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Com volume morto, nível do Sistema Cantareira cai para 21,9%

Sistema tem registrado baixa no nível de armazenamento há 33 dias consecutivos

REUTERS

São Paulo – O nível do Sistema Cantareira, principal conjunto de reservatórios de água da região metropolitana de São Paulo, recuou para 21,9% nesta segunda-feira, segundo dados da companhia de saneamento e abastecimento do estado, Sabesp.

O dado considera o uso da chamada “reserva técnica” ou “volume morto”, água que está abaixo do nível de captação das comportas das represas e precisa ser bombeada para chegar às estações de tratamento. Desconsiderando esse volume, o nível do sistema seria atualmente de 3,4%.

O Cantareira tem registrado baixa no nível de armazenamento há 33 dias consecutivos, numa média de redução diária de 0,1 ponto percentual. O Estado enfrenta a pior crise hídrica em 80 anos, diante de um início de ano com chuvas bem abaixo da média que não serviram para recuperar represas para temporada de estiagem do inverno, cujo pico ocorre entre julho e setembro.

Se o ritmo de redução do nível de água do Sistema Cantareira for mantido, o volume armazenado será esgotado entre final de janeiro e início de fevereiro do próximo ano.

Desconsiderando o volume morto, o nível do sistema seria atualmente de 3,4%

Foto:  Reuters

A Sabesp tem calculado que o Sistema Cantareira poderá continuar fornecendo água à população até março, considerando expectativas de meteorologistas de retorno das chuvas a partir do final de setembro.

Segundo o grupo de usuários de água Consórcio PCJ, desde o início do ano choveu 300 milímetros a menos do que a média histórica do sistema e a vazão de água que entra no Cantareira foi 60% menor que a média histórica para o período. O grupo inclui 30 grandes empresas, como a cervejaria Ambev.

Além dos cerca de 9 milhões de moradores da região metropolitana de São Paulo, o Sistema Cantareira abastece cidades do interior do estado. Porém, a crise fez a Sabesp atender cerca de 2 milhões de pessoas desse universo com água de outros sistemas, como o Guarapiranga e Alto Tietê, que exibiam níveis de 73,2% e 27,4%, respectivamente, nesta segunda-feira.

Além da transferência de água entre sistemas, a Sabesp implantou a partir de fevereiro medida de incentivo à economia pela população na forma de desconto nas contas. O programa foi ampliado nos meses seguintes e atualmente envolve cerca de 19 milhões de habitantes, nos 31 munícipios atendidos pela Sabesp na região metropolitana e 11 cidades da região Bragantina, no noroeste do estado.

Segundo a empresa, atualmente 91% da população reduziu consumo de água. Desse total, 54% cortou o consumo médio em pelo menos 20%, o suficiente para terem direito ao desconto de 30% na conta.

A Sabesp afirmou que desde fevereiro a produção no Sistema Cantareira tem caído sem parar. Naquele mês, saíam 31.770 litros por segundo da Estação de Tratamento de Água Guaraú. Em março, a produção média diminuiu para 27.650 litros; em abril foram 25.200 litros e em maio, a média até o dia 13 foi de 23.180.

A redução no período foi de 8.590 litros por segundo. “Essa água é suficiente para abastecer 2,6 milhões de habitantes, uma cidade do porte de Fortaleza”, afirmou a Sabesp, sem comentar se poderá implantar novas medidas para enfrentar a estiagem nos próximos meses.

Crise no Sistema Cantareira é discutida por organizações não governamentais

Agência Brasil

N/A

Crise foi classificada como a pior do sistema

A Rede Nossa São Paulo, o Programa Cidades Sustentáveis, o Instituto Ethos e o Instituto Socioambiental (ISA) divulgaram nesta terça-feira um manifesto pedindo maior transparência na discussão sobre o abastecimento de água da capital paulista e região metropolitana de São Paulo. O documento foi divulgado durante um debate sobre a crise do Sistema Cantareira, que abordou os desafios e possíveis soluções para o problema do baixo nível de água nos reservatórios.

No texto, o grupo reivindica transparência total nos dados relativos à geração elétrica, com detalhamento de fontes e medidas que serão adotadas para manutenção do abastecimento, de forma que a sociedade fique informada sobre a real condição do sistema. Pede ainda a criação de uma comissão formada por representantes da academia, das empresas, da sociedade civil e de secretarias de governo.

A ideia é que o colegiado discuta estrategicamente o futuro da matriz energética brasileira e a contribuição de diversos setores para seu desempenho, além de debater ações de curto, médio e longo prazo para evitar situações semelhantes no futuro. A carta será entregue ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e à presidenta Dilma Rousseff.

O coordenador executivo da Rede Nossa São Paulo e do Programa Cidades Sustentáveis, Maurício Broinizi, disse que o debate pretende mostrar que o Sudeste não pode depender exclusivamente das chuvas para abastecer os reservatórios de água que servem a região. “Nós precisamos proteger esses recursos naturais e a produção da água. Precisamos urgente de um programa de proteção às nascentes, de recuperação das matas ciliares e ao mesmo tempo, na cidade, de inverter a cultura do desperdício”.

O promotor de Justiça do Grupo de Atuação Especial e Defesa do Meio Ambiente (Gaema) do Ministério Público, Rodrigo Sanches Garcia, explicou que o órgão vem acompanhando a renovação da outorga do Sistema Cantareira, feita há dez anos e com vencimento previsto para agosto deste ano. “Desde junho do ano passado acompanhamos as negociações de renovação. De dezembro para cá começaram a ser divulgadas as informações de que o balanço hídrico está muito baixo e que isso poderia levar a uma crise do sistema”.

Sanches informou que o Gaema fez, em fevereiro, uma recomendação para que o volume de água  extraído fosse diminuído, o que não foi atendido e levou à piora da crise. “Em março, houve uma redução, mas ainda não suficiente. O que questionamos é por que não houve uma redução lá atrás quando poderia preservar o sistema por mais tempo. Era possível fazer uma redução em janeiro”, avaliou.

O presidente do Instituto Ethos, Jorge Abrahão, disse que as pessoas têm se preocupado com a possibilidade de falta de água durante a Copa do Mundo que começa daqui a poucos dias, mas que o problema principal pode não ocorrer no próximo mês, mas daqui a pelo menos quatro meses quando o Mundial já tiver terminado. “Nossa preocupação é com nossa população, com nossa situação nas cidades, no Sudeste. Por que o governo não usa seu poder de convocação, de diálogo para discutir, conscientizar? As transformações vêm daí. E esse problema não é desse ano, isso poderia ter sido enfrentado de outra maneira”.

A colaboradora do ISA, Marússia Whately, classificou a crise do Sistema Cantareira como a pior do sistema e da região e destacou que o problema é resultado de um verão mais seco este ano, mas com influência de outros verões menos chuvosos. “Apesar disso, continuamos tirando a mesma quantidade de água. Outro aspecto que também piora a intensidade da crise é o fato de o Sistema Cantareira ter suas condições naturais muito comprometidas, com 70% da sua área desmatada. Além disso, as áreas de preservação permanente não estão mais com vegetação, coisas que são fundamentais para o ciclo de produção de água.”  

Reserva do Cantareira pode acabar em outubro, diz Sabesp

03/06/2014

São Paulo, 03 – Após incorporar cenários mais pessimistas no plano de emergência para o Sistema Cantareira, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) prevê que a reserva atual do manancial, já incluindo os 182,5 bilhões de litros do “volume morto” que começaram a ser retirados há 19 dias, pode acabar em 27 de outubro.

A estimativa foi divulgada nesta segunda-feira, 02, pelo comitê anticrise que monitora o Cantareira. O cálculo considera uma retirada média de água pela Sabesp de 21,2 mil litros por segundo nos próximos meses e uma vazão afluente (água que chega aos reservatórios) equivalente a 50% da mínima histórica no período. Neste cenário, a capacidade atual do sistema não dura até o fim de novembro, prazo definido como horizonte do plano emergencial.

Pelas contas da Sabesp, se isso acontecer, faltarão 51 bilhões de litros para garantir o abastecimento da Grande São Paulo até 30 de novembro sem a necessidade de adotar racionamento de água generalizado. Há informações de que a companhia já pediu aos órgãos gestores, a Agência Nacional de Águas e o Departamento de Água e Energia Elétrica (DAEE), autorização para retirar mais 100 bilhões de litros do “volume morto”, que nunca havia sido usado pela Sabesp antes da crise atual – oficialmente, a empresa não confirma a informação.

O presidente da ANA, Vicente Andreu, já se manifestou contrário ao pleito da Sabesp, que comprometeria 70% dos 400 bilhões de litros da reserva profunda. “Nós entendemos que é preciso trabalhar com uma segurança hídrica em função do volume de água afluente. Se chove mais, libera mais. Se chove menos, libera menos”, disse.

A precaução deve-se ao fato de que a situação do Cantareira está pior do que o previsto no cenário mais pessimista da Sabesp. Em maio, por exemplo, a vazão afluente ao manancial foi equivalente a apenas 39% da mínima história deste mês, registrada em 2000. Ou seja, abaixo dos 50% que a Sabesp considerou como o mais desfavorável. Apenas no cenário mais otimista, com afluências mensais iguais às piores da história, é que sobrariam 45 bilhões de litros da atual reserva para dezembro. Por ora, ANA e DAEE diminuíram a vazão liberada para a Sabesp em 4% até o dia 15. São 21,5 mil litros por segundo, volume que a companhia já vinha operando antes.

Sabesp

Em nota, a Sabesp informou que “mantém as projeções iniciais” e diz que o comitê anticrise “obrigou a companhia a apresentar projeções muito mais pessimistas”. “Mas esta não é a posição da Sabesp”, afirma. “É importante anotar que não há qualquer decisão dos reguladores, ANA e DAEE. Trata-se de mera recomendação do GTAG (comitê anticrise).” 

Em 15 dias, Cantareira perde quase 10% do ‘volume morto’

Estadão Conteúdo

Quinze dias após o início do bombeamento inédito do chamado “volume morto” dos reservatórios, o Sistema Cantareira já perdeu 17,5 bilhões de litros de água. A quantidade equivale a 9,6% dos 182,5 bilhões de litros que a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) pretende retirar da reserva profunda do manancial para manter o abastecimento da Grande São Paulo sem adotar o racionamento generalizado.

O déficit representa uma queda de 1,7 ponto porcentual no nível do Cantareira em duas semanas. Nesta sexta-feira, 30, o manancial está com 25% da capacidade, de acordo com a Sabesp, já considerando o “volume morto”. Sem o acréscimo da água represada abaixo do nível das comportas, o sistema está com 6,4% de armazenamento, segundo o boletim diário do comitê anticrise que monitora o manancial.

Antes do início da utilização do “volume morto”, no dia 15 de maio, o Cantareira tinha 8,2% da capacidade, índice mais baixo de sua história. Com o acréscimo de 182,5 bilhões de litros, o índice saltou para 26,7%, ou cerca de 262,6 bilhões de litros. Nesta sexta-feira, porém, a medição aponta que os cinco reservatórios que compõem o manancial têm juntos 245,2 bilhões de litros.

Segundo a Sabesp, esse volume será suficiente para manter o abastecimento de água na Grande São Paulo até o “início das próximas chuvas”, em outubro. Hoje, o Cantareira ainda fornece água para cerca de 7,2 milhões de pessoas na Região Metropolitana, além de mais de 5 milhões de pessoas na região de Campinas. Até setembro, mais 500 mil pessoas devem deixar de receber água do manancial em crise, com a reversão de água de outros sistemas, como Alto Tietê, Guarapiranga, Rio Claro e Rio Grande.

Etapas

A captação do “volume morto” começou no dia 15 de maio nas represas Jaguari-Jacareí, em Joanópolis, que correspondem a cerca de 80% do Cantareira, mas estão com apenas 0,4% da capacidade nesta sexta-feira. De lá serão retirados 105 bilhões de litros da reserva profunda. Entre agosto e setembro, a Sabesp deve iniciar a captação de outros 77 bilhões de litros da Represa Atibainha, em Nazaré Paulista.

Mesmo com chuva em São Paulo, cai volume de água no Cantareira

De A Tribuna On-line

Apesar das chuvas que atingiram a Grande São Paulo no fim de semana, a reserva de água no Sistema Cantareira, que abastece cerca de oito milhões de pessoas na região, caiu 0,1% nesta segunda-feira, 26. Com isso, o volume acumulado de água chegou a 25,5% da capacidade total.

No domingo, os reservatórios do Cantareira contavam com 25,6%. Desde 15 de maio, por determinação do governador Geraldo Alckmin (PSDB), a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) está retirando água do volume morto para tratamento e posterior venda para o consumidor.

Naquele dia, o volume útil de água das represas do Cantareira havia chegado a 8,2% da capacidade total de armazenamento. Desde então, com o acréscimo do volume morto, a quantidade total de água armazenada subiu.

De acordo com informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as chuvas do fim de semana se concentraram mais ao sul do Estado de São Paulo – o Cantareira, por sua vez, fica mais ao norte, já na divisa com Minas Gerais.

Na cidade de São Paulo, onde a chuva foi constante nos últimos dias, houve acúmulo de 48,1 milímetros de chuva desde sexta-feira, 23, segundo a técnica em meteorologia do Inmet, Simone Souza. De acordo com ela, esse volume não é tão elevado. “Porque ficou na garoa, e as pessoas acabam confundindo, achando que vou choveu bastante.”

A previsão da Climatempo mostra possibilidade de chuva na Grande São Paulo nesta segunda-feira, com máxima prevista de 22 graus Celsius. Ao longo da semana, deve chover ainda na quarta-feira. Nos demais dias, não há previsão de precipitações.

Comitê divulga nível do Cantareira 15,6% menor que o da Sabesp

Segundo concessionária, índice nesta segunda-feira está em 26,3% com o \”volume morto\”, mas, para grupo técnico que monitora estiagem, o nível é de 22,2% da capacidade

Fabio Leite – O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO – O comitê anticrise que monitora a seca do Sistema Cantareira divulgou nesta segunda-feira, 19, que o nível de armazenamento de água do principal manancial paulista é 15,6% menor do que o informado pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

Governador Geraldo Alckmin acionou bombas de captação do volume morto da represa Jaguari-Jacareí - Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão
Governador Geraldo Alckmin acionou bombas de captação do volume morto da represa Jaguari-Jacareí

Segundo o grupo técnico liderado pela Agência Nacional de Águas (ANA) e pelo Departamento de Água e Energia Elétrica (DAEE), o Cantareira está com 22,2% da capacidade, com o acréscimo de 182,5 bilhões de litros do chamado “volume morto”, que começou a ser captado na última quinta-feira. Para a Sabesp, contudo, o índice é de 26,3%.

A distorção dos números ocorre porque a Sabesp não considerou em seus cálculos que o acréscimo do “volume morto” também elevou a capacidade total do sistema de 981,56 bilhões de litros para 1,164 trilhão de litros. Desta forma, para a concessionária, o nível atual de 257,93 bilhões de litros representa 26,3% da capacidade anterior do sistema: 981,56 bilhões de litros.

Para o comitê anticrise, contudo, o índice atual corresponde a 22,2% da nova capacidade do sistema: 1,164 trilhão de litros. Segundo o relatório divulgado nesta segunda-feira pelo grupo, a vazão afluente aos principais reservatórios do Cantareira está em 13,03 mil litros por segundo, o que equivale a 38% da média histórica do mês.

Ao custo de R$ 80 milhões, a captação inédita do “volume morto” teve início na última quinta-feira pela Sabesp nas represas Jaguari-Jacareí, em Joanópolis, com a retirada de 105 bilhões de litros. Naquele dia, o sistema estava com apenas 8,2% da capacidade, índice mais baixo de sua história. No próximo mês, a companhia deve concluir as obras para captar a reserva profunda da Represa Atibainha, em Nazaré Paulista.

Segundo informações fornecidas pela Sabesp ao comitê anticrise, o uso do “volume morto” seria suficiente para abastecer a Grande São Paulo até o fim de novembro. Há duas semanas, o secretário estadual de Saneamento e Recursos Hídricos, Mauro Arce, garantiu o abastecimento de água na região sem adoção de racionamento generalizado até março de 2015. Na última semana, contudo, um diretor da Sabesp informou que a reserva profunda deve durar até outubro.

Estado questionou a Sabesp sobre a diferença dos dados de medição do nível do Cantareira, mas ainda não obteve resposta. O índice medido pela companhia tem sido divulgado pela assessoria de imprensa da companhia porque o site onde a concessionária faz a atualização diária do nível dos mananciais que abastecem a Grande São Paulo está fora do ar.

Sistema Cantareira atinge 9,1% da capacidade

10/05/2014

São Paulo, 10 – O nível do sistema Cantareira atingiu neste sábado 9,1% de sua capacidade, de acordo com dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Esta é a 20ª queda consecutiva no volume de água armazenado no reservatório que abastece a Grande São Paulo. De ontem para hoje o índice recuou 0,1 ponto porcentual.

Para efeito de comparação da situação crítica pelo qual passa o Cantareira, principal sistema de abastecimento da Grande São Paulo, há exatamente um ano, o volume de água armazenado nos mananciais correspondia a 61,6% de sua capacidade total, quase sete vezes maior do que o atual.

Os sistemas Alto Tietê e Guarapiranga, utilizados desde o início do ano no remanejamento de áreas antes abastecidas pelo Cantareira, também apresentaram queda neste sábado. O Alto Tietê caiu de 34,2% para 34%, enquanto o Guarapiranga, de 75,8% para 75,5% da capacidade de armazenamento.

De acordo com a Sabesp e o governo de São Paulo, acionista majoritário da companhia, a captação do chamado “volume morto” do sistema Cantareira deve começar já na próxima semana. A previsão é de as obras para exploração da água do fundo dos reservatórios Jaguari e Jacareí estejam prontas na quinta-feira, dia 15 de maio. O investimento feito pela concessionária foi de aproximadamente R$ 80 milhões.

 

SP: Sistema Cantareira opera com 10,1% após nova queda

ImagemA capacidade do Sistema Cantareira caiu novamente neste domingo. A queda foi de 0,2 ponto percentual, chegando a 10,1% de sua capacidade total e batendo um novo recorde negativo. Cantareira pode secar na final da Copa se média for mantida. Segundo o grupo técnico de Assessoramento para Gestão do Sistema Cantareira, o volume útil do sistema deverá se esgotar no início de julho. Para tentar contornar esta situação, o Governo anunciou, em conjunto com a Sabesp, que o consumidor que economizar 20% de água terá 30% de desconto na conta. Em paralelo, as pessoas que gastarem mais água pagarão multa, que começou a ser aplicada neste mês.

Para tentar minimizar os transtornos, na última quarta-feira, a Agência Nacional de Águas (ANA) reduziu a capacidade de captação de água do Cantareira. O volume máximo de retirada para abastecer a grande São Paulo foi reduzido de 24,8 para 22,4 metros cúbicos por segundo (m³/s).

Fonte: Terra

Situação no Cantareira é de calamidade, diz PCJ

iG Paulista – 19/04/2014 – 15h09 | 

Maria Teresa Costa | teresa@rac.com.br

 
Represa Jaguari/Jacarei, em Piracaia, está secando

Foto: Divulgação
Represa Jaguari/Jacarei, em Piracaia, está secando
O Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) vai propor, na manifestação marcada para a próxima sexta-feira (25) em defesa do Sistema Cantareira, que o governo do Estado decrete estado de calamidade pública nas regiões das bacias do Alto Tietê e PCJ, que dependem da água do sistema para o abastecimento. O decreto tornaria mais fácil, segundo o secretário executivo do consórcio, Francisco Carlos Lahoz, o apoio dos governos federal e estadual na liberação de recursos para financiar a adoção de medidas emergenciais para as duas regiões poderem enfrentar a seca que se mantém desde 2013, no início do Verão.
 
O decreto, disse, daria amparo para que as prefeituras tenham mobilidade para buscar apoio financeiro para implantar projetos rápidos de reservação de água, como, por exemplo, a construção de cisternas para armazenar água de chuva e a captação emergencial em ribeirões e córregos internos, utilizando estações móveis para o tratamento dessa água. O manifesto também vai propor que o governo libere rapidamente recursos para ações que já tenham o projeto executivo pronto e que possam ser implantadas com avaliações mais rápidas de impactos ambientais.
 
Manifesto
 
Propostas como essas irão integrar o manifesto que será lido no ato do dia 25, em Joanópolis, além daquelas que fazem parte da Carta de Campinas aprovada pelo Conselho Fiscal do consórcio, no mês passado, em que, além de sugestões para a renovação da outorga do Cantareira, definiu também por realizar uma grande manifestação para chamar a atenção do governo sobre os riscos que a seca e a forma como está sendo feita a gestão do sistema estão trazendo para o Cantareira.
 
A Carta de Campinas deliberou — em documento que será enviado aos órgãos gestores do Sistema Cantareira, Agência Nacional de Águas (ANA) e Departamento de Água e Energia Elétrica (Daee) — que a região de Campinas tenha garantida a liberação de 12 metros cúbicos por segundo (m3/s) de vazões para as Bacias PCJ no período de estiagem, volume que será aumentado gradativamente até chegar a 18m3/s em 2024.
 
Inegociável
 
“Tratam-se de vazões firmes e inegociáveis para garantir o terceiro parque industrial do País, que através de suas nascentes são responsáveis pelo abastecimento de 50% da Grande São Paulo”, afirma o documento.
 
Outra reivindicação é que na renovação da outorga do Sistema Cantareira — que está programada para ocorrer em agosto, mas que poderá ser adiada — todas as responsabilidades em realizar medidas compensatórias incidam totalmente sobre a solicitante da outorga e bacia receptora, que é a do Alto Tietê, operada pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).
 
“Não poderá ocorrer penalização para as Bacias PCJ, que já possuem limitações de crescimento em função da transposição de águas para abastecer a Grande São Paulo”, afirma o documento.
 
Onde será
 
A manifestação em defesa do Sistema Cantareira ocorrerá na próxima sexta-feira, às 10h30, na ponte da estrada que liga Piracaia a Joanópolis (SP-36), no km 100,8. O local foi escolhido por ser o símbolo mais dramático do esvaziamento do Sistema Cantareira provocado pela seca que atinge nascentes e as represas desde o início do Verão e pela manutenção de retiradas de água para as regiões abastecidas pelo sistema.
 
A ponte está em cima da represa Jaguari/Jacareí e, nesse local, o reservatório está seco. A água está a dois quilômetros dali. Em 2010, nesse ponto, o reservatório estava cheio, quase no limite da ponte. O evento está mobilizando entidades de gestão de recursos hídricos, técnicos, gestores e jornalistas. Os municípios estão organizando caravanas e as escolas das cidades de Piracaia e Joanópolis programam levar as crianças para o ato.
 
O Consórcio PCJ recomenda aos participantes que vistam roupas mais rústicas, porque o ato ocorre em ambiente de campo, além de levar água, lanche, máquinas fotográficas, bonés, protetor solar, óculos de sol, entre outros equipamentos de segurança. A entidade está viabilizando parcerias para o fornecimento de copos de água e comerciantes locais disponibilizarão lanches naturais para venda. O Consórcio PCJ contratou banheiros químicos.

 

Nível do Sistema Cantareira fica estável em 12,2%

Estadão Conteúdo

Imagem

Depois de apresentar queda na quinta-feira, o nível dos reservatórios do sistema Cantareira ficou estável nesta sexta-feira. De acordo com os dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o volume de água armazenado nas reservas permaneceu em 12,2%. Na mesma data do ano passado, o índice do Cantareira era de 63,9%.

Conforme os dados da companhia, a pluviometria acumulada em abril para a região do Cantareira continua em 83,6 mm. A média histórica para o mês é de 89,3 mm.

O governo do estado de São Paulo pretende iniciar ainda neste semestre a cobrança de multa para quem elevar o consumo na Grande São Paulo. Ontem, em entrevista à imprensa, o secretário estadual de Saneamento e Recursos Hídricos, Mauro Arce, disse que o plano está em fase de estudo e deve ser anunciado em maio, para começar a ser aplicado em junho.

Em fevereiro, com a situação crítica dos reservatórios, especialmente o Sistema Cantareira, a Sabesp decidiu conceder um desconto de 30% na fatura de água e esgoto para os consumidores abastecidos pelo sistema que economizassem 20% de seu gasto médio mensal. No fim de março, a companhia ampliou o universo de clientes com desconto, concedendo o benefício para clientes de outros sistemas, como o Alto Tietê. Desde o dia 16 de abril, a empresa vem veiculando um anúncio na internet, via YouTube e na TV, informando que o desconto foi estendido para 31 cidades na Grande São Paulo.

Ontem, a Sabesp também informou que não aplicará imediatamente o índice de reajuste estipulado pela Agência Reguladora do Estado de São Paulo (Arsesp) para a primeira revisão tarifária da concessionária. Com uma semana de atraso, a autarquia definiu em 5,44% o valor final para o reposicionamento das tarifas, com aplicação autorizada a partir do dia 11 de maio.
 

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