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Vargem Grande tem quase metade dos assassinatos

Diário de Cuiabá

Em cinco meses deste ano, Várzea Grande teve 100 assassinatos, quase a metade dos 204 registrados na Grande Cuiabá. Esse índice corresponde a 2 assassinatos a cada 3 dias e aponta que a cidade é proporcionalmente mais violenta que a Capital, que registrou 104 nesse mesmo período. Pelo índice de proporcionalidade, Várzea Grande deveria ter apenas um terço do total de mortes nas duas cidades. Os números são da Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoas. 

Os números apontam para um cenário onde Cuiabá está um terço menos violenta que a cidade vizinha que, por sua vez, está cerca de 34% com mais homicídios. 

Essa proporção é maior em maio quando Cuiabá teve 18 e Várzea Grande 23 dos 41 assassinatos – entre homicídios e latrocínios – ocorridos no mês. 

Essa “distorção” de número fez com que Cuiabá aparecesse como uma das cinco cidades-sede da Copa 2014 que mais reduziu homicídios no período de 10 anos – entre 2002 e 2012 conforme dados do Ministério da Saúde. 

Autor do “Mapa da Violência”, o sociólogo Júlio Jacobo Waiselfisz, calculou as taxas de homicídio conforme edição do domingo passado de O Globo. Desse total, cinco tiveram queda na taxa de homicídios, incluindo Cuiabá. 

Como Várzea Grande tem aumentado o número de homicídios de forma assustadora, na prática, o índice não despenca – pelo contrário, acaba tendo um incremento. 

Levantamento realizado pela Polícia Militar, a redução de assassinatos em Cuiabá começou há cerca de dois anos quando havia uma média de 26 execuções na Capital. Esse número baixou para uma média de 18, uma redução de cerca de um terço. 

“Tivemos uma redução significativa em 2013 com uma média de 15 por mês. O resultado final é que tivemos um redução de mais de 30 homicídios, correspondendo a dois meses”, assinalou o comandante do 1º Comando Regional coronel Jadir Metelo da Costa. (AR) 

Além de calçadas impróprias e com barreiras arquitetônicas, a maioria dos semáforos para pessoas não funciona na cidade 

Diário de Cuiabá|Gustavo Nascimento

Cuiabá não foi feita para pedestres. Além dos já conhecidos problemas com as calçadas quebradas e irregulares e falta de acessibilidade, a maioria dos semáforos para os pedestres não funciona. Já as faixas de travessia estão apagadas e mal sinalizadas. 

No entroncamento das avenidas Mato Grosso, Historiador Rubens de Mendonça (CPA) e da Tenente Coronel Duarte (Prainha) existem seis semáforos para pedestres inutilizados. Os aparelhos se encontram com as lâmpadas queimadas e a estrutura depredada. 

Já no cruzamento da Prainha com a Coronel Escolástico, nenhum dos quatro sinaleiros para os pedestres está funcionando. 

Conforme o estudante Eduardo Guimarães, de 25 anos, atravessar no local é um desafio. “Todo dia é a mesma coisa. Temos que tomar todo cuidado e tentar adivinhar quando o motorista vai deixar a gente passar.” 

Já no encontro da Prainha com a Maria Taquara e Generoso Ponce, quatro aparelhos estão danificados. No local, se concentram diversas centrais de pontos de ônibus e por isso a região é uma das que mais recebe fluxo de pedestres. 

Na avenida do CPA, o problema se repete. A região carece de travessias, e nos poucos pontos destinados, não há sinalização adequada. No trecho em que a avenida recebe o fluxo da rua Conselheiro Dr. Enio Vieira não tem faixas e sinaleiros adequados, as pessoas atravessam em meio aos carros em movimento. 

A avenida Fernando Correa da Costa também não foge á regra. Em frente ao viaduto Jornalista Clóvis Roberto (UFMT), próximo ao shopping Três Américas, existia um semáforo e uma faixa para pedestres, porém eles foram desativados e transferidos para a parte inferior do viaduto sem que a faixa anterior fosse completamente apagada. Com isso, diversas pessoas insistem em tentar atravessar no local, mesmo correndo risco de atropelamento. 

Já a nova travessia não conta nem com sinalização ou acessibilidade adequada. O local também costuma alagar nos dias de chuva. 

Nos dias de chuva, a Capital sofre com outro problema. Os sinaleiros constantemente apagam ou ficam intermitentes. A situação muitas vezes demora até 24 horas para ser resolvida. 

De acordo o engenheiro de transporte e professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Eudemir Pereira, o pedestre de Cuiabá vive uma roleta russa, já que aposta a própria vida nas ruas. “O pedestre deveria ser a prioridade, já que ele tem o maior risco, porém não é isso o que vemos”. 

Segundo ele, o Código de Trânsito estabelece que a sinalizações da via estejam sempre visíveis e que os gestores realizem a manutenção constantemente. “Se o motorista não conseguir ver que ali tem uma faixa, como ele vai parar? As travessias precisam ser reavivadas sempre para minimizar os riscos. E a chuva também não pode servir de desculpas para que os semáforos fiquem inativos”. 

Greve no Metro de São Paulo continua

por Sofia Fonseca/AFPHoje

 
Greve no Metro de São Paulo continua
Fotografia © REUTERS/Nacho Doce

Os funcionários do metro de São Paulo, Brasil, decidiram, na sexta-feira à noite, manter a greve, recusando a proposta de aumento do governo.

Numa nova ronda de negociações, o governo chegou a propor um aumento de 8,8% nos salários, tendo depois reduzido a oferta para 8,7%. Os funcionários do Metro recusaram a proposta e continuam a exigir um aumento de 12,2%.

Assim, a cinco dias do arranque do Mundial de Futebol, mantém-se o impasse e desconhece-se se esta greve, anunciada como “ilimitada”, irá afetar os milhares de adeptos, além dos 4,5 milhões de utentes da cidade.

Cidade já caótica ao nível do trânsito, São Paulo tem vivido nos últimos dias um verdadeiro caos, agravado pela chuva torrencial

Este já será o terceiro dia de greve.

Sob ameaça de greve, rodoviários do DF se reunem com governo e empresários

A reunião está marcada para às 11h e prevê possível acordo para conter ameaça de greve a seis dias da Copa

Correio Braziliense

06/06/2014 

Ao todo, cerca de 11 mil profissionais atuam no sistema rodoviário do DF e cinco empresas operam o transporte público (Monique Renne/CB/D.A Press)  
Ao todo, cerca de 11 mil profissionais atuam no sistema rodoviário do DF e cinco empresas operam o transporte público

A seis dias da Copa do Mundo, rodoviários ameaçam entrar em greve na segunda-feira (9/6) caso não haja negociação entre a categoria e o governo. Representantes do Sindicato dos Rodoviários se reunirão nesta sexta-feira (6/6) com representantes da Secretaria de Transportes, do DFTrans e donos das empresas de ônibus para decidir sobre reivindicações de motoristas e cobradores. O local não foi divulgado.

A categoria pede reajuste de 20% no salário e no vale-alimentação, aumento de 40% no valor da cesta básica e reajuste anual de 1%. Rodoviários alegam perdas por conta da inflação registrada desde o ano passado e pedem a renegociação da data base, de maio de 2013.

Segundo o Sindicato dos Rodoviários, João Jesus de Oliveira, rodoviários se reunirão em assembleia neste domingo (8/6), às 9h, no estacionamento do Centro Comercial Conic para apresentar as respostas do governo e decidir se a categoria deve iniciar a greve ou não. Caso seja decidido pela adesão, a greve deve começar na segunda-feira (9/6) e não tem data para terminar.

Uma reunião na tarde dessa quinta-feira (5/6) com o Governo do Distrito Federal (GDF) e representantes das empresas de ônibus não apresentou avanços. Ao todo, cerca de 11 mil profissionais atuam no sistema rodoviário do DF e cinco empresas – Pioneira, Piracicabana, São José, Urb e Marechal – operam o transporte público da capital.

O Correio entrou em contato com a Secretaria de Transporte, mas não obteve resposta até a publicação da matéria. O DFTrans informou que o órgão acompanha as negociações de perto e que o diretor da pasta, Jair Tedeschi, participará da reunião desta sexta-feira.

A Companhia Metropolitana do Metrô informou que caso haja greve dos rodoviários, o metrô deve operar conforme a demanda. Segundo a companhia, a frota máxima de 24 trens utilizada apenas em horários de pico, das 6h às 8h45 e das 16h45 às 20h15, pode ser estendida para horários alternativos, de acordo com a necessidade dos usuários.

Operação para tentar reduzir criminalidade

Diário de Cuiabá|Gustavo Nascimento

O Comando Especializado da Polícia Militar de Mato Grosso (PM-MT) deflagrou operação “Treme Terra”, para reduzir a criminalidade na Baixada Cuiabana durante a Copa do Mundo de Futebol. Mais de 200 homens dos batalhões da Ronda Ostensiva Tático Metropolitano (Rotam), Cavalaria, Proteção Ambiental, Guarda e Trânsito atuarão na região, 24 horas por dia. 

De acordo com o coronel Otomar Pereira de Pereira, comandante do Comando Especializado, a operação foi dividida em três fases. Sendo que a primeira foi lançada na manhã de ontem (4), na Capital. 

Conforme Otomar, o Comando Especializado recebeu um mapa detalhado da criminalidade da região para melhorar as ações. Segundo ele, nesta primeira fase policias da Rotam irão “trancar” as regiões mais perigosas além de realizar rondas nos bairros dormitórios, que costumar ser alvos das ações dos criminosos. 

Na próxima semana, policias do batalhão da Cavalaria também serão incluídos na operação. Simultaneamente com o Batalhão de Proteção Ambiental, que irá instalar barreiras e pontos de bloqueio nos municípios da Baixada para defender o Pantanal de possíveis crimes ambientais. Na terceira fase, serão incluídos policias do Batalhão de Trânsito Urbano e Rodoviário. 

Dengue mata 5 pessoas na Bahia em 2014 e atinge 73 mil em 12 meses

Tribuna da Bahia|Kelly Cerqueira

Desde o início do ano o número de pessoas afetadas é de 10.841, segundo dados notificados pela Secretaria Estadual de Saúde. Na última semana, uma criança de seis anos moradora de Itabuna morreu no Hospital de Ilhéus após apresentar sintomas da doença, mas o diagnóstico ainda não foi confirmado pelos exames.

Os números foram apresentados na manhã de ontem (3), na reunião do Comitê Estadual de Mobilização Social de Prevenção e Controle da Dengue na Bahia, realizada no auditório da Fundação Luis Eduardo Magalhães, Centro Administrativo da Bahia.

No entanto, a estatística apresentada pode não representar o número real de casos no estado. “Estamos trabalhando com a hipótese de haver subnotificação por conta da mudança do sistema de registro de ocorrências. Mesmo com a capacitação do pessoal que opera o sistema, existe esta possibilidade”, explicou a coordenadora do comitê, Elisabeth França.

Além do diagnóstico da doença no estado, o comitê discutiu estratégias de atuação específicas de combate ao mosquito no período da Copa do Mundo. “Não queremos que os visitantes deixem legado negativo no nosso estado. Todo o lixo produzido no período tem que ser descartado corretamente para que a gente não sofra as consequências no próximo verão”, ressaltou. Ainda segundo ela, o primeiro semestre é o período de maior incidência dos casos de dengue, doença que há vinte anos atormenta a população baiana.

“A dengue já está muito banalizada, são registrados casos no estado quase que diariamente, mas as pessoas devem estar atentas à prevenção, aos sintomas e, principalmente ao tratamento. Não se pode cuidar da doença como se cuida de uma gripe”, ressaltou a coordenadora do comitê.

Ela também alerta para o crescimento do número de casos da forma mais grave da doença, lembrando que as pessoas que já tiveram dengue estão mais propensas a apresentar sintomas mais agressivos, como os efeitos dos distúrbios nas células sanguíneas.

Além de representantes da saúde, o comitê é composto por representantes de 33 entidades públicas, privadas e representantes da sociedade civil, como os Correios, Embasa, Sesc e Secretaria de Educação. “O comitê existe justamente para que outros setores se envolvam no combate ao mosquito e participem de campanha de prevenção junto aos seus públicos”, enfatiza a diretora de Vigilância Epidemiológica da Sesab, Maria Aparecida Araujo Figueiredo.

Além do controle da dengue, Maria Aparecida aponta outras preocupações para o período do Mundial, momento em que a cidade receberá visitantes de várias regiões do mundo. “A Influenza é um exemplo de doenças que merecem uma atenção maior no período. Infelizmente a campanha não alcançou a meta de 80% de vacinação do público alvo, chegando apenas a 74%”, lamentou.

Por conta do baixo índice, a vacinação continua nos principais postos da cidade, disponíveis para idosos, gestantes, crianças de até cinco anos, profissionais de saúde e mulheres que tenham dado a luz recentemente.

Doença altamente contagiosa, o sarampo também é um vírus que vai mobilizar a equipe de saúde do estado no período do Mundial. Embora não haja registro de casos desde 2006 na Bahia, o alto índice de transmissibilidade da doença, feita por vias respiratórias e os recentes surtos registrados nos estados de São Paulo, Pernambuco e Ceará são suficientes para deixar os especialistas em epidemiologia em alerta.

“A vacina está disponível para crianças de seis meses a quatro anos, mas todos devem reforçar a dose, até quem já foi imunizado em algum momento da vida”, reforça Aparecida.