levar Copa para Itaquera, Ronaldo vê Corinthians em novo patamar

Por Bruno Winckler – iG São Paulo | 16/05/2014
 
Em entrevista ao iG, ex-atacante do clube e membro do COL valoriza conquista do clube e para a zona leste de São Paulo

É comum entre os dirigentes da atual gestão do Corinthians ouvir a frase que existe um clube antes de Ronaldo e um outro depois de Ronaldo. Foi o ex-presidente Andrés Sanchez, responsável por sua contratação em dezembro de 2008, que propagou essa sentença, hoje verdade incontestável entre muitos corintianos. Agora, prestes a ver o estádio corintiano aberto pela primeira vez para um jogo oficial, domingo, contra o Figueirense, o ex-atacante e membro do COL (Comitê Organizador Local) da Copa de 2014 se empolga com o que a obra orçada em mais de R$ 1 bilhão representará para o Corinthians e para a zona leste de São Paulo.

Djalma Vassão/Gazeta Press

Ronaldo em visita à Arena Corinthians em abril

“A torcida do Corinthians merecia esse novo estádio, por tudo que faz e já fez pelo clube. Será um salto importante para que o Corinthians desenvolva ainda mais sua marca”, disse Ronaldo em entrevista por e-mail ao iG.

Um dos idealizadores da modernização do centro de treinamento do clube inaugurado em setembro de 2010, Ronaldo também fez parte do grupo que agiu junto ao governo federal para fazer do estádio corintiano o palco de São Paulo na Copa do Mundo.

Reprodução/Fifa.com]

Ronaldo e o ministro Aldo Rebelo em visita ao estádio do Corinthians

Leia a entrevista por e-mail feita com Ronaldo:

iG – Você estava ao lado do prefeito de São Paulo e do governador de São Paulo quando foi anunciado que a Arena Corinthians abriria a Copa do Mundo. Desde aquele dia houve um esforço para ter esse estádio pronto e, ainda que com tristes percalços, ele foi mantido como o palco do jogo inaugural. Qual foi sua influência nessa decisão de São Paulo receber a primeira partida da Copa e ser mantida como tal após tantas dúvidas?
Ronaldo – Como membro do COL, participo de uma série de discussões, essa foi uma delas. Tenho um carinho enorme pelo Corinthians, mas quando o assunto é Copa eu sou parte do grupo que busca as melhores soluções para os desafios que a gente encontra e para garantir o sucesso desse evento, que eu acredito que trará muitos benefícios para o nosso país. Sempre trabalhamos em parceria com as 12 sedes e, no caso de São Paulo, Curitiba e Porto Alegre, com os três clubes também.

iG – Mais do que um estádio de Copa, o legado da Arena Corinthians vai além do jogo de abertura. Representa muito para toda a região da zona leste de São Paulo. O que esse estádio vai significar para Itaquera depois da Copa do Mundo?
Ronaldo – A Arena Corinthians movimentou e continua movimentando a economia da Zona Leste de São Paulo. Foram criados empregos diretos e indiretos graças à construção do estádio e às obras do entorno. O mundo todo vai estar olhando para Itaquera no dia 12 de junho. Obras de mobilidade urbana e infraestrutura estão sendo realizadas para melhorar a vida dos moradores da região. É importante dizer que o desenvolvimento vai continuar, trazendo benefícios para o comércio local, já que a torcida do Corinthians certamente vai encher o estádio nos jogos que virão depois da Copa.

iG – Depois de anos na Europa, você teve os dois últimos anos da sua carreira como jogador no Corinthians. Viu de perto o esforço do clube para dar um salto importante na sua história e ajudou muito nisso. Qual o poder que esse estádio em Itaquera terá nessa nova fase do Corinthians?
Ronaldo – A torcida do Corinthians merecia esse novo estádio, por tudo que faz e já fez pelo clube. Será um salto importante para que o Corinthians desenvolva ainda mais sua marca e possa fidelizar seu torcedor, que irá se identificar com o Itaquerão. Será um caldeirão, tenho certeza que a Fiel vai lotar todo jogo na nova casa, que está ficando linda.

iG – Após sua aposentadoria dos gramados, você abraçou São Paulo como sua casa. Constituiu sua empresa na cidade e agora, como membro do COL, pode ver os avanços que a Copa trará para a cidade e vice-versa. Quais são as principais vantagens que a Copa do Mundo terá em receber seu primeiro jogo em São Paulo?
Ronaldo – Sabemos que São Paulo tem uma grande responsabilidade por dar o pontapé inicial na Copa do Mundo no País do Futebol. São Paulo é a maior cidade da América Latina e já está acostumada a receber grandes eventos. A cidade tem o maior aeroporto do país, o trem expresso que vai sair da Estação da Luz e levar até o estádio, o amor pelo futebol. Tem tudo pra ser uma grande festa e São Paulo vai encantar pela diversidade da cidade e pelo profissionalismo e alto nível de serviço.

iG – Como membro do COL, você viajou a outras sedes e viu de perto as obras que cada uma delas está fazendo para receber a Copa. Em que patamar você coloca São Paulo na comparação com as outras sedes, principalmente em relação às obras de mobilidade?
Ronaldo – As cidades são diferentes, difícil comparar. São Paulo é a maior cidade do Brasil, a mais rica, possui uma extensa linha de metrô e trem, por exemplo. Sempre há o que melhorar e Itaquera está passando por intervenções, mas talvez o impacto em termos de obras de mobilidade seja muito maior em Cuiabá, por exemplo. Muitas obras que a população dessas doze sedes precisa estão saindo do papel. Em alguns casos, pode ser que não fiquem 100% prontas para a Copa. Mas se ficar alguns meses depois, a população vai ser beneficiada, e isso é o mais importante.

Veja fotos recentes da obras na Arena Corinthians:

 
 
Visão externa da Arena Corinthians a partir do terminal Itaquera do metrô. Foto: Thiago Rocha/iG
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