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Rodízio de veículos em São Paulo suspenso nesta quinta-feira

Rodízio de veículos em São Paulo será suspenso nesta quinta-feira

De A Tribuna On-line

O rodízio municipal de veículos estará suspenso nesta quinta-feira, em São Paulo, por conta do feriado de abertura da Copa do Mundo. Com isso, automóveis com placas final 7 ou 8 poderão circular normalmente.  

De acordo com informações da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a suspensão também vale para a Zona de Máxima Restrição à Circulação de Caminhões e a Zona de Máxima Restrição à Circulação de Fretamento.

O rodízio será retomado na sexta-feira, para as placas com final 9 e 0, assim como as demais restrições.

Metroviários em greve se concentram na Praça da Sé, em São Paulo

09/06/2014 

Os metroviários de São Paulo em greve estão concentrados na Praça da Sé, no centro da cidade, onde vão se juntar a integrantes de movimentos sociais e centrais sindicais. Os manifestantes caminharam da Estação Ana Rosa, na zona sul, até o centro após terem entrado em confronto com a Tropa de Choque da Polícia Militar no início da manhã desta segunda-feira.
Os grevistas informaram que vão seguir até a Secretaria de Segurança Pública para reivindicar a libertação de 13 colegas detidos quando a Tropa de Choque entrou na estação do metrô. Depois, pretendem seguir para a sede da Secretaria Estadual de Transporte, próximo dali.

A entrada da Estação Ana Rosa foi bloqueada por homens da PM. Mais cedo, os manifestantes também fizeram barricadas e queimaram lixo em frente à estação.

Fábio Bosco, metroviário, disse ter sido ferido na testa durante o confronto com a PM. “Eles [os policiais] entraram agredindo todos que ali estavam. A forma da agressão foi jogar os escudos sobre nós e atingir a gente com golpes de cassetete de borracha. Também usaram gás contra nós. Colocaram a tropa de choque dentro da estação do metrô, um espaço confinado, é um absurdo fazer isso”, reclamou.

Altino de Melo Prazeres Júnior, presidente do sindicato da categoria, disse que ameças de demissões por parte do governo estadual pode piorar a situação. “Acho que o governo está indo para um campo que aumenta o problema, em vez de diminuir. Tem espaço para negociação, queremos resolver, espero que isso aconteça ainda hoje”, declarou.

A greve da categoria foi mantida após decisão em assembleia na tarde desse domingo (8), contrariando decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo que determinou o fim da greve e multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento. A paralisação do metrô foi considerada abusiva pelo TRT.

Os trabalhadores marcaram para as 13h desta segunda-feira (9) uma nova assembleia para decidir se a greve dos metroviários continua.

Alckmin sobre greve: ‘não tem mais discussão, é abusiva’

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, falou neste domingo sobre a manutenção da greve dos metroviários, após o Tribunal Regional do Trabalho considerar a paralisação abusiva. “Agora não tem mais discussão, a greve é abusiva”, disse.

Ele pediu que os funcionários da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) voltem ao trabalho, sob risco de demissão por justa causa. “Faço uma convocação para que os metroviários voltem, inclusive pelo direito de trabalhar dos 5 milhões que dependem do metrô para se locomover. Quem (os metroviários) não for trabalhar tem posibilidade de justa causa.”

“Hoje, o Tribunal Regional do Trabalho decidiu, por unanimidade, que a greve é abusiva. Ela é totalmente ilegal. É importante deixar claro que a decisão judicial já ocorreu e o índice de reajuste salarial foi definido pelo dissídio”, afirmou Alckmin. “Quero reiterar a minha convocação: metroviário de verdade, volte ao trabalho!”, completou o governador.

De acordo com a decisão do TRT, o reajuste nos vencimentos dos metroviários será de 8,7%, índice sugerido pelo Metrô. “É importante ressaltar que o Metrô ofereceu 8,7% de reajuste referente aos últimos 12 meses, contra uma inflação do IPC/Fipe de 5,2%. Mais o aumento do vale-alimentação e vale-refeição, que torna o percentual muito maior, um aumento mínimo de 10,6% até 13,3%. Dificilmente uma categoria teve ganhos reais tão superiores a inflação como nesse caso”, disse.

O Sindicato dos Metroviários de São Paulo decidiu em assembleia realizada neste domingo manter a paralisação iniciada há quatro dias, e promete fazer piquetes para impedir que colegas continuem a trabalhar. A operação no Metrô tem se dado com funcionários de outros setores. “Seguiremos com a greve até que o governo de São Paulo negocie com a gente”, disse o secretário-geral da entidade, Alex Fernandes, à BBC Brasil.

Ele explica que algumas linhas do Metrô operam no momento em função de um plano de contingência, implementado pela companhia, no qual os trens são operados por supervisores e coordenadores. “Mas nós já estamos nos organizando para fazer piquetes em trens, estações e pontos de manutenção”, diz ele.

“Ninguém vai trabalhar. Se não chegarmos a um acordo, na quinta-feira (dia de início da Copa do Mundo) não vai ter metrô nem para Itaquera (onde fica o estádio da abertura) nem para lugar nenhum.”

Uma nova assembleia está marcada para as 13horas desta segunda-feira. Os metroviários também prometem participar de uma manifestação às 7h na estação Ana Rosa, junto com o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).

Segundo Katy Watson, da BBC, presente na assembleia deste domingo, o clima na reunião foi tenso e favorável à manutenção da greve desde o início. Houve protestos contra a Fifa e os gastos com a Copa. Vários dos participantes pareciam frustrados e o debate foi marcado por gritos.

Fonte: Terra 

Protesto de metroviários acaba em confusão em São Paulo

Um protesto de metroviários acabou em confusão no início da manhã desta segunda-feira em São Paulo. Às 5h20, um grupo de cerca de 70 manifestantes se concentrou em frente à estação Ana Rosa e fechou a rua Vergueiro. Por volta das 6h40, a Tropa de Choque da Polícia Militar (PM) dispersou os manifestantes com uso de bombas de gás lacrimogêneo. Os ativistas voltaram a se reunir outras duas vezes, sendo constantemente dispersados pelos policiais. 

Os metroviários decidiram manter a paralisação em quatro das cinco linhas do Metrô na manhã desta segunda-feira. A greve, que começou na última quinta-feira, foi considerada abusiva pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

Durante a manifestação, a polícia dispersou a maior parte dos manifestantes na estação Ana Rosa. Muitos grevistas ficaram presos dentro da estação por ação da Tropa de Choque, que não deixava ninguém sair ou entrar no local. Por volta das 7h30, 12 ativistas estavam dentro do prédio.

No mesmo horário, outros manifestantes esperavam na entrada na estação, mas o número de ativistas era bem menor que no início do ato. Os manifestantes devem seguir em passeata, com reforço do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) em direção à Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP).

Uma nutricionista, que se identificou como Cecília, ficou presa em meio ao tumulto quando sofreu um acidente de trânsito. Um carro colidiu no dela logo antes de a Tropa de Choque chegar para dispersar a multidão. “Acabei de deixar meu filho na escola. Estava passando por aqui e bateram no meu carro. Agora estou aqui e o choque está vindo”, disse. A Ronda Ostensiva Com Apoio de Motocicletas (Rocam) ajudou a mulher a tirar o carro da via antes da confusão.

Categoria mantém paralisação

No domingo, os metroviários de São Paulo decidiram, em assembleia, manter a paralisaçao, mesmo após a Justiça considerar abusiva a greve da categoria, que desde quinta-feira paralisou o funcionamento do Metrô na cidade de São Paulo. Uma nova assembleia está marcada para hoje, às 13h, na sede do sindicato.

Justiça decide contra sindicato

Segundo o desembargador Rafael Pugliese, relator do processo, “não houve atendimento mínimo à população, gerando grande transtorno, inclusive, no âmbito da segurança pública”. O tribunal decidiu ainda pela manutenção do pagamento da multa diária de R$ 100 mil pela paralisação ao Sindicato dos Metroviários em São Paulo, que será revertida ao Hospital do Câncer. 

Os desembargadores também decidiram que, caso os trabalhadores mantenham a greve, o sindicato deve pagar multa de R$ 500 mil por dia a partir desta segunda-feira. O julgamento concluiu pela autorização do desconto pelos dias parados, além de não assegurar a estabilidade dos grevistas.

A Justiça determinou o reajuste salarial da categoria em 8,7%, última proposta feita pelo Metrô. O colegiado estabeleceu ainda o valor do vale-alimentação mensal para R$ 290 mais parcela extra anual; e o vale-refeição diário para R$ 669,16. Outra definição importante do julgamento refere-se ao piso salarial dos engenheiros, no valor de R$ 6.154. 

Governo: não tem mais discussão

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), falou no domingo sobre a manutenção da greve dos metroviários, após o Tribunal Regional do Trabalho considerar a paralisação abusiva. “Agora não tem mais discussão, a greve é abusiva”, disse.

Ele pediu que os funcionários da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) voltem ao trabalho, sob risco de demissão por justa causa. “Faço uma convocação para que os metroviários voltem, inclusive pelo direito de trabalhar dos 5 milhões que dependem do metrô para se locomover. Quem (metroviário) não for trabalhar tem posibilidade de (demissão por) justa causa.”

 

Fonte: Terra 

Greve dos metroviários: duas das cinco linhas do Metrô de SP operam normalmente

05/06/2014 

Duas das cinco linhas do Metrô de São Paulo estão funcionando normalmente na manhã desta quinta-feira (5), apesar da greve dos metroviários, informou a companhia. As demais linhas operam parcialmente. Segundo o Sindicato dos Metroviários, a circulação parcial está sendo possível porque supervisores foram convocados para operar os trens. O sindicato também avalia, no entanto, que isso pode colocar em risco a segurança dos passageiros, pois os supervisores não estão preparados para desempenhar a atividade. A companhia Metrô de São Paulo informou, no entanto, que a operação está sendo feita por trabalhadores que não aderiram ao movimento.

Os metroviários pedem um reajuste de 16%, mas até o momento o governo oferece 8,7%. “Iniciamos pedindo 35%, que é a inflação dos últimos 12 meses [7,5%] e os três anos de produtividade, calculado pelo Dieese, pelo aumento dos usuários do metrô”, explicou Fernandes. Ele destacou que a categoria reduziu a proposta para 16%, considerando apenas a produtividade de um ano, mas que ainda assim, não houve avanço na negociação.

A Linha 4 – Amarela, que liga bairros da zona oeste ao centro, é administrada pela Via Quatro, por meio do regime de concessão e por isso não houve paralisação. Os trens da Linha 5 – Lilás, que ligam bairros da zona sul, também circulam em todas as estações. A Linha 1 – Azul, que opera da zona norte à zona sul, funciona entre as estações Ana Rosa e Luz. A Linha 2 – Verde, que vai da zona oeste à sul, opera entre as estações Ana Rosa e Clínicas. Os trens da Linha 3 – Vermelha, que servem aos moradores da zona leste, circulam apenas entre as estações Bresser e Santa Cecília, o que representa menos de um terço do itinerário.

O secretário-geral do Sindicato dos Metroviários, Alex Fernandes, declarou que a adesão chega a 98% da categoria e só não é completa, porque supervisores assumiram as atividades. “Quem votou na assembleia pela paralisação, está de braços cruzados”, apontou. Ele destacou que, até o momento, não houve tentativa de negociação por parte do governo estadual. “O que temos é uma audiência no TRT [Tribunal Regional do Trabalho]. Desde a semana passada, a empresa já provocou a Justiça. A categoria não quer negociar com a amarra do tribunal”, criticou.

O TRT determinou que o sistema de transporte opere 100% no horário de pico (das 6h às 9h e das 16h às 19h). Ou seja, que garanta o funcionamento total no horário de maior movimento das linhas, e o funcionamento de 70% nos demais horários, sob risco de multa diária de R$ 100 mil. O sindicato informou que o cumprimento da decisão judicial vai ser debatido entre os trabalhadores em assembleia prevista para as 17h de hoje na sede do sindicato, no Tatuapé.

O fechamento de estações do metrô prejudicou o funcionamento da Linha 11 da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Na estação Corinthians – Itaquera, houve tumulto porque os passageiros que pegariam o trem foram impedidos de entrar. A CPTM informou que às 7h40 as portas foram abertas e a linha circula normalmente. A companhia estendeu a operação da Linha 7, que vai até a Barra Funda, na região central, até o Brás. As transferências entre metrô e trem ocorrem nas estações Santo Amaro, Pinheiros, Brás e Luz.

A São Paulo Transportes (SPTrans), empresa municipal responsável pela operação dos ônibus, reforçou a frota das linhas que operam com destino às estações de metrô. Além disso, criou três linhas especiais para atender os passageiros que pegariam a Linha 3 – Vermelha, na zona leste.

 

noticias gerais e, especificamente, do bairro do Brás, principalmente do comércio