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Em ‘território inimigo’, Seleção encara último teste antes da Copa

Paulo Rogério

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O Estádio do Morumbi, em São Paulo, será o palco do último teste da Seleção Brasileira antes da estreia na Copa do Mundo. Nesta sexta, a partir das 16 horas, o Brasil enfrenta a Sérvia e terá a última oportunidade de realizar ajustes antes da partida contra a Croácia, marcada para a próxima quinta-feira, às 17 horas, na Arena Corinthians.

O time que vai a campo será o mesmo da estreia no Mundial. A única mudança que poderá ser realizada será a entrada de Willian na vaga de Oscar. O ex-jogador do Corinthians está bem cotado, jamais começou uma partida como titular e, para completar, Oscar ficou fora da atividade da manhã de quinta-feira para acompanhar o nascimento de sua filha no interior de São Paulo, mas está concentrado com o time. Willian e Oscar são companheiros no Chelsea, da Inglaterra.

Meia vem aparecendo como grata surpresa e Felipão considera, sim, a titularidade

Willian vem aparecendo como grata surpresa e Felipão considera, sim, a titularidade diante da Sérvia


Além do último teste, a realização da partida no Morumbi vem para terminar de apaziguar os ânimos na parte paulista da Copa do Mundo. Isso porque o estádio do São Paulo estava cotado para ser uma das 12 arenas do Mundial, mas Andrés Sanchez, então presidente do Corinthians, ganhou a queda de braço e conseguiu viabilizar a construção do estádio que ficará para o clube depois da Copa.

São Paulo e a Seleção Brasileira não costumam ter uma boa relação. Nos últimos anos o time quase sempre é vaiado quando atua na capital paulista. O repúdio foi visto na partida contra o Equador, pelas Eliminatórias para a Copa de 1994 e no torneio qualificatório para os mundiais de 2002 (partida contra a Colômbia, quando mastros de bandeiras distribuídas aos torcedores foram atirados no gramado) e 2010 (em jogo contra o Uruguai).

Seleção Brasileira sobe para terceiro no ranking da Fifa

Estadão Conteúdo

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A uma semana para o início da Copa do Mundo, a Fifa divulgou nesta quinta-feira a última atualização de seu ranking antes da competição. E o Brasil ganhou uma posição, subindo da quarta para a terceira colocação, com 1.242 pontos. O time de Luiz Felipe Scolari aparece atrás somente da Alemanha, que tem 1.300 pontos, e da Espanha, que segue na liderança, com 1.485.

Aos poucos, o País vai retomando o protagonismo no ranking, depois de ter caído para o 22.º lugar em junho de 2013. Para ganhar a terceira colocação, a seleção brasileira ultrapassou Portugal, que caiu para quarto, com 1.189 pontos. Completando os cinco primeiros colocados aparece a Argentina, que ganhou duas posições e chegou aos 1.175 pontos.

Outra seleção que subiu bastante foi a Suíça, que pulou de oitavo para sexto. Pior para o Uruguai, que caiu para sétimo e, principalmente, para a Colômbia. A equipe que chegará à Copa do Mundo abalada pelo corte de Falcao García perdeu três posições, mas segue entre as 10 primeiras, em oitavo.

A Itália não sofreu alterações no ranking e continua em nono, seguida da Inglaterra, que ganhou uma colocação e é a décima. Os ingleses ultrapassaram a Grécia, que caiu para o 12.º lugar.

Com esta definição, o Grupo H da Copa do Mundo, que conta com Bélgica, Argélia, Rússia e Coreia do Sul, é o único que não tem nenhuma seleção entre as dez primeiras do ranking. Os belgas, cabeças de chave, são os melhores colocados, aparecendo na 11.ª posição.

Por outro lado, o Grupo D se confirma como o mais forte segundo o ranking. Já classificada como “grupo da morte”, a chave é a única que tem três seleções entre as dez primeiras da lista: Uruguai, Itália e Inglaterra. Pior para a Costa Rica que é apenas a 28.ª colocada e deve sofrer no Mundial.

Confira as 20 primeiras colocações do ranking da Fifa:

1) Espanha – 1485 pontos

2) Alemanha – 1300 pontos

3) Brasil – 1242 pontos

4) Portugal – 1189 pontos

5) Argentina – 1175 pontos

6) Suíça – 1149 pontos

7) Uruguai – 1147 pontos

8) Colômbia – 1137 pontos

9) Itália – 1104 pontos

10) Inglaterra – 1090 pontos

11) Bélgica – 1074 pontos

12) Grécia – 1064 pontos

13) Estados Unidos – 1035 pontos

14) Chile – 1026 pontos

15) Holanda – 981 pontos

16) Ucrânia – 915 pontos

17) França – 913 pontos

18) Croácia – 903 pontos

19) Rússia – 893 pontos

20) México – 882 pontos

‘Como se fosse na Copa’, Brasil não tira o pé e goleia o Panamá

Lancepress

“Como se fosse na Copa do Mundo”. A nove dias do início do Mundial, o confronto entre Brasil e Panamá nesta terça-feira no Serra Dourada esteve longe de ser um “simples amistoso”. Muito pelo contrário. Sem tirar o pé e com vontade de sobra, a Seleção Brasileira venceu por 4 a 0, com gols de Neymar, Daniel Alves, Hulk e Willian.A trajetória rumo ao hexa começou com goleada e, principalmente, festa da torcida. Antes da estreia contra a Croácia, dia 12 de junho, na Arena Corinthians, em São Paulo, o Brasil tem mais um teste pela frente. A Seleção volta a entrar em campo na próxima sexta-feira, contra a Sérvia, no Morumbi.

N/A

Apesar da fragilidade do adversário, a Seleção Brasileira jogou bem e venceu com tranquilidade

Os primeiros minutos de partida diante do Panamá foram marcados por duras disputas de bola e até mesmo discussões. Dante, que substituiu o capitão Thiago Silva, David Luiz e Luiz Gustavo não deram moleza e chegaram duro nas divididas. Mas os panamenhos também não ficaram para trás. Eles devolveram na mesma moeda: com marcação pesada.

Com os atacantes bem marcados, coube a Oscar chamar a responsabilidade. Ainda que de forma discreta, o camisa 11 trabalhou a bola no meio e fez o jogo girar. Aos 26 minutos, quando a partida estava mais para o lado físico do que para o lado técnico, a estrela de Neymar brilhou. De falta, o camisa 10 acertou o ângulo do goleiro McFarlane e abriu o placar no Serra Dourada. Um golaço!

O gol brasileiro mudou o cenário do duelo. O Panamá se encolheu e o Brasil encontrou mais espaços para atacar, principalmente com Daniel Alves e Marcelo. E foi dos pés de Daniel Alves que a Seleção encontrou o segundo gol. Após passe de Oscar, o lateral-direito, livre de marcação, acertou um forte chute de fora da área.

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O time dirigido por Felipão jogou sem tirar o pé das divididas e goleou o Panamá, no Serra Dourada

As fortes divididas nos minutos iniciais e a vantagem no placar fizeram Felipão mudar o time no intervalo. A volta para a etapa final contou contra três alterações: Maicon, Maxwell e Hernanes nos lugares de Daniel Alves, Marcelo e Ramires, respectivamente.

Diferentemente do primeiro tempo, a técnica do Brasil falou mais alto no segundo tempo. Antes mesmo de o cronômetro marcar um minuto, Neymar, de calcanhar, encontrou Hulk livre na ponta esquerda. O camisa 7 não pensou duas vezes, acertou um belo chute de primeira e fez o terceiro gol da partida.

O terceiro gol logo no começo do segundo tempo tirou qualquer poder de reação do Panamá. Daí em diante, a Seleção pôde jogar com mais tranquilidade. Neymar, sem marcação, deitou e rolou. Até chapéu dentro da área ele tentou. Com a vitória garantida, Felipão mudou a equipe mais duas vezes: Jô e Willian nos lugares de Fred e Oscar, respectivamente.

A entrada de Willian deu novo gás ao time. E o meia, que brilhou nos últimos treinamentos na Granja Comary, entrou com tudo. Aos 27 minutos, a recompensa. Após boa troca de passes entre Neymar e Maxwell, Willian fez o quarto gol da Seleção.

Goleada e estádio lotado. Para a festa ficar completa, só faltava o grito de “olé”. E ele veio aos 33 minutos. Com a vibração positiva das arquibancadas, o Brasil aproveitou os últimos minutos da partida para trocar passes e tentar uma ou outra jogada de efeito. A nove dias para o começo da Copa do Mundo, vitória por 4 a 0 e boa atuação. Uma boa impressão, não?
 

FICHA TÉCNICA
BRASIL 4 X 0 PANAMÁ

Local: Serra Dourada, em Goiânia (GO)
Data/Horário: 3/6/2014, às 16h
Árbitro: Raul Orosco (FIFA/BOL)
Renda e público: R$ 2.548.030 / 30.663 pagantes
Cartões amarelos: David Luiz, Neymar (BRA); Tejada, Cooper, Gómez (PAN)
Gols: Neymar, aos 26’1º T (1-0); Daniel Alves, aos 39’/1ºT (2-0); Hulk, a 1’/2ºT (3-0); Willian, aos 27’/2ºT (4-0)

BRASIL: Julio Cesar; Daniel Alves (Maicon – Intervalo), David Luiz (Henrique – 24’/2ºT), Dante e Marcelo (Maxwell – Intervalo); Luiz Gustavo, Ramires (Hernanes – Intervalo) e Oscar (Willian – 17’/2ºT); Hulk, Neymar e Fred (Jô – 15’/2ºT). Técnico: Luiz Felipe Scolari

PANAMÁ: McFarlane (Calderón – 11’/2ºT); Carroll (Rodríguez – 21’/2ºT), Román Torres (Cunnings – 13’/2ºT), Baloy e Machado; Henríquez, Gómez, Quintero (Gabriel Torres – 11’/2ºT) e Cooper (Jiménez – 11’/2ºT); Muñoz e Tejada (Nurse – Intervalo). Técnico: Hernán Dario Gómez

Assista aos gols:

Seleção paga dívida com Goiânia

DIÁRIO DA MANHÃ|Fábio Alves

Casa do Brasil na preparação da Copa das Confederações, Goiânia recebe amistoso contra o Panamá

A seleção brasileira paga, hoje, uma dívida com Goiânia, de acordo com Luiz Felipe Scolari. Para o treinador, o amistoso contra o Panamá, às 16h, no Serra Dourada, no penúltimo teste antes da Copa do Mundo, é uma recompensa pelo apoio dos goianienses ao escrete canarinho no ano passado.

No único treino aberto aos torcedores, no período de preparação que antecede o Mundial, ontem, 13.506 pessoas comparecerem ao Serra Dourada. Os protestos populares contra a realização da Copa no Brasil, e que também miraram a seleção há alguns dias, não se repetiram nas proximidades do estádio, nem dentro dele.

O público aplaudiu Neymar, Fred e companhia durante pouco mais de uma hora, na atividade que definiu Ramires e Dante como titulares. Os jogadores substituem os titulares Paulinho e Thiago Silva – que foram poupados e, assim como o volante Fernandinho, não viajaram a Goiânia.

Crítica

O penúltimo teste antes da estreia na Copa do Mundo acontece após críticas de Scolari aos jogadores. No domingo, ele não gostou do que viu em treino coletivo e disparou: “A gente não pode esquecer que estamos a uma semana da Copa, não sou só eu que tenho que saber, mas eles (jogadores) também. E minha função é lembrá-los.”

Scolari não espera pela equipe com rendimento máximo, hoje, apesar de exigir melhora em relação ao treino de domingo. A programação é para que o time jogue contra a Sérvia – dia 6, no último amistoso – em ritmo parecido do que será visto no Mundial. Hoje, a prioridade é acertar a marcação, que julgou “frouxa”, e corrigir os “espaços nas laterais”.

O adversário, apesar do pouco reconhecimento no futebol, é visto como qualificado por Scolari. “Quando falamos de Panamá, todos vocês lembram que eles foram eliminados nos dez minutos finais, com dois gols dos Estados Unidos, classificando o México.”

Ex-jogador da seleção, Marinho Chagas, morre aos 62 anos

De A Tribuna On-line

Marinho Chagas, ex-jogador da seleção Brasileira, morreu na madrugada deste domingo devido a uma hemorragia digestiva.
Marinho Chagas Brasil Argentina Copa 1974 (© Getty Images)
 
O ex-atleta de 62 anos participava de um evento para colecionadores do álbum de figurunhas da Copa na tarde deste sábado quando, segundo testemunhas, passou mal e começou a vomitar sangue. Ele foi levado ao posto médico e depois foi transferido ao Hospital de Emergência e Trauma da Paraíba, onde morreu horas depois, na madrugada deste domingo.
 
Chagas (também conhecido pelo apelido ‘Bruxa’) jogou como lateral-esquerdo na seleção brasileira que disputou a Copa do Mundo de 1974 e ainda teve passagens por Boatafogo, Fluminense e São Paulo.
 
Luto antes dos jogos
 
Em respeito ao falecimento, será feito um minuto de silêncio antes das partidas da rodada deste domingo do Campeonato Brasileiro. 
 
O luto também homenageará o narrador esportivo Maurício Torres (conhecido por sua passagem pela TV Globo e que estava atualmente na Rede Record), que morreu neste sábado devido a uma infecção. O jornalista tinha 43 anos e estava internado desde o dia 1º de maio.

Bernard divide com Paulinho e deixa treino mais cedo

Atacante deixou a atividade da Granja Comary mancando

Bernard divide com Paulinho e deixa treino mais cedo  <br /><b>Crédito: </b> Alexandre Loureiro / VIPCOMM / CP
Bernard divide com Paulinho e deixa treino mais cedo 
Crédito: Alexandre Loureiro / VIPCOMM / CP

O atacante Bernard continua levando a pior nos treinamentos da Seleção Brasileira. Na manhã deste sábado, o o jogador sentiu o tornozelo direito e deixou o coletivo mais cedo na Granja Comary. No primeiro tempo, o atacante dividiu forte com o volante Paulinho, ficou caído e demorou a se recuperar. Paulinho também sentiu.

Bernard, no entanto, levantou-se e seguiu participando da atividade. No começo do segundo tempo, ele deixou o campo e tirou a chuteira do pé direito no banco de reservas. Após assistir a mais uma parte da atividade, caminhou para a sala de musculação da Granja Comary mancando pouco e acenando para os fãs.

Durante a semana, Bernard também sofreu nos treinamentos. Mas o leve atacante da Seleção, xodó de Felipão, não aparentou problemas graves. Paulinho seguiu treinando sem problemas até o fim do treino, de cerca de 50 minutos.

Fonte: Lancepress

Seleção não está “nem aí” com protestos, diz Felipão

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo divulgada nesta segunda-feira, o técnico Luiz Felipe Scolari descartou qualquer efeito dos protestos populares no Brasil sobre os jogadores da Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo. Segundo o treinador, uma eventual manifestação contrária ao torneio “não respinga nada” nos convocados.

“Os jogadores”, segundo Felipão, “não estão nem aí para isso”, embora o treinador tenha relembrado manifestações dos jogadores durante a Copa das Confederações, em 2013. O treinador ainda afirmou que não há apreensão a respeito de possíveis protestos durante o Mundial, assim como não houve com o evento-teste do ano anterior.

Felipão ainda isentou a Seleção Brasileira de responsabilidade em questões sociais, lembrando a função de policiais e governantes. “Quem tem de construir estradas não é o jogador de futebol, nem a CBF – é o governo”, argumentou. “Nós (Seleção) só temos de explicar a eles (população) que a função deles (jogadores) é jogar bola”, completou.

Ainda na entrevista, o treinador deu liberdade para que os jogadores comentem a respeito das manifestações, utilizando por exemplo as redes sociais. Mas pediu responsabilidade nos comentários. “Pode se manifestar, mas não é opinião da CBF. É opinião pessoal do jogador. E que ele assuma a responsabilidade disso”, completou.

Fonte: Terra 

Felipão e Murtosa: Uma dupla perfeita

Ao longo da parceria, auxiliar viu o chefe amadurecer. Scolari não toma uma decisão, dentro ou fora de campo, sem antes ouvir a opinião do amigo

O DIA|ANA CARLA GOMES E MARTHA ESTEVES

Rio – Flávio Cunha Teixeira, de 63 anos, é um homem sensível, discreto e com a ambição na medida certa. Que ninguém se engane: Murtosa (apelido de família), fiel escudeiro de Luiz Felipe Scolari há 31 anos, está feliz por isso. Ele não é a sombra do técnico da Seleção, mas uma voz importante que ecoa na consciência do chefe.

Com a doutrina espírita kardecista, aprendeu a usar a intuição e já foi até salvo em campo. Gaúcho de Pelotas, iniciou a parceria com Felipão no Brasil (RS). Só se separou do amigo ao treinar o Juventude, em 1997, e o Palmeiras, em 2000 — quando ganhou a Copa dos Campeões — , e em 2002, após o Mundial.

Com Scolari, participou da conquista do pentacampeonato, trabalhou nas seleções portuguesa e do Kuwait, no Chelsea e em clubes da Arábia Saudita, entre outros. Casado com Lizete, pai de Fernanda, de 34 anos, e Eduardo, de 24, Murtosa sente boas vibrações em relação ao hexa: “Com esse astral, há grande chance de sermos campeões”.

Murtosa costuma ser sério dentro dos gramados, mas nem tanto fora dele

Foto:  Carlos Moraes / Agência O Dia

PARCERIA

“Começou em 1983. Joguei contra ele no Sul. Comecei aos 17 anos no profissional e, aos 26, estourei o joelho. Fui para a Faculdade de Educação Física e fiz especialização em futebol. Entrei na área técnica e ganhei uma chance como preparador físico. Fui técnico antes de trabalhar com o Felipão”.

BRASIL DE PELOTAS

“Eu era preparador. O capitão, que era meu colega, pediu uma chance para o Felipão. Falei que não gostava muito dele, até porque ele me dava umas botinadas quando jogávamos contra. Ele era zagueiro e eu atacante. Mas aceitei. O Felipão chegou, mas ficou um ambiente ruim. Diziam que queria derrubá-lo até que o diretor nos convidou para jantar. O Felipão perguntou se eu queria ser técnico e respondi que, se quisesse, ele não estaria lá. Juntamos forças e fomos vice-campeões gaúchos”.

SEGREDO DA PARCERIA

“O Felipe é muito direto. Ou gosta ou não gosta. Não fica em banho-maria. Tivemos inúmeras situações de dificuldade, estivemos fora do país e trabalhamos no mundo árabe, que naquela época era muito difícil. Tinha que haver união”.

AMIZADE E FRANQUEZA

“Se você é amigo da pessoa, tem que adverti-la e não ser o amigo da onça, que sempre bate nas costas, fala que está tudo bem e por trás você diz que não. Brigamos inúmeras vezes e as pessoas olhavam no campo e pensavam: ‘Esses caras vão sair no soco’. Com o tempo, você aprende como falar”.

Murtosa vai para sua terceira Copa do Mundo

Foto:  Carlos Moraes / Agência O Dia

MUNDO ÁRABE

“Em dois anos, começamos a enfrentar gente top. No futebol, se não for um cara perspicaz, você entra no esquecimento. Lizete foi uma mulher compreensiva e entendia. Sempre para onde fui, levei a família. No mundo árabe, a dificuldade era grande, mas a gente entendia que era o grande filão para crescer no meio”.

PORTUGAL

“Meu avô era de Portugal.A passagem na seleção foi ótima e tivemos sucesso também”.

INTUIÇÃO

“Não tenho manias, mas intuições do que pode acontecer de bom. Dou o exemplo do Makukula, africano naturalizado português que jogava no Marítimo. Um centroavante estava machucado (Nuno Gomes). O Felipão não poderia trabalhar (foi suspenso em 2007, em Portugal) e eu tinha que trabalhar. Buscávamos a vaga para a Euro e enfrentamos o Casaquistão. Falei para o Felipão: ‘Vamos convocar esse cara. Ele vai resolver esse jogo’. A partida estava 0 a 0 e coloquei o Makukula. Na primeira bola cruzada, ele fez 1 a 0. O Cristiano fez 2 a 0. Com o jogo resolvido, tomamos um gol no fim. Foi intuição”.

RELIGIÃO

“Sou espírita, porque a minha família é espírita, kardecista. Estudo e leio muito. Mas não se pede quando não é necessário. Tenho fé, acredito, me preparo. Quem toma boas ações receberá boas ações. Respeito todas as religiões. Cumpro promessa com o Felipão porque estamos no mesmo barco. Se ele prometeu, vou junto”.

PARREIRA

“É muito inteligente, mais pausado, analista, mais sensível às coisas. Houve um encaixe legal. No começo, a gente achava que poderia haver divergência de ideias, mas não”.

Murtosa ao lado de Parreira e Felipão

Foto:  Divulgação

OS BIGODES

“Acho que foi para melhorar minha cara (risos), minha mulher gostou e eu fiquei”.

TÉCNICO OU AUXILIAR?

“Comecei como técnico. Ganhei com o Palmeiras. Minha vida está desenhada. E me realizei. Poderia ambicionar ser técnico, mas será que daria certo tanto tempo? Se o trabalho dele dá certo, o meu também dá. Não posso reclamar”.

FUTURO

“Eu vivo muito o hoje. O amanhã vamos ver. Penso em ter uma atividade no ramo, dar atenção numa área de formação. Descansar é para se acomodar e morrer”.

COPA DO MUNDO

“Teremos dificuldades. Mas, com esse astral e o ambiente que temos, há grande chance de sermos campeões. A grande sabatina foi a Copa das Confederações. Houve afinidade com o time e a torcida. Temos que nos preocupar com o campo. Quando a coisa começar bem, o povo vem junto”.

Murtosa ao lado de Felipão em 2002

Foto:  Marcelo Regua / Agência O Dia

DO FIEL ESCUDEIRO PARA O CHEFE

Em 31 anos de parceria, Murtosa conheceu um Felipão mais intempestivo e, algumas vezes, tratou de acalmá-lo. Mas, nesse tempo, também viu o amigo e chefe amadurecer. Como fiel escudeiro, convive com um Scolari brincalhão, ao contrário da imagem de ranzinza que muitos têm do comandante. A longa convivência, no entanto, não impediu que Murtosa caísse numa ‘pegadinha’ feita por Felipão no seu retorno à Seleção em 2012, dez anos após a conquista do pentacampeonato. O auxiliar só soube pela tevê que também faria parte da nova comissão técnica, na busca pelo título mundial no Brasil. Confira descrição do treinador pelo seu fiel escudeiro:

“Felipão é um cara que, quem convive com ele, nota que é bem diferente da imagem que formam dele. O pessoal acha que está sempre de mau humor, mas não é o caso. Ele tem que ter postura. Um técnico com essa responsabilidade tem que ser mais no canto dele porque, se tomar uma atitude precipitada, não há volta.

Ele teve um amadurecimento muito grande. Se você analisar, é mais ponderado, ouve mais, não age tão repentinamente. Antigamente, era mais intempestivo. Eu sempre fui um cara que, aparentemente, ficava tranquilo. Eu saía e falava: ‘Calma, calma’. Hoje a coisa fica natural.

No nosso trabalho, a hierarquia marca. Tem que ser o complemento da pessoa que comanda. Senão, não teria dado certo. Seria sempre o caso do segundo derrubar o primeiro. 
A gente sempre troca informações, mas as decisões são dele. Na Copa das Confederações, o jogo contra o Uruguai estava encardido, 1 a 1. Tinha que trocar. Sentimos que o Hulk tinha cansado. Mas quem entraria? O Parreira disse Jadson, eu falei Lucas e ele disse: ‘Vou com o Bernard’. Na hora de uma troca, é coisa de segundos. Você toma informação, mas você tem as suas convicções. Uma das grandes virtudes do Felipe é que ele sabe ouvir, mas ele toma as decisões.

Na volta dele à Seleção, em 2012, eu achei que não estaria junto. O Felipão não falou nada para mim. Soube e fiquei uma arara, vendo a televisão, apresentando o Felipão e o Parreira. Eu pensei: ‘Tô fora, esse cara não falou comigo’. Em frente à televisão, eu pensei: ‘É muita sacanagem’. Saí da sala para não dizer um palavrão. Pensava: ‘Esse filho da mãe está me esquecendo’. Lá pelas tantas, falaram que eu faria parte também. Depois da entrevista, ele me disse: ‘Aí, Baixinho, ficou furioso comigo?’. Ele contou só na coletiva e disse que queria fazer uma surpresa. Fazer surpresa uma ova! (risos)”.

 

 
 

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