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Porto Velho ainda está em reconstrução depois da enchente histórica do rio Madeira

Acre, Rondônia e Amazonas sofreram com subida do nível do rio, que atingiu quase 20 metros

Portal Amazônia

PORTO VELHO – O nível da água do rio Madeira atingiu cota máxima de 19,74 metros (pico em 30 de março) neste ano e deixou um rastro de prejuízo no Acre, Rondônia e Amazonas. Em Porto Velho, as ruas antes ocupadas pelos veículos foram tomadas por embarcações, que se tornaram os veículos de transporte dos habitantes. Passados quatro meses do clímax da enchente, a cidade ainda luta para reconstruir-se.

Porto Velho luta pela reconstrução após grande cheia do rio Madeira

Confira o relato da repórter do Portal Amazônia, Vanessa Moura, sobre a enchente, os estragos e a luta de um Estado para reconstruir-se.

Porto Velho luta pela reconstrução após grande cheia do rio Madeira

Para eu que acompanhei e noticiei a grande cheia do rio Madeira, pelo Portal Amazônia, foi impactante ver com o baixar das águas os estragos deixados por onde elas chegaram. Os prejuízos foram contabilizados em mais de R$ 4 bilhões, mas nas entrevistas que fiz com as pessoas atingidos pela enchente ficou claro que os danos iriam além do que pode ser calculado.

Porto Velho luta pela reconstrução após grande cheia do rio Madeira

Foto: Vanessa Moura/Portal Amazônia

Foram esforços de uma vida inteira cobertos por água e lama. As vozes embargadas e os rostos sofridos fizeram com que eu entendesse melhor a proporção dos estragos da grande cheia. No discurso dos desabrigados, uma unanimidade persistiu, o relato de que perderam praticamente tudo porque não acreditavam que as águas alcançariam a dimensão que tiveram na cidade.

Porto Velho luta pela reconstrução após grande cheia do rio Madeira

  Confira como está o local atualmente:

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Na última grande enchente registrada no rio Madeira, a de 1997, o nível do rio chegou 17,52 metros, dois metros a menos que neste ano de 2014. A enchente não poupou nem um dos mais relevantes patrimônios históricos da cidade, a Estrada de Ferro Madeira Mamoré, que marca o início da cidade que em 2014 completa 100 anos de criação.

Porto Velho luta pela reconstrução após grande cheia do rio Madeira

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Reconstrução

Já se passaram quatro meses desde que as águas começaram a recuar e ainda há muito trabalho a ser feito. Durante todo o período que as águas avançavam sobre a cidade, a Defesa Civil de Rondônia e também a de Porto Velho já alertavam que ainda viria à fase ainda mais trabalhosa – a da reconstrução.

Porto Velho luta pela reconstrução após grande cheia do rio Madeira

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Porto Velho luta pela reconstrução após grande cheia do rio Madeira

A cheia histórica atingiu prédios públicos como o da Delegacia da Receita Federal, o Tribunal Regional Eleitoral, o Shopping Popular e o Mercado do Peixe, construções de décadas. Também prejudicou os trabalhos nos portos e arrasou a agricultura no alto, médio e baixo rio Madeira.

Porto Velho luta pela reconstrução após grande cheia do rio Madeira

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No complexo ferroviário também afetado, os esforços são para deixar tudo pronto para que o cenário seja palco das comemorações do centenário da cidade, em outubro. As águas invadiram os galpões, obrigaram a transferência das peças dos museus, nem todas puderam ser salvas e sofreram todos os danos da atuação da água sobre elas durante meses. 

Porto Velho luta pela reconstrução após grande cheia do rio Madeira

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Nós últimos meses, mutirões são realizados para dar celeridade ao trabalho de limpeza no complexo ferroviário que chegou a acumular mais de dois metros de lama. O trabalho no local é realizado pela Secretaria Municipal de Serviços Básicos com apoio do Exército.

Porto Velho luta pela reconstrução após grande cheia do rio Madeira

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A enchente também afetou os mais antigos bairros da cidade. Os que nasceram a partir da construção da Estrada de Ferro. Mas não foi só a parte urbana que sofreu com cheia, a população dos distritos na margem esquerda do rio Madeira também foram afetados. Em algumas localidades as águas encobriram toda a comunidade. No auge da cheia, mais de 1,6 mil famílias ficaram desabrigadas e 5,1 mil propriedades rurais foram inundadas.

Porto Velho luta pela reconstrução após grande cheia do rio Madeira

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Parte dos moradores, com um mês, após as águas começaram a recuar, não esperaram a intervenção do Poder Público e por conta própria fizeram limpeza e reforma das residências para voltar às propriedades. Outros ainda aguardam em um abrigo único montado pela Defesa Civil de Rondônia no Parque dos Tanques, localizado no bairro Nacional, a definição de seus destinos.

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Cerca de 90 famílias ainda vivem no local, outros já deixaram o local e sobrevivem de auxílio-aluguel. Um levantamento sobre as moradias que estão aptas para serem reocupadas após a enchente é feito pela Defesa Civil de Porto Velho e está previsto para ficar pronto no próximo dia 15.

Porto Velho luta pela reconstrução após grande cheia do rio Madeira

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A Prefeitura busca resolver o problema da falta de moradias através de programas de habitações populares. A medida faz parte do Plano Integrado de Recuperação e Prevenção de Desastres no Pós-Enchente, coordenado pela Secretaria de Estado de Assuntos Estratégicos.

Porto Velho luta pela reconstrução após grande cheia do rio Madeira

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Depois disso tudo o que fica para uma pessoa como eu, que nasci e fui criada nesta cidade, é a expectativa de que os estragos e lições deixados pela grande cheia se reflitam na construção de uma cidade mais sustentável e com estrutura. Pelo menos é isso o que prevê o plano pós-enchente. São mais de 50 projetos divididos nos eixos de infraestrutura, saúde, inclusão social e meio ambiente.

Porto Velho luta pela reconstrução após grande cheia do rio Madeira

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Entre as ações prioritárias estão a elaboração do modelo digital de terreno em todas as áreas dos municípios afetados e requalificação de Áreas de Preservação Permanente  urbanas, remodelação de áreas portuárias, drenagem urbana e desocupação da área pública, inclusive de prédios público de áreas afetadas pela enchente. É a chance de remodelar Porto Velho.

Enchente dos rios amazônicos eleva preço de alimentos em feiras de Manaus

Apesar da descida do nível dos rios estar em andamento os preços continuam nas alturas

 

Feira da Banana, no Centro de Manaus. Foto: Reprodução/Shutterstock

MANAUS – A economia local sofre variações, mais negativas do que positivas, durante período de enchente dos rios amazônicos. A mais visível variação é a escassez de produtos e elevação de preços. O valor final de gêneros alimentícios em Manaus sobem na mesma velocidade que o nível dos rios: da noite para o dia. Apesar da vazante (descida do nível dos rios) estar em andamento, os preços continuam nas alturas.

De acordo com o Conselho Regional de Economia do Amazonas (Corecon/AM), a capital amazonense não é autossuficiente em produtos agrícolas. A cidade importa a maioria do que consome e o pouco que produz sequer supre o mercado local. “A maior parte dos produtos consumidos em Manaus são trazidos de fora. O pouco que é cultivado nas beiradas dos rios, com a cheia, essa produção também se torna inócua, ocasionando o aumento nos preços dos produtos”, analisou o presidente do Corecon/AM, Marcus Evangelista

A parte positiva da enchente está na atividade fluvial, onde o transporte registra um aumento acentuado na demanda. É a hora em que o proprietário de pequenas embarcações aproveita para aumentar a renda. “Os proprietários de pequenas embarcações aproveitam para fazer também um dinheirinho. A cheia, da mesma forma que tem o lado negativo, ela tem essa parte positiva que favorece a movimentação de dinheiro nos beiradões”, avaliou.

O diretor do Sindicato do Comércio Varejista dos Feirantes de Manaus, Deuticilan Franco Barreto, disse que a enchente traz uma certa qualidade para a navegação e atracação nos portos de Manaus, entretanto prejudica o transporte e distribuição dos produtos no entorno dos grandes mercados. “Os barcos têm essa facilidade para atracar, sem transtorno. Em qualquer canto eles atracam com facilidade. Já na questão da saída dos produtos, o fluxo de veículos fica prejudicado, com algumas ruas interditadas, causando um grande congestionamento no entorno da Manaus Moderna e da Feira da Banana”, apontou.

Barreto explicou que o preço da banana subiu devido a enchente que no Acre, que abastece metade do consumo da fruta em Manaus. “Não há produção local. No Acre, a cheia foi muito grande afetando as estradas, as BRs, e hoje está com uma dificuldade muito grande de chegar a banana do Acre aqui, em Manaus. Por isso que está muito caro o preço da banana”, justificou o diretor do Sindicato do Comércio Varejista dos Feirantes de Manaus.

Dados do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam) apontam que as culturas mais afetadas pela enchente foram banana, com perda de 84,7 mil toneladas; macaxeira, 39,2 mil toneladas; mandioca, 11,8 mil toneladas; maracujá, 1,5 mil toneladas; e milho, 1,1 mil toneladas. Procurada pela reportagem, a Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror) não respondeu às questões apresentadas até o fechamento da matéria.

Foto: Reprodução/Shutterstock

Emergência

De acordo com a Defesa Civil do Amazonas, Manaus permanece em estado de emergência, decretado em 26 de maio e segue até 25 de agosto. São 90 dias para que a verba emergencial oriunda do Governo Federal seja liberada, porém até o momento ainda não chegou no Amazonas.

No interior do Estado, 39 municípios foram afetados pela subida das águas nas bacias dos rios Madeira, Juruá, Jutaí, Purus e Amazonas. As cidades no Sul da Amazônia tiveram maiores problemas com a enchente entre março e abril. Os estados de Rondônia e Acre decretaram calamidade pública, bem como Humaitá, no Sul do Amazonas.

*Com reportagem de Tanair Maria, do Jornal do Commercio

 

Usinas hidrelétricas do Madeira contestam dívida em Rondônia

Hidrelétricas Jirau e Santo Antônio sobrevivem de liminares diante de débito milionário na Justiça

Portal Amazônia

PORTO VELHO – Com o atraso no cronograma de obras e o preço da energia nas alturas, ashidrelétricas Jirau e Santo Antônio, no rio Madeira, estão sobrevivendo de liminares. Sem o respaldo judicial, as duas usinas estariam devendo, até maio, mais de R$ 1,1 bilhão no mercado por descumprir os contratos fechados com clientes para fornecimento de energia. Hoje quem está arcando com o prejuízo são as distribuidoras de energia, que têm sido financiadas pelo Tesouro e pelo sistema bancário. A partir de 2015, quem pagará a conta será o consumidor.

Nos dois casos, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) analisa pedido para eximir as empresas de responsabilidade nos atrasos e isentá-las dos custos financeiros, além da revisão do cronograma. Como o órgão regulador tem demorado para dar uma resposta e a fatura dos contratos não cumpridos começou a chegar, as empresas foram à Justiça. Com as liminares, ficaram livres de punições, encargos e de recompor lastro -ou seja, comprar energia no mercado de curto prazo para cumprir os contratos.

Procurada, a Aneel disse que só se pronunciará quando o processo for deliberado pela diretoria, mas não informou quando o assunto entrará em pauta. Enquanto isso, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), que faz o acerto de contas das negociações feitas no setor elétrico, tem sido obrigada a desconsiderar os valores devidos pelas usinas.

Embora as duas hidrelétricas estejam em situação semelhante, boa parte do atraso nas obras tem origem diferente. Em Jirau, o principal argumento, corroborado por especialistas e executivos do setor, está na série de conflitos no canteiro de obras, ocorridos em 2011 e 2012. No primeiro deles, quando havia aproximadamente 18 mil trabalhadores, 70% do alojamento foi queimado, disse Victor Paranhos, diretor-presidente da Energia Sustentável do Brasil (ESBR), responsável pelo empreendimento.

Segundo ele, o incêndio deixou as obras ‘semiparadas’ durante sete meses. Em 2012, um novo quebra-quebra resultou em 60% do alojamento queimado e em mais transtornos. Nas obras civis, diz Paranhos, a empresa conseguiu recuperar parte do atraso com mais turnos de trabalho. A montagem das turbinas, no entanto, continua com defasagem. Além do descompasso entre obra civil e montagem eletromecânica, fontes afirmam que a ESBR também teve problemas com despacho aduaneiro de alguns equipamentos.

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Usina hidrelétrica Santo Antônio volta a ligar turbinas no rio Madeira, em Rondônia

Produção

A Hidrelétrica Santo Antônio também sentiu os reflexos de confusões provocadas por trabalhadores, mas numa intensidade menor. Um executivo, em Brasília, que teve acesso ao processo da empresa, conta que dois problemas têm atormentado a vida dos sócios da Santo Antônio Energia (Odebrecht, Andrade Gutierrez, Cemig, Caixa Fip Amazônia Energia e Furnas). Uma delas é que as turbinas têm produzido menos do que deveriam.

Pelo contrato, a usina deveria produzir 99,5% da garantia física (limite de energia que pode ser vendida em contrato), mas só tem conseguido 81%. Foto: Divulgação/PAC

Segundo a fonte, pelo contrato, a usina deveria produzir 99,5% da garantia física (limite de energia que pode ser vendida em contrato), mas só tem conseguido 81%. Como vendeu 91% da garantia física em contrato, ela tem de recomprar a diferença no mercado de curto prazo, cujo preço hoje está em R$ 581 o MWh -mas passou boa parte do primeiro semestre em R$ 822 o MWh, por causa do baixo nível dos reservatórios.

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Além disso, durante as obras, a empresa pediu para a Aneel a antecipação da entrada em operação de algumas unidades geradoras, vendeu a energia no mercado livre e não conseguiu cumprir todos contratos. Só em abril, a conta quase beirou os R$ 500 milhões. Em maio, outros cerca de R$ 270 milhões estavam em aberto. Em ambos os casos, a empresa está amparada por decisão judicial, segundo comunicados da CCEE na época da liquidação financeira.

Nos processos na Justiça e na Aneel, a Santo Antônio Energia pede para postergar a entrega de energia no mercado cativo (leia-se distribuidoras de energia elétrica, que atendem consumidores residenciais, comerciais, rurais, etc). Assim, ela conseguiria cumprir os contratos no mercado livre. Por outro lado, aumenta a exposição das distribuidoras que estão sem contrato para cumprir 100% da demanda de seus consumidores.

Procurada, a Santo Antônio Energia disse que não poderia comentar o assunto porque está em período de silêncio. Mas de acordo com os autos de um processo julgado no Tribunal Regional Federal, entre dezembro de 2011 e dezembro de 2013, a empresa afirma que teve um prejuízo de R$ 228 milhões. Em outra ação, ela pede a devolução de R$ 410 milhões, que seria o valor pago entre 2012 e este ano. No caso de Jirau, a liminar conseguida no fim do ano passado apontava para um valor extra de R$ 400 milhões que a empresa teria de desembolsar.

 

Casas atingidas pela cheia do rio Madeira receberão laudos técnicos em Porto Velho

Os laudos ajudarão a Prefeitura a organizar a lista de candidatos a receber unidades habitacionais

Portal Amazônia

os laudos circunstanciados serão expedidos para as residências atingidas na zona urbana, nos distritos e demais comunidades ribeirinhas. Foto: Frank Néry/Prefeitura de Porto Velho

PORTO VELHO – As casas atingidas pela cheia história do rio Madeira receberão laudos técnicos da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec) sobre as atuais condições. A (Comdec) realizou uma reunião com engenheiros e arquitetos das secretarias municipais de Obras (Semob), de Obras e Projetos Especiais (Sempre) e de Planejamento (Sempla), a fim de se formar equipes que atuarão na força tarefa dos laudos.

O coordenador em exercício da Comdec, Francisco A. Lima, informou que os laudos circunstanciados serão expedidos para as residências atingidas na zona urbana, nos distritos e demais comunidades ribeirinhas. “Trata-se de um laudo pericial para sabermos quais residências têm condições de habitabilidade e quais não têm. Vamos observar os casos em que o retorno dos moradores esteja ocorrendo com riscos e as casas devam ser definitivamente interditadas pela defesa civil”, explicou Lima. 

Os laudos vão ajudar a conhecer a situação real das residências para acomodar os que foram conduzidos a abrigo público ou casa de familiares. Além de ajudar a Prefeitura na organização de uma lista de candidatos a receber unidades habitacionais no condomínio Orgulho do Madeira sem a necessidade de aderirem ao sistema de financiamento da Caixa Econômica Federal.

Em parceria com o Governo Federal e o Governo do Estado, o Município destinará unidades habitacionais sem nenhum ônus a famílias que perderam casas e estão adequadas às condições financeiras determinadas pela legislação. Os desabrigados que possuírem rendimento superior ao estabelecido pela legislação também poderão ser inclusos entre os primeiros contemplados com imóveis nesse condomínio, mas terão de aderirem ao sistema de financiamento. 

O coordenador da Comdec destacou ainda a importância de que o trabalho da equipe técnica seja divulgado para que as pessoas as recebam. “Os que não estão habitando essas casas, e também aqueles que a elas já retornaram, devem abrir as portas para que os técnicos realizem a perícia. Isso é importante para os trabalhos do município, mas antes de tudo é de interesse dos principais prejudicados com a enchente do rio Madeira”, observou.

 

Rondônia inicia campanha contra hanseníase, verminoses e tracoma

Público-alvo são 194.365 alunos de 5 a 14 anos de 24 municípios. Campanha será entre julho e agosto

Portal Amazônia

PORTO VELHO – O Estado de Rondônia realiza durante os meses de julho e agosto campanha contra hanseníase, verminoses e tracoma. O público alvo são estudantes de 5 a 14 anos e a iniciativa integra as estratégias do Ministério da Saúde (MS) no enfrentamento das doenças no período de 2012 a 2015.

Rondônia inicia campanha contra hanseníase, verminoses e tracoma

De acordo com a Agência Estadual de Vigilância em Saúde de Rondônia (Agevisa), a meta é investigar casos de hanseníase em 70% dos estudantes e casos de verminoses e tracoma em 80% deste público. A tracoma é uma doença crônica considerada endêmica no Brasil, caracterizada pela inflamação nos olhos e é transmitida por contato direto e indireto.

Enquanto a hanseníase é marcada pela presença de machas no corpo que não apresentam sensibilidade. As verminoses são doenças causadas por vermes e apresentam sintomas como dores abdominais, vômitos, anemia e em casos mais graves pode comprometer a atividade cerebral.

Estratégias

O coordenador estadual de Geohelmintíases (Verminoses), Eleildon Mendes, está à frente da campanha em Rondônia e enfatiza que a meta é atingir 668 escolas estaduais e municipais, contemplando 194.365 alunos no Estado. Segundo o coordenado, para o enfrentamento da hanseníase a estratégia é o uso de relatórios de autoimagem. ‘‘Os alunos vão levar os relatórios para casa com o desenho do corpo humano onde eles vão marcar onde há manchas sugestivas para hanseníase. Lembrando que hanseníase é toda mancha que apresenta falta de sensibilidade. Dependendo dessa mancha, o paciente será encaminhado para uma análise mais detalhada em uma unidade de saúde’’, informa Eleildon.

Rondônia inicia campanha contra hanseníase, verminoses e tracoma

De acordo com o boletim da Agevisa, entre os anos de 2007 a 2013 foram identificados 6.619 casos de hanseníase. Em 2013 foram registrados 717 casos, menos que em 2012 quando foram notificadas 802 ocorrências da doença. Em 2013, as cidades que mais apresentaram casos de hanseníase foram Porto Velho (115), Ji – Paraná (77) e Rolim de Moura (45).

Já a identificação de casos de tracoma será realizada com exame nos olhos dos estudantes na faixa etária dos 5 aos 14 anos. ‘‘Se durante a análise for verificada a positividade, esse paciente já recebe um dose de Azitromicina’’, afirma. Conforme boletim da Agevisa, 1, 149 casos da doença foram registrados de 2007 a 2013, em Rondônia. Só em 2013 foram registrados 673 casos. A maioria em Mirante da Serra (231), Machadinho do Oeste (198) e Alto Alegre dos Parecis (153).

Rondônia inicia campanha contra hanseníase, verminoses e tracoma

No combate as verminoses, se não houver recusa dos pais, os estudantes estão aptos a receber dose única de Albendazol. ‘‘O medicamento já foi experimentado na campanha passada e segundo análise não apresenta nenhuma reação adversa’’, garante. Os 24 municípios escolhidos para campanha contra verminoses apresentam prevalência da doença em mais de 20% da população, segundo o coordenador.

Municípios

Dos 52 municípios de Rondônia, 24  foram selecionados para desenvolver a campanha. São eles Alto Paraíso, Alta Floresta, Alto Alegre dos Parecis, Candeias do Jamari, Cujubim, Machadinho do Oeste, Mirante da Serra, Pimenta Bueno, Guajará-Mirim, Seringueiras, Espigão do Oeste, Ji- Paraná, Ouro Preto, Jaru, Ariquemes, Rolim de Moura, Colorado do Oeste, Monte Negro, Porto Velho, São Francisco, São Miguel, Cacoal, Cumpinguaia e Vilhena.

Destes, 10 municípios além de desenvolverem ações de combate a hanseníase e verminoses também criaram mecanismos para enfrentar os casos de tracoma. Alto Paraíso, Alto Alegre dos Parecis, Candeias do Jamari, Cujubim, Machadinho do Oeste, Mirante da Serra, Pimenta Bueno, Guajará-Mirim, Seringueiras, e São Francisco são as cidades escolhidas para o enfrentamento das três doenças.

 

Simpósio apresenta efeitos do óleo de avestruz contra doenças, em Rondônia

Óleo é rico em ômegas e vitamina D. Evento reuniu cerca de 130 participantes em Mirante da Serra

Portal da Amazônia

oleo-de-avestruz

MIRANTE DA SERRA – Auxílio no tratamento da depressão, benefícios da carne e suplemento alimentar. Esses são alguns dos temas debatidos durante o 28º Simpósio Saúde e Nutrição, em Mirante da Serra (RO). Durante o evento,  realizado em junho de 2014, especialistas alertaram sobre prevenção a doenças e pacientes relatam experiências positivas no uso do óleo. Confira:

O simpósio reuniu cerca de 130 participantes entre especialistas, consultores dos produtos e pessoas de várias regiões de Rondônia. ”Essa ideia do simpósio surgiu no início da pesquisa de levar o óleo de avestruz as pessoas porque o óleo tem funções que ajudam a melhorar a imunidade. Havia a necessidade de repassar essas informações”, conta o organizador do evento, terapeuta natural e criador do óleo de avestruz, José Francisco Cardozo, Francisco.

Simpósio apresenta efeitos do óleo de avestruz contra doenças

Óleo de avestruz e depressão

O psicólogo, Pedro Paulo de Carvalho, explicou sobre a ”Doença do século Depressão, Ansiedade, stress (doenças psicossomáticas) durante o simpósio. ”A depressão, a ansiedade e o stress são as doenças que mais crescem no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). É um problema de saúde pública. De cinco pessoas, uma já teve depressão”, afirma Carvalho.

Simpósio apresenta efeitos do óleo de avestruz contra doenças

Carvalho pontua que a depressão, assim como a ansiedade, são doenças e precisam ser tratadas. “Hoje o tratamento na medicina é farmacológico. Os antidepressivos tem neurotransmissores como a serotonina e endorfina. E, dentro do tratamento da depressão, a gente focamos na alimentação e é aí que entra o óleo de avestruz. Porque a ciência comprovou que o óleo de avestruz tem ômega que aumenta a imunidade do organismo das pessoas, também melhora a questão hormonal e o humor”, considera.

Simpósio apresenta efeitos do óleo de avestruz contra doenças

O psicólogo detalha de que forma o óleo de avestruz pode auxiliar no combate a depressão. ”Os principais sintomas da depressão são episódios de tristeza e alteração do humor. Indico o óleo para meus pacientes porque é comprovado que ele ajuda na imunidade e também no humor. A depressão é uma doença muito séria e uma forma preventiva é a alimentação”, considera.

Carvalho ainda acrescenta. ”Quando a gente está triste, a imunidade fica baixa e a pessoa não tem energia. Ou seja, fica mais vulnerável a qualquer tipo de doença, então o óleo ajuda a controlar”,acredita. Para o psicólogo, o óleo é um dos colaboradores no tratamento contra a depressão, mas é preciso aliar a outras questões. ”Também tem outros fatores como a mudança de hábitos, prática de atividade física e alimentação”, explica.

Experiência

Também colaborou com o simpósio o médico especializado em cirurgia geral e coordenador do Centro Regional em Saúde do Trabalhador (Cerest), em Cacoal, Estanislau Pitwak Júnior . Já para o médico, o conhecimento dos benefícios do óleo partiu de um experiência familiar. ”O meu filho apresentou uma doença degenerativa grave e foi aí que o óleo de avestruz apareceu em nossas vidas”, conta.

Simpósio apresenta efeitos do óleo de avestruz contra doenças

O uso do óleo surgiu depois do filho do Estanislau ter passado por sete especialistas sem conseguir resultados. ”A gente partiu para a medicina alternativa e foi quando o óleo apareceu e eu passei a fazer uso no meu filho e na minha família e vimos resultado. Quando os médicos dizem que você não tem nenhuma chance e você ver um pequeno resultado é uma grande vitória”, considera o médico.

De casa para o consultório

”A gente recomenda aos pacientes que utilizem o óleo porque é uma fonte de ômega 3,6,7,9, tem vitamina D e a gente ver resultados rápidos em comparação a outros medicamentos. Até agora a gente tem visto que o óleo de avestruz só traz benefícios”, afirma Estanislau.

O médico explica que para o Estado, o uso do óleo de avestruz é recente, pois é um animal africano e pouca divulgação. “O óleo de avestruz tem uma produção familiar em Mirante da Serra e a medicina tradicional trabalha com grandes indústrias. É preciso fazer uma pesquisa para comprovar a sociedade médica a função do óleo de avestruz da mesma forma que o ômega 3 extraído de peixes de água fria hoje são conhecidos seus benefícios”, destaca o médico.

Simpósio apresenta efeitos do óleo de avestruz contra doenças

Alimentação saudável

Durante o simpósio, os convidados participaram de refeições tendo como ingrediente principal a carne de avestruz. Diferente da galinha que tem carne branca, a carne de avestruz é vermelha e o gosto é semelhante a da carne bovina.

A nutricionista e também palestrante do simpósio, Luana Nascimento Cardozo, explica que a carne de avestruz tem pouca gordura. ” A gordura benéfica por conter os ômegas 3,6,7 e 9, não em grande quantidade como o óleo de avestruz, mas ela contém. É a carne número um recomendada pelos cardiologista devido ao alto teor de proteína e ferro. É menos calórica e mais saudável que a carne de boi e de frango”, considera.

A nutricionista aconselha que a carne seja acompanhada com uma porção de arroz e verduras e explica a forma de consumo da carne de avestruz. ” Indicamos fazer a carne de avestruz assada ou cozida. Ela é uma carne macia se você souber prepará-la, por exemplo, antes de assar ela é cozida e vai ao fogo só para dourar”, conta.

Simpósio apresenta efeitos do óleo de avestruz contra doenças

Luana aponta a variedade de receitas ao utilizar a carne de avestruz. “‘Dar para fazer vatapá, caldo, estrogonofe. Por ela ser uma carne bem rica, qualquer prato que você preparar será bem aproveitado”, acredita. Luana revela também que a parte do avestruz onde contém mais carne é a coxa.

Suplemento alimentar

A nutricionista explica também de que forma o óleo de avestruz pode ser inserido como um suplemento alimentar. ”Você pode utilizar o óleo de manhã, por exemplo, quando for usar a margarina para passar no pão coloca o óleo. No almoço pode colocar na salada e a noite pode colocar na sopa. Ele é um alimento muito completo, muito nutritivo”, explica.

Já a banha do avestruz, é indicada para temperar o arroz e o feijão. ”Você pega uma colher de chá da banha de avestruz e faz a preparação, inclusive pode substituir o óleo tradicional”, avalia a nutricionista.

O óleo e a banha de avestruz são ricos também em vitaminas. ”O óleo de avestruz tem vitamina A que ajuda no crescimento e vitamina E que atua como antioxidante. Às vezes, no estresse do dia a dia, liberamos muitos radicais livres e a vitamina E faz uma varredura no nosso organismo das substâncias ruins”, conta.

O óleo também ajuda da perda de peso. ”Quando você substitui a gordura ruim por uma gordura boa e em quantidade adequada que é o óleo de avestruz ajuda sim a perder peso e no melhoramento no organismo como um todo”, aponta a nutricionista.

Simpósio apresenta efeitos do óleo de avestruz contra doenças

A nutricionista destaca também que o óleo é um produto legalizado. ”O óleo de avestruz tem o selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF) pelo Ministério da Agricultura e a Amazônia Struthio de Mirante da Serra é a única fábrica do mundo que tem liberada a comercialização do óleo de avestruz como alimento”, informa.

Luana recomenda o consumo do óleo principalmente para os que estão com baixa imunidade. ” As pessoas que tem câncer, que tem aids, que estão com a imunidade baixa precisam de alimentos que ajudem a aumentar essa imunidade que são imunomoduladores e um deles é o óleo de avestruz”, conta.

Confira na próxima reportagem o poder milagroso atribuído pelos moradores de Mirante da Serra ao óleo de avestruz.

 

Leilão de energia da hidrelétrica Santo Antônio está suspenso em Rondônia

Usina ainda está sem autorização oficial do Ibama para vender excedente de energia de 418 MW

Usina estava desligada desde 17 de fevereiro. Foto: Reprodução/Santo Antonio Energia

PORTO VELHO – A pedido do Ministério Público Federal em Rondônia (MPF/RO) e do Ministério Publico do Estado de Rondônia (MPE/RO), a Justiça Federal suspendeu o leilão de energia dausina hidrelétrica Santo Antônio. A usina não pode vender um produto que ainda está sem autorização para gerar.

A energia elétrica que seria vendida pela hidrelétrica seria do excedente de 418 megawatts que seria gerado caso conseguisse a elevação da cota de seu reservatório. Mas atualmente há duas liminares que impedem o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) de autorizar o aumento da área alagada pela hidrelétrica, de 70,5 metros para 71,3 metros.

Uma liminar proíbe a elevação da cota do reservatório até que a população afetada seja consultada efetivamente a respeito dos impactos. Outra liminar considera que a usina deve cumprir todas as condicionantes de seu licenciamento – o que até o momento não ocorreu – para que só depois se possa autorizar o aumento de sua área de represa.

“Mesmo sem ter uma decisão final da Justiça para saber se pode ou não aumentar a área alagada por sua barragem, a usina Santo Antônio habilitou-se ao Leilão de Energia A-3, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Para o Ministério Público, isto é uma inversão da ordem natural das coisas”, argumenta o procurador da república Raphael Bevilaqua.

Na decisão liminar, o juiz federal Herculano Martins Nacif afirma que é preciso “redobrada cautela na elevação da cota do reservatório diante da recente e extraordinária cheia do rio Madeira, com efeitos ainda visíveis, e cujo nexo causal com os empreendimentos hidrelétricos será objeto de estudo”.

As causas das inundações serão pesquisadas com os novos estudos de impacto ambiental das hidrelétricas. Estes novos estudos foram determinados pela Justiça Federal a partir de uma ação civil pública movida por cinco instituições: MPF/RO, MPE/RO, Ordem dos Advogados do Brasil em Rondônia e defensorias públicas da União e de Rondônia.

 

Porto Velho é selecionada para desenvolver projetos de sustentabilidade

Iniciativa é da Câmara Brasileira da Indústria da Construção. Meta é projetar uma cidade ecologicamente correta

PORTO VELHO – Porto Velho e mais três cidades do País estão entre as selecionadas para desenvolver o projeto piloto do Programa Cidades Sustentáveis. O lançamento da iniciativa da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) ocorreu na noite da terça-feira (3) e tem o apoio da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (Fiero) e do Sindicato da Industria da Construção Civil e do Mobiliário de Porto Velho (Sinduscon/PVH). Além de Porto Velho, foram contempladas com projeto as cidades de Goiânia (GO), São Gonçalo do Amarante (CE) e Joinville (SC).

Porto Velho é selecionada para se transformar em cidade sustentável

De acordo com o presidente do Sistema Fiero e do Sinduscon/PVH Denis Baú, o projeto busca aplicar boas práticas de gestores que junto a sociedade civil trabalham em prol de cidades sustentáveis. ”Um equipe técnica da CBIC está vindo para Porto Velho mostrar para a nossa população de que forma nós temos que nos reunir para projetar o que nós queremos de Porto Velho em 2034”, explica.

Um planejamento que, segundo Denis Baú, deve incluir parques, organização das avenidas, interferência no trânsito como os viadutos, construção de ciclovias, entre outras questões. O presidente da Fiero fala também do papel do projeto em envolver a participação de toda a sociedade. ” A importância é a sociedade civil através de suas entidades entender que o planejamento está na mão dessas pessoas”, afirma.

O projeto Cidades Sustentáveis provoca uma nova forma de olhar a cidade. ” O povo cobra da Prefeitura, dos vereadores aquilo que eles deixaram de fazer ontem e nós não estamos queremos discutir isso. Queremos discutir quem é que vai pensar em Porto Velho no ano de 2034, quais as ações que nós temos que fazer hoje para chegar em 2034 e alcançar esse planejamento”, considera Baú.

Planejamento

A iniciativa lançada em Porto Velho tem como meta planejar a cidade para daqui a 20 anos. ”Cabe a todas as entidades, as ONG’s, todos que são apaixonados pela cidade começarem a pensar não nós problemas que temos agora, mas sim pensar qual é a Porto Velho que queremos em 2034”, destaca.

Porto Velho é selecionada para se transformar em cidade sustentável

Porto Velho é a única cidade da Amazônia escolhida para desenvolver o projeto piloto Cidades Sustentáveis, o que aumenta a responsabilidade em conseguir bons resultados. ‘Temos uma responsabilidade de elaborar uma forma de desenvolvimento que pode servir de modelo para os outros municípios brasileiros”, afirma Denis Baú.

Durante o evento foram apresentadas experiências de cidades que se tornarão exemplos de qualidade de vida. A exemplo de Maringá, no Paraná, considerada um expoente em qualidade de vida no País. O ex-prefeito do município e coordenador da iniciativa da CBIC, Sílvio de Barros, acredita que o projeto pode ser aplicado em toda cidade que exista pessoas comprometidas com o local onde vivem.

Porto Velho é selecionada para se transformar em cidade sustentável

O ex-prefeito explica de que forma a sustentabilidade foi inserida no cotidiano de Maringá. ”Começou em 1996 e desde aquela ocasião os projetos estratégicos para o futuro da cidade foram, digamos assim, vacinados contra a descontinuidade política. Como é um projeto da sociedade, nenhum prefeito tem a coragem de dizer que não vai contribuir”,conta Barros.

Porto Velho é selecionada para se transformar em cidade sustentável

Barros avalia que o projeto pode ser um sucesso em Porto Velho. ”A cidade tem uma oportunidade. A construção das usinas oferece a Porto Velho uma oportunidade de recursos dos royalties, de participar de um processo de desenvolvimento. Se isso não for aproveitado vai se transformar em um problema social grave, mas se for aproveitado pode turbinar essa cidade e transformá-la em melhores lugares do Brasil”, considera o ex-prefeito de Maringá.

Desafios

O secretário municipal de planejamento, Jorge Elerrat, ressaltou a importância da troca de experiências entre os municípios. ”Com isso nós podemos enriquecer todas as análises futuras que nós fazemos em relação a Porto Velho, principalmente considerando que nós estamos em um período de reconstrução da cidade em virtude da cheia histórica do rio Madeira”, disse Elerrat.

Para o secretário alguns pontos principais precisam ser trabalhados para tornar Porto Velho uma cidade sustentável. ” O primeiro desafio é resolver a questão fundiária que é o mais grave problema. O desarranjo em relação a ocupação desordenada criou uma série de espaços ilegais e uma forma irresponsável no trato do meio ambiente. Após isso há a necessidade da reestruturação da cidade em termos da qualidade de vida, nas edificações, nos espaços públicos, novos serviços”, considera o secretário.

Porto Velho é selecionada para se transformar em cidade sustentável

Com a apresentação do projeto, o presidente da Fiero explica como vai funcionar a próxima etapa. ”Se as pessoas que foram convidadas pela CBIC e pela Fiero entenderem que devemos discutir isso nós vamos para o segundo passo que é formar um grupo de trabalho que vai pensar o que nós queremos que Porto Velho tenha daqui a 20 anos e quais são as ações do Poder Público, da sociedade civil e de todos os participantes vão incrementar”, conta Baú.

*Com informações do Amazon Sat

 

Maurão de Carvalho lança pré-candidatura ao governo de Rondônia

Lançamento da pré-candidatura de Maurão de Carvalho aconteceu nesta terça-feira. Deputado acumula cinco mandatos

 

Maurão de Carvalho lança pré-candidatura ao governo de Rondônia

PORTO VELHO – O cenário político começa a se organizar para as Eleições 2014. O deputado estadual Maurão de Carvalho (Partido Progressista) anunciou nesta terça-feira (3) a pré-candidatura dele ao governo de Rondônia. A propaganda intrapartidária está liberada desde o dia 26 de maio, de acordo com o Calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Maurão tem no curriculum cinco mandatos: um como prefeito e quatro como deputado. “Conheço o Legislativo, e o Executivo e me sinto preparado para o governar este Estado”, afirma. O pré- candidato explica os motivos de ter colocado o nome à disposição do partido para disputar o governo. ”Primeiro é por Rondônia ser um Estado que eu acredito e também por ter o apoio do meu partido e dos cerca de dez partidos aliados”, disse.

Durante o lançamento da pré-candidatura estiveram presentes o presidente do partido e senador Ivo Cassol e o vice-presidente do partido Carlos Magno.

Prazos

Segundo o calendário eleitoral das eleições 2014, a partir do dia 10 de junho está permitida a realização de convenções destinadas a deliberação sobre coligações e à escolha de candidatos. Já no dia 11 de junho é o prazo que se não fixado por lei, caberá a cada partido político fixar o limite de gastos de campanha para os cargos em disputa. E no dia 30 de junho encerra o período para a realização de convenções destinadas a definição de coligações e escolha de candidatos.

 

 

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Maurão de Carvalho lança pré-candidatura ao governo de Rondônia

PORTO VELHO – O cenário político começa a se organizar para as Eleições 2014. O deputado estadual Maurão de Carvalho (Partido Progressista) anunciou nesta terça-feira (3) a pré-candidatura dele ao governo de Rondônia. A propaganda intrapartidária está liberada desde o dia 26 de maio, de acordo com o Calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Maurão tem no curriculum cinco mandatos: um como prefeito e quatro como deputado. “Conheço o Legislativo, e o Executivo e me sinto preparado para o governar este Estado”, afirma. O pré- candidato explica os motivos de ter colocado o nome à disposição do partido para disputar o governo. ”Primeiro é por Rondônia ser um Estado que eu acredito e também por ter o apoio do meu partido e dos cerca de dez partidos aliados”, disse.

Durante o lançamento da pré-candidatura estiveram presentes o presidente do partido e senador Ivo Cassol e o vice-presidente do partido Carlos Magno.

Prazos

Segundo o calendário eleitoral das eleições 2014, a partir do dia 10 de junho está permitida a realização de convenções destinadas a deliberação sobre coligações e à escolha de candidatos. Já no dia 11 de junho é o prazo que se não fixado por lei, caberá a cada partido político fixar o limite de gastos de campanha para os cargos em disputa. E no dia 30 de junho encerra o período para a realização de convenções destinadas a definição de coligações e escolha de candidatos.

 

Rondônia recebe seminário sobre comércio de castanha

Projeto articula uma rede de financiadores para criar um sistema sustentável entre terras indígenas e seringais

PORTO VELHO – O manejo de produtos florestais não-madeireiros, como a castanha-do-Brasil e o látex, tem se revelado uma excelente estratégia na gestão ambiental e na geração de renda de povos de terras indígenas e extrativistas. Para fortalecer o trabalho realizado nos estados deRondônia e Mato Grosso, o Projeto Pacto das Águas promove, a partir desta quinta-feira (29), o “Seminário e Intercâmbio de Experiências”, no Hotel Maximus Slimm, em Ji-Paraná, Rondônia. O evento será realizado até o dia 31, das 9h às 17h30, e será aberto ao público, com entrada gratuita.

Castanha. Foto: Arquivo/Agência Acre

Patrocinado pela Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, o projeto pretende articular uma rede de parceiros e agências financiadoras para criação de um sistema sustentável que otimize a comercialização das 160 a 300 toneladas de castanha e 25 toneladas de borracha produzidas anualmente, numa região que abrange 1,9 milhão de hectares. Para isto, serão envolvidas mais de mil pessoas na região, entre povos das cinco terras indígenas e seringueiros da Reserva Extrativista Guariba Roosevelt.

No evento, estarão presentes o coordenador do projeto, Plácido Costa, representantes do governo do estado, agricultores e lideranças indígenas e extrativistas. “Nosso foco, neste momento, é a consolidação das alternativas de geração de renda, mais especificamente nas ações de cooperação entre os grupos para gestão de mercados”, explica Plácido Costa. 

Patrocínio a projetos na Amazônia

Patrocinadora de diversos projetos sociais e ambientais no bioma amazônico, a Petrobras já investiu, em seis anos, R$ 110,8 milhões em 124 iniciativas na Amazônia. Ao todo, elas já beneficiaram mais de 110 mil pessoas, em atividades de educação ambiental e geração de renda. Por meio do novo Programa Petrobras Socioambiental, a companhia investirá, ao todo, R$ 1,5 bilhão, até 2018, em projetos socioambientais de todo o país.