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Seleção volta a ser comandada pelo técnico mais impopular do Brasil, diz L’Équipe

O técnico Dunga assume a Seleção Brasileira pela segunda vez.

O técnico Dunga assume a Seleção Brasileira pela segunda vez.

REUTERS/Ricardo Moraes
RFI

A volta de Dunga à seleção brasileira é analisada pelo L’Équipe desta quarta-feira (23). O retorno do técnico, quatro anos depois de ter deixado a equipe, foi oficializado pela Confederação Brasileira de Futebol na terça-feira (22). O jornal esportivo francês escreve que a nomeação do ex-zagueiro, campeão do mundo em 1994, era esperada, mas que a decisão da CBF é contestada.

 

L’Équipe informa que Dunga é um dos técnicos mais impopulares do pais. A estratégia de jogo amarrada do ex-zagueiro não agradou os comentaristas e torcedores quando ele comandou pela primeira vez a seleção de 2007 a 2010. Inicialmente, Dunga conseguiu bons resultados e no final deixou um balanço de 42 vitórias,12 empates e 6 derrotas. O Brasil não engoliu a eliminação pela Holanda nas quartas de final no Mundial na África do Sul, por 2 a 1, e Dunga foi demitido. Apesar desse fiasco, quatro anos depois, ele faz sua “grande volta” à equipe, avalia o jornal.

L’Équipe lembra que o técnico teve um segundo fracasso. Depois da Copa do Mundo de 2010, comandou o Internacional de Porto Alegre e foi demitido antes do final de seu contrato, em outubro de 2013, após quatro derrotas consecutivas.

Herança pesada

Dunga volta à seleção com uma herança pesada deixada por Felipão: o traumatismo nacional após a humilhação contra a Alemanha, 7 a 1, no Mineirão, na semifinal da Copa. “Ele terá que mostrar excelentes resultados para mudar a péssima opinião que os torcedores têm dele”, afirma a matéria. Seu primeiro desafio será a Copa América de 2015 no Chile.

L’Équipe ressalta ainda que chamar de volta ex-técnicos é uma rotina na CBF. Dunga é o quarto técnico que vai comandar a seleção pela segunda vez em 20 anos. O primeiro foi Mario Zagallo em 1994, seguido por Carlos Alberto Parreira em 2003 e Luiz Felipe Scolari em 2013, lista o jornal. O diário esportivo só esqueceu de dizer que, ao contrário de Dunga, os três citados conquistaram títulos mundiais como técnicos do Brasil antes de voltar a comandar a seleção canarinho.

Neymar não treina

Principal jogador da seleção apareceu no campo com uma atadura no joelho, mas não é dúvida contra a Colômbia 

BERNARDO ITRI, MARCEL RIZZO E SÉRGIO RANGEL
Da Folhapress – Teresópolis, RJ

Os titulares da seleção brasileira, mais uma vez, não treinaram em campo. 

Ontem, os preferidos de Luiz Felipe Scolari ficaram na academia, trabalhando fisicamente, enquanto os reservas fizeram um jogo-treino contra o time sub-20 do Fluminense. 

Neymar continuou fazendo tratamento em sua coxa esquerda e também no joelho direito, ambos machucados após pancadas recebidas na vitória sobre o Chile, sábado, em Belo Horizonte. 

O camisa 10 desceu ao gramado apenas para acompanhar parte do treino dos suplentes. Ele não mancava, como na chegada a Teresópolis depois da folga, na segunda, mas tinha uma atadura protegendo o joelho direito. 

Outros titulares também acompanharam o treino sentados no banco depois de trabalharem na academia. 

Os reservas jogaram com Victor; Maicon, Dante, Henrique e Maxwell; Paulinho, Hernanes, Ramires e Willian; Bernard e Jô. 

Felipão acompanhou parte do trabalho dentro de campo, e o segundo período do banco, ao lado de Carlos Alberto Parreira. Ao contrário dos coletivos que realiza, ele não paralisava a partida para arrumar o posicionamento dos jogadores. 

Sem trabalhar com os titulares em campo, somente hoje se conhecerá as mudanças que ele deve promover na equipe para enfrentar a Colômbia, sexta-feira, em Fortaleza, pelas quartas de final da Copa do Mundo. Daniel Alves pode perder a vaga para Maicon e há dúvida sobre o substituto de Luiz Gustavo, que está suspenso. 

Paulinho, Hernanes, Ramires e até Henrique disputam a vaga de Luiz Gustavo. 

Psicóloga – A psicóloga Regina Brandão disse que a vista que fez aos jogadores da seleção brasileira ontem no centro de treinamento da CBF em Teresópolis, já fazia parte do planejamento inicial elaborado por sua equipe e a comissão técnica da seleção brasileira. 

Essa informação, porém, é contraditória com a passada inicialmente pela própria comissão técnica da CBF, antes de a Copa do Mundo começar. 

“Estava em aulas da Universidade, então não podia ir e voltar, além da dar aula eu tinha que consultório, mas agora estou de férias e pude vir. Essa visita de hoje [ontem] faz parte do planejamento”, disse Brandão em entrevista à CBF TV. 

O trabalho de Regina Brandão seria feito em apenas três dias, quando ela analisaria o perfil de cada jogador, faria relatórios individuais, e aí repassaria o resultado para o técnico Luiz Felipe Scolari. 

Com base nos dados Felipão teria relações individualizadas com cada atletas, consultando a psicóloga em casos especiais. 

Com um suspenso e sem lesões, Seleção se reapresenta nesta segunda

Lancepress

Os jogadores da Seleção Brasileira, que foram liberados após a partida contra o Chile, no sábado, se reapresentam às 12h, nesta segunda, na Granja Comary. Foi a terceira vez desde a apresentação, em 26 de maio, que os atletas foram dispensados. Isso não irá mais se repetir caso o Brasil chegue à final, dia 13.

Os titulares não devem ir a campo, como de costume nas reapresentações. Com Luiz Gustavo suspenso, Felipão terá de testar até quinta uma alternativa para o jogo contra a Colômbia, na sexta, em Fortaleza. Paulinho, Ramires e Hernanes são os volantes reservas. Há a possibilidade, no entanto, de o zagueiro Henrique ser escalado no meio. A opção já foi treinada e agrada ao técnico desde os tempos de Palmeiras. Colocar Dante na defesa e avançar David Luiz é alternativa.

Para o zagueiro, é preciso trabalhar melhor defensivamente

Dante deve entrar na equipe na zaga e David Luiz pode atuar improvisado no meio-campo na vaga de Luiz Gustavo

Apesar da preocupação de Felipão, Neymar, que deixou o jogo com a coxa inchada, não deve ser problema.

” Ele levou uma pancada na coxa que o incomoda, mas está tranquilo” afirmou o médico José Luiz Runco. David  Luiz, que quase não enfrentou o Chile por dores nas costas, não tem lesão e também deverá atuar.
 

Hulk volta à ser titular em treino coletivo para enfrentar Camarões

Hulk (à esquerda) e Bernard treinaram hoje na Granja Comary.

Hulk (à esquerda) e Bernard treinaram hoje na Granja Comary.

REUTERS/Paulo Whitaker

A seleção brasileira realizou neste sábado (21) seu último treino da semana na Granja Comary antes de embarcar para Brasília, onde enfrenta na segunda-feira a equipe de Camarões. Felipão comandou um coletivo e, aparentemente, terminou com um mistério. Deu a camisa de titular para o atacante Hulk.

Elcio Ramalho, enviado especial à Copa do Mundo

Depois de ter ficado no banco de reservas contra o México, o camisa 7 da seleção deve voltar a ser titular contra a seleção africana. O treinador Scolari chegou a brincar na hora de distribuir as camisetas para o coletivo ao passar direto por Hulk sinalizando que iria escolher outro jogador, mas depois deu meia-volta e a entregou ao atacante.

Hulk parece ter reconquistado a posição, depois de uma tentativa não muito bem-sucedida de colocar Ramires no ataque. Durante o treino, Felipão deu bastante ênfase nas jogadas de ligação entre meio de campo e ataque. Neymar e Paulinho marcaram gols.

Na segunda parte do treino, Felipão trocou três jogadores que estão com cartão amarelo: Thiago Silva, Luiz Gustavo e Neymar foram substituídos por Dante, Fernandinho e Wiliam, em uma clara demonstração de que quer ter opções caso um dos titulares receba um segundo cartão amarelo e tenha que cumprir suspensão automática.

Contra Camarões a seleção vai atingir a marca de 100 partidas em Copas do Mundo. A seleção deve embarcar às 20h30 do Rio de Janeiro em direção à Brasília, onde deve chegar por volta das 22h30. Neste domingo, o treino de reconhecimento do gramado será no final da tarde, às 18h30, seguido de uma entrevista coletiva.

Copa do Mundo é objetivo mais difícil

A comissão técnica, com o aval dos jogadores, anunciou o cancelamento da folga prevsita para terça-feira. A medida foi interpretada com uma decisão para evitar críticas de que o time estaria rendendo abaixo do esperado.

Na coletiva desta sábado na Granja Comary, o desempenho da equipe nos dois primeiros jogos foi um dos temas abordados com o lateral direito Daniel Alves. O jogador lembrou que vitórias consideradas surpreendentes, como as da Costa Rica, revelam que a competição é muito difícil e existe mais equilíbrio entre as equipes.

Espontaneamente, Daniel fez referências às comparações entre a atual seleção brasileira e a equipe que conquistou a Copa das Confederações no ano passado.

“A gente não é a seleção da Copa das Confederações e nem devemos ser porque estamos jogando um Mundial e essa competição é muito mais exigente. A gente não pode ficar esperando nem tentando ser igual à Copa das Confederações porque esse objetivo (do título do Mundial) é superior e mais difícil”, disse o jogador do Barcelona.

Marcelo e David Luiz acreditam em jogo difícil contra Camarões

David Luiz, durante entrevista coletiva na Granja Comary.

David Luiz, durante entrevista coletiva na Granja Comary.

Foto: Reuters

A seleção brasileira está em evolução, os jogadores concentrados e com o objetivo claro de ficar em primeiro do grupo e preparado para enfrentar um jogo difícil com Camarões, um equipe com “orgulho ferido” que vai jogar para vencer o Brasil. Essas foram alguns das declarações feitas pelos zagueiros Marcelo e David Luiz em entrevista nesta-sexta-feira (20). Na sequência, os dois entraram no gramado para o penúltimo treino na Granja Comary antres de enfrentar o time africano.

As dificuldades do Brasil nos três primeiros jogos do Mundial foram os temas mais recorrentes para os dois jogadores da linha de defesa e o discurso parece afinado de que a seleção foi alvo de muita análise por parte de seus adversários, principalmente depois da conquista da Copa das Confederações.

A gente tenta dar o máximo a cada treino e a cada jogo. As outras seleções estudaram muito a gente”, comentou Marcelo. O lateral esquerdo também viu progresso na equipe nos jogos contra a Croácia e o México. “A gente viu essa evolução. Claro que tem que jogar jogo por jogo, só tem jogo difícil” , justificou.

Marcelo também driblou as críticas que têm sido veiculadas sobre as atuações dos laterais da seleção. “Não reparei nisso não (críticas) Cada um tem sua opinião e eu respeito”, disse.

E ainda rebateu observações de que durante a execução do hino nacional nos estádios, a emoção possa atrapalhar o rendimento da equipe, como sugeriu o ex-jogador Zico em entrevista recente. “É uma forma de estar mais perto do povo, não atrapalha não”, garante o lateral. “Quando a gente vê o hino é coisa de outro mundo”, afirmou.

Na defesa de Fred

Tanto Marcelo como David Luiz destacaram a importância de Fred para a seleção brasileira, um jogador que tem sido bastante criticado por suas atuações fracas. “O Fred dentro de campo é um líder e nos ajuda bastante, fazendo gols ou não. Fora de campo, com as responsabilidades dele e dentro de campo com o trabalho dele, fazendo gols, mas correndo e ajudando. Isso faz dele muito mais que um líder”, disse Marcelo.

“Aqui o trabalho é de todo mundo. E como se o gol fosse de todo mundo. A gente não pensa em trabalhar e tocar só a bola para o Fred. A gente pensa no coletivo”, acrescentou. David Luiz elogiou outra característica do jogador : “O primeiro defensor do nosso time é o Fred. Não é só o David e o Thiago”, disse.

 

 
O lateral esquerdo Marcelo sorri durante a coletiva nesta sexta-feira, 20 de junho.

Foto: CReuteres

Sobre o próximo adversário do Brasil, os dois acreditam em uma partida difícil, mesmo com a seleção africana eliminada. “Vai ser muito difícil porque além deles não terem responsabilidade, em Copa do Mundo não tem jogo fácil. Camarões sao fortes, têm qualidade”, afirmou Marcelo.

David Luiz ressaltou o perigo de jogar contra uma equipe com o orgulho ferido. “Camarões vem sem responsabilidade, mas com o orgulho ferido, e a responsabilidade de enfrentar uma pátria. Eles vêm com orgulho ferido e com vontade de ganhar do Brasil que será de certo modo um título para eles”, afirmou.

“Mas nós temos consciência de que vamos enfrentar um time aguerrido, de muita qualidade e que vai querer ganhar da gente. Temos nossa responsabilide e nossos objetivos que são passar em primeiro do grupo”, finalizou.

Neymar campeão de cartas

Antes mesmo do início da coletiva, entraram em cena dois carteiros que trouxeram caixas 6 mil cartas que chegaram à Granja Comary nas últimas semanas. Elas foram reunidas para uma entrega simbólica para Marcelo e David Luiz, aliás o vice-campeão das correspondências individuais com cerca de 500 mensagens recebidas, de acordo com a assessoria de comunicação dos Correios.

 

 
David Luiz e Marcelo recebem o lote de 6 mil cartas enviadas por fãs à seleção brasilleira.

Foto: Reuters

O campeão, sem surpresa alguma, é o atacante Neymar com 1.700 correspondências enviadas ao maior ídolo da seleção.  Cerca de 1.300 cartas chegaram para o grupo. Durante a entrevista, o lateral Marcelo diz que durante a concentração dá tempo de ler as mensagens por escrito e também através das redes sociais.

Estátua de Hulk faz sucesso na volta da seleção a Teresópolis

A estátua gigante de Hulk nas ruas de Teresópolis.

A estátua gigante de Hulk nas ruas de Teresópolis.

Foto: RFI

A seleção brasileira chegou na tarde desta quinta-feira (19) a Teresópolis e mesmo debaixo de chuva, dezenas de torcedores foram recepcionar os jogadores na entrada da Granja Comary. Uma estátua gigante do jogador Hulk, na entrada do local de concentração, fez o maior sucesso entre moradores e turistas.
 

Com uma sombrinha para proteger da chuva fina o filho pendurado no pescoço, Daniela Amorim e o marido Rafael trouxeram Artur, de 5 anos, ver a passagem da seleção. “Esta é a terceira vez que tentamos. Sempre vemos de muito longe. O meu filho fica aflito para ver a seleção”, diz o morador de Teresópolis. “Quero ver o Neymar”, diz o menino sem esconder a ansiedade.

Os batedores da polícia anunciam a chegada do ônibus oficial. Os vidros estavam escuros, mas a família vai voltar feliz para casa. “Acho que vi o Júlio César”, comentou a Daniela. Seu filho acena afirmativamente com a cabeça, com a certeza de ter visto Neymar.

Emoção maior foi de quem conseguiu pelo menos um aceno de mão do ídolo. Cristina Jacques e sua amiga Ellen Santos, de Nilópolis, tiveram um acesso de gritos ao fotografar o atacante. “Ele deu tchau para mim, é um fofo. Ele estava de boné branco “, diz exaltada. “Ele é muito humilde, valeu a pena ter vindo”, completou Ellen.

 

 
Daniela, Rafael e Artur à espera da passagem da seleção brasileira.

Foto: RFI

Estátua de Hulk faz sucesso e mobiliza moradores e turistas

Sem poder tirar fotos de perto com o ídolo, muitos aproveitaram a presença de Hulk, não o jogador, mas o famoso herói americano que fica verde quando nervoso. Uma estátua gigante de mais de 2 metros vestida com a camisa 7 chamou atenção dos moradores e turistas que aproveitaram o feriado para vir à cidade serrana do Rio.

O personagem colocado na entrada do principal acesso ao centro de treinamento, foi uma iniciativa de alguns moradores de Teresópolis para divulgar o drama da menina Maria Luisa, que irá completar 3 anos de idade. Ela sofre da síndrome de Rett, uma doença rara que atinge em média uma em cada quinze mil crianças, principalmente meninas.

A síndrome provoca um distúrbio do sistema nervoso e impede o desenvolvimento motor e da linguagem. O pai dela, Luiz Antonio, precisa de 60 mil reais para continuar o tratamento chamado Therasuit, desenvolvido pela Nasa e que poderá evitar que ela perca os movimentos.

Para levantar fundos, ele conseguiu uma camisa de treino do goleiro Júlio César, que foi assinada por ele e depois por todos os jogadores da seleção brasileira. “Conseguimos mobilizar os moradores e decidimos fazer uma rifa para arrecadar dinheiro para o tratamento que pode evitar o desenvolvimento da doença”, contou o pai da menina.

A empresária Débora Santana, que tem uma loja de esculturas e festas, se sensibilizou com o caso e ofereceu a estátua gigante para divulgar a campanha. “Estamos aproveitando que os holofotes estão voltados para a seleção para divulgar nossa campanha e ajudar a menina”, explicou.

O fisioteraupeuta Leonardo Pinheiro, que conhece os efeitos da doença, teve a ideia de usar o personagem aproveitando que o jogador da seleção que tem o apelido do herói, também ficou lesionado. “Nós todos nos unimos para que a Maria Luiza possa se beneficiar de um tratamento que será muito importante para a síndrome não evoluir”, declarou.

 

 
Luiz Antonio e Débora tiveram a ideia de promover a campanha de sensibilização com o famoso personagem.

Foto: RFI

Hulk “brasileiro”

A expectativa é que a campanha divulgada também pelas redes sociais faça o mesmo sucesso que a  estátua conquistou com os turistas. Um grupo de amigos de Juiz de Fora, aproveitou o feriado, percorreu 160 quilômetros para tentar ver a seleção.

Depois de ver o ônibus passando, Eduardo Martins fez questão de voltar para casa com uma foto da famosa estátua. “O herói é americano, mas é verde e com a camiseta amarela da seleção, virou brasileiro”, disse.

Gerson critica posicionamento de Oscar e esquema da Seleção

O empate diante do México acendeu o sinal de alerta na torcida brasileira. O técnico Luiz Felipe Scolari, que perdeu um pouco do bom humor e partiu para o ataque contra os críticos na entrevista coletiva após a partida, sofreu alguns questionamentos após a partida.  O tricampeão Gerson não vem gostando da forma como a Seleção Brasileira vem atuando e questiona a formação tática adota por Felipão. 

“Falta a ele a tradução do jogo. O Parreira grita com ele para ajudar no posicionamento. As substituições são sempre as mesmas. Oscar é armador e não pode jogar pela ponta. O time está embolado, perdido. Pode até ser campeão, mas está jogando feio, com bola na área, sem tática de jogo, jogando no abafa nos últimos minutos”, criticou o ex-jogador, campeão do mundo em 1970. 

Para Pelé, o empate com o México não pode ser levado como ponto de discórdia do trabalho de Luiz Felipe Scolari. O tricampeão considera que o goleiro Ochoa foi o grande vilão da atuação brasileira em Fortaleza. 

“Não tem equipe fácil neste Mundial e temos que respeitar o adversário. Por ter feito um bom primeiro jogo, os torcedores acharam que ganharíamos fácil, mas não é assim. Se o Brasil tivesse feito os gols que o goleiro salvou, a história seria diferente”, defendeu o ex-camisa 10. 

Sem Hulk, que foi poupado com dores musculares, Felipão optou por Ramires. Só que o meia foi substituído no intervalo e deu lugar a Bernard. Gerson considera que o problema da Seleção brasileira na Copa está no meio-campo. 

“Felipão escalou mal, não pela presença do Ramires, mas pelo posicionamento do Oscar. Ele tem que ser o armador e o Ramires é para fazer o vai e vem. Botar os caras abertos para marcar os laterais. Quem arruma o meio-campo? Paulinho? Ele não sabe. Ficou se aventurando com o David Luiz no segundo tempo. Está sem organização”, avaliou o ex-camisa 8 da Seleção, que cobra variações no esquema tático.

“Felipão precisa ter um plano B e C. O meio-campo não funciona. Ele tem que pensar em um armador, fixar o cara, para ver se dá certo. O melhor seria atuar com Neymar na esquerda, Oscar centralizado ou até mesmo o Hernanes. O time é um bolo, com cada um tentando fazer a sua parte, sem um esquema montado. Não há variações do esquema”, destacou o ex-jogador, conhecido como “Canhotinha de Ouro”, que hoje é comentarista da Rádio Transamérica e da TV Bandeirantes.

Fonte: Fazevedo Produções Artísticas e Eventos Ltda

Oscar dribla mais que Neymar e abusa de desarmes em redenção

Oscar começou a semana como jogador mais questionado e ouviu pedidos para a sua saída do time titular da Seleção Brasileira. A resposta veio com uma atuação destacada na estreia da Copa do Mundo contra a Croácia que fez muitas pessoas apontarem o jogador como o melhor em campo na vitória por 3 a 1 na Arena Corinthians.

A situação vivida na semana, segundo Oscar, não o fez sentir pressionado. Para ele, o mais importante é ter a confiança do técnico Luiz Felipe Scolari, que bancou o jogador apesar das críticas e repetiu a estratégia que fez Fred dar a volta por cima durante a Copa das Confederações.

“Não devo nada a ninguém. O Felipão tem a confiança no meu trabalho e isso é o mais importante”, disse o camisa 11, que marcou um, deu passe para Fred no segundo e participou do primeiro gol ao ganhar uma disputa de bola no meio-de-campo e servir Neymar.

Durante todo o jogo Oscar mostrou disposição para marcar e ainda aparecer na criação de jogadas. A boa atuação pôde ser verificada nos números Footstats depois da partida, principalmente na marcação e participação em jogadas.

O camisa 11 teve o maior número de dribles e desarmes da Seleção. Superou inclusive Neymar, costumeiramente o melhor driblador do time: 5 a 2. Oscar roubou sete bolas, um número muito alto para um meio-campista. Daniel Alves, o segundo melhor, conseguiu cinco.

“A estatística mostra que ele foi quem mais roubou bolas. E que mais criou pelo lado direito Foi espetacular. Aquele jogador que não iria desaprender se eu continuasse acreditando. Hoje foi dado ao Neymar o título de melhor, mas se tivesse um segundo prêmio seria ao Oscar. Não havia dúvida para mim, talvez ele tenha baixado o ritmo em uma ou outra oportunidade”, disse.

Muita vezes criticado por aparecer pouco, desta vez Oscar esteve mais presentes. Ficou com a bola por dois minutos e quatro segundos e isso refletiu em maior número de bolas perdidas: oito. Chutou duas vezes ao gol e marcou o terceiro do Brasil.

Neymar se rendeu ao futebol do colega, para muitos o melhor do jogo. “Oscar foi um gigante, para mim, o melhor. Chamo ele de “Oscraque” porque sou fã dele”, elogiou o atacante do Barcelona.

Fonte: Terra 

Seleção comemora vitória com pizza na madrugada do Rio

Tudo acabou em pizza! Depois de vencer a Croácia na estreia da Copa do Mundo por 3 a 1 nesta quinta-feira, a Seleção Brasileira retornou ao Rio de Janeiro e logo que chegou a Granja Comary, todos os jogadores e comissão técnica comeram pizzas no jantar, no meio da madrugada.

Como o voo chegou ao Rio às 23h20 e a viagem até a concentração, em Teresópolis, leva cerca de 1h30, a Seleção chegou por volta de 1h à Granja, e não foi recebida por torcedores. Apenas na saída do aeroporto algumas pessoas tentaram um aceno no ônibus.

O Brasil treina às 11h desta sexta, e o titulares devem fazer apenas um trabalho regenerativo. A Seleção fica no Rio até segunda-feira, quando viaja para Fortaleza, local da segunda partida da primeira fase, contra o México. O jogo será na terça, dia 17, às 16h.

Fonte: Terra 

Fred ignora provocação sãopaulina e reafirma posto de homem-gol de Felipão

Atacante responde gol pedido por Luis Fabiano

O DIA|CHICO SILVA

São Paulo – O último teste do Brasil antes da estreia na Copa foi como o clima de São Paulo nesta sexta-feira à tarde: morno e cinza. O jogo foi salvo por Fred, que reafirmou sua condição de homem de confiança de Felipão. E foi uma tarde particularmente difícil para o artilheiro do Fluminense. Fred enfrentou um gramado pesado, uma zaga dura e até os pedidos por Luis Fabiano feitos pela parcela são-paulina presente ao Morumbi. Na entrevista pós-jogo, o camisa 9 estava mais tranquilo do que aliviado. E encarou com naturalidade os gritos vindos de setores da arquibancada:

No chão, Fred consegue um jeito de finalizar para estufar a rede da Sérvia

Foto:  Reuters

“Isso não mexe mais com o emocional nosso. É natural da torcida brasileira. Mas respondi com o gol.”

Prova de que não estava ressentido com a reação do exigente e nem sempre simpático público paulista, o atacante se esforçou para entender o lado da torcida.

“Isso é cultural do brasileiro. Se você for jogar em Minas, vão pedir um mineiro. Se for em Porto Alegre, vão pedir um gaúcho. Já passei por muitas situações como essa no Brasil. É sempre melhor receber apoio, carinho e incentivo do que vaias e críticas. Mas isso não me abala mais.”

Fred até achou o seu gol desta sexta mais bonito do que o primeiro dos dois que fez sobre a Espanha na final da Copa das Confederações.

“Foi um gol importante, de centroavante. A bola veio cruzada e tive de me livrar de dois zagueiros e bater.”

Sobre o jogo em si, para ele foi um bom teste. O artilheiro acha que agora só faltam pequenos ajustes para a estreia contra a Croácia, quinta-feira, no Itaquerão.

“Estamos prontos. Agora é só esperar a hora de entrar em campo”, disse o autor do solitário gol da vitória no último teste antes do início do Mundial

noticias gerais e, especificamente, do bairro do Brás, principalmente do comércio