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Cruz Vermelha suspende operação contra ebola no sul de Guiné após ameaças

Por Misha Hussain

DACAR (Reuters) – A Cruz Vermelha em Guiné disse nesta quarta-feira que foi forçada a suspender operações contra casos de ebola no sudeste do país após seus funcionários terem sido ameaçados por um grupo de homens armados com facas.

O incidente aconteceu na terça-feira em Gueckedou, cerca de 650 quilômetros da capital Conacri, e é o mais recente em uma série de episódios contra trabalhadores de saúde, prejudicando esforços para ajudar um frágil sistema de saúde no combate a uma das doenças mais mortais do mundo.

Um centro da ONG Médicos Sem Fronteiras, na cidade próxima de Macenta, foi atacado por jovens há dois meses, após funcionários locais terem sido acusados de trazer a doença para Guiné.

“Locais portando facas cercaram um veículo da Cruz Vermelha. Suspendemos as operações por questões de segurança”, disse um representante da Cruz Vermelha no oeste da África, pedindo para não ser identificado.

“Imagino que não será a última vez que isso acontece”, acrescentou.

O surto da doença em Guiné, Libéria e Serra Leoa é o maior e mais mortal já visto, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). A entidade registrou 467 mortes em 759 casos desde fevereiro.

Anvisa suspende venda e uso de lote de remédio para depressão

Agência Brasil

Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicada nesta segunda-feira no Diário Oficial da União suspende a distribuição, a comercialização e o uso, em todo o território nacional, do lote 12096555 (validade: 09/2015) do medicamento Imipra 25mg (cloridrato de imipramina), apresentação de 200 comprimidos, fabricado pela empresa Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda.
 
De acordo com o texto, a própria empresa encaminhou à Anvisa um comunicado de recolhimento do produto devido a resultados insatisfatórios no teste de teor de princípio ativo. A agência determinou que a empresa promova o recolhimento de todo o estoque existente no mercado relativo ao lote.
 
A resolução entra em vigor hoje.

Anvisa suspende comercialização de medicamentos e desinfetante sanitário

De A Tribuna On-line

N/A

Vários remédios estão na lista de suspensos da Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta terça-feira a suspensão da comercialização e venda de vários medicamentos e produto de limpeza.

Entre os remédios suspensos, está o lote 0909108 de Omeprazol 10mg, apresentação com 14 cápsulas. Segundo o órgão, o Laboratório Teuto Brasileiro informou que o medicamento apresenta cartonagens do Omeprazol 20mg. Esse medicamento é indicado para controlar a produção de ácido no estômago e tratar úlceras gástricas e duodenais e refluxo.

A Anvisa interditou cautelarmente, por 90 dias, os lotes nº 45071 e nº 45072 do medicamento Comple B Comprimidos Revestidos, válidos até agosto de 2015 e produzidos pela empresa Natulab Laboratório S.A. “A medida é por conta dos resultados insatisfatórios obtidos nos ensaios de análise de rotulagem e aspecto dos comprimidos, onde apresentaram rachaduras e maior friabilidade”, explica a Agência.

Os lotes 130857, 130608 e 130609 deMebendazol 20 mg/mL suspensão oral, da Mariol Industrial Ltda, foram suspensos por apresentar desvio de qualidade, especialmente relacionado à dificuldade de ressuspensão.

Irregulares
A agência decidiu também determinar a suspensão da fabricação, distribuição, divulgação, comercialização e uso, em todo o território nacional, de produtos da empresa Bio Carb Indústria Química Ltda que não estão regulamentados, como o DDVP 1000 inseticida 100CE (1000mL); Suprema Moluscicida, à base de metaldeído (250g); Atack pó formicida (1kg) e Inseticida Pó Pulmax pronto uso – talqueira (100 g).

Limpeza
Outro produto proibido foi o lote 005 do saneante desinfetante para uso geral marca Candura, fabricado pela empresa Iplasa Indústria e Comércio de Produtos Domissanitários Ltda., com validade até 30 de agosto de 2014.

Essas decisões foram publicadas, ontem, em resolução da Superintendência de Fiscalização, Controle e Monitoramento da Anvisa, no Diário Oficial da União.

Anvisa suspende comercialização de medicamento para controle de diabetes

Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou hoje a suspensão da distribuição, do comércio e do uso, em todo o País, dos lotes 2543982 e 2550163 do medicamento genérico Cloridrato de Metformina, em comprimidos de 500mg, fabricado pela empresa Ranbaxy Farmacêutica.

A medida, publicada no Diário Oficial da União, foi adotada devido à comunicação da empresa que constatou que os medicamentos dos referidos lotes apresentam teor ativo abaixo do limite especificado no estudo de estabilidade.

A Anvisa determinou ainda que a Ranbaxy Farmacêutica recolha o estoque dos lotes do medicamento existente no mercado.

ANS anuncia suspensão de 161 planos de saúde de 36 operadoras

Proibição começa a valer a partir de sexta-feira

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou nesta quarta-feira a suspensão da comercialização de 161 planos de saúde de 36 operadoras do País. A proibição de venda de planos é resultado das reclamações de consumidores que tiveram os prazos para consultas, exames e cirurgias descumpridos ou, então, coberturas indevidamente negadas aos consumidores. 

• Confira os planos de saúde suspensos

Dos 161 planos, 132 estão sendo suspensos a partir deste 9º ciclo de Monitoramento da Garantia de Atendimento e 29 permaneceram com a comercialização proibida, desde o ciclo anterior, por não terem alcançado a melhoria necessária para serem reativados. Entre as operadoras, 26 permaneceram proibidas de comercializar seus produtos e 10 novas empresas entram na lista – oito delas têm planos suspensos pela primeira vez. As suspensões preventivas e reativações de planos são divulgadas a cada três meses.

Em contrapartida, as operadoras que apresentaram avanços no atendimento às reclamações dos consumidores podem voltar a comercializar seus planos. O 9º ciclo tem 21 operadoras totalmente reativadas e 16 parcialmente. As reativações do 9º ciclo beneficiam diretamente 1,3 milhão de consumidores – eles têm contratos com os 82 planos que estão sendo reativados e, portanto, tiveram de ser melhorados de um ciclo para o outro. 
As suspensões de planos são resultado das 13.079 reclamações recebidas no período de 19 de dezembro de 2013 a 18 de março de 2014 sobre 513 diferentes operadoras. Desse total, a ANS obteve 86,3% de resolução na mediação de conflitos entre os consumidores e as operadoras sem a necessidade de abertura de processos administrativos.

O Monitoramento da Garantia de Atendimento utiliza como base todas reclamações referentes a problemas assistenciais que chegam aos canais da ANS, como o rol de procedimentos, período de carência dos planos, rede de atendimento, reembolso e autorização para procedimentos. Essas reclamações devem ser solucionadas pelas operadoras em até cinco dias úteis, a partir do momento que as queixas são registradas na Agência. Na sequência, o consumidor tem 10 dias úteis para informar se o seu problema foi ou não resolvido.

Na prática, esse processo propicia maior agilidade na resolução dos problemas assistenciais dos 50,3 milhões de consumidores de planos de assistência médica e 20,7 milhões em planos apenas odontológicos do país. Desde 2011, quando foi criado, o programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento já suspendeu preventivamente 868 planos de 113 operadoras. Ao longo dos nove ciclos, houve a reativação de 705 planos de saúde, que melhoraram o atendimento ao consumidor.

Tratamento contra câncer

A partir desta semana, as operadoras de planos de saúde passam a fornecer aos pacientes com câncer medicamentos para controle dos efeitos colaterais e adjuvantes relacionados ao tratamento quimioterápico oral ou venoso. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicou resolução que obriga a distribuição de oito grupos de medicamentos, de uso domiciliar, para tratar os efeitos colaterais da doença. A medicação visa o controle dos efeitos colaterais provocados pelo tratamento do câncer como anemia; infecções; diarreia; dor neuropática; neutropenia com fatores de crescimento de colônias de granulócitos; náusea e vômito; rash cutâneo e tromboembolismo.

Desde janeiro, o tratamento para o câncer com medicamentos via oral faz parte do novo Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS. Conforme estimativa da Agência, cerca de 10 mil pessoas já recebem dos planos de saúde tratamento para o câncer em casa. Passaram a ser ofertados medicamentos para tumores de grande prevalência, como estômago, fígado, intestino, rim, testículo, mama, útero e ovário.

Panorama atual

• 36 operadoras com planos suspensos
• 161 planos com comercialização suspensa
• 1,7 milhão de consumidores protegidos
• Nos nove ciclos de monitoramento, 868 planos de saúde de 113 operadoras foram suspensos e 705 planos reativados

* Com informações da ANS

Fonte; Correio do Povo

Governo federal suspende verba

Da Reportagem

O Ministério da Saúde publicou uma portaria no Diário Oficial da União do último dia 2 em que comunica a suspensão de recursos para 33 municípios de Mato Grosso. 

A medida do governo federal foi tomada após descumprimento de normas referentes à prestação de informações sobre vigilância sanitária. A constatação da União acerca das irregularidades foi feita em março deste ano e não informa o valor bloqueado para as cidades. 

A falta de fornecimento de informações ao Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (SCNES) e/ou a não alimentação ao Sistema de Informação Ambulatorial (SAI/SUS), que deveriam prestar contas a respeito da situação das unidades de saúde, ocorreu entre os meses de agosto e dezembro de 2013 por parte dos municípios. 

Segundo a portaria, o bloqueio de recursos é retroativo e corresponde ao primeiro quadrimestre de 2014. 

Uma das cidades que deixa de receber a verba federal é Cuiabá. Além dela, Chapada dos Guimarães, Barão de Melgaço, Cáceres, Nova Xavantina e Tangará da Serra também figuram na lista. 

A determinação do governo federal obedeceu, entre outras coisas, à Portaria n.º 1.378 do Ministério de Saúde, de 9 de julho de 2013, que regulamenta as responsabilidades e define diretrizes para execução e financiamento das ações de Vigilância em Saúde pela União, estados, Distrito Federal e municípios. 

Ainda conforme o documento publicado, a suspensão dos repasses entrou em vigor na data de sua publicação, ou seja, na última sexta-feira (2). 

Também deixaram de receber os recursos Acorizal, Apiacás, Confresa, Curvelândia, Denise, Diamantino, Figueirópolis D’Oeste, Glória D’Oeste, Guiratinga, Indiavaí, Jaciara, Jauru, Mirassol d’Oeste, Nobres, Nossa Senhora do Livramento, Nova Bandeirantes, Nova Brasilândia, Nova Canaã do Norte, Nova Guarita, Nova Santa Helena, Novo Horizonte do Norte, Novo Santo Antônio, Novo São Joaquim, Santa Carmem, Santa Terezinha, Tabaporã, e Vila Bela da Santíssima Trindade. (TP) 

Justiça suspende licença da usina São Manoel, no rio Teles Pires, para proteger índios isolados

Reprodução

Estudos ambientais, ignorados pela Empresa de Pesquisa Energética e pelo Ibama, mostram impactos irreversíveis sobre indígenas que vivem em isolamento voluntário no Pará

02/05/2014

Da Redação

A Justiça Federal do Mato Grosso suspendeu, a pedido do Ministério Público Federal, o licenciamento da usina hidrelétrica de São Manoel no rio Teles Pires, próximo à divisa com o Pará. O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) deve suspender a licença prévia que concedeu ao empreendimento, sob pena de multa de R$ 500 mil. 

De acordo com os Estudos de Impacto Ambiental da usina de São Manoel, a usina atingirá as terras indígenas Munduruku, Kayabi e Apiaká do Pontal. “É inadmissível a imposição da aceleração de um procedimento complexo de licenciamento, que ignore os impactos socioambientais sobre as comunidades com povos indígenas isolados”, assinalou o juiz Ilan Presser, da 1ª Vara de Cuiabá.
  
Os estudos apontam que a obra na região vai provocar escassez irreversível de recursos naturais hoje abundantes para as populações indígenas, além da proliferação, também irreversível, de doenças como leishmaniose, dengue, febre amarela, malária e outras. Diante desses impactos, o grupo indígena na terra Apiaká é o mais vulnerável de todos os indígenas afetados. 

“Não se pode admitir, no presente momento, a continuidade do licenciamento da UHE São Manoel, sob pena de malferimento dos artigos 216 e 231 da Constituição, a permitir um etnocídio da minoria dos índios isolados pela sociedade envolvente”, diz a decisão judicial. Os artigos 216 e 231 tratam da proteção do patrimônio cultural brasileiro e dos direitos indígenas. “A vontade da Constituição é de preservação e fomento do multiculturalismo; e não da produção de um assimilacionismo e integracionismo, de matriz colonialista, impostos pela vontade da cultura dominante em detrimento dos modos de criar, fazer e viver dos índios isolados”, diz a decisão.

A Justiça também chamou atenção para o fato de que não se trata de apenas uma usina, mas de um conjunto de empreendimentos que pode mudar completamente a região inteira. O complexo hidrelétrico do rio Teles Pires prevê sete barragens: UHE Teles Pires, UHE Colíder, UHE Sinop, UHE São Manoel, UHE Foz do Apiacás, UHE Magessi e UHE Salto do Apiacás.

 
 

Reprodução

Estudos ambientais, ignorados pela Empresa de Pesquisa Energética e pelo Ibama, mostram impactos irreversíveis sobre indígenas que vivem em isolamento voluntário no Pará

Da Redação do Brasil de Fato

A Justiça Federal do Mato Grosso suspendeu, a pedido do Ministério Público Federal, o licenciamento da usina hidrelétrica de São Manoel no rio Teles Pires, próximo à divisa com o Pará. O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) deve suspender a licença prévia que concedeu ao empreendimento, sob pena de multa de R$ 500 mil. 

De acordo com os Estudos de Impacto Ambiental da usina de São Manoel, a usina atingirá as terras indígenas Munduruku, Kayabi e Apiaká do Pontal. “É inadmissível a imposição da aceleração de um procedimento complexo de licenciamento, que ignore os impactos socioambientais sobre as comunidades com povos indígenas isolados”, assinalou o juiz Ilan Presser, da 1ª Vara de Cuiabá.
  
Os estudos apontam que a obra na região vai provocar escassez irreversível de recursos naturais hoje abundantes para as populações indígenas, além da proliferação, também irreversível, de doenças como leishmaniose, dengue, febre amarela, malária e outras. Diante desses impactos, o grupo indígena na terra Apiaká é o mais vulnerável de todos os indígenas afetados. 

“Não se pode admitir, no presente momento, a continuidade do licenciamento da UHE São Manoel, sob pena de malferimento dos artigos 216 e 231 da Constituição, a permitir um etnocídio da minoria dos índios isolados pela sociedade envolvente”, diz a decisão judicial. Os artigos 216 e 231 tratam da proteção do patrimônio cultural brasileiro e dos direitos indígenas. “A vontade da Constituição é de preservação e fomento do multiculturalismo; e não da produção de um assimilacionismo e integracionismo, de matriz colonialista, impostos pela vontade da cultura dominante em detrimento dos modos de criar, fazer e viver dos índios isolados”, diz a decisão.

A Justiça também chamou atenção para o fato de que não se trata de apenas uma usina, mas de um conjunto de empreendimentos que pode mudar completamente a região inteira. O complexo hidrelétrico do rio Teles Pires prevê sete barragens: UHE Teles Pires, UHE Colíder, UHE Sinop, UHE São Manoel, UHE Foz do Apiacás, UHE Magessi e UHE Salto do Apiacás.

Arquidiocese suspende programação da Semana Santa na Catedral Metropolitana

Douglas Corrêa – Repórter da Agência Brasil Edição: Fábio Massalli
Ex-ocupantes do prédio da Oi permanecem acampados na área externa da Catedral Metropolitana depois de serem retirados da frente da prefeitura (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Ex-ocupantes do prédio da Oi permanecem acampados na área externa da Catedral Metropolitana Tânia Rêgo/Agência Brasil

Toda a programação da Semana Santa da Arquidiocese do Rio de Janeiro na Cadetral Metropolitana de São Sebastião, na Avenida Chile, região central da cidade, foi cancelada ontem (18), por medida de segurança, porque cerca de 50 pessoas, ex-ocupantes do terreno da Oi, no Engenho Novo, acamparam em frente à entrada principal da igreja. O cancelamento foi um fato inédito. Os manifestantes que estavam acampados há dez dias em frente ao prédio do Centro Administrativo da prefeitura do Rio, na Cidade Nova, deixaram o local e rumaram para a catedral.

Auto da Encenação da Paixão de Cristo, que ocorreria na sexta-feira, à partir das 18h, foi cancelado, como também a ação litúrgica marcada para as 15h. De acordo com a Associação Cultural da Arquidiocese, há 45 anos o Auto da Paixão é encenado e faz parte do calendário religioso da cidade. Esta seria a primeira vez que a celebração ocorreria dentro da catedral e não nos Arcos da Lapa, tradicional cenário do evento, que passa por uma obra de revitalização.

A vigília marcada para hoje (19), às 19h30, que ocorreria na Catedral de São Sebastião, ainda não tem a paróquia definida onde ocorrerá a cerimônia. A tradicional missa de Páscoa, no domingo às 10h, não tem lugar certo para celebração, como também o almoço de Páscoa, que encerra as celebrações  da Semana Santa, marcado para as 11h45 na Catedral Metropolitana, quando o cardeal arcebispo do Rio, dom Orani Tempesta recebe moradores de rua.

Em nota, a Arquidiocese do Rio informa que “apesar das negociações terem se encaminhado para o atendimento provisório dos efetivamente necessitados, em local do Poder Público, com o apoio da Igreja e de serviços sociais e apesar de os necessitados  terem inicialmente aceito, ao final, não se chegou a uma solução satisfatória. Após ouvir assessorias, os necessitados retrocederam”.

A Arquidiocese do Rio lamenta que existam pessoas que ainda sofram em virtude da ausência de moradia e sejam manipuladas por outros interesses. A catedral permanecerá fechada. O cardeal informou que “em solidariedade a todos os necessitados fará as celebrações pascais em comunidades que experimentam a pobreza aguda e que serão informadas oportunamente”. A Arquidiocese do Rio de Janeiro “reafirma sua intenção inicial de servir como mediadora entre os necessitados e o Poder Público para encontrar uma saída.”

A advogada Eloisa Samy, do Instituto dos Defensores dos Direitos Humanos (DDH), que acompanha os sem-teto, disse que eles vão permanecer acampados neste final de semana em frente à catedral. Ela disse que a prefeitura tinha feito uma proposta inicial de mandar 19 homens do movimento para hotéis pagos por ela e encaminhar mulheres e crianças para um abrigo em Jacarepaguá, na zona oeste. A proposta não foi aceita porque “eles não aceitam ficar separados”.

Segundo Eloisa, eles querem ou que todos fiquem juntos em hotéis ou então que a pefeitura garanta o pagamento do aluguel social, no valor de R$ 400, por três meses. Ela informou também que o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) levará marmitas para serem distribuídas entre os manifestantes hoje e que também haverá, no final da tarde, a distribuíção de ovos de Páscoa para os acampados.

‘Cumpro ordens’, diz Argel após tirar Lusa de campo

O técnico da Portuguesa, Argel Fucks, fugiu de qualquer responsabilidade sobre a decisão de tirar a equipe de campo na partida desta sexta-feira, contra o Joinville, na casa do adversário, na rodada inaugural da Série B. De acordo com o treinador, ele só cumpre ordens e a decisão pela saída do gramado aos 18 minutos do primeiro tempo foi do presidente Ilídio Lico.

“É uma decisão do presidente. Eu, como funcionário do clube, tenho que acatar. Sou funcionário e me resguardo de qualquer outra coisa”, disse ele, na porta do vestiário, logo após o árbitro encerrar a partida, meia hora depois de a Lusa deixar o gramado.

O técnico Argel Fucks disse que cumpriu ordens ao tirar time de campo
O técnico Argel Fucks, da Portuguesa, disse que cumpriu ordens e tirou o time de campo

Questionado pelos repórteres, Argel ressaltou que é o presidente quem deve se explicar. “Eu já falei o que eu tinha que falar. Eu sou funcionário da Portuguesa, sou funcionário do clube. É uma decisão do presidente, do departamento de futebol. Eu como funcionário tenho que acatar. É melhor vocês (jornalistas) conversarem com outras pessoas então.”

Aos 18 minutos do jogo na Arena Joinville, o delegado da partida de Joinville, Laudir Zermiani, entrou no gramado com a liminar e imediatamente Argel pediu que os jogadores saíssem do campo. Os atletas do Joinville permanecem no gramado da Arena até que o árbitro encerrasse o jogo, meia hora depois.

O torcedor da Portuguesa Renato de Britto Azevedo, que obteve a liminar favorável ao clube, ameaçou entrar com uma queixa crime contra a diretoria da Lusa e a CBF. A partir dessa ameaça, a diretoria da Portuguesa decidiu retirar o time do campo.

Minutos depois de a Lusa deixar o gramado, o próprio delegado da partida, dizendo ter conversado ao telefone com o presidente da CBF, José Maria Marin, foi até o vestiário da Portuguesa e disse que a ordem da entidade é que o jogo fosse retomado.

O trio de arbitragem e o Joinville aguardaram por meia hora para que a Portuguesa voltasse a campo, mas isso não aconteceu. Assim o capixaba Marcos Andre Gomes da Penha se viu obrigado a encerrar a partida.

NOVELA – Faltando duas horas para a partida, por volta das 17h30 o presidente da Portuguesa, Ilídio Lico, ainda aguardava uma manifestação oficial da CBF e também pretendia consultar outros dirigentes da equipe do Canindé para decidir se o time jogaria ou não. “Quero consultar os outros poderes do clube para não tomar a decisão sozinho”, disse o dirigente à reportagem duas horas antes do horário marcado para o jogo.

Na última quinta-feira, a diretoria da Portuguesa descobriu que o torcedor Renato Britto de Azevedo obteve liminar na 3ª Vara Cível do Foro Regional da Penha, em São Paulo, no dia 10 de abril, devolvendo os quatro pontos que a Portuguesa perdeu no julgamento do STJD no final do ano passado pela escalação irregular do meia Héverton. Com a decisão da juíza Adaísa Bernardi Isaac Halpern, a Lusa está provisoriamente na Série A. A CBF chegou a pedir reconsideração, mas o pedido foi negado pela juíza.

Na semana passada, a CBF conseguiu cassar a liminar que a própria Portuguesa havia conseguido em São Paulo. Além disso, o Superior Tribunal de Justiça definiu o Rio de Janeiro como único foro competente para julgar as ações relacionadas ao “caso Lusa”.

Tradicional celebração da Paixão de Cristo é cancelada pela Arquidiocese

Motivo é a presença de ex-ocupantes do terreno da Oi que estão acampando em frente à Catedral Metropolitana

O DIA

Rio – A tradicional celebração da Paixão de Cristo, programada para ser realizada na tarde desta sexta-feira, na Catedral Metropolitana do Rio, foi cancelada por conta de ex-ocupantes do terreno da Oi, que estão acampando desde a manhã em frente à catedral. De acordo com uma nota oficial divulgada pela assessoria da Arquidiocese do Rio, o cancelamento foi decidido por “questão de segurança”.

A nota explica que o cardeal Dom Orani Tempesta vai realizar celebrações em locais carentes. “A Catedral permanecerá fechada. O Sr. Cardeal, em solidariedade a todos os necessitados realizará as celebrações pascais em comunidades que experimentam a pobreza aguda e que serão informadas oportunamente”, diz.

O padre da catedral, Pedro Luis Antônio Pereira Lopes, esteve presente para conversar com os desabrigados no lado de fora da igreja. Ele ressaltou que a intenção da paróquia agora é fazer uma mediação para ajudar os desalojados. “Aqui eles não vão conseguir nada, se eles querem revindicar devem acampar na porta das autoridades. Mas não somos contra a permanência deles aqui. Tentaremos fazer uma mediação entre eles e a prefeitura para que haja uma resolução de paz, porque entendemos que a manifestação deles é justa”, afirmou.

GM e Choque retiram manifestantes da Cidade Nova

Os ex-ocupantes do terreno da Oi foram retirados na madrugada desta sexta-feira, numa ação conjunta da Guarda Municipal e do Batalhão de Choque. Eles estavam acampados na calçada dos fundos de um prédio, na Rua Afonso Cavalcanti, na Cidade Nova, próximo a sede administrativa da Prefeitura do Rio.

Cerca de 200 homens da Guarda Municipal participaram da retirada dos manifestantes na madrugada desta sexta-feira, na Cidade Nova

Foto:  Osvaldo Praddo / Agência O Dia

Os manifestantes e ativistas que apoiam o movimento reclamaram da truculência das tropas. A Avenida Presidente Vargas chegou a ser fechada por alguns momentos. Não houve prisões nem registro de feridos.

Segundo os manifestantes, cerca de 100 pessoas estavam na calçada dos fundos do prédio 3131, da Av. Presidente Vargas, quando a tropa de choque da Guarda Municipal chegou por volta das 2h30. Pelo menos duas mulheres grávidas estavam no grupo. Vários ativistas que apoiavam a causa tentaram negociar com os agentes e demovê-los da remoção.

noticias gerais e, especificamente, do bairro do Brás, principalmente do comércio