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Imprensa internacional destaca aumento de assaltos no País

Uma reportagem da agência de notícias AP aponta para um aumento no número de assaltos no Brasil às vésperas da Copa do Mundo, afirmando que o aumento de roubos e furtos em praias, transporte público e pontos turísticos do Rio de Janeiro anulam os progressos registrados nos últimos tempos, com foco tanto no mundial de futebol quanto nas Olimpíadas de 2016. De acordo com a AP, os assaltos em ônibus principal meio de transporte da cidade, dobraram no ano passado.

A AP destaca ainda que nos três primeiros meses do ano, aumentaram em 60% os roubos e assaltos no bairro de Copacabana na comparação com 2013. Segundo Paulo Storani, especialista em segurança que trabalhou 30 anos na polícia do Rio, pelo menos metade das 12 cidades-sede do mundial apresentaram um aumento em delitos violentos, o que ele atribuiu a uma sensação de impunidade.

Segundo a reportagem, os governos dos Estados Unidos, Grã-Bretanha e Alemanha alertaram seus cidadãos sobre a quantidade de assaltos em ônibus, bancos e caixas eletrônicos no Brasil. A situação com o transporte público no Rio é tão grave, segundo a AP, que deputados propuseram a criação de um batalhão especial encarregado de vigiar a frota de 9 mil ônibus da cidade, que destaca o aumento de 20% na quantidade de policiais no Rio durante a Copa do Mundo.

A agência afirma ainda que os assaltos não são os únicos riscos no transporte público carioca. A AP lembrou o caso da estudante americana abusada sexualmente em uma van no Rio de Janeiro no ano passado. O noivo da estudante também foi agredido pelo motorista e cobrador, que obrigaram todos os outros passageiros a descerem do veículo.

Fonte: Terra

Roubos no Metrô e na CPTM quase dobram no 1º trimestre

Estadão Conteúdo

Quase dobrou a quantidade de roubos no Metrô e na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Divulgada na última semana, a tabela com estatísticas criminais da Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP) indica que no primeiro trimestre deste ano houve 115 roubos no sistema, ante 67 casos no mesmo período do ano passado. Em contrapartida, os casos de furto (quando não há ameaças ou violência contra a vítima) caíram de 1.226, entre janeiro e março de 2013, para 1.010 nos três meses iniciais deste ano. A reportagem questionou o Metrô e a CPTM sobre quais estações da rede mais tiveram mais roubos e furtos no período, mas não obteve resposto das duas empresas, ambas controladas pelo governo do Estado. Contudo, dados oficiais obtidos pelo Estado via Lei de Acesso à Informação ajudam a ter uma ideia sobre a distribuição desse tipo de violência nas paradas.

No caso do Metrô, na Estação da Sé, que conecta as Linhas 1-Azul e 3-Vermelha, houve o cômputo de 136 roubos entre janeiro e o início de dezembro de 2013. Foi o ponto onde mais se praticou esse crime no sistema inteiro. Em seguida, figura a Estação Palmeiras-Barra Funda, na Linha 3, com 77 casos, seguida de outra parada com grande movimento, a República, onde, no período 60 roubos foram anotados. Em seguida, aparece a Estação da Luz, na Linha 1-Azul, com 38 casos. A Estação Brás vem em quinto lugar, com 36 roubos. Essas duas paradas são importantes pontos de conexão com a malha da CPTM. Em se tratando de quantidade de furtos naquele período, a lista de estações é a seguinte: Barra Funda (13), Sé (12), República (8) e Luz (7). A CPTM não respondeu, mesmo por meio da Lei de Acesso à Informação, quantos roubos e furtos houve em cada estação.

Linha 4

Isoladamente, a Linha 4-Amarela, operada pela concessionária privada ViaQuatro, registrou 75 furtos em suas seis estações ao longo de 2013, revelam dados também obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação. No ano anterior, houve 37 casos. Já os roubos saltaram de dois para 12 no mesmo período. Aberta em 2010 a Linha 4 cresce mais do que as outras em números de passageiros ano a ano.

Resposta

Em nota, a Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos, responsável pelo Metrô e pela CPTM, informou que diariamente os dois sistemas são usados por 7,6 milhões de passageiros e que o indicador de ocorrências de segurança pública no sistema “vem se mantendo estável nos últimos anos, com menos de uma ocorrência por milhão de passageiros transportados”.

Além disso, informa o texto, a rede do Metrô “conta com agentes de segurança e 3.077 câmaras distribuídas ao longo de cinco linhas e 65 estações”. Já na CPTM, há “um contingente de 1.300 homens dedicados à segurança, além de um moderno sistema de monitoramento de imagens nas 92 estações e câmeras internas nos trens”. A pasta disse ainda ter uma “estreita parceria” com as polícias Civil e Militar, trabalhando no intuito de prover segurança aos usuários e aos empregados.
  

Estadão Conteúdo

Quase dobrou a quantidade de roubos no Metrô e na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Divulgada na última semana, a tabela com estatísticas criminais da Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP) indica que no primeiro trimestre deste ano houve 115 roubos no sistema, ante 67 casos no mesmo período do ano passado. Em contrapartida, os casos de furto (quando não há ameaças ou violência contra a vítima) caíram de 1.226, entre janeiro e março de 2013, para 1.010 nos três meses iniciais deste ano. A reportagem questionou o Metrô e a CPTM sobre quais estações da rede mais tiveram mais roubos e furtos no período, mas não obteve resposto das duas empresas, ambas controladas pelo governo do Estado. Contudo, dados oficiais obtidos pelo Estado via Lei de Acesso à Informação ajudam a ter uma ideia sobre a distribuição desse tipo de violência nas paradas.

No caso do Metrô, na Estação da Sé, que conecta as Linhas 1-Azul e 3-Vermelha, houve o cômputo de 136 roubos entre janeiro e o início de dezembro de 2013. Foi o ponto onde mais se praticou esse crime no sistema inteiro. Em seguida, figura a Estação Palmeiras-Barra Funda, na Linha 3, com 77 casos, seguida de outra parada com grande movimento, a República, onde, no período 60 roubos foram anotados. Em seguida, aparece a Estação da Luz, na Linha 1-Azul, com 38 casos. A Estação Brás vem em quinto lugar, com 36 roubos. Essas duas paradas são importantes pontos de conexão com a malha da CPTM. Em se tratando de quantidade de furtos naquele período, a lista de estações é a seguinte: Barra Funda (13), Sé (12), República (8) e Luz (7). A CPTM não respondeu, mesmo por meio da Lei de Acesso à Informação, quantos roubos e furtos houve em cada estação.

Linha 4

Isoladamente, a Linha 4-Amarela, operada pela concessionária privada ViaQuatro, registrou 75 furtos em suas seis estações ao longo de 2013, revelam dados também obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação. No ano anterior, houve 37 casos. Já os roubos saltaram de dois para 12 no mesmo período. Aberta em 2010 a Linha 4 cresce mais do que as outras em números de passageiros ano a ano.

Resposta

Em nota, a Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos, responsável pelo Metrô e pela CPTM, informou que diariamente os dois sistemas são usados por 7,6 milhões de passageiros e que o indicador de ocorrências de segurança pública no sistema “vem se mantendo estável nos últimos anos, com menos de uma ocorrência por milhão de passageiros transportados”.

Além disso, informa o texto, a rede do Metrô “conta com agentes de segurança e 3.077 câmaras distribuídas ao longo de cinco linhas e 65 estações”. Já na CPTM, há “um contingente de 1.300 homens dedicados à segurança, além de um moderno sistema de monitoramento de imagens nas 92 estações e câmeras internas nos trens”. A pasta disse ainda ter uma “estreita parceria” com as polícias Civil e Militar, trabalhando no intuito de prover segurança aos usuários e aos empregados.
 

Assaltos crescem na região da USP, e crimes já ultrapassam metas em 64%

Um mês depois de ter seu carro roubado na porta de casa, no Jaguaré, zona oeste de São Paulo, o químico Carlos Alberto da Costa Maio, de 58 anos, voltou anteontem ao 93.º DP para dizer que não era preciso mais avisar se seu Chery Tigo fosse encontrado. “Já recebi o dinheiro do seguro. Não quero saber de mais nada”, diz ele, que, após ser assaltado, andou 1,5 quilômetro sem encontrar um policial. 
 
A delegacia, responsável pela área que inclui a Cidade Universitária e quatro grandes favelas, foi a que mais extrapolou a meta trimestral. Foram 365 casos só nos primeiros dois meses deste ano, ante 222 de janeiro a março do ano passado um aumento de 64%.
 
Pequenos roubos perto da Ponte do Jaguaré e da Avenida Corifeu de Azevedo Marques engrossam a alta. A explicação, segundo a polícia, é que, nesses pontos, jovens assaltantes conseguem escapar para as favelas. 
 
Na Universidade de São Paulo (USP) acontecem cerca de um terço das ocorrências registradas no DP. A Reitoria da USP confirma, em nota, que “na região do distrito do Butantã e entorno, o que inclui a Cidade Universitária, têm ocorrido diversos casos de roubo”. 
 
Morumbi

A 4 km do Jaguaré, no Morumbi, na zona sul, a criminalidade não perdoa nem os bairros ao redor da sede do governo do Estado. No 34.º DP (Vila Sônia), a assistente administrativa Luciana Borba, de 33 anos, registrou nesta semana o segundo assalto em seis meses. O mais recente, na terça-feira, acabou com a Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) e dois helicópteros, o Águia da PM e o de um canal de TV, no encalço dos bandidos. Ninguém foi encontrado. 

 
“Quando cheguei no meio da minha casa, vi o vulto e pensei: ‘vou levar um tiro na cara’, lembra Luciana. Segundo ela, um policial disse que “o roubo era pessoal”. “Ele me disse: ‘é com você’. Levaram as mesmas coisas. Esperaram eu comprar tudo de novo para roubar tudo de novo”, lamenta.

Motoristas voltam a sofrer com assaltos nas rodovias da Região

A Tribuna|José Claudio Pimentel

Três assaltos foram registrados na última quinta-feira

Três assaltos foram registrados na última quinta-feira

Motoristas presos nos congestionamentos do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI) voltaram a ser alvos de um arrastão no início do feriado prolongado de Páscoa. Apesar de três delegacias da Polícia Civil terem registrado ocorrências distintas, a Polícia Militar Rodoviária não tem informações sobre os crimes – nem sequer tinha ciência de qualquer ação de bandidos nos últimos dias.

As constantes ocorrências nas estradas da Baixada Santista ou em direção ao Litoral de São Paulo motivaram a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Santos a entrar com uma representação no Ministério Público contra a concessionária Ecovias. Com base no Código de Defesa do Consumidor, a instituição pretende que a empresa também assuma responsabilidade sobre os assaltos contra seus usuários.

“Fico indignado com tudo. Com a Ecovias, principalmente. Nós pagamos o pedágio. Penso em processá-la”, desabafa o engenheiro Claudio Zomignani, uma das vítimas dos ladrões.

Na quinta-feira, ele e um colega de trabalho estavam juntos e parados num congestionamento, na Rodovia Anchieta, quando foram surpreendidos por pelo menos cinco homens armados.

O crime ocorreu no entorno dos bairros-cota, em Cubatão, por volta das 19 horas. Um grupo armado apareceu de forma repentina e assaltou, primeiro, os ocupantes do carro à frente deles.

“Não vamos pensar duas vezes em voltar pela Imigrantes na próxima vez. É assustador”, admite ele. Em Operação Descida, as pistas da Via Anchieta eram a melhor opção no horário.
Os bandidos levaram do engenheiro um relógio, e um aparelho celular e dinheiro do colega, que conduzia o carro.

“Após nos assaltarem, eles voltaram até o nosso carro para buscar mais coisas. Apesar de nos ameaçarem, não conseguiram. Depois, fugiram sem qualquer problema, como se nada tivesse acontecido”. O crime foi registrado na Delegacia Sede de São Vicente.

MAIS ASSALTOS

Minutos antes de Claudio e o amigo serem assaltados, outro boletim de ocorrência, este no Distrito Policial de Cubatão, relata um fato semelhante com três estudantes, na mesma região. Do trio, um grupo armado – possivelmente o mesmo, pois as características descritas, que fazem referência a um arrastão, se parecem – levou documentos, telefones celulares e R$ 80,00 em dinheiro das vítimas.
Se não bastasse, outra vítima registrou, no plantão policial de Santos, um assalto cometido por um bando, também na Via Anchieta, mas por volta das 22 horas (cerca de três horas após as ações iniciais). Desta vez, ao menos três menores de idade estavam envolvidos e levaram documentos, o aparelho GPS do veículo e dois celulares do condutor, que não ficou ferido.

SEM INFORMAÇÃO

Todas as vítimas relataram às autoridades policiais das respectivas cidades que não havia policiamento rodoviário na hora dos crimes – que envolveram outros ocupantes dos veículos parados no entorno. Entretanto, nenhuma relatou ter solicitado auxílio, pelo 190, para que viaturas fossem deslocadas até a área dos bairros-cota.

“Não sabíamos das ocorrências. Por isso, reforço para que as pessoas nos acionem via 190. Estamos com todos os soldados de plantão”, afirma o tenente Moacir Mathias, da Polícia Rodoviária Estadual. Segundo ele, em poucos minutos, policiais em motos poderiam ter se deslocado para a área, evitado os roubos e até mesmo prendido os acusados em flagrante.

COLABOROU EDUARDO VELOZO FUCCIA

noticias gerais e, especificamente, do bairro do Brás, principalmente do comércio