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Militantes matam 3 em ataque a base da UA na Somália

26/06/2014

MOGADISCIO, Somália, 26 – Militantes do al-Shabab, grupo extremista ligado à Al-Qaeda, atacaram nesta quinta-feira um hotel onde está instalada uma base militar da União Africana (UA) na região central da Somália. Os homens vestiam uniformes do Exército que haviam sido roubados e mataram pelo menos dois soldados do Djibuti.

O al-Shabab informou que seus homens invadiram a área do hotel onde tropas do Djibuti que integram a UA estão sediados na cidade de Bulo-Burte, cerca de 200 quilômetros da capital Mogadiscio, disse Abdulaziz Abu Musab, porta-voz do grupo, à agência France Presse. “A área da sede de comando (das forças da UA) foi atacada. Esses ataques vão continuar”, declarou Musab, afirmando ter matado seis soldados da UA.

Mas Elio Yao, porta-voz da missão da UA na Somália (Amisom), apoiada pela ONU, rejeitou as afirmações, dizendo que os homens não conseguiram entrar no hotel, embora tenham matado dois soldados do Djibuti durante um confronto.

Dois combatentes do al-Shebab “vestidos com uniformes militares” também foram mortos, afirmou Yao. “Houve uma troca de tiros no posto de verificação, durante a qual dois soldados do Djibuti foram mortos…os homens não conseguiram entrar no complexo”, acrescentou ele.

Outra fonte disse que além dos dois soldados, uma outra pessoa foi morta e que um suicida participou no ataque. Segundo o coronel Ahmed Ali, porta-voz da UA, o ataque começou quando um suicida detonou os explosivos que levava junto ao corpo nas proximidades do Hotel Amalow, antes de um homem armado tentar entrar no local.

O grupo islâmico militante al-Shabab assumiu a responsabilidade pela ação durante anúncio feito em sua emissora de rádio.

Trata-se do segundo ataque contra o hotel. Um suicida num carro-bomba e um homem armado atacaram o local em março, matando pelo menos cinco pessoas. O Al-Shabab também assumiu a responsabilidade por aquele ataque.

Tropas somalis e da UA tomaram a cidade de Bulo-Burte, que estava sob o comando dos extremistas, no início de março. Desde então, o Al-Shabab intensificou os ataques contra tropas na cidade.

As forças da AU expulsaram o al-Shabab de Mogadiscio em 2011. Nos últimos seis meses, soldados do governo têm travado batalhas em pequenas cidades próximas da capital que ainda estão sob o comando do al-Shabab.

 
Fontes: Dow Jones Newswires e Associated Press.

Novo ataque na costa do Quênia provoca 11 mortes

AFP – Agence France-Presse

24/06/2014 

Pelo menos 11 pessoas morreram em um ataque durante a noite contra uma localidade da costa queniana, anunciou uma fonte da polícia local.

Algumas vítimas morreram em agressões com arma branca e outras com tiros à queima-roupa.

A ação aconteceu a poucos quilômetros do cenário de ataques similares, que provocaram quase 60 mortes nas últimas semanas, o que provocou os temores de uma explosão de violência político-étnica.

O último ataque foi cometido em Maleli, a 50 km do arquipélago turístico de Lamu, um paraíso natural e histórico.

O balanço oficial, divulgado pelo prefeito do cantão de Lamu, Stephen Ikua, citava cinco mortos. Mas uma fonte policial de Lamu anunciou que outros seis corpos foram encontrados, alguns com marcas de tiros e outros com ferimentos provocados por armas brancas.

O vice-prefeito de Lamu, Benson Maisori, confirmou que algumas vítimas morreram a facadas e outras foram executada à queima-roupa.

Vários feridos foram levados para hospitais da região, segundo o deputado local Athaman Badi.

Até o momento, o ataque não foi reivindicado.

Na mesma região, ataques nos dia 15 e 16 de junho deixaram quase 60 mortos.

Os islamitas somalis shebab, vinculados à Al-Qaeda, reivindicaram os ataques alegaram que foram uma represália pela intervenção militar queniana na Somália. Também pediram aos turistas estrangeiros que evitem o Quênia, decretada como “zona de guerra”.

Mas o presidente queniano Uhuru Kenyatta negou o envolvimento dos shebab e atribuiu os ataques a “redes políticas locais vinculadas a grupos criminosos” e apontou para, sem citar o nome, oposição liderada por Raila Odinga, que nega qualquer envolvimento nos ataques.

O Quênia foi cenário de vários ataques e atentados atribuídos aos shebab ou a seus simpatizantes desde que seu exército entrou na Somália em outubro de 2011 para lutar contra os islamitas somalis.

A aviação queniana bombardeou no domingo bases dos shebab no sul da Somália, como parte de uma ofensiva iniciada em março pela Amisom, a força da União Africana na Somália, que tem 22.000 oficiais.

O exército queniano afirma que matou mais de 80 “terroristas shebab” nos ataques aéreos, mas o porta-voz dos islamitas, Abdulaziz Abu Musab, negou a informação.

Aviões quenianos matam mais de 80 em ataques a grupo islâmico na Sómalia

23. Junho 2014

MOGADÍSCIO (Reuters) – Caças quenianos atacaram duas bases do grupo rebelde islâmico Al Shabaab na Somália e mataram ao menos 80 militantes, disseram as forças de paz da União Africana na região nesta segunda-feira.

A Missão da União Africana na Somália (Amisom), cujos soldados lançaram uma nova ofensiva contra o Al Shabaab este ano, disse que aviões quenianos realizaram incursões em Anole e Kuday na região sul de Baixo Juba. Não foi informado quando os ataques ocorreram.

“Os ataques aéreos em Anole deixaram mais de 30 combatentes do Al Shabaab mortos, três veículos técnicos e um Land Cruiser carregado com munição destruídos”, informou a Amisom. Mais de 50 rebeldes foram mortos no ataque a Kuday, acrescentou.

O Quênia enviou suas primeiras tropas para a Somália em 2011, após vários ataques dentro de seu território atribuídos ao al Shabaab, e mais tarde se uniu às forças de paz na região.

Os militantes já realizaram uma série de atentados para punir o Quênia por sua intervenção. Combatentes do Al Shabaab mataram ao menos 67 pessoas em um ataque a um shopping center de Nairóbi no ano passado.

De acordo com a Amisom, o Al Shabaab perdeu o controle de mais de 10 grandes cidades com a nova ofensiva das tropas africanas, incluindo soldados de Uganda, Djibuti, Etiópia, Burundi e Serra Leoa.

(Reportagem adicional de Humphrey Malalo, em Nairóbi)

Reuters

Ataque de islamitas somalis deixa 49 mortos no Quênia

AFP – Agence France-Presse

16/06/2014 

Islamitas somalis shebab assumiram a autoria do ataque que matou 49 pessoas no domingo à noite, em uma nova ação contra uma localidade costeira perto do arquipélago turístico de Lamu (leste do Quênia), abrindo fogo contra hotéis, restaurantes e prédios públicos.

O ataque é o mais violento desde da ação de um comando shebab contra o shopping Westgate de Nairóbi, em setembro de 2013, que terminou com 67 mortos.

O chefe de polícia David Kimaiyo não hesitou em atribuir imediatamente o ataque a ativistas shebab da vizinha Somália, cuja fronteira fica 100 km ao norte.

Além de reivindicar o ataque, o grupo ligado à Al-Qaeda afirmou que os turistas e estrangeiros residentes devem deixar o país.

O grupo explicou em um comunicado que o ataque foi uma vingança contra o governo do Quênia, que “oprime brutalmente os muçulmanos através da coação, intimidação e assassinatos ilegais de acadêmicos muçulmanos”.

Os moradores estavam em choque nesta segunda-feira. Entre os escombros ainda era possível ouvir os gritos de dor.

No interior das modestas residências havia cadáveres em meio à poças de sangue. Equipes da Cruz Vermelha tentavam prestar ajuda aos feridos.

Quase 50 homens cometeram o ataque durante a transmissão da Copa do Mundo na localidade de Mpeketoni, que fica a 30 km da cidade turística de Lamu, que é considerada patrimônio da humanidade pela Unesco.

Segundo fontes locais, a região de Mpeketoni tem principalmente cristãos, enquanto na costa, onde ficam os turistas ocidentais, a maioria é muçulmana.

Os extremistas atacaram a delegacia de polícia local, mas os agentes responderam ao ataque, segundo a porta-voz da polícia queniana, Zipporah Mboroki. Depois abriram fogo nas ruas, antes de invadir hotéis e restaurantes, onde os clientes assistiam as partidas da Copa do Mundo do Brasil.

Os tiros foram ouvidos durante toda a noite e o exército mobilizou dispositivos aéreos para localizar os criminosos, segundo o Centro Nacional de Gestão de Catástrofes (NDOC).

“O balanço é de 49 mortos”, declarou à AFP Mboroki.

Mas o policial afirmou que o balanço pode aumentar, já que as autoridades ainda procuram corpos.

“Eram quase 50 criminosos, fortemente armados, que estavam em três automóveis. Exibiam a bandeira dos shebab e falavam em somali. Gritavam ‘Allahu Akba’ (Deus é grande)”, declarou o chefe adjunto da polícia do departamento, Benson Maisori

“Desde o início do ataque contra a delegacia de polícia, as autoridades locais pediram a todos os estabelecimentos que exibiam as partidas que fechassem as portas e aos clientes que retornassem para suas casas”, contou à AFP o jornalista queniano Ferdinand Omondi.

“A segurança foi reforçada em todo o país”, afirmou o ministro do Interior Ole Lenku. “Ultrapassaram todos os limites”, afirmou, chamando o ataque de “ato hediondo”.

Ao que parece, a maioria dos homens conseguiram escapar e continuaram espalhando o terror na região, especialmente na localidade de Kibanoi, a seis quilômetros de Mpeketoni.

A tensão não para de aumentar desde março, quando os atentados ganharam intensidade, especialmente na costa do Oceano Índico, com ameaças a zonas turísticas.

O ataque em Mpeketoni eleva a 77 o número de mortos desde o início de 2014 no Quênia em ações atribuídas aos shebab ou a seus simpatizantes.

Os shebab ameaçaram com represálias depois que o Quênia enviou seu exército para combater os extremistas na Somália, em outubro de 2011.

O exército queniano se uniu à força da União Africana que combate os islamitas.

O primeiro-ministro somali, Abdiweli Sheikh Ahmed, condenou por sua vez “os atos de terrorismo covardes contra civis inocentes”.

Os Estados Unidos condenaram o ataque nos termos mais duros.

“Não há lugar para atos de violência cmo ete em nenhuma sociedade”, afirmou Jen Psaki à imprensa.

Fome pode matar 200.000 crianças na Somália este ano, segundo Unicef

AFP – Agence France-Presse

27/05/2014

Cerca de 200.000 crianças podem morrer de fome este ano vítimas da seca que castiga a Somália, se não receberem ajuda suficiente, advertiu nesta terça-feira o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

“Se os recursos não chegarem imediatamente, o Unicef pode se ver obrigado a suspender projetos vitais de saúde”, afirmou o porta-voz da agência da ONU, Christophe Boulierac.

O Unicef, que fornece 70% da assistência médica na Somália, recebeu até o momento apenas 10% dos 150 milhões de dólares de que precisa para manter suas atividades em 2014, acrescentou.

Cerca de 50.000 crianças com menos de cinco anos já sofrem de desnutrição severa, um número que, de acordo com o Unicef, pode chegar a 200.000 diante da ausência de recursos.

Devastada pela guerra civil desde 1991, a Somália corre o risco de sofrer uma tragédia alimentar este ano em razão da falta de chuva, se as organizações humanitárias não receberem mais recursos, advertiu a ONU na semana passada.

Para 2014, as agências da ONU pediram 933 milhões de dólares para a Somália, mas receberam até agora 15% do valor. No ano passado, na mesma época, elas haviam recebido o dobro.

Pelo menos sete mortos em explosão na capital da Somália

AFP – Agence France-Presse

03/05/2014 

Pelo menos sete pessoas morreram neste sábado, incluindo um oficial da polícia, em consequência de uma forte explosão causada por uma bomba perto do centro da capital somali, Mogadíscio, anunciaram as autoridades.

Fontes dos serviços de segurança indicaram que uma bomba acionada por controle remoto havia sido afixada na parte de baixo do carro conduzido por Abdikafi Hilowle, um oficial da polícia e ex-chefe da administração da cidade, que morreu no atentado. Outras fontes indicaram que a bomba tinha sido colocada na beira de uma via movimentada.

“Várias pessoas morreram, pelo menos sete, das quais quatro civis e três policiais”, declarou à AFP o policial Mohamed Duale, no local da tragédia.

O atentado, “aparentemente, tinha Hilowle como alvo. Alguns de seus seguranças estão entre os mortos”, acrescentou.

A bomba explodiu perto de um cruzamento movimentado, no centro de Mogadíscio, nas proximidades da embaixada da Turquia.

“As forças de segurança cercaram a área e atiraram para o alto para dispersar os curiosos que se aproximavam. Foi uma cena horrível. Uma mãe e seus filhos também estão entre as vítimas”, declarou uma testemunha.

A autoria do ataque não foi reivindicada até o momento.

Em outro episódio de violência neste sábado, um deputado somali escapou de uma tentativa de assassinato depois de ter sido alertado que uma bomba estava presa em seu carro. O dispositivo foi ativado e destruiu o veículo estacionado diante de um hotel, ressaltou uma fonte de segurança.

Estes foram os últimos de uma série de atentados na cidade atribuídos aos insurgentes islâmicos shebab, ligados à Al-Qaeda, que lutam contra o frágil governo somali, apoiado por uma força militar da União Africana e financiado pela comunidade internacional.