Arquivo da tag: Saúde

China inaugura em Cuba fábrica de biossensores para diabéticos

AFP – Agence France-Presse

21/07/2014

O presidente chinês, Xi Jinping, vai inaugurar em Cuba uma fábrica de biossensores para o controle do diabetes, uma transferência de tecnologia de seu país para a ilha, noticiou no domingo o jornal Juventud Rebelde.

Idalmelis del Castillo, diretora da fábrica, assegurou que a instalação “terá capacidade produtiva anual de 20 milhões de biossensores (tiras reativas usadas no glicosímetro para revelar os níveis reais de glicose no sangue), mas se estima que os volumes produtivos vão aumentar progressivamente, quando forem exploradas todas as capacidades e seja possível implantar a dupla jornada de trabalho”.

Em Cuba, com uma população de 11,2 milhões de habitantes, “existem aproximadamente 800.000 pacientes que se queixam de doença crônica, e se estima que haja um por cento da população que desconhece sofrer dela”, destacou o jornal.

Xi chega esta segunda-feira a Cuba para uma visita de dois dias, que encerra um giro latino-americano e coincidirá com um grupo de importantes empresários chineses, interessados em investir na ilha.

A fábrica “é o resultado de uma transferência de tecnologia da empresa chinesa Sinocare ao Centro de Imuno-ensaio (CIE) de Cuba”, afirmou Niurka Carlos, diretora do CIE.

Del Castillo, por sua vez, antecipou que está previsto “que os glicosímetros que hoje são fabricados na China com a marca (cubana) SUMA, possam ser feitos na Zona Especial de Desenvolvimento Mariel em um futuro não distante. Será uma produção mista entre o Centro de Imuno-ensaio e a Sinocare”.

Cuba inaugurou em janeiro o mega-porto de Mariel, 45 km a oeste de Havana, em cujo entorno está prevista uma zona industrial com investimentos estrangeiros em condições de zona franca.

Também pôs em vigor, em junho, uma nova Lei de Investimentos Estrangeiros, que prioriza o desenvolvimento das energias renováveis, a indústria agroalimentar, a de envases e embalagens, de telecomunicações e informática.

A produção da fábrica estará destinado ao mercado cubano e à exportação para países da região, disseram os funcionários.

A China é o segundo parceiro comercial de Cuba, depois da Venezuela, com um volume de negócios de 1,695 bilhão de dólares em 2012, segundo as últimas cifras publicadas.

Também é a primeira fonte de créditos para a ilha, que não é membro dos organismos internacionais de financiamento, e sofre desde 1962 um embargo americano que limita o acesso.

Rondônia inicia campanha contra hanseníase, verminoses e tracoma

Público-alvo são 194.365 alunos de 5 a 14 anos de 24 municípios. Campanha será entre julho e agosto

Portal Amazônia

PORTO VELHO – O Estado de Rondônia realiza durante os meses de julho e agosto campanha contra hanseníase, verminoses e tracoma. O público alvo são estudantes de 5 a 14 anos e a iniciativa integra as estratégias do Ministério da Saúde (MS) no enfrentamento das doenças no período de 2012 a 2015.

Rondônia inicia campanha contra hanseníase, verminoses e tracoma

De acordo com a Agência Estadual de Vigilância em Saúde de Rondônia (Agevisa), a meta é investigar casos de hanseníase em 70% dos estudantes e casos de verminoses e tracoma em 80% deste público. A tracoma é uma doença crônica considerada endêmica no Brasil, caracterizada pela inflamação nos olhos e é transmitida por contato direto e indireto.

Enquanto a hanseníase é marcada pela presença de machas no corpo que não apresentam sensibilidade. As verminoses são doenças causadas por vermes e apresentam sintomas como dores abdominais, vômitos, anemia e em casos mais graves pode comprometer a atividade cerebral.

Estratégias

O coordenador estadual de Geohelmintíases (Verminoses), Eleildon Mendes, está à frente da campanha em Rondônia e enfatiza que a meta é atingir 668 escolas estaduais e municipais, contemplando 194.365 alunos no Estado. Segundo o coordenado, para o enfrentamento da hanseníase a estratégia é o uso de relatórios de autoimagem. ‘‘Os alunos vão levar os relatórios para casa com o desenho do corpo humano onde eles vão marcar onde há manchas sugestivas para hanseníase. Lembrando que hanseníase é toda mancha que apresenta falta de sensibilidade. Dependendo dessa mancha, o paciente será encaminhado para uma análise mais detalhada em uma unidade de saúde’’, informa Eleildon.

Rondônia inicia campanha contra hanseníase, verminoses e tracoma

De acordo com o boletim da Agevisa, entre os anos de 2007 a 2013 foram identificados 6.619 casos de hanseníase. Em 2013 foram registrados 717 casos, menos que em 2012 quando foram notificadas 802 ocorrências da doença. Em 2013, as cidades que mais apresentaram casos de hanseníase foram Porto Velho (115), Ji – Paraná (77) e Rolim de Moura (45).

Já a identificação de casos de tracoma será realizada com exame nos olhos dos estudantes na faixa etária dos 5 aos 14 anos. ‘‘Se durante a análise for verificada a positividade, esse paciente já recebe um dose de Azitromicina’’, afirma. Conforme boletim da Agevisa, 1, 149 casos da doença foram registrados de 2007 a 2013, em Rondônia. Só em 2013 foram registrados 673 casos. A maioria em Mirante da Serra (231), Machadinho do Oeste (198) e Alto Alegre dos Parecis (153).

Rondônia inicia campanha contra hanseníase, verminoses e tracoma

No combate as verminoses, se não houver recusa dos pais, os estudantes estão aptos a receber dose única de Albendazol. ‘‘O medicamento já foi experimentado na campanha passada e segundo análise não apresenta nenhuma reação adversa’’, garante. Os 24 municípios escolhidos para campanha contra verminoses apresentam prevalência da doença em mais de 20% da população, segundo o coordenador.

Municípios

Dos 52 municípios de Rondônia, 24  foram selecionados para desenvolver a campanha. São eles Alto Paraíso, Alta Floresta, Alto Alegre dos Parecis, Candeias do Jamari, Cujubim, Machadinho do Oeste, Mirante da Serra, Pimenta Bueno, Guajará-Mirim, Seringueiras, Espigão do Oeste, Ji- Paraná, Ouro Preto, Jaru, Ariquemes, Rolim de Moura, Colorado do Oeste, Monte Negro, Porto Velho, São Francisco, São Miguel, Cacoal, Cumpinguaia e Vilhena.

Destes, 10 municípios além de desenvolverem ações de combate a hanseníase e verminoses também criaram mecanismos para enfrentar os casos de tracoma. Alto Paraíso, Alto Alegre dos Parecis, Candeias do Jamari, Cujubim, Machadinho do Oeste, Mirante da Serra, Pimenta Bueno, Guajará-Mirim, Seringueiras, e São Francisco são as cidades escolhidas para o enfrentamento das três doenças.

 

OMS anuncia descoberta de vírus da pólio no Brasil

AFP – Agence France-Presse

23/06/2014 

Um vírus da pólio foi descoberto durante uma inspeção de rotina em águas residuais realizada em março passado no aeroporto internacional de Viracopos, em Campinas (leste de São Paulo), anunciou nesta segunda-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O vírus foi detectado em uma amostra de água coletada durante a inspeção de rotina, acrescentou a OMS, mas até agora nenhum caso de poliomielite foi registrado.

“Não existe prova alguma de transmissão deste vírus denominado poliovírus selvagem tipo 1” (ou WPV1), destacou a OMS.

A região das Américas é considerada livre de transmissão do vírus da pólio desde 1991 e o Brasil, desde 1989.

Ainda segundo a OMS, não houve nenhum caso de transmissão do poliovírus selvagem no Brasil desde 1989.

As autoridades sanitárias brasileiras reforçaram suas atividades de vigilância sobre o poliovírus selvagem, assim como sobre as pessoas não imunizadas.

Mais de 95% da população brasileira é vacinada contra a pólio no estado de São Paulo e na cidade de Campinas, onde a última campanha de vacinação foi realizada em junho de 2013.

Este ano, a campanha deve ser lançada em nível nacional em novembro e será dirigida a crianças com idades entre 6 meses e 5 anos.

Desde 1994, todas as amostras coletadas em ambientes testaram negativo para o poliovírus selvagem.

Sendo assim, a OMS considera “muito fraco” o risco de que o vírus venha a se desenvolver no Brasil.

Em compensação, a OMS estima que o risco é muito “elevado” na Guiné Equatorial, onde o vírus WPV1 foi detectado, devido ao pequeno número de pessoas vacinadas.

Segundo a OMS, o vírus descoberto no Brasil foi importado. A organização recomenda, ainda, a vacinação a todos os viajantes com procedência ou destino de regiões onde o vírus foi detectado.

“O Brasil descobriu um caso importado de poliovírus”, concluiu a OMS, mas “o país não é considerado afetado pela pólio”.

Cartilha alerta turistas na Copa sobre doenças típicas da Amazônia

Além do guia, diversas outras ações foram criadas para ajudar visitantes, como as clínicas com atendimento bilíngue; confira

Portal da Amazônia

MANAUS – Turistas e amazonenses podem ficar tranquilos quanto aos atendimentos médicos durante a Copa do Mundo de Futebol em Manaus, uma cartilha que explica quais as doençasmais comuns no Amazonas e quais lugares oferecem o tratamento é distribuída pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS). A ação faz parte da programação de atendimento aos visitantes que circularão por Manaus durante o período do mundial.

turistas visitam manaus

De acordo com o coordenador do Grupo de Trabalho Copa Saudável, Bernardino Albuquerque, a cartilha tem sido distribuída desde a segunda quinzena de maio. “São orientações sobre as doenças mais comuns [malária, febre amarela, leishmaniose, doença de chagas, dengue e ainda doenças sexualmente transmissíveis] e como preveni-las”, resumiu.

A cartilha está disponível em duas versões: inglês e português. “Inglês é a língua mais falada no mundo. Espanhol é bem parecido com o português, então deixamos a versão em nossa língua mesmo”, explicou Albuquerque. O coordenador disse ainda que a Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur) também faz a distribuição da cartilha, que pode ser encontrada em diversos pontos da cidades, como hospitais e na Ponta Negra, espaço onde será realizada a Fan Fest, ponto de encontro dos torcedores e turistas.

Clínicas para os turistas

Outra medida para garantir a segurança da saúde de quem estiver na capital do Estado durante a Copa são as clínicas com atendentes bilíngues. A Clínica do Viajante funcionará na Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) do Amazonas. “Será um ambulatório com profissionais bilíngues para atender e orientar o turista estrangeiro”, disse Bernardino Albuquerque.

Já a Clínica dos Visitantes, da Unimed, estruturou um ambiente hospitalar e ambulatorial que conta com assistência médica multiprofissional e estrutura funcional e física do da unidade Hospital Unimed Parque das Laranjeiras (HUPL).

A clínica funcionará 24 horas até 30 de junho 2014 e terá  médicos de plantão nas seguintes especialidades: Cirurgia Geral, Ortopedia, Cardiologia, Otorrinolaringologia, Oftalmologia e Neurocirurgia.  Em escala de sobreaviso estão as especialidades de Endoscopia, Urologia, Psiquiatria, Nefrologia e Pneumologia. Para ser atendido, o paciente – estrangeiro ou nacional – dever ir ao HUPL ou ligar para (92) 8439-3014.

Além disso, a prefeitura de Manaus também investe em planos de urgência e emergência, envolvendo diferentes setores, que serão executados até o fim dos jogos no Brasil.

 

Lula: não ter Copa não resolve problemas de saúde e educação

Durante palestra sobre o Brasil da próxima década, em Porto Alegre, nesta quarta-feira, o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva sai em defesa da Copa do Mundo dizendo os problemas de educação e saúde continuarão existindo no País se não tiver Copa. 

“Nas passeatas de junho, se criou o estigma de que a Copa ia custar R$ 30 bilhões, três vezes mais o que custou a da Alemanha… temos problemas de educação, de saúde, mas não vai ser resolvido se não tivermos Copa. Vai continuar a reclamação quando a Copa acabar”, afirmou o ex-presidente rebatendo as críticas contra o evento.

Segundo ele, o evento não “é só rendimento econômico”, mas também um encontro de civilizações, além de afirmar que o estrangeiro que virá ao Brasil não está preocupado “se vai levar um ou dois minutos para chegar ao estádio”.

“A Copa do Mundo será extraordinária, temos os melhores estádios, com campos extraordinários, e o estrangeiro não está preocupado se vai levar um minuto a mais ou um minuto a menos, se vai a pé, se vai de ônibus, se vai de qualquer coisa, se está preocupado se está calor ou se está frio”, disse. 

Segundo Lula, o maior erro dos governos e do empresariado envolvidos na realização e promoção do evento foi a falta da construção de uma narrativa da importância da Copa. “Acho que nós não construímos uma narrativa convincente da importância da Copa, de vencermos o debate político, porque um jovem fala que é ladroagem e ninguém fala nada”, reclamou Lula, dizendo desde a década de 70 é contrário aos setores de esquerda que criticam o futebol como o “ópio do povo”.

“Eu lembro que, nos anos 70, muita gente em nome de ser de esquerda, achava que futebol era o ópio do povo, um companheiro levantou e disse, `vamos ficar de costas para a televisão`, eu falei ‘sai daí, que vamos ver o jogo. Se quiser protestar protesta, eu, pelo menos, vou ver o jogo sentado na minha casa, só não posso falar que vou tomar uma cervejinha’.” 

Falando de inflação, o ex-presidente disse que o País “está dentro da meta” ao mesmo tempo em que reconheceu o que considerou uma pequena alta. “É como se tivesse com febre, ao invés de estar com 37, estivesse com 38 e poucos, e já desse para começar a dar remédio, senão teria que dar um choque mais forte, um banho gelado”, disse Lula, que já ao final de sua fala, confessou que gostaria de um percentual mais baixo. 

“Não estou gostando da inflação a seis, quero a quatro, de preferência três e meio, mas a responsabilidade não é só da Dilma, é nossa também”, afirmou.

Fonte: Terra 

Novo tratamento erradica câncer de colo de útero em duas pacientes

AFP – Agence France-Presse

02/06/2014 

Aricca Wallace sofreu durante três anos com dores e sangramento irregular, mas seu médico lhe assegurou que estes eram efeitos colaterais do DIU que tinha implantado.

Segundo ele, os resultados de sua citologia eram normais, o que o levou a descartar a hipótese de que Aricca estivesse com câncer. Na verdade, porém, ela havia desenvolvido a doença.

Quando esta mulher de 34 anos, mãe de dois filhos, decidiu tirar o dispositivo intrauterino, depois do diagnóstico de câncer, a doença já tinha se propagado para o peito e para o abdômen.

“Um especialista me disse que a quimioterapia não poderia eliminá-lo”, contou Aricca Wallace à AFP. “E que não teria mais que um ano” de vida, prosseguiu.

Era fevereiro de 2012. Meses depois, seu médico lhe disse que estavam fazendo testes com imunoterapia em pacientes encaminhados pelos Institutos Nacionais de Saúde a uma clínica nos arredores de Washington.

Aricca Wallace decidiu participar.

Os médicos iniciaram o tratamento eliminando um de seus tumores e coletando células imunológicas específicas, os linfócitos T, que o rodeavam e que desempenham um papel chave, ao atacar o vírus do papiloma humano (HPV).

O HPV é uma doença sexualmente transmissível que a maioria dos adultos adquire em algum momento da vida. Embora o HPV possa ser inofensivo, algumas cepas agressivas podem provocar verrugas genitais ou, inclusive, causar o câncer de colo de útero, de ânus, cabeça, pescoço, ou de garganta.

Setenta por cento dos casos de câncer de colo de útero, também conhecido como câncer cervical, são causados pelas cepas 16 e 18 do vírus do papiloma humano.

Aricca Wallace se submeteu a uma primeira semana de quimioterapia em doses fortes para desativar seu sistema imunológico. Em seguida, os cientistas fizeram nela uma infusão de 100 bilhões de suas próprias células T, cultivadas em laboratório com base naquelas retiradas do tumor.

Depois, ela teve de tomar duas doses de aldesleucina, um agente que ajuda a desenvolver as células imunológicas, mas pode causar importantes efeitos colaterais como hemorragias, vômitos, pressão baixa, febre e infecções.

“Tive a pior febre da minha vida”, lembrou Wallace.

– “Um verdadeiro milagre” –

O resultado foi impressionante. Seus tumores diminuíram consideravelmente e, depois de quatro meses, desapareceram por completo.

Em 29 de maio, Aricca Wallace voltou à mesma clínica para fazer novos exames, que não mostraram rastro da doença, 22 meses depois de iniciado o tratamento.

“É um verdadeiro milagre”, disse a mulher, hoje com 37 anos.

Ela foi a primeira pessoa diagnosticada com câncer de colo de útero para quem o novo tratamento funcionou.

Outra americana também viu desaparecer completamente seu câncer uterino metastático depois desse tratamento e, um ano depois, não tinha sinais da doença.

Elas são duas das novas pacientes que participaram do teste clínico. Uma terceira respondeu da mesma forma durante um curto período, mas o câncer reapareceu em seguida.

“Com apenas nove pacientes, não podemos dizer com certeza até que ponto este tratamento funciona”, explica Christian Hinrichs, do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos (NCI, em inglês).

“Tudo o que sabemos é que pode funcionar”, continua o pesquisador, que apresentou o estudo nesta segunda-feira na conferência anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco, em inglês), que acontece em Chicago.

A imunoterapia é um novo enfoque considerado promissor, que já deu mostras de ser eficiente especialmente contra o melanoma, o câncer de pele mais agressivo.

Segundo um estudo publicado no final de 2013, 40% das pessoas diagnosticadas com melanoma metastático que seguiram um tratamento de imunoterapia não apresentam sinais da doença sete anos depois.

No entanto, essa técnica ainda está longe de ser generalizada, e os pesquisadores ainda devem determinar porque funciona em alguns casos, e não em outros.

O câncer de colo de útero afeta anualmente 530.000 mulheres em todo o mundo e causa a morte de mais de 270.000, a maioria em países em desenvolvimento, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

 

Semana de Combate à Exploração e ao Abuso Sexual encerra neste sábado, em Manaus

A ação de encerramento acontece no bairro Mauazinho, com diversos serviços para a população

MANAUS – Uma grande mobilização faz parte da última ação da 1ª Semana de Combate à Exploração e ao Abuso Sexual de Crianças e Adolescentes em Manaus. A ação acontece no bairro do Mauazinho das 8h às 14h deste sábado (24), na Avenida Rio Negro, s/n°., em frente à Igreja de Jesus Cristo e dos Santos dos Últimos Dias.

Semana de Combate à Exploração e ao Abuso Sexual contra Crianças e Adolescentes encerra neste sábado em Manaus. Foto: Reprodução/Shutterstock

A mobilização conta com a participação de diversas secretarias da Prefeitura de Manaus e entidades parceiras. Dentre os serviços levados à comunidade estão: atendimento médico, jurídico e psicossocial; inscrição no Cadastro Único do Governo Federal para Programas Sociais (Cad Único); segunda via de carteira de identidade e de trabalho; distribuição de mudas ornamentais e frutíferas; corte de cabelo; cadastro no Sistema Nacional de Emprego (Sine); aferição de pressão e glicemia; além da Unidade Móvel de Saúde da Mulher, com a realização de exames de mamografia e ultrassonografia.

A Semana de Combate à Exploração e ao Abuso Sexual contra Crianças e Adolescentes na capital do Amazonas  começou no último domingo (18), com evento no Parque Cidade da Criança. Durante a semana foram realizadas caminhadas, bandeiraços e outras ações que levaram à população a mensagem ‘Não desvie o olhar. Seja responsável. Denuncie. Procure um conselho tutelar ou disque 100′. O evento é uma realização da Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh)., 

Governo federal suspende verba

Da Reportagem

O Ministério da Saúde publicou uma portaria no Diário Oficial da União do último dia 2 em que comunica a suspensão de recursos para 33 municípios de Mato Grosso. 

A medida do governo federal foi tomada após descumprimento de normas referentes à prestação de informações sobre vigilância sanitária. A constatação da União acerca das irregularidades foi feita em março deste ano e não informa o valor bloqueado para as cidades. 

A falta de fornecimento de informações ao Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (SCNES) e/ou a não alimentação ao Sistema de Informação Ambulatorial (SAI/SUS), que deveriam prestar contas a respeito da situação das unidades de saúde, ocorreu entre os meses de agosto e dezembro de 2013 por parte dos municípios. 

Segundo a portaria, o bloqueio de recursos é retroativo e corresponde ao primeiro quadrimestre de 2014. 

Uma das cidades que deixa de receber a verba federal é Cuiabá. Além dela, Chapada dos Guimarães, Barão de Melgaço, Cáceres, Nova Xavantina e Tangará da Serra também figuram na lista. 

A determinação do governo federal obedeceu, entre outras coisas, à Portaria n.º 1.378 do Ministério de Saúde, de 9 de julho de 2013, que regulamenta as responsabilidades e define diretrizes para execução e financiamento das ações de Vigilância em Saúde pela União, estados, Distrito Federal e municípios. 

Ainda conforme o documento publicado, a suspensão dos repasses entrou em vigor na data de sua publicação, ou seja, na última sexta-feira (2). 

Também deixaram de receber os recursos Acorizal, Apiacás, Confresa, Curvelândia, Denise, Diamantino, Figueirópolis D’Oeste, Glória D’Oeste, Guiratinga, Indiavaí, Jaciara, Jauru, Mirassol d’Oeste, Nobres, Nossa Senhora do Livramento, Nova Bandeirantes, Nova Brasilândia, Nova Canaã do Norte, Nova Guarita, Nova Santa Helena, Novo Horizonte do Norte, Novo Santo Antônio, Novo São Joaquim, Santa Carmem, Santa Terezinha, Tabaporã, e Vila Bela da Santíssima Trindade. (TP) 

O Affordable Care Act significa muito para o povo norte-americano.

Com a mudança na assistência pública à saúde, oito milhões de americanos se inscreveram para o seguro privado nas praças, graças a Lei Affordable Care . o que significa que muitos deles melhoraram a qualidade de vida, através do inédito acesso aos cuidados com a saúde. Na semana passada, o presidente Obama teve a oportunidade de visitar famílias no Texas beneficiadas pela lei da saúde. Suas histórias ratificam a importância da lei. Assista ao vídeo e confirme as assertivas de que o Affordable Care Act significa muito para o povo norte-americano.

Mais Médicos atinge meta e leva 132 médicos para o estado do Tocantins; assistência chega a 455 mil pessoas

O GIRASSOL

Estado do Tocantins contará com mais oito profissionais a partir desta semana. Com isso, a iniciativa passa a beneficiar 455 mil tocantinenses. Mais de 3.500 médicos começam suas atividades no país

Mais Médicos atinge meta e leva 132 médicos para o estado do Tocantins; assistência chega a 455 mil pessoas

 


 

O Programa Mais Médicos leva mais oito profissionais para reforçar o atendimento em atenção básica no Tocantins. Com a chegada deste novo grupo, o estado passa a ter 100% da sua demanda atendida pela iniciativa do governo federal, o equivalente a 132 médicos. A atuação desses profissionais impacta na assistência de 455 mil pessoas.

Em todo o país, mais de 3.500 médicos começam suas atividades nos municípios a partir desta semana. Deste total, 238 estão alocados na região Norte. Eles foram aprovados no módulo de avaliação do programa, etapa obrigatória para que recebam o registro profissional provisório e iniciem o atendimento à população. O reforço desse grupo garante o cumprimento da meta estabelecida pelo governo federal de levar 13.235 médicos para a atenção básica, especialmente às regiões mais vulneráveis. Com isso, 100% das vagas apontadas pelos municípios que inicialmente aderiram ao Programa passam a ser atendidas.

“Com esse programa, estamos conseguindo prestar atendimento a uma quantidade muito maior de pessoas, com maior qualidade, tratar o povo com dignidade e com mais respeito. A grande maioria dos brasileiros que estamos atendendo nunca teve contato com uma equipe de saúde da família completa”, ressalta o ministro da Saúde Arthur Chioro.

Mais de 75% dos 13.235 médicos estão alocados em regiões como o semiárido nordestino, periferia de grandes centros, municípios com IDHM baixo ou muito baixo e regiões com população quilombola, entre outros critérios de vulnerabilidade. Em relação à distribuição por região, o Sudeste e o Nordeste concentram o maior número de profissionais, com 4.170 e 4.147 médicos respectivamente. O Sul conta com 2.261, seguido do Norte (1.764) e do Centro-Oeste (893). Outros 305 médicos estão atuando em distritos indígenas.

Desde o início do programa, a presença dos profissionais que estão em atuação em todo o país já traz resultados positivos na assistência à população. Um levantamento do Ministério da Saúde feito em municípios que receberam profissionais do Mais Médicos mostrou que, em novembro de 2013, houve um crescimento de 27,3% no atendimento a pessoas com hipertensão em comparação com o mês de junho do mesmo ano, antes da chegada dos profissionais.

Houve aumento ainda, neste mesmo período, de 14,4% na assistência a pessoas com diabetes, de 13,2% no número de pacientes em acompanhamento e de 10,3% no agendamento de consultas. Nas cidades que contavam com médicos do programa foram realizadas 2,28 milhões de consultas em novembro, 7% mais que o total registrado em junho. O levantamento foi feito em 688 municípios onde atuavam 1.592 médicos.

NOVA OPORTUNIDADE – Com o quinto ciclo, anunciado pelo Ministério da Saúde no dia 1º de abril, o Programa Mais Médicos deverá ultrapassar a marca de 14 mil médicos para a atenção básica de todo o país, superando a meta estabelecida pelo governo federal. Com a atuação desses profissionais, a iniciativa, que já impacta na assistência de 45,6 milhões de pessoas, passa a beneficiar 49 milhões de brasileiros.

A ampliação do número de médicos foi possível a partir da adesão nesta nova etapa, direcionada aos municípios mais vulneráveis do País e que ainda apresentavam equipes de saúde da família sem médicos. Com isso, mais vagas serão preenchidas com médicos do Programa, além dos mais de 13 mil profissionais que já estão participando.

“O governo federal está indo além: superamos 100% da meta com os mais de 13 mil médicos e compreendemos que alguns municípios, muitos deles em situação de vulnerabilidade, ainda poderiam receber médicos. Por isso, abrimos excepcionalmente o quinto e ultimo ciclo, o que possibilitou que mais municípios pudessem participar do programa e receber mais médicos”, destaca o ministro Chioro.

Ainda está em andamento a seleção de médicos para participação no quinto ciclo, mas a previsão é que em junho eles já estejam em atividade nos municípios. Como nas demais etapas do Programa, têm prioridade nas vagas os médicos formados no Brasil, seguidos dos brasileiros com diplomas do exterior e dos estrangeiros. As vagas ociosas serão completadas por médicos da cooperação com a Organização Pan-Americana de Saúde.

Entre os critérios de vulnerabilidade utilizados para pré-selecionar os municípios do quinto ciclo estão ter 20% ou mais da população em situação de extrema pobreza; ter IDHM baixo e muito baixo; com comunidades quilombolas ou assentamentos rurais; e as regiões dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Ribeira; do Semiárido; e as periferias de grandes cidades.

“Com esse reforço, concentrado naquelas cidades de IDH baixo ou muito baixo, vamos chegar a mais de 14 mil médicos. Mais do que profissionais, teremos 14 mil equipes de atenção básica completas, atendendo 49 milhões de brasileiros que não tinham acesso a esse atendimento tão fundamental”, explica o ministro.

O PROGRAMA – Lançado em julho de 2013 pela presidenta Dilma Rousseff, o Programa Mais Médicos faz parte de um amplo pacto de melhoria do atendimento aos usuários do SUS, com o objetivo de aperfeiçoar a formação de médicos na Atenção Básica, ampliar o número de médicos nas regiões carentes do país e acelerar os investimentos em infraestrutura nos hospitais e unidades de saúde.

Os profissionais do programa cursam especialização em atenção básica, com acompanhamento de tutores e supervisores. Para participar da iniciativa, eles recebem bolsa formação de R$ 10,4 mil por mês e ajuda de custo pagos pelo Ministério da Saúde. Em contrapartida, os municípios ficam responsáveis por garantir alimentação e moradia aos participantes.

Além da ampliação imediata da assistência em atenção básica, o Mais Médicos prevê ações estruturantes voltadas à expansão e descentralização da formação médica no Brasil. Até 2018, serão criadas 11,4 mil novas vagas de graduação em Medicina e mais de 12 mil novas vagas de residência médica.