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Trabalhadores ferroviários completam quinto dia de greve na França

Dois sindicatos de trabalhadores da SNCF, a Confederação Geral do Trabalho (CGT) e os Solidários Unidos Democráticos (SUD), iniciaram na última quarta-feira uma greve para protestar contra o projeto de lei que deve ser discutido pelo Parlamento nesta semana

AFP – Agence France-Presse

15/06/2014 

O governo socialista francês anunciou que manterá a reforma ferroviária, apesar da oposição de uma parte dos sindicatos, que completaram neste domingo um quinto dia de greve que perturba seriamente a circulação de trens.

“Não existe nenhuma razão” para adiar a reforma da Sociedade Nacional de Ferrovias da França (SNCF), já que se trata de “uma reforma de sentido comum, negociada com os sindicatos”, declarou neste domingo à rádio Europe 1 o ministro das Finanças, Michel Sapin.

Dois sindicatos de trabalhadores da SNCF, a Confederação Geral do Trabalho (CGT) e os Solidários Unidos Democráticos (SUD), iniciaram na última quarta-feira uma greve para protestar contra o projeto de lei que deve ser discutido pelo Parlamento nesta semana.

Estes dois sindicatos, majoritários na empresa, rejeitam a reforma que busca estabilizar a dívida do setor ferroviário (44 bilhões de euros) e preparar sua abertura total à concorrência.

Metroviários de São Paulo ameaçam fazer a “maior greve” da história na abertura da Copa

Passageiro em estação de metrô em São Paulo.

Passageiro em estação de metrô em São Paulo|REUTERS/Murad Sezer
Cíntia Cardoso

Depois de decidirem suspender a paralisação por 48 horas nesta segunda-feira (9), os metroviários voltam a fazer ameaças. Em entrevista à RFI, o secretário-geral do sindicato dos metroviários de São Paulo, Alex Fernandes, disse que a categoria exige a readmissão dos grevistas demitidos.

Se as negociações entre os sindicalistas e o governo de São Paulo não avançarem, a capital paulista pode ficar sem metrô na abertura da Copa do Mundo nesta quinta-feira (12). O sindicato, porém, ainda acredita em uma negociação. “Estamos tentando a todo custo uma negociação com o governo. Para além das demissões, queremos garantias do acordo salarial. A linha do sindicato é que se até o dia 11 às 18h (em São Paulo) não houver uma negociação que reintegre os demitidos não haverá metrô dia 12. Faremos uma greve no dia da inauguração da Copa”, declarou Alex Fernandes.

Para o sindicalista, o Geraldo Alckmin (PSDB), é “intransigente” e “não está nem aí para população de São Paulo. Prova disso é que propusemos fazer uma greve com catracas livres e ele rejeitou”, argumentou. Desde segunda-feira, o sindicalista afirma que os contatos com os governos -estadual e federal- foram infrutíferos. Os sindicalistas aceitaram o reajuste salarial de 8,7%, mas eles podem retomar a greve caso não consigam negociar também o cancelamento das demissões.

Diante do impasse, os metroviários de São Paulo ameaçam fazer “a maior greve da história de São Paulo” nesta quinta-feira se as reivindicações não forem atendidas.

Posição oficial

O governador Alckmin prometeu que o metrô irá funcionar na próxima quinta-feira (12). Segundo Alckmin, uma nova manifestação seria “oportunismo” dos metroviários. “Nós teremos, tanto o Metrô, quanto a CPTM”, disse o governador.

Alex Fernandes rejeita as acusações de Alckmin e insiste que as reivindicações salariais sempre acontecem em maio, mês de negociação dos dissídios.

TRT bloqueia conta de sindicatos envolvidos com greve do metrô de São Paulo

Agência Brasil

N/A

SP viveu dias de tensão com greve do metrô

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo bloqueou as contas bancárias dos sindicatos dos Metroviários e dos Engenheiros para assegurar o pagamento da multa que foi aplicada a ambos por causa da greve no metrô. A decisão é do desembargador Rafael Pugliese.

O desembargador considerou a greve abusiva e, no domingo, determinou o imediato retorno ao trabalho, estipulando multa diária de R$ 500 mil aos sindicatos em caso de descumprimento da decisão. Na semana passada, a desembargadora Rilma Aparecida Hemetério já havia determinado multa no valor de R$ 100 mil por dia por causa da paralisação do metrô.

A greve dos metroviários teve início quinta-feira (5) e foi suspensa temporariamente nesta segunda-feira pelos dois sindicatos. Nesta quarta (11), uma nova assembleia de trabalhadores do metrô decidirá se a paralisação será retomada na quinta-feira (12), dia da abertura da Copa do Mundo em São Paulo.

Do Sindicato dos Metroviários, Pugliese determinou o bloqueio de R$ 900 mil. De início, o valor pedido era R$ 3 milhões, mas, na manhã de hoje, o desembargador reviu o valor  porque a greve foi suspensa.  Do Sindicato dos Engenheiros, foram bloqueados R$ 400 mil. O total bloqueado na conta do Sindicato dos Metroviários deve-se ao valor da multa aplicada nos primeiros quatro dias de greve (R$ 400 mil), acrescido da multa de R$ 500 mil pelo prosseguimento da greve ontem. A multa recebida pelo Sindicato dos Engenheiros é referente aos primeiros quatro dias de greve, uma vez que a categoria decidiu voltar ao trabalho domingo. Pela determinação do desembargador, caso a greve seja reiniciada quinta-feira, novos valores deverão ser bloqueados dos sindicatos.

Procurados pela Agência Brasil, os sindicatos não se pronunciaram sobre a decisão do desembargador.

Rodoviários voltam a impedir circulação de ônibus em Goiânia

Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil Edição: Juliana Andrade

Novos protestos do grupo de rodoviários insatisfeitos com os termos do acordo salarial assinado na quinta-feira (15) ocorrem na região metropolitana de Goiânia (GO). Pelo segundo dia consecutivo, pessoas ligadas ao movimento bloquearam garagens de empresas de transporte coletivo urbano, comprometendo o funcionamento de ao menos 17 dos 19 terminais municipais. Diante do clima de insegurança, motoristas e cobradores se negaram a circular. Desde a madrugada de ontem (16), ônibus e instalações de terminais foram depredados. De acordo com a Polícia Militar, até a tarde de ontem, pelo menos 16 adultos foram detidos acusados de participar de atos de vandalismo. Uma adolescente foi apreendida.

Para preservar a segurança dos motoristas, cobradores e usuários do sistema, todas as empresas concessionárias decidiram recolher os ônibus a partir das 20h de ontem. Embora a expectativa do Consórcio RMTC, responsável por gerir a operação integrada do sistema de transporte coletivo na região, fosse de que as operações voltassem ao normal a partir das primeiras horas da manhã de hoje (17), vários terminais registram problemas, entre eles os do Araguaia, de Bandeiras, do Cruzeiro, de Garavelo, Isidória, Maranata, Padre Pelágio, da Praça da Bíblia, de Veiga Jardim, Vera Cruz e da Vila Brasília.

Ainda segundo o Consórcio RMTC, o Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (TRT-18) considerou abusivo o movimento encabeçado pelo Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores no Transporte Coletivo Urbano de Goiânia e Região Metropolitana (Sindicoletivo) e estabeleceu multa de R$ 50 mil por cada ato que impeça ou prejudique a circulação dos ônibus. Por meio de sua página no Twitter, o consórcio informa estar aguardando o cumprimento da decisão liminar.

O consórcio e o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de Goiânia (Setransp) negam que os rodoviários estejam em greve. Já o Sindittransporte, que representa os cerca de 4,5 mil motoristas, cobradores, mecânicos e rodoviários, informou não ter responsabilidade pelos protestos. Em nota divulgada na quinta-feira, o sindicato dos trabalhadores afirma que “a tentativa fracassada de paralisação não é de reponsabilidade do Sindittransporte, nem da categoria de trabalhadores, mas sim do Sindicoletivo. De acordo com a assessoria do Sindittransporte, o grupo de insatisfeitos tem menos de 40 rodoviários. Desde o início, o sindicato vem orientando a categoria a não reagir a provocações e a não tentar furar eventuais bloqueios.

Agência Brasil não conseguiu contato, por telefone, com nenhum representante do movimento.

Mediado pelo Ministério Público do Trabalho, o acordo trabalhista que os sindicatos dos trabalhadores e das empresas de transporte coletivo urbano assinaram na quinta-feira estabelece um aumento salarial de 7%; reajuste de 16% no valor do tíquete-alimentação; 7% a título de gratificação suplementar e manutenção do anuênio, acréscimo salarial de 3% que cada trabalhador recebe por ano de trabalho. Com o aumento, o salário base da categoria passou de R$ 1.445,14 para R$ 1.546,30.

Em nota, o Sindittransporte defendeu o acordo, garantindo que a reposição salarial ficou acima da inflação medida no último período (5,39%). “O acordo representa um grande avanço para os trabalhadores do transporte coletivo de Goiânia e região metropolitana e está em conformidade com a média dos reajustes de outras categorias de trabalhadores em âmbito nacional”.

noticias gerais e, especificamente, do bairro do Brás, principalmente do comércio