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Rondônia define medidas para vítimas da cheia

Famílias receberão aluguel de R$ 500, pelo período de seis meses. Plano Emergencial Pós-Enchente foi definido pelo Governo

PORTO VELHO – Rondônia enfrentou a pior enchente histórica do rio Madeira. Para prestar assistência aos atingidos foi elencado, nesta quinta-feira (29), pelo governador Confúcio Moura, o Plano Emergencial Pós-Enchente (Pro-Rondônia). As medidas que serão implementadas tem recursos na ordem de R$ 25 milhões do Estado e, inicialmente, mais R$ 7 milhões do governo federal. A apresentação oficial do Plano de Reconstrução será realizada somente no dia 9 de julho.

O governador explicou que as medidas foram adotadas após visitar alguns distritos da Capital, os municípios de Nova Mamoré e Guajará-Mirim; e outros Estados que enfrentaram desastres naturais. “Percebemos que demanda tempo, estimado em cinco anos, o processo de reconstrução. Então, o que se fazer enquanto se trabalha a solução, considerando que famílias perderam suas casas e bens, inclusive plantações para suas sobrevivências?”, ponderou.

Enchente do rio Madeira afetou cidades de Rondônia. Foto: Daiane Mendonça/Decom-RO

Auxílio aluguel

A partir da próxima segunda-feira (2) um grupo de trabalho atenderá às famílias cadastradas durante a enchente para o pagamento do auxílio aluguel no valor de R$ 500, pelo período de seis meses. Serão pelo menos 4.397 mil famílias beneficiadas com os recursos disponibilizados pelos governos estadual e Federal. O contato para informações será o (69) 3216 5107, até a implantação do 0800 para ligações gratuitas.

Além do auxílio, que deveria ser por 60 dias, pelas regras do Ministério da Integração, mas foi ampliado por mais quatro meses pelo governo do Estado, fazem parte do Pró-Rondônia, a entrega de duas mil casas do Condomínio Orgulho do Madeira, das quais mil serão entregues em julho e o restante em agosto.

O Auxílio Vida Nova no valor de R$ 1 mil será destinado para cada família realizar serviços emergenciais em seus imóveis; antecipação do benefício do INSS para todos os aposentados e pensionistas do Estado, a partir desta sexta-feira (30) até julho, sem juros e carência de três meses, ou seja, serão mais R$ 140 milhões girando na economia local neste período; e linhas de crédito para os atingidos pela cheia e servidores públicos, via Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco da Amazônia, com taxas especiais.

Os servidores ainda terão direito, junto à CEF, de renovar por quatro meses o pagamento de parcelas de empréstimos consignados ou de financiamento de veículos ou imóveis; e terão o prazo de pagamento ampliado de 60 para 96 meses. Pessoas jurídicas também têm direito a financiamento de até R$ 500 mil para aquisição de máquinas e equipamentos, com taxas especiais e carência de três meses. “Vale lembrar que esses benefícios só serão concedidos durante o período de estado de calamidade, que é de 60 dias”, alertou Confúcio Moura.

Neste período, pessoas físicas que têm empréstimos junto à Caixa também terão 60 dias de pausa para o pagamento, enquanto para as jurídicas o prazo é de 90 dias; e também estão suspensas as licitações e vendas em leilão de joias penhoradas.

Produtores rurais atendidos

Outras medidas, que foram aprovadas pelo Conselho de Desenvolvimento do Estado de Rondônia (Conder), permitem às pessoas físicas e jurídicas (especialmente os produtores rurais que perderam suas lavouras e criação) adquirir, junto ao Banco do Povo, até R$ 60 mil, com carência de 12 meses e 36 meses para pagamento. Para o comércio varejista de Guajará-Mirim, uma lei aprovada na Assembleia Legislativa, por iniciativa do Executivo estadual, possibilita a isenção de 80% do ICMS e de 100% no caso de impostos federais.

De acordo com o secretário estadual de Ação Social (Seas), Márcio Félix, o auxílio aluguel já foi pago a 157 famílias, que estavam abrigadas em escolas da Capital. Nos demais municípios, Santa Luzia, Guajará-Mirim, Rolim de Moura e Nova Mamoré, o valor será repassado pela Coordenadoria de Defesa Civil do Estado às famílias cadastradas pela Seas e as secretarias municipais.

Com relação aos imóveis do Orgulho do Madeira, ele disse que já foram cadastradas as famílias que estavam em abrigos, e que serão distribuídos com base nos critérios do Programa Minha Casa, Minha Vida. Márcio Félix aproveitou para informar que o sorteio de 3% dos imóveis destinados a idosos e pessoas com deficiência, inscritas no ano passado, será realizado no próximo dia 14. Para as demais pessoas, inscritas também em 2013, o sorteio será no dia 28.

 

Operação Ágata contabiliza mais de mil apreensões em seis dias nas regiões de fronteiras do Brasil

Cerca de 24 metros cúbicos de madeira ilegal foi apreendida durante ação, além de combustíveis adulterados

Inspeção naval realizada pela Marinha no Rio Negro. Foto: Divulgação/Comando do 9º Distrito Naval

MANAUS – Nos primeiros seis dias de monitoramento da Operação Ágata 8, iniciada no dia 10 de maio, já as forças armadas contabilizou diversas atividades ilícitas. A operação é a maior mobilização conjunta realizada pelo governo brasileiro no combate ao tráfico nas fronteiras do País, com a atuação do Exército, Marinha e Força Aérea Brasileira na patrulha.

primeiro balanço do Comando Conjunto da operação na Amazônia Ocidental, foi divulgado na quinta-feira (15). Foram contabilizados 1.298 mil apreensões ou notificações de embarcações, aproximadamente 24 metros cúbicos de madeira ilegal apreendida, 6.837 inspeções em veículos terrestres e 3.500 litros de combustíveis adulterados. Além disso, foi apreendido o equivalente a R$90.989, uma soma de contrabandos ou descaminhos.

Cerca de 30 mil militares patrulham uma área total de 16.886 quilômetros de fronteira brasileira. Na área do Comando Militar da Amazônia (CMA), a operação se desenvolve nos Estados doAmazonasRoraimaRondônia e Acre, com cerca de 10 mil militares.  “O objetivo principal é barrar, não deixar entrar em nosso território”, frisou o comandante do CMA, general Guilherme Theophilo, no início das operações.

O Comando do 9º Distrito Naval da Marinha do Brasil atua nas calhas dos rios Negro, Solimões, Amazonas e principais afluentes. Os 936 patrulheiros estão divididos em quatro Navios-Patrulha Fluviais: ‘Raposo Tavares’, ‘Roraima’, ‘Rondônia’ e ‘Amapá’; quatro Navios de Assistência Hospitalar: ‘Oswaldo Cruz’, ‘Carlos Chagas’, ‘Doutor Montenegro’ e ‘Soares de Meirelles’; quatro helicópteros (UH-12) modelo Esquilo; 24 lanchas; duas lanchas Patrulha de Rio; destacamentos de Fuzileiros Navais; e equipes com Cães de Faro do Batalhão de Operações Ribeirinhas.

Durante a operação, são realizadas inspeções, com três postos de fiscalizações fixos que realizam inspeções 24 horas próximos à Manaus, e patrulhas navais, assistências hospitalares e ações cívico sociais nos municípios de Careiro da Várzea, Barcelos e Manacapuru. Até o momento, foram realizados 1.668 atendimentos médicos, 1.800 procedimentos diversos de prevenção à saúde, 850 procedimentos odontológicos e distribuídos 106.129 medicamentos.

Atendimento médico na comunidade Nossa Senhora do Nazaré do Morro Alto, no município de Coari, no Amazonas. Foto: Divulgação/Comando do 9º Distrito Naval NAsH OCruz

próximo balanço foi confirmado para o dia 22, de acordo com a assessoria do Comando do 9º Distrito Naval. A operação Ágata 8 é coordenada pelo Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA) e faz parte do Plano Estratégico de Fronteiras (PEF), criado por decreto da presidenta Dilma Rousseff, em junho de 2011. A operação conta com a participação de 12 ministérios e 20 agências governamentais, além da colaboração conjunta com Uruguai, Argentina, Paraguai, Peru, Bolívia, Venezuela, Colômbia, Suriname, Guiana e Guiana Francesa. A data para término das ações e patrulhas está indefinida.

 
 

Mais de 70% do rebanho de Rondônia é imunizado contra aftosa

Prazo de vacinação termina nesta quinta, mas os produtores têm até o dia 22 para declarar a Idaron

PORTO VELHO – O prazo para imunização dos bovinos e bubalinos, em Rondônia. Termina nesta quinta-feira (15). A meta da 36ª Etapa de Vacinação contra Febre Aftosa em Rondônia é imunizar cerca de 5 milhões de um rebanho de aproximadamente 12 milhões de cabeças existente no Estado. O alvo são os animais de zero a 24 meses. Segundo o gerente de Defesa Sanitária Animal da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron) Fabiano Santos, mais de 70% do rebanho esperado já foi vacinado e declarado.

Mais de 70% do rebanho já foi vacinado em Rondônia na 36ª campanha contra aftosa

O número é considerado expressivo. ”Surpreendentemente, considerado que estamos em um período de chuva e que houve uma dificuldade maior. Hoje nós estamos com um número bem alto de propriedades que já declararam. Só na quinta-feira (14) nós atendemos mais de 9 mil produtores em todo o Estado e os números de declarações tem sido grande durante todo o período da campanha”, conta.

O gerente pede para que os produtores fiquem atentos a vacinação e declaração do rebanho. ”Nós temos um número grande de declarações, mas ainda tem um grande número de produtores que falta declarar. Mais de 70% do rebanho já foi declarado. Isso não quer dizer vacinado. Há um grande volume de produtores que já vacinaram e ainda não declararam e poucos produtores que ainda não vacinaram ”, afirma.

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Campanha de vacinação contra febre aftosa inicia no dia 15 em Rondônia

A expectativa da Idaron é que Rondônia atinja um percentual superior a 90% de vacinação do rebanho como ocorreu nas campanhas anteriores. No Estado, são mais de 85 mil propriedades rurais. Segundo o gerente, Rondônia é considerado a nível nacional área livre de aftosa desde novembro de 2002 e internacionalmente desde maio de 2003.

Penalidades

O prazo para vacinação termina nesta quinta-feira (15), mas o prazo para declarar segue o dia 22 de maio. ” Tão importante quanto vacinar, é declarar. A gente pede que o produtor procure concluir esse processo de vacinação o mais rápido possível”, disse.

Em caso de vacinação fora do prazo os produtores estão sujeitos a multas. ” Os produtores que não declararem serão primeiramente buscados e se a gente constatar que não houve mesmo a vacinação, a multa é entorno de R$ 135 por animal não vacinado. E se por acaso houve a vacinação, mas não ter sido declarada a multa é de R$ 135 por propriedade”, informa.

Defesa Civil instalará toldos no abrigo único , em Porto Velho

Medida é em reposta a reclamação dos desabrigados da enchente quanto ao calor nas barracas

PORTO VELHO – O uso de toldos foi a solução encontrada pela Defesa Civil de Rondônia para amenizar o calor nas barracas onde estão abrigadas as famílias atingidas pela cheia histórica do rio Madeira. A falta de climatização no abrigo único de Porto Velho é alvo de críticas desde o início da transferências dos desabrigados para o local.

Defesa Civil instalará toldos no abrigo único , em Porto Velho

O problema gerou uma ação civil pública com pedido de liminar proposta pela Defensoria Pública de Rondônia. Na semana passada, a juíza Inês Moreira da Costa, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Porto Velho, realizou uma audiência de reconciliação. A Defensoria destacou durante a reunião que já existe desde abril uma decisão favorável à climatização dos abrigos provisórios.

Em resposta as reclamações, a Defesa Civil de Rondônia providencia desde sábado (10) a instalação de toldos. ”Fizemos uma primeira verificação com um ‘sombrete’, uma tela para ver se funcionava e detectamos que não era o mais ideal. Então, está sendo operacionalizado pela Defesa Civil a instalação de toldos em cima das barracas para amenizar bastante o calor”, garante o oficial de comunicação da Defesa Civil de Rondônia coronel Demargli Farias.

Cada toldo deve cobrir quatro barracas. No local há 200 barracas e cerca de 120 famílias. Técnicos trabalham no local para garantir a segurança das instalações. O coronel disse ao Portal Amazônia que foram providenciados ventiladores para as famílias do abrigo único.”Então nós acreditamos que Defesa Civil está dando reposta neste momento, que eu friso é um momento temporário, as famílias serão levadas para novas moradia. Aquelas que estavam em área de risco não retornarão para lá”, conta.

 

Retorno dos desabrigados a moradias é prioridade no pós-cheia, em Rondônia

Instituições municipais e estaduais trabalham em conjunto para elaborar ações para restabelecimento de Rondônia

PORTO VELHO – O Plano Integrado de Reestruturação de Rondônia no Pós-Enchente tem cerca de 60 dias para ficar pronto e ser entregue ao Governo Federal. Para o oficial de comunicação da Defesa Civil de Rondônia, coronel Demargli Farias, a prioridade é para que as famílias retornem às moradias.

Retorno dos desabrigados a moradias é prioridade no pós-cheia, em Rondônia

”Saliento que as famílias que estavam com aquelas casas impactadas em áreas de risco não mais retornarão para esses locais. Essas famílias serão devidamente cadastradas e atendidas pelos programas sociais como o ‘Minha Casa, Minha Vida’ e até mesmo programas do governo do Estado e do município”, disse.

Já para as casas impactadas pela cheia do Madeira, mas que não ocupam áreas de risco, o coronel explica o procedimento adotado. ”Será feito um levantamento dessas residências, assepsia para que, só então, o morador possa retornar”, conta.

O retorno às áreas ribeirinhas é outra preocupação da Defesa Civil de Rondônia. ”No baixo e médio Madeira como tivemos distritos afetados está sendo feito um trabalho técnico para verificar se há conveniência de retorno. Caso não haja possibilidade, será verificada uma nova área para a construção de novos distritos para essas famílias”, afirma.

Retorno dos desabrigados a moradias é prioridade no pós-cheia, em Rondônia

Contaminação

Apesar do nível do rio Madeira ter diminuído mais de 2 metros, o coronel Farias orienta que o retorno às casas requer cuidados. ”Ainda nos encontramos em uma área muito poluída. Não queiram retornar para suas casas sem orientação técnica da Defesa Civil e dos órgão de saúde, porque podem ser acometidos por doenças e um problema maior surgirá”, considera.

O coronel pede a colaboração da população nesta fase do Pós-Enchente. ” O que nós precisamos nesse momento é a paciência necessária. Eu posso afirmar que estamos trabalhando de forma muito intensa, 24 horas. Indo até Brasília para tratar da reestruturação para fazer com que nosso Estado volte à normalidade”, garante.

Retorno dos desabrigados a moradias é prioridade no pós-cheia, em Rondônia

Impacto

De acordo com a Secretaria de Assuntos Estratégicos (Seae), a cheia histórica do rio Madeira deixou mais de 32 mil desabrigados no Estado. Também afetou drasticamente a agricultura local, principalmente do baixo e médio Madeira, afetou prédios públicos e estabelecimentos comerciais.

Por meio de assessoria, o governador de Rondônia Confúcio Moura destacou as prioridades no período Pós-Cheia. Entre elas está a criação de novos distritos, pois houve localidades totalmente destruídas pelas águas; desapropriações; infraestrutura, reconstrução de pontes e rodovias.

Os prejuízos deixados pela enchente em Rondônia é contabilizado em 4,2 bilhões, pelo governo.

Retorno dos desabrigados a moradias é prioridade no pós-cheia, em Rondônia

A primeira reunião para elaboração do Plano Integrado de Reestruturação aconteceu na semana passada. Segundo o oficial de comunicação da Defesa Civil de Rondônia, coronel Demargli Frias, o trabalho de restabelecimento da normalidade no estado é feito com levantamento técnico de tudo o que foi impactado. ”Todos os órgãos públicos, as residências são analisadas. E isso faz com que tenhamos um levantamento de impacto financeiro de tudo o que foi causado com a cheia do Madeira”, explica o coronel.

O Plano Integrado de Reestruturação é trabalhado através de eixos temáticos. “Durante a reunião tivemos eixos que tratavam da saúde, do meio ambiente, inclusão social, de estrutura organizacional e de infraestrutura. Foi um trabalho muito intenso que deu um resultado muito importante. Agora, a Defesa Civil junto com os órgãos parceiros trabalham ações para o restabelecimento”, afirma.

Preço do tomate cai e custo da cesta básica reduz 2,9% em Porto Velho

Tomate, açúcar e arroz ficaram até 20% mais baratos em abril, aponta pesquisa da Universidade de Rondônia

PORTO VELHO – O preço da cesta básica em Porto Velho caiu de R$ 274,23 para R$ 266,18, de março para abril. A redução representa queda de 2,9% no preço dos 12 itens essenciais. De acordo com a pesquisa realizada pelo Programa de Educação Tutorial (PET) do Curso de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Rondônia (Unir), sete ficaram mais baratos e impulsionaram a diminuição do valor.

Preço do tomate cai e preço da cesta básica reduz 2,9% em Porto Velho

O tomate (-20,3%) foi o produto que mais teve queda no valor. Seguido da farinha (-7,6%), açúcar (-5,3%), arroz (- 5%), manteiga (-3,7%), leite (-3,3%), banana (-0,8%). Os itens que tiveram acréscimo de preço foram café (10,3%), pão (5,6%), carne (4,7%), feijão (2,9%) e óleo ( 1%).

Em comparação com abril de 2013, o preço atual da cesta básica teve redução menor, de 2%. Apenas cinco itens apresentaram declínio nos valores cobrados. São eles: Feijão (-43,4%), arroz (-3,1%), tomate (-7,2%), banana ( -2,1%) e café (-0,03%). Enquanto que tomate ( -20,3%),farinha (-7,6%), açúcar ( -5,3%), arroz ( – 5%),manteiga (-3,7%),leite (-3,3%) e banana (-0,8%).

O Programa de Educação Tutorial (PET) do Curso de Ciências Econômicas da Unir usa as mesmas metodologias utilizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que realiza a pesquisa o preço das cestas básicas em 18 capitais do Brasil.

Em abril, a pesquisa do Dieese apontou que das 18, 16 capitais elevaram o preço da cesta básica. Reajuste maior sofreu a cidade de Campo Grande (12,85%), seguida de Goiânia (12,61%), Porto Alegre (12,52%) e Curitiba (12,29%). Enquanto que Manaus (-1,25%) e Belo Horizonte (0,41%,) foram as capitais onde os produtos básicos de alimentação tiveram maior redução nos preços.

Mesmo assim as cidades onde o valor da cesta básica são menores são Aracaju (R$ 225,82), João Pessoa (R$ 263,17) e Natal (R$ 271,31). As cestas mais caras são encontradas em Porto Alegre (R$ 356,17), São Paulo (R$ 351,46), Florianópolis (R$ 345,63) e Rio de Janeiro (R$ 345,11).

Ranking do preço das cestas básicas

Porto Alegre – R$ 356,17

São Paulo- R$ 351,46

Florianópolis -R$ 345,63

Rio de Janeiro-R$ 345,11

Vitória -R$ 343,7

Campo Grande -R$ 329,61

Curitiba- R$ 329,55

Brasília -R$ 323,02

Goiânia- R$ 310,04

Belém – R$ 308,45

Manaus -R$ 308,19

Belo Horizonte- R$ 296,83

Fortaleza- R$ 286,41

Recife- R$ 280,06

Salvador – R$ 272,56

Natal -R$ 271,31

João Pessoa – R$ 263,17

Aracaju -R$ 225,82

Governo federal reconhece calamidade pública em Rondônia

Porto Velho, Nova Mamoré e Guajará-Mirim foram as regiões mais prejudicadas; nível do rio nesta quarta é de 17,57 metros

 

Enchente do rio Madeira afetou cidades de Rondônia. Foto: Daiane Mendonça/Decom-RO

PORTO VELHO – O governo federal reconheceu estado de calamidade pública em Rondônia, que sofre há mais de dois meses com a enchente do rio Madeira. O reconhecimento permite mais agilidade nas ações de socorro e na liberação de verbas após o aval do ministério. Os recursos são destinados por meio do Cartão de Pagamento de Defesa Civil. A ferramenta é utilizada pelo governo federal para dar mais rapidez às ações de resposta.

O governo federal já realizou  cinco repasses de recursos para o estado. O primeiro, no valor de R$ 564,8 mil, foi publicado no Diário Oficial da União do dia 25 de fevereiro. A segunda ajuda financeira foi R$ 5.266.446,75, divulgada no dia 6 de março. Em 26 de março, houve a liberação de R$ 884 mil. No dia 2 de abril, o governo federal autorizou o repasse de mais R$ 827.258 para ações de defesa civil em Rondônia. A última liberação de verbas ocorreu no dia 9 de abril, no valor de R$ 587.189.

Segundo a última aferição realizada nesta quarta-feira pela Agência Nacional de Águas, o Rio Madeira está com 17,57 metros acima do nível normal. O pico ocorreu no dia 30 de março quando alcançou 19,7 metros. O recorde anterior havia sido registrado em 1997, quando ficou 17,52 metros acima do nível. Porto Velho e seus distritos, Nova Mamoré e Guajará-Mirim foram as regiões mais prejudicadas.

Usina hidrelétrica Santo Antônio volta a ligar turbinas no rio Madeira, em Rondônia

Local estava sem gerar energia desde fevereiro para evitar problemas na usina Jirau

BRASÍLIA – Depois de mais de dois meses com as turbinas paradas por causa da enchente histórica do rio Madeira, em Rondônia, a usina hidrelétrica Santo Antônio retomou a geração de energia na última sexta-feira (25). Nove turbinas voltaram a operar e representam potência de aproximadamente 640 megawatts (MW).

A hidrelétrica estava sem gerar energia desde 17 de fevereiro, quando o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) determinou o rebaixamento do nível do reservatório da usina para evitar que as estruturas provisórias da outra usina do rio, a Jirau, fossem afetadas. Segundo a empresa Santo Antônio Energia, a retomada da geração de energia somente foi possível com o restabelecimento da queda líquida mínima na barragem.

As demais 17 turbinas da usina hidrelétrica Santo Antônio, que já têm autorização para operar comercialmente, entrarão em funcionamento no decorrer de maio, em conformidade com a programação estabelecida em conjunto com o ONS, segundo a empresa.

Usina estava desligada desde 17 de fevereiro. Foto: Reprodução/Santo Antônio Energia

 
 

Cultivo de bananas em Rondônia garante renda familiar

Família vende cerca de 100 toneladas de bananas ao ano. Doces também são utilizados como alternativas para uso da fruta

G1|RO|MAGDA OLIVEIRA

Jorge Eller na plantação de bananas (Foto: Magda Oliveira/G1)Jorge Eller na plantação de bananas (Foto: Magda Oliveira/G1)

Trabalhando com a agricultura familiar, o produtor rural Jorge Eller resolveu apostar na troca do cultivo do café pela banana. A tentativa deu tão certo que, há três anos, Jorge reserva sete hectares localizados na linha cinco, distante 25 quilômetros de Cacoal (RO) para produzir a cultura da banana do grupo terra. A produção anual da fruta em 2013 foi de aproximadamente 100 toneladas, que foram comercializadas em municípios de Rondônia, parte do Acre e do Amazonas. Em 2014 a expectativa da família é que as vendas aumentem pelo menos 60%  se comparando com o ano anterior. Cada caixa de banana da terra é comercializada a R$ 20.

Com o clima favorável e a atenção no manejo, a produção aumenta todos os anos, mas a garantia de uma boa produção depende do combate a alguns inimigos da lavoura. De acordo com o produtor, a maior dificuldade em lidar com a fruta são as pragas, a mais predominante no grupo terra, ou popularmente conhecida como ‘banana de fritar’ é a sigatoka amarela, que começa atacando as folhas e vai se alastrando para toda a planta, destruindo pelo menos 50% da produção.

“Para combater a praga nós caprichamos no trato com a cultura, cortando as folhas atacadas e utilizando o controle químico e biológico, com isso conseguimos garantir a nossa produção e nosso sustento, já que essa categoria de banana é resistente à praga”, conta Eller satisfeito, informando que a sua bananicultura divide espaço com mamões e frutas cítricas como laranjas e limões formando assim uma plantação consorciada.

O empresário Valdeci Calera percebeu que podia utilizar a banana na fabricação de doces. Há sete anos, abandonou a produção de sorvete para abrir uma pequena fábrica que emprega oito funcionários, que contribuem na produção de doces como mariola; doce de banana pastoso; balas e geleia de banana. As frutas utilizadas na produção são  prata, nanica e marmelo. Além de cidades do estado o produto também é comercializado no Acre, Mato Grosso e na cidade de Manaus.

Produção de mariola (Foto: Magda Oliveira/G1)Produção de mariola (Foto: Magda Oliveira/G1)

Para a produção dos doces, Valdeci, que tem uma propriedade rural na Linha 06 em Cacoal, formou uma plantação de bananas com 16 mil pés plantados em quatro alqueires de terra. O destaque da empresa é a comercialização da mariola, que é vendida para mercados, mercearias e cozinhas industriais no valor de R$ 1,70.

“O doce se destaca, pois não tem concorrência no estado. Todos os anos consigo superar as minhas expectativas. Esse ano [2014] já dá sinais de que as venda irão aumentar pelo menos 25% comparando com o ano anterior”, comemora o empresário.

De acordo com o extencionista rural da Associação de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater) Wesley Gama, no Estado de Rondônia o município de Cacoal e Buritis tem condições favoráveis de clima e solo, para que se possa ter uma boa produção de bananas.

“Os tratos culturais com a planta é essencial para que se possa ter uma produção e o clima também é muito importante, pois a planta precisa se adequar as condições climáticas”, explicou.

Reconstrução de RO após cheia recorde custará R$ 5 bi, diz governo

Rio Madeira atingiu quase 20 metros e 30 mil pessoas foram afetadas.
Plano de reconstrução e prevenção de desastres é discutido entre poderes.

G1|Rondônia|Vanessa Vasconcelos

Governo de RO estima que recontrução deve ultrapassar R$ 5 bilhões (Foto: Ivanete Damasceno/G1)Governo de RO estima que recontrução deve ultrapassar R$ 5 bilhões (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

O Governo de Rondônia estima em mais de R$ 5 bilhões o custo para reconstrução das áreas atingidas pela cheia histórica do Rio Madeira, que afetou, principalmente, os municípios de Porto Velho, Nova Mamoré e Guajará-Mirim. As três cidades têm estado de emergência reconhecido pelo governo federal. A projeção leva em conta custos com infraestrutura, saúde e ações sociais – mais de 30 mil pessoas foram atingidas, entre desabrigados e desalojados.

Durante mais de dois meses, a BR-364, único acesso ao Acre por terra, sofreu diversas intedições por conta da lâmina de água sobre a pista que, em seu momento mais crítico, chegou a ser totalmente bloqueada, isolando parte de Rondônia e o Acre. Especialistas do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) afirmam que o Rio Madeira pode demorar até 5 meses para atingir seu menor nível, de 3,70 metros.

Um plano de reconstrução está em fase de elaboração e deve integrar todas as esferas do poder público nas ações. Na última quinta-feira (24), a cota (nível do rio) era de 17,87 metros, de acordo com aferição da Agência Nacional de Águas (ANA). O Madeira registrou o pico de 19,74 metros no dia 30 de março, dois metros a mais que o último registro histórico, em 1997 (17,52 m) .

O estado de calamidade pública (acima do de emergência) foi decretado em Rondônia no início do mês, mas ainda aguarda reconhecimento por parte do governo federal. Enquanto isso, os prejuízos econômicos são estimados em mais de R$ 3,6 bilhões com perdas, principalmente, na agropecuária e comércio.

Os dados da Secretaria de Estado de Assuntos Estratégicos (Seae) revelam que mais de 4,5 mil instalações públicas foram afetadas, como escolas, repartições, ginásios, entre outros. Alguns destes tiveram a estrutura completamente comprometida e outros, a exemplo da sede do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), podem ter que mudar de local. Com isso, os prejuízos econômicos do estado representam, até o momento, mais de R$ 642,2 milhões.

Segundo o governo, os dados divulgados, até o momento, são projeções e estimativas levantadas no período de cheia do rio para o decreto de estado de calamidade pública. Estes números devem sofrer alterações com a redução do nível do rio, deixando mais visíveis os prejuízos, principalmente com relação à infraestrutura.

Um dos itens exigidos pelo governo federal para o reconhecimento do estado de calamidade pública diz que é necessário o estado comprovar que os prejuízos somados dos danos humanos e materiais ultrapassem 8,33% da sua Receita Corrente Líquida, o que, para Rondônia, corresponde a cerca de R$ 400 milhões. De acordo com o levantamento do governo, com a cheia, estes prejuízos somados estão estimados em mais de R$ 814,9 milhões, mais que o dobro do estabelecido. 

De acordo com a Seae, os prejuízos privados (comércio e indústria) apenas dos municípios de Porto Velho e Nova Mamoré correspondem a R$ 1,2 bilhão. Com relação a Guajará-Mirim, onde o setor de hotelaria e comércio movimenta grande parte da economia local, tendo em vista o grande número de turistas que atravessam a fronteira para a Bolívia, este dado ainda não foi contabilizado.

Ainda segundo o levantamento, somente na agricultura e pecuária dos municípios de Porto Velho, Guajará-Mirim e Nova Mamoré, os prejuízos somaram mais de R$ 613,3 milhões. Laticínios, rebanhos e lavouras inteiras foram perdidos. Com relações aos danos ambientais  – áreas devastadas e contaminadas – o governo informou que o prejuízo é “incalculável”.

É possível ver a marca de onde a água do rio chegou nos galpões da Estrada de Ferro Madeira Mamoré (Foto: Gaia Quiquiô/G1)É possível ver a marca de onde a água do rio
chegou nos galpões da Estrada de Ferro
Madeira-Mamoré (Foto: Gaia Quiquiô/G1)

Reconstrução e prevenção de desastres
Para o período pós-cheia, o governo elabora um Plano Integrado de Reconstrução e Prevenção de Desastres, com a participação de todas as esferas do poder público, sociedade civil organizada, iniciativa privada, instituições financeiras, entre outros. O objetivo é alinhar e integrar as ações, que serão divididas em cinco vertentes: meio ambiente, saúde, inclusão social, infraestrutura e estrutura organizacional.

Em suma, além de reconstruir e recuperar o que foi perdido em todos os setores por conta das enchentes, o plano visa prevenir essas áreas de novos desastres, sejam naturais ou provocados pela ação humana. Um exemplo são os distritos de São Carlos e Nazaré, na região do Baixo Madeira, que foram totalmente evacuados e não poderão ser novamente ocupados. Os distritos deverão ser reconstruídos em um novo local. O mesmo deve ocorrer com as famílias do Bairro Triângulo, em Porto Velho, o mais atingido da capital.

O governo ainda não tem estimativa de quanto tempo deve durar todo o processo de reconstrução das áreas afetadas, mas estima que o custo deva ultrapassar a margem de R$ 5 bilhões. Além de ruas e avenidas danificadas após ficaram submersas nas áreas urbanas, há ainda a situação das rodovias 364 e 425 que, após a água sobre a pista secar, revelou quilômetros de prejuízos. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) calcula que a reconstrução de 90 quilômetros em rodovias deverá custar, pelo menos, R$ 2 bilhões.

O estado aguarda, desde o dia 4 de março, o reconhecimento do governo federal da calamidade pública e, enquanto isso, planeja a utilização de recursos próprios, assim como de cada município afetado, e discute outras alternativas, como parcerias com instituições financeiras e organizações.