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Argentina sofre, mas vence a Suíça no fim da prorrogação e avança às quartas

Di María fez o gol salvador dos hermanos em jogada iniciada por Messi; Albiceleste espera o vencedor do confronto entre Bélgica e Estados Unidos, às 17h, na Arena Fonte Nova

O DIA

São Paulo – Ninguém está tendo vida fácil nesta Copa do Mundo. Brasil, Holanda, França e Alemanha tiveram dificuldades nas oitavas de final. A tradição falou mais alto e essas seleções seguiram adiante, eliminando Chile, México, Nigéria e Argélia, respectivamente. A Argentina fez o mesmo, nesta terça-feira, na Arena Corinthians. Sofreu, passou sufoco, pressionou, tentou inesgotáveis alternativas e, no fim, respirou aliviadamente com a vitória sobre a Suíça por 1 a 0, nos minutos derradeiros do segundo tempo da prorrogação, com gol salvador de Di María. Não sem antes levar sufoco, com bola na trave e falta na entrada da área. 

A Messidependência foi notória mais uma vez. Com o camisa 10 bem marcado, a Albiceleste até conseguiu ter produção ofensiva, mas sem tanta eficiência. O craque foi o jogador que mais exigiu do goleiro suíço. E fez a jogada que deixou Di María na boa para fazer o gol do triunfo.

Agora, os hermanos esperam o vencedor do confronto entre Bélgica e Estados Unidos, às 17h, na Arena Fonte Nova, na Bahia.

Argentina e Suíça fizeram duelo emocionante na Arena Corinthians

Foto:  Murilo Constantino

O JOGO

A proposta de jogo era clara. A Argentina buscava o ataque e a Suíça aguardava para sair rapidamente no contragolpe. Até a metade do primeiro tempo o que se viu foi pouco futebol. Os hermanos, em vão, apelavam para as jogadas individuais tentando furar o bloqueio. Os suíços pouco tocavam na bola. Apesar disso, tiveram a primeira grande chance. Shaqiri limpou o marcador na ponta direita, invadiu a área e tocou para Xhaka. O meia, sozinho, bateu em cima de Romero.

A Albiceleste não perdeu tempo e respondeu em seguida. Lavezzi pegou a sobra depois da divida de Higuaín com a zaga suíça, mas chutou sem força e facilitou a defesa de Benaglio. As melhores oportunidades, no entanto, eram do país europeu. Shaqiri tabelou com Drmic. O atacante apareceu sozinho na frente de Romero, tentou bater por cobertura e levou ao desespero brasileiros e suíços na Arena Corinthians. A bola ficou com goleiro argentino.

Na segunda etapa, a estratégia das duas equipes seguiu a mesma. A Suíça, no entanto, acabou recuando demais. A Argentina, sem sofrer com os contra-ataques, partiu para pressão. O lateral-esquerdo Rojo apareceu como elemento surpresa e quase marcou. Benaglio, meio esquisto, espalmou e afastou o perigo.

Em seguida, o arqueiro fez ótima defesa em cabeçada de Higuaín. Messi arriscou de longe e tirou tinta da trave. Palacio, substituto de Lavezzi, aproveitou cruzamento de Messi, testou firmemente e por pouco não fez o primeiro da partida. Os europeus se seguravam como podiam. Era um verdadeiro bombardeio argentino. Benaglio salvou arremate de Messi e no rebote saiu nos pés de Palacio para evitar o gol. A Albiceleste tentou diversas alternativas, porém, não conseguiu furar a muralha suíça no tempo normal. A partida foi para prorrogação.

TEMPO EXTRA

No primeiro tempo os hermanos não conseguiram imprimir uma pressão nos europeus, que passaram a respirar um pouco mais aliviados. O duelo se concentrava muito no meio de campo e os suíços valorizavam o toque de bola. As duas equipes sentiam o cansaço. Na segunda etapa, Di María assustou em chute de fora da área. Benaglio apereceu bem e mandou para escanteio. A Argentina até conseguiu encurralar o adversário, mas pecava nas finalizações. No entanto, Messi chamou a responsabilidade, fez grande jogada e deixou Di María na boa. O meia bateu colocado e correu para o abraço: 1 a 0. O duelo era emocionante. No fim, A Suíça ainda acertou a bola na trave, mas a tarde era mesmo dos hermanos, que avançaram às quartas. 

ARGENTINA 1 X 0 SUÍÇA

Estádio: Arena Corinthians

Árbitro: Jonas Eriksson (Suécia)

Público  62.255

Gols:  Di María (12’2ºT da prorrogação) 

Cartões Amarelos: Xhaka (Suíça), Gelson Fernandes (Suíça), Rojo (Argentina), Di María (Argentina) e Garay (Argentina)

Cartões Vermelhos:

Argentina: Romero, Zabaleta, Garay, Fernandéz, Rojo; Mascherano, Gago, Di María; Lavezzi (Palacio), Messi e Higuaín.

Suíça: Benaglio, Lichtsteiner, Djourou, Schär, Rodriguez; Behrami, Inler, Xhaka (Gelson Fernandes), Mehmedi, Shaqiri; Dmic

Cerca de 70 mil argentinos devem invadir São Paulo para jogo

Para um torcedor argentino, a torcida brasileira não é tão apaixonada quanto a argentina

Para um torcedor argentino, a torcida brasileira não é tão apaixonada quanto a argentina|REUTERS/Stefano Rellandini|A seleção argentina enfrenta a Suíça nesta terça-feira (1°), na Arena Corinthians, em jogo de oitavas de final da Copa. A Prefeitura de São Paulo estima que cerca de 70 mil argentinos devam se concentrar na capital paulista para assistir a partida. No caso de vitória, os torcedores querem comemorar na Vila Madalena, apesar dos apelos das autoridades paulistanas para evitar concentrações em um só local.
 
Eles chegam de avião, carro, ônibus e motorhome. Muitos já acamparam no sambódromo na noite passada, que tem 500 vagas para estacionamento. A Prefeitura de São Paulo disponibilizou também o autódromo de Interlagos, na Zona Sul. O clima é de festa e muitas provocações dos torcedores não só contra a Suíça, mas também contra o Brasil, alimentando animadamente a rivalidade dos dois países.

Antes de uma provável festa de comemoração, os ‘hermanos’ sem ingressos devem acompanhar a partida na Fifa Fan Fest, no Anhangabaú, no centro.

Dicas de paquera

O jornal Folha de São Paulo dedicou uma página dupla em espanhol especialmente dedicada para os torcedores argentinos em São Paulo, com conselhos sobre onde ver a partida, como chegar ao estádio e até dicas de paquera.

O especial “São Paulo para argentinos” inclui muitos endereços para aproveitar a vida noturna e gastronômica da cidade, principalmente nas áreas boêmias da Vila Madalena e Baixo Augusta.

Na quarta-feira passada, cem mil argentinos se deslocaram a Porto Alegre, para acompanhar o duelo contra a Nigéria (3×2). 

O atentado de Sarajevo, revelador das divisões suíças

175492863-38811882 (2) (Keystone)

Gavrilo Princip, um estudante sérvio-bósnio e membro da Jovem Bósnia, assassina o herdeiro do trono austro-húngaro, o arquiduque Francisco Fernando da Áustria, em Sarajevo, na Bósnia, em 28 de junho de 1914. Ilustração colorida do Le Petit Journal, em 12 de julho de 1914. 

(Keystone)

Há cem anos nacionalistas sérvios assassinavam o arquiduque austríaco Franz Ferdinand em Sarajevo. A imprensa suíça comentou em larga escala esse atentado, elemento desencadeador da I. Guerra Mundial. A leitura dos jornais mostra as divisões que marcaram o país durante todo o conflito.

Em 28 de junho de 1914, o arquiduque Francisco Fernando, herdeiro do trono do Império Austro-húngaro, sofre um atentado por parte de jovens nacionalistas sérvios. No dia seguinte os jornais helvéticos davam ampla cobertura ao episódio.

As mídias mais clarividentes pressentiam mesmo que esse ataque poderia ter consequências incalculáveis. “É um desses eventos que vira tudo de cabeça para baixo, anulam por um instante as conjecturas, apagam os prazos temidos, mas dão origem a perguntas agonizantes que ninguém havia previsto”, escreveu o jornal Tribune de Genebra, por exemplo.

Onda de simpatia

Primeiramente o atentado suscitou uma vaga de simpatia para o Império Austro-Húngaro e, mais particularmente, seu imperador Francisco José, tio de Francisco Fernando. “Todas as simpatias vão ao venerado imperador. Sua carreira, já tão trágica, se tornou sombria no domingo graças a mais uma tragédia”, escreveu o mesmo jornal, em referência aos dramas familiares que marcaram a vida do soberano, especialmente o assassinato da esposa Isabel da Áustria (também conhecida como “Sissi”) e o suicídio do filho Rodolfo.

A morte do casal em Sarajevo, que vivia em um casamento por amor – algo incomum para a época – e que deixava para trás três órfãos, emocionou até os jornalistas. Mesmo oBerner Tagwacht, órgão do Partido Socialista da Suíça e pouco inclinado a ter piedade das cabeças coroadas, não escondeu sua compaixão.

Todavia, além do drama, continuava o olhar voltado ao herdeiro do trono. E nesse caso, as opiniões divergiam. A imprensa católica se lançou em um verdadeiro panegírico, enquanto que oBerner Tagwacht se mostrava muito mais crítico. Para os socialistas, Francisco Fernando era “a encarnação dessa política austríaca que conduz o povo às margens do precipício” e “o representante do militarismo, do imperialismo e do clericalismo”.

A maior parte dos comentaristas, no entanto, acreditava que o herdeiro do trono não era um inimigo dos eslavos. “Longe de desejar que um dos povos do império seja oprimido por outro, Francisco Fernando era um partidário determinado da emancipação das nacionalidades. Princip (o nome do autor do atentado) calunia sua vítima ao afirmar que havia assassinado o opressor dos sérvios. Ele matou aquele a quem o serbismo temia precisamente, pois via que ele iria juntar os eslavos à monarquia pelos laços do coração”, escreveu na época o jornal católico La Liberté.

A constatação é praticamente a mesma na imprensa liberal. “A aberração do atentado se vê, sobretudo, no fato de que o arquiduque Francisco Fernando era justamente considerado como um amigo dos eslavos. Chegamos até mesmo a achar que ele teria podido se satisfazer com a ideia de um terceiro Estado (ao lado da Áustria e da Hungria) dentro da monarquia”, comentou o Der Bund.

Divisão suíça

Durante as quatro semanas que seguiram o atentado, o Império Austro-Húngaro aumentou a pressão sobre seu vizinho sérvio, indo até o ponto de fixar um ultimato inaceitável em uma nota datada de 23 de julho. Por isso, devido ao jogo de alianças, o espectro guerra parecia cada vez mais inevitável. Mas a imprensa suíça está dividida sobre a questão de quem é verdadeiramente o belicista.

Essa divisão não poupa a Suíça. “Apesar do sentimento público se simpatizar por um lado ou outro, a nossa imprensa dá ao exterior o espetáculo de uma diversidade de opinião que demonstra uma falta absoluta de direção”, julgou esse jornal editado em Genebra. Durante todo o conflito, um fosso permanecerá entre a parte latina do país, próxima dos aliados, e a parte germanófona, que não escondia sua simpatia pelos impérios centrais.

A imprensa católica apoia fortemente a política austríaca. “O Império Austro-Húngaro analisou e constatou o perigo que o ameaçava. Ele não quer tardar um minuto para descartá-lo”, publicou o La Liberté.

Esses sentimentos pró-austríacos se cristalizam em uma hostilidade constante à Rússia. “Se o conflito geral ocorrer, a culpa será da Rússia, pois ela não deveria se intrometer na disputa entre a Áustria e a Sérvia. Suas ligações com a Sérvia são apenas uma simpatia criada para a religião cismática. Ela não foi ferida de nenhuma forma e deve manter a calma”, escreveu o jornal católico de Friburgo. “O governo russo foi até ao limite extremo dos limites que uma nação se permitiria para evitar uma guerra”, julgou, por outro lado, o Tribune de Genève.

Esse alinhamento de católicos sobre a posição do Império Austro-Húngaro também escandalizou os socialistas. “Se pegamos nas mãos um jornal católico, é atualmente difícil de saber se ainda estamos lidando, ou não, com uma publicação republicana”, considerou o Berner Tagwacht.

No entanto, deve notar-se que a filiação religiosa ou política não é tudo. O sentimento de proximidade cultural com um grande país vizinho também desempenha um papel. Foi assim que oCorriere del Ticino, portanto muito próximo do partido católico-conservador local, era muito mais crítico em relação à Áustria. Um sinal de simpatia no cantão italófono em relação ao irredentismo italiano frente às minorias italófonas do império. “Lembramos que a política austríaca em relação à Sérvia sempre foi uma política de opressão e de repressão”, declarou o jornal, para quem a propaganda sérvia era apenas “uma reação natural a uma repressão policial que, comparativamente, é muito maior do que aquela que ocorre contra as minorias italianas em Trieste”.

O “mestre da hora”

Dentre os jornais próximos dos meios liberais, as opiniões são divididas. Geralmente a tendência é de culpar a Áustria pelo conflito. “Se a catástrofe que tememos vier a ocorrer, a responsabilidade cairá inteiramente sobre o Império Austro-húngaro, sobre seu soberano, sobre seu governo, sobre o partido militar especialmente, que se dedicou com um ardor detestável a provocar o temido conflito atual”, julga o La Suisse.

Essa opinião é exprimida igualmente na parte germanófona do país. “O fato que, na sua nota, a Áustria não se declare estar disposta a participar de novas negociações, mostra que ela queria a guerra”, afirmou o Neue Zürcher Zeitung.

Continua a posição da Alemanha e do seu imperador, Guilherme II. Para a Tribuna de Genebra, “o futuro da Europa e da civilização está em suas mãos”. Quanto ao La Suisse, o jornal escreveu. “Nessas horas de tempestade, o mundo inteiro tem seus olhos voltados para o soberano que lhe parecia como lhe aparece como o mestre do tempo e que seria suficiente um gesto enérgico para apaziguar as paixões desencadeadas, para pôr fim aos excessos do partido militar austríaco e interromper o rearmamento que seguem febrilmente seu curso das margens do Atlântico até as fronteiras da Ásia.”

Mas esse “gesto enérgico” nunca ocorreu…

O jogo de alianças

Em 1914 existiam dois sistemas antagônicos de alianças: a Tripla Aliança (Alemanha, Áustria-Hungria, Itália) e a Tríplice Entente (Reino Unido, França e Rússia).

O jogo de alianças transformou o conflito local entre a Áustria e a Sérvia em um conflito europeu e, posteriormente, mundial.

Em um primeiro tempo, a Rússia apoiou a Sérvia, enquanto a Alemanha apoiava a Áustria. Depois a França interviu devido a sua aliança militar com a Rússia.

No início fora do conflito, o Reino Unido interveio quando a Alemanha violou a neutralidade belga para penetrar em território francês.

A Itália permaneceu neutra antes de aderir a Tríplice Entente em 1915 para recuperar as minorias italianas do Império Austríaco (Trieste e Tirol do Sul).

Dentre as outras grandes potências, o Império Otomano se juntou às potências centrais em 1915 e os Estados Unidos aos aliados, em 1917.

Por Olivier Pauchard, Adaptação: Alexander Thoele

Shaqiri brilha, desencanta e Suíça vai encarar a Argentina nas oitavas de final

Craque decidiu vitória sobre Honduras na Arena Amazônia; Agora, próximo compromisso é na terça-feira, em São Paulo

O DIA

Manaus – A Suíça está nas oitavas. Shaqiri finalmente desencantou e liderou os suíços ao marcar os três gols da vitória sobre Honduras. O resultado se uniu ao empate entre Equador e França e garantiu os europeus na próxima fase após terminar na segunda posição do Grupo E. Agora é mata-mata. Após a vitória por 3 a 0 nesta quarta, o próximo compromisso é pelas oitavas de final e contra a poderosa Argentina, às 13h de terça-feira, na Arena Corinthians.

A partida foi dura, mas o que mais chamou atenção foi o alto número de faltas. Sem muita técnica, a equipe hondurenha parava o jogo da maneira que podia para evitar os contra-ataques suíços. Partida dura para encerrar a primeira fase da Copa para as duas equipes do Grupo E. Agora é Honduras de volta para casa e Suíça com foco total no mata-mata.

Matador! Shaqiri brilha e garante vitória da Suíça sobre Honduras em Manaus

Foto:  Reuters

A Suíça buscou o gol logo no primeiro minuto. O ataque foi pela esquerda e o goleiro Valladares fez milagre para evitar o gol adversário. No minuto seguinte, o fato foi inusitado: Epinoza travou jogada suíça e o gramado ficou prejudicado. O árbitro e alguns jogadores tiveram que apelar para os pisões no local afetado para amenizar a situação na tal parte do campo.

Mas não demorou muito para a rede balançar. Shaqiri recebeu pela direita e ajeitou para dar um belo chute de fora da área. A bola foi no ângulo e sem chance para Valladares. Vantagem suíça logo aos seis minutos de jogo. O jogo, no entanto, não era dos melhores. O baixo nível técnico e o forte embate no meio de campo deixava a partida longe do alto estilo da Copa.

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O que mais chamava atenção era o alto número de faltas. Sem conseguir encaixar os ataques, Honduras parava os contragolpes suíços na base das faltas. Os europeus, por sua vez, esperavam o momento certo para chegar ao gol novamente e foi Shaqiri que marcou novamente. Eram 31 minutos quando a Suíça emplacou um bom contra-ataque pela esquerda e o camisa 23 recebeu livre. O craque entrou na área e tocou na saída do goleiro Valladares para ampliar a vantagem.

O jogo ainda contou com uma rápida parada para que o goleiro Benaglio fosse atendido. Enquanto isso, os demais jogadores aproveitaram para se hidratar e retomar o ritmo em campo. Quando a bola voltou a rolar, no entanto, nada mais aconteceu na primeira etapa. Tudo dava certo para a classificação suíça…

Para tudo! Alto número de faltas marcou o duelo na Arena da Amazônia

Foto:  Reuters

Para começar o segundo tempo, apenas Honduras mudou o time. A segunda modificação feita pelo técnico Luis Suárez foi com a entrada de Marvin Chavez no lugar de Espinoza. O fato, no entanto, não teve muito resultado nos primeiros lances e foi a Suíça que começou atacando, e com perigo. A Honduras respondeu pouco tempo depois, mas nem mesmo o vacilo da zaga suíça ajudou Bengson a diminuir o placar.

FOTOGALERIA: As melhores imagens do duelo entre Honduras e Suíça

Honduras não desistia e partia com tudo para o ataque. A Suíça tinha o trabalho de se defender e evitar qualquer susto no gol de Benaglio, que teve trabalho para segurar os rivais. Tentando reagir, Honduras passou a ter mais posse de bola, enquanto os adversários se defendiam e buscavam o contra-ataque de maneira tranquila.

A Suíça passou a se postar totalmente na retranca. Honduras buscava o ataque e se revoltou após um pênalti não marcado pelo árbitro Nestor Pitana. Os hondurenhos não desistiam, mas as coisas não davam certo mesmo… Shaqiri estava apagado na segunda etapa mas, aos 26 minutos, o craque recebeu bom passe e bateu no contrapé de Valladares para garantir de vez a vitória.

Nem mesmo o terceiro gol suíço fez Honduras abrir mão do ataque. Mesmo com a missão ainda mais difícil, a equipe de Sua´rez buscava o ataque a todo custo, mas nada dava certo. No lance de mais perigo, Benaglio brilhou e evitou o gol de honra dos rivais. O dia foi mesmo do craque Shaqiri…

Honduras busca o ataque, mas não consegue furar a retranca suíça no segundo tempo

Foto:  Reuters

FICHA TÉCNICA

Honduras 0x3 Suíça

Estádio: Arena Amazônia (Manaus) 
Árbitro: Nestor Pitana (Argentina) 
Público: 40.332 presentes 
Gols: Shaqiri (6′ do 1ºT, 31 do 1ºT, 26′ do 2ºT) 
Cartão amarelo: Jerry Palacios (Honduras) 
Cartão vermelho: –

Honduras: Valladares, Beckeles, Victor Bernardez, Maynor Figueroa, Juan Garcia; Jorge Claros, Wilson Palacios, Espinoza (Marvin Chavez), Boniek García (Najar); Carlos Costly (Jerry Palacios) e Jerry Bengston. Técnico: Luis Suárez.

Suíça: Benaglio, Lichtsteiner, Djourou, Schär, Ricardo Rodriguez; Inler, Behrami, Shaqiri (Dzemaili), Xhaka (Lang), Mehmedi; Drmic (Seferovic). Técnico: Ottmar Hitzfeld.

Suíça marca presença fora de campo durante a Copa no Brasil

Ponto de encontro: suíços e brasileiros torcendo juntos no jogo Suiça x Equador em 15 de junho.

Ponto de encontro: suíços e brasileiros torcendo juntos no jogo Suiça x Equador em 15 de junho. (Keystone)

Por Maurício Thuswohl, swissinfo.ch 
Rio de Janeiro
23. Junho 2014 

A Copa do Mundo oferece visibilidade não apenas para o Brasil, mas também marcas e até mesmo países. No “Baixo Suíça” aberto em uma área nobre do Rio de Janeiro, o país dos Alpes reúne torcedores e apresenta também suas qualidades. swissinfo.ch esteve por lá.

Além do bom futebol apresentado pelos jogadores de sua equipe nacional de futebol nestes primeiros dias de Copa do Mundo, a Suíça já pode comemorar um bonito gol marcado fora das quatro linhas de jogo. Decidido a fortalecer nos próximos anos sua presença no país que recebe o torneio com maior visibilidade em todo o mundo e também receberá os Jogos Olímpicos em 2016, o governo suíço traça no Brasil um programa de ação que transcende o intercâmbio sociocultural possibilitado pela Copa e passa também pelo apoio a projetos humanitários, por parcerias no campo científico e tecnológico e por uma bem estruturada campanha de comunicação que durará pelos próximos dois anos.
 
Todas as ações serão coordenadas pela Embaixada da Suíça no Brasil e executadas pela Presença Suíça, que é uma seção do Departamento Federal de Assuntos Estrangeiros dedicada a promover a imagem do país no exterior. Sua divulgação ficará a cargo da plataforma de comunicação “Swissando 2014-2016”, que foi lançada oficialmente no Rio de Janeiro, a dois dias do início da Copa, durante a inauguração do espaço “Baixo Suíço”, que será o ponto de encontro oficial de suíços e simpatizantes durante o torneio de futebol realizado no Brasil.
 
A Suíça anunciou seu apoio a três projetos sociais que serão executados nas três cidades que recebem jogos da equipe suíça durante a primeira fase da Copa (Brasília, Salvador e Manaus): “Serão três projetos sociais diferentes, mas todos ligados aos Direitos Humanos. Não queremos apenas fazer esporte, mas fazer progredir um país que avança, mas que ainda precisa que o ajudemos um pouco, como é o caso do Brasil”, diz o embaixador Nicolas Bideau, diretor da Presença Suíça.
 
Em Brasília, a Suíça apoiará o projeto de produção de um filme sobre a história da comunidade Sol Nascente, que será contada a partir do ponto de vista de seus próprios moradores. O filme será produzido por um grupo de 30 jovens carentes da comunidade. Em Salvador, será apoiado um projeto de geração de renda alternativa, a partir da formação em cursos de artesanato e corte e costura, para jovens e mulheres desempregados que habitam bairros carentes.
 
Em Manaus, o governo suíço passa a apoiar um projeto na área de saúde que existe desde 2010 e tem o objetivo de reduzir em 25% o número de crianças subnutridas em comunidades indígenas da etnia Yanomami. Nos três projetos, a Suíça atua em parceria com as organizações não governamentais R.U.A.S. (Brasília), Junta Pernambues em Ação (Salvador) e Secoya (Manaus).

Baixo Suíço

fan zone oficial da Suíça durante a Copa do Mundo será o Baixo Suíço, espaço que funcionará no descolado restaurante Palaphita Kitch, situado às margens de um dos principais pontos turísticos do Rio de Janeiro, a Lagoa Rodrigo de Freitas. O espaço estará aberto durante toda a Copa e, em dias de jogos da Suíça, terá atividades culturais e distribuição de prêmios. A culinária suíça também está presente, e o restaurante serve neste período pratos típicos como raclete, rosti e bratwurst, entre outras iguarias.
 
Apesar do mau tempo, cerca de 300 pessoas participaram da festa de inauguração do Baixo Suíço que, além da convidativa gastronomia, teve atrações musicais suíças, participação da bateria da escola de samba Unidos da Tijuca e distribuição de brindes que incluíam ingressos para os jogos da Suíça, além da presença de autoridades diversas. Uma das atrações foi o cão Rufus, da raça São Bernardo, que voltará ao Baixo Suíço em dias de jogos da equipe suíça.
 
“Iniciamos uma campanha de comunicação da Suíça no Brasil que vai durar os próximos dois anos. Para nós, é muito importante aproveitar essa plataforma neste período de Copa do Mundo e de Jogos Olímpicos para melhor fazer compreender o que é a Suíça. É por isso que fizemos esse espaço do Baixo Suíço, que é uma mistura da Suíça com o Brasil”, diz o embaixador André Regli.
 
O objetivo do governo suíço, continua o embaixador, é estender e intensificar a presença do país no Brasil até os Jogos Olímpicos: “Nós teremos em 2016 no Rio de Janeiro a Casa da Suíça, assim como fizemos em Londres 2012. Entre os dois eventos, teremos diferentes projetos. A Suíça será muito presente nos próximos dois anos e o Brasil ainda vai falar muito da Suíça”, afirma Regli.
 
O embaixador lembra que a presença da Suíça se dará também no campo da inovação científica e tecnológica, com a recente inauguração do escritório Swissnex no Rio de Janeiro: “É fundamental ter o Swissnex neste momento. É uma situação vantajosa para o Brasil e a Suíça porque a ciência e a tecnologia são temas que podem nos levar a intensificar as relações bilaterais entre os dois países. O Brasil é muito forte em alguns setores da ciência e tecnologia, e a Suíça também. Graças ao Swissnex, poderemos reunir as experiências dos dois países nesse domínio”.

ENTREVISTA

Suíça quer reforçar imagem no Brasil durante a Copa

Nicolas Bideau durante uma coletiva de imprensa.

Pesquisas de opinião mostram que os brasileiros desconhecem a Suíça. Para solucionar o problema, o governo decidiu lançar uma campanha milionária de comunicação de três anos para ser executada entre a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos. Seu coordenador é o embaixador Nicolas Bideau, chefe da Presença Suíça. Em entrevista à swissinfo, ele dá os detalhes.  […]

 

Samba e carnaval

 Entre o futebol e os esportes olímpicos, uma das novidades da Presença Suíça estará relacionada a outras duas paixões da maioria dos brasileiros, o samba e o carnaval: “Nossa ideia é encontrar a cada ano um evento forte. Este ano, temos a Copa e em 2016 os Jogos Olímpicos. Para 2015, estamos procurando um projeto forte e já travamos um primeiro contato com uma importante escola de samba do Rio de Janeiro para saber se ela pode representar a Suíça no carnaval”, adianta Nicolas Bideau.
 
Embora as autoridades suíças não confirmem, a Unidos da Tijuca, que nos últimos anos venceu por três vezes o disputadíssimo carnaval carioca, já admite que seu enredo em 2015 será sobre a Suíça. Segundo integrantes da escola, o título provisório do enredo é “Um Conto Marcado no Tempo”, que abordará a história da Suíça a partir da tradição do país na indústria relojoeira.

Procurador diz que ficha médica de Schumacher foi roubada na França

As informações sobre o estado de saúde de Michael Schumacher (foto) estão sendo vendidas por R$ 150 mil reais.

As informações sobre o estado de saúde de Michael Schumacher (foto) estão sendo vendidas por R$ 150 mil eais|REUTERS/Scott|Wensley/Files

Os registros médicos de Michael Schumacher foram provavelmente roubados em Grenoble, afirmou nesta terça-feira (24) o procurador encarregado da investigação, Jean-Yves Coquillat. Os documentos em questão são um relatório preparado pelo médico de Schumacher para os colegas suíços que assumiram o caso.

A polícia francesa ainda não pôde estabelecer formalmente essa hipótese, mas acredita que crime aconteceu na França e não durante a transferência do ex-piloto para a Suíça.

Na última quinta-feira, o hospital de Grenoble, onde Schumacher esteve internado durante quase seis meses, prestou queixa por roubo e violação de sigilo médico, depois de ser alertado pela família do alemão que documentos confidenciais sobre seu estado de saúde estavam sendo oferecidos a jornalistas. O hospital faz uma investigação interna para apurar se o sistema de informática do estabelecimento foi pirateado.

Por enquanto, nenhum veículo europeu publicou as informações médicas do campeão da Fórmula 1. Segundo o procurador de Grenoble, elas foram oferecidas a jornalistas alemães, franceses e suíços. O “vendedor” se comunica por email e cobra 50 mil euros, cerca de 150 mil reais, pela ficha médica de Schumacher.

Jean-Yves Coquillat afirma que, em seus contatos, o “vendedor” fornece detalhes do tratamento de Schumacher, para convencer seus interlocutores que dispõe do relatório completo, de 12 páginas.

A porta-voz do piloto, Sabine Kehm, adverte que a compra de informações médicas confidenciais é proibida por lei, e ameaça ir à justiça contra os veículos que ousarem desafiar a interdição.

Suíça quer reforçar luta contra lavagem de dinheiro

22/06/2014 

Zurique, 22 – A chefe do departamento financeiro suíço, Eveline Widmer-Schlumpf, pretende implementar a troca automática de informações financeiras na Suíça, um passo que pode enfraquecer ainda mais a prática de longa data de sigilo bancário do país alpino.

Eveline disse que a iniciativa pode ajudar na luta contra a lavagem de dinheiro e servir aos interesses da Suíça. Os comentário integram uma entrevista ao jornal suíço SonntagsZeitung.

Segundo as propostas, os clientes do sistema bancário suíço podem optar por pagar um imposto retido na fonte ou permitir que o seu banco forneça informação relevante diretamente para autoridades fiscais.

“É preciso discutir como, em casos de suspeita de fraude e evasão fiscais, informações bancárias possam ser acessadas”, disse Eveline ao jornal. O sigilo bancário suíço vem sendo alvo de pressão nos últimos anos pelos países que investigam contas sigilosas de seus cidadãos.

“Você não quer que sonegadores e fraudadores tenham um nível de proteção mais elevado do que as pessoas que agem corretamente”, disse a chefe do departamento financeiro suíço. Conforme Eveline, as propostas não significam o fim do sigilo bancário em geral. Ela acrescentou que se opõe a tornar públicos dados bancários ou dar a autoridades acesso irrestrito ao sistema.

 
Fonte: Dow Jones Newswires.

Parapentista japonês é encontrado morto na Suíça

AFP – Agence France-Presse

22/06/2014 

Um parapentista japonês de 44 anos faleceu em Grindelwald, no centro da Suíça, anunciou no domingo a polícia de Berna.

As forças de segurança foram advertidas sobre o acidente na tarde do sábado, mas quando a equipe de resgate chegou ao local o homem já estava morto.

Seu corpo foi encontrado em um terreno íngreme, no sopé de um penhasco, indicou a polícia. A principal hipótese é que o parapentista perdeu altura – por razões desconhecidas – e se chocou com a montanha.

Foi aberta uma investigação para determinar as circunstâncias do acidente.

As novas caricaturas de Chappatte

16 de maio de 1991. A adesão à União Europeia se torna prioridade para o governo. Depois a maioria dos eleitores sempre rejeitou a proposta.

21 Junho, 2014

Vaca pula em telhado de casa e assusta moradores de vilarejo

Animal fugia de rebanho e era perseguido pelo dono

O DIA

Suíça – Moradores da área rural de Ludernalp, em Berna, capital da Suíça, foram surpreendidos ao encontrarem uma vaca no alto do telhado de um casa da região. “Tive que olhar três vezes para acreditar que realmente tinha uma vaca no telhado”, disse o dono do animal ao jornal Rolf Steiner. Mais tarde, a vaca desceu do telhado sem ajuda dos moradores.

Vaca pulou em telhado enquanto fugia do dono na Suíça e acabou descendo do alto da casa sozinha

Foto:  Reprodução Internet

Segundo a publicação, a vaca fugiu do rebanho e ao ser perseguida pelo dono saltou sobre o telhado de uma das casas do local. O morro da fazenda em que o animal estava fica próximo às casas e o permitiu saltar com facilidade.

O dono do animal ainda tentou usar uma escada para ajudar a retirar a vaca do telhado da casa, mas acabou caindo durante as tentativas.

O animal não se feriu, já a residência sofreu vários danos com a “escalada”.